sábado, 18 de fevereiro de 2012

Perseguição Religiosa: Conselho de psicologia inicia um processo de cassação de Marisa Lobo


Conselho de psicologia dá um prazo de 15 dias para que Marisa Lobo tire das redes sociais toda mídia que a vincule a sua fé Cristã estando ameaçada de cassação..


No último dia 09 de fevereiro às 11 horas da manhã a psicóloga Marisa Lobo, recebeu uma convocação para se apresentar ao conselho regional de psicologia, motivo seriam várias denúncias recebidas pelas redes sociais sobre seu exercício profissional.
Ao chegar ao conselho, Marisa Lobo, tirou uma foto lendo a bíblia, dizendo estar lendo seu manual de ética enquanto aguardava. (foto postada nas redes sociais, que já virou motivo de perseguição).

Ao entrar no conselho foi recebida por duas fiscais, que a colocaram a par das denúncias, todas feitas por ativistas gays, usuários de maconhas e ateu, que estavam se sentindo incomodados com a postura da mesma em se declarar psicóloga e cristã, por assumir em suas redes sociais que é Cristã, e pelos seus questionamentos de conteúdo do kit gay.

As fiscais leram todo código de ética, reforçando que ela é muito conhecida e que sua posição fere o conselho de psicologia e estão induzindo pessoas a posições contrárias ao homossexualismo e a convicções religiosas.

Relata Marisa Lobo
"Sobre a mesa colocaram Xerox de recados de twitter, o que me deixou indignada, como poderia estar sendo chamada para discutir ética, por denúncias de ateus, militantes gays, canabistas sem base legal alguma e que claramente me perseguem pelas minhas posições de direito de professar minha fé. Me senti perseguida, ouvi coisas absurdas, uma pressão psicológica que se eu não tivesse sanidade mental, teria me acovardado e desistido de minha fé."
"Tentaram o tempo todo me vincular a homofobia, deixei claro que processaria todos eles, pois não sou homofóbica, nunca agredi ninguém apenas tinho minhas opiniões, que foram claramente negadas a mim pelas fiscais, me senti tolhida em meu direito de liberdade de expressão."

Frase que foram ditas pelas fiscais que me indignaram
  • "Você não tem o direito, não pode se dizer Cristã e psicóloga ao mesmo tempo é ferir o código de ética."
  • "Você não pode dizer que Jesus cura, sendo psicóloga,"
  • "Você não pode se dizer psicóloga e cristã, guarde sua fé pra você, não tem direito de externar para mídia."
  • "Você não pode dar declarações que induza pessoas a acreditar que seu Deus cura, como faz em seus sites e blogs."
  • "você não tem direito de dizer em público que ama gay, mas quer ter um filho hetero."
"Me questionaram que eu disse, em uma palestra que não acredito em cura da dependência química sem Deus."

"Quando mandei que me dessem um exemplo de cura da dependência química só pela ajuda psicológica, ficaram em silêncio, eu disse que conheço centenas de casos, falei das estatísticas das comunidades e serviços que trabalham a fé, e dos meus 15 anos de trabalho na área vendo os milagres da transformação, apenas por dar essa oportunidade as mães e usuários de saberem que existe um Deus que pode tirá-los desse lixo que a psicologia não tem conseguido. Claro que a situação ficou mais crítica."
"Entendi que, a pessoa pode morrer, na sua frente, mas você como psicólogo não pode em nenhum momento, falar de Deus para pessoa."

"Contei o exemplo de uma mulher que entrou em meu consultório e me disse:"
"Dê-me uma razão para viver, ou vou sair daqui e vou desistir da minha vida!!!"
"Eu dei, Deus, ela está viva e bem até hoje."

"E perguntei o que deveria ter feito, já que ela tratava com psicólogos psiquiatras, tinha luto patológico, era depressiva suicida e não tinha vontade de viver, deveria deixá-la morrer então? A dar a ela a chance de acreditar que existe Deus, eternidade. Não souberam responder, enrolaram, e mudaram de assunto."

"Quando questionei que estavam me pedindo para negar Deus se quiser continuar exercendo minha profissão, elas se olhavam, e diziam: Não é isso, você pode ter sua fé mas não pode externar, guarde pra você, pois está induzindo pessoas a acreditarem em você pela sua influência."

"Deixei claro que não uso a religião para tratar meus pacientes, não tenho nenhuma reclamação em 15 anos no conselho, eles sabem disso. Então não estava entendendo, porque tanto código de ética. Se com meus pacientes nunca cometi um erro."  
"Sou uma cidadã livre, a constituição me dá esse direito de professar minha fé, fora do meu consultório, elas sempre debatiam dizendo" "como psicóloga não."

"Quando disse que então seria cassada, pois não negaria minha Fé, uma delas que disse:""Você não precisa ser cassada pode abandonar a psicologia"

"Disse que não abandonaria minha profissão, que não estou sozinha, que paguei caro pela minha formação, gastei anos da minha vida, e que não vou abandonar minha profissão, e que pago caro o conselho também elas me responderam:" "então deixe de falar de seu Deus de sua fé."

"Eu enfrentei e disse vamos para o enfrentamento e cassação."


"Conforme texto abaixo  tenho 15 dias tirar das redes sociais tudo que me ligue a religião, VEJA A MINHA RESPOSTA ABAIXO.NÃO NEGO MINHA FÉ."

Colaboração Lyège Carvalho

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Teologia do Corpo e a Transformação da Cultura

Por Stratford Caldecott e David L. Schindler

As reflexões de João Paulo II sobre o que ele mesmo chamou de “evangelho do corpo” aconteceram durante as audiências gerais de quarta-feira na Praça de São Pedro, mas os seus ensinamentos foram desenvolvidos em muitos outros discursos e documentos, cartas encíclicas e exortações sobre o matrimônio e a Bem Aventurada Virgem Maria.

Vem se tornando cada vez mais claro que essas meditações possuem o potencial de transformar nossa compreensão, não apenas da ética e da sexualidade humana, mas da natureza e da cultura humana em geral.

Normalmente se assume que a Teologia do Corpo só trata de sexo. Mas não é tão simples assim.

As relações sexuais são apenas uma parte de algo muito maior e mais profundo. Antes que possamos acompanhar o que o Papa diz sobre o evangelho do corpo, precisamos compreender seu método.

É um método baseado numa leitura da realidade como simbólica, cheia de significado, a qual ele chama de “linguagem do corpo”, quando aplicada a nós mesmos.

O mundo inteiro é um livro de símbolos que expressam realidades invisíveis. A linguagem das Sagradas Escrituras depende de imagens e metáforas retiradas desse livro da natureza, e elas nos ensinam como penetrar a linguagem da natureza a fim de alcançar um nível mais profundo de sentido.

Finalmente, por expressar a plenitude da divindade na natureza humana, Jesus Cristo nos permite ler os outros dois livros da natureza (o homem e a mulher) em um nível ainda mais profundo, vendo neles o “o mistério escondido desde a eternidade em Deus”, que é o mistério da própria vida interior de Deus, para a qual nós mesmos somos chamados através de sua morte e ressurreição, e enquanto corpo da Igreja.

O Papa lê o corpo em termos de um significado “esponsal” ou “nupcial”, o qual, segundo ele, tem sido restringido, violado e deformado ao longo do tempo, e pela cultura moderna, a ponto de já termos quase perdido a capacidade de “vê-lo”. Mas esse significado ainda está aí para ser descoberto com a ajuda da graça, como se fosse uma centelha bem no fundo do coração humano.

A “linguagem do corpo”, portanto, deve ser redescoberta, e precisamente isso é o que o Papa pretende fazer.

Mas, como ele diz, ler corretamente essa “linguagem” resulta em muito mais do que uma série de afirmações. Resulta em um “modo de viver” – é um modo de viver que se experimenta a partir da unidade do amor.

Um dos requisitos para esse amor é a pureza, a dimensão da inocência que nos permite “conhecer” o outro (e nós mesmos) em auto-doação. Isso é um fruto do Espírito Santo habitando no interior da pessoa como em um templo, “a glória do corpo humano diante de Deus”, e a “glória de Deus no corpo humano, através do qual se manifestam a masculinidade e a feminilidade”. É a condição na qual a verdadeira beleza da pessoa humana pode ser revelada.

Em um certo sentido, o ensinamento sobre a pureza traz à tona todo o ensinamento do Papa sobre o corpo humano sexuado como integralizado à pessoa humana feita à imagem e semelhança de Deus e (nessa imagem) feita para conhecer Deus conhecendo o Outro como dom de Deus.

O pecado quebra nosso ser em fragmentos, nos colocando contra nós mesmos. Em um estado de pecado, tendo perdido minha integridade, não sou mais unificado o suficiente para ser capaz de me doar como um todo para outra pessoa. Nesse estado eu sou capaz de entregar apenas partes do meu ser.

O pecado também afeta a maneira com que vejo o mundo, porque o espelho de consciência no qual eu vejo todas as coisas está desordenado e despedaçado, de modo que vejo apenas pedaços do todo – pedaços relacionados com a satisfação de meus próprios desejos.

A potencial beleza e bondade da sexualidade humana fica clara a partir dos escritos do Papa. Mas como a plena profundidade do significado na masculinidade e na feminilidade – incluindo a paternidade e a maternidade – foram revelados ou podem ter sido revelados no estado original do homem, isso ele sabiamente não especula.

A verdadeira fonte do gênero sexual repousa no significado esponsal do corpo, o qual vai encontrar a plenitude total no estado “virginal” do mundo que há de vir.

Portanto, a nupcialidade afeta todos nós, quer sejamos casados ou não. Embora talvez nunca venha a ser esposo(a) de alguém, serei sempre um filho ou filha, uma irmã ou irmão.

