sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dom Odilo recebe membros das paróquias paulistanas no Tuca

O Tuca recebeu, na manhã de 23/2, encontro do cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, com párocos, administradores e vigários paroquiais e diáconos transitórios e permanentes da Arquidiocese de São Paulo. O reitor Dirceu de Mello participou da mesa de abertura do encontro, que contou ainda com a presença dos cinco bispos auxiliares da Arquidiocese de São Paulo: Dom Edmar Perón, Dom Julio Endi Akamine, Dom Milton Kenan Junior, Dom Tarcísio Scaramussa e Dom Tomé Ferreira da Silva.

“É uma alegria muito grande para esta Universidade abrigar esse número significativo de sacerdotes numa atividade ligada ao ministério precioso que exercitam”, declarou na ocasião o reitor Dirceu. “Esta casa é também daqueles que hoje comparecem. Nossos cursos estão à disposição dos senhores sacerdotes, para que freqüentem, para que possam repetir aquilo que o reitor está dizendo neste momento: a casa é menos do reitor, é mais do que tudo dos senhores. É mais do que tudo, da Igreja Católica, que, afinal de contas, foi quem criou esta instituição da qual nós todos nos orgulhamos.”

Dom Odilo, grão-chanceler da Universidade, agradeceu as palavras do reitor e se disse alegre por realizar o encontro na PUC-SP. “É significativo para os nossos sacerdotes terem essa consciência que, de fato, a PUC-SP é da Igreja, logo, é um espaço onde devemos ter presença, interesse e acompanhar. Por aqui passam jovens que vão se formar profissionalmente, muitos dos quais vão se projetar na sociedade como lideranças e que, tendo passado pela nossa Universidade, podem receber algo daquilo que a Igreja propõe para a vida em sociedade, para a compreensão da vida, das atividades e das relações humanas”. 

Mortalidade materna: mentiras de abortistas começam a aparecer ou "Nada há encoberto que não venha a ser descoberto" (Mt 10,26)

O uso de mentiras pelos abortistas - método criado pelo "Rei do Aborto" - para amedrontar o povo e fazê-lo concordar com a liberação desses assassinatos covardes de crianças indefesas e inocentes começa a ser desmascarado no Brasil.
Os abortistas, como se sabe, dizem que um milhão, outras vezes três milhões, outras 200 mil e outros números estonteantes de mulheres morrem por ano no Brasil por causas decorrentes da gravidez.   

O Ministério da Saúde acabou de informar - ver no final - que, no primeiro semestre de 2011, foram  705 mortes por causas obstétricas.  Se esse número se repetir no segundo semestre, teremos 1.410 mortes maternas no ano de 2011. Infinitamente aquém de um milhão,  três milhões ou 200 mil mortes maternas apontadas pelos abortistas.
Está provado que os números utilizados pelos abortistas são mentirosos. Se existissem tantas mortes por aborto, elas seriam apuradas e apontadas nos dados oficiais. As pessoas que falecem passam por atendimentos hospitalares, onde a polícia está presente para apurar crimes, ou pelos institutos médicos legais. Nessas situações, os órgãos encarregados apuram todas as mortes duvidosas de todas as pessoas, inclusive as maternas, por aborto ou por outras causas - agressões a grávidas, etc. - para punição dos criminosos.  


Devemos lembrar que as mulheres não morrem por causa da gravidez e do aborto. Morrem por falta de assistência médica qualificada. Se tivessem assistência médica qualificada, desde a data da fecundação do óvulo, 95,5% das mulheres não morreriam.


Os abortistas recebem verbas de capitalistas bilionários e de governos dedicados à causa, em ONGs ou partidos políticos que precisam de uma justificativa para  a continuidade do recebimento de dinheiro. Esperamos que a CULTURA DA MORTE, a matança torpe e covarde de crianças inocentes e indefesas deixe de ser objeto de financiamentos.


Convocamos todas as pessoas de bem a se engajarem nessa luta contra a CULTURA DA MORTE: "Não tenhais medo deles, portanto. Pois nada há encoberto que não venha a ser descoberto..."(Mt 10, 26)
        

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos
        Jornalista MTb 123
www.domluizbergonzini.com.br



Índice de mortalidade materna de 2011 pode ser o menor dos últimos dez anos

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registradas 705 mortes, ante 870 no mesmo período de 2010, o que representa uma redução de 19%

23 de fevereiro de 2012 | 18h 42
Agência Brasil
No primeiro semestre do ano passado, foram registradas 705 mortes maternas, ante 870 no mesmo período de 2010, uma redução de 19%, segundo dados divulgados nesta quinta, 23, pelo Ministério da Saúde. O cálculo de todo o ano de 2011 ainda está em fase de conclusão.
Segundo o governo, a prioridade agora é melhorar a qualidade do atendimento para manter queda - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Segundo o governo, a prioridade agora é melhorar a qualidade do atendimento para manter queda
O governo federal prevê para 2011 a maior queda da mortalidade materna dos últimos dez anos. Considera-se morte materna aquela que ocorre devido a complicações durante a gestação ou até 42 dias após o fim da gravidez e quando provocada por problemas de saúde como hipertensão ou desprendimento prematuro da placenta, ou por doenças preexistentes que se agravam na gestação, a exemplo das cardíacas, do câncer e do lúpus. Estão fora do cálculo as mortes de grávidas por causa externas, como acidentes de carro.
De 1990 a 2010, a taxa de mortalidade materna no Brasil caiu de 141 para 68 mulheres para 100 mil nascidos vivos. A queda ocorreu com mais intensidade até o início dos anos 2000. Desde então, o ritmo tem sido mais lento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a redução é resultado da ampliação do acesso ao pré-natal. Atualmente, 98% dos partos são feitos em hospitais e 89% por médicos. A prioridade agora é  melhorar a qualidade do atendimento para manter a tendência de queda.
“Estamos na fase da qualidade do pré-natal e de melhoria da assistência ao parto, fundamentais para que se impacte ainda mais na redução da mortalidade materna”, disse Padilha.
Apesar de ter acompanhamento médico, a jovem Edilane Gonçalves, de 19 anos, reclama do atendimento que vem recebendo.
"Na realidade, não gosto muito da forma com que os médicos dão as explicações. Eu não gosto porque eles não explicam direito grande parte das dúvidas que eu tenho. Sem falar que, muitas vezes, os médicos tratam a gente com ignorância. Outro dia eu desmaiei, por estar em jejum para fazer um exame de sangue, e nenhuma enfermeira ou médico veio me socorrer. O vigilante do posto é que veio me ajudar”, disse a jovem, que faz o pré-natal em um posto de saúde próximo a Ceilândia, cidade do Distrito Federal.
A Meta do Milênio das Nações Unidas estabelece taxa de 35 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos até 2015. Para alcançá-la, o Brasil precisa reduzir a taxa atual pela metade. Para o ministro Padilha, o desafio é viável. Na avaliação de especialistas de saúde, entretanto, é improvável que o país consiga cumprir o compromisso.
A hipertensão arterial é a primeira entre as cinco principais causas de mortes na gravidez, correspondendo a 13,8 casos para cada grupo de 100 mil nascidos vivos – apesar de ter sido registrada queda de 66% em dez anos. Em seguida, aparecem hemorragia, infecções pós-parto, aborto e doenças no aparelho circulatório.
O Nordeste e o Sudeste concentram o maior número de mortes maternas. Das 1.617 mortes notificadas em 2010, 1.106 ocorreram nas duas regiões. No Norte, foram 193, no Sul, 184, e no Centro-Oeste, 131.
A partir de abril, o governo iniciará o pagamento de R$ 50 para ajudar as gestantes no deslocamento até as maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O valor será pago por meio de um cartão magnético da Caixa Econômica Federal.

