sábado, 6 de agosto de 2011

Bento XVI aplaude trabalho solidário e pró-vida dos Cavaleiros de Colombo - USA

DENVER, 04 Ago. 11 / 10:08 am (ACI/EWTN Noticias)

O Papa Bento XVI expressou sua satisfação e gratidão à comunidade católica dos Cavaleiros de Colombo por suas "múltiplas obras de fraterna solidariedade" com ocasião da Assembléia que a Ordem celebra estes dias em Denver (Estados Unidos), sob o tema "Para que o mundo possa conhecer nova esperança".

Em uma mensagem assinada pelo Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, e enviada aos Cavaleiros de Colombo, o Papa expressou "sua profunda gratidão aos Cavaleiros de Colombo por sua contínua contribuição ao responsável debate público sobre os grandes tema éticos que moldam o futuro das nossas sociedades democráticas".

"Hoje, frente aos sinais cada vez mais evidentes de um crescente esquecimento de Deus, o rechaço da maior parte dos princípios fundamentais de moralidade e a ruptura nas reais bases da vida social, nenhum seguidor de Cristo pode esquecer este urgente chamado a trabalhar pela reconstrução de nossas comunidades, de acordo com os valores permanentes que radicam na lei natural, confirmam-se no Evangelho e se custodiam na visão cristã da vida", assinalou Bento XVI.

O Papa vê no serviço ao bem comum dos Cavaleiros um exemplo de apostolado laical. "Este testemunho claro e valente é mais necessário que nunca à luz da proliferação de iniciativas legislativas que não só ameaçam as instituições básicas da sociedade, como o matrimônio e a família, mas também ameaçam os direitos humanos fundamentais da obediência de consciência e da liberdade religiosa", indicou.

Finalmente, o Santo Padre exortou à Ordem de Colombo seguir renovando e reforçando seus programas de catequese e formação permanente na fé, e sob a guia da moralidade cristã para que "estejam preparados para oferecer uma reflexiva razão de suas mais profundas convicções".

Os Cavaleiros de Colombo

A Ordem dos Cavaleiros de Colombo nasceu no ano 1882 nos Estados Unidos por iniciativa do sacerdote católico Michael Mc Givney, quem decidiu fundar uma sociedade católica de mútua ajuda para os mais necessitados.

Atualmente, os Cavaleiros de Colombo são uma sociedade católica comprometida com a promoção da cultura da vida e da caridade, e sustentam campanhas de ajuda ao Japão e Haiti. Conta com 1.6 milhões de membros, e constitui a ordem mais numerosa do mundo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Comunistas querem políticas voltadas para o aborto


16 de Fevereiro de 2011 - 16h47
Almoço da bancada do PCdoB com o ministro Padilha
Durante almoço na Liderança do PCdoB, parlamentares debatem saúde com ministro Padilha

Bancada comunista recebe ministro e debate mudanças para a saúde

Na tarde desta quarta-feira, 16, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, almoçou com a bancada do PCdoB no Congresso. Padilha quer estreitar relações com os partidos para melhorar a gestão da área no país. O ministro comentou que o PCdoB é um partido que tem vasta experiência na luta pela saúde e que precisa da ajuda dos deputados e senadores para estruturá-la no Brasil.
O ministro ouviu os deputados e afirmou que irá atender às sugestões dos comunistas. Durante a conversa, os parlamentares colocaram alguns temas em debate. 
Dentre eles, a distribuição de seguridade social, políticas voltadas para o aborto, má gestão de empresas públicas e privadas com relação à saúde.

O ministro disse que dará atenção aos temas e elogiou a posição dos comunistas. Padilha enfatizou ainda a necessidade de padronizar e melhorar os modelos de gestão dos programas de saúde. "Precisamos estimular o Congresso a construir modelos gerenciais seguindo os padrões do Sistema Único de Saúde. Gostaria de contar com os parlamentares para alcançarmos essa meta", defendeu o ministro.

O deputado Osmar Júnior (PI), líder da bancada comunista na Câmara, elogiou a atitude do ministro e enfatizou que "precisamos trabalhar para melhorar o financiamento da saúde e para obtermos melhor gestão e aproveitar bem os recursos".

