sábado, 11 de fevereiro de 2012

Leonardo Sakamoto, o jornalista a favor do aborto

O jornalista, Leonardo Sakamoto,  escreveu o artigo A "defesa do direito ao aborto" e a "defesa do aborto",  no qual diz que aborto não é um tema religioso e que não não deve passar pelo crivo dos "iluminados guardiões dos celeiros de almas", referindo-se a nós sacerdotes. 


Consta que o escritor é professor da PUC-SP.  O nome da PUC é Pontifícia Universidade Católica.  Pontifício significa próprio ou que provém do Papa. Bento XVI vem, diuturnamente, travando uma gigantesca batalha em defesa da vida e condenando a CULTURA DA MORTE.   Impensável, para nós que dedicamos a vida a Jesus Cristo, ao Evangelho e à Igreja Católica, a existência de um professor que defende e propaga ideias totalmente contrárias às de Bento XVI e ao cristianismo, dentro de uma instituição de ensino católica.  "Não Matarás" é um mandamento a ser seguido por todos os cristãos e por todas as entidades católicas, entre elas a PUC, onde agora estudam seminaristas, futuros sacerdotes.


Antes de comentarmos o texto, vamos mostrar o método utilizado pelos abortistas, criado pelo médico Bernard N. Nathanson, o "Rei do Aborto", para fazer as pessoas de bem concordarem com o aborto:  
"As táticas que vou explicar são seguras e além disso são as mesmas que se estabeleceram em outros países e também as que se utilizam na Espanha e nas demais nações.
Serviram-nos de base duas grandes mentiras: a falsificação de estatísticas e pesquisas que dizíamos haver feito e a escolha de uma vítima que afirmasse que o mal do aborto não se aprovaria na América do Norte.
Essa vítima foi a Igreja Católica, ou melhor dizendo, sua hierarquia de bispos e cardeais. ("Rei do Aborto")
Depois de tanta desgraça causada ao mundo e às pessoas, o "Rei do Aborto" tornou-se católico. 


Esclarecidos os métodos dos abortistas, agora, vamos aos comentários sobre o texto do professor, que defende o aborto.  Comentaremos o texto do professor, em partes, para melhor entendimento.  


Professor da PUC. "Defesa ao direito do aborto é diferente de defesa do aborto".  


Nosso comentário. Fazer jogo de palavras não muda o objetivo dos abortistas. Defesa do direito ao aborto,  defesa do aborto, interrupção da gravidez ou descriminalização do aborto tem o mesmo resultado: o assassinato de um ser humano inocente e indefeso em gestação. 
Ser contrario ao abortamento não é questão de ideologia ou de religião e nem mesmo de opinião. Trata-se de homicídio, pois trata-se de evidência científica  demonstrada até hoje que na fecundação do ovulo pelo espermatozoide surge uma nova vida com um genoma especifico, irreproduzivel, diferente do pai e da mãe.  Queira ou não é uma nova pessoa com direito a vida. Esse professor/jornalista deve encarar o fato de que, defendendo o abortamento,  está defendendo o assassinato.  Dra. Alice Teixeira Ferreira, livre docente da Escola Paulista de Medicina
Professor da PUC. "A interrupção de uma gravidez é um ato traumático para o corpo e a cabeça da mulher, tomada após uma reflexão sobre uma gravidez indesejada ou de risco." 


Nosso comentário. As sequelas físicas e psicológicas mencionadas, por si só, pelos efeitos nocivos que causam na vida da mulher,  já deveriam ser motivos para impedir qualquer aborto.  Mas não é só! O professor fala em gravidez "indesejada" para qualificar todas as gravidezes.  


A gravidez indesejada somente acontece nos casos de estupro, quando a mulher é forçada, de alguma forma, e sofre uma ação criminosa contra ela.  


As demais gravidezes, nas quais a mulher consente e participa do ato sexual, por livre e espontânea vontade, só  pode ser considerada uma gravidez inesperada. O aborto não é permitido na gravidez inesperada, resultante do ato sexual praticado consensualmente  entre homem e mulher. 


Nós e a Igreja, atentos aos direitos naturais irrevogáveis e imutáveis, não concordamos com nenhum tipo de aborto, porque há um ser humano inocente e indefeso que tem direito à vida. 


Professor da PUC. "Defender o direito ao aborto não é defender que toda gestação deva ser interrompida (nem sei porque estou gastando pixels explicando algo que deveria ser óbvio, mas vá lá).  


Nosso comentário. O obvio é  o contrário, senhor professor da PUC:  defender a liberação total do aborto é autorizar a eliminação de todo e qualquer ser humano em gestação. Não significa que todas as mulheres tomarão a decisão de eliminar seus bebês, mas fica aberta a possibilidade de tomarem essa decisão.  Com o aborto liberado, se, por exemplo, as feministas resolverem eliminar todos os bebês do sexo masculino, elas poderão executar esse plano, como aconteceu com os 117 milhões de bebês do sexo feminino abortados na Índia. 


Professor da PUC. "A discussão não é quando começa a vida, sobre isso dificilmente chegaremos ao um consenso, mas as mulheres que estão morrendo nesse processo.


Nosso comentário. É verdade que não há discussão sobre quando começa a vida.  Ela começa no ato da fecundação do óvulo. No primeiro instante, o ser humano já está com todas as características biológicas que o acompanharão durante toda a vida, apenas mudando as fases: de embrião para feto, para bebê, para criança, para jovem, para adulto, para idoso, até a morte na velhice.


Quanto às mulheres que estão morrendo nesse processo, o professor precisa verificar melhor suas informações e apontar as verdadeiras causas das mortes maternas.  A causa principal das mortes das mulheres pobres, de todas as cores, é a falta de um sistema de saúde e de assistência médica especializada e adequada para atender as mulheres grávidas.