EUA: Orações de exorcismo ajudaram a fechar clínica de abortos, revelam pró-vidas

WASHINGTON DC, 22 Fev. 12 / 11:36 am (ACI/EWTN Noticias)


O êxito no fechamento da clínica abortista Rockford’s Northern Illinois Women’s Center, em Rockford, estado de Illinois (Estados Unidos), que funcionou por quase 40 anos, deveu-se em grande medida às orações de exorcismo realizadas por sacerdotes católicos nos exteriores do edifício, informam pró-vidas norte americanos.


Kevin Rilott, integrante da Rockford Pro-Life Initiative, informou que os sacerdotes começaram com as orações assim que obtiveram a permissão do Bispo de Rockford, Dom Thomas Doran, em 2009.


Em várias ocasiões, recorda Rilott, até quatro sacerdotes recitavam as orações juntos, um em cada esquina do centro abortista. Após, os fiéis sentiram que a batalha contra o centro de abortos, que tinha durado décadas, começava a virar a seu favor.


"Entre duas a três semanas depois que os sacerdotes começaram a dizer estas orações, o número de abortos começou a descender", indicou Rilott.


De acordo com o ativista pró-vida, "em poucos meses, o número de abortos reduziu-se pela metade e o número de mulheres que procuravam nossa ajuda provavelmente duplicou".


"A clínica, que realizava entre 25 a 75 abortos por semana,  durante anos, também reduziu seus dias de trabalho de três a dois". 


Em setembro de 2011, a clínica abortista foi fechada temporariamente, logo depois  que agentes sanitários americanos descobriram que ela não cumpria os requerimentos mínimos em suas três salas de operações. 


Apesar de, em janeiro deste ano,  o departamento de saúde pública ter levantado a sanção, depois do pagamento de uma multa de perto de dez mil dólares, a clínica anunciou em sua página da Web o seu fechamento permanente. 


A gestão abortista de Obama 


Durante sua gestão como Senador pelo estado de Illinois, o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, evitou repetidamente que fossem aprovadas leis estatais mirando a proteção da vida de muitas crianças por nascer. 


Como senador, Obama questionou que se possam outorgar os mesmos direitos da pessoa nascida a uma criança no ventre de sua mãe. 


Como presidente, Obama deu a conhecer em 20 de janeiro e através do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um mandato que obriga aos empregadores a pagarem seguros que incluam anticoncepcionais, esterilização e alguns fármacos abortivos mesmo aos centros religiosos. 


Há alguns dias tentou "emendar" a situação, mas na prática o mandato abortista não variou nada e as organizações católicas se verão obrigadas a pagar estes seguros a partir de agosto de 2013 ou do contrário, a pagar altas multas. 


EWTN foi uma destas organizações e a primeira em ter iniciado uma processo contra a administração Obama por esta disposição. Em seu caso, se não cumprir o mandato de pagar planos de saúde que incluem medidas anti-vida a entidade católica poderia ver-se obrigada a pagar, só no primeiro ano, uma multa de até 600 mil dólares.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Liturgia: 27 de junho
A devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nasceu de um ícone milagroso, roubado de uma igreja, na ilha de Creta, Grécia, no século XV. Trata-se de uma pintura sobre madeira, de estilo bizantino, através do qual o artista, sabendo que a verdadeira feição e a santidade de Maria e de Jesus jamais poderão ser retratadas só com mãos humanas, expressa a sua beleza e a sua mensagem em símbolos.

Nesse quadro a Virgem Maria foi representada a meio corpo, segurando o Menino Jesus nos braços. O Menino segura forte a mão da Mãe e observa assustado, dois anjos que lhe mostram os elementos de sua Paixão. São os Arcanjos Gabriel e Miguel que flutuam acima dos ombros de Maria. A belíssima obra é atribuída ao grande artista grego Andréas Ritzos daquele século e pode ter sido uma das cópias do quadro da Virgem pintado por São Lucas, segundo os peritos.

Diz a tradição que no século XV, um rico comerciante se apropriou do ícone para vendê-lo em Roma. Durante a travessia do Mediterrâneo, uma tempestade quase fez o navio naufragar. Uma vez em terra firme, foi para a Cidade Eterna tentar negociar o quadro. Depois de várias tentativas frustradas, acabou adoecendo. Procurou um amigo para ajuda-lo, mas logo faleceu. Antes, porém contou sobre o ícone e lhe pediu para leva-lo à uma igreja, para ser venerado outra vez pelos fiéis. A esposa do amigo não quis se desfazer da imagem. Após ficar viúva, a Virgem Maria apareceu à sua filha e lhe disse para colocar o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro numa igreja, entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João Latrão. Segundo a menina, o título foi citado pela Virgem sem nenhuma recomendação.