O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, também elogiou a atitude do ministro e disse que  é democrática e honesta. "Isso mostra que ele se preocupa com a relação com os partidos. É um ministro que goza de prestígio político. E este fato é fundamental para quem deseja fortalecer a saúde pública. Mais importante até do que ser uma pessoa ligada diretamente à área, como o ministro Padilha, é a sua força política no atual governo", disse o presidente.
De Brasília,
Régia Vitória
Fonte: PCdoB

Ditadores, comunistas e nazistas assassinaram milhões de pessoas

A ambição de poder, de riqueza, de dominar as pessoas e territórios levaram a morte a milhões de seres humanos. Os projetos políticos de poder mataram muitos milhões de pessoas no mundo. Alguns denominados nazistas, outros comunistas e outros simplesmente ditatoriais, esses projetos políticos têm por objetivo eliminar a imprensa, eliminar os contrários às suas ideologias e subjugar as pessoas.

Os comunistas - Mao Tsé Tung, Joseph Stalin, Pol Pot, Fidel Castro - e outros assassinaram mais de 100 milhões de pessoas.

Os nazistas - Adolf Hitler, Hideki Tojo - e outros assassinaram mais de 25 milhões de pessoas.

Os ditadores e conquistadores - Kublai Khan, Imperatriz Cixi, Leopoldo II, Chiang Kai-shek, Genghis Khan - e outros assassinaram mais de 55 milhões de pessoas.

Todos os governantes que tentaram subjugar as pessoas, por ideologias ou sede de poder, foram nocivos para a humanidade e causaram mortes e destruição.

Veja os maiores assassinos da história do mundo e suas opções políticas, em matéria da revista Superinteressante, da editora Abril.




Confira uma biografia dos 10 mais cruéis matadores da história  


Texto Roberto Navarro

Em números absolutos, o maior matador foi o ditador chinês Mao Tsé-tung, que mandou nada menos que 77 milhões de compatriotas para o além. 

Em percentual relativo, o líder mais sanguinário foi o general Pol Pot, que assassinou “apenas” 2 milhões de pessoas – um terço da população do Camboja, país em que ele foi primeiro-ministro entre 1976 e 1979. 

A relação tem como critério básico o total de mortes causadas pela ação ou omissão de líderes com poderes ditatoriais. Isso inclui desde fuzilamentos no paredão até grandes fomes causadas por uma guerra civil, por exemplo. 

Os números foram coletados pelo cientista político e historiador americano Rudolph J. Rummel, que escreveu quase duas dúzias de livros com informações sobre casos de “democídio” – o nome que Rummel dá ao assassinato de uma pessoa por um governo. Foram muitos, sobretudo nos últimos 100 anos. “Se enfileirarmos os cadáveres das vítimas de democídio no século 20, eles dariam 6 voltas em torno da Terra”, diz o historiador.


São eles:
1. Mao Tsé-tung: 77.000.000
2. Joseph Stalin: 43.000.000
3. Adolf Hitler: 21.000.000
4. Kublai Khan: 19.000.000
5. Imperatriz Cixi: 12.000.000
6. Leopoldo II: 10.000.000
7. Chiang Kai-shek: 10.000.000
8. Genghis Khan: 4.000.000
9. Hideki Tojo: 4.000.000
10. Pol Pot: 2.000.000 


Veja abaixo os 10 governantes mais assassinos de todos os tempos.

1. Mao Tsé-tung (ou Mao Zedong) (1893-1976)
VÍTIMAS: 77.000.000 
PAÍS: China 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Execuções, assassinatos e políticas econômicas desastradas que mataram de fome parte da população 



Líder do Partido Comunista Chinês desde 1931, Mao foi presidente da República Popular da China de 1949 a 1959 e presidente do Partido até sua morte. Neste período, implantou um regime de terror, com o assassinato de “contra-revolucionários”, proprietários rurais e inimigos políticos, sendo responsabilizado pela execução de vários ex-companheiros, militantes comunistas expurgados sob as mais variadas justificativas. 

A partir de 1950, lançou um programa de reforma agrária e coletivização da agricultura que desorganizou a economia do país e provocou a maior onda de fome já registrada pela História. Pouco depois deste episódio, Mao e seus assessores mais próximos lançaram em meados da década de 1960 a Revolução Cultural, esforço justificado como uma tentativa de mudar a mentalidade da população chinesa e prepará-la para o socialismo. A campanha levou a prisões em massa, fechamento de escolas e perseguições que provavelmente causaram a morte de mais de 1 milhão e meio de pessoas. 

