sábado, 1 de outubro de 2011

INDIGNAÇÃO E MUDANÇA

A indignação é uma das formas de impedir que a sociedade se acostume com desmandos e falcatruas - abandonando a letargia ante a corrupção que prejudica o bem comum. Pode ser também caminho para que a transparência predomine no controle dos funcionamentos financeiros e administrativos. Sem se indignar, a sociedade correrá sempre o risco de afundar na lama da imoralidade, da permissividade e na relativização de valores.

Valores e princípios têm a prerrogativa e o poder de segurar processos, aperfeiçoar controles e a ser intransigente no respeito devido às normas e aos procedimentos que são inegociáveis.

A indignação não pode se esgotar apenas em manifestações e passeatas, por mais oportunas e fortes que sejam, sobretudo, em nossa sociedade contemporânea. Obviamente, é necessário dar força e corpo às manifestações indignadas, na coragem sincera, na defesa da verdade e da justiça, em todos os âmbitos, públicos e privados.

É preciso ir além e esquadrinhar as razões que desconsideram os valores e princípios nas questões mais importantes da sociedade. Não pode ficar de fora, naturalmente, o entendimento sobre a vivência da fé que se professa. Sem dúvida, esta é uma credencial de autenticidade. E uma fé autêntica se concretiza no compromisso com o bem. Esta é a genuína fé cristã. Do contrário, pode se reduzir a prática da fé a uma simples busca interesseira, com traços de egoísmo.

A igreja ou a assembleia ficam reduzidas a uma espécie de supermercado de milagres que parece dispensar o compromisso com a vida de todos, dom de Deus, respeitada em todas as suas etapas. A verdade da fé cristã, cultura que subjaz sustentando a cultura brasileira, exige, sem dispensas, compromissos que ultrapassam o próprio bem, a cura de uma enfermidade, a conquista de um bom emprego, a prosperidade, sonhos de todos.

A fé cristã tem dinâmicas próprias para remeter o sujeito do âmago de sua indignação ao mais recôndito de sua consciência, onde é possível garantir não ser hoje indignado com a corrupção e amanhã compactuar com ela, seduzido pelo interesse e força espúria da ganância. Estas fraquezas anestesiam consciências na manutenção do limite permitindo, consequentemente, desvios de condutas que apenas aparentam ser honestas.

É preciso cuidar da verdade da consciência. E também da formação e do cultivo da moral. Questionar e não aceitar a normalidade das relativizações que têm permitido acontecimentos hediondos nas famílias e nas instituições governamentais, privadas e religiosas. É triste constatar a crise de moral em pessoas que ocupam postos e funções importantes e de responsabilidade. Exige-se uma ilibada conduta, mas adota-se comportamento e prática não aceitáveis.

A formação da consciência moral, compromisso e bem para todos, deve ser uma prioridade. Caso contrário, a indignação contra a corrupção pode se tornar apenas uma brisa de ética, uma viragem passageira de moralidade. Esta formação se tornará eficaz na medida em que as instituições priorizarem os valores e princípios no dia a dia. Lamentavelmente, parece não existir tal preocupação em muitos processos formativos. Jesus, Mestre dos mestres, tem a oportuna indicação pedagógica no Sermão da Montanha: “Por que observas o cisco no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. Por este caminho se pode e se deve transformar a indignação em mudança.
30.09.2011
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

INACEITÁVEIS OBVIEDADES


Percival Puggina
Recebo muitas mensagens eletrônicas apontando o farisaísmo de quem critica a corrupção que vê e fecha os olhos para o extenso rol dos próprios desvios diários de conduta. Certo, é farisaísmo mesmo. Essa inquietante observação sobre os comportamentos individuais conduz, ademais, à conclusão de que não existem sociedades virtuosas. Se as pessoas não o são, a sociedade tampouco o será. Aliás, é esse lado obscuro da natureza humana que, entre outras coisas, torna necessária a existência da lei, dos poderes de Estado e da política.


O artigo poderia terminar aqui se as proclamações feitas acima fossem as únicas verdades a serem ditas sobre o assunto, mas não é o caso. Aliás, quanto mais a toalha da renúncia à virtude for jogada no tablado da cultura contemporânea e quanto mais isso for objeto de indiferença social, maior será a corrupção dos corruptos e o farisaísmo dos fariseus. Chegará o dia em que, virado o fio, o vício se converterá em virtude e a virtude em vício. Não, não estamos longe disso, leitor, numa época em que o adjetivo "sacana" pega melhor que o adjetivo "virtuoso". Ou não? E todos riem.

