quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

EUA: ESTUPRO E VIOLÊNCIA SEXUAL É EPIDEMIA CONTRA HOMENS E MULHERES

As causas das desgraças relatadas no estudo americano sobre violência sexual está na liberação sexual.  A exposição sensual de crianças, o sexo livre, a pornografia, o homossexualismo, e outras situações decorrentes da liberação sexual levaram a essa epidemia de violência sexual nos EUA.  


A vida humana perdeu seu valor.  A defesa da ideia que a mulher pode matar uma criança que está no seu útero, sob o argumento que ela precisa ter uma vida sexual livre, torna o sexo a causa principal da vida das mulheres.  e de certa parte dos homens. 

Mulheres e homens são atacados sexualmente, desde antes dos 10 anos de idade. 

A estimativa é que 1,3 milhão de mulheres são atacadas sexualmente, por ano, nos EUA. 

Mais da metade das mulheres foram atacadas sexualmente por parceiros íntimos.  Outros 40% foram atacadas por pessoas conhecidas. 

O estudo indica que os homens também são atacados. Entre 1% e 2% foram estuprados, muitos quando tinham idade inferior a 10 anos. Os homens foram estuprados por pessoas conhecidas. 



Quase 1 entre 5 mulheres sofreram ataque sexual, diz levantamento americano

Um amplo levantamento do governo norte-americano sobre estupro e violência doméstica, divulgado na última quarta-feira (14), afirma que a violência sexual contra as mulheres permanece endêmica nos Estados Unidos e, em alguns casos, muito mais comum do que antes se imaginava.

A reportagem é de Roni Caryn Rabin, publicada pelo The New York Times e reproduzida pelo portal Uol, 15-12-2011.

Quase 1 entre 5 mulheres entrevistadas disse já ter sido estuprada ou ter experimentado uma tentativa de estupro a certa altura, e 1 entre 4 relatou ter sido agredida fisicamente por um parceiro íntimo. Uma entre 6 mulheres já foi perseguida, segundo o relatório.

"O fato de quase 1 entre 5 mulheres já ter sido estuprada é impressionante e, eu acho, surpreenderá muitas pessoas", disse Linda C. Degutis, diretora do Centro Nacional para Prevenção e Controle de Ferimentos, dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que realizou o levantamento. "Eu não acho que realmente sabíamos que isso era tão predominante na população."

O estudo, chamado Levantamento Nacional da Violência Sexual e por Parceiro Íntimo, teve início em 2010 pelos CDC com o apoio do Instituto Nacional de Justiça e do Departamento de Defesa. O estudo, um levantamento contínuo por telefone de uma amostra nacional representativa de 16.507 adultos, define parceiro íntimo e violência sexual em termos gerais.

Os pesquisadores obtiveram informação sobre os tipos de agressão, não previamente estudados em levantamentos nacionais, incluindo violência sexual fora estupro, agressão psicológica, coerção e controle da saúde sexual e reprodutiva.

Eles também coletaram informação sobre a saúde física e mental dos sobreviventes de violência.

A violência sexual afeta as mulheres desproporcionalmente, apontaram os pesquisadores. Um terço das mulheres disse ter sido vítima de estupro, agressão física, perseguição ou uma combinação das agressões.

Os pesquisadores definiram estupro como sendo penetração forçada completa, penetração forçada facilitada por drogas ou álcool, ou tentativa de penetração forçada. Segundo essa definição, 1% das mulheres entrevistadas relatou ter sido estuprada no ano anterior, um número que sugere que, anualmente, 1,3 milhão de mulheres americanas podem ser vítimas de estupro ou tentativas de estupro.

Esse número é significativamente superior do que as estimativas anteriores. A Rede Nacional de Estupro, Abuso e Incesto estimou no ano passado que 272.350 americanos foram vítimas de violência sexual. E apenas 84.767 ataques definidos como estupros forçados foram relatados em 2010, segundo as estatísticas nacionais do FBI.

Mas os homens também relataram ser vítimas em números surpreendentes.

Um entre sete homens já experimentou violência severa pelas mãos de um parceiro ou parceira íntima, apontou a pesquisa, e 1 entre 71 homens –entre 1% e 2% – já foi estuprado, muitos quando tinham menos de 11 anos.

A grande maioria das mulheres que disseram ter sido vítimas de violência sexual, estupro ou perseguição relatou sintomas de transtorno de estresse pós-traumático, assim como cerca de um terço dos homens.

As mulheres que experimentaram essa violência também apresentavam maior probabilidade do que as mulheres que não de terem asma, diabete ou síndrome do intestino irritável. Tanto homens quanto mulheres que foram agredidos apresentavam maior probabilidade do que as pessoas que não foram de relatar dores de cabeça frequentes, dor crônica, dificuldade para dormir, limitações em atividades e má saúde física e mental.

"Nós já vimos essa associação com condições crônicas de saúde em estudos menores", disse Lisa James, diretora de saúde do Futuros Sem Violência, um grupo nacional sem fins lucrativos com sede em San Francisco, que defende programas para colocar um fim à violência contra as mulheres e meninas. "As pessoas que crescem com violência adotam estratégias para lidar com ela que podem levar a uma saúde ruim. Nós sabemos que as mulheres em relacionamentos abusivos apresentam maior risco de fumar, por exemplo."

O levantamento apontou que a própria juventude é um importante fator de risco para violência sexual e agressão. Aproximadamente 28% dos homens que foram vítimas de estupro relataram ter sido atacados quando tinham menos de 10 anos.

Apenas 12% das vítimas de estupro do sexo feminino foram atacadas quando tinham 10 anos ou menos, mas quase metade das vítimas do sexo feminino foi estuprada antes de completar 18 anos. Cerca de 80% das vítimas de estupro relataram ter sido estupradas antes dos 25 anos.

O estupro em uma idade jovem foi associado com outro estupro posterior; cerca de 35% das mulheres que foram estupradas quando eram menores também foram estupradas na idade adulta, apontou o levantamento.

Mais da metade das vítimas de estupro do sexo feminino foi estuprada por um parceiro íntimo, segundo o estudo, e 40% foram estupradas por uma pessoa conhecida; mais da metade dos homens que foram estuprados disse que o agressor era uma pessoa conhecida.

A divulgação do relatório foi adiada duas vezes, mais recentemente em 28 de novembro. Os resultados foram baseados em entrevistas completas que duraram cerca de 25 minutos cada; elas foram conduzidas em 2010 com 9.086 mulheres e 7.421 homens.

UOL Notícias

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