sábado, 21 de janeiro de 2012

As duas faces do amor: EROS e ÁGAPE - Pe. Raniero Cantalamessa


Pe. Raniero Cantalamessa
Primeira prédica de Quaresma
AS DUAS FACES DO AMOR: EROS E ÁGAPE
1. As duas faces do amor
Com as prédicas desta Quaresma, eu gostaria de continuar o esforço, iniciado no Advento, de trazer uma pequena contribuição à reevangelização do Ocidente secularizado, que constitui nesta hora a preocupação principal de toda a Igreja e, em particular, do Santo Padre Bento XVI.
Há um âmbito em que a secularização age de maneira especialmente difusa e nefasta, e é o âmbito do amor. A secularização do amor consiste em separar o amor humano de Deus, em todas as formas desse amor, reduzindo-o a algo meramente “profano”, onde Deus sobra e até incomoda.
Mas o amor não é um assunto importante apenas para a evangelização, ou seja, para as relações com o mundo. Ele importa, antes de todo o mais, para a própria vida interna da Igreja, para a santificação dos seus membros. É nesta perspectiva que se situa a encíclica Deus caritas est, do Papa Bento XVI, e é nela que nós também nos colocamos para estas reflexões.
O amor sofre de uma separação nefasta não só na mentalidade do mundo secularizado, mas também, do lado oposto, entre os crentes e, em particular, entre as almas consagradas. Poderíamos formular a situação, simplificando ao máximo, assim: temos no mundo um eros sem ágape; e entre os crentes, temos frequentemente um ágape sem eros.
O eros sem ágape é um amor romântico, mas comumente passional, até violento. Um amor de conquista, que reduz fatalmente o outro a objeto do próprio prazer e ignora toda dimensão de sacrifício, de fidelidade e de doação de si. Não é preciso insistir na descrição desse amor, porque se trata de uma realidade que temos todo dia diante dos nossos olhos, propagandeada com estrondo pelos romances, filmes, novelas, internet, revistas. É o que a linguagem comum entende, hoje, com a palavra “amor”.
Para nós é mais útil entender o que significa ágape sem eros. Na música, existe uma diferenciação que pode nos ajudar a ter uma ideia: a diferença entre o jazz quente e o jazz frio. Eu li certa vez essa caracterização dos dois gêneros, mas sei que não é a única possível. O jazz quente (hot) é o jazz apaixonado, ardente, expressivo, feito de ímpetos, de sentimentos e, portanto, de improvisações originais. O jazz frio (cool) é o profissional: os sentimentos se tornam repetitivos, o estro é substituído pela técnica, a espontaneidade pelo virtuosismo.
Com base nessa distinção, o ágape sem eros é um “amor frio”, um amar parcial, sem a participação do ser inteiro, mais por imposição da vontade do que por ímpeto íntimo do coração. Um entrar num cenário predefinido, em vez de criar um próprio, realmente irrepetível, como irrepetível é cada ser humano perante Deus. Os atos de amor voltados para Deus parecem aqueles de namorados desinspirados, que escrevem à amada cartas copiadas de modelos prontos.
Se o amor mundano é um corpo sem alma, o amor religioso praticado assim é uma alma sem corpo. O ser humano não é um anjo, um espírito puro; é alma e corpo substancialmente unidos: tudo o que ele faz, amar inclusive, tem que refletir essa estrutura. Se o componente humano ligado ao tempo e à corporeidade é sistematicamente negado ou reprimido, a saída será dúplice: ou seguir adiante aos arrastos, por senso de dever, por defesa da própria imagem, ou ir atrás de compensações mais ou menos lícitas, chegando até os dolorosíssimos casos que estão afligindo atualmente a Igreja. No fundo de muitos desvios morais de almas consagradas, não é possível ignorá-lo: há uma concepção distorcida e retorcida do amor.
Temos, então, um duplo motivo e uma dupla urgência de redescobrir o amor na sua unidade original. O amor verdadeiro e integral é uma pérola encerrada entre duas conchas que são o eros e o ágape. Não podem ser separadas, essas duas dimensões do amor, sem destruí-lo, como o hidrogênio e o oxigênio não podem ser separados sem se privarem da água.
2. A tese da incompatibilidade entre os dois amores
A reconciliação mais importante entre as duas dimensões do amor é prática. É aquela que acontece na vida das pessoas, mas, para ser possível, ela precisa começar pela reconciliação entre o eros e o ágape inclusive teoricamente, na doutrina. Isto nos permitirá conhecer finalmente o que é que se entende por estes dois termos tão comumente usados e subentendidos.
A importância da questão nasce do fato de existir uma obra que popularizou em todo o mundo cristão a tese oposta da inconciliabilidade das duas formas de amor. É o livro do teólogo luterano sueco Anders Nygren, intitulado Eros e Ágape. Podemos resumir o pensamento dele nestes termos: eros e ágape designam dois movimentos opostos. O primeiro indica ascensão e subida do homem para Deus e para o divino como próprio bem e própria origem; o outro, o ágape, indica a descida de Deus até o homem com a encarnação e a cruz de Cristo, e, portanto, a salvação oferecida ao homem sem mérito nem resposta de sua parte, a não ser a fé e somente a fé. O Novo Testamento fez uma escolha precisa, usando, para exprimir o amor, o termo ágape, e refutando sistematicamente o termo eros.
Foi São Paulo quem recolheu e formulou com mais pureza essa doutrina do amor. Depois dele, ainda segundo a tese de Nygren, essa antítese radical se perdeu para dar lugar a tentativas de síntese. Assim que o cristianismo entra em contato cultural com o mundo grego e a visão platônica, já com Orígenes, há uma reavaliação do eros, como movimento ascensional da alma rumo ao bem e ao divino, como atração universal exercitada pela beleza e pelo divino. Nesta linha, o Pseudo Dionísio Areopagita escreverá que “Deus é eros” [1], substituindo com este termo o ágape da célebre frase de João (I Jo, 4,10).
No ocidente, uma síntese análoga foi feita por Agostinho com a doutrina da caritas, entendida como doutrina do amor descendente e gratuito de Deus pelo homem (ninguém falou da “graça” com mais força do que ele), mas também como anseio do homem pelo bem e por Deus. É dele a afirmação: “Fizeste-nos, Senhor, para ti, e inquieto está o nosso coração até descansar em ti” [2]. Também é dele a imagem do amor como um peso que atrai a alma, como por força de gravidade, para Deus, como ao lugar do próprio repouso e prazer [3]. Tudo isso, para Nygren, insere um elemento do amor de si, do próprio bem, e, portanto, de egoísmo, que destrói a pura gratuidade da graça; é uma recaída na ilusão pagã de fazer a salvação consistir numa ascensão a Deus, em vez de na gratuita e imotivada descida de Deus até nós.
Prisioneiros desta impossível síntese entre eros e ágape, entre amor de Deus e amor de si, são, para Nygren, São Bernardo, quando define o grau supremo do amor de Deus como um “amar a Deus por si mesmo” e um “amar a si mesmo por Deus” [4]; São Boaventura, com seu ascensional Itinerário da mente para Deus; e São Tomás de Aquino, que define o amor de Deus infuso no coração do batizado (cf. Rom, 5,5) como “o amor com que Deus nos ama e nos faz amá-lo” (amor quo ipse nos diligit et quo ipse nos dilectores sui facit) [5]. Isto viria a significar que o homem, amado por Deus, pode, por sua vez, amar a Deus, dar-lhe algo de seu, o que destruiria a absoluta gratuidade do amor de Deus. No plano existencial, ainda de acordo com Nygren, o mesmo desvio acontece na mística católica. O amor dos místicos, com a sua fortíssima carga de eros, nada é, para ele, senão amor sensual sublimado, uma tentativa de estabelecer com Deus uma relação de presunçosa reciprocidade em amor.
