quarta-feira, 14 de março de 2012

Aborto e ideologia de gênero - Dom Aldo Pagotto

Dom Aldo Pagotto
A ONU celebra acordos com países emergentes da América Latina, favorecendo projetos para o desenvolvimento. Tais projetos comportam clausulas pelo controle demográfico. Os programas da ONU são controlados através de organismos financiados pelo Banco Mundial e pela União Europeia. Fundos destinados para o desenvolvimento dos países emergentes comportam em cláusulas vinculantes pró-controle da natalidade e também da eutanásia. A meta mercantilista visa à diminuição do número de comensais. Daí o patrocínio às Ong’s, incumbidas de disseminar a ideologia contrária à vida.

A lógica perversa diz que não há lugar para muita gente viver bem no planeta. Não há trabalho para todos. Novos nascimentos ameaçam as benesses dos povos ricos. Crianças indesejadas devem morrer antes de nascer. Idosos não são produtivos, portanto, sejam eliminados. O aborto é apenas uma entre outras ideologias de controle demográfico. Grupos de pressão insistem na legalização do aborto provocado, em nome dos direitos da mulher ao próprio corpo, independentemente da vida do nascituro, feto ou embrião. A mulher livre opta pela “interrupção da gravidez”.

A ONU criou também a Agência de Gênero cuja finalidade é infiltrar no nosso sistema educacional a ideologia de gênero. Nega-se o sexo masculino e feminino como fator determinante da pessoa. Sexo seria um aspecto biológico que não mais determina o ser. Gênero é a construção social ou cultural do sexo que cada um opta por sua conta, livre de condicionamento biológico. Ora, se a essência biológica não determina mais o gênero, cada qual construa o seu gênero como bem entender e mude quantas vezes quiser. Trata-se de uma ideologia perversa para descontruir a família! Não há necessidade de matrimônio estável, nem de família. Qualquer união entre sexos é neutra se não existe mais diferença biológica entre homem e mulher.

A ONU revela seu instinto totalitário pelo viés da antropologia materialista. Impõe-se a globalização do igualitarismo antinatural e com isso, a morte da família. A veiculação da ideologia de gênero significa o relativismo radical visando à destruição do instituto familiar. O aborto considerado como livre escolha e a ideologia de gênero como opção lesam gravemente as orientações dos mandamentos da Lei de Deus. 


Isso não pode ser aceito. Está em jogo o sólido fortalecimento da instituição familiar como fundamento básico da sociedade, ou a sua morte. Cabe-nos, como humanistas e cristãos, esclarecer os desavisados. Demos testemunho de amor e fidelidade ao Evangelho de Jesus, defendendo a vida e a família, formadora na fé e no trabalho. Promovamos o desenvolvimento integral, espiritual e temporal da sociedade fraterna e solidária.
Dom Aldo Pagotto
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

Um comentário:

Unknown disse...

Obrigada por publicar tão importante artigo.

"Nega-se o sexo masculino e feminino como fator determinante da pessoa."

Eis o centro da desorientação sexual dos nossos dias ao colocar como opção algo que é imutável: ou somos homens ou somos mulheres. Que cada um acolha o dom da masculinidade ou feminilidade dependendo do seu sexo está o início da solução de muitas feridas.

Que Deus continue iluminando os senhores Bispos.

Em Cristo, nossa Luz

Julie Maria
www.modaemodestia.com.br