          Que somos imperfeitos, sabemos. O que parece haver sumido das nossas reflexões sobre a sociedade é o fato de que somos aperfeiçoáveis. Assim como sempre podemos fazer melhor o que fazemos, sempre podemos ser melhores do que somos. Portanto, as sociedades jamais serão plenamente virtuosas, mas os indivíduos temos um compromisso moral com o nosso aperfeiçoamento. O que se tornou saudável prática em relação ao condicionamento físico sumiu dos procedimentos em relação ao caráter. Tornamo-nos moralmente sedentários! Abandonamos os exercícios que envolvem a formação da consciência.

          Eis aí, então, um dos mais graves problemas da sociedade contemporânea. Podemos nos abraçar em muitos erros e vícios, mas fugimos das decorrentes responsabilidades morais e, principalmente, do mais tênue sentimento de culpa. 

          Opa, culpa não! Culpa faz mal à saúde. No entanto, pergunto: como haver arrependimento e retificação das condutas sem que a consciência bem formada acuse o erro?  Como corrigir o mal feito a outros sem que a percepção do erro, elaborada no plano da consciência, nos mobilize nessa direção? Em qual laboratório - que não no da consciência - pode nascer algo tão humano quanto o pedido de perdão?


Cuidado! São muito claros os sinais de que estamos nos alinhando nos viciosos degraus de uma escada pela qual apenas poderemos descer. Onde anda o hábito de examinar a consciência, de refletir sobre ações e motivações, de corrigir erros, de pedir e oferecer perdão, de buscar o bem e evitar o mal? Todo esse percurso envolve etapas de ponderação e deliberação moral que, pouco a pouco, foram descartadas das práticas pessoais, familiares e, mesmo, religiosas. É como se a busca do bem tivesse deixado de ser saudável e o arrependimento fosse um desconforto a ser abolido do plano das consciências.

          Quer ser impopular?  Diga que há um desastre civilizacional em curso,  motivado pela corrosão dos valores da tradição judaico-cristã. 

           Quer desagradar a muitos?  Proclame ser escandalosa a conduta de uma sociedade inteira que joga sua cultura e moralidade nos cínicos labirintos do relativismo até se extraviar totalmente de uma e de outra. 


            E, depois, se queixa das consequências.


Publicado no jornal Zero Hora - 11.09.2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Todos contra a corrupção e pelos valores cristãos

OAB, CNBB e ABI: corrupção se alastra como pandemia e ameaça democracia 

Brasília, 07/09/2011


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgaram hoje (07), documento intitulado "O Brasil em Movimento contra a Corrupção", condenando, com veemência, a corrupção no país que, segundo as três entidades, "se alastra como uma pandemia e ameaça a credibilidade das instituições e do próprio sistema democrático". No documento, a OAB, a CNBB e a ABI apontam prioridades que precisam ser tomadas nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para que sejam eliminadas todas e quaisquer formas de práticas nocivas ao interesse público.
Segue a íntegra do documento: 

O BRASIL EM MOVIMENTO CONTRA A CORRUPÇÃO

A corrupção, que em nosso País se alastra como uma pandemia e ameaça a credibilidade das instituições e do próprio sistema democrático, impõe à sociedade civil organizada uma reação que não pode se esgotar em discursos ou manifestações.    

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) trazem seu apoio à Marcha contra a Corrupção para cobrar modificações reais, concretas, nas esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário capazes de eliminar toda e qualquer forma de prática nociva ao interesse público, de romper vícios perniciosos em nosso sistema eleitoral e de assegurar que a máquina governamental funcione com transparência.

Para tornar vívido o sentimento de independência em cada brasileiro, devem os poderes elegerprioridades que reflitam a vontade da população, destacando-se:

- no Executivo, a necessidade de maior transparência nas despesas por meio da imediata aplicação da Lei Complementar n. 131/2009, que obriga o poder público a disponibilizar suas despesas em tempo real; redução do número de cargos comissionados; aplicação da "Lei da Ficha Limpa" aos candidatos a cargos comissionados;

no Legislativo, a extinção das emendas individuais ao Orçamento, a redução do número de cargos em comissão, a aprovação do Projeto de Lei que aumenta a pena mínima pelo crime de corrupção de 2 para 4 anos, o fim do voto secreto em todas as matérias e uma reforma política profunda, extirpando velhas práticas danosas ao aperfeiçoamento democrático;

no Judiciário, no Ministério Público e nas Polícias Judiciárias, no âmbito de suas respectivas competências, agilidade nos julgamentos de processos de corrupção e de improbidade administrativa e a conclusão de inquéritos relativos a crimes de corrupção por constituírem sólida barreira à impunidade, bem como o imediato julgamento da ADC sobre a Lei Complementar n. 135/2010 (Ficha Limpa).   

