sábado, 27 de agosto de 2011

Políticos do PT levam ao Senado brasileiro nova proposta de legalização do aborto


25.08.2011 - O Movimento em Defesa da Vida no Brasil (MDV) denunciou que na quinta feira, 18 de agosto, a Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, reuniu em Brasília representantes de diversas ONGs que promovem a legalização do aborto no país para a realização de uma plenária e em seguida representantes destas organizações tiveram uma audiência pública no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal para apresentar um documento favorável à despenalização do aborto no Brasil.

A audiência no senado foi convocada pela Senadora Lídice da Mata, do PT da Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo.
O tema da reunião, conforme a convocação oficial, era um “debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.”

Conforme havia sido anunciado pela Senadora Marta Suplicy, as organizações que promovem o reconhecimento do aborto como um direito humano no Brasil, pesadamente financiadas por um conglomerado de fundações norte americanas, estão voltando o foco de suas atenções para o Senado Federal.

Dois dias após o término das eleições de 2010, ao ser questionada por uma repórter sobre “as chances, depois do que aconteceu nas eleições de 2010, do PT retomar bandeiras históricas como o direito ao aborto e ao casamento gay”, a senadora Suplicy respondeu: “certamente a prioridade do governo passará longe disso, e a presidente Dilma se comprometeu e não fará nenhum gesto neste sentido. Porém o congresso é outra coisa, e provavelmente deverá recuperar [o tema]“.

Segundo o MDV, durante a mencionada audiência no Senado, representantes de várias ONGs, entre as quais entre as quais está a Articulação de Mulheres Brasileiras, a Marcha Mundial de Mulheres, a Liga Brasileira de Lésbicas, a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores, apresentaram aos senadores o documento da plataforma para legalização do aborto no Brasil.

O documento, distribuído no Senado, mas não divulgado pelos meios de comunicação, afirma, entre outras coisas que pretende-se retomar, no Brasil, “a proposta de legalização elaborada pela comissão tripartite, instituída em 2005 pela secretaria de políticas para as mulheres, retirando a prática de abortamento do código penal”.

Isto é, afirma o boletim do MDV, “o infame projeto elaborado pelo Governo Lula, apresentado sob a forma do substitutivo do PL 1135/91, que pretendia tornar o aborto legal durante todos os nove meses da gravidez, uma vez que, removido do Código Penal todas as figuras do crime de aborto, não haverá, no ordenamento jurídico brasileiro, qualquer tipificação de crime contra a vida antes do nascimento”.

A Plataforma insiste, porém, paradoxalmente, em “refutar a tese de que se pretende legalizar o aborto até o nono mês de gestação”.

A Plataforma afirma também que o aborto é apenas “o resultado da interrupção da gravidez até a 22ª semana de gestação e cujo produto pesa até 500 gramas”, discriminando o nascituro e ignorando que se trata de um ser humano completamente formado, dotado do mesmo direito inalienável à vida que qualquer outro ser humano, e não um simples produto que pesa até 500 gramas.

Ademais a Plataforma pretende “impedir que organizações religiosas participem na elaboração e controle social das políticas públicas, ou recebam recursos públicos para ação social que seja orientada por princípios religiosos”.

Segundo o MDV o documento pretende também “garantir a orientação sexual” nas escolas e “impedir a prática do ensino religioso na rede pública de educação”.

Simone Franco / Agência Senado
Agência Senado


Para entender os desafios relacionados à defesa da vida no Brasil recomendamos também:
http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf


Colaboração Vicente Sena

Fé na Grã-Bretanha, um ano depois da visita do Papa

Rainha Elizabeth e Bento XVI
26/08/2011

Revoltas em Tottenham, crise da City, escândalo na mídia: também na Grã-Bretanha se observam os sinais dos tempos, com a queda das antigas instituições e as incertezas do novo que chega.

Neste contexto, alguns especialistas do mundo anglo-saxônico se encontraram, em 21 de agosto, no Meeting de Rimini para refletir sobre os efeitos da visita do Papa Bento XVI à Grã-Bretanha, realizada em setembro do ano passado.

Segundo o editor irlandês do Irish Times, John Waters, “a visita do Papa à Inglaterra foi fundamental porque alcançou o coração do mundo anglófono”.

No começo, explicou Waters, os meios de comunicação se centraram nas hostilidades; depois, “de repente, perceberam que havia algo maior acontecendo”.

Austin Ivereigh, coordenador do movimento Catholic Voices, explicou como, no Reino Unido, se está vivendo uma série de crises que colocam em dúvida o modelo “liberal”, do qual já são evidentes os limites.

O primeiro-ministro, David Cameron, falou da “Grã-Bretanha destruída” e Ivereigh afirmou que a Igreja Católica tem uma contribuição própria a oferecer.

Segundo o coordenador de Catholic Voices, a Igreja Católica “pode ajudar a recompor esta Grã-Bretanha destruída” porque, como disse o Papa Bento XVI, “razão e fé precisam uma da outra. Não basta o individualismo liberal. A política e a conveniência precisam de um fundamento ético”.

A propósito disso, John Milbank, professor de Religião, Política e Ética na Universidade de Nottingham, quis precisar que o Papa “atraiu a atenção sobre as origens latinas e católicas do constitucionalismo britânico”.

“Não é verdade – acrescentou o professor, anglicano – que tudo o que é válido na esfera política deriva somente das revoluções americana e francesa. Há raízes medievais e inclusive anteriores.”

Milbank fez votos de um constitucionalismo fundado “no reconhecimento de um bem superior”, porque a fraternidade “é impossível sem Deus e sem Jesus Cristo”.

Adrian Pabst, leitor de Política e Religião na Universidad de Kent, na Cantuária, constatou a crise pan-europeia que afeta também os Estados Unidos, e reivindicou a necessidade de “uma democracia cristã popular, diferente daquela da pós-guerra, que não se baseie nos partidos, mas na sociedade civil”.

Segundo Pabst, os modelos dominantes de democracia e de capitalismo são indiferentes aos valores absolutos e à verdade; por isso, é necessário, como advertiu Luigi Sturzo, fundador da Ação Católica, fazer referência à Igreja, que é um elemento constitutivo da sociedade civil.

Fonte: Zenit

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

JMJ Rio 2013: Bento XVI escolheu o tema


“Ide e evangelizai todos os povos”
CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 24 de agosto de 2011 (ZENIT.org)

O Papa Bento XVI anunciou hoje, ao término da audiência geral realizada no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o lema escolhido para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio de Janeiro.

O lema será a passagem evangélica de Mateus 28, 19: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”.

A JMJ do Rio será realizada entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, segundo informa L'Osservatore Romano.


O lema escolhido pelo Papa sublinha o caráter missionário da próxima JMJ, como já anunciou o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, na coletiva de imprensa realizada em Madri imediatamente depois do encerramento da JMJ 2011.

O Papa também anunciou o lema da JMJ do próximo ano que, como é tradição, será realizada nas dioceses no Domingo de Ramos de 2012: “Estai sempre alegres no Senhor!”, tirado da Carta aos Filipenses (4, 4).

“Desde já, confio à oração de todos a preparação destes importantes encontros”, disse o Papa aos fiéis reunidos no pátio de Castel Gandolfo.

150 milhões de euros para Madri


Madrid, 22 ago 2011 (Ecclesia)

A Câmara do Comércio de Madrid e da Confederação de Empresários de Madrid estimou em 160 milhões de euros o total arrecadado durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), referiu o seu presidente ao jornal ‘El País’.

A iniciativa, promovida pela Igreja Católica, decorreu em Madrid, entre terça-feira e domingo, sob o lema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”, reunindo mais de um milhão de peregrinos, dos quais 12 mil portugueses.

A Confederación de Comercio de Madrid (COCEM) adiantou, por seu lado, que os ‘tickets’ de refeição dos peregrinos permitiram um ganho de 39 milhões de euros e que a ocupação hoteleira aumentou em 30%, face aos números normais de agosto.

Em comunicado, a COCEM manifesta a sua “satisfação pela imagem da capital que se transmitiu ao mundo”.

O diretor-geral da Associação Empresarial de Hostelaria da Comunidade de Madrid 'La Viña', Juan José Blardony, soma a estes números um benefício de 22,5 milhões de euros para os associados.

A direção financeira da JMJ 2011 afirmou por diversas vezes que esta iniciativa da Igreja Católica tinha “custo zero” para os contribuintes espanhóis e daria mesmo lucro à cidade.

A Jornada de 2011 teve um orçamento de 50 milhões de euros, sustentando em larga medida (31 milhões de euros, 62% do total) pelas inscrições dos peregrinos (mais de 456 mil), procedendo o restante de patrocínios e donativos particulares.

Os gastos públicos com a viagem do Papa e a JMJ estiveram na origem de protestos de várias organizações espanholas, durante a última semana, que degeneraram em confrontos com a polícia.