Quem rompeu a ambiguidade e devolveu à luz a pura antítese paulina, segundo o autor, foi Lutero. Fundamentando a justificação apenas na fé, ele não excluiu a caridade do momento-base da vida cristã, como o acusa a teologia católica; antes, libertou a caridade, o ágape, do elemento espúrio do eros. À fórmula do “somente a fé”, com exclusão das obras, corresponderia, em Lutero, a fórmula do “somente o ágape”, com exclusão do eros.
Não me cabe estabelecer se o autor interpretou corretamente neste ponto o pensamento de Lutero, que, deve-se dizer, nunca pôs o problema em termos de contraste entre eros e ágape como fez com fé e obras. É significativo, no entanto, que Karl Barth, num capítulo da sua Dogmática Eclesial, também chegue ao mesmo resultado que Nygren de um contraste insanável entre eros e ágape. “Onde entra em cena o amor cristão”, escreve ele, “começa de súbito o conflito com o outro amor, e este conflito não tem mais fim” [6]. Eu digo que se isto não é luteranismo, é sem dúvida teologia dialética, teologia do “aut-aut”, da antítese, não da síntese.
O contragolpe desta operação é a radical mundanização e secularização do eros. Enquanto certa teologia retirava o eros do ágape, a cultura secular era bem feliz, por sua vez, ao retirar o ágape do eros, ou seja, ao retirar do amor humano toda referência a Deus e à graça. Freud apresentou para isto uma justificativa teórica, reduzindo o amor a eros e o eros a libido, uma mera pulsão sexual que luta contra toda repressão e inibição. É o estágio a que se reduz hoje o amor em muitas manifestações da vida e da cultura, principalmente no mundo do espetáculo.
Dois anos atrás eu estava em Madri. Os jornais só faziam falar de uma certa mostra de arte na cidade, intitulada As lágrimas do eros. Era uma mostra de obras artísticas de cunho erótico – quadros, desenhos, esculturas – que pretendiam pôr em foco o inseparável vínculo que existe, na experiência do homem moderno, entre eros e thanatos, entre amor e morte. À mesma constatação se chega quando se lê a coletânea de poesias As flores do mal, de Baudelaire, ou Uma temporada no inferno, de Rimbaud. O amor que por natureza deveria levar à vida acaba ao invés levando à morte.
3. Retorno à síntese
Se não podemos mudar de uma vez a ideia de amor que o mundo possui, podemos, sim, corrigir a visão teológica, que, sem querer, a favorece e legitima. É o que fez de maneira exemplar o papa Bento XVI com a encíclica Deus caritas est. Ele reafirma a síntese católica tradicional expressando-a com os termos modernos. “Eros e ágape”, lemos ali, “amor ascendente e amor descendente, não se deixam jamais separar de todo um do outro [...]. A fé bíblica não constrói um mundo paralelo ou um mundo contraposto ao original fenômeno humano que é o amor, mas aceita o homem todo, intervindo na sua procura pelo amor para purificá-la, destruindo, em paralelo, novas dimensões suas” (7-8). Eros e ágape estão unidos à própria fonte do amor, que é Deus: “Ele ama”, segue o texto da encíclica, “e este seu amor pode ser qualificado certamente como eros, que, no entanto, é também e totalmente ágape” (9).
Entende-se o acolhimento insolitamente favorável que este documento pontifício encontrou mesmo nos ambientes leigos mais abertos e responsáveis. Dá esperança ao mundo. Corrige a imagem de uma fé que toca o mundo em tangente, sem penetrá-lo, com a imagem evangélica da levedura que faz a massa fermentar; substitui a ideia de um reino de Deus que veio julgar o mundo pela de um reino de Deus que veio salvar o mundo, começando pelo eros que é a sua força dominante.
À visão tradicional, própria tanto da teologia católica como da ortodoxa, pode-se dar, creio eu, uma confirmação também do ponto de vista da exegese. Quem sustenta a tese da incompatibilidade entre eros e ágape se baseia no fato de o Novo Testamento evitar com esmero – e, ao parecer, propositalmente – o termo eros, usando em seu lugar sempre e somente ágape (a não ser por algum raro emprego do termo philia, que indica um amor de amizade).
O fato é verdadeiro, mas não são verdadeiras as conclusões que dele se tiram. Supõe-se que os autores do NT estivessem a par tanto do sentido que o termo eros tinha na linguagem comum (o eros assim chamado “vulgar”) como do sentido elevado e filosófico que tinha, por exemplo, em Platão, o chamado eros “nobre”. Na aceitação popular, eros indicava mais ou menos o que indica hoje quando se fala de erotismo ou de filmes eróticos: a satisfação do instinto sexual, um degradar-se mais do que elevar-se. Na aceitação nobre, indicava um amor pela beleza, a força que mantém o mundo e que impulsiona todos os seres à unidade, aquele movimento de ascensão rumo ao divino que os teólogos dialéticos reputam incompatível com o movimento de descida do divino até o homem.
É difícil defender que os autores do NT, dirigindo-se a pessoas simples e de nenhuma cultura, pretendessem lhes falar do eros de Platão. Eles evitaram o termo eros pelo mesmo motivo que o pregador de hoje evita o termo erótico, ou, se o emprega, é somente em sentido negativo. O motivo é que, tanto naquele tempo como agora, a palavra evoca o amor na sua expressão mais egoísta e sensual [7]. A desconfiança dos primeiros cristãos quanto ao eros se agravava ainda pelo papel que ele desempenhava nos desenfreados cultos dionisíacos.
Tão logo o cristianismo entra em contato e diálogo com a cultura grega daquele tempo, cai por terra de imediato, como já vimos, toda preclusão quanto ao eros. Ele é usado com frequência, nos autores gregos, como sinônimo de ágape, e empregado para indicar o amor de Deus pelo homem, como também o amor do homem por Deus, o amor pelas virtudes e por tudo o que é belo. Basta, para nos convencermos disso, uma simples olhada no Léxico Patrístico Grego, de Lampe [8]. O sistema de Nygren e Barth, portanto, foi construído sobre uma falsa aplicação do assim chamado argumento “ex silentio”.
4. Um eros para os consagrados
O resgate do eros ajuda acima de tudo os enamorados humanos e os esposos cristãos, mostrando a beleza e a dignidade do amor que os une. Ajuda os jovens a experimentar o fascínio do outro sexo não como coisa turva, a ser vivida às costas de Deus, mas, ao contrário, como um dom do Criador para a sua alegria, desde que vivido na ordem querida por Ele. Na sua encíclica, o papa acena ainda para esta função positiva do eros sobre o amor humano quando fala do caminho de purificação do eros, que leva da atração momentânea ao “para sempre” do matrimônio (4-5).
Mas o resgate do eros deve ajudar também a nós, consagrados, homens e mulheres. Eu acenei no início ao perigo que as almas religiosas correm de um amor frio, que não desce da mente para o coração. Um sol de inverno, que ilumina, mas não aquece. Se eros significa ímpeto, desejo, atração, não devemos ter medo dos sentimentos, nem muito menos desprezá-los e reprimi-los. Quando se trata do amor de Deus, escreveu Guilherme de Saint Thierry, o sentimento de afeto (affectio) é também graça; a natureza não pode infundir um sentimento assim [9].
