sábado, 19 de novembro de 2011

Pedofilia: CNBB escreveu documento

CNBB ESCREVE DOCUMENTO SOBRE PEDOFILIA
Dom Damasceno aguarda aprovação da Congregação para Doutrina da fé para divulgação

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de novembro de 2011(ZENIT.org) – Em visita ao Vaticano, o presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, entregou documento à Congregação para Doutrina da Fé com informações e procedimentos em relação aos casos de abuso de menores por parte de membros do clero.

O documento visa dar uma orientação canônica e pastoral, “muito simples e muito prática de como proceder em relação aos casos de abuso de menores”, crianças ou adolescentes disse o Cardeal em entrevista à RV.

“Esperamos que não aconteça, e caso venha a acontecer a igreja tem então as medidas a tomar, seja para dar uma atenção, uma reparação à vitima destes abusos como também medidas a tomar com relação àquele que pratica esse tipo de delito" -continuou Dom Damasceno-.

"Nós sabemos que o Santo Padre atua de maneira muito corajosa, muito clara, muito transparente com relação a essa questão”. E a partir de agora a Igreja no Brasil vai atuar “com muita firmeza nestas questões que realmente não pode acontecer com nenhuma pessoa, menos ainda em relação a crianças e adolescentes e ainda de uma pessoa do clero”.

Após a aprovação da Congregação para Doutrina da fé, o documento será publicado e divulgado especialmente para os bispos no Brasil.
Zenit  - MEM

A MACONHA E A INVASÃO NA USP


Percival Puggina

Quando leio sobre a violência dos assaltos praticados hoje em dia, fico com saudade do tempo dos trombadinhas. Era uma época tranquila, em que o gatuno esbarrava na vítima, tomava-lhe algo e saía correndo. Tinha medo, e por isso fugia. Era um infeliz constrangido. Hoje, o ladrão ofende e maltrata. Anda armado e aperta o gatilho sem que nem porquê. Sente-se como grande senhor da selva urbana onde impõe sua própria lei. O medo fica por conta apenas da vítima. É a vítima que corre para longe. Se puder.

            O que foi que mudou? O que fez o trombadinha transformar-se nesse monstro urbano? Foi a droga. A droga converteu as necessidades sob cujo impulso agia o trombadinha em insaciável demanda por dinheiro para as urgências do vício. Estendeu suas malhas sobre a sociedade, multiplicou a dependência e o exército do crime urbano. Gerou recursos para aquisição de armas letais. Organizou as redes criminosas do tráfico e corrompeu setores do Estado (não apenas na área de segurança pública). Por isso, tenho saudade do tempo dos trombadinhas.

            A maconha - nunca esqueça que foi com ela, com a maconha, que tudo começou - abriu a porta desse cofre de perversões e perversidades. Primeiro gerando o hábito social, em seguida o vício, e, depois, desfiando a longa sequência das drogas cada vez mais pesadas que invadiram o mercado com seu poder de destruição.

            Outro dia, participando do programa Conexão Band, da rádio Bandeirantes de Porto Alegre, eu disse que a invasão da reitoria da USP tinha sito mais uma evidência dos males causados pela maconha. Imediatamente, um ouvinte protestou dizendo que a erva não leva alguém a agir daquela maneira. Obriguei-me, então, a explicar algo que me parecera óbvio: a sequência de fatos que levara à invasão havia iniciado com a detenção, pela Polícia Militar, de alguns estudantes que curtiam seus baseados no estacionamento da universidade. Ora, se uma ocorrência policial comum dava causa suficiente aos atos que se seguiram, apenas por envolver maconha, era óbvio que ela, independentemente dos efeitos psicotrópicos, se faz perigosa, também, sob o ponto de vista social. A desproporção na relação de causa e efeito - a detenção de alguns maconheiros e a violência que se seguiu - era apenas mais uma amostra desses tantos males. E, aquele fato em si, um dos muitos episódios diários que têm curso em toda parte exibindo a terrível face social da droga.

            Ouvir - não raro de autoridades - um discurso de tolerância em relação à maconha, ou, o que talvez seja ainda pior, perceber que se difunde por repetição a ideia de que maconha não faz mal algum, é profundamente perturbador para quem tem informação verdadeira e objetiva sobre o assunto. Pergunte a profissionais da área de saúde que lidam com dependência química. Ouça peritos a respeito dos efeitos da maconha sobre a atividade cerebral. Indague a pais, mães e professores sobre o impacto que o uso dessa droga determina na capacidade intelectiva, na concentração, na disciplina e na vida escolar dos jovens.