Celso Arnaldo: a Rede Cegonha do Brasil Maravilha não livra da morte os filhos de Raimundos e Vanessas do país real

O jornalista Celso Arnaldo Araújo viu a notícia no Jornal Nacional. E traduziu num texto irretocável a reação dos brasileiros decentes. Confiram:
POR CELSO ARNALDO ARAÚJO
Raimundo Cícero e Vanessa do Socorro pagaram muito caro – duas vidas perdidas antes do primeiro choro, duas outras vidas devastadas pelo choro que será eterno. Só porque não tiveram a iniciativa de recorrer à cegonha reinventada por Dilma nos laboratórios do Brasil Maravilha, em vez de baterem à porta da Santa Casa de Misericórdia do Belém do Pará, na madrugada de ontem.
Grávida de gêmeos e portadora de lúpus, uma complexa doença autoimune, Vanessa fazia questão de seguir à risca a rigorosa rotina de controle da gestação recomendada pelos médicos da própria Santa Casa, onde fazia seu pré-natal. Era uma gravidez de duplo risco: pela moléstia de base e pela gemelaridade.
O casal estava ciente de que os bebês poderiam nascer antes da hora – e a faixa de maior risco era justamente por volta das 32 semanas atuais. Vanessa estava bem e, dadas as circunstâncias, os gêmeos até que se desenvolviam a contento, a esta altura talvez já fossem viáveis com um atendimento adequado – nos últimos anos, a neonatologia fez progressos notáveis em relação a prematuros, se o pré-natal é bem feito e o parto é seguido de cuidados intensivos.
Às 2 horas daquela madrugada, as primeiras pontadas — que às 3 haviam se tornado menos espaçadas e mais violentas. Podia ser a hora. Mas, mesmo se não fosse, Vanessa precisaria do socorro que seu nome chamava. Às 3 e pouco, Raimundo amparou-a em direção ao ponto de ônibus. Do distrito de Outeiro, periferia de Belém, ao centro da capital, foi uma hora e meia de terra batida, na melhor das hipóteses. É possível – sim, é possível – que a viagem tenha agravado as condições da gestação e aumentado o risco dos gêmeos.
Mas, da mesma maneira que entrada de pronto-socorro é o lugar mais perigoso do Brasil para marginais que se confrontam com a polícia – porque quase todos morrem, nos boletins de ocorrência, ao “darem entrada no pronto-socorro” – a entrada da Santa Casa de Misericórdia de Belém do Pará seria o lugar mais perigoso da face da Terra para os gêmeos de Vanessa e Raimundo. Estava amanhecendo em Belém – mas eles nunca veriam seus primeiros raios de luz.
“TUDO LOTADO”
À porta do hospital, o desespero do casal, ele em prantos, ela em dores, não convenceu o porteiro. Não podia deixar mais ninguém entrar porque estava “tudo lotado”, ordem dos médicos. Foi lá dentro confirmar e voltou com a mesma resposta: porteira fechada. Raimundo e Vanessa tinham ido em busca de uma “boa hora” para seus bebês. Era, porém, uma má hora para a Santa Casa. Quando uma maternidade de alto risco, de qualquer lugar do mundo, nega atendimento a uma paciente sua em trabalho de parto de gêmeos, há algo de profundamente errado – profundamente doentio.
O casal se dirigiu então, provavelmente de ônibus, ao Gaspar Viana, hospital da rede pública de Belém, em outro bairro da capital. Na porta, ouviu a mesma explicação dos guardiões da saúde. Não há vagas. E agora, Raimundo? A incerteza e a desesperança consumiram mais uma hora e meia da vida dos gêmeos – foi o tempo que o casal ficou na calçada, atônito. Mas o quadro de Vanessa se agravou, o serviço de resgate dos bombeiros foi acionado. Ciente do impasse, os soldados assumiram uma questão de honra: voltar à Santa Casa com a gestante — para isso, requisitaram uma viatura-ambulância. Parecia óbvio: na Santa Casa, Vanessa já tinha ficha com seu histórico médico, a lotação seria apenas um detalhe a ser superado, de qualquer jeito, numa circunstância tão dramática.
No interior da ambulância, e em frente à Santa Casa, enquanto os bombeiros intercediam pelo atendimento emergencial, a bolsa de água estourou. Um dos bebês nasceu – morto. Mas havia o segundo. Sob a pressão dos bombeiros, a equipe de plantão enfim permitiu a entrada de Vanessa – mas também não conseguiu salvar o irmão gêmeo do primogênito natimorto. Raimundo, auxiliar de cozinha, aos prantos: “Meus filhos morreram do lado de fora do hospital por falta de atendimento. Bateram a porta na nossa cara. Depois que meu filho morreu, fiquei desesperado e entrei. Tinha 15 médicos lá dentro”.
Um desses médicos, a obstetra Cynthia Lins, recebeu voz de prisão de um dos indignados bombeiros. Depois de prestar depoimento, foi solta. Na saída, com o cinismo próprio de funcionários públicos com estabilidade, negou ter havido a omissão que os fatos gritantes demonstram, sem necessidade do “rigoroso inquérito” de praxe. Os bebês podem até ter chegado mortos ao hospital da primeira vez — mas só um obstetra poderia atestar isso. E só um médico teria chance de salvá-los, se houvesse essa chance. A omissão de socorro é sempre potencialmente fatal, em princípio e por princípio.
Mas não foi omissão, repete a médica, foi excesso de gente: “Superlotação que nós se encontramos no momento”, afirmou ela ao Jornal Nacional, com uma gramática que nos soa familiar, quando comparada a uma declaração ouvida semana passada, durante a inauguração de uma unidade de saúde no interior do Ceará, naquele estilo já inconfundível:
“A Rede Cegonha é um tratamento da mãe antes do parto, durante a gravidez, no parto e depois no pós-parto, o tratamento da mãe e da criança. Em todas as fases, a gente olha duas pessoas que são essenciais para a saúde do povo brasileiro: a mãe a criança”.
Raimundo e Vanessa não devem ter escutado o discurso presidencial. Se tivessem ouvido, e conseguissem atravessar essa sequência de ideias tão tortuosa, achariam que a dona Cegonha que presta serviços ao Brasil Maravilha – ao contrário dos maus médicos de Belém, já afastados pelo governador Simão Jatene, e, de resto, do tenebroso serviço de saúde pública do Brasil Real — olharia com todo carinho para as duas pessoas mais essenciais da vida de Raimundo e Vanessa.

