quinta-feira, 19 de abril de 2012

PT é o nome da corrupção


Irapuan Costa Junior
Marxista, PT de Lula e Dilma vê conduta normal na amoralidade
padom.com.br
O presidente Lula da Silva repete o filósofo alemão Karl Marx: a moral só é válida quando favorável aos seus grupos políticos
Sempre me escandalizou a desfaçatez com que os petistas encaram suas ações ilegais e imorais, praticadas todos os dias, sem que ninguém sequer se ruborize. Desde garoto, submetido a uma educação familiar muito rígida, aprendi a me envergonhar de meus erros voluntários ou involuntários, e me penitenciar deles, tanto mais quanto mais a idade me avança. Assim eram — e são, os que estão vivos — os de minha geração. Então, me intriga a desfaçatez de um José Dirceu, carimbado pelo Supremo Tribunal Federal como chefe de quadrilha, conhecido por todo o país pela roubalheira e compra de votos de congressistas, cassado seu mandato de deputado por falta de decoro, que não se acanha, não se envergonha, desfruta do poder como antes e até escreve para jornais.

Outro tanto poder-se-ia dizer de João Paulo Cunha, Delúbio Soares, Luiz Eduardo Greenhalgh e muitos outros. Inclusive Dilma Rousseff, com sua grosseira falsificação de currículos, com a mentira de que não se encontrou com Lina Vieira e outras ações pouco recomendáveis para senhoras de fino trato, principalmente as que aspiram a Presidência da República. Pior que tudo, o presidente da República desce de seu cargo para se transformar em animador dos comícios de sua candidata, postura que não abandona mesmo repetidas vezes multado por infringência da lei. A lei não lhe diz nada. Ou ele não a ouve. Sem falar no seu alheamento quando confrontado com as malfeitorias dos que mais lhe são próximos, ao repetir que não sabia. Mas tudo no mundo se explica.

Essa amoralidade dos “socialistas”, como gostam hoje de serem nomeados os comunistas, stalinistas, marxistas ou qualquer outro nome que se lhes dê, que eles manejam com a naturalidade com que uma criança chupa um picolé, faz parte do credo. Vai além da máxima cínica de Lenin: “Os fins justificam os meios”. No seu ensaio “What Marx Really Said”, o historiador britânico H. B. Acton mata a charada: Marx e Engels conceberam uma doutrina amoral desde o berço. Para eles, não existe nenhuma regra moral universal ou imutável. Nem mesmo o “Não matarás!” Códigos de conduta moral, no seu entender, são apenas “modismos”, regras que mudam conforme a época e as “classes dominantes”. Isto mesmo, regra moral de conduta é invenção da “zelite”, usada como instrumento de dominação. Ambiguidade, como se vê, pois a dupla Marx-Engels via uma conduta moral detestável nos capitalistas, quaisquer que fossem eles. Mas, e isso explica muita coisa, um indivíduo que assalta, mata ou sequestra, num país democrático, é apenas um injustiçado social, que precisa de atenção e orientação, pois é uma vítima do capitalismo.

Num país comunista, esse mesmo assaltante ou assassino seria, pelos mesmos crimes, encarcerado, talvez morto, pois nesse caso não há justificativa para esses horrendos atos. Não vive o sr. assaltante e assassino num paraíso comunista, onde todos são iguais, felizes, e não há injustiças? Isso explica a cabeça torta de um Tarso Genro quando prende e entrega à cadeia dois atletas cubanos honestos e quer soltar um assassino julgado e condenado por quatro crimes de morte. Isso explica a indiferença de Lula com toda a lambança feita em seu governo pelos “companheiros”, aloprados ou não. Como todo partido de base marxista, o PT vê uma conduta normal na amoralidade, uma naturalidade no desrespeito à lei, desde que em benefício dos objetivos ideológicos os partidários.

Nenhum comentário: