sábado, 4 de fevereiro de 2012

Reflexoes sobre o BBB* - Dom Orlando Brandes

Dom Orlando Brandes
Respiramos uma atmosfera erótica generalizada. Nada acontece por acaso. Estes programas têm uma filosofia, uma intenção, um objetivo que é ganhar dinheiro pela via do erotismo. Sexo, dinheiro e fama são os piores ídolos da humanidade. Eles nos escravizam. Trata-se de uma ‘trinca perigosa’.

Depois que no Brasil, através de manobras políticas, foi liberado o divórcio instantâneo, a manipulação de células tronco embrionárias, a união de pessoas do mesmo sexo, a lei da palmada, entramos numa anarquia erótica. Sem esquecer o ‘kit sexo’ idealizado pelo ex-ministro da Educação, o projeto da homofobia, do aborto e aquela jogada nada honesta de liberar o aborto em nome dos direitos humanos e da saúde publica, como queria o ex-ministro da Saúde. Virou uma balbúrdia, e até os que defendem as bandeiras da revolução sexual estão preocupados.

Tudo isso parece modernidade, mas é sintoma da doença da nossa civilização. O Império Romano não foi derrotado pela espada e canhões, mas pela decadência moral. Um sábio chinês diz que estamos confundindo um navio furado, invadido pelas águas e afundando, com uma piscina de banho. Estamos afundando e fazendo festa, como se o barco furado invadido pelas águas fosse uma piscina.

Nada temos a aprender da revolução sexual acontecida nos Estados Unidos e na Europa. São países envelhecidos e necessitados de braços estrangeiros, de mão de obra barata. Está mais do que comprovado que a revolução sexual fracassou. Tudo piorou com a pornografia na internet. Nossa cultura secularizada erotiza precocemente crianças e adolescentes fazendo explodir a gravidez precoce, a aids e outras doenças. O próprio Freud orientou a sexualidade humana para a sublimação.

Na ideologia do BBB está sendo passado um culto exagerado do corpo, a exaltação do instinto e da paixão, o homossexualismo, a inutilidade do casamento, a degradação da família. Isso tudo sem respeito pelo povo e seus valores morais. A banalização da sexualidade é um retrocesso destrutivo porque abre o caminho para a droga, o alcoolismo, o vazio interior, a exaltação do corpo.


Há escolas onde a educação sexual consiste apenas em saber usar o preservativo, conhecer a fisiologia corporal e a praticar todo tipo de erotismo. Em muitos setores da sociedade o permissivismo está incentivando o contrário, isto é, a volta do moralismo, do tabu, do negativismo sexual. Não devemos perder a simpatia, o louvor, a gratidão pelo dom da sexualidade.

Na democracia temos o direito de protestar, contestar, dialogar, discordar. Em relação ao BBB, continuemos a utilizar a internet. Mudar de canal é um gesto que tem efeitos muito práticos. Não telefonar para dar o voto aos concorrentes também é algo eficaz. O protesto popular, a consciência social, a manifestação do povo e das instituições têm poder. O que não podemos é continuar reféns da ditadura do relativismo e do erotismo. BBB é um desacato à nossa cultura.

Não morremos por falta de sexo, morremos por falta de afeto, de carinho, de consideração. A paixão tem sabor de liberdade, mas é uma corrente que nos amarra e a carne não basta para saciar nossa fome de amor. O coração é mais que o corpo. O Brasil não pode ser a pátria do turismo sexual. Nossa tradição familiar e cristã é um bem para sociedade.

Tantos artistas convertidos já declaram ao mundo inteiro que a ‘alegria do espírito é maior que a volúpia da carne’. O que vale é o amor, os valores, os limites, a humanização da sexualidade, a fé, a espiritualidade. O amor livre é uma invenção burguesa que leva à onipotência e onipresença do prazer desordenado. Torna-se escravidão e desilusão.

A sexualidade é uma energia que nos leva ao encontro com o outro inclusive com o grande Outro. É uma força de comunhão, de relacionamento, de amizade, de transcendência. Temos um longo caminho a percorrer na busca do equilíbrio e da maturidade sexual e afetiva. Quanto mais amor, mais pudor. A linguagem do amor compõe-se das seguintes declarações: eu sou amável; eu gosto de você; eu sou capaz de amar; eu amo e por isso escolho; eu decido amar alguém; eu sou teu para sempre.
Dom Orlando Brandes é Arcebispo de Londrina-PR

Fonte: Diário de Maringá / Blog Dom Anuar

Abortistas desviavam dinheiro de mamografias para praticar abortos

fevereiro 1, 2012 por Wagner Moura
A indústria do aborto, nos Estados Unidos, não conta mais com as doações da maior fundação americana de financiamento para pesquisas sobre câncer de mama, a Fundação Susan G. Komen. O anúncio foi feito ontem, 31 de janeiro, pela porta-voz da Komen, Leslie Aun.
A fundadora da Komen explica em vídeo, em inglês, que as doações para Planned Parenthood cessaram porque, entre outras coisas, os abortistas *não* promovem exame de mamografia para as mulheres – eles mentiam que faziam isso para receber verbas da Komen, mas aí descobriu-se que eles meramente encaminhavam as mulheres para hospitais onde o exame era feito. Segue vídeo:

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A Fundação alegou que sua nova política interna não permite doações para instituições que estão sob investigação de autoridades governamentais por causa de conduta criminosa e “manuseio incorreto de verbas federais”, como acontece com a Planned Parenthood – maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos.
De 2009 a 2010 a rede de abortos recebeu $629.159 mil dólares da Fundação Komen. As mudanças na política interna da Fundação também influem sobre as doações para pesquisas com células-tronco: desde 30 de novembro de 2011 a Fundação determinou que os fundos para essas pesquisas só podem ser direcionados a estudos que não criam e não destroem embriões humanos.
Mensagens de apoio à Fundação Komen devem ser enviadas pelo email news@komen.org. O boletim Friday Fax, que divulga ações de militantes pró-vida na ONU, sugere que se envie a seguinte frase, em inglês: “Thanks for defunding Planned Parenthood”. O escritório da Komen, segundo Friday Fax, recebeu mais de duas mil mensagens de abortistas repudiando o fim de doações à indústria do aborto.
Mais informações: LifeSiteNews e Friday Fax em Português