24/08/2011
 às 0:05

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Frente lança marcha em defesa do Estatuto do Nascituro


Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida promoverá nesta quarta-feira (24) o ato de lançamento da 4ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida.
Arte/Agência Câmara
feto
O estatuto define que a vida começa na concepção.
Organizada pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil sem Aborto, a marcha será realizada em 31 de agosto, na Esplanada dos Ministérios, saindo do Museu Nacional. Os organizadores pretendem entregar ao presidente da Câmara, Marco Maia, um abaixo-assinado com 50 mil assinaturas em apoio à proposta do Estatuto do Nascituro (PL 478/07). Nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido.
A proposta define que a vida começa na concepção. O objetivo é garantir ao nascituro o direito à vida, à saúde, à honra, à integridade física, à alimentação e à convivência familiar. A marcha defende o substitutivo da relatora do estatuto na Comissão de Seguridade Social e Família, deputada Solange Almeida (PMDB-RJ).
O substitutivo não altera o artigo 128 do Código Penal, que autoriza o aborto praticado por médico nos casos de estupro e de risco de vida para a mãe. Em caso de estupro, o  substitutivo  prevê assistência pré-natal, com acompanhamento psicológico para a mãe, e o direito de ser encaminhado à adoção, caso a mãe concorde. Identificado o genitor do nascituro ou da criança já nascida, este será responsável por pensão alimentícia e, caso ele não seja identificado, o Estado será responsável pela pensão.
Ao nascituro com deficiência, o projeto garante todos os métodos terapêuticos e profiláticos existentes para reparar ou minimizar sua deficiência, haja ou não expectativa de sobrevida extrauterina.

O projeto original proibia a manipulação, o congelamento, o descarte e o comércio de embriões humanos, com o único fim de serem suas células transplantadas para adultos doentes - práticas consideradas "atrocidades" pelos autores da proposta. O substitutivo retirou essa proibição.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família, na forma do substitutivo de Solange Almeida, e ainda precisa ser votada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.
A frente parlamentar é coordenada pelo deputado Salvador Zimbaldi (PDT-SP).
Foram convidados para o lançamento da marcha:
- a cantora Elba Ramalho;
- a presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil sem Aborto, Lenise Garcia;
- a deputada Solange Almeida;
- o presidente da Comissão de Finanças e Tributação e relator do Estatuto do Nascituro nessa comissão, deputado Claudio Puty (PT-PA);
- um representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
- um representante da Arquidiocese de Brasília;
- um representante da Federação Espírita Brasileira (FEB);
- representante da Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF);
- um representante do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp).

A reunião será realizada às 14 horas, auditório Freitas Nobre.
Da Redação/WS  - 
22/08/2011 12:48

Pensamentos sobre Madri...

Hoje, a imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comenta, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha...


Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura... A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão...
Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente neste Blog: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!


Pense um pouco: (1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança! (2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!


(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo! (4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor... Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela! (5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos... Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala! (6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo. (7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.
Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado... Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!

