sábado, 12 de maio de 2012

'É difícil separar religião e política', afirma d. Odilo Scherer

À coluna 'Direto da Fonte', ele fala sobre os principais desafios da Igreja e de ser arcebispo de São Paulo
30 de abril de 2012 | 3h 08 - Paula Bonelli - O Estado de São Paulo

Cardeal Odilo Scherer
À frente da arquidiocese de São Paulo, d. Odilo Pedro Scherer cuida de cerca de 4,5 milhões de almas católicas e cumpre, com afinco, determinação do papa Bento 16: levar o rebanho a confirmar e redescobrir sua fé. O trabalho envolve liderar as fileiras de bispos e outros sacerdotes, mas também garantir a presença da Igreja na mídia e ocupar espaços públicos - em um campo religioso cada vez mais competitivo. O cardeal, que participa, no fim de maio, do Encontro Mundial das Famílias com o papa, em Milão, acaba de passar 10 dias com 300 bispos na Assembleia-Geral da CNBB. Em conversa com a coluna, não recusou nenhuma pergunta: de eleições ("ajudamos a comunidade a discernir sobre cada candidato") à recente aprovação de aborto de anencéfalos pelo Supremo ("uma perda para a sociedade").

Aos 62 anos, d. Odilo foi escolado nos corredores do Vaticano e carrega um blend de sotaques que reúne o original sulista, dialetos em alemão - falados em sua casa, na infância -, italiano e, agora, uma pitada de paulistanês. Na entrevista a seguir, ele revela que padres fazem psicanálise, diz gostar de Chico e Beethoven e explica por que a Teologia da Libertação, ao que parece, se foi para não mais voltar.

Estado: Qual o lado bom e o lado ruim de ser arcebispo de SP?

É uma enorme graça de Deus. E, sem dúvida, é motivo de muita alegria receber uma missão tão importante. O lado difícil são os enormes desafios. A arquidiocese de São Paulo é muito grande, e o volume de trabalho também. Além de participar de todas as atividades do universo religioso, é preciso acompanhar a mídia e estar no espaço público e político, seja pela natureza da Igreja, que represento, seja pela vontade das pessoas de ouvir o arcebispo em certos momentos.

Estado: O que o senhor sentiu ao receber a notícia de que seria nomeado bispo auxiliar para SP e mais tarde arcebispo?

Eu já tinha 52 anos e trabalhava na Congregação para os Bispos na Santa Sé, por onde passam as nomeações dos bispos. Portanto, sabia o que significava e as implicações do serviço. Senti, evidentemente, o peso da decisão. No momento em que disse "sim, aceito", senti uma enorme carga de responsabilidade.

Estado: Teve medo?

Medo, não. Mas pensei nas implicações e se daria conta.

Estado: O senhor já fez terapia? Padres podem fazer?

Eu nunca fiz, mas padres podem, sim, fazer. Por que não? Em algumas situações, é até aconselhado.

Estado: Conhece casos de padres que fizeram?

Conheço, mas não vou citá-los. O padre é um ser humano. Pode ter estresse, crise depressiva, disfunção neurológica hereditária, que provoca problemas psicológicos e comportamentais.

Estado: Quando o senhor não está envolvido com as atividades de cardeal-arcebispo, costuma fazer o quê?

Gosto muito de música popular e erudita. Beethoven, Bach e Brahms. Também Chico Buarque, Maria Bethânia... da MPB, gosto de vários cantores. Escuto música quando trabalho, no escritório, enquanto mexo na papelada. Este é um hábito que aprendi no seminário e que trago desde menino.

Estado: Vai ao cinema?

Pouco, infelizmente. Não dá tempo. Mas gosto de ir.

Estado: O senhor viu o filme Habemus Papam (ficção sobre um papa que, ao ser eleito, não consegue assumir por causa do peso da responsabilidade), que está em cartaz nos cinemas?

Ainda não. Vou tentar assistir na Itália, no idioma original.

Estado: O papa é esperado no Rio para a Jornada da Juventude, em 2013. Qual a importância do evento?

É muito importante, para que apareça o rosto jovem da Igreja. Para que interajam e vejam que há muitos outros jovens, inclusive de outros países, que creem como eles. Também é um momento de se encontrarem com o papa Bento 16.

Estado: Quais são os desafios de realizar este evento?

São muitos, de todo o tipo, de ordem logística. Isso não é fácil em um evento para o qual se esperam milhões de pessoas. Está mais por conta da arquidiocese do Rio, que organiza localmente e está trabalhando duro. Estamos organizando, em âmbito nacional, o envolvimento de toda a juventude.

Estado: Existe a expectativa de um grande público no Rio?

Existe. O Rio de Janeiro atrai por si mesmo, mas não se vai para lá fazer turismo. A Jornada é momento de viver uma programação intensa, com várias temáticas, em conjunto, pelos participantes. Isso requer bastante esforço e até disposição para enfrentar alguns desconfortos. É evidente que, no fim, por melhor que seja a organização, em algum momento vai falhar. Não é que todo mundo poderá dormir em hotel de quatro estrelas, e é inevitável o congestionamento no trânsito, por exemplo. Mas o pessoal vai na alegria, porque é uma experiência única.

Estado: Como manter os jovens envolvidos com o catolicismo e o seu lado erudito?

A Jornada Mundial da Juventude é um modo de despertar isso. Não há como manter o interesse dos jovens, senão pondo-os em contato. Ninguém ama o que não conhece. O encontro é para deixar que a juventude faça suas perguntas, se expresse e perceba também os valores e toda a história da Igreja. Isso faz com que ela se sinta parte da Igreja e não a enxergue como algo distante.

Estado: Como se adaptar aos novos tempos sem perder a qualidade do catolicismo?

Este é um enorme desafio, que a Igreja enfrenta há dois mil anos. Estamos vivendo uma virada epocal, semelhante à ocorrida na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, e da Moderna para a Contemporânea. São momentos em que a Igreja tem de reaprender, propondo-se de forma nova, mas mantendo-se idêntica a si mesma. É o que estamos precisando fazer hoje.