O ícone foi entronizado na igreja de São Mateus, no dia 27 de março de 1499, onde permaneceu nos três séculos seguintes. A notícia se espalhou e a devoção à Virgem do Perpétuo Socorro se propagou entre os fiéis. Em 1739, eram os agostinianos irlandeses exilados do seu país, os responsáveis dessa igreja e do convento anexo, no qual funcionava o centro de formação da sua Província, em Roma. Alí, todos encontravam paz sob a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Três décadas depois os agostinianos irlandeses foram designados para a igreja de Santa Maria em Posterula, também em Roma, e para lá também seguiu o quadro da "Virgem de São Mateus". Mas alí já se venerava Nossa Senhora da Graça. O ícone foi colocado na capela interna e acabou quase esquecido. Isto só não ocorreu, por causa da devoção de um agostiniano remanescente do antigo convento.

Mais tarde, já idoso,  ele quis cuidar para a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro não ser esquecida e contou a história do ícone milagroso à um jovem coroinha. Dois anos depois de sua morte, em 1855, os padres redentoristas compraram uma propriedade em Roma, para estabelecer a Casa Generalícia da Congregação fundada por Santo Afonso de Ligório. Mas não sabiam que aquele terreno era da antiga Igreja de São Mateus, escolhida pela própria Virgem para seu santuário. No final desse ano, aquele jovem coroinha  ingressou com a primeira turma do noviciado.

Em 1863, já padre, ajudou os redentoristas a localizarem o ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, depois da descoberta oficial dessa devoção nos livros antigos da igreja de São Mateus. O quadro entregue pelo próprio Papa Pio I, com a especial recomendação: "Fazei que todo o mundo A conheça".  O quadro  foi entronizado no altar-mor do seu atual santuário, em 1866. Outras cópias seguiram com esses missionários para a divulgação da devoção a partir das novas províncias instaladas por todo o mundo. Nossa Senhora do Perétuo Socorro foi declarada Padroeira dos Redentoristas, sendo celebrada no dia 27 de junho.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O que é a Teologia da Libertação?

Prof. Felipe Aquino -  2:39 pm on quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Em face da condenação de um livro de Jon Sobrinho, um dos teólogos líderes da teologia da libertação, pela Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, do Vaticano, a discussão sobre esta teologia voltou a campo.

Um grupo de teólogos desta linha acaba de publicar um livro contestando a ação do Vaticano e do Papa. São eles: Marcelo Barros, Leonardo Boff, Teófilo Cabestrero, Oscar Campana, Víctor Codina, José Comblin , Confer de Nicaragua, Lee Cormie, Eduardo de la Serna, José Estermann, Benedito Ferraro, Eduardo Frades, Luis Arturo Garcia Dávalos, Ivone Gebara, Eduardo Hoornaert, Diego IrarrázavaI, Jung Mo Sung, Paul Kmitter, João Batista Libânio, María y José Ignacio López Vigil, Carlos Mesters, Ricardo Renshaw, Jean Richard, Pablo Richard, Luis Rivera Págan, José Sánchez, Stefan Silber, Ezequiel Silva, Afonso Mª Ligório Soares, José Sols, Paulo Suess, Luiz Carlos Susin, Faustino Teixeira, Tissa Balasuriya, e José María Vigil.

A Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo Mundo publicou o livro “Bajar de la cruz a los pobres: cristología de la liberación”.

Muitos perguntam, o que é afinal, esta teologia da libertação? Vou responder esta pergunta com a resposta que deu a ela a autoridade da Igreja Católica; o Cardeal Joseph Ratzinger, escolhido pelo Papa João Paulo II, em 1981, para ser o Prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé; aquela que está encarregada de cuidar da “sã doutrina” (1Tm1,10; 4,6; Tt1,9; 2,1;2,7; 2Tm4,3), que com tanta ênfase São Paulo recomendava a Timóteo e a Tito. Hoje o então Cardeal Ratzinger é o Papa Bento XVI.

A teologia da libertação surgiu, mais especificamente, na América Latina, na década de 60, e ganhou adeptos principalmente nas Comunidades Eclesiais de Base. A partir dos anos 80 pudemos sentir mais de perto a sua ação. Foi então que o Cardeal Ratzinger, escreveu um importante artigo intitulado “Eu vos explico a teologia da libertação” (Revista PR,n. 276, set-out, 1984, pp354-365), onde deixou claro todo o seu perigo. Analisando este artigo, D.Estevão Bettencourt, afirma: “O autor mostra que a teologia da libertação não trata apenas de desenvolver a ética social cristã em vista da situação socioeconômica da América Latina, mas revolve todas as concepções do Cristianismo: doutrina da fé, constituição da Igreja, Liturgia, catequese, opções morais, etc.

Entre as afirmações, o então Cardeal Prefeito diz:

“A gravidade da teologia da libertação não é avaliada de modo suficiente; não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela”. (os grifos são meus)

“A teologia da libertação é uma nova versão do Cristianismo, segundo o racionalismo do teólogo protestante Rudolf Bultmann, e do marxismo, usando “a seu modo”, uma linguagem teológica e até dogmática, pertencente ao patrimônio da igreja, revestindo-se até de uma certa mística, para disfarçar os seus erros”.

O então Cardeal foi muito claro ao afirmar o perigo:

“Com a análise do fenômeno da teologia da libertação torna-se manifesto um perigo fundamental para a fé da Igreja. Sem dúvida, é preciso ter presente que um erro não pode existir se não contém um núcleo de verdade. De fato, um erro é tanto mais perigoso quanto maior for a proporção do núcleo de verdade assumida”.