Nesses caminhos, e combinações de caminhos, eu necessariamente participo na relação de um gênero com o outro. Não é que, individualmente, precisemos estar casados para ser salvos, mas precisamos, sim, cumprir nosso papel no matrimônio entre Cristo e sua Igreja, para podermos ser salvos.
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Stratford Caldecott (à direita na foto) é o editor da revista “Humanum”, do Instituto João Paulo II de Estudos sobre o Matrimônio e a Família.
David Schindler (à esquerda na foto) é professor de Teologia fundamental no mesmo instituto, e autor de livros.
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Traduzido de: http://www.ncregister.com/daily-news/theology-of-the-body-and-the-transformation-of-culture/ - Fonte: Teologia do Corpo

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Bento XVI: "O cristão não deve se conformar ao poder das Finanças e da Mídia"


Rádio Vaticana -  16/02/2012 13.00.34


O cristão é chamado a não se conformar, para ser livre. Não se conformar ao poder das Finanças e da Mídia que, mesmo sendo necessários, podem oprimir o homem. Foi o que disse o Santo Padre na tarde desta quarta-feira durante a Lectio Divina feita aos seminaristas do Pontifício Seminário Romano Maior, por ocasião da Festa de Nossa Senhora da Confiança. Na conclusão do encontro Bento XVI jantou com os seminaristas retornando em seguida ao Vaticano.

“Há um inconformismo do cristão em relação ao mundo”, indicou o Papa aos “seus seminaristas”, como ele mesmo afetuosamente os saudou, cerca 190 futuros sacerdotes de 5 seminários romanos.

Acolhido pelo Reitor do Seminário Romano Maior, Padre Concetto Occhipinti, e pelo entusiasmo da comunidade do Instituto, Bento XVI inicialmente se deteve em adoração diante do tabernáculo. Depois a Lectio Divina sobre o trecho da Carta aos Romanos: o convite do Apóstolo dos Gentios a oferecer o próprio corpo como sacrifício vivo, santo e apreciado por Deus, a não se conformar com este mundo, a deixar-se transformar para poder discernir a vontade de Deus, o que é bom e a Ele agradável.

Mas, não se conformar não significa fugir do mundo: é um caminho para ser verdadeiramente livre. O poder das finanças e da mídia, explicou o Papa, ambos necessários e úteis, às vezes podem dominar o homem. O poder das finanças torna-se então, não mais um instrumento que favorece a humanidade, mas que a oprime. Contra o conformismo da submissão a esse poder, devemos  ser anti-conformistas: não devemos nos submeter a isso, mas sim usá-lo como um meio, com a liberdade de filhos de Deus.

Da mesma forma, muitas vezes a informação não esclarece o que é dito ou escrito, e assim torna-se mais importante do que a própria realidade. O mundo virtual corre o risco, portanto, de se tornar mais importante do que o real.

“O não conformismo do cristão nos redime, nos restitui a verdade. Peçamos ao Senhor para que nos ajude a sermos homens livres neste inconformismo que não é contra o mundo, mas é o amor verdadeiro pelo mundo”.

Bento XVI destacou ainda que o Cristianismo não é somente espiritualização, moralização, mas sim encarnação. O convite de Paulo a oferecer o próprio corpo é o convite a ser uma só coisa com Deus. (SP)

Fonte: Rádio Vaticana - 
 Cidade do Vaticano

Ministra “abortista” é destaque em site internacional


15/02/2012 - 
 às 21:17

Na VEJA Online:As controvérsias sobre as posições da nova ministra de Políticas Para as Mulheres, Eleonora Menicucci, já não se resumem ao Brasil. Criticada por ter interrompido a gestação de dois filhos e por ter feito um curso de aborto na Colômbia, ela atraiu a rejeição de grupos cristãos dentro e fora do país. O Life Site News, um dos principais portais do movimento intitulado “pró-vida” nos Estados Unidos, dedica a sua manchete desta quarta-feira à nova integrante da equipe de Dilma Rousseff.  A reportagem também cita o jornalista Reinaldo Azevedo, blogueiro do site de VEJA. O portal exibe ainda uma matéria a respeito da posição do governo brasileiro em um debate sobre a legalização do aborto na Organização das Nações Unidas, neste mês. Nesta quarta, o jornal espanhol ABC também dá destaque à figura de Eleonora Menicucci.

aborto
Por Reinaldo Azevedo

Brazil’s new women’s minister was trained to do abortions, had two of her own children aborted
February 14, 2012 (LifeSiteNews.com) - Brazil’s new Women’s Policy Minister, Eleonora Menicucci, was trained in Colombia to personally perform abortions, according to an interview published yesterday by Brazilian columnist Reinaldo Azevedo.
Speaking about her past as a militant, Menicucci notes that in 1995 “I was a member of a Feminist Sexuality and Health Collective, and, at that time, through the Collective, I was also doing a course on abortion in Colombia.”