Estado: A Renovação Carismática é um caminho?

É, mas não o único. Existem muitos outros, bem diversos da Renovação Carismática.

Estado: Como, então, frear a perda de fiéis para igrejas pentecostais?

Não há outro modo, senão ajudando os fiéis a se sentirem fortalecidos na própria fé e enraizados na Igreja. Mas a ideia que se passa é que só a Igreja Católica está perdendo fiéis. Outras perdem, porcentualmente, muito mais. Se vocês olharem o censo de 2000 a 2010, verão o quanto a Igreja Universal do Reino de Deus perdeu. Hoje, há uma oferta religiosa muito ampla, e eu diria agressiva. As pessoas, de alguma forma, estão sob pressão para fazer novas escolhas.

Estado: Este é um ano de eleições. Na sua opinião, a religião deve influenciar a política?

Não sei se a religião deve influenciar a política, mas as convicções religiosas dos cidadãos repercutem na política. Religião e política não se fundem, não se sobrepõem, mas é muito difícil separar as duas coisas.

Estado: Qual a orientação da Igreja Católica para o processo eleitoral deste ano?

A mensagem dos bispos é para que o povo se interesse pela participação política, procure conhecer bem os candidatos. Fiquem atentos à aplicação da lei 9.840, contra a corrupção eleitoral, o abuso do poder econômico e a compra de votos. Enfim, estejam atentos para escolher candidatos idôneos.

A Igreja apoia candidatos?

Não costumamos indicar candidatos, porque é uma questão de escolha livre e consciente de cada um. Recomendamos, também, que o clero não tome posição partidária, pois isso cria divisões. Não escolhemos partidos nem candidatos. Mas ajudamos a comunidade a discernir sobre cada um. E possa escolher aqueles sintonizados com nossas convicções - de justiça social, atendimento das necessidades da população carente, justiça econômica, promoção do desenvolvimento, respeito à dignidade da pessoa e moralidade pública.

Na Itália, sede do Vaticano, e em vários países desenvolvidos, o aborto é legalizado há muitos anos. A Igreja está na contramão da saúde pública?

A legalização do aborto não é a promoção da saúde pública, mas a legalização da morte de seres humanos. Se está na contramão de outras decisões? É possível, mas a Igreja não pode estar na contramão dos princípios básicos da dignidade humana, proclamados pelas nações, pela Constituição brasileira, pela ONU. Nem que todos os países aprovassem a legalização do aborto, a Igreja não poderia aprová-la.

Como o senhor recebeu a aprovação do aborto de anencéfalos pelo STF?


A aprovação não muda a posição da Igreja em relação à questão, que é de respeito pleno à vida daquele ser humano - ainda que seja muito breve. Se isso foi tornado legal, não significa que se tornou moral. Fique claro que não foi a Igreja que perdeu, nem os cristãos, mas a sociedade brasileira. A humanidade perdeu em sensibilidade, em respeito à pessoa e ficou mais endurecida em relação às fragilidades e aos defeitos humanos.

Se não houvesse celibato, haveria mais padres?

Não sei, talvez. É bastante difícil responder a esta pergunta de forma hipotética. Porém, há um fato: em outras igrejas que não têm celibato, também faltam ministros. O problema não é o celibato, mas uma coisa mais profunda, a experiência da fé e o valor da proposta religiosa.

Quais foram e ainda serão as consequências para a Igreja dos casos de pedofilia? Como o senhor os enxerga?

Não é só um problema da Igreja. Mais de 90% dos casos ocorrem embaixo do teto familiar. Lamentavelmente, também ocorreram e ocorrem em ambientes religiosos. Creio que trouxe um grande dano à credibilidade da Igreja, mas também está trazendo grande purificação. E uma atenção também da sociedade para a questão.

Como coibir, de forma prática, a pedofilia na Igreja? Palestra? Terapia?

Não é só na Igreja, é na sociedade como um todo. Como é possível tentar combater isso se, nas escolas, coloca-se camisinha ao alcance de crianças? São um convite a fazer sexo, a promiscuidade, desde cedo. A preocupação é combater a aids, mas não se percebe que ali está se promovendo um monte de outras consequências danosas. Dentro da Igreja, evidentemente estamos muito atentos em fazer uma nova retomada da consciência, respeito aos valores morais e da observância dos mandamentos da Lei de Deus.

A Teologia da Libertação está enfraquecida, mas ainda é lembrada como uma corrente da Igreja preocupada em abolir as injustiças sociais.

Foi um momento da história da teologia. Ela perdeu suas motivações próprias, por causa da ideologia marxista de fundo - materialismo ateu, luta de classes, uso da violência para conquistar objetivos -, que não casa com a teologia cristã. Isso foi percebido pouco a pouco. Talvez tenha tido méritos, por ajudar a recobrar a consciência de questões como justiça social, justiça internacional e a libertação dos povos oprimidos. Mas estes sempre foram temas constantes do ensino da Igreja. E vão continuar a ser.

Ainda há muitos padres da Teologia da Libertação?

Não sei se muitos. Ainda existem simpatizantes, mas já não são tantos assim.

Nos seminários brasileiros, ainda há bastantes padres da Teologia da Libertação lecionando?

Não, não creio.

O senhor poderia ser eleito papa um dia? Pensa nisso?

Não estou imaginando isso, não. Só um será eleito papa e existem tantos que podem ser escolhidos! É o conclave que decide, não alguém que se propõe ou que diz "quero ser papa" ou "vote em mim, eu vou ser papa". Isso não existe. Portanto, não passa pela minha cabeça outra coisa além de ser arcebispo de São Paulo.

Vale-tudo na CPI - Editorial da Folha de São Paulo

Investigação corre perigo de descarrilar ao desviar foco de Cachoeira e Demóstenes Torres para jornalistas e o procurador Roberto Gurgel
Começou mal a CPI mista para investigar o caso Cachoeira, com a já conhecida aposta na confusão por parte dos setores mais aloprados do Congresso.