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Espanha afasta ideologia da educação


Espanha: Educação para a Cidadania será substituída
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A polêmica matéria será trocada por Educação Cívica e Constitucional
MADRI, quarta-feira, 1º de fevereiro de 2012 (ZENIT.org) - O ministro da Educação da Espanha, José Ignacio Wert, anunciou nesta terça-feira (31 de janeiro) que pretende substituir a disciplina Educação para a Cidadania e para os Direitos Humanos (EPC) pela nova Educação Cívica e Constitucional, o que deixaria a matéria "livre de questões controversas e de doutrinamento ideológico".


"A Educação para a Cidadania foi acompanhada desde o nascimento pela polêmica. Ela criou uma séria divisão na sociedade e no mundo educativo", disse o ministro, em sua primeira manifestação na Comissão de Educação e Desporto do Congresso dos Deputados da Espanha.


Para Wert, a matéria aprovada pelo governo anterior "ia além do que deveria corresponder a uma verdadeira formação cívica, de acordo com as diretrizes do Conselho da Europa". O titular de Educação propõe uma nova disciplina que proporcione aos alunos o conhecimento da Constituição Espanhola "como norma suprema que rege a nossa convivência, a compreensão dos seus valores, das regras do jogo numa sociedade democrática e pluralista, assim como a história da União Europeia, da qual a Espanha faz parte".


Segundo o ministro, esta matéria é relevante porque tem como objetivo a formação de cidadãos "livres e responsáveis, com capacidade de ser sujeitos ativos. Esta Educação Cívica e Constitucional servirá para esse fim, e para nenhum outro", enfatizou.


A Educação para a Cidadania foi polêmica desde a sua inclusão nos programas de estudo, acusada por muitos pais de ser um veículo de doutrinação ideológica, particularmente em temas conflitantes com os princípios da moral católica. Muitos pais de alunos se declararam objetores de consciência e apresentaram recursos contra a obrigatoriedade de cursar a matéria, apoiados por diversas associações, como a dos Profissionais pela Ética.
Jaime Urcelay, presidente desta associação, mostrou satisfação com o anúncio da substituição. “É uma alegria que compensa muitos anos de esforço e de luta pela liberdade diante do doutrinamento educativo imposto pelo governo de turno. Foram muitos anos de objeções (com 55.000 objeções apresentadas), de sofrimento e de processos judiciais (cerca de três mil na Espanha e quatrocentos em Estrasburgo, na Corte Europeia)”, declara Urcelay.

Espanha revê lei de aborto para evitar eugenia

Governo espanhol mudará lei do aborto e exigirá consentimento dos pais para as menores de idade 

MADRI, 26 Jan. 12 (ACI) .- O ministro da Justiça espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón, anunciou hoje no Congresso uma reforma da Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez (lei do aborto), na qual exigirá o consentimento paterno para aquelas menores de idade que queiram abortar e defenderá, também, o direito à vida nos termos já definidos pela doutrina do Tribunal Constitucional, quando se pronunciou sobre a primeira Lei do Aborto de 1985.

"Trata-se da reforma legislativa parcial mais importante. Que não os surpreenda que eu a anuncie porque a tramitaremos nesta Comissão. Vamos reformar a regulação do amparo do direito à vida na Espanha, que foi passada sem o consenso, com a opinião desfavorável dos órgãos consultivos", explicou o ministro da Justiça em seu primeiro comparecimento ante a Comissão de Justiça do Congresso.

Nesta proposta de reforma, Gallardón destacou que também serão recolhidos aqueles princípios que foram anunciados pelo Partido Popular sobre a normativa. Concretamente, o PP se comprometeu na campanha eleitoral a "mudar o modelo da atual regulação do aborto para reforçar o amparo do direito à vida, assim como das menores".

Posteriormente, a então coordenadora de Política Social do Partido Popular do PP, Ana Pastor, assegurou que a posição dos populares sobre a lei do aborto é a que se recolhe no recurso apresentado em 2010 contra a norma socialista ante o Tribunal Constitucional.

O recurso questiona oito preceitos da atual legislação. Em sua argumentação, o PP toma de novo como "ponto de partida e marco de referência a interpretação realizada pelo Tribunal Constitucional em sua sentença de 1985, em que se estabelece a obrigação do Estado de proteger a vida humana em formação".

Aborto livre até 14 semanas
Além disso, Ana Pastor criticou que para abortar nas primeiras 14 semanas não seja necessário que concorra "nenhuma causa objetiva ou situação característica de conflito objetiva que permita justificar, ao menos formalmente, o sacrifício da vida humana do nasciturus", algo que, em sua opinião, vai contra o artigo 15 da Constituição Espanhola que reconhece que "todos têm direito à vida".

Do mesmo modo, ela assinala que a lei não explica por que se fixou em 14 semanas (e não em 12 ou 16) o prazo para poder praticar na Espanha o aborto livre, nem o que muda no não nascido para que não possa ser protegido antes desse prazo e depois sim.

Quanto aos casos nos quais se pode abortar até a semana 22, o PP alerta de que a premissa que permite interromper a gravidez quando exista "grave risco para a vida ou a saúde da grávida" pode ser um "coador" ainda maior que o que sempre significou este motivo.