Os abortistas usam os números dos abortos espontâneos e suas consequências para propagar a liberação do aborto.  Em entrevista ao Dr. Dráusio Varella,  o Dr. Mário Burlacchini, especialista em Medicina Fetal, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da USP, explicou que até 40% das gravidezes não chegam ao final, ocorrendo abortos espontâneos nesses casos.


Em Belo Horizonte, uma capital de estado brasileiro,  de 22 mulheres que morreram em partos em 2010, 95,5% ou 21 poderiam ter sido salvas  se existisse um atendimento médico adequado.  Em Brasília, capital do país, uma grávida ficou com o bebê morto no útero durante oito dias e outra recebeu o feto num vidro.  


Por absurdo que se possa imaginar, as mulheres grávidas morrem até por falta de verificação de pressão arterial. Os abortistas devem combater as causas das mortes das mulheres e não matar os bebês para encobrir a falta de assistência médica e a ineficiência dos governantes.


Professor da PUC.  Negar o “direito ao aborto” não vai o diminuir o número de intervenções irregulares, eles vão acontecer legal ou ilegalmente. Abortos mal feitos causam 9% das mortes de mulheres grávidas, 25% dos casos de esterilidade e são a quinta causa de internação hospitalar de mulheres, e acordo com dados da própria Secretaria de Políticas para as Mulheres".


Nosso comentário. Negar o direito ao aborto implica em salvar seress humanos inocentes e indefesos. Concordar e apoiar o assassinato de crianças inocentes e indefesas é ser tão cruel e assassino quanto Hitler e Stalin, que assassinaram milhões de pessoas indefesas.  
Como dissemos acima, o médico "Rei do Aborto"  explicou o método mentiroso utilizado pelos abortistas para amedrontar as pessoas e fazê-las concordar com o aborto.  


Professor da PUC. "É uma vergonha ainda considerarmos que a mulher não deve ter poder de decisão sobre a sua vida, que a sua autodeterminação e seu livre-arbítrio devem passar primeiro pelo crivo do poder público e ou de iluminados guardiões dos celeiros de almas, que decidirão quais os limites dessa liberdade dentro de parâmetros."


Nosso comentário. O professor da PUC, à falta de argumentos, como sempre acontece com os defensores do aborto, parte para o ataque à Igreja Católica. O "Rei do Aborto" já relatou que faz parte do método dos abortistas atacar a Igreja Católica e sua hierarquia.


Não somos "iluminados guardiões dos celeiros das almas".  Somos guardiões da vida!  A vida não é uma questão religiosa, mas uma questão de humanidade.  Nós,  que já nascemos,  devemos respeitar os direitos dos outros que estão ou estarão em gestação. O ser humano que se forma no útero da mulher não é parte do corpo dela, como um braço, um fígado, uma perna. O bebê é um ser humano inocente e indefeso.  É uma vergonha, uma covardia, defender o assassinato de um bebê. 


Professor da PUC. "É extremamente salutar que todos os credos tenham liberdade de expressão e possam defender este ou aquele ponto de vista. Mas o Estado brasileiro, laico, não pode se basear em argumentos religiosos para tomar decisões de saúde pública ou que não garantam direitos individuais." 


Nosso comentário. O professor mistura tudo. Um estado laico é um estado sem religião ou, ao contrário, um estado religioso é regido por uma religião, como os estados islâmicos do oriente. O estado brasileiro é laico, mas os governantes não tem permissão para legislar contra o direito natural.  Além disso, o povo tem religião: mais de 90% do povo brasileiro é cristão. Há que ser, sim, respeitada a crença do povo. O estado, na verdade os governantes de turno,  não podem fazer o que bem entendem. Os governantes e legisladores não podem aprovar o assassinato de pessoas, que é contra a lei natural. E a Igreja tem o dever de fazer política.


Professor da PUC. "A justificativa de que o embrião tem os mesmos direitos de uma cidadã nascida é, no mínimo, patético. Dá vontade de fazer cafuné em quem defende isso e explicar, pausadamente, que não se pode defender que minhas crenças, físicas ou metafísicas, se sobreponham à dignidade dos outros."


Nosso comentário. O professor poderia ler o artigo 2o. do Código Civil, com esta redação: "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro". 


Sugerimos, também, que o professor leia em nosso blog,  na aba ANENCÉFALO,  os artigos dos juristas,  em especial o do ex-ministro do STF, Eros Grau, Pequena nota sobre o direito a viver onde esclarece que o nascituro tem direitos. Pela lógica, um ex-ministro do STF entende mais de direito do que um jornalista...


Professor da PUC. “Ah, e o corpo do embrião/feto que está dentro dela, seu japonês endemoniado do capeta?” Na minha opinião – e na de vários outros países que reconheceram esse direito, ela tem sim prevalência a ele.


Nosso comentário. Mais uma vez o professor da PUC está enganando seus leitores. O Tribunal Europeu, numa sentença,  proibiu a utilização de embriões  e, noutra sentença,  declarou que não há um direito humano ao aborto. 


Então, ao contrário do que escreveu o professor, o embrião deve ser protegido e garantido o direito à vida do ser humano em formação.  


Para concluir, repetimos a frase final do texto do professor:  Perdoe-os, eles não sabem o que falam.


Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
    Jornalista - MTb 123
Bispo Emérito de Guarulhos
(atualizado às 17:43-14/02/2012)


A seguir o texto do jornalista e professor da PUC: 
 A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto"      
(Publicado no - Portal Vermelho )   
É com esperança que recebi a notícia de que a professora Eleonora Menicucci assume como ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, não apenas por conta de sua trajetória como militante política durante os anos de chumbo e como respeitada acadêmica, mas também por sua forte atuação no movimento feminista.
Ao noticiar a posição pessoal da nova ministra de “defesa do direito ao aborto”, parte da imprensa falou simplesmente em “defesa do aborto”. Bem, só quem é jornalista e esteve em um fechamento sabe o que é ter um chefe bufando no seu cangote, exigindo a página fechada, enquanto procura fazer caber uma ideia inteira em um espaço tão exíguo quanto aquele reservado ao título ou à manchete. Mas, caros colegas, temos que tomar cuidado. Defesa do direito ao aborto é diferente de defesa do aborto.
Não há defensora ou defensor do direito ao aborto que ache a interrupção da gravidez uma coisa fácil e divertida de ser feita, equiparada a ir à padaria para comprar um Chicabon. Também não seriam formadas filas quilométricas na porta do SUS feito um drive thru de fast food de pessoas que foram vítimas de camisinhas estouradas. Também não há pessoa em sã consciência que defenda o aborto como método contraceptivo. Aliás, essa ideia de jerico aparece muito mais entre as justificativas daqueles que se opõem à ampliação dos direitos reprodutivos e sexuais do que entre os que são a favor. A interrupção de uma gravidez é um ato traumático para o corpo e a cabeça da mulher, tomada após uma reflexão sobre uma gravidez indesejada ou de risco.
Defender o direito ao aborto não é defender que toda gestação deva ser interrompida (nem sei porque estou gastando pixels explicando algo que deveria ser óbvio, mas vá lá). E sim que as mulheres tenham a garantia de atendimento de qualidade e sem preconceito por parte do Estado se fizerem essa opção.
Hoje, o “direito” ao aborto depende de quanto você tem na conta bancária. Afinal de contas, mulher rica vai à clínica, paga R$ 4 mil e pronto. Mulher pobre se vale de objetos pontiagudos ou remedinhos vendidos a torto e direito sem controle e que podem levar a danos permanentes. A discussão não é quando começa a vida, sobre isso dificilmente chegaremos ao um consenso, mas as mulheres que estão morrendo nesse processo. Negar o “direito ao aborto” não vai o diminuir o número de intervenções irregulares, eles vão acontecer legal ou ilegalmente. Abortos mal feitos causam 9% das mortes de mulheres grávidas, 25% dos casos de esterilidade e são a quinta causa de internação hospitalar de mulheres, e acordo com dados da própria Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Mas aborto é mais do que um problema de saúde pública. Negar a uma mulher o direito a realizá-lo é equivalente a dizer que ela não tem autonomia sobre seu corpo, que não é dona de si. “Ah, e o corpo do embrião/feto que está dentro dela, seu japonês endemoniado do capeta?” Na minha opinião – e na de vários outros países que reconheceram esse direito, ela tem sim prevalência a ele.
Defendo incondicionalmente o direito da mulher sobre seu corpo (e o dever do Estado de garantir esse direito). É uma vergonha ainda considerarmos que a mulher não deve ter poder de decisão sobre a sua vida, que a sua autodeterminação e seu livre-arbítrio devem passar primeiro pelo crivo do poder público e ou de iluminados guardiões dos celeiros de almas, que decidirão quais os limites dessa liberdade dentro de parâmetros. Parâmetros estipulados historicamente por…homens, veja só.
É extremamente salutar que todos os credos tenham liberdade de expressão e possam defender este ou aquele ponto de vista. Mas o Estado brasileiro, laico, não pode se basear em argumentos religiosos para tomar decisões de saúde pública ou que não garantam direitos individuais. A justificativa de que o embrião tem os mesmos direitos de uma cidadã nascida é, no mínimo, patético. Dá vontade de fazer cafuné em quem defende isso e explicar, pausadamente, que não se pode defender que minhas crenças, físicas ou metafísicas, se sobreponham à dignidade dos outros.
Nesse sentido, desejo boa sorte à Eleonora. Que ela lute o bom combate, mesmo considerando que, como ministra, terá atuação bem mais limitada do que como militante, tendo que buscar apoio no Legislativo, no Judiciário e em setores do próprio Executivo. Mas peço a ela que ignore as ladainhas partidárias (a ditadura do comportamento não é monopólio de determinado grupo político – se vocês soubessem a quantidade de homens que vomitam progressismo publicamente e são tiranos dentro de casa…) e os que criticam sem pensar. Perdoe-os, eles não sabem o que falam.


Fonte: Portal Vermelho

Celibato: É melhor prevenir do que remediar - México

Com muita frequência,  ouvimos perguntas sobre o celibato. Principalmente, onde está escrito na Bíblia. O celibato é uma lei eclesiástica. Quem escolhe o sacerdócio, por livre e espontânea vontade, deve ser celibatário. 

Jesus Cristo orienta o celibato no Evangelho de Mateus (19, 10-12) e São Paulo o faz na Primeira Carta aos Coríntios (7, 32-34)

"Os discípulos disseram a Jesus::"Se a situação do homem com a mulher é assim, então é melhor não se casar." Jesus respondeu: "Nem todos entendem isso, a não ser aqueles a quem é concedido. De fato, há homens castrados, porque nasceram assim; outros, porque os homens o fizeram assim; outros, ainda, se castraram* por causa do Reino do Céu. Quem puder entender, entenda." (Mt: 19,10-12) 
 * castraram, no sentido figurado
Irmãos: 32Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor.33O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher 34e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. 35Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações. (I Cor: 7, 32-34)

Dom Felipe Arizmendi Esquivel, Bispo de San Cristóbal de las Casas, México, comentou que o sacerdote pode e deve viver a alegria no celibato.  


Discernimento e boa formação para os futuros sacerdotes SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 (ZENIT.org


Neste artigo, nosso habitual colaborador do espaço “Fórum”, o bispo de San Cristóbal de las Casas, México, Dom Felipe Arizmendi Esquivel, reflete sobre duas vocações que, na Igreja católica do ocidente, devem coincidir: a vocação sacerdotal e a vocação ao celibato. A imensa maioria dos sacerdotes vive o celibato com alegria e com fecundidade espiritual. Uma sólida orientação vocacional e um acompanhamento educativo evitarão casos tão lamentáveis como o do bispo auxiliar de Los Angeles, tornado público recentemente.