O que mais se deveria esperar de uma comissão em que personagens da estatura de um Fernando Collor de Mello e de um Protógenes Queiroz se aliam na tentativa de cercear a imprensa? Doses crescentes de desatino, por certo.

A CPI foi criada para investigar, com os amplos poderes que lhe dá o artigo 58 da Constituição, a comprometedora teia de relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogos ilegais, com figuras públicas. Por exemplo, com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF) -além de uma das maiores empreiteiras do país, a Delta, campeã em obras do PAC.

Foi o pretexto para a ala do PT mais afetada pelo processo do mensalão tentar fazer da CPI um antídoto para o julgamento por iniciar-se no Supremo Tribunal Federal. Em seu afã vindicativo, abriu até uma frente de conflito institucional com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O chefe do Ministério Público Federal ganhou a hostilidade do lulo-petismo por ter pedido a condenação de mensaleiros. De forma maliciosa, com o indisfarçável propósito de intimidá-lo, essa facção o acusa agora de ter protegido Demóstenes ao apontar a insuficiência dos elementos colhidos pela primeira operação da Polícia Federal (Vegas) contra Cachoeira.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), parece inclinado a seguir em frente com a ideia extravagante de chamar Gurgel a se explicar perante a comissão. O procurador-geral já deu sinais de que se recusará, em manifestação de independência. É no mínimo duvidoso que o Supremo reconheça entre os poderes da CPI o de forçá-lo a comparecer.
Editorial da Folha de São Paulo - 11.05.2012
Tampouco surgiu até agora qualquer indício de má conduta que justifique a intimação de jornalistas da revista "Veja" para depor, como almejam setores do PT -que, aliás, não contam com o apoio do Planalto para essa revanche pelos sucessivos escândalos revelados.

Igualmente descabido é o sigilo extremo adotado pelo presidente da CPI e seu relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Não só já se mostrou ineficaz, pois não cessam de vazar os depoimentos supostamente secretos, como ainda contraria o escopo de toda CPI, que é expor ao público fatos e condutas de agentes oficiais sob suspeita.

É comum ouvir que CPIs têm tendência a degenerar em circo. As sessões iniciais sugerem que os piores prognósticos caminham para confirmar-se, e bem cedo.

Vaticano diz para a ONU: todos os pais têm o direito de dar educação escolar para os filhos em casa

Ben Johnson
TURTLE BAY, Nova Iorque, EUA, 1 de maio de 2012, (LifeSiteNews.com) — Numa vitória importante para os direitos dos pais no mundo inteiro, um representante do Vaticano disse que todos os pais têm o direito de dar educação escolar em casa aos filhos.
“O Estado tem de respeitar as escolhas que os pais fazem para seus filhos e evitar tentativas de doutrinação ideológica”, a missão permanente de observador da Santa Sé na ONU escreveu num comunicado divulgado na terça-feira.
Os pais “têm o direito e dever de escolher escolas cuja educação seja no lar, e eles têm o direito de possuir a liberdade de ter essa educação, que por sua vez tem de ser respeitada e facilitada pelo Estado”.
“Essa é uma vitória enorme”, Jeremiah Lorrig, diretor de relações com a mídia da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (conhecida pela sigla em inglês HSLDA), disse para LifeSiteNews.com. “Ter o apoio do embaixador do Vaticano é incalculável para o movimento de famílias que educam os filhos em casa”.
Um crescente número de pais opta por educar seus filhos em casa por causa da péssima qualidade das escolas disponíveis, ou porque as escolas cada vez mais promovem valores que estão em conflito com a moralidade cristã tradicional.
Em julho do ano passado, o governador Jerry Brown sancionou uma lei que exige que as escolas públicas da Califórnia ensinem “o papel e contribuições” dos homossexuais na história dos Estados Unidos.
“O propósito dessa lei é muito óbvio e é promover a aceitação social da homossexualidade e transexualidade para todas as crianças, e ao mesmo tempo silenciar aqueles que têm convicções religiosas ou morais contra tais estilos de vida”, Brad Dacus, presidente do Instituto de Justiça do Pacífico, disse para LifeSiteNews.com.
O problema não começou com algum projeto de lei, disse ele. “Os distritos escolares da Califórnia já estavam implementando programas de orientação pró-homossexualismo, e também programas para que as crianças aceitem melhor os travestis”, antes mesmo que o projeto de lei 48 fosse elaborado como legislação, muito menos se tornasse lei”, disse Dacus. Por exemplo, a Escola Fundamental Redwood Heights em Oakland implementou um currículo de “identidade de gênero”. “Esses programas já estavam sendo implementados da pré-escola ou jardim-da-infância até a escola secundária”, disse ele.
“Esse tipo de material só traz mais confusão, dificultando que as crianças façam decisões, e solidifica uma orientação sexual diferente do que é mental e fisicamente saudável para as crianças”, Dacus disse para LifeSiteNews.
Em muitos países, os pais sofrem a negação do direito básico de escolher a educação de seus filhos. Em outubro do ano passado, uma comissão do Congresso Nacional do Brasil decretou que a educação escolar em casa “desrespeita a Constituição, o Código Penal, a Lei Nacional de Diretrizes Básicas da Educação e o Estatuto da Criança e do Adolescente”. A situação da educação escolar em casa na Alemanha é tão ruim que uma família fugiu para o Irã para ter o direito de educar seus filhos em casa.
“A chave é conscientizar”, Lorrig disse para LifeSiteNews. “Em muitos desses países que têm leis muito restritivas contra a educação escolar em casa, as pessoas estão perdendo seus filhos”.
O mesmo problema também existe nos Estados Unidos. O Instituto de Justiça do Pacífico e a HSLDA defenderam famílias da Califórnia que educam os filhos em casa de uma decisão do Supremo Tribunal da Califórnia que buscava restringir seus direitos.
Lorrig disse para LifeSiteNews que o maior problema é a incerteza. “Você nunca sabe onde os ataques de surpresa vão aparecer”, disse ele. Por exemplo, a HSLDA teve uma batalha com um juiz do Mississippi, o qual tentou impor maiores restrições nos pais que educam os filhos em casa. “Nunca houve problemas contra a educação escolar em casa no Mississippi”, disse Lorrig.
A HSLDA venceu esses casos. “Mas é uma constante luta entre a liberdade de educar de casa e o desejo de controlar os pais”, disse Lorrig.
O apoio do Vaticano fará uma mudança bem-vinda para a missão internacional da HSLDA. “Encontramo-nos realmente em batalhas na ONU, principalmente em lutas contra a Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças”, disse Lorrig.
Se os EUA ratificarem esse tratado, avisou ele, poderá haver uma erosão dos direitos dos pais sobre a educação e muitos outros aspectos da vida de seus filhos menores. “Constitucionalmente falando, a Convenção dos Direitos das Crianças mudaria a estrutura das políticas de família nos Estados Unidos, minaria a soberania e colocaria essa autoridade nas mãos de remotos autoproclamados especialistas”, disse Lorrig.
A HSLDA facilita ou dá assessorial legal em favor de famílias que educam em casa em cerca de 25 nações no mundo inteiro.
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Vatican to the UN: all parents have the right to homeschool