"Teorias eugênicas"
Segundo o PP, os supostos nos quais pode-se abortar havendo "risco de graves anomalias no feto" -"que parece que incluiria cegueiras ou surdezes de nascimento, falta de membros superiores ou inferiores, ou síndrome de Down", sustentam-, recordam a "teorias eugênicas -de infausta lembrança quando foram objeto de aplicação na história- que defenderam as tese de 'vidas que não merecem a vida' ('lebensunwertes leben') ou 'vidas que são uma carga' ('ballastexistenzen')".


Assim, os membros do PP indicam no escrito que "a manutenção da vigência de um aborto eugênico supõe discriminar seres humanos deficientes em relação aos outros".

O PP também questiona a cláusula que permite que as menores abortem sem o consentimento dos pais e, em alguns casos, sem o conhecimento dos pais. "Com a errônea concepção de respeitar a liberdade da menor grávida, ela é privada de um assessoramento das pessoas mais próximas a elas em convivência e afeto que podem resultar fundamental na hora de adotar a melhor decisão em relação ao aborto em si", assinala o texto.

Igualmente, o PP defende a objeção dos profissionais da área de saúde e diz que este direito deve estar garantido, e se mostra contrário a que se imponha "a perspectiva de gênero no ensino", que não só afeta aos direitos e liberdades de alunos e pais, mas também a dos professores.

Os populares destacam que "o aborto é algo ruim para a mulher, e assim como é mau não pode ser considerado um direito nem como um método de planejamento familiar" e recalcam que "as mulheres abortam, na maioria dos casos, porque não lhes são oferecidas outras alternativas".

Fonte: Cleofas

DOM TOMÉ FERREIRA - Bispo Auxiliar na Diocese de São Paulo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Posse Canônica de Dom Joaquim na Diocese de Guarulhos


Na tarde do dia 22 de janeiro, a Diocese de Guarulhos abriu os seus braços para acolher o seu terceiro Bispo Dioceseno, Dom Joaquim Justino Carreira, até então Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, sucedendo a Dom Luiz Bergonzini, que ficou emérito ao atingir os 75 anos de idade.
A acolhida ao novo Bispo foi calorosa, contando com a presença de 23 bispos, duas centenas de sacerdotes e diáconos, muitas religiosas e alguns milhares de fiéis leigos, que lotaram o Ginásio Poliesportivo Paschoal Thomeo, na cidade de Guarulhos.
A liturgia, seguindo o Pontifical Romano, desenvolveu-se muito bem, numa brilhante harmonia e tranquilidade, com destaque para o trabalho dos cerimoniários e o desenvolvimento do canto, executado de tal forma que contribuiu eficazmente para a oração.
A Dom Luiz Bergonzini a gratidão da Igreja pelo que é e faz, sobretudo pelas suas posições claras a favor da vida plena para todos, como nos pediu Jesus Cristo. A Dom Joaquim a nossa amizade e oração, com votos de um fecundo trabalho na Igreja Particular de Guarulhos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

USA: ASSOCIAÇÕES RELIGIOSAS PODERÃO SER OBRIGADAS A PAGAR ABORTIVOS

AS IGREJAS NÃO QUEREM SER OBRIGADAS A FINANCIAR A CONTRACEPÇÃO
Liberdade religiosa em risco nos EUA


ROMA, segunda-feira, 30 de de janeiro de 2012 (ZENIT.org)

A decisão do Governo Federal dos Estados Unidos de obrigar as igrejas a reembolsarem os custos de contraceptivos tem causado uma onda de críticas.

A nova lei sobre os serviços nacionais de saúde, aprovada pelo Congresso de Washington, deixa para o Departamento de Saúde e de Serviços Humanos (HHS, na sigla em Inglês) a decisão sobre quais instituições ficarão isentas da obrigação de pagar as despesas dos seus empregados com contraceptivos em seus planos de saúde.

Neste 20 de janeiro, o Departamento anunciou que as igrejas ficarão isentas, mas não as associações relacionadas com as igrejas, como escolas, hospitais e instituições de caridade, deverão reembolsar seus empregados.

A única concessão do ministério foi dar os empregadores um tempo adicional para se adequarem à lei, até agosto de 2013. Esta concessão, como foi ressaltado por alguns observadores, apenas desloca a obrigação para depois da próxima eleição.

"Acredito que esta proposta consegue um justo equilíbrio entre a liberdade religiosa e o aumento do acesso a importantes serviços de prevenção", disse a ministra da Saúde, Kathleen Sebelius, em comunicado de imprensa.

A posição não foi compartilhada por muitas pessoas que, nos dias seguintes, se manifestaram a respeito.

"O presidente está nos dizendo que temos um ano para descobrir como violar as nossas consciências", disse o cardeal nomeado Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, em inglês), através de comunicado de imprensa datado de 20 de janeiro.

De acordo com Dolan, a norma significa que a esterilização e os contraceptivos de efeito abortivo devem ser incluídos nos planos de saúde.
"O governo não deve obrigar os americanos a agirem como se a gravidez fosse uma doença a ser evitada a todo custo", disse ele.

"Isso nunca aconteceu na história dos Estados Unidos: o governo federal obrigar os cidadãos a pagarem por algo que viola as nossas crenças", disse o cardeal Daniel DiNardo em 22 de janeiro, em homilia na missa de abertura da Vigília Nacional pela Vida. O que está em jogo, segundo ele, "é a sobrevivência de uma liberdade fundamental constitucionalmente protegida, que garante o respeito pela consciência e pela liberdade religiosa".

A irmã Carol Keehan, DC, presidente da Associação Católica de Saúde dos Estados Unidos, manifestou a sua decepção com a decisão. "Esta foi uma oportunidade perdida de promover a proteção da liberdade de consciência".

As críticas vieram de todos os lados. "Eu não consigo imaginar um ataque mais direto e frontal à liberdade de consciência do que a decisão de hoje", escreveu o cardeal Roger Mahony, em comunicado publicado em seu blog no dia 20 de janeiro. O arcebispo emérito de Los Angeles disse: "Para mim há outra questão fundamental, tão importante quanto esta, agora que entramos em campanha para eleger o presidente e o Congresso".