E o Cardeal vai explicando esta teologia “nova”: 


“Essa teologia não pretende constituir-se como um novo tratado teológico ao lado dos outros já existentes; não pretende, por exemplo, elaborar novos aspectos da ética social da Igreja. Ela se concebe, antes, como uma nova hermenêutica da fé cristã, quer dizer, como nova forma de compreensão do Cristianismo na sua totalidade. Por isso mesmo muda todas as formas da vida eclesial; a constituição eclesiástica, a Liturgia, a catequese, as opções morais…”

“A teologia da libertação pretende dar nova interpretação global do Cristianismo; explica o Cristianismo como uma práxis de libertação e pretende constituir-se, ela mesma, um guia para tal práxis. Mas, assim como, segundo essa teologia, toda realidade é política, também a libertação é um conceito político e o guia rumo à libertação deve ser um guia para a ação política”.

A libertação, para a teologia da libertação, é conquistada pela via política, e não pela Redenção de Jesus, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo1,29). Jesus veio para “salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21), e disse a Pilatos que “o seu Reino não é deste mundo”. O pecado, para a teologia da libertação, se resume quase que só no “pecado social”, mas este, não será “arrancado” com a conversão e com os Sacramentos da Igreja, mas com a “libertação” do povo, pela luta política. Daí o fato de haver um laxismo moral e espiritual em muitos adeptos dessa teologia.

Muitos não valorizam a celebração da Missa, a não ser como uma “celebração de mobilização política” do povo oprimido. Não se valoriza suficientemente a oração, a Confissão, a Eucaristia, o santo Rosário, a adoração ao Santíssimo Sacramento, e a todas as práticas de espiritualidade tradicionais, que são, então, consideradas superadas e até alienantes.

Conheço vários jovens sacerdotes que se formaram em seminários fortemente influenciados pela teologia da libertação, e que hoje deixaram o sacerdócio, ficaram esvaziados espiritualmente… Noto que nem se realizaram no campo social e nem no campo religioso.

O então Cardeal Ratzinger mostrou que é difícil enfrentar esse perigo, pois, como afirma:

“Os teólogos da libertação continuam a usar grande parte da linguagem ascética e dogmática da Igreja em chave nova, de tal modo que aqueles que lêem e escutam, partindo de outra visão, podem ter a impressão de reencontrar o patrimônio antigo com o acréscimo apenas de algumas afirmações um pouco estranhas…”

O então Cardeal mostrou a inversão que se faz no papel da comunidade, povo e história, para a vida da Igreja: 


“A comunidade ‘interpreta’, com a sua ‘experiência’ os acontecimentos e encontra assim a sua práxis”. ”‘Povo’ torna-se assim um conceito oposto ao de ‘hierarquia’ e antítese a todas as instituições indicadas como forças da opressão. Afinal, é ‘povo’, quem participa da ‘luta de classes’; a ‘ igreja popular’, acontece em oposição à Igreja hierárquica.

Por fim, o conceito de ‘história’, torna-se instância hermenêutica decisiva,…a história é a autêntica revelação e, portanto, a verdadeira instância hermenêutica da interpretação bíblica… Pode-se dizer que o conceito de história absorve o conceito de Deus e de revelação”.

Em seguida, o então Cardeal mostra a deturpação também naquilo que é essencial: o Reino de Deus.

“Esse conceito encontra-se também no centro das teologias da libertação, lido porém no contexto da hermenêutica marxista. Segundo Jon Sobrino, o reino não deve ser compreendido espiritualmente, nem universalmente, no sentido de uma reserva escatologicamente abstrata. Deve ser compreendido de forma partidária e voltado para a práxis”.

Aqui se entende porque os adeptos da teologia da libertação militam nos partidos políticos que visam a “libertação do povo”.

O Papa Paulo VI, na Evangelii Nuntiandi, explicou o que é a verdadeira libertação:

“Acerca da libertação que a evangelização anuncia e se esforça por atuar, é necessário dizer antes o seguinte: ela não pode ser limitada à simples e restrita dimensão econômica, política, social e cultural; mas deve ter em vista o homem todo, integralmente, com todas as suas dimensões, incluindo a sua abertura para o absoluto, mesmo o absoluto de Deus…
Mais ainda: a Igreja tem a firme convicção de que toda a libertação temporal, toda a libertação política, mesmo que ela porventura se esforçasse por encontrar numa ou noutra página do Antigo ou do Novo Testamento a própria justificação, … encerra em si mesma o gérmen da sua própria negação e desvia-se do ideal que se propõe, por isso mesmo que as suas motivações profundas não são as da justiça na caridade, e porque o impulso que a arrasta não tem dimensão verdadeiramente espiritual e a sua última finalidade não é a salvação e a beatitude em Deus.”

“A libertação que a evangelização proclama e prepara é aquela mesma que o próprio Jesus Cristo anunciou e proporcionou aos homens pelo seu sacrifício.” (n.33)

Os adeptos da teologia da libertação têm a enganosa mania de pensar que quem não aceita esta teologia não trabalha pelos pobres e oprimidos e não se preocupa com eles; se acham os únicos defensores dos excluídos; é um grande erro.

A Igreja em seus 2000 anos de vida sempre socorreu os desvalidos e ainda o faz, mas nunca precisou lançar mão de ideologias estranhas para isso; sempre agiu pelo puro amor a Jesus Cristo que sofre no doente, no preso, no faminto, etc. A Igreja não precisa que novos teólogos a ensinem a fazer caridade; ela a faz desde os Apóstolos, ela é “perita em humanidade”, como disse Paulo VI.

Hoje 25% das instituições que tratam dos aidéticos são da Igreja; em toda a História da Igreja os santos e santas viveram a verdadeira caridade; só para citar alguns: Santa Isabel da Hungria, S. Vicente de Paulo, S. Francisco de Assis, S. Camilo de Lelis, S. João Bosco, Madre Teresa de Calcutá, Ira. Dulce, e milhares de outros que nunca precisaram reinterpretar o Evangelho e politizar a fé com métodos marxistas de luta de classes, invasão de propriedades alheias fora da lei, etc., para promover os pobres. São os verdadeiros bons samaritanos do Evangelho.