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Religiosos fundamentalistas com fundamentos ou ditadura gay sem fundamentos?

Quando fomos entrevistados pelo jornal "Valor Econômico", a repórter afirmou que estávamos escrevendo um artigo com o título "A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo os nossos filhos".
Um senhor, com nome de Júlio Marinho, escreveu um artigo publicado no blog "nossostons", que se diz de "notícias e artigos relacionados ao universo lgbt (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), nos agredindo com palavra de baixo calão, cujo texto está transcrito no final. Na época, não estávamos escrevendo. Agora, diante dessa agressão gratuita a nós, aos sacerdotes e aos religiosos, somos obrigados a escrever sobre a ideologia homossexual. 

Retornando à matéria do jornal "Valor Econômico", fomos pesquisar na Internet para saber se alguém teria dito ou escrito algo parecido com o título do suposto artigo que estaríamos escrevendo.

Descobrimos que um líder dos gays, de nome Luis Mott, concedeu uma entrevista ao Jô Soares, onde , no final da entrevista, convocou os heterossexuais a terem filhos para serem transformados em novos gays e novas lésbicas, usando uma frase que demonstra aquele objetivo de "não poupar ninguém, nem mesmo os nossos filhos". Disse ele, ao vivo e com todas as letras:

   "Nós precisamos de vocês heterossexuais, amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais, novos gays, novas lésbicas." (Vídeo aqui)

É interessante observar que, na entrevista,  ele afirma que o sexo é cultural. Ou seja, a pessoa humana não nasce homem ou mulher. A pessoa nasceria uma "coisa sem sexo" e depois escolheria o seu sexo. A medicina precisaria mudar a genética e os obstetras informariam o  nascimento de uma "coisa sem sexo" para o cartório de registro de nascimentos, já que a escolha cultural do sexo caberá à "coisa" que nasceu, quando ela crescer. É uma tese absurda, sem fundamentos biológicos, jurídicos, religiosos, ou qualquer outro. 

A Dra. Alice Teixeira, geneticista e livre docente da Escola Paulista de Medicina, comentando post sobre o aborto escrito por nós, afirmou que é "evidência científica demonstrada até hoje que na fecundação do óvulo pelo espermatozoide surge uma nova vida com um genoma específico, irreproduzível, diferente do pai e da mãe" (AQUI), Portanto, pai e mãe produzem outro ser humano que pode ter o sexo masculino ou feminino. Nunca uma "coisa" que irá escolher seu sexo no futuro. 

Os ativistas homossexuais atacam a Igreja Católica, os bispos e os padres, por ser um método fácil de chamar a atenção. Quando um sacerdote comete um deslize, ou se envolve em atos reprovados pela Igreja e pelo Evangelho, ficam felizes. A Igreja Católica é a única instituição no mundo que tem mais de 2000 anos e está internacionalmente organizada. Para chamar a atenção da imprensa, basta mirar na Igreja, que uma parte dela, atrelada à ideologia homossexual e ao aborto, coloca uma manchete na primeira página. Mas, temos certeza que a maioria dos homossexuais não pactua com os métodos utilizados por esses ativistas homossexuais para atacar a Igreja, seus integrantes e os cristãos.  

Grande parte da população, até mesmo a católica, talvez não conheça o posicionamento da Igreja sobre o homossexualismo. Vamos tentar esclarecer. O Catecismo da Igreja Católica, nos números 2257, 2258 e 2259, diz o seguinte: 

CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE
"
A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada.
Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.
Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação.
Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta.
Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade.
Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã."

O Catecismo é claro: "devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta." Mas, como previsto nos Mandamentos e no Catecismo, "as pessoas homossexuais são chamadas à castidade."

Jesus nos disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." E nos convidou a segui-lo, obedecendo e respeitando o Evangelho. Portanto, procurando "pela oração e pela graça sacramental, se aproximar resolutamente da perfeição cristã." 

O matrimônio tem a finalidade de unir um homem e uma mulher com o objetivo de gerar novas vidas, como anotado no Código Canônico, cânon 1055: "O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, entre batizados, foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento." 

O matrimônio, entre homem e mulher, tem a função de gerar vidas. O homossexualismo não gera nenhuma vida. Ao contrário, ceifa muitas vidas, por doenças, por assassinatos ocorridos entre os membros de seus grupos, ou atingidos por maníacos, e até por suicídios. 
Esses ativistas homossexuais que nos atacam, não tendo como justificar os seus pecados e sua lascívia, tentam atingir a Igreja Católica, qualificando-a de "fundamentalista". Fundamento significa base, alicerce. A Igreja Católica tem por fundamento a lei natural: um homem nasce com o sexo masculino e uma mulher com o feminino. Homem e mulher, unidos em matrimônio, geram filhos e filhas. Os atos homossexuais são contrários à lei natural e não produzem vidas, "Fecham o ato sexual ao dom da vida."