Eleonora Menicucci
Asked “what was that course on abortion like?” Menicucci responds, “It was in the abortion clinics. We learned to do abortions.”  She adds that the purpose was to “self-train” so that “non-doctors could deal with abortions.”
During the course of the interview, Menicucci adds that the abortions were “suction abortions,” also known as “Manual Inter-Uterine Aspiration” abortions.
Abortion was illegal in Colombia in 1995, where most abortions continue to be prohibited today.  In addition to performing abortions, Menicucci admits to having had at least one of her two abortions in Brazil, where the procedure is also illegal in all but cases of rape.
The interview, which was conducted in 2004 and discovered by Azevedo in the archives of the Federal University of Santa Catarina, reveals much about the worldview of the one who has been selected to oversee women’s policy for the Brazil’s executive branch.
Menicucci says that she had one of her unborn children killed while she was engaged in armed struggle against the government in the 1970s, because the terrorist organization she had joined decided that it wasn’t compatible with her activities as a member.
“My judgment was that I had to carry out the armed struggle… And an important detail in that course (of action) is that, six months after my daughter was born, I was impregnated again,” Manicucci tells the interviewer.
“At that point, together with the organization, we decided, the organization, us, that I should have an abortion. In the situation, to have another child, no?...That was the second abortion that I did,” she says.
Menicucci reveals that she was so sexually promiscuous that she was “very much questioned” by the left, and that the revolutionary group of which she was a member, “for security reasons,” wanted her to “only have sexual relations with members of my organization.”
Menicucci also discusses her first lesbian encounter - which occurred while she was married. However, she assures her interviewer, there was no problem because “he was a very libertarian guy.” 
Brazilian President Dilma Rousseff has stirred controversy in Brazil in recent days by her appointmentof Menicucci, who was incarcerated with Rousseff during the 1970s, when they were arrested for terrorism. Menicucci’s unapologetic pro-abortion stance seems to belie Rousseff’s claim to be pro-life, which was key to her victory in the 2010 presidential elections.
Menicucci is scheduled to speak this week at the United Nations, when she will reportedly make assurances that the Brazilian executive is combating pro-life legislation.

Brazil’s new women’s minister was trained to do abortions, had two of her own children aborted

BY MATTHEW CULLINAN HOFFMAN


February 14, 2012 (LifeSiteNews.com) - Brazil’s new Women’s Policy Minister, Eleonora Menicucci, was trained in Colombia to personally perform abortions, according to an interview published yesterday by Brazilian columnist Reinaldo Azevedo.
Speaking about her past as a militant, Menicucci notes that in 1995 “I was a member of a Feminist Sexuality and Health Collective, and, at that time, through the Collective, I was also doing a course on abortion in Colombia.”

Eleonora Menicucci

Asked “what was that course on abortion like?” Menicucci responds, “It was in the abortion clinics. We learned to do abortions.”  She adds that the purpose was to “self-train” so that “non-doctors could deal with abortions.”

During the course of the interview, Menicucci adds that the abortions were “suction abortions,” also known as “Manual Inter-Uterine Aspiration” abortions.

Abortion was illegal in Colombia in 1995, where most abortions continue to be prohibited today.  In addition to performing abortions, Menicucci admits to having had at least one of her two abortions in Brazil, where the procedure is also illegal in all but cases of rape.
The interview, which was conducted in 2004 and discovered by Azevedo in the archives of the Federal University of Santa Catarina, reveals much about the worldview of the one who has been selected to oversee women’s policy for the Brazil’s executive branch.

Menicucci says that she had one of her unborn children killed while she was engaged in armed struggle against the government in the 1970s, because the terrorist organization she had joined decided that it wasn’t compatible with her activities as a member.

“My judgment was that I had to carry out the armed struggle… And an important detail in that course (of action) is that, six months after my daughter was born, I was impregnated again,” Manicucci tells the interviewer.

“At that point, together with the organization, we decided, the organization, us, that I should have an abortion. In the situation, to have another child, no?...That was the second abortion that I did,” she says.
Menicucci reveals that she was so sexually promiscuous that she was “very much questioned” by the left, and that the revolutionary group of which she was a member, “for security reasons,” wanted her to “only have sexual relations with members of my organization.”

Menicucci also discusses her first lesbian encounter - which occurred while she was married. However, she assures her interviewer, there was no problem because “he was a very libertarian guy.” 
Brazilian President Dilma Rousseff has stirred controversy in Brazil in recent days by her appointmentof Menicucci, who was incarcerated with Rousseff during the 1970s, when they were arrested for terrorism. Menicucci’s unapologetic pro-abortion stance seems to belie Rousseff’s claim to be pro-life, which was key to her victory in the 2010 presidential elections.

Menicucci is scheduled to speak this week at the United Nations, when she will reportedly make assurances that the Brazilian executive is combating pro-life legislation.

Eleonora Menicucci, la ministra abortista y bisexual de Dilma Rousseff

La nueva secretaria de Políticas para las Mujeres brasileña reconoce que ha practicado dos abortos


«Eleonora va a integrar el Gobierno más femenino en la historia del país no solo porque hay una mujer en la presidencia y diez mujeres ministras sino porque reconoce la importancia de la mujer y sus derechos en la sociedad». Así presentó la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff a Eleonora Menicucci, nueva secretaria de Políticas para las Mujeres.
Menicucci fue compañera de celda de Rousseff al principio de la década de los 70, cuando ambas integraban una guerrilla que combatió a la dictadura militar. «Fuimos presas, torturadas, vivimos en la misma celda. Hicimos un compromiso que nos enseñó a lidiar con las adversidades y nunca huir de las situaciones por más difíciles que sean».
Decisiones como la de abortar. La nueva ministra, que se ha manifestado a favor del aborto, ha practicado dos en su juventud. El primero de ellos en la década de los 70. Porgue el grupo en el que luchaba contra el Gobierno decidió que así fuera: tener un hijo no era compatible con sus actividades en la guerrilla.