Dom Felipe Arizmendi Esquivel

Fatos

Veio à tona nos últimos dias que um homem que era bispo auxiliar desde 1994 na arquidiocese de Los Angeles, nos Estados Unidos, de origem mexicana, teve que apresentar a sua renúncia porque reconheceu ter procriado dois filhos, já adolescentes nos dias de hoje. O papa não hesitou em lhe pedir que se afaste, assuma a sua responsabilidade e não cause mais danos aos fiéis. É um caso que envergonha e nos dói, que nunca deveria ter acontecido. É uma desonestidade não ter saído a tempo. É fruto da frouxidão moral promovida pela cultura moderna, da libertinagem sexual que se difunde com tanta profusão na sociedade e nos meios de comunicação. Há quem pense que é de outras épocas querer educar os filhos e os jovens na castidade e na virgindade. Há quem pense que é antinatural nos formarmos no autocontrole sexual. Há quem pense que tudo se resolve com preservativos e com métodos anticoncepcionais. Os libertinos riem quando insistimos em dizer que é necessária uma moral sexual, privada e pública, e agora se escandalizam quando um clérigo falha; ou se regozijam, porque assim se legitimam nos seus próprios vícios.

O que fazer para que não ocorram esses casos? Como evitar que sacerdotes vivam uma vida dupla, traindo os compromissos sagrados que livremente assumiram? É claro que devemos revisar a formação desde os seminários; mas conseguir a maturidade afetiva e sexual é um processo que dura a vida inteira. Não se deve dizer que o celibato é desumano, pois demonstram o contrário aqueles de nós que o vivem com serenidade, com alegria e com fecundidade espiritual.

Critérios

As Normas Básicas para a Formação Sacerdotal no México, aprovadas em nossa última assembleia plenária, indicam: “Cultivem-se os elementos necessários para uma progressiva maturidade afetiva dos seminaristas, que abranja, principalmente, a educação no amor e na liberdade, na reta consciência moral, na sexualidade bem integrada, na verdadeira amizade e na castidade. Para isto, promova-se o acompanhamento pessoal e frequente do seminarista por parte da comunidade dos formadores, especialmente do seu diretor espiritual, bem como o relacionamento afetivo com a própria família e a sadia e realmente proveitosa convivência com rapazes e com moças da sua idade, a fim de que eles possam assumir, na perspectiva da fé, o valor e a dignidade do amor humano, e ir discernindo paulatinamente a própria vocação ao sacerdócio, que implica o celibato”.

A norma é muito clara: “Sejam oportunamente orientados a abraçar outro estado de vida aqueles candidatos que, no parecer do reitor e da sua equipe formativa, e de acordo com o bispo, não forem considerados como idôneos para o ministério sacerdotal”.

Exige-se ainda:“O seminarista que terminou a etapa filosófica deverá ter consolidado uma personalidade masculina íntegra e equilibrada, madura, responsável e livre, consciente dos seus alcances e dos seus limites, comprometida no desenvolvimento harmônico e hierarquizado das suas potencialidades e das diversas dimensões da sua pessoa, capaz de estabelecer relações interpessoais sadias, construtivas e duradouras e de comprometer-se estavelmente com responsabilidades e projetos. Ao concluir a etapa teológica, o candidato ao sacerdócio deverá ter consolidado a sua personalidade e amadurecido na vivência de sua afetividade e sexualidade, de modo a ser capaz de viver serena e fecundamente no celibato a fidelidade a Deus, à Igreja e à vocação recebida, mediante um amor oblativo que se expressa no serviço, numa espiritualidade manifesta de comunhão e numa conduta de respeito pela dignidade humana, pela vida e pela justiça”.

Propostas

Ainda no seminário, é preciso formar responsavelmente os jovens para um celibato convicto e feliz. Mas também deve haver ajuda por parte das famílias, dos grupos de jovens, das paróquias e da comunidade eclesial, criando um ambiente que ajude os seminaristas a amadurecer na sua relação com todo tipo de pessoas e a discernir quem é idôneo para o sacerdócio e quem não é, para que estes, a tempo, procurem outra opção vocacional.

Fonte: ZP12011606 - 16-01-2012 - Permalink: http://www.zenit.org/article-29496?l=portuguese

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Santo Sudário: para ciência de ponta é impossível a sua reprodução

Para ciência de ponta é impossível reproduzir o Santo Sudário
Posted: 22 Jan 2012 09:00 PM PST


Os estudos mais exigentes sobre o Santo Sudário de Turim não têm respiro. Técnicas das mais avançadas aplicam-se continuadamente sobre ele ou sobre suas amostras.

E quanto mais sofisticadas, tanto mais surpreendentes são os resultados.

É o caso dos estudos concluídos pelo ENEA italiano, Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Econômico sustentável, noticiados pelo blog “The Vatican Insider” do jornal “La Stampa” de Turim 

O ENEA publicou um relatório com os resultados de cinco anos de experimentos. Estes aconteceram no centro do instituto em Frascati. 

O objetivo foi analisar os “tingimentos semelhantes aos do Sudário em tecidos de linho por meio de radiação no extremo ultrarroxo”. 

Equipe da ENEA: Daniele Murra, Paolo Di Lazzaro e  Giuseppe Baldacchini
Em termos mais simples, procurou-se entender como é que ficou impressa a imagem de Cristo no pano de linho do Sudário de Turim. 

Quer dizer, “identificar os processos físicos e químicos que podem gerar uma coloração semelhante à da imagem do Sudário”. O resumo do relatório técnico em PDF pode ser baixado AQUI.

Os responsáveis do trabalho foram os cientistas Paolo Di Lazzaro, Daniele Murra, Antonino Santoni, Enrico Nichelatti e Giuseppe Baldacchini. Eles tomaram como ponto de partida o único exame interdisciplinar completo realizado pela equipe de 31 cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project) em 1978, um dos mais importantes e respeitados jamais feitos.