As mentiras do Relatório Kinsey, os métodos do "Rei do aborto" Bernard Nathanson  e a escolha cultural do sexo, conforme Luiz Mott,  são os "fundamentos" da ideologia gay. Esses ativistas gays não têm fundamentos válidos para convencer as pessoas sobre sua ideologia. Mas querem impor essa ideologia homossexual, à força, mediante ofensas e agressões, como as ocorridas no post abaixo, na parada gay (com os Santos católicos) e em tantas outras ocasiões e que continuarão acontecendo.  

O PL 122 tem o objetivo de amordaçar e de impor uma ditadura gay, transformando em criminosa qualquer pessoa que criticar essa ideologia. Esses ativistas gays,  que nos atacam, querem impor uma ditadura gay aos cristãos e ao povo brasileiro, que não aceitaremos.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos
Jornalista MTb 123
www.domluizbergonzini.com.br


25 Fevereiro 2012

Ministra sofre ataques de fundamentalistas religiosos
Eleonora Menicucci, 67 anos, Empossada no dia 10 de Fevereiro como secretária de Políticas para
Mulheres, cargo com status de ministério, é abertamente favorável ao aborto e aos direitos civis
 dos cidadãos LGBTs, o que tem provocado a ira dos fundamentalistas cristãos. A Ministra tem
sido violentamente atacada pelos fanáticos religiosos, que como sempre, não aceitam pessoas
que não sigam suas cartilhas. 

Um dos que que atacaram Eleonora foi dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de
 Guarulhos, para ele "a nova ministra, segundo a imprensa, já fez dois abortos. Se realmente fez,
matou dois seres humanos. Uma mulher que mata dois inocentes é uma pessoa insensível, que
usará de todos os meios para obter sucesso na defesa do aborto", declarou.

Eleonora é amiga íntima da presidente Dilma Rousseff, que, segundo Bergonzini, em outros
momentos, também se mostrou favorável ao aborto. O bispo teme que essa proximidade de ideias
venha a gerar nova discussão sobre o tema.

"Sabíamos que Dilma era a favor do aborto. Nas eleições, para ganhar os votos dos cristãos,
ela declarou que nada faria para modificar a legislação do aborto.  Mas ela não disse nada sobre
fazer a modificação das leis do aborto por terceiras pessoas. Usando, por exemplo,  os deputados de
seu partido e da base aliada. Haverá, sim, uma longa batalha sobre o aborto e nós estamos preparados para ela", analisou Bergonzini.

Outro que atacou covardemente a Ministra foi o nosso já conhecido deputado Eduardo Cunha
 (PMDB-RJ). O deputado chamou Eleonora de "sodoministra" no Twitter. "A nomeação da
abortista [para o cargo de] sodoministra foi um desastre para a imagem do governo. Lamentável
mesmo!" [...] "Quando a gente lê várias declarações dessa nova ministra, ela está no lugar e na
época errada, devia estar em Sodoma e Gomorra." Declarou Eduardo Cunha.

A ministra Eleonora Menicucci é graduada em ciências sociais pela Universidade Federal de Minas
Gerais, é professora titular da UNIFESP de "Saúde Coletiva", com ênfase na mulher e é filiada
ao PT. "Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que
 nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece", disse Eleonora a
Folha de São Paulo. Já para a revista TPM, publicada antes de ser empossada, a nova Ministra
 declarou que, "me relaciono com homens e mulheres e tenho muito orgulho de minha filha, que
é gay, e teve uma filha por inseminação artificial".

Eleonora, que é exguerrilheira, ficou presa de 1971 a 1973. "Naquela época, era prioritariamente
a luta contra a ditadura. O feminismo veio depois, já na prisão". Na época da prisão a atual
Ministra militava no POC (Partido Operário Comunista). Ela contou que a filha Maria, que
tinha 1 anos e dez meses, foi torturada na sua frente nas dependências da OBAN (Operação
Bandeirantes), em São Paulo. Depois disso Eleonora ficou 52 dias sem ter notícias do bebê.
"As torturas, minha e de minha filha, me mostraram a olho nu a crua e nua dimensão do terror
instalado no nosso país e paradoxalmente a nossa impotência diante dele. Ali me transformei
 em feminista." Declarou a revista científica "Labrys", em 2009.

A coragem e determinação da Ministra ficam evidentes após a seguinte declaração: "imagine se

vou ter medo de defender as minhas ideias depois de ter passado pelas mãos dos militares."

É sempre assim, toda vez que alguém, corajosamente, vai de encontro aos mandamentos e crenças
 arcaicas dos fundamentalistas religiosos, é violenta e covardemente atacado. A má notícia é que,
 esses fanáticos de merda continuam infestando o meio político nacional. A boa, é que mais e mais
 pessoas, como Eleonora Menicucci, tem tido a coragem de enfrentá-los. 