Menicucci fue compañera de celda de Rousseff

«Mi opinión era que tenía que llevar a cabo la lucha armada», reconoce. El segundo aborto que Menicucci practicó fue después del nacimiento de su hija: «En ese momento, junto a la organización, nosotros, el grupo, decidimos que debía abortar. ¿Tener otro hijo en esa situación? Fue el segundo aborto que tuve».
Ante estas declaraciones la bancada evangélica ha exigido su dimisión. Para ella, «el aborto no es un problema ideológico, sino de salud pública». Y será una firme defensora de la liberación del aborto en el Congreso. La legislación brasileña impide el aborto si no es por riesgo de vida para la madre.
También ha causado polémica su condición de bisexual. Ha revelado que su primer encuentro con una mujer lo tuvo mientras estaba casada. Algo que no incomodó a su pareja porque «él era un hombre muy liberal».
Eleonora Menicucci, profesora y socióloga, se ha mostrado decidida a combatir desde su Ministerio la divulgación de comportamientos sexistas que aún prevalece en las escuelas, en los programas de televisión, en los servicios básicos y en las relaciones sociales habituales.
Otro campo de batalla para la directora del grupo de estudios de Salud de la Mujer y Relaciones de Género de la Universidad Federal de Sao Paulo es la violencia de género. Exige la creación de más juzgados especiales contra la violencia doméstica.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Para bispo, ministra da Secretaria das Mulheres é 'mal-amada e irresponsável'

Dom José Benedito Simão
Presidente da Comissão da Vida da CNBB em SP, d. Simão ataca Eleonora
10 de fevereiro de 2012 | 22h 16
Chico Siqueira, especial para o Estado

ARAÇATUBA - O bispo de Assis (SP), d. José Benedito Simão, presidente da Comissão pela Vida da regional Sul 1 (Estado de São Paulo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse ao Estado que a nova ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, "é uma pessoa infeliz, mal-amada e irresponsável", que "adotou uma postura contra o povo e em favor da morte" ao defender o aborto em declarações dadas à imprensa. Informada, a ministra não quis comentar as críticas feitas pelo bispo.

"Recebo com muita indignação as palavras da nova ministra, cuja pasta tem uma grande responsabilidade em favor da vida da mulher", afirmou d. José – para quem a ministra abriu uma polêmicas que pode criar um confronto entre Igreja e governo. "Ela é infeliz, mas ninguém precisa ficar sabendo. Seu discurso mostra que ela pode estar reabrindo feridas que estavam cicatrizando", disse ainda o bispo, referindo-se aos debates ocorridas no fim do governo Lula sobre aborto no Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3). "Ela tem obrigação de apresentar programas que gerem vida, e não morte. Deve falar em defesa da mulher, em defesa da vida, mas se posicionou a favor do homicídio, ao defender o aborto", protestou.

O bispo também reclamou das declarações da ministra sobre as preferências sexuais de sua filha, afirmando que ela "deveria tomar mais cuidado para não dar mau exemplo para nossos adolescentes".

Panfletos. D. José, de 61 anos, ficou conhecido em janeiro de 2010, quando divulgou panfletos chamando Lula de "novo Herodes", por levar adiante o PNDH 3. Os panfletos voltaram a circular em outubro, em plena campanha presidencial de segundo turno, mas foram apreendidos em uma gráfica do Cambuci, em SãoPaulo. A gráfica informou que a encomenda lhe fora feita pela diocese de Guarulhos.

Em outro trecho da entrevista de ontem, o bispo de Assis disse que vai seguir de perto os pronunciamentos da ministra. "Vamos acompanhar seu trabalho. Se os discursos forem nessa mesma linha (de defesa do aborto), vamos tomar algumas medidas de protesto, que podem ser panfletos ou manifesto público", acrescentou. E concluiu dizendo que "foi uma escolha infeliz do governo de Dilma", que poderia ter escolhido "uma pessoa mais responsável e equilibrada, mas colocaram essa pessoa para reacender temas polêmicos e complexos e reabrir feridas que estavam se fechando".
Fonte: Estadão

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dom Luiz ataca “Ministra da Mulher” Eleonora Menicucci - Diário de Guarulhos


13 de fevereiro de 2012 • 14h33 • atualizado às 16h24.
Diego Calvo
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini: "O direito à vida não é uma bandeira só do catolicismo"
Diário de Guarulhos
Por TIAGO SANTOS-VIEIRA
Empossada semana passada, Eleonora Menecucci é a nova secretária de Políticas para Mulheres. O Cargo, com status de ministério, é o maior na escala administrativa federal delegado exclusivamente a uma mulher. Ela substitui a ex-ministra Iriny Lopes, que disputará a prefeitura de Vitória (ES). Em sua primeira coletiva, Eleonora já saiu em defesa do aborto. Munição suficiente para invocar o bispo emérito de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, totalmente contrario à prática.

“A nova ministra, segundo a imprensa, já fez dois abortos. Se realmente fez, matou dois seres humanos. Uma mulher que mata dois inocentes é uma pessoa insensível, que usará de todos os meios para obter sucesso na defesa do aborto”, opina dom Luiz.