Os salmos estão cheios desse anseio do coração por Deus: “A ti, Senhor, eu elevo a minh’alma...”. “A minh’alma tem sede de Deus, do Deus vivente”. “Preste atenção”, diz o autor da Nuvem do não conhecimento, “a este maravilhoso trabalho da graça na tua alma. Ele não é senão impulso imprevisto, que surge sem aviso e aponta diretamente para Deus, como uma centelha que se desencarcera do fogo... Golpeie essa nuvem do não conhecimento com a flecha afiada do desejo de amor e não esmoreça, ocorra o que ocorrer” [10]. É suficiente, para tanto, um pensamento, um movimento do coração, uma jaculatória.
Mas tudo isso não nos é bastante e Deus o sabe melhor que nós. Somos criaturas, vivemos no tempo e num corpo; precisamos de uma tela na qual projetar o nosso amor que não seja apenas “a nuvem do não conhecimento”, o véu de escuridão por trás do qual se oculta o Deus que ninguém nunca viu e que habita numa luz inacessível...
A resposta que se dá a esta interrogação nós conhecemos bem: por isso mesmo Deus nos deu o próximo para amarmos. “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor se torna perfeito em nós. Quem não ama o próprio irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1 Jo 4, 12-20). Mas devemos ficar atentos para não saltar uma fase decisiva: antes do irmão que vemos, há outro que também vemos e tocamos: o Deus feito carne, Jesus Cristo! Entre Deus e o próximo existe o Verbo feito carne, que reuniu os dois extremos numa só pessoa. É nele que o próprio amor ao próximo encontra o seu fundamento: “Foi a mim que o fizestes”.
O que significa tudo isto pelo amor de Deus? Que o objeto primário no nosso eros, da nossa busca, desejo, atração, paixão, deve ser o Cristo. “Ao Salvador é pré-ordenado o amor humano desde o princípio, como ao seu modelo e fim, como uma urna tão grande e tão ampla que pudesse acolher a Deus [...] O desejo da alma é unicamente de Cristo. Aqui é o lugar do seu repouso, porque só Ele é o bem, a verdade e tudo quanto inspira amor”. Não quer dizer restringir o horizonte do amor cristão de Deus a Cristo; quer dizer amar a Deus do jeito que Ele quer ser amado. “O Pai vos ama porque vós me amais” (Jo 16, 27). Não se trata de um amor mediato, quase por procuração, por meio do qual quem ama Jesus “é como se” amasse o Pai. Não. Jesus é um mediador imediato; amando a Ele, amamos, ipso facto, o Pai. “Quem me vê, vê o Pai”; quem me ama, ama o Pai.
É verdade que nem mesmo a Cristo se vê, mas ele existe. Ressuscitou, vive, está conosco, de modo mais real do que o mais apaixonado esposo está com a esposa. Eis o ponto crucial: pensar em Cristo não como uma pessoa do passado, mas como o Senhor ressuscitado e vivente, com quem eu posso falar, a quem eu posso beijar se quiser, certo de que o meu beijo não termina na estampa ou no lenho de um crucifixo, mas num rosto e em lábios de carne viva (ainda que espiritualizada), felizes de receber o meu beijo.
A beleza e a plenitude da vida consagrada depende da qualidade do nosso amor por Cristo. É só o que pode nos defender dos altos e baixos do coração. Jesus é o homem perfeito; nele se encontram, em grau infinitamente superior, todas aquelas qualidades e atenções que um homem procura numa mulher e uma mulher no homem. O amor dele não nos elimina necessariamente a sedução das criaturas e, em particular, a atração do outro sexo (ela faz parte da nossa natureza, que Ele criou e não quer destruir). Mas nos dá a força para vencer essas atrações com uma atração mais forte. “Casto”, escreve São João Clímaco, “é quem afasta o eros com o Eros” [11].
Será que tudo isso destrói a gratuidade do ágape, pretendendo dar a Deus alguma coisa em troca do seu coração? Anula a graça? De jeito nenhum. Antes, a exalta. O que, afinal, neste mundo, damos a Deus se não o que recebemos dele? “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4, 19). O amor que damos a Cristo é o seu próprio amor por nós, que devolvemos a Ele, como o eco nos devolve a nossa voz.
Onde está então a novidade e a beleza deste amor que chamamos eros? O eco reenvia para Deus o seu próprio amor, mas enriquecido, colorido e perfumado com a nossa liberdade. E é tudo o que Ele quer. A nossa liberdade lhe paga tudo. E não só isto, mas, coisa inaudita, escreve Cabasilas, “recebendo de nós o dom do amor em troca de tudo o que Ele nos deu, Ele ainda se reputa nosso devedor” [12]. A tese que contrapõe eros e ágape se baseia em outra conhecida contraposição: a contraposição entre graça e liberdade, e, mais ainda, na negação da liberdade no homem decaído.
Eu procurei imaginar, Veneráveis padres e irmãos, o que diria Cristo ressuscitado se, como fazia na vida terrena, quando entrava aos sábados numa sinagoga, viesse agora sentar-se aqui, no meu lugar, e nos explicasse em pessoa qual é o amor que Ele deseja de nós. Quero compartilhar com vocês, com simplicidade, o que eu penso que Ele diria. Pode nos servir para o nosso exame de consciência sobre o amor:
O amor ardente:
É me colocares sempre em primeiro lugar.
É procurares me alegrar em todo momento.
É confrontares teus desejos com o meu desejo.
É viveres como meu amigo, confidente, esposo, e seres feliz assim.
É te inquietares ao pensamento de ficar um pouco longe de mim.
É seres repleto de felicidade quando estou contigo.
É estares disposto a grandes sacrifícios para nunca me perder.
É preferires viver pobre e desconhecido comigo a rico e famoso sem mim.
É falares comigo como ao amigo mais amado em todo momento possível.
É te confiares a mim olhando para o teu futuro.
É desejares perder-te em mim como meta do teu existir.
Se vocês acharem, como eu acho, que estamos muito longe dessa situação, não nos desencorajemos. Temos alguém que pode nos ajudar a chegar lá se pedirmos sua ajuda. Repitamos com fé ao Espírito Santo: Veni, Sancte Spiritus, reple tuorum corda fidelium et tui amoris in eis ignem accende: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Notas: 
1 Pseudo Dionísio Areopagita, Os nomes divinos, IV,12 (PG, 3, 709 em diante.)
2 S. Agostinho, Confissões I, 1.
Comentário ao evangelho de João, 26, 4-5.
4 Cf. S. Bernardo, De diligendo Deo, IX,26 –X,27.
5 S. Tomás de Aquino, Comentário à Carta aos Romanos, cap. V, liç.1, n. 392-293; cf. S. Agostinho, Comentário à Primeira Carta de João, 9, 9.
6 K. Barth, Dogmática eclesial, IV, 2, 832-852. 
7 O sentido que os primeiros cristãos davam à palavra eros se deduz do famoso texto de S. Inácio de Antioquia,  Carta aos Romanos, 7,2: “O meu amor (eros) foi crucificado e não há em mim fogo de paixão…não me atraem o nutrir corrupção e os prazeres desta vida”. “O meu eros” não indica aqui Jesus crucificado, mas “o amor de mim mesmo” , o apego aos prazeres terrenos, na linha do paulino “Fui crucificado com Cristo, não sou mais eu que vivo” (Gal 2, 19 s.). 
8 Cf. G.W.H. Lampe,  A Patristic Greek Lexicon, Oxford 1961, pp.550.
9 Guilherme de St. Thierry, Meditações, XII, 29 (SCh  324, p. 210).
10 Anônimo, A nuvem do nao conhecimento, trad. Italiana, Ed. Áncora, Milão, 1981, pp. 136.140. 
11 S. João Clímaco, A escada do paraíso, XV,98 (PG 88,880).
12 N. Cabasilas, Vida em Cristo, VI, 4 .
[Traduzido do original em italiano por ZENIT- ZP11032501 - 25-03-2011
Permalink: http://www.zenit.org/article-27577?l=portuguese - ]