Acima de ideologias e de partidos, o enfrentamento da corrupção no Brasil exige coragem, determinação e comprometimento ético, sem os quais não construiremos uma verdadeira democracia.

Brasília, 7 de Setembro de 2011
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA

4,5 mil crianças - vidas salvas

Merece destaque  o Editorial do jornal Folha Metropolitana, do dia 27.09.2011,  sobre a quantidade de vidas que são salvas, em Guarulhos, pela Pastoral da Criança, da Igreja Católica.
A seguir a íntegra do Editorial.

Uma Pastoral que transforma e salva vidas
            "Está cheio de casas com armários vazios." Foi a afirmação da coordenadora da Pastoral da Criança em Guarulhos, Eunice Gomes, à reportagem da Folha Metropolitana na semana passada. O movimento, vinculado à Igreja Católica, reúne cerca de 700 voluntários para atender somente na cidade mais de 3,9 mil famílias e 4,5 mil crianças com idade entre zero e seis anos, além de aproximadamente 400 gestantes. São desenvolvidas ações de saúde, nutrição, educação, cidadania e espiritualidade nas comunidades pobres.             Tem entre os principais desafios reduzir a mortalidade infantil, um problema que a Pastoral enfrenta desde que foi criada. Para isso, fraz visitas assíduas a famílias de 97 bolsões de pobreza de Guarulhos.             Com uma metodologia simples, as voluntárias da Pastoral fazem o acompanhamento nutricional das crianças, por meio de pesagem, orientações sobre alimentação enriquecida e balanceada. Entram neste pacote o soro caseiro, poderoso aliado contra a desidratação, e a multimistura de farelos, que ajuda no combate à anemia e desnutrição. Além disso, a Pastoral da Criança também assiste adolescentes, sobretudo com problemas de gravidez precoce, e trabalha no controle das políticas públicas, ajudando as famílias acompanhadas a lutarem para que tenham ao menos seus direitos básicos, que entendem por saúde, nutrição, educação e cidadania.           Infelizmente, a mortalidade infantil ainda é um inimigo a ser vencido. Os números são menores que há duas décadas, mas ainda assolam a cidade. Segundo a coordenadora, houve redução de 22 mil para 20,5 mil nascimentos. Antes eram 11,7 mil.           Diante desse cenário, as voluntárias da Pastoral vestem-se de sorriso e espírito de amor ao próximo e solidariedade para sair a campo, detectar os problemas e lutar para manter viva a premissa que norteou Zilda Arns ao fundar a Pastoral  (ela morreu em missão humanitária no Haiti, no ano passado): criar condições para que as famílias sejam protagonistas de sua própria transformação social, e que todas as crianças tenham, no mínimo, o suficiente para se alimentar. 
Fonte:  Folhametro

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CRISTOFOBIA: SE NÃO RENUNCIAR A CRISTO, MORRE


28/09/2011
 às 21:01

Este homem foi condenado à morte no Irã por ser cristão. Ele pode se salvar: basta renunciar a Cristo