ENEA: equipamentos da unidade de Frascati
O relatório do ENEA desmente com muita superioridade e clareza a hipótese desprestigiada de que o Sudário seja produto de um falsário medieval.

E chega a taxativa conclusão: “A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado, visível com dificuldade no lençol de linho do Sudário, apresenta numerosas caraterísticas físicas e químicas de tal maneira peculiares que tornam impossível no dia de hoje obter em laboratório uma coloração idêntica em todos os seus matizes, como foi mostrado em numerosos artigos citados na bibliografia. Esta incapacidade de reproduzir (e portanto de falsificar) a imagem do Sudário impede formular uma hipótese digna de crédito a respeito do mecanismo de formação da imagem”. 

Resumindo com nossas palavras:

1) É impossível, mesmo em laboratório, produzir uma imagem como a do Santo Sudário.

2) Não somente é impossível copiá-lo, mas não dá para saber como é que foi feito. 


Dr. Paolo di Lazzaro explica inexplicabilidade do Sudário
Os 31 cientistas do STURP não tinham achado em 1978 quantidades significativas de pigmentos (corantes, tintas), e nem mesmo marcas de algum desenho. 

Por isso concluíram que não foi pintada, nem impressa, nem obtida por aquecimento. Além do mais, a coloração da parte mais externa e superficial das fibras que constituem os fios do tecido é irreproduzível.

As medidas mais recentes apontam que a parte colorida mede um quinto de milésimo de milímetro. 

O STURP também verificou que o sangue é humano, mas que debaixo das marcas de sangue não há imagem;

– que a difusão da cor contém informações tridimensionais do corpo; 

– que as fibras coloridas são mais frágeis que aquelas não coloridas;

– que o tingimento superficial das fibras da imagem deriva de um processo desconhecido que provocou a oxidação, desidratação e conjugação da estrutura da celulose do linho. 

Ninguém jamais conseguiu reproduzir simultaneamente todas as características microscópicas e macroscópicas da relíquia.

“Neste sentido, diz o relatório do ENEA, a origem da imagem ainda é desconhecida. A ‘pregunta das perguntas’ continua de pé: como é que foi gerada a imagem corpórea do Sudário?”. 

Um dos aspectos que intrigou os cientistas italianos é que há “uma relação exata entre a difusão dos matizes da imagem e a distância que vai do corpo ao pano”. 

"O homem do Sudário", curitiba 2011. Clique para aumentar
Acresce que a imagem foi gerada até em partes em que o corpo não esteve em contato com o pano. Por exemplo, na parte de cima e de baixo das mãos ou em volta da ponta do nariz. 

“Em consequência, podemos deduzir que a imagem não se formou pelo contato do linho com o corpo”.

Outra consequência dessas sábias minucias é que as manchas de sangue passaram ao pano antes mesmo que se formasse a imagem.

Portanto, a imagem se formou em algum momento posterior à deposição do cadáver no túmulo. 

Mais ainda, todas as manchas de sangue têm contornos bem definidos, pelo que se pode supor que o cadáver não foi carregado com o lençol. 

“Faltam sinais de putrefação que correspondam aos orifícios das feridas, sinais esses que se manifestam por volta de 40 horas após a morte. Por conseguinte, a imagem não depende dos gases da putrefação e o cadáver não ficou dentro do Sudário durante mais de dois dias”. 

Uma das hipóteses mais aceitas para tentar explicar a imagem era a de uma forma de energia eletromagnética que pudesse produzir as características do Sudário: a superficialidade da coloração, a difusão das cores, a imagem das partes do corpo que não estiveram em contato com o pano e a ausência de pigmentos. 

"O homem do Sudário", curitiba 2011. Clique para agrandar.
Por isso, foram feitos testes que tentaram reproduzir o rosto do Homem do Sudário por meio de radiação. Utilizaram um laser CO2 e obtiveram uma imagem num tecido de linho passável em nível macroscópico. 

Porém, o teste fracassou quando analisado no microscópio. A coloração era profunda demais e muitos fios estavam carbonizados. Todas essas características são incompatíveis com a imagem de Turim.

Os cientistas do ENEA aplicaram ainda uma radiação brevíssima e intensa de VUV direcional e puderam reproduzir muitas das características do Sudário.

Porém eles constataram que “a potencia total da radiação VUV requerida para corar instantaneamente a superfície de um lençol de linho correspondente a um corpo humano de estatura média [deveria ser] de 34 bilhões de Watt, fato que torna até hoje impraticável a reprodução de toda imagem do Sudário, uma vez que até agora não foi construído um equipamento de tal maneira potente. 


E concluem: “Estamos compondo as peças de um puzzle científico fascinante e complexo”. 

O enigma da origem do Santo Sudário continua ainda para a ciência como“uma provocação à inteligência”. 


E, para as almas de Fé, um poderoso estímulo à adoração entusiasmada e racional, bem como uma confiança sem limites em Deus Nosso Senhor.


Fontes: Ciência confirma Igreja e outros

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

JMJ Rio 2013 - Conceito da logomarca oficial


LOGOMARCA OFICIAL DA JMJ RIO2013: CONCEITO
Conceito
Com base no trecho da Palavra do Evangelho de São Mateus, percebe-se a necessidade de expressar uma referência direta à imagem de Jesus e ao sentido do discípulo. Neste episódio, Jesus se encontrou com seus discípulos em uma montanha, após sua ressurreição. Como símbolo da cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor também se encontra em uma montanha e é um monumento reconhecido no mundo inteiro. 

O tema é uma palavra de ordem proclamada pelo próprio Senhor Jesus, e assim a Sua imagem possui destaque no centro do símbolo.

Os elementos do símbolo formam a imagem de um coração. Na fé dos povos o coração assumiu papel central, assim como o Brasil será o centro da juventude na Jornada Mundial. Também designa o homem interno por inteiro, se tornando nesta composição a referência aos discípulos que possuem Jesus em seus corações.