            A maconha pode não estar na reta final de muitas tragédias existenciais, mas está no início de boa parte delas.       E os enlouquecidos vândalos da reitoria da USP talvez não estivessem sob direto efeito dos seus baseados, mas agiram tendo-os como causa da violência que empregaram.

______________
Percival Puggina (66) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Grávida com câncer usa 'escudo' contra radiação e ganha bebê saudável

Britânica descobriu tumor maligno na boca com quatro meses de gestação
BBC - 15 de novembro de 2011 | 16h 53
 Uma britânica que passou por um tratamento de câncer durante a gravidez deu à luz um bebê saudável depois de usar um "escudo" de chumbo para proteger sua barriga durante a radioterapia.
Sarah Best passou por 32 dias de radioterapia e seis semanas de quimioterapia antes de dar à luz - BBC
BBC
Sarah Best passou por 32 dias de radioterapia e seis semanas de quimioterapia antes de dar à luz
Segundo o Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire, Sarah Best, 30 anos, estava grávida de quatro meses quando descobriu que tinha um tumor maligno na boca.
Na época, não se sabia como ela e o bebê iriam reagir, já que apenas sete mulheres grávidas no mundo haviam passado pelo mesmo tipo de tratamento. "Foi devastador, porque eu achava que a gravidez deveria ser o momento mais feliz", disse Sarah.
"Você deveria se sentir maravilhosa e eu não me sentia. Eu tinha que lidar com outro tipo de coisa por causa desse câncer."
Sarah chegou a ser submetida a uma cirurgia pioneira que removeu parte de sua língua, mas o câncer já havia se espalhado por seus nódulos linfáticos.
"Escudo de chumbo"
A equipe liderada pela oncologista Lydia Fresco desenvolveu um escudo de 1,5 tonelada com 5 cm de espessura que protegia a barriga da paciente durante os 32 dias de radioterapia. Ela também passou por seis semanas de quimioterapia.
Inesperadamente, Best entrou em trabalho de parto no último dia do tratamento, um mês antes da data prevista para o nascimento.
Ela foi levada de cadeira de rodas para a maternidade do hospital. O bebê Jake nasceu saudável, com 1,8 kg, de parto normal, no dia 28 de abril.
"Este tipo de tratamento é complexo, na melhor das hipóteses, e muito raramente feito em mulheres grávidas, então trabalhamos o tempo todo muito perto da equipe de obstetrícia", disse o cirurgião Gary Walton.
"Fico feliz que Sarah tenha respondido tão bem ao tratamento, especialmente agora que ela também deve cuidar de Jake."
Após alguns meses acompanhando o estado de saúde da mãe e do bebê, o hospital decidiu divulgar a história da família nesta terça-feira, por conta da semana da conscientização do câncer de boca. A paciente está agora em remissão do câncer.
"Vamos continuar monitorando Sarah e Jake de perto pelos próximos cinco anos, mas as indicações iniciais são extremamente positivas", disse o médico Manu Vatish.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A ética social cristã é uma exigência para todos

Par. N. S. Fátima Vila Fátima
Neste mês quero refletir com vocês sobre ética. Hoje se fala muito em ética. Na verdade fala-se mais sobre a falta dela.

O que significa a palavra ética ?  A palavra vem do grego  ethos e significa caráter, espírito e atitude de uma determinada pessoa ou povo. Uma pessoa de caráter, que age sem fazer mal a si e aos outros demonstra ter ética, ou seja, um mode de se comportar positivo. Da mesma forma, um político que não aceita suborno revela possuí-la. Um fiscal da prefeitura que não cobra propina atua com ética profissional.

A ética é um modo de viver. É algo que resulta de nossa educação e que revelamos em nossa maneira de ser. Diz mais respeito à nossa vida interior, ou seja, à nossa subjetividade; é ela que nos motiva a agir de uma determinada maneira.

A referência ética que deve nortear a vida dos cristãos, e principalmente dos cristãos que ocupam cargos públicos, é a palavra e a prática de Jesus.

Todos sentem que, de alguns anos para cá, os costumes da sociedade mudaram muito. Está havendo um novo modo de pensar, de agir e viver, fora dos princípios éticos há pouco tempo respeitados e aceitos, é o que se chama de "crise ética". Pior ainda é a crise ética, isto é, a tendência a se considerar como "natural" essa nova situação, como se não houvesse normas para reger os atos humanos, tanto particulares como públicos.

A crise atual está gerando duas atitudes predominantes, ambas criticáveis: de um lado, o apego ao que é tradicional, por ser tradicional, gerando o fundamentalismo.