O Papa João Paulo II ao menos por duas vezes, falando aos bispos do Brasil, condenou as invasões de terras:

1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, do Regional Sul l da CNBB, em visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996, o Papa disse:

“… mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (RN, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.”

2 – Em discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil, ele voltou a dizer:

“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”.

Não podemos nos fazer de surdos a essas palavras. Concluo com as sábias palavras de D. Estevão:

“O cristão não pode ser de forma alguma, insensível à miséria dos povos do Terceiro Mundo. Todavia para acudir cristãmente a tal situação, não lhe é necessário adotar um sistema de pensamento que é anticristão como a Teologia da Libertação; existe a doutrina social da Igreja, desenvolvida pelos Papas desde Leão XIII até João Paulo II de maneira cada vez mais incisiva e penetrante. Se fosse posta em prática, eliminaria graves males de que sofrem os homens, sem disseminar o ódio e a luta de classes”.

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

Nossa Senhora da Ternura ou do Beijo Doce

Nossa Senhora da Ternura ou Nossa Senhora do Doce Beijo
Liturgia: 23 de junho
Nossa Senhora da Ternura de Vladmir

Maria, recebeu este título do povo russo, por sua devoção a um ícone de Nossa Senhora, de origem grega, pintado por um artista anônimo do século XII. Começou a ser venerado e contemplado no convento de Vzshgorod, em Kiev.

Em 1160 foi levado para a catedral da Assunção de Vladmir. Permaneceu, por muito tempo, na cidade de Vladimir; por este motivo leva o nome de "A Virgem de Vladimir", ou "A Virgem da Ternura de Vladimir".

A contemplação desse ícone nos conduz a uma experiência espiritual profunda. Leva-nos a seguir um movimento que parte dos olhos da Virgem em direção às suas mãos. Passa das mãos de Maria para a criança e da criança novamente para os olhos de Maria.

Os olhos da Virgem
Seus olhos olham para dentro e para fora ao mesmo tempo. Olham para dentro, para o coração de Deus e para fora, para o coração do mundo, revelando, assim, a unidade inescrutável entre o Criador e a criação. Seus olhos contemplam os espaços infinitos do coração, onde alegria e tristeza não são mais emoções contrastantes, mas transcendidas na unidade espiritual.

O olhar de Maria é acentuado pelas estrelas que brilham em sua testa e em seus ombros. Elas fala da presença divina que permeia seu ser. Maria está completamente aberta ao Espírito, que torna seu ser mais interiorizado e completamente atento ao poder criador de Deus. Orando à Virgem de Vladimir, constamos que ela nos vê com os mesmos olhos com que vê Jesus.

As mãos da Virgem
É impossível rezar durante muito tempo contemplando o ícone sem sentir-nos atraídos por suas mãos. Uma das mãos sustenta a criança, enquanto a outra permanece livre, num gesto aberto de convite.

Maria é a mãe de Jesus. Todo o seu ser é Jesus. Sua mão não ensina, nem explica e nem pede. Simplesmente oferece o seu filho como o Salvador do mundo a todos os que estão abertos a ver Jesus com os olhos da fé.

A mão de Maria ocupa o coração do ícone. É indescritivelmente bela. Sua centralidade resume o ícone inteiro. Transforma a imagem expressão do cântico de Maria: "Minha alma exalta o Senhor e meu espírito exulta de júbilo em Deus, meu Salvador" (Lc 1, 46).

Enquanto nossa atenção vai dos olhos para as mãos de Maria, lentamente, percebemos sua profunda paciência. Ela é a mãe paciente que espera a hora do nosso "sim". Sua mão está sempre ali, no âmago do mistério da Encarnação, convidando-nos a ir a Jesus.

O filho da Virgem
Ao olha longamente o ícone percebe-se o significado de tudo o que o rodeia. É fácil notar que o filho não é um bebê. É um sábio vestido com roupas de adulto. O rosto iluminado e a túnica dourada indicam que o sábio é verdadeiramente o Verbo de Deus, cheio de majestade e esplendor. É o verbo feito carne, Senhor de todos os tempos, fonte de toda a sabedoria, princípio e fim da criação.Tudo fica claro dentro e ao redor do filho. No filho não há escuridão.

Contemplando o rosto da criança percebemos uma luz esplêndida que cai no lado direito do ícone, tocando delicadamente o nariz da Virgem e iluminando o rosto do filho. Mas a luz vem também de dentro. É um brilho interior que se projeta para fora e aprofunda a intimidade entre mãe e filho, revelada no abraço carregado de ternura.

A criança está se dando completamente à Virgem. O braço envolve afetuosamente mãe e filho. Os olhos da criança estão fixos nos olhos dela. A atenção é plena. Sua boca está próxima à da mãe, oferecendo-lhe seu sopro divino. Jesus oferece sua sabedoria divina à Mãe da humanidade.

Os olhos da Virgem chamam nossa atenção para suas mãos; suas mãos chamam nossa atenção para a criança; e a criança nos reconduz a ela, que fala ao Filho em nome de toda a humanidade.

Trata-se de um ícone da escola cretense do século XVII. A Virgem da Ternura era um tipo de ícone que tinha uma popularidade especial nos Bálcãs, nas regiões gregas e italo-bizantinas.

Salta aos olhos as expressões de carícias dos dois rostos. Sensibiliza-nos, especialmente, a disposição das mãos: a do Menino Jesus está apoiada num confiante abandono sobre a mão direita da Mãe, enquanto que com a sua mão esquerda Ela o segura e ao mesmo tempo parece acariciá-lo. O vermelho é delicado e muito claro com relação aos demais ícones: a escola cretense acolhia elementos derivados da pintura retratística ocidental.

As vestes - feitio, coloridos, pregas - são as tradicionais: o 'mafórion' da Santíssima Virgem cereja-escuro sobre a veste azulada com mangas bordas. Jesus se veste como adulto e tem os pezinhos descalços, a mãozinha direita, apoiada sobre o joelho, aperta o rolo da Escritura, os traços do rosto mostram ser verdadeiro menino.