Pastor Yousef Nadarkhani, condenado à morte no Irã. Motivo: ele é cristão
Pastor Yousef Nadarkhani, condenado à morte no Irã. Motivo: ele é cristão
Não há um só país de maioria cristã, e já há muitos anos, que persiga outras religiões. Ao contrário: elas são protegidas. Praticamente todos os casos de perseguição a minorias religiosas têm como protagonistas correntes do islamismo — ou governos mesmo. Não obstante, são políticos de países cristãos — e Barack Obama é o melhor mau exemplo disto — que vivem declarando, como se pedissem desculpas, que o Ocidente nada tem contra o Islã etc. e tal. Ora, é claro que não! Por isso os islâmicos estão em toda parte. Os cristãos, eles sim, são perseguidos — aliás, é hoje a religião mais perseguida da Terra, inclusive por certo laicismo que certamente considera Bento 16 uma figura menos aceitável do que, sei lá, o aiatolá Khamenei…
O pastor iraniano Yousef Nadarkhani foi preso em 2009, acusado de “apostasia” — renunciou ao islamismo—, e foi condenado à morte. Deram-lhe, segundo a aplicação da sharia, três chances de renunciar à sua fé, de renunciar a Jesus Cristo. Ele já se recusou a fazê-lo duas vezes — a segunda aconteceu hoje. Amanhã é sua última chance. Se insistir em se declarar cristão, a sentença de morte estará confirmada. Seria a primeira execução por apostasia no país desde 1990. Grupos cristãos mundo afora se mobilizam em favor de sua libertação. A chamada “grande imprensa”, a nossa inclusive, não dá a mínima. Um país islâmico eventualmente matar um cristão só por ele ser cristão não é notícia. Se a polícia pedir um documento a um islâmico num país ocidental, isso logo vira exemplo de “preconceito” e “perseguição religiosa”.
Yousef Nadarkhani é um de milhares de perseguidos no país. Sete líderes da fé Baha’i tiveram recentemente sua pena de prisão aumentada para 20 anos. Não faz tempo, centenas de sufis foram açoitados em praça pública. Eles formam uma corrente mística do Islã rejeitada por quase todas as outras correntes — a sharia proíbe a sua manifestação em diversos países.
Há no Irã templos das antigas igrejas armênia e assíria, que vêm lá dos primórdios do cristianismo. Elas têm sido preservadas. Mas os evangélicos começaram a incomodar. Firouz Khandjani, porta-voz da Igreja Evangélica do Irã, teve de deixar o país. Está exilado na Turquia, mas afirmou à Fox News que está sendo ameaçado por agentes iranianos naquele país.
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mulher estuprada, mãe quase estuprada, irmão homossexual e a marcha das vadias

Dom Luiz Bergonzini
Caríssimos leitores 


Recebemos um email, com pedido de resposta porque nosso nome foi incluído nele e está sendo repassado por católicos. Há, no email, distorções de fatos, de conceitos e de valores, com o objetivo único de confundir as pessoas, principalmente as que professam a fé católica.  
Para analisarmos o email, fomos obrigados a ordenar o texto, separando cada tema. Vamos respondê-lo, ponto por ponto, escrevendo em azul, em RESPOSTA. 

Enviadas: Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011 14:14
Assunto: [CUR] Relato de uma vítima de estupro

EMAIL - Vale a pena ler!

RESPOSTA: Vale a pena ler, se esclarecer e devolver para quem o enviou a você.  
Não tenha vergonha de ser fiel a Jesus Cristo! 

EMAIL - Sou uma vítima de estupro. Sou filha de uma mulher que quase foi estuprada. Irmã de um homossexual que poderia ser agredido a qualquer momento. O que existe de comum?


RESPOSTA: Lar em dificuldade. Alguma coisa errada acontece nessa casa. Mãe e filha vítimas de estupro ? E irmão homossexual ? E o pai, onde anda ?  A Pastoral da Família de Campinas precisa identificar a autora do email e visitar a família, para ajudá-los.

EMAIL - A incapacidade da sociedade aceitar que o respeito não é algo que se constrói, mas um direito fundamental. De que nosso corpo e nossa sexualidade dizem respeito somente a nós.

RESPOSTA: Linguagem feminista abortista. Essa é a linguagem feminista, de quem defende o aborto. A incapacidade não é da "sociedade".   Há uma distorção proposital das responsabilidades das pessoas, para buscar um direito inexistente, o de matar. O direito à vida é o primeiro e essencial, dádiva de Deus. A vida está banalizada. Não tem mais valor.  Quando a pessoa acha que matar uma criança no útero da mãe é "normal", tudo o que vem depois - saúde, educação, segurança - perde a importância. Admite-se a pedofilia contra as crianças, admite-se a ideologia gay contra a família, admite-se a violência contra a mulher, admite-se a violência contra as crianças e os idosos, enfim admite-se qualquer coisa contra a pessoa humana. A responsabilidade pela defesa da vida é de cada um.  Não é da "sociedade", esse ente abstrato.  Não é a sociedade que mata, não é a sociedade que estupra, não é a sociedade que rouba, não é a sociedade que joga lixo na rua, não é a sociedade que põe fogo no mato, que derruba árvores, que polui os rios.  As pessoas praticam os atos e devem ser responsabilizadas, cada uma, individualmente, por seus atos. 