A outra atitude, mais difundida, é marcada pelo individualismo, tendência estimulada pela dinâmica da sociedade atual, que faz com que cada pessoa se coloque no centro das decisões.  Cada um faz sua  escolha como se estivesse em um supermercado, isto é, o critério fundamental passa ser o gosto pessoal, na linha do "bom é o que eu gosto", "o que importa é que seja bom para mim".  As decisões deixam de ser tomadas, pois, em função de valores objetivos ou universais; predomina o "eu acho que...", "eu penso que...", "eu prefiro que...".

Desaparecem a comunhão e a fraternidade; multiplicam-se ilhas, pois cada qual se fecha em seu mundo; surgem pessoas inseguras e inconstantes, insatisfeitas e egocêntricas. Crescem, portanto, propostas de felicidade, realização pessoal, em prejuízo do bem comum e da solidariedade.

Por outro lado, cresce a consciência de que é preciso tomar uma posição clara diante de certos comportamentos ou atitudes, por exemplo, diante daqueles que, ocupando cargos públicos, guiam-se em função de seus próprios interesses,  são pouco ou nada transparentes no agir, envolvem-se em corrupção e abuso de poder. Ou de legisladores, que aprovam leis que terão repercussão negativa sobre a família, a vida em todas as suas manifestações e sobre a natureza e o meio ambiente.

Quase todos os dias ouvem-se notícias de corrupção na política, no futebol e na polícia.

Corremos o perigo de nos acostumarmos com essas notícias, de nos tornarmos insensíveis diante delas, e quando aparecer denúncias de corrupção, dizermos: "é mais um caso".

Está na hora do povo brasileiro reagir e se mobilizar contra a corrupção. Aliás, já estão acontecendo algumas manifestações em alguns lugares do Brasil, mas é pouco, tímido esse movimento diante da gravidade dessa corrupção que impede o justo uso do dinheiro público, em políticas públicas para a saúde, a educação, a segurança pública, etc.

Nós devemos nos tornar fiscais de nossos políticos, não permitindo que eles usem o dinheiro público a serviço deles ou a serviço de interesses corporativistas.

É necessário criarmos uma verdadeira consciência dos valores éticos que devem nortear nossa vida e a vida da sociedade.

A ética social cristã não é opção de alguns, mas exigência para todos. Ela é contribuição própria da Igreja para a construção de uma sociedade fundamentada na verdade, na justiça e na solidariedade. 

Deus nos abençoe e nos guie no caminho de uma ética animada pelo amor.

Padre Tarcísio Anatólio de Almeida
Pároco da Paróquia N. S. de Fátima
Vila Fátima - Guarulhos - SP 