Até o Washington Post condenou a decisão do Departamento. Em editorial do dia 23 de janeiro, o jornal escreveu: "O governo fingiu ceder a um compromisso, dando aos empregadores mais um ano para se adaptarem à medida. É uma decisão improdutiva, que não resolve o problema fundamental de obrigar as instituições religiosas a gastarem seu dinheiro de uma forma que contradiz os princípios da sua fé".

"É imperativo", disse o papa Bento XVI a um grupo de bispos americanos, no dia anterior à decisão do Departamento, "que toda a comunidade católica nos Estados Unidos esteja ciente das ameaças graves para o testemunho público moral da Igreja, apresentadas por um laicismo radical que se expressa cada vez mais na política e na cultura".

"Particularmente preocupantes são algumas tentativas de limitar a liberdade mais apreciada na América, que é a liberdade de religião", insistiu o papa.

Há conjecturas sobre o impacto que esta decisão possa vir a ter sobre as eleições em novembro. Em texto de 24 de janeiro no site do The Wall Street Journal, William McGurn comenta que Barack Obama conseguiu em 2008 a maioria dos votos católicos. Mas agora, muitos católicos que apoiaram Obama estão indignados com a decisão do Departamento. Entre eles há pessoas como o presidente da Universidade Notre Dame, pe. John Jenkins, fortemente criticado por convidar o presidente a discursar e a receber um diploma honorário. McGurn considera paradoxal que "a decisão tenha sido imposta por uma Ministra da Saúde e dos Serviços Humanos que é católica, Kathleen Sebelius, e que trabalha em uma administração cujo vice-presidente, Joe Biden, também é católico".

Não são apenas os católicos que estão incomodados. Em 21 de dezembro, mais de sessenta líderes protestantes e judeus ortodoxos escreveram uma carta ao presidente Obama pedindo-lhe a não exigência de que as seguradoras privadas cubram a contracepção e a esterilização.

"Não são só os católicos que se opõem profundamente à condição de pagar planos de saúde que cobrem anticoncepcionais abortivos", escreveram eles. "Acreditamos que o governo federal é obrigado pela Primeira Emenda a respeitar as convicções religiosas de organizações baseadas em todo tipo de fé, tanto católica quanto não católica", insistiram.

Esta declaração, sem dúvida, será repetida durante os próximos meses, ao se aproximarem as eleições.

Fonte: Zenit

USA: Mães terão que ver seus bebês antes de fazer um aborto no Texas

Ultrassom com a figura nítida do bebê
HOUSTON, 13 Jan. 12/11:18 am (ACI/EWTN Noticias)

Uma corte federal de apelações no estado do Texas (Estados Unidos) sentenciou que as mães deverão ver seus bebês em uma ultrassonografia se quiserem submeter-se a um aborto.

O republicano, governador do Texas e candidato à presidência dos EUA, Rick Perry, assinalou que a sentença é "uma vitória para todos aqueles que defendem a vida".

"Cada vida que se perde em um aborto é uma tragédia, e esta legislação sobre a ultrassonografia assegura que toda mulher no Texas que queira abortar conhecerá todos os fatos sobre a vida que leva e poderá entender o devastador impacto de tal decisão", explicou. 

Com esta lei, os médicos devem efetuar a ultrassonografia em uma mulher que quer abortar pelo menos 24 horas antes.

O doutor deve dar à mulher a oportunidade de ver os resultados e escutar o batimento do coração do coração de seus pequenos. Ele também deverá descrever o que a ultrassonografia revele.

Se um médico violar esta norma, poderá ser multado com 10 mil dólares e perderá automaticamente sua licença. Entretanto as mulheres que demonstrem que foram vítimas de estupro, incesto ou tenham um bebê com má formação congênita, estarão eximidas da ultrassonografia.

Para os promotores do aborto como Nancy Northup, presidente do Centro para os Direitos Reprodutivos (favorável ao aborto) com sede em Nova Iorque, a decisão da corte foi "extrema".

Em sua opinião, esta lei "insultante e intrusa tem como único propósito perseguir as mulheres e dissuadi-las de exercer seus direitos reprodutivos constitucionalmente protegidos".

Por sua parte, o senador Dan Patrick, republicano de Houston (Texas), elogiou a norma que também conta com o apoio do governador Perry.

Patrick disse que esta legislação resulta "extremamente gratificante".

Em declarações ao Wall Street Journal, o senador disse que esta lei protege o "direito a saber" da mulher, de modo que ela possa ter "toda a informação que merece antes de tomar a decisão de dar fim a uma vida".

O aborto provocado é a eliminação ou assassinato de um ser humano dentro do ventre da mãe.

A doutrina católica e a lei natural coincidem em que o aborto jamais é justificável pois ninguém tem direito a decidir sobre a vida de outra pessoa, menos ainda a dos mais fracos e inocentes, os não-nascidos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Oração sacerdotal de Jesus e a criação da Igreja, por Bento XVI

Catequese de Bento XVI – 25/01/2012
Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012, 12h42

Boletim da Santa Sé - (Tradução de Mirticeli Medeiros - equipe CN Notícias)






CATEQUESE
Sala Paulo VI
Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012



Queridos irmãos e irmãs


Na catequese de hoje concentramos a nossa atenção sobre a oração que Jesus dirige ao Pai na hora do seu enaltecimento e da sua glorificação. Como afirma o Catecismo da Igreja Católica: “A tradição a define a oração sacerdotal de Jesus”. É aquela do nosso Sumo Sacerdote, a qual é inseparável do seu Sacrifício, da sua passagem (Páscoa) ao Pai, onde ele é inteiramente “consagrado” ao Pai. (n. 2747).