A auréola em torno da cabeça da Mãe de Deus delimita uma parte do fundo dourado escuro e vem tipicamente trabalhada: sobre o fundo dourado escuro e vem tipicamente trabalhada: sobre o fundo preparado com gesso antes da pintura (sempre necessário para ser verdadeiro ícone), foram incisos pequenos buraquinhos redondos ligados ao desenho, os quais depois da douração de fundo mantêm um efeito visível.

Este ícone da Virgem da Ternura mede 49x64 cm e pertence ao Pontifício Colégio Grego de Roma.
Que Nossa Senhora, a Mãe da Ternura, o único ser que 'abraça Aquele que todo o Universo não pode conter' (Santo Éfrem), desperte em nossos corações sentimentos de bondade e ternura para com todos! Amém.
Fonte: Irmã Maria Donadeo, em 'Ícones da Mãe de Deus', Ed. Paulinas, 1997, pp. 144-147.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta-feira de Cinzas: "Porque tu és pó e ao pó hás de voltar" (Gn. 3,19)

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental.
Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa,  sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma),  ou quarenta e seis dias contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.
O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. 
No livro de Ester, Mardoqueu se vestiu de saco e se cobriu de cinzas quando soube do decreto,  do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia,  que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1).   Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6).   Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: "Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza" (Dn 9,3). 
No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6).   Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.
O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro "De Poenitentia" , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria "viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas". 

O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás". Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: "Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?" O moribundo então respondia: "Sim, estou de acordo".

Esse simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. 

Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. 

Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz : "Recorda-te que és pó e em pó te converterás" ou então "Arrepende-te e crede no Evangelho".

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.

Bênção e imposição das cinzas no início da Quaresma(Quarta-feira de cinzas)
Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:
  1. Somos criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avalira melhor os rumos que compete dar à nossa vida: "você é pó, e ao pó voltará" (Gn 3, 19);
  2. Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.
Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração da Palavras.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21).

A Quaresma é tempo de silêncio, de penitência, de jejum, de oração e de conversão.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nossa Senhora de Achiropita - Itália - Brasil


Nossa Senhora da Achiropita
Liturgia: 15 de agosto
Da Capelinha à Igreja A devoção à Mãe Achiropita, cuja festa é celebrada no dia 15 de agosto, surgiu em Rossano Cálabro ou Rossano di Calabria,  e data do século XII.

Veio para o Brasil com os italianos que deixaram seu país em busca de melhores condições e se estabeleceram em São Paulo, mais precisamente no bairro do Bixiga.

A imagem da N. Sra. Achiropita foi trazida pelos imigrantes calabreses nos primeiros anos deste século. Ficava na casa de José Falcone, onde várias pessoas se reuniam para fazer novenas à Santa, e saía somente durante os festejos de agosto. Era colocada em um altar de madeira erguido na rua Treze de Maio, no qual as missas dos dias 13, 14 e 15 costumavam ser celebradas, e depois voltava ao seu lugar de origem. Essas primeiras manifestações de rua em louvor à Madonna Achiropita começaram em 1910, quando a primeira comissão de festas foi formada. Os calabreses haviam decidido comprar um terreno para construir uma capela para Nossa Senhora e precisavam angariar os recursos necessários. Deu-se início às quermesses de rua e à procissão de N. Sra. Achiropita. A imagem da santa percorria as ruas com fitas nas mãos e os fiéis colocavam sua contribuição, pregando as cédulas de dinheiro com alfinetes.
Da Capelinha à Igreja
Em 1918, com o dinheiro arrecadado nas comemorações de agosto foi erguida uma capelinha de construção simples, sem qualquer imagem, que mais parecia um quarto grande. Quase não havia lugar para sentar; por isso, quando se realizavam novenas, geralmente as mulheres levavam seus banquinhos de dois pés. Posteriormente, os festeiros compraram uma casa ao lado da pequena capela e puderam ampliar o espaço. Faltava à construção grande parte do telhado, somente a nave central estava coberta. Não havia vidros na maioria das janelas. Durante alguns anos, a comissão encarregada das obras, dividida, não deu continuidade aos trabalhos.
Graças à doação de 500 réis feita por uma senhora do bairro e um laudo precatório que rendeu mais 500 réis, reiniciaram-se as obras e o telhado foi concluído. A imagem de N. Sra. Achiropita, que antes ficava nas casas dos fiéis, foi então instalada no pequeno altar e missas começaram a ser celebradas na igrejinha. Com o decreto de 4 de março de 1926 e elevada à condição de paróquia, a igreja obteve o direito de ter sacrário, batistério, pia batismal, livro do tombo e livro de registros de batizados, casamentos e óbitos. O lucro resultante dos festejos daquele ano serviu para saldar as dívidas anteriores. Um grupo de calabreses fez a doação do altar-mór de mármore. Dois anos mais tarde, comprou-se a casa atrás da igreja, que também seria usada nas funções paroquiais. Em junho de 29, foi colocada a pedra fundamental da fachada da igreja e o sino. Aos poucos foram sendo doadas diversas imagens de santos.
A igreja foi perdendo os ares de capela e ganhando altares e novas construções. São José era oficialmente o padroeiro, mas o altar principal continuava a ser ocupado por N. Sra. Achiropita. A Santa da devoção dos cerignolanos, N. Sra. da Ripalta, ganhou o altar lateral. Importantes movimentos começaram a se formar na paróquia a partir de 1931 e a revigorar a espiritualidade. Foram fundados a Congregação Mariana de rapazes e, mais tarde, a de moças, a Pia União das Filhas de Maria e a Obras das Vocações Sacerdotais, que vieram juntar-se ao Apostolado da Oração. A Sociedade de São Vicente de Paulo, que existia desde 1916 no bairro, teve inaugurada sua nova sede do Conselho Particular na paróquia no final de 1948. Dom Orione, fundador da congregação responsável pela paróquia, esteve no Bixiga pela segunda vez em 1937 e impulsionou o trabalho desenvolvido pelos padres orionitas desde o começo da década de 20. A comunidade estava ganhando forças. Procissões, romarias e retiros eram realizados freqüentemente e mostravam que a fé do povo continuava a crescer.

A Paróquia N. Sra. de Achiropita fica na rua Treze de Maio, no Bairro do Bexiga, onde se instalaram os italianos imigrantes. 

Nossa Senhora de Fátima - Padroeira da Guiana e Suriname


Nossa Senhora de Fátima - Padroeira da Guiana e Suriname
Liturgia: 13 de maio

O povo da Guiana e do Suriname, como todos os católicos do mundo inteiro, aguardam confiantes o grande momento em que se realizará a profecia da paz, quando triunfará o Imaculado Coração de Maria.

As antigas Guianas Inglesa e Holandesa, hoje Guiana e Suriname, são pequenos países da América do Sul que elegeram sua padroeira Nossa Senhora de Fátima.
No Suriname, 51,2% da população é católica. Na Guiana,  apenas 11% da população é católica. 

A história das aparições da Virgem aos três pastorinhos, na pequena paróquia de Fátima, na diocese de Leiria, em Portugal, espalhou por todo o mundo a devoção e a esperança em suas mensagens.

Três aparições de anjos prepararam as grandes revelações de Fátima. Identificando-se sempre como o "Anjo da paz", a aparição pedia sacrifícios, orações e muito amor aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. A 13 de maio de 1917, num domingo, manhã de céu claro, como de costume, as três crianças, Lúcia, Francisco e Jacinta,levavam o rebanho ao pasto. Eis que ao meio-dia, inexplicavelmente, um relâmpago corta o céu. Em seguida outro clarão e surge sobre uma pequena azinheira a figura de "uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente".

Dirigindo-se às crianças, a Virgem lhes pede: "Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra".

As aparições sucederam-se, sempre recomendando a reza do terço e a prática de sacrifícios para a salvação da humanidade.

Essa aparição foi testemunhada pelo povo português. Em êxtase, rezavam o terço, enquanto sobre a azinheira permaneceu imóvel uma pequena nuvem branca com a qual Lúcia parecia conversar em voz alta.

As profecias de Maria vêm-se concretizando, como a desintegração do comunismo, as aberrações morais de nossa época, as crises internas na Igreja.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Nossa Senhora da Antigua ou Santa Maria la Antigua- Padroeira do Panamá

Nossa Senhora la Antigua - Padroeira do Panamá
Liturgia: 8 de dezembro 

Santa  María la Antigua



Panamá venera con mucho cariño además otras advocaciones marianas: Nuestra Señora de la Inmaculada y Limpia Concepción; -Nuestra Señora de la Asunción; Nuestra Señora de las Mercedes




Oraciones oficiales de Panamá
La imagen de la Santísima Virgen María se encontraba en una capilla lateral de la Catedral de Sevilla-España. Dicha catedral fue reconstruida en el siglo XIV, conservándose la imagen. Así vino a llamársele Santa María de la Antigua (es decir, de la Antigua Catedral).


Santa María La Antigua fue la primera advocación llegada al Istmo de Panamá en 1510 y establecida primero en un poblado de Darién. Esto ocurrió cuando ese año llegaron Vasco Núñez de Balboa y el Bachiller Martín Fernández de Enciso. Le habían prometido a la Virgen María ponerle su nombre a un poblado si salían con vida de una feroz batalla que tuvieron con los nativos. Así fue que, tras la victoria, al poblado del cacique Cémaco le pusieron el nombre de Santa 
María La Antigua. 


El 9 de septiembre de 1513, el Papa León X crea la primera diócesis en Tierra Firme en Santa María la Antigua y la capilla de la Virgen es elevada al rango de catedral. Esta nueva diócesis era sufragánea de la Arquidiócesis de Sevilla. 


El 15 de agosto del 1519 se funda la Ciudad de Panamá y se honra a Nuestra Señora del Verano o de la Asunción. Pero en 1524 la diócesis de Santa María la Antigua se trasladó a la recién fundada ciudad de Panamá. La advocación también se traslada y Santa María la Antigua pasa a ser, por continuidadeclesiástica, la titular de la capital de Panamá y patrona del Reino de Tierra Firme del Sur de Castilla del Oro, Panamá. Al principio todo el país era una sola diócesis. Hoy día (año 2000) Panamá cuenta con ocho diócesis.  
Hace unos años, se quitó de la Catedral Metropolitana el óleo de escuela quiteña dedicado a la Asunción, y fue sustituido por uno de La Antigua.


El cuadro de Nuestra Señora de las Mercedes, de medio cuerpo, fue traído a Panamá en el siglo XVII.  Se cuenta que cuando el pirata Henry Morgan asaltó e incendió la ciudad en 1671, el cuadro permaneció intacto, a pesar de que casi toda la población fue destruida. En 1990 los  encargados de esa parroquia lo quitaron y cerraron la capilla (el primer edificio de piedra construido en la nueva Panamá y en donde primero se ofició misa) para "restaurarlo".  La cosa es que no se sabe el paradero del óleo salvado del incendio de la vieja Panamá y aparte, nadie sabe el paradero del ajuar que llevaba en orejas, anillo y collar ni la corona de oro y el camafeo. 
Agradecemos al Profesor Vladimir Berrío-Lemm por enviar información.

AsunciónEl día 8 de diciembre, solemnidad de la Virgen Inmaculada, declarado oficialmente feriado nacional, Panamá se viste de fiesta para celebrar la gran gozo la Inmaculada Concepción de María, que coincide en Panamá con el "Día de las Madres".
Otras devociones importantes son "La Virgen Hallada", una imagen de piedra de Nuestra Señora del Carmen que se venera en Montijo;"Nuestra Señora de Tarivá", una pintura del 1571 que convoca a sus fieles en la villa del mismo nombre; "Nuestra Señora de Sopetrán" otro lienzo famoso de mucha devoción cuyo culto en Villa de Hita data de 1615; también son honradas especialmente en otras zonas del istmo panameño las imágenes de "Nuestra Señora de Hool" y de la "Virgen de Penonomé".