Homossexuais não conseguem assumir o celibato

14/05/10, às 11h48m (GMT -03;00)
Presidente da CNBB diz que homossexuais não conseguem assumir o celibato e a castidade
O Estado de S.Paulo - Da Redação


O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Geraldo Lyrio Rocha, disse que homossexuais devem ser impedidos de ser padres, não por causa da homossexualidade, mas por não se sentirem capazes de assumir o celibato e a castidade. "Não é uma discriminação, é um direito da Igreja, que pode escolher aqueles a quem vai conferir o sacramento da ordem ou sacerdócio", afirmou. 


A declaração de d. Geraldo foi feita ao interpretar trecho do pronunciamento que encerrou ontem, em Brasília, a 48.ª Assembleia Geral da CNBB. O texto trata da formação de padres, preocupação principal dos bispos para evitar novos casos de abuso sexual na Igreja. Ele propõe "trabalhar a dimensão humano-afetiva dos seminaristas, educando-os para o sentido do amor autêntico e verdadeiro, levando-os a assumir com maturidade e liberdade a exigência do celibato". 


Os bispos pretendem selecionar candidatos ao seminário por meio de "acompanhamento que permita a admissão de pessoas com indisfarçável saúde física e mental, somada aos atributos de equilíbrio moral, psicológico e espiritual". As dioceses buscarão pessoas especializadas em ciências humanas para assessorar a equipe de formadores.


No documento, os bispos também pedem perdão às vítimas de abusos e prometem medidas concretas e urgentes na punição dos culpados. A confecção de uma cartilha, que será um protocolo de política oficial de ação da Igreja, também foi confirmada.


"O tratamento do delito deve levar em consideração três atitudes: para o pecado, a conversão, a misericórdia e o perdão; para o delito, a aplicação das penalidades (eclesiástica e civil); para a patologia, o tratamento", diz o pronunciamento. 


Os bispos confirmaram a constituição de "uma comissão ad hoc para elaborar um vade-mécum" ou cartilha, que "deverá conter princípios teóricos, a partir da legislação civil e canônica, referentes ao proceder dos bispos e de suas dioceses nos casos de abusos". Com relação a eventuais indenizações, o advogado da CNBB, Hugo Sarubbi, informou que não é possível falar em política padrão. "Nos casos tratados até agora, parece que a responsabilidade é individual e particular, cabendo às pessoas culpadas", disse. / JOSÉ MARIA MAYRINK, ENVIADO ESPECIAL 


Acordo milionário


O advogado de ex-coroinhas que teriam sido vítimas de abusos por parte de padres em Vermont, nos EUA, anunciou que uma diocese local vai pagar US$ 17 milhões para encerrar a ação.
Fonte: Estadão

Nossa Senhora La Puríssima - Padroeira da Nicarágua


Nossa Senhora La Puríssima - Padroeira da Nicarágua
Liturgia: 08 de dezembro


”Salve, ó Virgem puríssima - Concebida sem pecado.” Essa costuma ser a saudação dos nicaragüenses devotos da Virgem,numa piedosa tradição que vem dos seus colonizadores no início do século XVI. Gil Gonzalez de Á vila, explorador espanhol, devotíssimo de Maria, costumava distribuir aos índios, em suas expedições, medalhinhas e imagens da Virgem. Estes recorriam a ela em suas necessidades e orações.


Essa devoção achou terreno fértil entre os nicaragüenses e floriu na linguagem popular, dentro das famílias, nas canções populares, com o título de Nossa Senhora Ia Purissima, destacando a pureza de Maria.


Hoje as famílias celebram na Nicarágua as "Purissimas", ou novenas dedicadas à Virgem Ia Purissima, em preparação à festa da padroeira, que acontece em 8 de dezembro de cada ano. Ao redor da imagem reúnem-se familiares, amigos e vizinhos para elevar suas preces e louvores à Mãe querida. Essa nove na termina com a "Gritaria", no dia 7 de dezembro, véspera da grande festa, quando os fiéis, em alegria incontida, saúdam a Virgem com o grito tradicional: "De onde nos vem tanta alegria?", e respondem: "Da Conceição de Maria". E à meia-noite ouvem-se os sinos das cidades e das vilas de todo o país, e intermináveis fogos de artifício clareiam o céu para inaugurar o dia festivo de Nossa Senhora Ia Purissima.


Com essa devoção difundiu-se também a oração do rosário. No mês de outubro, celebra-se o "Atabale", costume que reúne o povo, em todos os sábados de outubro, para a reza solene do Rosário. Nesses dias o Atabale, ou tambor, percorre as ruas da cidade, principalmente a cidade de Granada, conduzindo a Imagem da Virgem ao som de instrumentos, de cânticos populares e da recitação dos Mistérios do Rosário.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mau uso da internet pode dar demissão por justa causa


Lei permite que empresas considerem uma falta grave do funcionário navegação que não tenha nenhuma relação com o trabalho
  03/07/11 às 15:13  |  Redação Bem Paraná com informações do Estadao.com



Usar a internet uma hora ou mais por dia com pesquisas sem relação com a atividade profissional, acessar redes sociais, mandar e-mails com piadas, assistir a vídeos no YouTube. O que pode e o que não pode ser feito na web no local de trabalho? Uma simples navegação considerada inocente pelo empregado pode ser encarada como falta grave pelo empregador e até levar à demissão por justa causa.

Isso pode ocorrer se a empresa considerar que está havendo mau uso das ferramentas corporativas e encaixar a conduta no Artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permite a dispensa por justa causa quando há mau procedimento, quebra de confiança, insubordinação, entre outros fatos relacionados ao comportamento no ambiente profissional.

Pesquisa com 1,6 mil pessoas feita pela Triad, empresa de consultoria em produtividade, mostra que 80% delas gastam até três horas do tempo de trabalho com atividades que não contribuem para o serviço, e boa parte está ligada à internet. “Por isso, as empresas precisam controlar o acesso dos funcionários”, diz Christian Barbosa, diretor executivo e responsável pelo levantamento.

O estudo ainda mostra que 35,6% dos profissionais afirmam que a rede de computadores em si é o que mais desvia o foco do trabalho. Além disso, 27,3% gastam tempo com e-mails e 21,4% navegam pela web aleatoriamente. Quando questionados sobre qual atividade é realizada no período em que estão “matando o trabalho”, 40,9% dizem repassar piadas por e-mail, 26,1% trocam links do YouTube com colegas, 20,6% jogam games online e 11,1% veem pornografia.

Os casos de demissão por motivo justificado mais conhecidos envolvendo má conduta são relacionados ao acesso a conteúdo pornográfico no expediente. O advogado Ricardo Zilling Martins, especialista em direito do trabalho do escritório Viseu Advogados conta que um empregado de uma empresa do setor de tecnologia da informação foi dispensado por justa causa por passar sete horas do expediente diário em sites de pornografia. Ele chegou a recorrer da decisão, mas perdeu, pois a empresa conseguiu apresentar provas do mau procedimento do ex-funcionário.

Em outro caso, a advogada também especialista em direito do trabalho, Karina Alves, do escritório Simões Caseiro Advogados, conta que um trabalhador foi demitido porque criou um blog para falar mal de seu superior, cujo conteúdo era escrito no próprio local de trabalho. “Há casos incontestáveis pela lei. Em um escritório de contabilidade foi descoberto um grupo de funcionários que cometia crimes usando os computadores da empresa”, relata.

A recomendação dos especialistas em recursos humanos e direito do trabalho é que as empresas adotem um manual de conduta ou pelo menos tornem claras as regras quanto ao uso da web, como pode ser feito, em que horário e o que pode ser acessado.

“As grandes empresas já adotaram isso, pois nem sempre os gestores conseguem conversar diretamente com todos os funcionários. Mas para pequenas empresas, a conversa pode ser no dia a dia, ou explicitar no contrato de trabalho”, diz Martins.

Porém, antes de demitir o funcionário por justa causa, a empresa precisa fazer uma advertência por escrito. “Tem de dar a oportunidade para o empregado se redimir, mudar a postura”, afirma o advogado do escritório Viseu. E também deve levantar provas de que o trabalhador tinha problemas de comportamento no ambiente profissional. Isso pode ser feito com sistemas de monitoramento, que permitem à companhia ver o que o funcionário está acessando na rede de computadores e por quanto tempo.

“As empresas precisam incentivar o uso consciente da internet no ambiente de trabalho, discutir a produtividade. E deve haver bom senso, de ambos os lados”, diz Barbosa.



Fonte: Bem Paraná

Ano da Fé: cristãos sejam testemunhas críveis e alegres do encontro com Jesus



Cidade do Vaticano (RV) - Vai ser publicada neste sábado, dia 7, uma Nota da Congregação para a Doutrina da Fé com indicações para o Ano da Fé, convocado por Bento XVI, que terá início em 11 de outubro próximo e se concluirá em 24 de novembro de 2013. Contudo, foi difundido, nesta quinta-feira, um comunicado que antecipa os aspectos principais do documento.