EMAIL - Fui a terceira estuprada em menos de uma semana em Barão Geraldo. No dia, a blusa de lã, sapatos fechados e calça jeans contradisseram ao velho discurso da "vadia" que pede por seu assédio. Para ser estuprada, basta ser mulher, independente do juízo de valor.
Assalto seguido de estupro. Fui obrigada a fazer sexo oral, o que me valeu alguns comentários dizendo que podia ser pior. Não há nada pior do que o domínio atroz de seu corpo.

RESPOSTA - Vítimas de estupros. Não sei quantas mulheres foram estupradas em Barão de São Geraldo, nem sei onde é. Se há reincidência, ou há um criminoso serial no local ou há negligência policial. É um absurdo que esse crime ocorra em série sem uma providência policial imediata.  Para esclarecer, o estupro não acontece só com a mulher. Acontece com a criança, com o homem, com o idoso, com qualquer pessoa. O estupro é um crime hediondo, pelas sequelas físicas e psicológicas que deixa nas vítimas, quando estas não são assassinadas. O aborto também é um crime hediondo: a criança tem as pernas e braços cortados e a cabeça esmagada para possibilitar sua saída do útero da mulher pelo cano de sucção, ou são desmanchadas cruelmente com substâncias químicas, que entram pela boca e pelas narinas, para matá-las.CLIQUE ESTUPRO E ABORTO SÃO CRIMES HEDIONDOS   Não aceitamos o estupro nem o aborto.  

EMAIL - Assim que saí de lá e cheguei ao meu destino inicial, havia um carro da polícia querendo impedir a festa de uma república acontecer. Carro este que chegou a passar na rua enquanto meu orgulho de ser mulher era destruído por um desconhecido. A ronda policial em Barão tem apenas um objetivo: estabelecer o toque de recolher aos estudantes para que juízes, delegados, professores universitários e empresários sintam o distrito como uma grande fazenda, sem barulho, sem nada. A segurança das pessoas está e sempre esteve em segundo plano, já não é uma novidade. 

RESPOSTA - Discriminação por profissões?   O texto acima dá a entender que a polícia conhece todas as pessoas, ou elas têm alguma identificação profissional. A polícia protege somente juízes, delegados, professores universitários e empresários ??? 
Os profissionais restantes são abandonados à própria sorte ??? Bispos, padres, coveiros, motoristas, professores do ensino médio, cobradores, advogados, médicos, etc.. não são protegidos pela polícia ??? 
O povo de Campinas  precisa tomar uma providência imediata e forte, reclamando ao Ministério Público contra essa discriminação e contra a inoperância da polícia.  Se "a segurança das pessoas está e sempre esteve em segundo plano", a polícia não precisaria existir, pois esta é a essência de sua existência, a prioridade é a segurança das pessoas. 

EMAIL - A delegacia que funciona em horário comercial (porque crimes só acontecem neste período), não pôde fazer meu B.O. Já a escrivã do quarto DP quase me convenceu de que era eu a culpada, teve de ligar no celular do delegado para confirmar se registrava estupro ou não. E a delegacia da mulher torceu para que eu arquivasse o caso.

RESPOSTA - A delegacia não funciona? Os crimes somente acontecem no horário comercial ? E nem nesse horário a  delegacia funciona corretamente?  As autoridades públicas devem ser cobradas. A segurança pública das pessoas é um dever dos governantes e administradores públicos.  A reclamação deveria ser feita ao Ministério Público, ao juiz responsável pela polícia, aos delegados seccionais,  aos vereadores, aos deputados estaduais e outras autoridades. 

EMAIL - No CAISM, mais de quinze injeções e remédios contra a AIDS que me deram efeitos colaterais por 28 dias...

RESPOSTA - CAISM. Não sei o que é CAISM.  Para fazer um aborto, há necessidade de registro de B.O. e abertura de inquérito policial, para identificar e punir o criminoso.  Quanto à prevenção contra AIDS, parece-nos que é para proteger a mulher da doença.  A mulher já está com as sequelas do estupro e os médicos tentam evitar a AIDS. 

EMAIL - A militante que eu era estava enterrada na culpa de existir, na vontade de abandonar tudo, no medo da ameaças, no "podia ser pior".  Em casa, depois de muito tentar entender meu total desânimo, fui lembrando de todos os fatos históricos que incluíram mulheres, de todas as revoluções que foram conquistadas pela participação ativa feminina.

RESPOSTA - Jesus Cristo protege as mulheres. A revolução em favor da mulher é obra de Jesus Cristo.  Hoje, as feministas atacam o Cristianismo. Mas foi Cristo quem defendeu a mulher adúltera (atire a primeira pedra...), foi Cristo quem valorizou a samaritana, foi Cristo quem aceitou as mulheres no grupo que o acompanhava. 

EMAIL - Recebi a carta da ANEL (que aliás nunca se deu ao trabalho de saber as informações verdadeiras, inventou o dia, a situação e a descreveu como bem quis, deixando claro para mim que o que importava era "fingir" que algo era feito.)

RESPOSTA - ANEL e suas obrigações. Não sei o que significa ANEL. As pessoas que conhecem esse órgão ou entidade devem examinar a informação, para saber sé é verdadeira ou não.  Se for órgão público ou entidade que recebe dinheiro do povo, através da Prefeitura, do Estado ou da União, precisa ser denunciada se não estiver cumprindo suas obrigações. 

EMAIL - Só me senti verdadeiramente segura quando vi o cartaz "Mexeu com uma Mexeu com todas", porque acredito que a única forma das mulheres se defenderem da opressão e lutar por sua liberdade é se auto-organizando. E foi pela conscientização e ação política que pude me fortalecer, me reerguer, cerrar os pulsos e ter a certeza de que NINGUÈM TIRA MEU ORGULHO DE SER MULHER.

RESPOSTA - A velha luta de classes. O marxismo prega a luta de classes: mulheres contra homens, negros contra brancos, olhos azuis contra olhos pretos, patrões contra empregados e outras. Políticos e partidos de esquerda usam essa linguagem para dividir os brasileiros e colocá-los uns contra os outros. A escritora deste email deveria sentir-se segura se defendesse a vida de todos, como faz o Cristianismo.  Todas as pessoas são iguais, criadas por Deus  à sua  imagem e semelhança.  Todas devem ser respeitadas desde o momento da fecundação até a morte natural.  

EMAIL - Conversei com pessoas estratégicas, quem poderia me ajudar de fato e logo fiquei sabendo das mobilizações que rolavam em Barão. Soube também das discussões sobre o "coloca ou não o telefone da delegacia no panfleto", "se queremos ou não punição dos agressores".  Façamos outras passeatas, nossa luta apenas começou! Se usar a roupa que eu escolhi, andar no horário em que decidi, ou ser mulher me faz vadia. Vadia sou e exijo respeito! Agradeço a todas as vadias que saíram nas ruas no dia 11. Vítima número 3 do mês de julho. 

RESPOSTA - Pessoas estratégicas e as "vadias". Pessoas que respeitassem a dignidade da mulher não aconselhariam uma passeata de "vadias", de mulheres mal vestidas, de mulheres desnudas, desrespeitando a dignidade da mulher. A maioria das fotos sobre "vadias" existentes na Internet são impublicáveis.  Para se ter o respeito é preciso respeitar. Essas manifestações denigrem a imagem das mulheres, das mãe brasileiras.  As pessoas estratégicas deveriam orientar um movimento organizado junto ao Ministério Público e ao Juiz que cuida da polícia, aos políticos municipais e estaduais,  pedindo que tomem providências para não acontecerem crimes contra outras pessoas. 


EMAIL - Pude alimentar ainda mais o ódio por ouvir absurdos como o do bispo Bergonzini de que o estupro só ocorre pela permissão da mulher.

RESPOSTA - A defesa da mulher é um dos principais pontos de nosso trabalho, que pode ser visto em nosso blog - http://www.domluizbergonzini.com.br/  
O ódio é um pecado que cega as pessoas. Quem é movido por ódio faz qualquer coisa. E existe a cegueira daqueles que não querem ver. A escritora do email não está dizendo a verdade.  Entendemos que o estupro e o aborto são crimes hediondos. A resposta à jornalista ELIANE (AQUI ) BRUM  e ao jornalista MARCOS ROLIM (AQUI) e ZERO HORA , em nosso blog,  mostram as distorções propositais das matérias sobre nosso trabalho.  O objetivo de nosso trabalho é defender a vida e mostrar a diferença entre o estupro (a relação sexual não consentida, violenta) que permite o aborto por lei, da relação sexual realizada em comum acordo de vontades entre homem e mulher, cujo aborto é proibido.  


EMAIL - A punição tem que ser dada, não se trata apenas de um oprimido que rouba como forma de existir num sistema capitalista, mas de um agressor ao corpo da mulher, que as coloca em risco de vida, que as oprime pelo autoritarismo independente da classe. Defender que não tenham punição é estar ao lado dos estupradores.

RESPOSTA - O ladrão e a punição dos criminosos. A escritora do email fala em apoio aos criminosos. Nós defendemos a punição dos criminosos.  O estupro e o aborto são crimes hediondos. Para punir os criminosos é preciso apontá-los, com o registro do B.O e a abertura do inquérito policial. Na representação que fizemos ao Ministério Público de Guarulhos, esclarecemos que é necessária a apuração dos crimes de estupro e punição dos criminosos.   


EMAIL - "O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes" Cora Coralina

A Bíblia é o livro de Deus, que ensina tudo. Jesus Cristo é o mestre dos mestres. 
Os Dez Mandamentos de Deus são o roteiro mínimo a ser seguido por todas as pessoas, se quiserem um mundo de amor, de paz e de respeito à vida. 

Incluiremos em nossas orações a terceira vítima de estupro, a mãe dela que quase foi estuprada e o irmão homossexual, e também o pai não mencionado, pois deve existir um na família,  pedindo a Nosso Senhor Jesus Cristo que os ilumine. 

OBS: A organização da passeata contra os estupros está na Internet e foi organizada pelo PSTU e outras organizações comunistas e socialistas. Na última linha do panfleto distribuído está o objetivo principal dos organizadores:  "Por uma sociedade socialista." (AQUI)


Aos católicos e cristãos, pedimos que não repassem indiscriminadamente emails. É preciso primeiro duvidar, depois criticar e conferir e por fim discernir. Por trás de palavras jogadas ao vento há sempre intenções escondidas, geralmente contra Jesus Cristo.

Vamos rezar por essas pessoas e partidos que vivem para mentir, cultuar a morte a partir do aborto e enganar os irmãos, para que sejam iluminadas por Jesus Cristo, convertam-se e busquem o bem comum. 


"Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem" , disse Jesus Cristo.



Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Obama: Deus é nosso refúgio e será sempre exaltado pelas nações

No seu discurso, em 11 de setembro de 2011,  pela passagem dos 10 anos dos atentados da Al Qaeda contra os EUA, o presidente Barack Obama disse que Deus é o nosso refúgio e sempre será exaltado entre as nações. 


Obama: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, mesmo que a terra seja retirada debaixo de nossos pés, que as montanhas sejam levadas até o oceano", disse o presidente ao ler o Salmo 46 da Bíblia. "Deus está conosco. Sabemos que houve guerras, que há guerras, e sabemos que ainda sim Deus será sempre exaltado entre as nações."


Fonte: Notícias UOL

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aparecida: Campanha quer garantir direito à vida na Constituição de SP

Terça-feira, 27 de setembro de 2011, 08h25
Nicole Melhado - Da Redação Canção Nova

O coordenador da campanha, professor Hermes Rodrigues Nery, salienta que diversas pesquisas mostram que a população brasileira é contra o aborto

Prof. Hermes Rodrigues Nery
Assegurar pela lei a defesa da vida desde sua concepção até seu fim natural: este é o objetivo da Campanha São Paulo pela Vida. Por meio de uma  iniciativa popular, a Comissão da Diocese de Taubaté em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida querem que seja incluso na legislação de São Paulo uma emenda constitucional, garantindo o direito à vida, tornando o estado o primeiro pró-vida do país.

“A Constituição Federal não permite emendas por via de iniciativa popular, apenas por meio de PECs [Propostas de Emenda à Constituição] apresentadas pelos próprios deputados, o Estado de São Paulo, no entanto, permite que sejam feitas emendas constitucionais por meio de iniciativa popular. Daí o motivo pelo qual a Diocese de Taubaté (que está no estado de São Paulo) apresentou o referido projeto de iniciativa popular”, explica o coordenador da campanha, professor Hermes Rodrigues Nery.

A campanha foi lançada no dia 27 de novembro de 2010, na Catedral de Taubaté, por ocasião da Vigília de Oração pela Vida Nascente proposta pelo Papa Bento XVI, e depois foi aderida por outras dez dioceses: Guarulhos, São José dos Campos, Caraguatatuba, Assis, Presidente Prudente, Santos, Lorena, Campinas, Santo André e Mogi das Cruzes.

