terça-feira, 15 de maio de 2012

Princesa Isabel e a ação da Igreja Católica pelo fim da escravidão

A Revista de História da Biblioteca Nacional, do mês de maio de 2012, ano 7, número 80, traz um dossiê a sobre a vida da Princesa Isabel, a Redentora, sob vários aspectos.  


Destaque especial merece trecho do artigo de Robert Daibert Júnior, denominado Entre o trono e o altar, no qual se refere ao catolicismo da Princesa Isabel e à ação da Igreja Católica, na  página 24, para o fim da escravidão no Brasil, que vai a seguir. 


"No Brasil, a princesa abraçou com Fervor religioso ainda maior a causa da abolição. Acolheu e alimentou escravos fugitivos em seu palácio. Fomentou campanhas e e criou livros de outo para a subscrição de doações, com o objetivo de angariar fundos para a compra de alforrias. SSua motivação cresceu a partir de 1887, quando o episcopado brasileiro, afinado com as orientações papais, promoveu intensa campanha abolicionista. Por meio de cartas pastorais, os bispos convocaram os católicos do país a promover a libertação de escravos em honra ao jubileu sacerdotal do papa. Como católica fiel às orientações papais, a regente atendeu às suas súplicas. Assim, após uma queda de braço que envolveu a demissão do Gabinete Cotegipe, a Lei Áurea foi assinada em 1888. Dias depois, ainda como princesa regente, ajudou a organizar uma gigantesca missa campal em agradecimento pelo fim da escravidão. Sem o apoio dos fazendeiros escravistas, a monarquia parecia ameaçada. Isabel confessou mais tarde saber dos riscos que corria. "Fui alertada de que o ato não era político. Mas (...) a agitação entre os escravos era crescente. Leão XIII me pressionava e como poderia eu, batizada e livre, suportar que meus irmãos em Jesus Cristo continuassem escravos, enquanto podiam contar apenas comigo para libertá-los?"...A liberdade deveria ser uma doação e uma bênção. Como "redentora dos cativos", a princesa via-se agora cumprindo o papel de governante católica com o qual se identificava desde a infância. Meses depois da Lei Áurea, em setembro de 1888, a princesa recebeu a Rosa de Ouro, uma condecoração oferecida apenas a chefes de Estado em reconhecimento por sua fidelidade à Santa Sé. Por carta, o papa Leão XIII não só lhe agradecia como interpretava a assinatura da lei como sinal de sua "Filha muito amada" às orientações da Sé Apostólica.  
Essa ação da Igreja Católica, através do Papa Leão XIII e dos Bispos do Brasil  é pouco divulgada.  Os estudantes não são informados da influência da religião católica no fim da escravatura no Brasil.  Por isso, é preciso trazer a lume a verdade da História do Brasil. 

Um comentário:

Thais disse...

Uma ótima resposta aos que acusam nossa Igreja de apoiar a escravidão!