Oración del Acto de Renovación
de la Consagración de la República de Panamá
al Inmaculado Corazón de María.
con motivo del Congreso Eucarístico Nacional
y en la proclamación de Nuestra Señora de la Antigua como patrona de la República de Panamá
Santísima Virgen María, te proclamamos y te aceptamos una vez más como Madre de Dios y Madre nuestra.
Acoge hoy nuestro clamor y abraza en el amor de madre a todos los que habitamos en esta Patria e imploramos tu protección.
Tú has caminado siempre con nosotros desde los albores de la primera evangelización  brindándonos tu amparo maternal bajo la advocación de Nuestra Señora de la Antigua.
Al conmemorar hoy otro aniversario del nacimiento de la Iglesia Católica en nuestro País, los Obispos de la Conferencia Episcopal Panameña renovamos la consagración de la República de Panamá a tu corazón Inmaculado que en 1943 te hiciera Mons. Francisco Beckmann.
Ponemos a tus pies nuestro pasado, nuestro presente y nuestro futuro. El Panamá que hemos sido y el que queremos ser.
Bendice y acompaña a nuestros pastores, a las personas consagradas y a todo el pueblo de Dios.
Fortalece a las familias panameñas para que siendo santuario de la vida estén siempre abiertas a acogerla como don de Dios y a defenderla desde la concepción hasta la muerte natural.
Protege a nuestros gobernantes y dirigentes políticos para que con sabiduría y prudencia busquen el bien común y sirvan a la Patria más y mejor que a sus propios intereses.
Suscita en la juventud la generosidad para responder a la voz de tu llamada. Que todos nosotros movidos por un profundo amor fraterno seamos solidarios y aprendamos a compartir lo que somos y tenemos con los mas necesitados superando las barreras del egoísmo, la marginación y toda forma de explotación.
¡Corazón Inmaculado de María!  Te entregamos el sufrimiento de quienes se sienten solos y abandonados padeciendo en el cuerpo las angustias de la enfermedad, la falta de libertad o la esclavitud del vicio.
Sé tú, oh Madre purísima y misericordiosa consuelo en la tribulación, alivio en el dolor y fortaleza liberadora del pecado.
Alienta, oh Madre nuestro caminar y ayúdanos a realizar con eficacia la tarea de la nueva evangelización.
Guíanos hacia Jesucristo, Pan de Vida, camino y esperanza para Panamá.
-Año jubilar 2000

Oración oficial por la Patria
Oh Dios, Padre de los Pueblos, que dispones todo con admirable Providencia, recibe bondadoso las oraciones que te dirigimos por nuestra Patria.

R/. PADRE NUESTRO, DESDE ESTA TIERRA ISTMEÑA, ESCUCHA NUESTRA ORACIÓN.

-Que tu Nombre sea reconocido y amado en Panamá, ya que Tú quieres que todos se salven.

-Venga tu Reino, que es de Paz, de amor, de Justicia. Que se haga tu Voluntad; que construyamos la civilización del amor. Donde los que mandan busquen el bien común; donde se supere el odio y el rencor, por la generosidad que comparte los bienes que Tú nos has dado-.

- Danos el pan de cada día: que lo podamos comer en casa propia y en salud digna de seres humanos. Qué la seguridad de tu Providencia, llegue a los marginados de la abundancia.

- Te pedimos, Señor que no nos dejes caer en la tentación de destruir la vida: que no profanemos la dignidad del hombre ni de la mujer. Concédenos que no haya entre nosotros niños abandonados ni ancianos sin cariño.

- Líbranos del mal. Del pecado que nos separa de Ti. De todo lo que rebaja la condición humana. Del egoísmo que nos hace insensibles ante el dolor ajeno. De la soberbia que endurece el corazón y hace imposible la hermandad.

SEÑOR ESPERAMOS QUE ESCUCHES NUESTRA ORACIÓN PORQUE CREEMOS QUE TU NOS AMAS.
Amén.

¡SANTA MARÍA LA ANTIGUA! RUEGA POR NOSOTROS.
 

Nossa Senhora de Altacrácia - Padroeira da República Dominicana


Nossa Senhora de Altacrácia - Padroeira da República Dominicana
Liturgia: 21 de janeiro

A devoção a Maria é registrada na República Dominicana desde os inicios de sua colonização, século XV, em nomes de ilhas, portos e hospitais: Porto de Maria, Porto da Conceição, Ilha Santa Maria da Conceição, Hospital Conceição de Nossa Senhora etc.

A origem do título Nossa Senhora de Altagrácia, porém, é baseada em uma narrativa lendária.

Contam que um distinto senhor de terras e de gado costumava viajar para vender seus produtos na cidade de Ozama. Ao partir para uma dessas viagens, suas filhas lhe fizeram suas costumeiras encomendas: a mais velha, moça vaidosa e extrovertida, pediu-lhe vestidos, adornos e material de costura; a mais nova, jovem compenetrada, simples e pie-dosa, encomendou-lhe uma imagem de Nossa Senhora de Altagrácia. O pai ficou encabulado, pois ninguém jamais ouvira tal invocação da Virgem Maria.

Já de volta para casa, o comerciante não conseguira encontrar a encomenda da filha mais nova. Parando em uma pousada na cidade de Los Dos Ríos, o pai desapontado lamentava-se com um seu amigo de viagem por não poder atender ao pedido da filha.

Certo velhinho que ouvia sua conversa interrompeu-os dizendo: "Como não conhecem Altagrácia? Eu a trago comigo". E, tirando do bolso um pergaminho e pincéis, desenhou a imagem da Virgem: era Maria adorando um recém-nascido, tendo atrás de si São José, que trazia nas mãos uma vela acesa. O velhinho entregou essa imagem ao pai e no dia seguinte desapareceu.

Já em casa, na pequena cidade de Higuey, sob uma laranjeira, que resiste até hoje através dos séculos, o pai entregou à filha o retrato de Nossa Senhora de Altagrácia. Ali mesmo foi construída uma pequena capela que deu origem ao atual Santuário de Higuey, dedicado à padroeira da República Dominicana.

Sua festa é celebrada no dia 21 de Janeiro.  Atualmente, o quadro está reproduzido e exposto à veneração popular em muitas igrejas da América Latina e dos Estados Unidos.