Esta oração de Jesus é compreensível na sua extrema riqueza, sobretudo se a colocamos no contexto da festa judaica da expiação, o Yom kippur. Naquele dia o Sumo Sacerdote completa a expiação por si mesmo, depois pela classe sacerdotal e enfim pela inteira comunidade do povo. O objetivo é o de conduzir o povo de Israel, depois das transgressões do ano, à consciência da reconciliação com Deus, à consciência de ser um povo eleito, ‘povo santo’ em meio aos outros povos. A oração de Jesus, apresentada no capítulo 17 do Evangelho Segundo João, retoma a estrutura desta festa. Jesus naquela noite se volta ao Pai no momento no qual está oferecendo a si mesmo. Ele, sacerdote e vítima, ora por si mesmo, pelos apóstolos e por todos aqueles que acreditarão n’Ele, pela Igreja de todos os tempos (Jo 17,20).

A oração que Jesus faz por si mesmo é o pedido da própria glorificação, do próprio enaltecimento na sua ‘hora’. Na realidade é mais um pedido e uma declaração de plena disponibilidade de entrar, livremente e generosamente, no desígnio do Pai que se cumpre na entrega, na morte e na ressurreição. Esta “Hora” é iniciada com a traição de Judas (Jo 13,31) e culminará na subida de Jesus ressuscitado ao Pai (Jo 20,17). A saída de Judas do cenáculo é comentada por Jesus com estas palavras: “Agora o Filho do Homem foi glorificado e Deus foi glorificado nEle” (Jo 13,31). Não acaso, Ele inicia a oração sacerdotal dizendo: “Pai, é chegada a hora: glorifica o teu Filho para que o Filho glorifique a ti” (Jo 17,1). A glorificação que Jesus pede por si mesmo como Sumo Sacerdote é o ingresso na plena obediência ao Pai, uma obediência que o conduz à sua mais plena condição filial: “E agora, Pai, glorifica-me diante de Ti com aquela glória que eu havia junto de Ti antes que o mundo existisse” (Jo 17,5). Esta disponibilidade e este pedido constituem o primeiro ato do sacerdócio novo de Jesus que é um doar-se totalmente na cruz, e exatamente sobre a cruz – o supremo ato de amor – Ele é glorificado, porque o amor é a alegria verdadeira, a glória divina.

O segundo momento desta oração é a intercessão que Jesus faz pelos discípulos que estiveram com Ele. Eles são aqueles dos quais Jesus pode dizer ao Pai: “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me destes. Eram teus e os destes a mim, e eles observaram a Sua Palavra” (Jo 17,6). “Manifestar o nome de Deus aos homens” é a realização de uma presença nova do Pai em meio ao povo, à humanidade. Este “manifestar” não é somente uma palavra, mas é a realidade em Jesus; Deus está conosco, e assim o nome -  a sua presença conosco, o ser um de nós – se “realizou”. Portanto, esta manifestação se realiza na encarnação do Verbo. Em Jesus Deus entra na carne humana, se faz próximo em modo único e novo. E esta presença tem o seu ápice no sacrifício que Jesus realiza na sua Páscoa de morte e ressurreição.

Ao centro desta oração de intercessão e de expiação em favor dos discípulos está o pedido de consagração; Jesus diz ao Pai: “Eles não são do mundo, também eu mandei-lhes ao mundo; por eles eu consagro a mim mesmo, para que sejam também eles consagrados na verdade” (Jo 17, 16-19). Pergunto: o que significa “consagrar” neste caso? Antes de tudo vale dizer que “Consagrado” ou “Santo” é propriamente somente Deus. Consagrar, portanto, quer dizer transferir uma realidade – uma pessoa ou coisa – para a propriedade de Deus. E nisto estão presentes dois aspetos complementares: de uma parte tirar das coisas comuns, segregar, colocar à parte do ambiente de vida pessoal do homem para serem doados totalmente a Deus; e da outra esta segregação, esta transferência à esfera de Deus, tem um significado próprio de envio, de missão: exatamente porque, doada a Deus, a realidade, a pessoa consagrada existe para os outros, é doada aos outros. Doar a Deus quer dizer não estar mais para si mesmo, mas para todos. É consagrado quem, como Jesus, é segregado do mundo e colocado à parte para Deus em vista de um objetivo e exatamente por isto está plenamente à disposição de todos. Para os discípulos, será continuar a missão de Jesus, ser doado a Deus para ser assim em missão por todos. A noite de Páscoa, o Ressuscitado, aparecendo aos seus discípulos, lhes dirá: “A paz esteja convosco. Como o Pai me envio assim eu vos envio” (Jo 20,21)

O terceiro ato desta oração sacerdotal estende o olhar até o fim do tempo. Nela Jesus se volta ao Pai para interceder em favor de todos aqueles que serão levados à fé mediante a missão inaugurada pelos apóstolos e continuada na história: “Não oro somente por estes, mas também por aqueles que acreditarão em mim mediante a Palavra deles”. Jesus reza pela igreja de todos os tempos, reza também por nós (Jo 17,20). O Catecismo da Igreja Católica comenta: “Jesus levou a pleno cumprimento a obra do Pai, e a sua oração, como o seu Sacrifício, se estende até a consumação dos tempos. A oração da Hora preenche os últimos tempos e os leva em direção à consumação” (n.2749).

O pedido central da oração sacerdotal de Jesus dedicada aos seus discípulos de todos os tempos é aquela da futura unidade de quantos acreditarão n’Ele. Tal unidade não é um produto mundano. Essa provém exclusivamente da unidade divina e chega a nós do Pai mediante o Filho e no Espírito Santo. Jesus invoca um dom que provém do Céu, e que tem o seu efeito – real e perceptível – sobre a terra. Ele reza “para que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti. Que eles estejam em nós sejam também estes em nós, para que o mundo creia que Tu me enviastes” (Jo 17,21). 