Os braços do Cristo Redentor ultrapassam a figura do coração, como o abraço acolhedor de Deus aos povos e jovens que estarão no Brasil. Representa nossa acolhida, como povo de coração generoso e hospitaleiro.

A parte superior (em verde) foi inspirada nos traços do Pão de Açúcar, símbolo universal da cidade do Rio de Janeiro, e a cruz contida nela reforça o sentido do território brasileiro conhecido por Terra de Santa Cruz. As formas que finalizam a imagem do coração possuem a cor azul, representando o litoral, somada ao verde e amarelo que transmitem a brasilidade das cores da bandeira nacional.

Nova ministra defende direito ao aborto

Socióloga Eleonora Menicucci, que assumirá Secretaria das Mulheres, dividiu prisão com Dilma na ditadura militar

Ex-guerrilheira é amiga da presidente desde os anos 60; ela substitui Iriny Lopes, que será candidata em Vitória

BERNARDO MELLO FRANCO

DE SÃO PAULO

Amiga da presidente Dilma Rousseff desde a década de 1960 e sua colega de prisão na ditadura militar, a nova ministra Eleonora Menicucci, 67, promete defender a liberação do aborto à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Socióloga, professora titular de Saúde Coletiva da Unifesp e filiada ao PT, ela assumirá o cargo na sexta-feira. Substituirá a também petista Iriny Lopes, que sai para disputar a Prefeitura de Vitória.
Menicucci integra o Grupo de Estudos sobre o Aborto e já relatou ter se submetido à prática duas vezes. Ontem, afirmou à Folha que levará sua convicção e sua militância na causa para o governo.

"Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece", disse.

A polêmica sobre o aborto marcou a corrida presidencial de 2010, quando José Serra (PSDB) usou o tema para atrair o voto religioso.  Dilma, que já havia defendido a descriminalização da prática em duas entrevistas, disse ser "a favor da vida", mas afirmou que não faria uma "guinada à direita" para se eleger.

A nova ministra anunciou que fará uma gestão de continuidade. Citou como prioridades o combate à violência contra a mulher e à "feminilização da pobreza" e a preparação das feministas para a conferência Rio+20.

Ela negou os rumores de extinção da secretaria, que circulavam desde o ano passado. "Digo isso como futura ministra. A secretaria continua com status de ministério e com muita força", afirmou.

BIOGRAFIA

Mineira de Lavras, Menicucci conheceu Dilma no movimento estudantil, em Belo Horizonte. Na luta armada, participou de assaltos a bancos e supermercados para financiar a guerrilha. "Sabia que tinha que fazer alguma coisa, ia lá e fazia", relatou à revista "TPM", em 2007. "Achava que nada de mal podia me acontecer. Era jovem, e jovem é onipotente."

Ao ser presa, em 1971, tinha 22 anos e militava no POC (Partido Operário Comunista).  Ela conta que a filha Maria, que tinha 1 ano e 10 meses, foi torturada na sua frente nas dependências da Oban (Operação Bandeirante), em São Paulo. Depois, ficou 52 dias sem notícias do bebê.

"As torturas minha e de minha filha me mostraram a olho nu a nua e crua dimensão do terror instalado em nosso país e paradoxalmente nossa impotência frente a ele. Aqui me transformei em feminista", escreveu na revista científica "Labrys", em 2009.

Ela reencontrou Dilma no Presídio Tiradentes, onde ficou presa até 1973 na "Torre das Donzelas", a ala das presas políticas. Foi uma das colegas de cela convidadas para a posse da presidente.

"Tenho muito orgulho e muita honra de ter sido presa política na luta contra a ditadura", disse ontem.  A nova ministra chorou ao lembrar colegas que foram mortos na luta armada. "Estou muito emocionada. Peço desculpas... [embargando a voz]. É um filme que passa na cabeça em todas as horas da minha vida, para me inspirar e me fortalecer."

À "TPM", ao comentar seu ativismo, ela falou também sobre a vida pessoal.  "Me relaciono com homens e mulheres e tenho muito orgulho de minha filha, que é gay e teve uma filha por inseminação artificial."

Colaboraram MÁRCIO FALCÃOFLÁVIA FOREQUE e JOHANNA NUBLAT, de Brasília
Fonte: UOL Notícias

Dilma, a devota de “Nossa Senhora de Forma Geral”, escolhe uma notória defensora da legalização do aborto para a Secretaria das Mulheres; já fez dois, confessou, sem que ninguém a tanto a obrigasse


07/02/2012
 às 6:45


Eu gosto de sinceridade. Pago um preço alto por dizer o que penso, com sabem. A sinceridade na política é uma tolice? Pois é… Eu não sou político.  Leiam o que informa Bernardo Mello Franco, na Folha. Volto em seguida:
*
Amiga da presidente Dilma Rousseff desde a década de 1960 e sua colega de prisão na ditadura militar, a nova ministra Eleonora Menicucci, 67, promete defender a liberação do aborto à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Socióloga, professora titular de Saúde Coletiva da Unifesp e filiada ao PT, ela assumirá o cargo na sexta-feira. Substituirá a também petista Iriny Lopes, que sai para disputar a Prefeitura de Vitória. Menicucci integra o Grupo de Estudos sobre o Aborto e já relatou ter se submetido à prática duas vezes. Ontem, afirmou à Folha que levará sua convicção e sua militância na causa para o governo. “Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece”, disse.
Na campanha eleitoral de 2010, deu-se um evento fabuloso: Dilma Rousseff, então candidata do PT, notória defensora da “legalização” do aborto — ela empregava essa palavra —, mudou o discurso. Setores da imprensa armaram um escarcéu danado, acusando de “reacionários” todos aqueles que, ora vejam!, lembrassem as palavras da própria candidata.
A polêmica sobre o aborto marcou a corrida presidencial de 2010, quando José Serra (PSDB) usou o tema para atrair o voto religioso. Dilma, que já havia defendido a descriminalização da prática em duas entrevistas, disse ser “a favor da vida”, mas afirmou que não faria uma “guinada à direita” para se eleger. A nova ministra anunciou que fará uma gestão de continuidade. Citou como prioridades o combate à violência contra a mulher e à “feminilização da pobreza” e a preparação das feministas para a conferência Rio+20. Ela negou os rumores de extinção da secretaria, que circulavam desde o ano passado. “Digo isso como futura ministra. A secretaria continua com status de ministério e com muita força”, afirmou.
(…)