Agora a Arquidiocese de Aparecida também adere à campanha. O lançamento em Aparecida está previsto para o dia 02 de outubro; neste dia haverá uma Missa presidida pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis, no Santuário Nacional.

O movimento já alcançou 30 mil assinaturas, mas são apenas 10% do necessário para que seja aceita a emenda. Os organizadores acreditam que com a adesão da Arquidiocese de Aparecida a conquista das 300 mil assinaturas fique mais perto de se concretizar.

“Tal iniciativa se justifica tendo em vista a omissão da Constituição Federal sobre o exato momento do início da vida humana, que a Igreja declara ser 'desde a concepção', amparada em dado científico, constatado desde o século 19, pela embriologia”, destaca o coordenador da campanha.



Arquivo Diocese de Guaratinguetá
A Campanha São Paulo pela Vida já tem o apoio de 11 dioceses do estado. 
Direito à vida

Professor Hermes explica que mesmo o Código Civil brasileiro reconhecendo o embrião humano como pessoa, e com direitos, o Supremo Tribunal Federal optou pelo argumento jurídico, validando a tese da teoria natalista que só reconhece a personalidade civil (e os direitos da pessoa) depois do nascimento, não garantindo assim a proteção integral do ser humano, pois vulnerabiliza sua condição no ventre materno.

“Tudo isso para justificar a legalização do aborto, até o 9º mês; como pretende o projeto de lei 1135 de 1991, que visa despenalizar o aborto no Brasil”, denuncia o especialista em bioética.

Segundo o professor, o Projeto de Lei 1135/91, que tramitava no Congresso Nacional desde 1991, foi rejeitado três vezes: na sessão de 7 de dezembro de 2005, na Comissão de Seguridade Social; depois novamente rejeitado (por 33 votos a zero), por unanimidade (fato raro no parlamento brasileiro), pela mesma Comissão de Seguridade Social, na sessão de 7 de maio de 2008. A PL foi então rejeitada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação e finalmente arquivada em agosto de 2011.

“Os deputados federais que repeliram o PL 1135/91 votaram pela vida e contra o aborto, correspondendo assim ao que deseja a maioria do povo brasileiro, que, como indicam todas as pesquisas, é contra o aborto e em defesa da vida", salienta o coordenador da Campanha São Paulo pela Vida.

Iniciativas que deram certo

Já em nível municipal, a cidade de São Bento do Sapucaí promulgou em abril de 2010, a primeira lei orgânica pró-vida do Brasil, afirmando políticas públicas em defesa da estrutura natural da família e do direito à vida, desde a concepção até a morte natural.

O coordenador da Campanha São Paulo pela Vida conta que tais iniciativas estão sendo feitas em outros países do mundo, como o México, por exemplo, buscando ampliar a conscientização da população de que a “vida vale por inteiro”e não pode ser banalizada ou relativizada.

“O aborto vitima a vida de milhões de inocentes, pessoas privadas ao direito à vida, ceifadas no ventre materno, na pior espécie de violência que se pode cometer contra um ser humano. A proteção da vida desde sua concepção é um princípio científico, não apenas religioso. Esta é uma questão antropológica que ultrapassa as questões religiosas”, reforça o especialista em bioética.

E para aqueles que criticam a participação da Igreja Católica em “iniciativas políticas”, o professor Hermes salienta que é uma entidade que faz parte da sociedade.

“Dizem que a Igreja não pode se meter em política, pois o estado é laico, sim, ele é laico, mas não é ateu. A Igreja deve se manifestar, pois faz parte da sociedade civil”, reforça.

Com a Graça de Deus, voltamos à ativa

Depois de um silêncio de quase um mês, por motivo de saúde, volto às atividades normais e também ao contato com os leitores através de nosso blog.

Todos os emails que vieram nesse período serão respondidos, com toda atenção e carinho que merecem.

Nesse tempo de minha enfermidade, cumpre-me agradecer à Deus por ter-me concedido a possibilidade de refletir sobre as bênçãos que Ele tem me concedido.

Com essa doença, tive oportunidade de repassar a minha vida desde o meu batismo até as funções que hoje exerço, como Bispo Diocesano. Foi, realmente, para mim, um tempo de Graça.

Se eu tivesse que voltar no tempo, faria a mesma trajetória que Deus me concedeu realizar.

Agradeço a todos que me acompanharam com suas orações e pedidos a Deus pelo meu restabelecimento.

Volto com toda a energia, em defesa da vida, da Justiça e do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.