A unidade dos cristãos de uma parte é uma realidade secreta que está no coração daqueles que creem. Mas, ao mesmo tempo, ela deve aparecer com toda a clareza na história, deve aparecer para que o mundo creia, tem um objetivo muito prático e concreto, deve aparecer para que realmente todos sejam uma coisa só. A unidade dos futuros discípulos, sendo em unidade com Jesus – que o Pai enviou pelo mundo – é também a fonte originária da eficácia das missões cristãs no mundo.

Podemos dizer que na oração sacerdotal de Jesus se cumpre a instituição da Igreja. Exatamente ali, no ato da última ceia, Jesus cria a Igreja. Já que, não é a Igreja  a comunidade dos discípulos que, mediante a fé em Jesus Cristo como enviado do Pai, recebe a sua unidade e é envolvida na missão de Jesus de salvar o mundo conduzindo-o ao conhecimento de Deus? 

Aqui encontramos realmente uma verdadeira definição da Igreja. A Igreja nasce da oração de Jesus. E esta oração não é somente palavra: é o ato no qual se consagra a si mesmo e por assim dizer, se sacrifica pela vida do mundo (Jesus de Nazaré, II)

Jesus reza para que os seus discípulos sejam uma coisa só. Em força de tal unidade, recebida e guardada, a Igreja pode caminhar no mundo sem ser do mundo (cfr Jo 17,16) e viver a missão que lhe foi confiada para que o mundo creia no Filho e no Pai que a enviou. A igreja se torna então o lugar no qual se continua a missão do próprio Cristoconduzir o mundo da alienação do homem em direção a Deus e a si mesmo, para fora do pecado, a fim que volte a ser o mundo de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, colhemos alguns elementos da grande riqueza da oração sacerdotal de Jesus, que vos convido a ler e meditar, para que os guie no diálogo com o Senhor, nos ensine a rezar. Também nós, então, na nossa oração, pedimos a Deus que nos ajude a entrar, de modo mais pleno, no projeto que Ele tem sobre cada um de nós, peçamos à Ele para sermos “consagrados” a Ele, para pertencer-lhe sempre mais para poder amar sempre mais os outros, os próximos e os que estão distantes; peçamos à Ele para sermos sempre capazes de abrir a nossa oração às dimensões do mundo, não fechando-a no pedido de ajuda pelos nossos problemas, mas recordando diante do Senhor o nosso próximo, aprendendo a beleza de interceder pelos outros; peçamos à Ele o dom da unidade visível entre todos os que creem em Cristo – invocamos isto com força na semana de oração pela Unidade dos Cristãos -  oremos para estarmos prontos para responder a qualquer um que nos pergunte acerca da esperança que está em nós (cfr. IPT 3,15). Obrigado.

BURRICE COM FOME DE PASTO

Percival Puggina
É possível, com algum esforço, criar uma palavra e atribuir-lhe um significado universalmente conhecido. Mas é quase impossível mudar o significado de uma palavra suprimindo ou alterando seu conteúdo simbólico consolidado. Fará muita bobagem na política quem não souber isso ou, ao menos, não o intuir.

Exemplifiquemos. Você dificilmente participará de uma missa, ouvirá um sermão ou lerá um documento da CNBB sem que se depare com a palavra "excluído". Ela estará ali, para a mensagem, assim como a farinha de trigo está para a hóstia.

Procure essa palavra nos quatro evangelhos e veja quantas vezes é mencionada. Já fez isso? Pois é. Nenhuma. Quando alguém, astuciosamente, substituiu a palavra "pobre" (esta sim, 25 vezes referida nos evangelhos) por "excluído", infiltrou um conteúdo ideológico na mensagem cristã. E quem não estiver prevenido receberá doses frequentes de veneno marxista em substituição ao verdadeiro ensinamento de Jesus, um ensinamento de amor ao próximo, de caridade, de zelo fraterno e de rejeição à idolatria da riqueza. 

Não há nos evangelhos qualquer esboço de luta de classes. Não há uma gota sequer de ódio aos ricos, mas severas advertências a quem apenas se ocupa com acumular bens onde eles são consumidos "pela ferrugem e pelas traças". Já a noção de exclusão implica a simétrica noção de inclusão e de ambas se deduz que o excluído é sujeito passivo da ação de exclusão que sobre ele exerce o sujeito ativo incluído. Vai uma bandeirinha vermelha aí?

O ensino cristão sobre os bens materiais não significa, em absoluto, nem poderia significar, uma proposta de organização da economia sem direito de propriedade, sem iniciativa privada, sem produção, sem negócios, sem remuneração e sem lucro. Num mundo com bilhões de habitantes essa seria a receita da miséria e da inanição.

Vamos em frente. Atente, leitor, para a palavra capitalismo. Volta e meia ela é usada para definir um sistema vantajoso, oposto ou em contraposição ao socialismo como sistema econômico. Ora, a carga simbólica da palavra capitalismo é tão negativa, malgrado se refira a um modelo comprovadamente superior ao socialismo, que até parece ter sido concebida por seus adversários, não é mesmo? E, de fato, foi! Esse vocábulo entrou nos dicionários na segunda metade do século 19, levada pelos textos de socialistas e anarquistas, a partir de Marx, Proudhon e outros. 

Portanto, usar como bandeira, proposta ideológica ou plataforma de organização da ordem econômica uma palavra com essa carga negativa, cunhada pelos próprios adversários da tese que expressa, é uma burrice com fome de pasto. Em tudo semelhante a de quem usa ingenuamente a palavra "excluído" em seus atos penitenciais, sem perceber o erro que está cometendo. Reze pelos pobres e aja em favor deles, meu irmão. Mas não caia nas redes da Teologia da Libertação!

