sexta-feira, 11 de maio de 2012

Religiosos fundamentalistas com fundamentos ou ditadura gay sem fundamentos?

Quando fomos entrevistados pelo jornal "Valor Econômico", a repórter afirmou que estávamos escrevendo um artigo com o título "A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo os nossos filhos".
Um senhor, com nome de Júlio Marinho, escreveu um artigo publicado no blog "nossostons", que se diz de "notícias e artigos relacionados ao universo lgbt (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), nos agredindo com palavra de baixo calão, cujo texto está transcrito no final. Na época, não estávamos escrevendo. Agora, diante dessa agressão gratuita a nós, aos sacerdotes e aos religiosos, somos obrigados a escrever sobre a ideologia homossexual. 

Retornando à matéria do jornal "Valor Econômico", fomos pesquisar na Internet para saber se alguém teria dito ou escrito algo parecido com o título do suposto artigo que estaríamos escrevendo.

Descobrimos que um líder dos gays, de nome Luis Mott, concedeu uma entrevista ao Jô Soares, onde , no final da entrevista, convocou os heterossexuais a terem filhos para serem transformados em novos gays e novas lésbicas, usando uma frase que demonstra aquele objetivo de "não poupar ninguém, nem mesmo os nossos filhos". Disse ele, ao vivo e com todas as letras:

   "Nós precisamos de vocês heterossexuais, amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais, novos gays, novas lésbicas." (Vídeo aqui)

É interessante observar que, na entrevista,  ele afirma que o sexo é cultural. Ou seja, a pessoa humana não nasce homem ou mulher. A pessoa nasceria uma "coisa sem sexo" e depois escolheria o seu sexo. A medicina precisaria mudar a genética e os obstetras informariam o  nascimento de uma "coisa sem sexo" para o cartório de registro de nascimentos, já que a escolha cultural do sexo caberá à "coisa" que nasceu, quando ela crescer. É uma tese absurda, sem fundamentos biológicos, jurídicos, religiosos, ou qualquer outro. 

A Dra. Alice Teixeira, geneticista e livre docente da Escola Paulista de Medicina, comentando post sobre o aborto escrito por nós, afirmou que é "evidência científica demonstrada até hoje que na fecundação do óvulo pelo espermatozoide surge uma nova vida com um genoma específico, irreproduzível, diferente do pai e da mãe" (AQUI), Portanto, pai e mãe produzem outro ser humano que pode ter o sexo masculino ou feminino. Nunca uma "coisa" que irá escolher seu sexo no futuro. 

Os ativistas homossexuais atacam a Igreja Católica, os bispos e os padres, por ser um método fácil de chamar a atenção. Quando um sacerdote comete um deslize, ou se envolve em atos reprovados pela Igreja e pelo Evangelho, ficam felizes. A Igreja Católica é a única instituição no mundo que tem mais de 2000 anos e está internacionalmente organizada. Para chamar a atenção da imprensa, basta mirar na Igreja, que uma parte dela, atrelada à ideologia homossexual e ao aborto, coloca uma manchete na primeira página. Mas, temos certeza que a maioria dos homossexuais não pactua com os métodos utilizados por esses ativistas homossexuais para atacar a Igreja, seus integrantes e os cristãos.  

Grande parte da população, até mesmo a católica, talvez não conheça o posicionamento da Igreja sobre o homossexualismo. Vamos tentar esclarecer. O Catecismo da Igreja Católica, nos números 2257, 2258 e 2259, diz o seguinte: 

CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE
"
A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada.
Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.
Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação.
Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta.
Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade.
Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã."

O Catecismo é claro: "devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta." Mas, como previsto nos Mandamentos e no Catecismo, "as pessoas homossexuais são chamadas à castidade."

Jesus nos disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." E nos convidou a segui-lo, obedecendo e respeitando o Evangelho. Portanto, procurando "pela oração e pela graça sacramental, se aproximar resolutamente da perfeição cristã." 

O matrimônio tem a finalidade de unir um homem e uma mulher com o objetivo de gerar novas vidas, como anotado no Código Canônico, cânon 1055: "O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, entre batizados, foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento." 

O matrimônio, entre homem e mulher, tem a função de gerar vidas. O homossexualismo não gera nenhuma vida. Ao contrário, ceifa muitas vidas, por doenças, por assassinatos ocorridos entre os membros de seus grupos, ou atingidos por maníacos, e até por suicídios. 
Esses ativistas homossexuais que nos atacam, não tendo como justificar os seus pecados e sua lascívia, tentam atingir a Igreja Católica, qualificando-a de "fundamentalista". Fundamento significa base, alicerce. A Igreja Católica tem por fundamento a lei natural: um homem nasce com o sexo masculino e uma mulher com o feminino. Homem e mulher, unidos em matrimônio, geram filhos e filhas. Os atos homossexuais são contrários à lei natural e não produzem vidas, "Fecham o ato sexual ao dom da vida."