Eleonora é amiga íntima da presidente Dilma que, em outros momentos,  se mostrou favorável ao aborto. Tal proximidade e confluência de ideias pode gerar nova discussão do tema, com possíveis desdobramentos legais. 

“Sabíamos que Dilma era a favor do aborto. Nas eleições, para ganhar os votos dos cristãos, ela declarou que nada faria para modificar a legislação do aborto.  Mas ela não disse nada sobre fazer a modificação das leis do aborto por terceiras pessoas. Usando, por exemplo,  os deputados de seu partido e da base aliada. Haverá, sim, uma longa batalha sobre o aborto e nós estamos preparados para ela”, analisa Bergonzini.

Eleonora é uma “teórica da mulher”, com toda uma história acadêmica na Unifesp. Ter alguém com tanto embasamento no comando do “Ministério das Mulheres” configura alguma ameaça a “Defesa do Direito a Vida”, uma das bandeiras do catolicismo? 

Dom Luiz finaliza: “A ‘teórica da mulher’ disse que ‘o aborto é uma questão de saúde pública, não é uma questão ideológica. Como o crack, as drogas, a dengue e o HIV.O direito à vida não é uma bandeira só do catolicismo. É uma bandeira do povo cristão e de todas as pessoas de bem, independentemente de religião. E o direito à vida não é um tema religioso. O direito à vida é direito natural, é direito humano. Todos os que nasceram são obrigados a dar o direito de nascer a todos os que forem gerados.  Ser humano não é uma doença para ser erradicada. Valemos desta oportunidade para reafirmar o quanto sempre temos dito: somos defensores da vida, desde a fecundação até a morte natural”.
Eleonora se esquiva de polêmicas 
A ministra Eleonora Menicucci é graduada em ciências sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, e é professora titular da UNIFESP de “Saúde Coletiva”, com ênfase na mulher. Aos 67 anos, é filiada ao PT e dedica-se ao feminismo, sendo favorável à descriminalização do aborto. 
Na sua primeira coletiva, depois de se posicionar a favor do aborto, a ministra se esquivou e disse que sua “posição pessoal está em todos os jornais, e nas entrevistas que já deu”. Disse ainda que “não seria ela se não reafirmasse o que disse antes sobre o aborto” e que “hoje é  governo, sendo sua posição a do governo.”

Aborto é "evolução"?


A legalização do aborto significa aplicar a pena capital a um filho sem que nenhum mal ele tenha causado. É a solução mais cínica para o sexo irresponsável.

Os sedizentes progressistas brasileiros estão eufóricos. Ocorre que, recentemente, do outro lado da fronteira, o Senado uruguaio aprovou uma lei que legaliza o aborto. Com a confirmação pela Câmara e a sanção do presidente José Mujica, a gravidez poderá ser interrompida voluntariamente até sua 12ª semana. Atualmente, a legislação permite o procedimento em casos de estupro, riscos à saúde da mãe ou má-formação do feto. E a decisão de lá já causa anseios por aqui, como evidenciam as declarações da nova ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci.

Mas, afinal, o que move esses militantes em defesa de uma causa cuja única finalidade é a morte? Como um ato tão desumano e covarde pode levar pessoas sorrindo às ruas, erguendo bandeiras e entoando palavras de ordem? Não pesa a consciência quando elas aconchegam um bebê recém-nascido no colo e, ao mesmo tempo, acham razoável que lhe tivessem parado o coração? Por que uma criança de rua merece a misericórdia e outra, ainda mais indefesa, a insensibilidade? Que tipo de liberdade de escolha é essa que priva o outro de existir?

No pleito abortista, uma vida humana adquire a feição de um furúnculo: algo incômodo, indesejado e do qual é preciso livrar-se o mais rápido possível. E dizem defender direitos da mulher sobre seu próprio corpo. Porém, aos três meses de gestação – prazo máximo para a interrupção da gravidez no projeto uruguaio –, a parte mais importante do desenvolvimento já ocorreu. A criança tem fisionomia, coração batendo e bombeando sangue, órgãos vitais formados, cabeça e corpo, mãos e dedos do pé. Mesmo se não tivesse, haveria de incidir o princípio da prudência. Mas a propaganda cultural é tão forte que a evidência da vida é diminuída à condição de caso de saúde pública. E eis que o contorcionismo argumentativo coloca-se lado a lado com a crueldade.

Há vários vídeos mostrando o procedimento de um aborto. Quem tiver coragem, veja. O feto debate-se contra um instrumento afiado, luta pela sua própria sobrevivência. Até que não pode mais resistir. Para além das direções de arte, roteiros e efeitos especiais, é a crueza de uma violência. Não se pode negar a realidade posta: a morte de um ser humano.

A legalização do aborto significa aplicar a pena capital a um filho sem que nenhum mal ele tenha causado. É a solução mais cínica para o sexo irresponsável. É a negação total da razão e da emoção. Mais: relativiza um direito em cuja supremacia se baseia a civilização e eleva o egoísmo a um patamar sagrado na sociedade. Chamar de avanço a legitimação de um ato que põe fim à vida não passa de uma piada macabra.