2. Joseph Stalin (1879-1953)
VÍTIMAS: 43.000.000 
PAÍS: União Soviética 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Assassinatos, perseguições étnicas



Durante os 25 anos que governou ditatorialmente a antiga URSS, Stalin transformou o país em potência mundial, promovendo a industrialização. Isso envolveu, porém, entre outras coisas, a implantação de um programa forçado de coletivização da agricultura e abolição da propriedade privada, que só foi possível com o assassinato de agricultores e a criação de um estado de terror policial, através do qual promoveu o expurgo e a execução de adversários políticos. 

Depois de ter papel fundamental na derrota dos nazistas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), estendeu o controle soviético aos países das Europa Oriental, obrigando vários deles a manterem-se no bloco comunista, ao custo da repressão de opositores, da fome e do empobrecimento das suas populações. Stalin também foi responsabilizado pela existência de campos de trabalhos forçados para deter dissidentes e pela perseguição de minorias étnicas que viviam na União Soviética, realizando transferências compulsórias de populações que causaram número de mortes jamais calculado com precisão. 

3. Adolf Hitler (1889-1945)
VÍTIMAS: 21.000.000 
PAÍS: Alemanha 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, campos de extermínio



Líder do Partido Nacional Socialista (nome oficial da organização nazista)* entre 1921 e 1923 e chefe do governo da Alemanha de janeiro de 1930 até a morte, Hitler chegou ao poder através de eleições livres, depois de tentar um golpe de estado que resultou em sua prisão. Transformou-se em ditador logo em seguida, com a eliminação de rivais e opositores. 

Principal responsável individual pela Segunda Guerra Mundial, que deflagrou ao invadir a Polônia em 1939, ordenou que exércitos alemães atacassem e ocupassem vários países, assumindo a responsabilidade pelas atrocidades cometidas pelos nazistas em seu nome durante a primeira metade da década de 1940 na Europa e norte da África. Também permitiu e incentivou a realização organizada de genocídio que buscava exterminar judeus, ciganos, deficientes físicos e mentais, dissidentes políticos, homossexuais e outras minorias. Suicidou-se ao fim da guerra. 

*O termo Nazi é uma contração da palavra alemã (NA)tionalso(ZI)alist (Nacional Socialista)

4. Kublai Khan (1215- 1294)
VÍTIMAS: 19.000.000 
PAÍS: Mongólia 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, assassinatos 

Com nome também traduzido como Khubilai ou Kubla, o “khan” (“chefe”) era neto do conquistador Genghis Khan. Atacou a China, derrotou-a e em 1271 proclamou-se o primeiro imperador da dinastia mongol que governou o país. Além das mortes causadas pelas guerras que provocou em diversas partes da Ásia (incluindo Pérsia, Vietnã e sul da Rússia), os soldados sob seu comando tornaram-se conhecidos por atos de extrema crueldade contra populações civis, incluindo castração de prisioneiros, assassinatos em massa e estupros coletivos. 

O único relato pessoal sobre ele foi feito por Marco Polo, que visitou sua corte. O viajante italiano apresenta Kublai Khan como um soberano ideal – durante o reinado, a China atravessou uma fase de grande prosperidade – mas reconhece que ele era incapaz de controlar os atos de subordinados e tinha propensão a sofrer ataques ocasionais de crueldade assassina. 

5. Imperatriz Cixi (1835 - 1908)
VÍTIMAS: 12.000.000 

PAÍS: China 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Repressão a rebeliões da população



Também conhecida como Imperatriz Tz'u-hsi, era uma das concubinas de status inferior do Imperador Xianfeng quando, em 1856, deu à luz aquele que viria a ser seu único filho. Quando o garoto tinha seis anos de idade o pai morreu e ele tornou-se o Imperador Tongzhi, mas poucos meses depois um golpe de estado levou Cixi a assumir o poder de fato. Seu governo a princípio tentou combater a corrupção endêmica no país, mas foi marcado pela ocorrência de grandes levantes populares, que devastaram províncias tanto do norte como do sul e foram sufocados com grande brutalidade. 