Júlio Marinho às 07:00

O governo Lula e o combate à castidade

 Pe. Luiz Carlos Lodi da Silva

A vida deve ser respeitada ainda antes da concepção. O respeito à vida deve começar pelo respeito à sexualidade, que é a fonte e a raiz da vida. A cultura da vida coincide com a cultura da castidade. O aborto é o fundo de um abismo que se inicia com o desregramento sexual.
No governo Lula, a causa pró-aborto — que ataca diretamente a vida humana — anda de mãos dadas com a causa pró-homossexualismo — que ataca frontalmente a virtude da castidade, sobre a qual se funda a família. Desde o início de 2003, o governo vem fazendo todo o possível, seja internamente, seja perante a comunidade internacional (ONU e OEA), para glorificar o homossexualismo e tratar como criminosos (“homofóbicos”) os que se opõem à conduta homossexual.
Ao mesmo tempo em que oferece aos pobres a chamada “bolsa-família”governo investe pesadamente em destruir os valores da família. Nas escolas, os alunos são convidados a escrever, às ocultas de seus pais, suas experiências sexuais na cartilha de pornografia chamada “O caderno das coisas importantes – confidencial”, uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação[1]. Segundo anúncio do Ministro José Gomes Temporão de 26/06/2008, as primeiras 400 máquinas de distribuição de preservativos estão para ser instaladas em escolas públicas participantes do programa “Saúde e Prevenção nas Escolas” [2].
Examinemos a seguir a cronologia da promoção do homossexualismo durante os dois períodos de governo do atual presidente:
Abril 2003 – A delegação do governo Lula apresenta à Comissão de Direitos Humanos da ONU uma proposta de resolução proibindo a discriminação com base na “orientação sexual”. A discussão é adiada, por decisão da maioria dos países.
7 e 8 dez. 2003 — O governo Lula, pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos Nilmário Miranda, lança o “Brasil sem Homofobia: Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB e de Promoção da Cidadania Homossexual[3].
30 mar. 2004 – O governo Lula, em um “recuo estratégico”, desiste de reapresentar na ONU a proposta apresentada em 2003.[4]
22 maio 2006 – O Partido dos Trabalhadores, em seu 13º Encontro Nacional, aprova as “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores (Eleição presidencial de 2006)”, contendo como propósito para o segundo mandato a “descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia” (item 35).[5]
27 set. 2006 – Atendendo às propostas do 13º Encontro Nacional do PT, o presidente Lula inclui em seu programa de governo 2007- 2010 a legalização do aborto: “Criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação” (Programa Setorial de Mulheres, p. 19).[6] À promoção do homossexualismo é dedicado um caderno de 14 páginas: “Lula presidente: construindo um Brasil sem homofobia: Programa Setorial Cidadania GLBT 2007 / 2010 . Sem o menor escrúpulo, o presidente se compromete a aprovar a “união civil entre pessoas do mesmo sexo, estendendo aos casais homossexuais os mesmos direitos que os casais heterossexuais possuem. Inclusive o reconhecimento e proteção de suas famílias, garantindo o direito à adoção” (p. 13).[7]
28 nov. 2007 – O Presidente Lula assina um decreto[8] convocando a I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais(GLBT), sob os auspícios da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com o tema: “Direitos Humanos e Políticas Públicas: O caminho para garantir a cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais”.
3 jun. 2008 – Em Medellín, Colômbia, a Assembléia-Geral da OEA, por iniciativa do Brasil, aprova a resolução “Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero” (AG/RES. 2435 (XXXVIII-O/08))[9].
5 jun. 2008 – Em Brasília, participando da abertura da I Conferência GLBT, o presidente Lula, segurando uma bandeira com o arco-íris, afirma que a oposição ao homossexualismo “talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano[10]. Essa conferência pró-homossexualismo “é a primeira do Brasil e do mundo realizada com apoio governamental”.[11]  

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
PLC 122/2008: podar ou extirpar?

(com o apoio do governo Lula e com a omissão dos cristãos, uma nefanda lei “anti-homofobia” pode ser aprovada)
Suponhamos que alguém fizesse a proposta de uma lei em defesa dos fumantes. A injúria – que já é crime – seria um crime especial, com pena maior, se fosse cometida contra alguém em razão de ser fumante. O crime de constrangimento ilegal – por exemplo, impedir alguém de se locomover em um local público – teria uma pena agravada se o fosse praticado em razão do tabagismo da pessoa constrangida. A dispensa de um empregado sem justa causa – que não é crime – passaria a ser crime se o empregado fosse tabagista e se fosse dispensado em razão do fumo.
Certamente surgiriam objeções a essa proposta legislativa. Afinal – diriam – os direitos das pessoas, fumantes ou não, já estão elencados na Constituição Federal. O fumante, na qualidade de fumante, não tem direitos. O tabagismo é um vício que não pode acrescentar direito algum a alguém.
* * *
Está para ser apreciado no Senado Federal um projeto (PLC 122/2006) que pretende defender os que praticam atos de homossexualismo. A injúria – que já é crime – será um crime especial, punível com reclusão de 1 a 3 anos e multa, se cometida contra alguém em razão de seu comportamento homossexual (cf. art. 10). A dispensa de um empregado sem justa causa – que não é crime – passará a ser crime punível com 2 a 5 anos de reclusão se o empregado for homossexual e se for dispensado em razão de atos de homossexualismo (cf. art. 4º). A proibição de ingresso ou permanência de alguém em um estabelecimento aberto ao público será crime punível com 1 a 3 anos de reclusão se a pessoa impedida for homossexual e se a causa do impedimento for sua conduta homossexual (cf. art. 5º).
Que significa isso? Que além dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal a todas as pessoas, os praticantes do homossexualismo terão direitosem virtude do homossexualismo por eles praticado. O projeto pretende dar aos homossexuais direitos, não na qualidade de pessoa, mas na qualidade de homossexuais. Ora, o homossexualismo (entendido como prática da conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo) é um vício contra a natureza, que não pode acrescentar direito algum a alguém.
* * *
O PLC 122/2006, que recebeu parecer favorável da relatora Senadora Fátima Cleide (PT/RO), tem sido alvo de inúmeras críticas. Fala-se da perseguição que sofrerão aqueles que, comentando passagens bíblicas, condenarem o homossexualismo; da punição que sofrerá uma mãe de família ao dispensar a babá que cuida de suas crianças, após descobrir que ela é lésbica; da sanção penal que sofrerá o reitor de um seminário ao não admitir um candidato homossexual. Tudo isso é verdadeiro, mas não constitui o cerne da questão.
Fala-se também que as penas propostas para os novos crimes (chamados crimes de “homofobia”) serão enormes, o que também é verdade. Mas também isso não é o ponto central do problema.
O núcleo do PLC 122/2006 é que ele, pela primeira vez na história legislativa brasileira, pretende dar direitos ao vício. Em nosso país isso é inédito, embora já existam coisas semelhantes em leis estrangeiras, com efeitos desastrosos.
* * *
Os pecadores têm um lugar especial no Cristianismo. Jesus disse textualmente: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. [...] Com efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mt 9,12-13). Ele, que acolheu a mulher adúltera que estava para ser apedrejada (Jo 8,2-11) e o ladrão que fora crucificado ao seu lado (Lc 23,39-43), não rejeitaria um homossexual penitente. Certamente, Ele o perdoaria dizendo: “Vai, e de agora em diante, não peques mais” (Jo 8,11).
O auxílio que Jesus veio trazer aos pecadores é libertá-los do pecado. Afinal, disse Ele, “quem comete pecado é escravo” (Jo 8,34).
O PLC 122/2006 pretende, não libertar os homossexuais, mas consolidar sua escravidão. Longe de estimular uma verdadeira mudança de conduta (“conversão”), o projeto pretende glorificar o vício contra a natureza. Numa total inversão de valores, ele pretende que sejam punidos como criminosos aqueles que censuram o comportamento antinatural.
Ora, orgulhar-se do pecado cometido e exigir que seja reconhecido o “direito de pecar” é uma das atitudes que se chamam pecados contra o Espírito Santo.[12]É um endurecimento do coração, que fecha o pecador à misericórdia de Deus. É justamente esse pecado que o PLC 122/2006 pretende prestigiar.
O PLC 122/2006 não é uma árvore, em si boa, mas com alguns ramos muito altos, que precisam ser podados. É uma erva daninha, que precisa ser extirpada pela raiz.
O erro do PLC 122/2006 não está nos meios que pretende usar para defender uma boa causa. O erro do projeto está em seu próprio fim: dar direitos ao vício. Por isso, é inútil fazer emendas para tentar aproveitar alguma coisa. É preciso rejeitá-lo totalmente.
Anápolis, 2 de julho de 2008.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