Autor: Rafael Codonho é jornalista -  08 Fevereiro 2012 
Colaboração Ivanaldo Santos 
Fonte: Mídia sem Máscara

Pe. Roger: “O feto não é um mosquito”


10/02/2012 por Everth Queiroz Oliveira

As manifestações de repúdio à declaração abortista da mais nova ministra do governo Dilma também partiram da Canção Nova. Segue vídeo com trecho de homilia do Padre Roger Luís, membro da comunidade.

http://wiki.cancaonova.com/images/thumb/f/f2/31_eventos-005-1-.jpg/165px-31_eventos-005-1-.jpg
Pe. Roger Luís
O feto não é um mosquito, o feto não é uma infecção; é uma vida, é uma pessoa que está ali! (…) Nós precisamos nos despertar, nós, como povo católico, (…) não podemos ser um povo alienado. (…) ‘Ah, padre, vamos fazer uma campanha de oração para que o aborto não seja aprovado no Brasil’… Vamos rezar, mas vamos agir! (…) Eu gosto sempre de usar uma frase (…) de um homem chamado Martin Luther King Júnior: ‘Eu não temo o barulho dos maus, mas eu temo o silêncio dos bons. Eu me aterrorizo com o silêncio dos bons’. (…) Onde estão os bons? Onde estão os comprometidos com a fé?”
“Deixa eu dizer uma coisa: onde estão os senadores e os deputados católicos em Brasília, pra se levantar contra as atrocidades, e irem lá (…) subir no púlpito e defender a vida? Onde estão aqueles que você colocou lá, com o seu voto? É deles que você tem que cobrar! Eu glorifico a Deus pelo deputado Eros Biondini, que hoje subiu na tribuna pra defender a vida… Mas onde estão os outros? Onde estão os outros? Eu quero o nome de cada um, que subiu na tribuna, pra defender a vida, que se diz católico… Eu quero ver o nome de cada um… Onde estão? Porque, na hora de votar, vai na igreja, vai no salão das nossas paróquias, pedir voto… Agora, eu quero ver eles na tribuna… eu quero ver eles contradizendo essa ministra… Onde eles estão?”

Os cristãos, especialmente evangélicos e católicos, têm de ter claro um fato: a guerra do petismo contra os valores individuais e da família já começou; não é futuro; é presente. Ou: Evangélicos preparam “Marcha em Favor da Vida”

14/02/2012 - às 6:23

Terão os evangélicos e cristãos de maneira geral acordado a tempo? Não sei! Vamos ver! O PT tem sempre muitas moedas, e, infelizmente, há quem venda a convicção por trinta dinheiros. Essa é uma história antiga, não? Hoje em dia, existem supostos evangélicos que têm a coragem de recorrer à Bíblia para justificar o aborto — o que corresponde a pisotear a Palavra e a jogar no lixo a história do cristianismo — e supostos católicos que flertam abertamente com abortistas e aborteiras em nome “do povo”. As igrejas, infelizmente, estão infiltradas, num caso, pelo oportunismo e, noutro, pelo marxismo vagabundo. Uma depuração se faz necessária.

Fui o primeiro a alertar aqui, ainda no dia 28 de janeiro, que, dando as oposições por liquidadas e os partidos políticos todos por controlados, o PT preparava uma nova batalha ideológica: contra os evangélicos. Não estava inventando nem esquentando nada! Quem fez o anúncio no Fórum Social de Porto Alegre, com todas as letras, foi ninguém menos do que Gilberto Carvalho, o homem mais importante no PT depois de Lula. Se, amanhã, por qualquer razão, o Apedeuta ficasse impossibilitado de dar a última palavra no partido, Carvalho seria o único capaz de manter a sigla unida por um bom tempo ao menos. Ele conserva a memória da legenda, muito especialmente de seus porões, desde os tempos da gestão Celso Daniel, em Santo André.

Carvalho considera que a dita “classe C” está excessivamente exposta às igrejas evangélicas. Os representantes dessas denominações que conseguiram se eleger integram, não raro, partidos da base aliada, e os petistas procuram manter com as igrejas uma relação de boa vizinhança. Mas só quem desconhece a natureza do PT para se constituir como partido único (não de direito, mas de fato) apostaria numa futura convivência pacífica. ATENÇÃO! NÃO PODE EXISTIR VONTADE ORGANIZADA FORA DO PARTIDO. É UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIO. O PT, HOJE, NÃO QUER, É EVIDENTE, O SOCIALISMO À MODA ANTIGA. ELE O QUER À MODA MODERNA: SER O ENTE DE RAZÃO QUE GERE A SOCIEDADE EM TODOS OS SEUS DOMÍNIOS. E os evangélicos tendem, no futuro, a atrapalhar esses propósitos.

O ministro foi longe naquele fórum. Deixou claro que o modo de realizar essa disputa é com uma mídia estatal presente, para veicular os valores do petismo, confrontando-os, então, com os de outras forças que têm enraizamento popular — como é o caso das igrejas. Carvalho acredita, então, que é preciso usar dinheiro público, com mídia política e ideologicamente orientada, para “ganhar o povo”. E UMA COISA OS CRISTÃOS TÊM DE TER EM MENTE: OS PETISTAS NÃO DESISTEM NUNCA! Vejam o caso de Eleonora Menicucci, a nova ministra das Mulheres, aquela que foi aprender a praticar abortos na Colômbia — embora a prática fosse crime naquele país também.

