sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Espanha afasta ideologia da educação


Espanha: Educação para a Cidadania será substituída
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A polêmica matéria será trocada por Educação Cívica e Constitucional
MADRI, quarta-feira, 1º de fevereiro de 2012 (ZENIT.org) - O ministro da Educação da Espanha, José Ignacio Wert, anunciou nesta terça-feira (31 de janeiro) que pretende substituir a disciplina Educação para a Cidadania e para os Direitos Humanos (EPC) pela nova Educação Cívica e Constitucional, o que deixaria a matéria "livre de questões controversas e de doutrinamento ideológico".


"A Educação para a Cidadania foi acompanhada desde o nascimento pela polêmica. Ela criou uma séria divisão na sociedade e no mundo educativo", disse o ministro, em sua primeira manifestação na Comissão de Educação e Desporto do Congresso dos Deputados da Espanha.


Para Wert, a matéria aprovada pelo governo anterior "ia além do que deveria corresponder a uma verdadeira formação cívica, de acordo com as diretrizes do Conselho da Europa". O titular de Educação propõe uma nova disciplina que proporcione aos alunos o conhecimento da Constituição Espanhola "como norma suprema que rege a nossa convivência, a compreensão dos seus valores, das regras do jogo numa sociedade democrática e pluralista, assim como a história da União Europeia, da qual a Espanha faz parte".


Segundo o ministro, esta matéria é relevante porque tem como objetivo a formação de cidadãos "livres e responsáveis, com capacidade de ser sujeitos ativos. Esta Educação Cívica e Constitucional servirá para esse fim, e para nenhum outro", enfatizou.


A Educação para a Cidadania foi polêmica desde a sua inclusão nos programas de estudo, acusada por muitos pais de ser um veículo de doutrinação ideológica, particularmente em temas conflitantes com os princípios da moral católica. Muitos pais de alunos se declararam objetores de consciência e apresentaram recursos contra a obrigatoriedade de cursar a matéria, apoiados por diversas associações, como a dos Profissionais pela Ética.
Jaime Urcelay, presidente desta associação, mostrou satisfação com o anúncio da substituição. “É uma alegria que compensa muitos anos de esforço e de luta pela liberdade diante do doutrinamento educativo imposto pelo governo de turno. Foram muitos anos de objeções (com 55.000 objeções apresentadas), de sofrimento e de processos judiciais (cerca de três mil na Espanha e quatrocentos em Estrasburgo, na Corte Europeia)”, declara Urcelay.

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