As mentiras do Relatório Kinsey, os métodos do "Rei do aborto" Bernard Nathanson  e a escolha cultural do sexo, conforme Luiz Mott,  são os "fundamentos" da ideologia gay. Esses ativistas gays não têm fundamentos válidos para convencer as pessoas sobre sua ideologia. Mas querem impor essa ideologia homossexual, à força, mediante ofensas e agressões, como as ocorridas no post abaixo, na parada gay (com os Santos católicos) e em tantas outras ocasiões e que continuarão acontecendo.  

O PL 122 tem o objetivo de amordaçar e de impor uma ditadura gay, transformando em criminosa qualquer pessoa que criticar essa ideologia. Esses ativistas gays,  que nos atacam, querem impor uma ditadura gay aos cristãos e ao povo brasileiro, que não aceitaremos.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos
Jornalista MTb 123
www.domluizbergonzini.com.br


25 Fevereiro 2012

Ministra sofre ataques de fundamentalistas religiosos
Eleonora Menicucci, 67 anos, Empossada no dia 10 de Fevereiro como secretária de Políticas para
Mulheres, cargo com status de ministério, é abertamente favorável ao aborto e aos direitos civis
 dos cidadãos LGBTs, o que tem provocado a ira dos fundamentalistas cristãos. A Ministra tem
sido violentamente atacada pelos fanáticos religiosos, que como sempre, não aceitam pessoas
que não sigam suas cartilhas. 

Um dos que que atacaram Eleonora foi dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de
 Guarulhos, para ele "a nova ministra, segundo a imprensa, já fez dois abortos. Se realmente fez,
matou dois seres humanos. Uma mulher que mata dois inocentes é uma pessoa insensível, que
usará de todos os meios para obter sucesso na defesa do aborto", declarou.

Eleonora é amiga íntima da presidente Dilma Rousseff, que, segundo Bergonzini, em outros
momentos, também se mostrou favorável ao aborto. O bispo teme que essa proximidade de ideias
venha a gerar nova discussão sobre o tema.

"Sabíamos que Dilma era a favor do aborto. Nas eleições, para ganhar os votos dos cristãos,
ela declarou que nada faria para modificar a legislação do aborto.  Mas ela não disse nada sobre
fazer a modificação das leis do aborto por terceiras pessoas. Usando, por exemplo,  os deputados de
seu partido e da base aliada. Haverá, sim, uma longa batalha sobre o aborto e nós estamos preparados para ela", analisou Bergonzini.

Outro que atacou covardemente a Ministra foi o nosso já conhecido deputado Eduardo Cunha
 (PMDB-RJ). O deputado chamou Eleonora de "sodoministra" no Twitter. "A nomeação da
abortista [para o cargo de] sodoministra foi um desastre para a imagem do governo. Lamentável
mesmo!" [...] "Quando a gente lê várias declarações dessa nova ministra, ela está no lugar e na
época errada, devia estar em Sodoma e Gomorra." Declarou Eduardo Cunha.

A ministra Eleonora Menicucci é graduada em ciências sociais pela Universidade Federal de Minas
Gerais, é professora titular da UNIFESP de "Saúde Coletiva", com ênfase na mulher e é filiada
ao PT. "Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que
 nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece", disse Eleonora a
Folha de São Paulo. Já para a revista TPM, publicada antes de ser empossada, a nova Ministra
 declarou que, "me relaciono com homens e mulheres e tenho muito orgulho de minha filha, que
é gay, e teve uma filha por inseminação artificial".

Eleonora, que é exguerrilheira, ficou presa de 1971 a 1973. "Naquela época, era prioritariamente
a luta contra a ditadura. O feminismo veio depois, já na prisão". Na época da prisão a atual
Ministra militava no POC (Partido Operário Comunista). Ela contou que a filha Maria, que
tinha 1 anos e dez meses, foi torturada na sua frente nas dependências da OBAN (Operação
Bandeirantes), em São Paulo. Depois disso Eleonora ficou 52 dias sem ter notícias do bebê.
"As torturas, minha e de minha filha, me mostraram a olho nu a crua e nua dimensão do terror
instalado no nosso país e paradoxalmente a nossa impotência diante dele. Ali me transformei
 em feminista." Declarou a revista científica "Labrys", em 2009.

A coragem e determinação da Ministra ficam evidentes após a seguinte declaração: "imagine se

vou ter medo de defender as minhas ideias depois de ter passado pelas mãos dos militares."

É sempre assim, toda vez que alguém, corajosamente, vai de encontro aos mandamentos e crenças
 arcaicas dos fundamentalistas religiosos, é violenta e covardemente atacado. A má notícia é que,
 esses fanáticos de merda continuam infestando o meio político nacional. A boa, é que mais e mais
 pessoas, como Eleonora Menicucci, tem tido a coragem de enfrentá-los. 

Júlio Marinho às 07:00

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