Reitera-se que este Ano, convocado com a Carta Apostólica "Porta fidei", representa uma grande ocasião de renovado encontro com Jesus Cristo.

Com o Ano da Fé, Bento XVI quer colocar no centro da atenção da Igreja "o encontro com Jesus Cristo e a beleza da fé n'Ele". É o que se lê no comunicado sobre a Nota para o Ano da Fé. Um documento que oferece "indicações pastorais" em quatro níveis: a toda a Igreja, conferências episcopais, dioceses e, por fim, paróquias, comunidades e movimentos.

O início do Ano da fé – ressalta o comunicado – coincide com dois importantes aniversários: o 50º da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º da promulgação do Catecismo da Igreja Católica.

Recorda-se que, desde o início de seu Pontificado, Bento XVI empenhou-se em favor de "uma correta compreensão do Concílio", promovendo o que ele mesmo denominou como sendo a "hermenêutica da reforma", da "renovação na continuidade".

Na introdução da Nota – elaborada pela Congregação para a Doutrina da Fé junto a outros dicastérios com a contribuição do Comitê para a preparação para o Ano da Fé – reitera-se que o Ano da Fé "quer contribuir para uma renovada conversão ao Senhor", para a redescoberta da fé, a fim de que os cristãos sejam testemunhas "críveis e alegres" para aqueles que buscam Deus.

As indicações pastorais – lê-se, ainda – querem favorecer o encontro com Jesus quer mediante testemunhas da fé, quer mediante o conhecimento sempre maior de seus conteúdos.

Em particular, junto a uma solene celebração presidida pelo Papa para o início do Ano da Fé, são auspiciadas iniciativas ecumênicas a fim de favorecer o "restabelecimento da unidade entre todos os cristãos". Com essa finalidade terá lugar uma solene celebração ecumênica.

É encorajada, a nível das conferências episcopais, a qualidade da formação catequética. E ainda se faz votos de um amplo uso das linguagens da comunicação e da arte com transmissões televisivas e radiofônicas, filmes e publicações também em nível popular, acessível a um vasto público. Ademais, será criado um site Internet sobre o Ano da Fé.

A nível diocesano – explica o comunicado –, o Ano é visto como "renovada ocasião de diálogo criativo entre fé e razão" mediante congressos e simpósios. E como tempo favorável para "celebrações penitenciais" nas quais pedir perdão a Deus, "especialmente pelos pecados contra a fé".

A nível paroquial, a proposta central permanece sendo a celebração da fé na liturgia e, em particular, na Eucaristia.

Por fim, justamente para coordenar as múltiplas iniciativas promovidas pelos diversos dicastérios, será instituída – ligada ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização – uma secretaria exclusiva para o Ano da Fé. (RL)

Nossa Senhora de Itati - Padroeira de Corrientes e Misiones - Rainha das Selvas e do Povo Guarani - Paraguai

Nossa Senhora de Itati - Padroeira de Corrientes e Misiones - Paraguai
Liturgia: 16 de julio


Um portentoso milagre, o mais significativo, aconteceu em 1748, quando os índios abipones tentaram atacar o povo e ao chegar às portas da cidade uma grande greta se abriu na terra, o qual os impediu de continuar avançando. Os índios fugiram apavorados enquanto a população em massa corria para a Igreja, para dar graças em frente à imagem.
A seguir o texto em espanhol. 

Nuestra Señora de Itatí
Reina de las selvas y los pueblos guaraníes
La belleza de la imagen de Nuestra Señora de Itatí, Patrona y Protectora de las provincias de Corrientes y Misiones, impacta cada vez que podemos apreciarla. Su tez morena y la dulzura de sus ojos de Madre, que parecieran constantemente estar mirando a quien acude a ella, hacen que su rostro transmita una sensación de inmensa paz y tranquilidad
Según la tradición, emigrando hacia el sur para escapar de los constantes ataques indígenas, llegaron los franciscanos desde Ciudad Real, provincia del Guayra (Paraguay), a la reducción de Yaguarí, a cargo de fray Luis Gámez (no Gómez) portando consigo una hermosa imagen de la Inmaculada Concepción que colocaron en un oratorio a orillas del río Tebacué.
Punta de piedra
Un nuevo ataque indio destruyó el lugar y la Virgen desapareció sin dejar rastros. Mucho tiempo después, un grupo de aborígenes que navegaba el Alto Paraná, muy cerca de lareducción de Santa Ana, encontró la imagen sobre una roca. La Virgen se hallaba envuelta por un brillo extraño y una música extremadamente bella sonaba alrededor.
Enterado fray Luis Gámez de aquel prodigio, mandó que llevasen la imagen a su reducción y así se hizo, pero en dos oportunidades regresó al mismo sitio en la que fue hallada anteriormente.
Comprendiendo los misioneros que aquello era voluntad de la Virgen, decidieron trasladar a ese lugar la reducción, epopeya que llevó a cabo fray Luis de Bolaños, sucesor de fray Luis Gámez, entre 1580 y 1608, quien llamó al nuevo pueblo con el nombre de Pura y Limpia Concepción de Nuestra Señora de Itatí (“puntade piedra” en guaraní). Esta aparición es evocada en la tradición del Litoral como “la leyenda de Ita Huasi”.
Extraordinaria transfiguración
Esta imagen, tallada en madera, mide 1,26 metros de altura y nos muestra a la Virgen María, de cabello negro y piel un tanto morena, de pie sobre una media luna, con las manos juntas sosteniendo un rosario. Viste un manto azul y cubre su cabeza una túnica blanca.
El P. Bolaños, acompañado por fray Alonso de San Buenaventura, realizó proezas de evangelización en la región, edificando el templo y la casa parroquial de la reducción en 1608 y estableciendo la parroquia y el municipio de Itatí el 7 de diciembre de 1615.
Era párroco el asunceño fray Luis de Gamarra, sucesor de Bolaños, cuando tuvo lugar la primera transfiguración de la Virgen, en la Semana Santa de 1624. Dijo al respecto el padre Gamarra: “Se produjo una extraordinaria mudanza del rostro, y estaba tan linda y hermosa que jamás tal la había visto”. La transfiguración duró varios días y se repitió varias veces en los años siguientes, volviendo a escucharse, más de una vez, la misma música que oyeron los indios cuando la encontraron en plena selva.
Un portentoso milagro
A partir de entonces, se sucedieron curaciones y milagros a granel. El más significativo tuvo lugar en 1748 cuando los indios abipones intentaron atacar el pueblo y al llegar a sus puertas se abrió en la tierra una gigantesca grieta que les impidió seguir avanzando y asolar la reducción. La indiada huyó despavorida mientras los habitantes de Itatí acudían en masa a su iglesia para dar gracias frente a la imagen.
Entre 1825 y 1860 se asentaron en el lugar las primeras familias blancas que compraron la antigua reducción de los franciscanos, levantando allí un pueblo que crecería considerablemente a partir de 1880, con la llegada a nuestras costas del nuevo flujo migratorio.
El Santuario que atrae multitudes
El 16 de julio de 1900 el papa León XIII mandó coronar a la Virgen de Itatí y el 23 de abril de 1918 fue proclamada Patrona y Protectora de las provincias de Corrientes y Misiones, celebrándose su fiesta todos los 9 de julio.
Ya convertida en Santuario, la gran Basílica fue visitada en 1935 por San Luis Orione quien de él tomó posesión el 25 de enero de ese mismo año. Para entonces, ya más de dos millones de peregrinos, oriundos no solo de la Argentina sino de otros países iberoamericanos, la visitaban anualmente.
El célebre poeta Carlos Guido Spano compuso un himno en su honor titulado “Señora de las selvas y los pueblos guaraníes”, cuyas más sentidas estrofas rezan así:
Señora de las selvas
Y pueblos guaraníes
¡Que dulce nos sonríes,
Divina aparición!
Escucha aqueste himno,
De férvida alabanza
Con vuelos de esperanza
Nacida en la oración.

Fuentes
García, Pablo B., F.M.S. “María, reina y madre de los argentinos”, Pía Sociedad de San Pablo, Florida, 1980, p. 36.
Bajac, Esteban, “La Virgen de Itatí”, SADE, Corrientes, 1981.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cirurgia em fetos dá esperança a gestações de risco

Lucia terá uma história para contar. O bebê, que tem dois meses, está bem de saúde e se recupera bem, depois de uma operação em junho, quando ainda era um feto de 21 semanas, no ventre de sua mãe. O feto corria risco de vida e, na melhor hipótese, teria de passar por amputação da perna esquerda à altura do tornozelo. Médicos do hospital Vall d'Hebron, de Barcelona, intervieram e o caso abre novas perspectivas de cirurgia fetal que podem vir a beneficiar novos bebês. A família de Lucia, que vive em Vallès Oriental, chegou ao hospital público quando o feto estava na 20ª semana de gestação, depois que uma ultrassonografia demonstrou um pé deformado. Exames mais detalhados revelaram que uma faixa amniótica (um apêndice fibroso que se havia desprendido das membranas que rodeiam o feto, no útero) estava embaraçando o cordão umbilical e a perna do feto, causando compressão. A anomalia provavelmente viria a resultar em rompimento do cordão - e morte do feto -, e era certo que, em duas semanas mais, o pé teria terminado amputado, pois a faixa amniótica impedia a circulação de sangue naquela extremidade do corpo, explicaram José Luis Peiró e Elena Carreras, chefes de cirurgia neonatal e de cirurgia fetal do hospital, respectivamente.

A equipe de medicina fetal do Vall d'Hebron - composta por diferentes especialistas - recorreu a uma cirurgia fetal fetoscópica. Trata-se de uma intervenção minimamente invasiva, já que o feto é operado por meio de uma agulha comprida com 3 mm de diâmetro - com a qual se realiza uma punção no ventre da mãe e se atravessa a parede do útero. Em seu interior oco, a agulha está equipada de cabos finíssimos. O primeiro termina em uma microcâmera, e o segundo é feito de uma fibra emissora de laser. A câmera permite que os cirurgiões vejam onde estão atuando (o movimento também é controlado por ultrassonografia), e o laser permitiu aos médicos queimar e cortar a faixa amniótica. Com isso, liberaram a obstrução que vinha comprimindo a perna e o cordão umbilical do bebê. A operação durou apenas 55 minutos.

Lucia nasceu com 28 semanas - em cirurgias fetais endoscópicas, existe um risco de 15% de que surja um desprendimento de membranas e parto prematura -, mas estava bem. Depois do parto, sua perna foi operada de novo, para reparar os tecidos que haviam sofrido compressão. A perna e pé do bebê praticamente recuperaram sua forma e capacidade (ela será capaz de andar e correr), e sofrerá apenas algumas seqüelas (talvez falta de sensibilidade em certas áreas), afirmou Márius Aguirre, especialista em ortopedia pediátrica.

Em casos parecidos, os bebês costumam sofrer amputação de extremidades depois do nascimento, caso não operados. O hospital tem dois ou três casos como esse a cada ano. A probabilidade de problemas com a faixa amniótica é de um a cada 30 mil gestações.

A cirurgia de Lucia foi a primeira operação fetoscópica intrauterina na qual médicos eliminaram uma faixa amniótica que comprimia o cordão umbilical, no mundo, e a quarta do mundo e primeira na Europa em que essa técnica foi usada para eliminar uma faixa que comprimia uma extremidade. O Vall d¿Hebron é o primeiro hospital da Espanha a realizar esse tipo de cirurgia, desde de 2001. Ainda que seja o primeiro caso de operação em faixas amnióticas, a instituição já realizou 250 cirurgias para corrigir outras anomalias, como transfusões entre fetos gêmeos ou obstruções de traquéia. "As anomalias pré-natais vêm sendo detectadas com freqüência cada vez maior, e a possibilidade de corrigi-las aumenta", afirmou Peiró.

18 de outubro de 2007 • 10h24 • atualizado às 10h24
Tradução: Paulo Migliacci ME - Notícias Terra

Nossa Senhora do Rosário - Padroeira da Guatemala


Nossa Senhora do Rosário - Padroeira da Guatemala
Liturgia: 07 de outubro 

O povo da Guatemala com sua história de guerras e vulcões tem recorrido desde o início de sua colonização aos favores de sua virgem protetora, Nossa Senhora do Rosário.

A devoção ao rosário foi difundida na Guatemala pelos missionários Dominicanos que ali fundaram suas Casas do Rosário para educar os filhos dos índios. O carisma dos dominicanos era divulgar os prodígios da reza do rosário.

O fundador da Ordem, São Domingos de Gusmão, passava horas de suas noites diante do sacrário implorando a ajuda de Deus para comba-ter as heresias que grassavam por toda a Europa. Certo dia, durante a oração, apareceu-lhe a Virgem Maria, e indicou-lhe a recitação do rosário como o grande meio de oração. 

A prova concreta de sua eficácia foi a vitória de Lepanto, séc. XVI. Conta a história que nessa batalha os cristãos estavam prestes a ser derrotados pelos turcos. Em Roma, todos se uniram na reza do rosário ensinada pela própria Virgem Maria e, milagrosamente, os cristãos conseguiram a vitória. 

Nos últimos trinta anos, porém, o culto público à mãe de Deus encontrou dificuldades na Guatemala, por causa da ditadura militar que tomou o poder no país. Muitos cristãos sofreram perseguições e mortes, igrejas foram fechadas e milhares de católicos foram massacrados.

A partir de 1995, graças ao fervor das orações daquele povo sofrido, sinais de esperança começaram a surgir, e em 1996, em sua visita ao país, o papa da paz, João Paulo lI, disse à nação: "Este é um momento de graça para os guatemaltecos, surge no horizonte um sinal de alegria com a assinatura de acordos que porão fim à sua recente história de guerra e de violência" .

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A corrupção mata a saúde ou 82% do povo acha o governo corrupto

A corrupção é um mal assassino. Muitas pessoas morrem por falta de assistência médica adequada (ONU). Muitas mortes maternas poderiam ser evitadas se não houvessem falhas.

61% do povo atribuiu a classificação de ruim e péssimo para o sistema de saúde brasileiro.

A notícia da pesquisa sobre o SUS, do G1, mostra essa face sombria da corrupção, que é percebida pelo povo. 

Na mesma pesquisa, ao ser perguntado se deveria ser criado novo imposto para financiar a saúde, 82% do povo negou essa alternativa ao governo e disse que o dinheiro tem que sair da eliminação da corrupção.

A Fiesp apontou, para o ano de 2008, um valor de até 61 bilhões de reais foi desviado dos cofres dos governos, dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros. A seguir a matéria.

Serviço público de saúde é ruim ou péssimo para 61%, diz pesquisaPesquisa Ibope contratada pela CNI ouviu 2.002 pessoas em 141 cidades. Dez por cento consideram a qualidade dos serviços ótima ou boa.
12/01/2012 11h29 - Atualizado em 12/01/2012 12h40Sandro Lima - Do G1, em Brasília
O serviço público de saúde é ruim ou péssimo para 61% dos brasileiros, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que encomendou o levantamento.
De acordo com a pesquisa, 10% da população considera a qualidade dos serviços de saúde pública "ótima" ou "boa". O G1 procurou o Ministério da Saúde para saber qual é a avaliação do governo sobre os resultados da pesquisa. saiba maisA demora no atendimento foi considerado o principal problema do sistema público de saúde por 55% dos entrevistados.
Para 57%, de acordo com a pesquisa, a principal medida para melhorar o atendimento na rede pública seria a contratação de mais médicos.
Intitulada "Retratos da Sociedade Brasileira: Saúde Pública", a pesquisa informa que 85% dos entrevistados não perceberam avanços no sistema público de saúde nos últimos três anos.
Os pesquisadores ouviram 2.002 pessoas em 141 municípios, entre os dias 16 e 20 de setembro de 2011. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Planos de saúde
Em relação ao acesso aos serviços de saúde, 68% dos brasileiros têm a rede pública como único ou principal meio, segundo a pesquisa, que apontou que 24% têm plano de saúde ou convênio.
Segundo o levantamento, 96% já utilizaram algum serviço em hospitais públicos ou privados.
Os hospitais públicos receberam nota média geral de 5,7 e os hospitais privados de 8,1, em uma escala de 0 a 10, informou a pesquisa.
Os profissionais dos hospitais públicos obtiveram nota média geral de 6,3. Os profissionais dos hospitais privados receberam nota 8,2, também em uma escala de 0 a 10.
Municípios
Quando os entrevistados foram questionados sobre o sistema de saúde na cidade onde residem, 54% consideraram péssima ou ruim a qualidade dos serviços e 19% consideraram ótima ou boa.
A melhor avaliação do sistema público de saúde da cidade do entrevistado é na região Sul. Para 30% dos residentes nessa região, a qualidade do sistema de sua cidade é considerada “ótima” ou “boa”. No Sudeste, 19% consideram o serviço “ótimo” ou “bom”, e nas regiões Norte e Centro-Oeste, 14%.
A pior avaliação é na região Nordeste, onde 62% dos residentes consideram a qualidade do sistema público de saúde de sua cidade “ruim” ou “péssima”.
Imposto para a saúde
Apesar de 95% dos entrevistados reconhecerem a importância e a necessidade de se destinar mais recursos para a saúde, somente 4% dos entrevistados disseram acreditar que é necessário aumentar impostos para se obter mais recursos para o setor.
Para 82% dos entrevistados, o governo pode conseguir recursos adicionais para a saúde se acabar com a corrupção.
Prevenção
A pesquisa aponta ainda que 71% concordam, total ou parcialmente, que as políticas preventivas são mais importantes que a construção de hospitais para melhorar a saúde.
O programa de campanhas de vacinação é o melhor avaliado pela população, com nota média de 8,8 em uma escala de 0 a 10. O programa Farmácia Popular recebeu nota 7,4 e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), 7,2.
Medicamentos
Sobre medicamentos, 82% dos entrevistados concordam, total ou parcialmente, que o medicamento genérico é tão bom quanto o de marca.
E 84% concordam, total ou parcialmente, que a venda de remédios só deve ser permitida com a apresentação e retenção de receita médica.
Trabalho
A pesquisa mostra que um em cada três trabalhadores perdeu pelo menos um dia de trabalho nos últimos 12 meses por motivos relacionados à saúde e 7% dos trabalhadores perderam pelo menos um dia de trabalho nos últimos 12 meses por motivos relacionados a acidentes de trabalho.
Fonte: Globo
CNIIbope

CAOS: grávidas espalhadas pelos corredores

CAOS. Sem leitos, pacientes ficam espalhadas pelos corredores de maternidade pública


Santa Mônica superlota de novo

Por: JAMYLLE BEZERRA - REPÓRTER

O caos se instalou mais uma vez na Maternidade Escola Santa Mônica, que estava superlotada na manhã de ontem, com pacientes espalhadas pelo chão dos corredores. O diretor-geral da maternidade, Telmo Henrique, convocou a imprensa para denunciar a situação, agravada, segundo ele, com a suspensão dos atendimentos a novas gestantes na Maternidade Nossa Senhora da Guia.

“Nesse momento estamos com dificuldade porque não temos nem mais uma cadeira para colocar pacientes. Estamos recebendo todas as pacientes que chegam aqui, inclusive as de baixo risco, que deveriam ser atendidas em outras unidades”, falou o diretor-geral da Santa Mônica.

Ele destaca que a situação começou a se agravar com o fechamento da Maternidade Paulo Neto, ocorrido no fim do ano passado. Essa semana, no entanto, o Hospital Nossa Senhora da Guia também teria deixado de receber novas pacientes, o que contribuiu para piorar ainda mais a situação.

Fonte: Gazeta de Alagoas

Nossa Senhora das Mercês ou Mercedes - Padroeira do Peru


Nossa Senhora das Mercês ou Mercedes - Padroeira do Peru
Liturgia: 24 de setembro


A devoção da Virgem das Mercedes no Peru se remonta aos tempos da fundação de Lima.   Os Mercedários não somente evangelizavam a região mas também foram gestores do desenvolvimento da cidade ao edificar templos que hoje se conservam como valiosos patrimônios históricos, culturais e religiosos.
Os freis chegaram com sua celestial Patrona, a Virgem das Mercedes, devoção Mariana do século XIII. Por volta do ano 1218.    Conta-se que os Padres Mercedários, que chegaram ao Peru junto com os conquistadores,  haviam edificado sua primeira igreja primitiva conventual desde 1540, templo de serviu como primeira paróquia de Lima até a construção da Igreja Maior em 1540.
 

Considerada no início padroeira oficial das Forças Armadas, Nossa Senhora das Mercês é cultuada no Peru desde o século XVI. Era invoca da como padroeira especial de Lima, a capital do país, mas logo seus colonizadores a proclamaram padroeira de toda a nação peruana.  Essa devoção foi trazida à América, em especial ao Peru, pelos padres mercedários, cuja ordem foi fundada por São Pedro Nolasco, aconselhado por Nossa Senhora, para resgatar os cativos infiéis.

Conta a história dessa ordem que, por volta de 1218, época em que os cristãos da península ibérica eram escravizados pelos mouros, a ponto de perderem sua fé e sua inocência, Nossa Senhora apareceu em sonho a três homens: Pedro, militar francês de origem fidalga, que veio a ser São Pedro Nolasco; Raimundo, um dos mais notáveis teólogos de sua época, mais tarde São Raimundo Peñaforte; e Jaime, piedoso rei de Aragão, convidando-os a fundar uma ordem religiosa com a missão de trazer os cristãos cativos de volta para a fé. Quando descobriram que os três tiveram a mesma visão, não duvidaram de que esta era a vontade de Deus, e resolveram fundar a Ordem que recebeu o nome de Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês para o Resgate dos Cativos.

Em sua iconografia Nossa Senhora das Mercês aparece em geral semelhante à Virgem do Carmo, pois segura uma espécie de insígnia com o brasão dos mercedários. Outras vezes aparece abrigando sob seu manto dois escravos ajoelhados, sendo que um deles tem algemas e grilhões nos braços. O que a identifica é principalmente sua vestimenta, uma túnica presa à cintura e sobre ela um escapulário com as armas da Ordem.

Foi proclamada em 1730 “Patrona dos Campos do Peru” e “Patrona das Armas da República” em 1823. Al cumprir-se o primeiro centenário da independência da nação, a imagem foi solenemente coroada e recebeu o título de “Gran Mariscala do Peru”. O dia 24 de setembro de 1921, solenidade de Nossa Senhora das Mercedes, desde então declarada festa nacional, quando o exército lhe rende honras. A imagem é portadora de numerosas condecorações ortogadas pela república, seus governantes e instituições nacionais. Em 1790 recebeu as chaves da cidade de Lima, em 1971 o presidente da república lhe condecorou com a Gran Cruz do Mérito Naval, gestos que demonstram o carinho e a devoção do país.

Fontes: diversas

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Padres pedófilos: "A Igreja vos condena sem apelo"

Bento XVI
A ira do Papa contra os padres pedófilos. "A Igreja vos condena sem apelo"

“Carta pastoral aos fiéis irlandeses para o tempo de Quaresma”. Salvo surpresas de última hora, será este o título da carta escrita por Bento XVI à Igreja da Irlanda abalada pelo escândalo dos padres pedófilos. Sacerdotes que – escreve Ratzinger – com a sua “conduta” traíram “o mandato evangélico” abalaram profundamente a vida de tantos jovens vítimas. Por isso “são merecedores” de uma “condenação sem apelo” por parte da Igreja e da justiça civil depois de serem devidamente julgados.

A reportagem é de Orazio La Rocca e publicada pelo jornal La Repubblica, 20-03-2010.

O Papa assinou a carta, ontem, na festividade de S. José, “custódio da Sagrada Família e padroeiro da Igreja universal”, como o próprio pontífice afirmara na audiência geral da última quarta-feira, ao anunciar a publicação da carta com a clara intenção de sublinhar a não causalidade do dia escolhido para assinar o documento, que vem sendo considerado o que causou mais sofrimento durante o seu pontificado.