 


 Escrito por Dom Henrique às 22h00 - 22.08.2011

Movimento Nacional contra a corrupção e a impunidade



Senado Federal e sociedade civil debatem corrupção e impunidade no Brasil
Já o bispo de Ipameri (GO) e representante da CNBB na Audiência Pública, dom Guilherme Werlang, destacou as lutas sociais que a CNBB está engajada, como a aprovação imediata e integral do texto da lei da Ficha Limpa pelo STF e pela reforma política no país.
“A CNBB se sente honrada por participar dessa Audiência. Um debate franco com o parlamento e com a sociedade brasileira. A CNBB quer ser parceira no aperfeiçoamento das instituições democráticas, e só logrará êxito eliminando de vez por todas a corrupção e a impunidade”, ressaltou dom Guilherme.
Para dom Guilherme, a Reforma Política deve ser profunda e não “pequenos reparos como numa colcha de retalhos”. “A luta pela corrupção ensejou mobilização social em outros tempos. Devemos lutar, agora, pela ética em todos os aspectos públicos, buscando a autêntica democracia”.
Fonte:Arquidiocesepoa

OAB vai à luta contra a corrupção, diz Ophir após se reunir com senadores

Brasília, 16/08/2011 - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lança na próxima semana em Brasília o Observatório da Corrupção, considerado um primeiro passo dentro do Movimento Nacional de Luta sem Medo contra a Corrupção com o qual a entidade pretende atrair adesão de parceiros da sociedade civil, inclusive partidos políticos,  estudantes e dirigentes sindicais, comprometidos com a bandeira de resistência aos desmandos  com a coisa pública e à impunidade no País. O anúncio foi feito hoje (16) pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, após se reunir reservadamente com os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF), Luiz Henrique (PMDB-SC) e Paulo Paim (PT-RS).
A reunião aconteceu no gabinete do senador Simon, que lançou nesta segunda-feira da tribuna do Senado um movimento suprapartidário contra corrupção e impunidade. "Hipotecamos aos senadores nossa solidariedade ao movimento, ao mesmo tempo que informarmos nossa intenção da OAB de debater e desenvolver formas de ataque à corrupção, que é um clamor da sociedade brasileira", disse Ophir Cavalcante à saída do encontro. Segundo ele,  dois passos importantes rumo ao combate à corrupção, por essa articulação de forças, já ficaram definidos na reunião de hoje: além do Observatório da Corrupção que a OAB estará instalando no próximo dia 24, uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, na próxima terça-feira (23), discutirá o problema com várias entidades da sociedade civil.
O Observatório da Corrupção, conforme Ophir, é um instrumento que a OAB criará para dar maior visibilidade à sociedade brasileira sobre os casos de corrupção e desvios de recursos públicos que estejam em julgamento no Poder Judiciário. Com amparo em sua Comissão Especial de Combate à Corrupção e à Impunidade,  a ideia da entidade é disponbilizar no site do Conselho Federal todos os processos que tratam de corrupção. "O Observatório vai funcionar assim como uma ponte entre a OAB e a sociedade civil brasileira para que passe a acompanhar, fiscalizar e cobrar ações mais determinadas que dêem um basta à corrupção em nosso País", explicou Ophir.
O presidente nacional da OAB destacou, todavia, que Observatório pretende funcionar como um embrião ou pontapé inicial de um movimento maior  de resistência e repúdio à corrupção em todo o País, envolvendo todas as 27 Seccionais da entidade, suas mais de 1 mil Subseções com capilaridade em todo o País, sem contar a adesão que espera de outras entidades e dos partidos políticos comprometidos com essa luta.
Fonte: OAB Brasil

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Brasil recebe condenação inédita da ONU - mortalidade materna

Há tempos estamos falando que a questão do aborto está totalmente relacionada com a falta de atendimento à mulher grávida pelo sistema de saúde dos governos, a partir da fecundação do óvulo e após o nascimento da criança.  


Em Brasília, em plena capital do país, uma mulher ficou com o bebê morto no útero por oito dias e outra recebeu o feto num vidro (AQUI)


A condenação da ONU prova que a preservação da vida das mulheres e das crianças deve ser feita com especialização médica no atendimento à mulher gestante, desde a data da fecundação e após o nascimento da criança.   



Brasil recebe condenação inédita da ONU
22/08/2011
Em caso inédito, o Brasil foi condenado pela ONU na área da saúde por violação aos direitos humanos da mulher grávida. Em questão está o caso da brasileira Alyne Silva Pimentel, que morava na Baixada Fluminense. Em 2002, no sexto mês de gestação, ela deu entrada em um hospital público, em situação de alto risco de vida. Lá permaneceu cinco dias sem receber atendimento e morreu.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

Bento XVI terá boas notícias: aumentou o número de católicos no Brasil entre 1990 e 2010


Jornalista Lauro Jardim
O economista Marcelo Neri, de vez em quando, faz pesquisa sobre a religião católica no Brasil.  No sábado passado, 20.08.2011,  o jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, publicou o resultado da pesquisa mais recente.  Baseado na pesquisa, ele afirma que o número de católicos diminuiu no Brasil, entre os anos 90 até  2009.  


Segundo a pesquisa anterior de Marcelo Neri, realizada em 2007, o número de católicos teria "parado de cair" de 2000 a 2003. Na pesquisa recente, o número de católicos estaria “diminuindo aceleradamente”. 

Para fazer essa afirmação, a pesquisa se baseia em percentuais, sem considerar a população brasileira.  Afirma que em 1991 o percentual de católicos era 80,24%, que entre 2000 e  2003 o percentual estabilizou 73,89% e que, de 2003 a 2009 o percentual de católicos brasileiros diminuiu para 68,4% .

A população brasileira em 1990 era de 145 milhões de pessoas. Portanto, 80,24% representam o número de 116,348 milhões de católicos. Em 2000 a população brasileira era de 169 milhões de pessoas. Portanto,  73,89% resulta em 124,874 milhões de católicos. Em 2010 a população brasileira era de 190 milhões de pessoas. Portanto, 68,4% correspondem a 130 milhões de católicos. (Ver IBGE) 

O crescimento da população brasileira entre 1990 e  2000 é de 14,5%  e de  2000 até 2010, de 12,3%. O crescimento do número de católicos de 1990 até 2000 é de 6,89% e de 2000 até 2010 é de 4,83%.  

Pode-se dizer que o percentual de crescimento do número de católicos não está acompanhando o percentual de crescimento da população brasileira. Mas não é verdade que o número de católicos está "diminuindo aceleradamente". Também não acontece o "encolhimento do catolicismo”.  

O número de católicos está crescendo e não diminuindo. Na década de 1990 a 2000 cresceu 6,8% e na década de 2000 a 2010 cresceu 4,8%. O número de católicos cresceu menos, mas continuou crescendo.

O Papa terá boas notícias quando vier para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho de 2013.                                                                                                                                                                                                                                                                     
20.08.2011 -
Encolhimento do catolicismo
É iminente o anúncio oficial da próxima visita do papa ao Brasil, que acontecerá em janeiro de 2013. Coincidirá com uma péssima notícia para a Igreja: o número de católicos no Brasil, que diminuiu aceleradamente nos anos 80 e 90 e se estabilizou no início da década passadas, voltou a cair.  É o que revela uma pesquisa inédita feita pelo economista Marcelo Neri, da FGV/RJ, com base em dados do IBGE,
Entre 2003 e 2009, houve uma queda de 7,3% entre os que se declaram católicos. Nesse mesmo período, os evangélicos passaram de 17,9% para 20,2% do total de brasileiros. Hoje, portanto, os católicos somam 68,4% da população — o menor porcentual da história (no início dos anos 80, 90% da população era católica).A pesquisa mostra outra novidade: proporcionalmente, entre os brasileiros católicos há mais homens do que mulheres. É a primeira vez que isso acontece.Por Lauro JardimFonte: Veja.abril.com.br
02/05/2007 - 17h45
Proporção de católicos no Brasil pára de cair, diz estudo da FGV
Reuters
Fiel acena bandeira do Brasil à passagem do papa Bento 16 no Vaticano
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Quando o papa Bento 16 chegar ao Brasil, neste mês, receberá uma boa notícia, segundo um estudo divulgado na quarta-feira: o percentual de católicos entre a população do país, decaindo desde que há registros, se estabilizou com o novo milênio."É uma surpresa para a própria Igreja, porque os dados do Vaticano, os dados que estavam circulando, tinham uma visão mais pessimista sobre a taxa de católicos no Brasil", disse o economista Marcelo Néri, coordenador do trabalho. Segundo dados socioeconômicos dos censos demográficos, o percentual de brasileiros católicos vinha diminuindo desde o primeiro estudo, em 1872, e de forma acelerada na década de 1990, quando o retrocesso foi de um ponto percentual anual.Em 1872, 99,72% dos brasileiros eram considerados católicos, taxa que caiu para 82,24% em 1991, quando a queda se acelerou para chegar a 73,89% em 2000."Era [na década de 1990] uma queda de um ponto percentual por ano, uma queda em aceleração", disse Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).Mas o estudo "Economia das Religiões: mudanças recentes" mostrou que a porcentagem de católicos no Brasil se estabilizou com o novo milênio e em 2003, último ano sobre o qual há dados, a taxa alcançou 73,79% da população."O que o estudo mostra é essa estabilidade [da porcentagem de católicos no país] de 2000 a 2003, que nos surpreendeu", disse Néri em entrevista coletiva.O retrocesso da religião católica na década de 1990 se registrou por causa de um crescimento dos crentes evangélicos, que de 9% em 1991 passaram a constituir 16,2% da população em 2000.O estudo também mostrou que nos três primeiros anos do novo milênio os evangélicos continuaram crescendo, alcançando 17,9% em 2003. No entanto, à diferença do ocorrido nas últimas décadas, as igrejas evangélicas se nutriram de não religiosos, em lugar de católicos arrependidos."O que caiu [entre 2000 e 2003] foram basicamente os sem religião, que eram 7,4% em 2000 e 5,1% em 2003, exatamente o mesmo nível de 1991", disse Néri. "Basicamente, a história é a substituição dos sem religião por evangélicos, pentecostais e tradicionais", acrescentou.Algumas das razões para a redução na queda do catolicismo no Brasil poderiam ser a maior estabilidade econômica do país e melhor distribuição de renda para os mais pobres, entre os quais essa religião tem maior penetração, disse Néri.A globalização também poderia ter incidido, já que a Igreja Católica tem uma difusão mundial.O estudo, baseado em censos oficiais de 2002 e 2003, também indicou que os católicos, sendo 73,8% da população, apenas contribuem com 30,9% das doações feitas às igrejas.Já os pentecostais, que constituem 12,5% da população, contribuem com 44% do total de doações, e os evangélicos tradicionais, 22,7%. Também os evangélicos, em geral, têm 3,7 vezes mais pastores que o conjunto de padres, freiras e outros religiosos católicos.Segundo o estudo, existem 17,9 vezes mais pastores evangélicos por cada fiel que padres católicos.Algumas das razões para essa diferença, afirmou Néri, podem ser o celibato a que estão obrigados os sacerdotes católicos e ao fato de deverem dedicar cerca de nove anos para se formar, enquanto um pastor evangélico o faz ao final de meses.
Fonte: Noticias.uol.com.br

23% das mortes maternas são por hipertensão

Ao contrário do que apontam os defensores da liberação do aborto, a maior parte das mortes maternas nos partos acontecem por outras causas.



Se estivessem preocupadas com a saúde das mulheres e das crianças, os (as) abortistas deveriam cobrar melhores condições dos  serviços de saúde  - SUS e outros - dos governos.  Dentre as principais causas estão a hipertensão, a septicemia, hemorragias e complicações de aborto, que engloba os abortos espontâneos. 


23% Pressão arterial. É inacreditável que 23% das mortes maternas sejam causadas por hipertensão arterial.   Se houvesse atendimento especialização para a mulher na saúde pública, nenhuma mulher morreria no ato do parto por hipertensão.   A dra. Estela Aquino, especialista em saúde pública, aponta a grande quantidade de cesarianas e a negligência em alguns cuidados durante o pré-natal, como medir a pressão arterial das gestantes, entre os fatores que retardam a queda do indicador de mortalidade materna. 

Antes de matar os bebês, precisamos manter a vida das mulheres dando excelentes condições de acompanhamento e atendimento médico. Há negligencia até no controle de pressão, um procedimento muito simples.




Pesquisa aponta incidência indiscriminada de cesarianas
Publicação: 18 de Agosto de 2011 às 00:00
A taxa de operações cesarianas no Brasil representa a maior do mundo, chegando a 44% dos partos realizados no período de 2005 a 2009, enquanto a Organização Mundial da Saúde estabelece que apenas 15% dos partos podem ser operatórios. Os dados integram o mais recente relatório global do Unicef "Situação Mundial da Infância 2011", que está sendo divulgado em todo o mundo, alertando a população sobre as vantagens do parto normal e os riscos do parto cirúrgico. No Brasil, dados oficiais do Ministério da Saúde - Datasul mostram um percentual ainda maior. Em 2009, nas regiões mais ricas do país, Sul e Sudeste, o percentual chega a 57% em média. Em Rondônia a taxa é a mais alta do Brasil, 61%.marcelo casalEm 111, dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, a percentagem de adolescentes grávidas supera os 20% do total de gestantesEm 111, dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, a percentagem de adolescentes grávidas supera os 20% do total de gestantes
Acre e Amapá têm as menores do país: 31% e 29%, respectivamente. No Rio Grande do Norte a proporção de cesarianas chegou a 47%. Segundo o Ministério da Saúde são realizadas uma média de 558 mil cirurgias desnecessárias por ano, que acarretam um desperdício de 84,3 milhões para o SUS (Sistema Único de Saúde) e a ocupação de mais de 1.600 leitos hospitalares por dia.
O Unicef defende o parto normal e posiciona-se contrario a cesariana desnecessária. Acredita que, para reverter à atual situação no Brasil, é preciso que a sociedade - principalmente as famílias - seja conscientizada sobre os benefícios do parto normal e que os profissionais de saúde só indiquem o parto operatório nos casos necessários.
Entre as vantagens do parto normal destaca-se a rapidez na recuperação; ausência de dor no pós-parto, a rápida recuperação deixa a mãe mais tranqüila, o que favorece a lactação ; a alta é mais rápida, o que possibilita à mãe retomar seus afazeres prontamente; a cada parto normal, o trabalho de parto é mais fácil do que no anterior; se a mulher vir a sofrer de mioma (patologia comum do útero), na eventual necessidade de uma operação, esta será mais fácil e o relaxamento da musculatura pélvica não altera em nada o desempenho sexual.
Transformar gratuitamente (isto é, sem indicações precisas) um ato fisiológico, o parto normal, em ato operatório, parto cirúrgico, traz muitas desvantagens para a mulher. Entre elas, destaca-se a possibilidade da chamada infecção puerperal ou pós-parto, 30 a 40 vezes maior numa cesariana que no parto normal, entre outras complicações à saúde.