Veja o que escreveu o Papa João Paulo II, no nº 42 de sua extraordinária encíclica Centésimo Ano (1991):

"Voltando agora à questão inicial, pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventura, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil? A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por "capitalismo" se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de "economia de empresa", ou de "economia de mercado", ou simplesmente de "economia livre". 

Ele veio de um país comunista e sabia das coisas.

______________

* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SENTENÇA CONDENATÓRIA DE JESUS CRISTO

No ano dezenove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca Invencível, na Olimpíada cento e vinte e um e na Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênito Romano Império no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro da Babilônia, no ano mil e duzentos e sete, sendo governador da Judeia QUINTO SERGIO, sob regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente da Baixa Galiléia, HERODES ANTIPAS, pontífice Sumo Sacerdote, CAIFÁS;  magnos do Templo ALIS ALMAEL, ROBAS ASCASEL, FRANCHINO CENTAURO; consules romanos da Cidade de Jerusalém, Quinto CORNÉLIO SUBLIME e XISTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente - 

EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, JULGO, CONDENO e SENTENCIO a morte JESUS, chamado pela plebe -CRISTO NAZARENO - e galileu de nação, homem sedicioso, contra a Lei Mosaica -contrário ao Grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR. 

Determino e ordeno, por esta,  que se lhe dê MORTE NA CRUZ, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo–se Filho de DEUS e REI de ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do Sacro Templo, negando tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. 

Que seja ligado e acoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado com alguns espinhos, com a própria cruz nos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que juntamente com ele sejam conduzidos dois ladrões homicidas saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, hoje chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto, ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores que sobre si ponha em diversas línguas este título: "JESUS NAZARENO REX JUDEORUM.  

Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas de nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAIM DANIEL, RABAIM JOAQUIM BANICAR, BANBASU LARÉ PEUCULARI. Pelos Fariseus: MATUMBERTO.  Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma LÚCIO SEXTILO e AMÁCIO CHILÍCIO. 

Sentença firmada contra JESUS CRISTO O NAZARENO - cujo documento se encontra na Biblioteca de Madrid. Espanha -  Fonte: Curso de Cristologia - Pe. Estevão Tavares Bettencourt O.S.B. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dom Keller, o CyberBispo

 Por A Catequista em 23/01/2012
teclado
Em destaque, o brasão episcopal de Dom Antonio Carlos Rossi Keller.
Em meio ao recente twitaço em defesa do Papa Bento XVI contra as calúnias do Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), chamou a atenção de muitos participantes a atuação vigorosa de Dom Keller, bispo da diocese de Frederico Westphalen-RS. Talvez esta impressão seja equivocada, mas, pelo visto, ele foi o único bispo a colaborar com a divulgação da hashtag #RetrateseDepJeanWyllys.
Esses foram alguns de seus twits:
dom_keller_twitaco
Essa não é a primeira vez que os católicos contam com a sua companhia entusiasmada – e entusiasmante – em mobilizações religiosas no microblog: em dezembro do ano passado, Dom Keller também deu a maior força ao protesto contra o ataque da TV Record à Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro em 2013.
A presença de sucessores dos Apóstolos na web não é nenhuma novidade; entretanto, alguns fatores tornam a figura de Dom Keller especialmente interessante. No Twitter, por exemplo, a maioria dos bispos parece que está ali só para constar… O perfil de alguns é certamente administrado por algum assessor (isso não é uma crítica, é obvio que nenhum deles tem a obrigação de se dedicar pessoalmente a isso). Dom Keller, por sua vez, diferencia-se por interagir frequentemente com aqueles que se dirigem a ele na rede social e por dizer coisas que muitos pastores não têm coragem de dizer publicamente.
domkeller_cnbb
Dom Keller também alimenta um blog e possui dois perfis no Facebook (para driblar o limite máximo de amigos). Segundo ele “A internet é um trabalho de presença, de estar junto para que as pessoas tenham alguém que as escute e com quem possam desabafar” (1). Desta forma, procura atender com solicitude ao convite que Bento XVI fez aos sacerdotes em 2010:
“…o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: ‘Ai de mim se não anunciar o Evangelho!’ (1 Cor 9,16).
(…)
“Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica (…), e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.” (2)
QUEM É DOM KELLER?
dom_keller_fotoFrederico Westphalen é uma pequena Diocese do Rio Grande do Sul, que fica próxima à divisa com o estado de Santa Catarina. Dom Antonio Carlos Rossi Keller, nascido em São Paulo, foi nomeado bispo desta localidade em 2008, pelo Papa Bento XVI.
É importante ressaltar que, apesar da brincadeira que fizemos no título, ele é muito mais do que um CyberBispo. O seu apostolado virtual é simplesmente a extensão de uma relevante vida episcopal no mundo real. Sua fama é de pastor zeloso com o rebanho de Cristo, que busca sempre estar em comunhão com o Papa.
Eis um exemplo, que deveria ser seguido pelos bispos de todo o Brasil: há cerca de um mês, Dom Keller divulgou uma “Notificação a respeito da recepção da Sagrada Eucaristia”, onde informa sobre a instalação de um genuflexório para a Comunhão de joelhos na Catedral de Frederico Westphalen. Eis um trecho do documento:
“…o Bispo Diocesano distribuirá sempre que possível, a Sagrada Comunhão para pessoas ajoelhadas em genuflexório, colocado no corredor central da Catedral. Os demais sacerdotes e Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística continuarão a distribuir a Comunhão nos outros locais, para as pessoas que costumam comungar nas demais formas.” (3)
Dom Keller pede ainda que os padres de sua Diocese façam o mesmo em suas paróquias. O objetivo é fazer valer o direito dos fiéis e estar em sintonia com o desejo do Papa de “fortalecer uma visão de sacralidade que a Sagrada Eucaristia deve sempre ter na vida do cristão”.
Dá pra notar que Dom Keller assume por vezes uma postura bastante informal e bem-humorada na internet, sem nunca deixar de levar a Tradição muito a sério. E é por isso que destacamos aqui o seu trabalho de evangelização: a sua rica presença virtual anima os demais fihos da Igreja a perseverar na luta pela glorificação de Cristo em todos os lugares, inclusive na web.
#TamoJunto
Notas:
(1) Site da CNBB Sul 3. A Igreja na era dos iPadres.  22.01.2012
(3) Blog Encontro com o Bispo. Notificação a respeito da recepção da Sagrada Eucaristia. 22.12.2011
Fonte: O Catequista