Bilhões para matar inocentes

Católicas pelo Direito de Decidir: “Grana temos, só nos falta glamour!”
Eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas eu tou fazendo lobby para Ford Foundantion, tá meu bem?! Que grana eu tenho. Só me falta-me glamour!” – Lady Keitólica pelo Direito de Decidir
Muito dinheiro para o aborto na América Latina de 1991 a 2010 e aumentando. E você aí estudando, trabalhando, estagiando, rezando… Tsc, tsc, tsc! Já pensou em entrar para o negócio do lobby do aborto? É um trabalho sujo, mas por alguns milhões de dólares há quem possa fazer. Para esse trabalho, na América Central e no México, em nove anos, foram “investidos” 1,6 bilhões de dólares. No mesmo período, na América do Sul, investiu-se um pouco mais no controle populacional: 1,99 bilhões de dólares.
De 1980 a 2011 Lady Keitólica e suas amigas da ONG Católicas pelo Direito de Decidir receberam da Buffett Foundation 12 milhões de dólares e, da Fundação Ford, 14 milhões de dólares. No total de todas as doações feitas por essas e outras fundações, a ONG abocanhou 62 milhões de dólares em todo mundo, sendo 93% desse dinheiro gasto na América Latina.
De 1998 a 2007, só no Brasil, Lady Keitólica e amigas fizeram a festa com 670 mil dólares. Um dado bem conservador quando é sabido que, internacionalmente, a presidente dessa organização fatura 200 mil dólares por ano. E não tem criança para cuidar, não, fica tudo pras amigas.
Todas as amigas de “Católicas”, as outras organizações humanitárias com horror ao “produto do concepto”, ao “preenchimento da cavidade uterina”, garantiram, só no Brasil, onde somos mais de 194 milhões de habitantes, 315 milhões de dólares de 1991 a 2010. Tudo destinado à promoção do “debate” do aborto, da proliferação de contraceptivos e esterilizações. Controle populacional.
Nem de longe, no entanto, somos o país onde os gastos pró-aborto são maiores. Na Nicarágua, onde há veto total ao aborto – sem exceções -, 400 milhões de dólares são investidos por várias organizações no controle populacional. E o país tem apenas 6 milhões de habitantes (sim… No Brasil, com seus 194 milhões, “apenas” 315 milhões de dólares foram investidos e, na pobre Nicarágua, com população menor que o Rio Grande do Sul, 400 milhões foram investidos!!!!).
No México, onde existem mais de 113 milhões de pessoas, e onde o aborto é permitido em alguns casos, 375 milhões de dólares foram investidos. Pouco mais que no Brasil! Pois sim, aprender espanhol é lucro na certa pro lobby do aborto.
Na Costa Rica, país com população majoritariamente católica, porém convencida pelos “benefícios” do controle populacional, 21 milhões de dólares foram derramados – o país tem quase a mesma população da Nicarágua, mas não se importa tanto com valores pró-vida como a Nicarágua, então há menos com o que se preocupar.
Mas não são os latinos os mais cobiçados pelos promotores do controle populacional. Pois é! Abortista latino sofre… Tanto que eles estão se esforçando por aqui e sequer são bem remunerados como os abortistas que atuam na África. A vida é injusta!
A África é o continente predileto dos abortistas: em nove anos, 25 bilhões de dólares foram derramados lá para promover o controle demográfico (aborto, anticoncepcionais, esterilizações – não raramente sem o consentimento das mulheres). Depois vem a Ásia, com 10 bilhões, no mesmo período: de 1991 a 2010.
Todos esses números são abordados na palestra do Mario Rojas, a que eu mais gostei. Para assisti-la basta clicar aqui e, se tiver pressa, ir para o minuto 10 e seguir até o minuto 22.
E você acha que abortamento é uma questão de direitos e liberdades civis? É a economia, estúpido! A indústria do aborto é só um dos melhores negócios da indústria do controle demográfico: há instituições que, sabe-se lá por qual razão, têm todo interesse do mundo em diminuir o número de seres humanos nesse planeta. E isso dá muito, muito dinheiro, especialmente depois que inventaram a fertilização in vitro – mais cara que um aborto e tão eficaz quanto, por paradoxal que isso possa parecer. Mas o assunto da fertilização já é história para a engenharia genética…
O resultado de tanto dinheiro é óbvio: pessoas infelizes, doentes e morrendo. Morrendo! É, afinal, para a morte, que essa gente toda aí trabalha, conscientemente ou não, tanto faz.
Mas o mundo não está lotado? Não é mesmo caridoso matar bebês, crianças e idosos? Somos 7 bilhões! Sim, somos. E cabemos todos no Estado do Texas… O mundo é bom, Sebastião! O mundo é muito grande. Dá para todos nós.
Mas, se em todo caso, você quer mesmo é dinheiro e eu só lamento… Então entra no jogo desse pessoal para processá-los. Quanto você pode ganhar como advogado, psicólogo, jornalista, profissional liberal, para ajudar uma mulher que foi esterilizada contra sua própria vontade ou sequer sem saber que isso acontecia? Essas mulheres existem, são pobres e analfabetas, em geral, e vítimas desses investimentos milionários.
São sobre elas que algumas feministas conceituam políticas e táticas, embora jamais dariam as mãos para essas mulheres! Porque para elas não se trata de trabalhar em prol de um ser humano, mas de uma ideia, de uma ideologia, de uma maluquice que se criou para estar bem longe da realidade, mesmo enquanto se ganha muito dinheiro falando dela.
***
Atualizando: E a Fundação McArthur? Quanto essa fundação pró-aborto deu para Lady Keitólica e amigas? O negócio delas é a Ford Foundation… McArthur é pra coffee break, só. Risos. Mas, de 1980 a 2010 foram 6 milhões de dólares. Jogar na mega-sena pra que, né? Minha pergunta particular é se isso é dinheiro lícito…
Aborto é crime como tráfico de drogas é crime. Se eu recebesse dinheiro do tráfico de drogas localizado em um país onde esse tráfico é legalizado, dinheiro para fomentar o “debate” sobre legalização das drogas no meu país… Estou cometendo um crime, ainda que eu não diga em público que faço apologia ao que pretendo tão somente debater? Não sei. Não faço ideia. Mas a mim me parece que tem algo errado em tantos milhões, dinheiro de fundações declaradamente pró-aborto, derramados para organizações, que nem brasileiras são, “debaterem” por aqui…
Ô debatezinho caro! Pior é imaginar que os maiores patrocinadores dessa gente podem ser bem conhecidos de todos nós, infelizmente.

