Rio - Trezentos mil evangélicos reuniram-se neste sábado no Centro do Rio na Marcha para Jesus, que tinha como mote o ‘direito a liberdade de expressão’ — referência ao Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. Ao longo da manifestação, que começou na Central do Brasil e terminou com a apresentação musical na Cinelândia, evangélicos seguravam faixas contrárias ao projeto de lei e ao aborto.
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Foto: André Mourão / Agência O Dia
“O mote da marcha é ‘a favor da liberdade de expressão, religiosa e da família tradicional’. Quero ter o direito de criticar (o homossexualismo). Esse é um princípio do estado de direito”, disse o organizador, pastor Silas Malafaia. Pouco antes de chegar à Cinelândia, um dos líderes do evento, o pastor Alexandre Esquerdo, pediu que os evangélicos gritassem em coro: “Governador, autoridades, é Jesus Cristo que comanda essa cidade”.
Minutos depois, Malafaia pediu orações para políticos e agradeceu o apoio da Prefeitura do Rio, que liberou R$2,4 milhões para o evento. “Pela primeira vez, a prefeitura apoia a marcha de Jesus. E devolvemos dinheiro. Agora pergunta se a passeata gay devolve dinheiro”, disse o pastor. Mais tarde, Malafaia explicou que a prefeitura adiantou 80% do valor e que a organização não pegaria os 20% restantes. “Ou seja, devolveremos R$ 410 mil”, explicou.
Dois dias após o Dia Internacional contra a Homofobia, o prefeito Eduardo Paes afirmou que patrocinar eventos católicos, evangélicos e a parada gay é papel da prefeitura. Mas garantiu que é contrário a “qualquer tipo” de discriminação. “Essa é uma cidade aberta e livre. Acho a União Civil entre homossexuais algo absolutamente normal. Qualquer tipo de preconceito é ruim”, afirmou.