A Igreja na era dos iPadres

Por Jornal Pioneiro
Diário de Integração da Serra
Jornalista: Itamar Melo


Estimulados pelo Papa, bispos e padres pregam a mensagem de Jesus por meio das redes sociais

A Igreja Católica ingressou na era dos iPadres e dos facebispos. Instigados pelo Papa, que lançou uma conta no Twitter e exortou seus comandados a marcar presença na internet, os sacerdotes brasileiros agora pregam o Evangelho a partir de smartphones e tablets e usam as redes sociais para orientar o rebanho ou conquistar novos fiéis. O bispo de Frederico Westphalen, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, tem seis perfis no Orkut e outros dois no Facebook, uma forma de driblar o limite máximo de contatos imposto pelos sites. Keller tem mais de 5 mil amigos em cada um dos serviços. São pessoas que o adicionaram em busca de informações da Igreja, de mensagens de conforto, de orações ou até mesmo de orientação. "A internet é um trabalho de presença, de estar junto para que as pessoas tenham alguém que as escute e com quem possam desabafar", afirma.

Sob Bento XVI, pastores tecnológicos como Keller são apontados como modelos a seguir. Nos últimos anos, a Santa Sé tem publicado com assiduidade documentos sobre o assunto e já promoveu encontros para discutir ferramentas como o YouTube, o Flickr e o Facebook. "Está aberta uma nova era: a da evangelização na internet", explicitou o Papa, no ano passado.

Por trás dessa mobilização está a percepção de que, no Twitter, um sacerdote pode arrebanhar com facilidade muito mais seguidores do que os 12 de Jesus Cristo. Que o diga o padre cantor Fábio de Melo, um dos fenômenos do microblog, com 300 mil discípulos. Com números mais modestos, chegam às centenas os padres que tuítam sua fé. Cesar Leandro Padilha, da Paróquia Nossa Senhora da Saúde de Porto Alegre tem 1,6 mil seguidores. "Estar na internet hoje é uma exigência, e cada vez mais os padres vão seguir esse caminho", diz Padilha.

Proprietário de um iPhone, o bispo Keller costuma levar o aparelho até mesmo para o altar para consultar no visor o roteiro do sermão. Outro que adotou o smartphone é Dom Alessandro Ruffinoni, bispo diocesano de Caxias do Sul. Ele aposentou quatro volumosos cartapácios com as orações que todo padre deve fazer diariamente e hoje reza por intermédio de um aplicativo no celular. "No iPhone é mais gostoso. As pessoas podem até se escandalizar, porque dá a impressão de que estou consultando chamadas, mas é muito mais prático".

Seis meses atrás, quando viu um grupo de jovens usando o Twitter em seus celulares e tablets, percebeu que precisava se misturar a eles para não se distanciar. "Ensinem para mim, que quero me comunicar com vocês." 


Desde então, mantém uma conta no microblog. Quando depara com alguma ideia ou mensagem que considera inspiradora, divide-a com seus seguidores. "A cada dois, três dias, mando uma frase. Pelas respostas que recebo, acho que alguma coisa boa vai ficar no coração dos jovens. Aprendi que internet, Facebook, Twitter e Skype são úteis para lançar sementes no mundo".

Até os mais velhos tratam de se atualizar. Aos 74 anos e com quatro décadas de sacerdócio, o padre de Farroupilha Alcindo Trubian decidiu frequentar aulas de informática. Aprendeu a usar o e-mail e criou uma conta no Facebook.

Web pode mudar Igreja

Na condição de padre e doutor em comunicação, Paulo Roque Gaspareto vaticina: "A internet vai mudar a religião". Autor do livro Midiatização da Religião, recém-lançado pela Editora Paulinas, o sacerdote de Farroupilha acrescenta que está com os dias contados o processo tradicional em que a Igreja fala e o fiel escuta. "Está surgindo uma nova forma de fazer religião, diferente daquela a que a Igreja se acostumou ao longo de 2 mil anos. As novas gerações, criadas com novas tecnologias, não querem simplesmente transmissão de conteúdo, querem interação. A nossa dificuldade como Igreja é compreender essa nova linguagem", observa Gasparetto.

O atual entendimento do Vaticano é que a Igreja está atrasada em dominar a nova forma de comunicação. Há poucas semanas, em Portugal, o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, lembrou que apenas metade das 8,4 mil dioceses do mundo tem página na rede. Para piorar, são sites ultrapassados, que se limitam a publicar nomeações de padres e sermões. "É uma web 1.0 numa altura em que o mundo já pensa em se mover na web 3.0. 


O bispo mais ativo e senvível publica no seu site diocesano as suas homilias. Eu pergunto, sorrindo: quem vai ler? Um jovem de hoje não vai ler um texto de 15 páginas", alertou Celli.

Postado por Daiane Bristot Frare - CNBB SUL-3
Em 25 de novembro de 2011, às 11h 30min

Dia Mundial das Comunicações 2012- Bento XVI

Silêncio e palavra: caminho de evangelização
Amados irmãos e irmãs,

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspeto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena.

 É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. 

Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. 

Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. 
Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. 

O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que deem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de céticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 30 de setembro de 2010, n.º 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a concelebração eucarística com os membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Constituição dogmática Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.
BENEDICTUS PP XVI
(Tradução portuguesa oferecida pela Santa Sé)