Bioética: Igreja Católica rejeita estar em luta contra a ciência, diz responsável por congresso sobre células estaminais



Grupo apoiado pelo bispo da diocese italiana de Terni-Narni recebeu autorização para iniciar programa de experimentação clínica


Lisboa, 10 nov 2011 (Ecclesia) – O presidente da Academia Pontifícia para a Vida rejeita a ideia de que os católicos combatem a ciência no domínio da bioética, apresentando como prova o congresso sobre células estaminais adultas que decorre no Vaticano até sexta-feira.

O bispo espanhol Ignacio Carrasco de Paula sublinhou que o colóquio ‘Células estaminais adultas: Ciência e o futuro do homem e da cultura’, que reúne desde quarta-feira 350 especialistas, políticos, bispos e embaixadores, derruba a ideia de que a Igreja está “em confronto” com a ciência e permanece fechada numa atitude hostil, refere a Rádio Vaticano.

A Igreja considera que a pesquisa nas células estaminais adultas tem a vantagem de não interferir na vida desde a concepção, ao contrário das células retiradas de embriões, consideradas promissoras por parte da comunidade científica mas que acarretam a destruição desses embriões.

As células estaminais adultas, localizadas por exemplo na medula espinal, sangue e fígado, podem ser modificadas e formar tecidos com usos terapêuticos múltiplos, principalmente em pessoas com doenças cardíacas e diabetes, explicou o presidente da fundação norte-americana ‘Stem for Life’, Max Gomez.

“No campo da pesquisa médica a Igreja sabe que não existe alternativa à experimentação no homem, mas o fundamental é que o homem não deve jamais ser objeto, mas sujeito”, afirmou o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, entidade que organiza o encontro.

O jornal L’Osservatore Romano, órgão oficial da Santa Sé, revela hoje que um grupo de cientistas coordenado e apoiado há anos por D. Vincenzo Paglia, bispo da diocese italiana de Terni-Narni, recebeu dos organismos competentes as autorizações para iniciar o programa de experimentação clínica de células estaminais adultas.

A prática consiste no transplante de células estaminais do cérebro humano na medula espinal de 18 pacientes
com esclerose lateral amiotrófica, cuja seleção deve começar em dezembro.
RJM - Agência Ecclesia

domingo, 13 de novembro de 2011

Brasíl: País rico é País sem corrupção

27/10/2011 - 19:13
ADPF comemora 35 anos e lança campanha contra a corrupção
Mais de 250 associados participaram da festa em comemoração aos 35 anos da ADPF, nesta quarta-feira, 26, no Espaço Unique, em Brasília. Os diretores regionais da associação também prestigiaram o evento, representando delegados de todo o país.O presidente em exercício da ADPF, Bolivar Steinmetz, agradeceu a presença e ressaltou a importância dos 35 anos de luta da entidade. “Hoje, saudamos a todos os associados, sem esquecer o dever de reverenciar a memória dos antigos colegas fundadores que já se foram, deixando um vazio que nunca será preenchido. Este é, também, um momento para prestarmos justa homenagem aos fundadores que ainda estão entre nós, enriquecendo-nos com suas experiências e conhecimentos”, comemorou.

A festa também marca o lançamento da campanha permanente Brasil: País rico é País sem corrupção. Um vídeo ilustra a luta dos delegados federais contra a corrupção no Brasil. Bolivar voltou a reforçar a importância do combate aos crimes de colarinho branco e aproveitou para pedir apoio dos demais associados. “Os prejuízos que os sugadores do erário causam à nação estão estimulando os brasileiros a se unirem em torno da maior campanha de combate à corrupção que já se viu no país.

É justamente neste momento que a associação nacional dos delegados de polícia federal tem o prazer de lançar a sua campanha: “Brasil: País rico é País sem corrupção”, fazendo coro com 190 milhões de brasileiros, uníssonos no mesmo grito contra a corrupção, por um país melhor e mais sério. Não mediremos esforços para ajudar a varrer toda a sujeira que for encontrada!”

Em homenagem à associação, o coral, formado por aposentados da ADPF e amigos da instituição PF, cantou o Hino Nacional e a música Primavera, de Tim Maia, emocionando os convidados. Os ministros do STF José Antônio Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, e do STJ Marco Aurélio Bellizze participaram do lançamento da campanha. O diretor do Departamento de Recuperação de Ativos do MJ, Ricardo Saadi, secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, e o deputado Fernando Francischini também estiveram presentes no evento, além de representantes de várias entidades classistas da PF e do FONACATE.

Comunicação Social/ Rafaella Feliciano
Fonte: adpf.org.br