A cesariana deve ser indicada apenas nos casos em que a posição da criança não é adequada (ao invés de ela estar de cabeça para baixo, está sentada); não houve boa dilatação do colo do útero; a criança é muito grande e a bacia da mãe é muito pequena, não dá passagem para a criança; durante o trabalho de parto, surge o sofrimento fetal (demora que podem causar falta de oxigenação), quando esperar o desenrolar do trabalho de parto pode ser prejudicial à saúde do bebê; descolamento prematuro da placenta (que ocasiona hemorragias e falta de oxigenação); encurtamento do cordão umbilical; mãe de primeiro filho idosa; eclâmpsia ou pré-eclâmpsia (acesso convulsivo  da parturiente); insuficiência placentária e sensibilização do feto pelo fator Rh.
O aumento do número de cesarianas é um fato mundial e se deve sobretudo ao avanço tecnológico, facilitador de um diagnóstico acurado das condições da criança no útero. Aliado a isso, o temor da dor do parto e uma cultura implementada nas últimas décadas, com declarações de mães dizendo que seu filho nasceria numa data que lhe seria conveniente, não haveria correrias, etc. A essa visão algo distorcida dos fatos veio aliar-se a conveniência do médicos: um trabalho de parto normal pode tomar de 4 a 8 horas (e às vezes mais) do tempo deles, enquanto numa cesariana, em condições normais, tudo se resolve em pouco mais de uma hora.
Buscando fortalecer a capacidade de mães, gestantes e famílias de exigir seus direitos, promovendo maior participação cidadã e, assim, garantir que os direitos assegurados em lei sejam cumpridos, o UNICEF e o Ministério da Saúde lançaram, dia 1º de agosto no Rio de Janeiro, o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê. Ilustrado pelo cartunista Ziraldo, o guia apresenta de forma simples e direta informações essenciais sobre o direito ao pré-natal de qualidade, ao parto humanizado e à assistência ao recém-nascido e à mãe, além de informações sobre a legislação vigente. O material pode ser acessado no site.
Brasil não consegue reduzir mortalidade
Pesquisadores da área de saúde avaliam que o Brasil não deve conseguir reduzir a taxa de mortalidade materna, um dos indicadores dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas. Atualmente, o país registra 68 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. A meta das Nações Unidas é de cerca de 35 para cada 100 mil até 2015. Assim, a queda precisa ser de aproximadamente 48% em quatro anos. Em 18 anos, de 1990 a 2007, o país registrou uma redução da taxa em 56%, passando de 140 a cada 100 mil crianças nascidas vivas para 75 por 100 mil, conforme dados do governo federal.
Para especialistas em saúde pública como Estela Aquino, que atua na Universidade Federal da Bahia, a diminuição foi significativa, mas ainda é insuficiente para tirar o Brasil do ranking das nações com alto número de mortes durante a gravidez e o parto - que é cinco a dez vezes maior que o dos países ricos.
Ela aponta a grande quantidade de cesarianas e a negligência em alguns cuidados durante o pré-natal, como medir a pressão arterial das gestantes, entre os fatores que retardam a queda do indicador.
A questão da mortalidade materna é um dos temas da série especial feita pela revista médica inglesa The Lancet sobre a saúde do brasileiro.
De acordo com o artigo, do qual Estela Aquino integra o grupo de autores, as principais causas de mortes maternas em 2007 foram doenças hipertensivas (23%), septicemia - infecção geral grave do organismo - (10%), hemorragia (8%) e complicações de aborto (8%).
Gravidez precoce
Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, 111 apresentam taxas de gravidez na adolescência que superam 20% e 58 ultrapassaram a marca dos 25%. Os dados são do Portal dos Objetivos do Milênio, que acompanha indicadores dos municípios brasileiros. O percentual de mães com idades inferiores a 20 anos é preocupante. Na maioria dos casos, as meninas passam a enfrentar problemas e a assumir responsabilidades para as quais não estão preparadas, com graves consequências para elas mesmas e para a sociedade. Veja, na tabela a seguir, os municípios potiguares com percentuais que superam os 30%.