Voltei
Sim, meus caros! Material impresso por católicos conclamando os eleitores — católicos — a não votar em defensores do aborto foi apreendido. Pessoas foram presas por simplesmente portar um daqueles papéis. Era nada menos do que censura à liberdade de opinião. 
Os tais setores da imprensa aplaudiram o absurdo! Ninguém, no entanto, seria preso por imprimir um folheto que pedisse votos para defensores do aborto. Esse simples contraste dá conta da estupidez!
E, no entanto, o aborto, ressalvadas os casos previstos em lei, é que é ilegal. Foi um momento de puro surrealismo político.
Pois bem! Dilma foi à Aparecida, escoltada por Gabriel Chalita, e passou a ser católica desde criancinha. Chegou até a declarar numa entrevista a Datena que era devota de Nossa Senhora. “De qual”, ele quis saber. Ela inventou uma santa nova: “Nossa Senhora de Forma Geral”… Mais: chamou a santa de a “nossa deusa”. Dilma inaugurava o paganismo católico.
Pois é… Agora a presidente escolhe para a Secretaria das Mulheres ninguém menos do que uma notória defensora do aborto, Eleonora Menicucci, que já confessou, sem que ninguém a tanto a obrigasse, ter se submetido à prática duas vezes. 
É claro que o cretinismo patrulheiro e fascistóide — os “fascistas do bem!” — já vão se arrepiar: “Vejam que absurdo escreve esse Reinaldo!” Absurdo por quê? Acho que Dilma estava enganando os eleitores, só isso. Ex-militante do grupo terrorista POC (Partido Operário Comunista), também Eleonora disse ter “muito orgulho e muita honra de ter sido presa política na luta contra a ditadura”.
Pois é… As palavras fazem sentido. Muitos se sentem honrados por ter lutado contra a ditadura. Eu mesmo lutei e acho isso honroso. Luto ainda contra outras formas de ditadura, como a de opinião. E continuo a achar honroso. Mas por que a prisão seria uma distinção honrosa? Fica parecendo que os que não foram presos são menos honrados. Não são, não! Até porque a democracia brasileira chegou pelas mãos dos que fizeram a luta pacífica contra o regime e queriam, de fato, democracia. Não era o caso nem de Dilma nem de Eleonora. Ou o Partido Operário Comunista assaltava bancos — ela mesma participou de ações assim — para instaurar no Brasil a democracia?
Podem urrar à vontade. Fato é fato. Lido com fatos.
Por Reinaldo Azevedo

TRIBUNAL EUROPEU: NÃO EXISTE O DIREITO AO ABORTO

Defende a proibição de abortar da Constituição irlandesa

ESTRASBURGO, sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – O Tribunal Europeu de Direitos Humanos afirmou que não há um “direito humano ao aborto”, em um caso relativo a uma contestação à
Constituição irlandesa.

A Grande Sala do Tribunal emitiu nessa quinta-feira uma sentença sobre o caso A, B e C versus Irlanda, destacando que a proibição constitucional irlandesa de abortar não viola a Convenção Europeia de
Direitos Humanos.

A contestação à norma irlandesa foi levada ao tribunal em dezembro passado por três mulheres que afirmavam ter sido “obrigadas” a ir ao exterior para abortar, alegando que colocavam em risco sua saúde.

O tribunal sentenciou que as leis do país não violam a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que destaca “o direito ao respeito à vida privada e familiar”.

O Centro Europeu de Direito e Justiça, parte terceira neste caso, elogiou o reconhecimento do tribunal ao “direito à vida do não nascido”.

O diretor do centro, Grégor Puppinck, explicou a ZENIT a preocupação de que o tribunal “pudesse
reconhecer um direito ao aborto” como um “novo direito derivado da interpretação cada vez mais ampla do artigo 8”.

No entanto – acrescentou – “o tribunal não reconheceu este direito”, mas “reconheceu o direito à vida do não nascido como um direito legítimo”.

Puppinck esclareceu que “o tribunal não reconhece o direito à vida do não nascido como um direito absoluto, mas como um direito que deve ser avaliado com outros interesses em conflito, como a saúde da mãe ou
outros interesses sociais”.

Equilíbrio de interesses No entanto, “os Estados têm uma ampla margem de apreciação ao ponderar
esses interesses em conflito, inclusive ainda que exista um vasto consenso pró-aborto na legislação europeia”.

“Isto é importante: o amplo consenso pró-aborto na legislação europeia não cria nenhuma nova obrigação, como em outros temas social e moralmente debatidos”, disse.

Segundo ele, “assim, um Estado é livre para proporcionar um grau muito elevado de proteção do direito à vida da criança não nascida”.

“O direito à vida da criança não nascida pode superar legitimamente outros direitos em conflito garantidos.”
Segundo Puppinck, “como tal, não existe um direito autônomo a se submeter a um aborto baseado na Convenção”.

O diretor do Centro Europeu de Direito e Justiça afirmou: “não recordo nenhum caso anterior que reconheça claramente um direito autônomo à vida da criança não-nascida”.

Um comunicado do Centro Europeu de Direito e Justiça destaca que “o objetivo natural e o dever do Estado é proteger a vida de seu povo; as pessoas, portanto, mantêm o direito a ter suas vidas protegidas pelo
Estado”.