O governo retirou do Plano Nacional de Direitos Humanos a legalização do aborto, e Dilma fingiu ter mudado de idéia. Enviou uma Carta Aberta aos Evangélicos e foi ao santuário de Aparecida, escoltada por Gabriel Chalita (aquele que tem o mau gosto adicional de plagiar os próprios textos e descobriu em Maquiavel um entusiasta da utopia…), para demonstrar o seu súbito fervor cristão. Num rasgo de religiosidade criativa, chamou Nossa Senhora de “nossa deusa”, fundindo, quem sabe?, o catolicismo ao paganismo… Tentou parecer uma cristã exemplar. Aos 14 meses de mandato, nomeia para a pasta das Mulheres uma senhora que confessa o que confessou e que se diz “avó de uma criança e do aborto”. Na gestão de Fernando Haddad, na Educação, preparou-se o tal kit gay para as escolas com um punhado de absurdos. As crianças só não ficaram expostas a um filme que trata a bissexualidade como uma vantagem na comparação com a heterossexualidade e que defende que “transgêneros” usem o banheiro feminino das escolas porque a sociedade chiou.

A guerra ideológica anunciada por Carvalho, se vocês notarem bem, já está em curso. Há uma boa possibilidade de os cristãos terem acordado um pouco tarde. Os sinais de invasão do Estado na esfera dos valores que dizem respeito à família e a domínios que estão e devem estar fora do guarda-chuva do governo se vêem em todo canto. Assim como o PT vive da depredação da ordem legal nos estados governados pela oposição, promove um combate surdo, mas muito evidente, contra as forças que estão fora de seu domínio. O partido nunca teve aliados, mas subordinados. Aqueles que aceitarem a submissão podem, sim, se dar bem — e até obter vantagens estupendas. Mas têm de renunciar à própria vontade e à própria identidade. É um caso clássico, para recorrer a uma metáfora óbvia, de pacto com o demônio.

Mas por que as igrejas? Porque as religiões tendem a oferecer uma visão mais ampla da vida do que a própria política. Se essa organiza a experiência do cidadão, as suas relações com o poder do Estado e com a sociedade, aquelas acrescentam a essas dimensões as escolhas que são de ordem moral, que falam à consciência profunda dos indivíduos, a elementos nem sempre subordináveis às trocas pragmáticas do dia-a-dia. Cristo não disse “a César o que é de César” porque considerasse que o poder terreno não poderia ser contestado. O sentido profundo da consideração é outro: HÁ O QUE NÃO É DE CÉSAR, E ISSO CÉSAR NÃO TERÁ. O soberano compreendeu e, por isso, não gostou.

É claro que, nas democracias convencionais, religiões convivem bem com o poder, e as mais variadas denominações fazem esta ou aquela escolhas. E assim deveria ser aqui também. Eu não gosto do excesso de proximidade entre igrejas e esferas do estado — evangélicas, católicas ou quaisquer outras. Aliás, quanto mais distantes, melhor! Que César fique lá com seus brinquedinhos. Certas abordagens feitas por correntes evangélicas e católicas são, do ponto de vista teológico, uma monumental bobagem. Mas bobagem maior fará sempre o Estado quando se meter a tomar o lugar das religiões. E esse propósito está mais do que anunciado. Já está em curso.

Na Folha desta terça, leio o seguinte. Volto depois:
A bancada evangélica no Congresso Nacional prepara uma marcha “a favor da vida” e uma ação na Justiça contra o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). Deputados e senadores estão descontentes com as declarações de Carvalho no Fórum Social Mundial. Em palestra, ele disse que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela “nova classe média”, que estaria sob hegemonia de setores conservadores. “Lembro aqui, sem nenhum preconceito, o papel da hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, que são a grande presença para esse público que está emergindo”, disse.
O senador Magno Malta (PR-ES) disse que o ministro foi intolerante: “Somos gente boa só no processo eleitoral? Queremos uma agenda oficial com a presidente Dilma para que nos escute, porque este não deve ser o comportamento de um ministro”. Gilberto Carvalho negou que tenha feito ataques aos evangélicos e diz que foi mal compreendido. Hoje a bancada irá definir o dia da marcha em Brasília e os termos da ação contra Carvalho. Os congressistas também vão discutir o kit anti-homofobia da pasta da Educação e as declarações da ministra Eleonora Menicucci (Mulheres) favoráveis ao aborto.

EncerroVamos ver. Em Brasília, há quem aposte que isso tudo é fogo de palha e que o governo consegue controlar a insatisfação fazendo algumas concessões e favores. Tomara que não! Os que decidiram se opor às propostas totalitárias de Carvalho e às barbaridades ditas pela ministra Eleonora terão de deixar claro se o cristianismo é realmente um valor que orienta, como é o desejável, a sua conduta parlamentar ou se estamos diante da prática viciosa contrária: as necessidades dos políticos é que pautam o seu cristianismo.
Por Reinaldo Azevedo