[1] SUWWAN, Leila. Cartilha escolar compara beijo a chocolate. Folha de São Paulo, São Paulo, Caderno Cotidiano, p. 27, 7 fev. 2007. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0702200727.htm>
[2] ESCOLAS públicas terão 400 máquinas de preservativos. UOL Noticias. São Paulo, 26 jun. 2008. Disponível em <http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/06/26/ult4528u392.jhtm>
[3] Disponível em<http://www.mj.gov.br/sedh/ct/004_1_3.pdf> Acesso em: 9 jun. 2006. A sigla GLTB significa “Gays, Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais”.
[4] Cf. CIMIERI, Fabiana. Brasil recua e não reapresentará na ONU proposta antidiscriminação. Folha de S. Paulo. São Paulo, Caderno Cotidiano, p. 12, 30 mar. 2004.
[5] Disponível em <http://www.pt.org.br/site/resolucoes/resolucoes_int.asp?cod=30>
[6] Disponível em <http://www.lulapresidente.org.br/site/download/militante/cartilha/Mulheres_205x265.zip>
[7] Disponível em <http://www.lulapresidente.org.br/site/download/militante/cartilha/GLBT_205x265.zip>
[8] Publicado no Diário Oficial da União em 29 nov. 2007.
[9] Disponível em inglês em <http://www.oas.org/dil/AGRES_2435.doc>
[10] BORGES, Laryssa. Lula: preconceito contra gays é 'doença perversa'. Brasília. Terra Notícias. 5 jun. 2008. Disponível em <http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2931692-EI306,00.html>
[11] CONFERÊNCIA GLBT é a primeira a receber apoio governamental. Agência Brasil. 6 jun. 2008. Disponível em <http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/05/materia.2008-06-05.0316692978/view>
[12] Cf. Catecismo do Papa Pio X, que enumera seis “pecados contra o Espírito Santo”.




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     Para citar este texto: 

      Cruz, Pe. Luiz Carlos Lodi da - "O governo Lula e o combate a castidade"
      MONTFORT Associação Cultural
       http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=vida&artigo=lula_castidade&lang=bra
      Online, 01/05/2011 às 13:54h . 

Maioria esmagadora da Rússia apoia proibição de propaganda gay


MOSCOU, Rússia, 19 de abril de 2012 (LifeSiteNews.com) — Um projeto de lei para criminalizar a propaganda do movimento homossexual, principalmente propaganda visando crianças, está recebendo a aprovação da maioria esmagadora do público russo. Uma pesquisa de opinião pública conduzida pela agência de pesquisa estatal VTsIOM revelou que 86 por cento dos 1.600 entrevistados em toda a Rússia disseram que apoiam uma lei que proíba a promoção de relacionamentos homossexuais.
Recentemente, a delegação da Federação Russa na Cúpula do G8 se recusou a apoiar uma declaração conjunta de ministros de relações exteriores que incluía indivíduos “lésbicos, gays, bissexuais ou transgêneros” em sua defesa de direitos humanos. Uma nota de rodapé da declaração diz: “A Federação Russa se dissocia dessa linguagem considerando a ausência de definições ou cláusulas explícitas relativas a tal grupo ou tais indivíduos como detentores de direitos separados sob as leis internacionais de direitos humanos”.
Sergei Ryabkov, vice-ministro de relações exteriores da Rússia, disse que “sob o pretexto de proteger tão chamadas minorias sexuais, na realidade há uma propaganda agressiva e a imposição de certas condutas e valores que podem insultar a maioria da sociedade”.
Entretanto, oitenta e cinco por cento dos entrevistados em Moscou e São Petersburgo, e 96 por cento das áreas rurais — no total, 94 por cento — disseram que nunca viram nenhuma “propaganda gay”. A pesquisa de opinião pública revelou que a principal fonte das propagandas é a televisão, que concentra 57 por cento de todos os exemplos. Oitenta por cento dos entrevistados se referiram ao “culto que é prestado ao homossexualismo” em todos os meios de comunicação.
Em março, a prefeitura de São Petersburgo foi alvo de indignação quando aprovou uma lei que proíbe a promoção de relações homossexuais e pedofilia para menores de idade. Ativistas homossexuais da Rússia e outros países convocaram um boicote de viagens a São Petersburgo, um popular destino turístico. Um projeto de lei semelhante desde então foi introduzido no Parlamento federal, e uma autoridade da cidade de Moscou disse nesta semana que a capital da Rússia está considerando uma lei para proibir a promoção da sodomia, informou o serviço noticioso RIA Novosti.
Michael Birnbaum, jornalista do jornal Washington Post, diz que durante as recentes eleições nacionais, um sentimento antiocidental, inclusive críticas pesadas à cultura homossexual e sua aceitação generalizada, tiveram destaque e proeminência na retórica das campanhas.
A lei de São Petersburgo pode impor multas equivalentes a 17.000 dólares pela divulgação de “propaganda da sodomia, lesbianismo, bissexualidade ou transexualidade entre menores”. Isso inclui “informações que formam concepções deturpadas da equivalência social das relações de casamento tradicional e não tradicional”.
Tais leis estão destinadas a ganhar popularidade num país em que uma pesquisa de opinião pública de 2010 revelou que 74 por cento dos russos disseram que os homossexuais são “depravados ou aleijados morais” e acreditam que a homossexualidade é “uma perversão mental sem moral”.
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Russians overwhelmingly endorse ‘gay propaganda’ ban