Um texto no qual o Pontífice exprime todo o seu “desprezo” por tudo o que aconteceu nos últimos anos na Irlanda, onde – segundo duas investigações do governo – na diocese de Dublin quarenta meninos e meninas sofreram violências sexuais por parte de sacerdotes e religiosos. 

A carta – 11 páginas, traduzidas em várias línguas, inclusive o alemão – será distribuída nesta manhã, às 11h (horário de Roma) pela Sala de Imprensa da Santa Sé onde o diretor papal, padre Federico Lombardi, dará um breve briefing para responder às perguntas dos jornalistas.

Pelo que transpirou no dia de ontem no Vaticano, o Pontífice sintetiza no texto o que já disse sobre o dramático tema da violência sexual contra menores na Igreja católica durante as recentes viagens aos EUA e Austrália, e no decorrer das audiências concedidas no dia 11 de dezembro de 2009 e no dia 16 de fevereiro de 2010 aos bispos irlandeses. “Os abusos sexuais de menores – escreve Ratzinger – são um sinal contrário ao Evangelho da vida”, geram “dor na Igreja” e provocam “danos indescritíveis às vítimas e à comunidade...” E ainda: os abusos sexuais de menores “por parte de alguns sacerdotes geram vergonha” pois são atos de “grave traição da confiança”. As vítimas, para o Papa, nunca “esquecerão”. Quem sofreu violência deve receber “compaixão e cura”, enquanto os responsáveis de atos tão “abomináveis” devem ser “levados à justiça” para “serem condenados de modo inequívoco”.

As “feridas” provocadas por “tais atos” – escreve o Papa – “são profundas e é urgente restabelecer a confiança e a verdade do que aconteceu no passado para evitar que semelhantes danos se repitam no futuro”.

Aos católicos irlandeses – mas o apelo é estendido também aos países onde se deram casos semelhantes como EUA, Alemanha, Holanda, Áustria – Bento XVI recorda, contudo, que “o grande empenho da maioria dos sacerdotes e religiosos da Irlanda não deve ser obscurecido pelas transgressões e pelas traições de alguns dos seus co-irmãos...”.

Por último, Ratzinger pede à Igreja um compromisso maior na “defesa das crianças” e aos sacerdotes que se esforcem mais ainda “na oração e na santificação seguindo o caminho apontado por Jesus”.
Fonte: Unisinos

Nazistas foram os primeiros a usar casos de padres pedófilos para atacar a Igreja Católica inteira

As pessoas, os políticos, os partidos, os comunistas, socialistas e outros que pretendem liberar o aborto no Brasil e no mundo usam os mesmos métodos e a mesma linguagem usada por Hitler, para atacar a Igreja Católica e justificar assassinatos das crianças nos úteros de suas mães. 


Atacam a Igreja Católica, atacam os crimes de alguns religiosos para desviar a atenção do povo dos assassinatos em massa que cometem. Hitler assassinou milhões de pessoas nos fornos de Auchvitz. Os abortistas assassinam milhares de crianças nos hospitais e clínicas médicas do Brasil e do mundo. 

Nazistas foram os primeiros a tirar vantagem de casos de padres pedófilos para atacar a Igreja Católica inteira
Matthew Cullinan Hoffman
ROMA, 22 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família


 "Há casos de abuso sexual que estão vindo à luz todos os dias contra um grande número do clero católico. Infelizmente, não estamos talvez falando tanto de casos individuais, mas em vez disso de uma crise moral coletiva que a história da humanidade jamais conheceu num nível tão aterrador e preocupante. Numerosos padres e religiosos confessaram ter cometido o crime. Não há dúvida de que milhares de casos que vieram a ser conhecidos para as autoridades representam só uma pequena fração do verdadeiro número, pois a hierarquia tem acobertado e escondido muitos abusadores".
Embora a citação acima pudesse ter aparecido em qualquer dos muitos editoriais das semanas recentes, a declaração foi feita pelo próprio chefe de propaganda nazista, Josef Goebbels, em 1937, de acordo com o jornalista italiano Massimo Introvigne.
Num artigo publicado recentemente para Avvenire, o jornal da conferência dos bispos católicos da Itália, Introvigne diz que Goebbels lançou uma feroz campanha difamatória contra a Igreja Católica, depois que a Igreja Católica condenou o regime nazista naquele mesmo ano, tentando convencer o público de que o sacerdócio católico estava cheio de abusadores sexuais de crianças.
Introvigne diz que a campanha de Goebbels seguiu o mesmo padrão visto em recentes ataques da mídia contra a Igreja. Embora tenha sido baseado em pouquíssimos exemplos reais que haviam vindo à luz em 1936, e bem menos do que o número de casos atualmente sendo discutidos em grande parte das décadas de 1960 e 1970, a mídia exagerou sua extensão e tentou revivê-los depois que já haviam sido resolvidos, numa tentativa de desacreditar os católicos.
“Os casos, que eram poucos, mas reais, produziram uma reação muito forte do episcopado”, escreve Introvigne. “Em 2 de junho de 1936, o Bispo de Münster — o Bendito Clemens August von Galen (1878-1946), que era a alma da resistência católica ao nazismo, e que foi beatificado em 2005 por Bento 16 — ordenou a leitura de uma declaração em todas as missas de domingo em que ele expressava ‘dor e tristeza’ por esses ‘crimes abomináveis’ que ‘cobrem nossa Santa Igreja de ignomínia’”.
O episcopado logo depois publicou uma condenação dos perpetradores, e implementou o que Introvigne chamou de “medidas severas” para impedir futuros crimes. Os bispos em particular apontavam para o fato de que a Juventude Hitlerista e as escolas tiveram um problema maior com o abuso sexual de crianças.
Contudo, em março de 1937, o crescente conflito dos nazistas com a Igreja Católica chegou a um ponto crítico, com a publicação da carta papal “Mit Brennender Sorge” (With Burning Concern), que foi contrabandeada para o Reich e lida do púlpito de todas as paróquias católicas. Nela, o Papa Pio XI condenou a conduta e a filosofia dos nazistas em termos inequívocos, e defendeu a herança judaica da Igreja contra os ataques de Hitler.
Goebbels respondeu revivendo as acusações de abuso sexual contra padres católicos, e criou novas acusações, de acordo com Introvigne, que escreve que “foi a encíclica antinazista de Pio XI que levou à grande campanha de 1937. [O padre jesuíta alemão] Mariaux provou-o publicando instruções minuciosamente detalhadas enviadas por Goebbels para a Gestapo, a polícia política do Terceiro Reich, e acima de tudo para jornalistas, apenas alguns dias depois da publicação de Mit Brennender Sorge, convidando-os a ‘reabrir’ os casos de 1936 e também casos mais antigos, constantemente levando-os à atenção do público”.
“Goebbels também ordenou que a Gestapo achasse testemunhas dispostas a acusar certo número de padres, ameaçando-os de prisão imediata se não colaborassem, ainda que fossem crianças”, acrescenta ele.
Contudo, Introvigne escreve que o Pe. Mariaux publicou os documentos confidenciais que ele havia descoberto numa obra de dois volumes em espanhol e inglês, que detalhava o ataque dos nazistas contra a Igreja Católica, assim desacreditando-a.
“Graças à coragem de Canaris e seus amigos, e à persistência do detetive jesuíta Mariaux, a verdade já era pública durante a guerra”, comenta Introvigne.
“A maldade da campanha de Goebbels despertou mais indignação do que a eventual culpa de alguns religiosos. O pai de todos os pânicos morais na área de padres pedófilos saiu do controle nas mãos dos propagandistas nazistas que tentaram organizá-la”.
Links relacionados:
Goebbels and the pedophile priests operation (English version)
http://www.cesnur.org/2010/mi-goebbels_en.html
Goebbels e l'operazione preti pedofili (Italian version)
http://www.cesnur.org/2010/mi-goebbels.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês:http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10042304.html