“A reciprocidade entre os direitos das pessoas e o dever do Estado no campo da vida e da segurança se considera tradicionalmente como o fundamento da sociedade pública; ademais, é o fundamento da autoridade e da legitimidade estatal”, indica.

E acrescenta que “a autoridade para abrir mão da proteção do direito à vida corresponde originariamente ao Estado e se exerce no contexto de sua soberania”.

Fonte: ZP10121701 - 17-12-2010
Permalink: http://www.zenit.org/article-26818?l=portuguese

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Médicos da vida querem salvar 16.000 crianças por ano, no Brasil

CARDIOLOGISTAS QUEREM SALVAR CRIANÇAS QUE MORREM PORQUE NÃO SÃO OPERADAS

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) e a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) resolveram unir esforços para conseguir que o Brasil passe oferecer a oportunidade de cirurgia a cerca de 16 mil crianças que nascem com problemas no coração e que morrem a cada ano, na fila de espera por uma cirurgia que as salvaria, mas que não é realizada por falta de recursos.

O problema, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Jadelson Andrade, é que a cada ano nascem cerca de 24 mil crianças com cardiopatias congênitas, algumas das quais podem ser detectadas ainda no útero, mas o País não conta com a infraestrutura necessária, nem com suficiente mão de obra capacitada em diversos estados para esse tipo de cirurgia. O problema é tão grave que ele já teve oportunidade de abordar recentemente o assunto com a presidenta Dilma Roussef que se mostrou extremamente sensibilizada.

“Há muita diferença entre operar o coração de um adulto e de uma criança, que é uma cirurgia de alta complexidade”, explica o cirurgião Fábio Jatene, e há necessidade de financiar hospitais e serviços para que passem a ter os equipamentos necessários, inclusive nas UTIs. É necessário capacitar e treinar um maior número de cirurgiões nesta área, bem como cardiologistas pediátricos intensivistas, preparar adequadamente suporte de enfermagem, fisioterapia e fazer um planejamento para que haja uma distribuição territorial adequada dos centros especializados ao atendimento onde as crianças possam ser operadas, flexibilizando as regras para credenciamento dos serviços. “Sem esses cuidados, o Brasil continuará operando entre sete e oito mil crianças por ano”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Marcelo Queiroga, e deixando de atender a outras 16 mil.

O consenso sobre a necessidade de um planejamento para evitar essas mortes levou o presidente da SBC a convocar na semana passada, em São Paulo, uma reunião com o presidente da SBCCV, Walter Gomes, com o presidente da SBHCI, Marcelo Queiroga, presentes também os representantes da área científica das entidades Fabio Jatene, Pedro Lemos e Luiz Alberto Mattos.

No encontro ficou decidido que as três sociedades, que reúnem mais de 13 mil cardiologistas, farão um trabalho conjunto. Vão levantar a exata demanda de cirurgias cardíacas pediátricas por região territorial, os centros já capacitados e definirão os serviços e hospitais que podem ser adaptados para esse tipo de intervenção. Vão analisar qual o custo para essa capacitação, para que esse projeto com valores definidos seja levado ao Ministério da Saúde em nome das três sociedades, objetivando a solução do problema.

“Esta é a primeira vez que as três entidades lideradas pela SBC unem esforços para equacionar um problema que se agrava”, diz Walter Gomes, da SBCCV. Ele tem certeza de que a questão será resolvida, pois lembra que “se isoladamente cada sociedade médica tem imensa credibilidade perante a população e o governo, unidas terão muito mais condições de exigirem a solução. Essa união é necessária também para que cada criança cardiopata seja avaliada conjuntamente por um cardiologista pediátrico, por um cirurgião e pelo hemodinamicista, de forma a garantir a melhor opção de tratamento para cada caso.

O financiamento da infraestrutura terá que ser feito pelo governo, dizem os especialistas, pois há necessidade da criação em todas as regiões do país de centros de referencia especializados em atendimento a crianças portadoras de cardiopatias congênitas e colocar em operação plena aqueles já existentes. As sociedades assumirão a responsabilidade de levantar a realidade do País neste aspecto e elaborar um projeto que viabilize rapidamente o início do atendimento e, desta forma, tentar reduzir este cruel perfil epidemiológico atual.

SEGUNDA CAUSA DE MORTE

Para Walter Gomes, a situação é complexa “e difere nos vários Brasís que coexistem”, pois em São Paulo, onde não há mais mortes por desnutrição e se reduziu drasticamente a mortalidade infantil por doenças infecciosas e por desidratação, as cardiopatias congênitas já são a segunda causa de morte em crianças até 16 anos, mas mesmo neste Estado não tem sido possível operar todas que necessitam de cirurgia.

O especialista diz que no Norte e Nordeste a carência é maior, falta acesso ao tratamento, hierarquização e também o treinamento, “é preciso capacitação especial para que o cirurgião seja capaz de operar uma criança que já nasceu com baixo peso e cujos órgãos são minúsculos”.

“O Brasil tem que buscar solução própria”, diz Marcelo Queiroga, “porque em países como a Inglaterra e a França, por exemplo, não há tanta cardiopatia congênita, devido à institucionalização do aborto”. O médico explica que muitas mulheres europeias preferem abortar um feto que sabem nascerá com uma cardiopatia e tentar ter uma criança saudável em outra gravidez. “É uma solução cruel, que não existe no Brasil”, diz.

“Mesmo quando há centros de excelência e salas cirúrgicas adequadas, faltam recursos”, diz Jadelson, que dá o exemplo de um hospital paulista que opera pelo SUS e no dia 10 de cada mês esgota a quota de atendimento, o que deixa crianças na fila, muitas condenadas à morte. Ele afirma que esta situação é inaceitável e não pode perdurar também porque, garante, “hoje grande parte dessas cardiopatias congênitas tem alto potencial cirúrgico de cura e a cardiologia brasileira pela posição que tem hoje no país e no mundo não pode ficar a margem deste processo e não ficará”, assegura.

Fonte: segs.www.com.br