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vitória contra supremacistas gays

Com incentivo de Billy Graham, Carolina do Norte nos EUA rejeita todos os tipos de união homossexual
Julio Severo
Na terça-feira, um dos estados dos EUA deu um golpe fatal nas ambições dos supremacistas homossexuais. Eleitores da Carolina do Norte aprovaram uma emenda constitucional estadual que proíbe o casamento gay, a união civil e outras formas de parcerias entre pessoas do mesmo sexo.
Eleitores da Carolina do Norte celebram vitória contra supremacistas homossexuais
Essa vitória veio como resultado de um grande esforço envolvendo lideranças evangélicas locais. O próprio Rev. Billy Graham, o mais famoso evangelista do mundo, havia entrado na batalha eleitoral da Carolina do Norte, expressando sua opinião sólida: “Nunca pensei que chegaríamos a debater a definição do casamento… A Bíblia é clara — Deus define o casamento como entre um homem e uma mulher. Quero exortar meus compatriotas da Carolina do Norte a votar a favor da emenda que proíbe o casamento gay na terça, 8 de maio. Deus abençoe vocês ao votarem”.
A opinião oficial de Graham havia sido colocada, por iniciativa dele, em anúncios de página inteira em 14 importantes jornais da Carolina do Norte.
“Observar o declínio moral de nosso país me causa grande preocupação”, o pastor de 93 anos, que orou com todos os presidentes dos EUA, desde Dwight Eisenhower, disse no site da Associação Evangelística Billy Graham. “Creio que o lar e o casamento são o alicerce da nossa sociedade e devem ser protegidos”.
Figuras esquerdistas de peso, como o ex-presidente Bill Clinton, também haviam entrado na batalha, a favor dos supremacistas gays.
Mas depois que Graham e outros pastores falaram, o povo falou claro e alto nas urnas — contra todas as uniões formais homossexuais. Mas será que as elites entenderam o recado?
Os EUA estão divididos com relação à questão gay: o que a elite quer, o povo não quer, e o que o povo quer, a elite não quer.
De acordo com a BBC, “O presidente Obama ficou ‘desapontado’ com a decisão [da Carolina do Norte] e taxou a proibição ao casamento gay de ‘divisiva e discriminatória’”. Obama também está preocupado que se as questões gays entrarem nas eleições presidenciais, ele e seu partido serão prejudicados.
Em 38 estados dos EUA, o casamento gay é proibido, conforme informação do jornal Washington PostNas 31 vezes em que a união homossexual foi levada às urnas desde 1998, seus defensores perderam TODAS.
O quadro é paradoxo: o casamento gay é cada vez mais comum nas séries de TV dos EUA e, como reforço prático, juízes e autoridades extremistas impõem a ferro e fogo a agenda gay de todas as formas possíveis nas escolas e em outros espaços de formação educacional.
A agenda gay nos EUA avança à custa da mídia e elite esquerdista, não da vontade do povo.
A elite midiática não depende de urnas para impor sua visão moral e imoral, carregada de distorções, sobre o resto da sociedade.
Sem nenhum consentimento e aprovação do povo, eles estão literalmente no ataque aos valores morais e cristãos e à mente do público.
Em contraste, o público está sempre na defensiva. A grande maioria dos americanos permanece em silêncio, por medo de serem chamados de “homofóbicos”, enquanto são bombardeados constantemente com a propaganda universal e onipresente da supremacia homossexual. Mas, quando chega às urnas, o povo expressa claramente sua oposição ao reconhecimento formal da união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo.
Diante da “obstinação” do povo, as autoridades radicais se enxergam com a missão de introduzir leis que imponham programas de doutrinação na população, começando da escola. É o que podem fazer para mudar com o tempo o resultado das urnas.
Já os meios de comunicação se enxergam com a missão de saturar a mente de suas audiências com imagens positivas das pretensões gays, de modo que o público se acostume tanto com o homossexualismo que, cedo ou tarde, expressará, nas urnas e outros lugares, apoio a esse comportamento.
Além disso, há sempre o poder do ativismo de juízes que, com uma única decisão tirânica, podem reverter o resultado de milhões de pessoas através das urnas.
Enquanto a lavagem cerebral midiática, social, política e cultural não está completa, os chefões da mídia americana, as autoridades extremistas e os supremacistas gays não podem confiar nas urnas e no povo que as usa. Só podem confiar em juízes e outras criaturas que impõem goela abaixo da população decisões que nunca foram aprovadas nas urnas.
Parabéns aos eleitores da Carolina do Norte por terem mostrado às elites que a supremacia homossexual não é normal nem aceitável.
E parabéns a Billy Graham e outros pastores, que estimularam os eleitores na direção certa.
Com informações do Estadão e da CNN.