Porém o maior deles, a Rebelião dos Boxeadores (de 1900 a 1901) teve estímulo oficial da Imperatriz e de funcionários do governo, em apoio a uma sociedade secreta de praticantes de artes marciais, que lutavam para expulsar todos os estrangeiros do território chinês. O incidente culminou com a intervenção de uma força militar internacional que ocupou e saqueou Pequim, provocando enorme quantidade de baixas entre a população. 

6. Leopoldo II (1835 – 1909)
VÍTIMAS: 10.000.000 
PAÍS: Bélgica 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, fome, assassinatos



O rei da Bélgica que ocupou o trono de 1865 até a morte acreditava que a obtenção de colônias em outros continentes era indispensável à prosperidade econômica de seu país, e devotou todos os esforços para alcançar esse objetivo. Entre os empreendimentos estava a criação do Estado Livre do Congo, território de sua propriedade particular localizado na África, de onde eram extraídos borracha e marfim com o uso de trabalho escravo, recrutado entre a população local. 

Denúncias divulgadas na primeira década do século 20 revelaram também que assassinatos a sangue frio eram prática habitual no território. As primeiras estimativas da quantidade de vítimas só foram feitas em 1924, e ressaltaram a dificuldade de quantificar perdas populacionais ocorridas naquele período na região. Estudos posteriores indicaram que provavelmente nunca será conhecido o total exato de pessoas mortas pelas agressões militares indiscriminadas, fome e disseminação de doenças tropicais causadas no Congo pela ação dos belgas sob o Rei Leopoldo II.

7. Chiang Kai-shek (1887 - 1975)
VÍTIMAS: 10.000.000 

PAÍS: República da China (Nacionalista) e Taiwan 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, massacres



Chiang Chung-cheng era o nome oficial do general que liderou o governo nacionalista da China entre 1928 e 1949. Em 1927, ele chefiou um sangrento golpe de estado e massacrou milhares de militantes comunistas, contra quem travou uma guerra civil, encerrada em 1949 com a vitória de seus inimigos, as forças de Mao Zedong. Nesta época, foi acusado de ignorar as necessidades da população afetada pelo conflito, agravando seu sofrimento e contribuindo para aumentar o número de baixas. 

Após a derrota, Chiang fugiu para a ilha de Taiwan, onde fundou um novo país depois de enviar soldados para exterminar cerca de 20 mil moradores locais. Governou Taiwan por quase 30 anos, recorrendo a métodos como torturas, prisões sem julgamento e assassinatos generalizados, além de usar corrupção, chantagem e censura à imprensa para reprimir seus opositores.

8. Genghis Khan (1162-1227)
VÍTIMAS: 4.000.000
 
PAÍS: Mongólia 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerras, massacres



O guerreiro-governante mongol foi um dos maiores conquistadores da História, construindo império que se estendeu da Ásia ao Mar Adriático, na Europa. Começou subjugando as tribos nômade vizinhas à sua, que unificou sob um estado militar de rígida disciplina, passou a atacar vilarejos além das áreas sob o controle original de seu povo, e acabou por liderar exércitos em campanhas militares que causaram destruição, morte e caos econômico por todo o continente asiático. 

Entre as táticas empregadas por ele e por seguidores sob seu comando estava o terror psicológico provocado pela aniquilação de populações inteiras que resistissem aos seus ultimatos. Historiadores modernos reconhecem a importância da liderança de Genghis Khan nas atrocidades cometidas por seus guerreiros, mas ressalvam que muitos dos abusos foram praticados por generais agindo por conta própria, sem sua supervisão direta. 

9. Hideki Tojo (1884-1948)
VÍTIMAS: 4.000.000
 
PAÍS: Japão 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, massacres, fome



Militar que foi primeiro-ministro do Japão durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial (no período entre 1941 e 1944), Tojo participou de um motim em Tóquio em 1936, antes de ser nomeado no ano seguinte como comandante do exército japonês que ocupava a Manchúria, promovendo massacres contra a população local. De volta a Tóquio, tornou-se um dos principais defensores do acordo com a Alemanha nazista e a Itália fascista, que originou o Eixo. Tornou-se ministro da Guerra do gabinete japonês em 1940, assumindo a chefia do governo no ano seguinte. 

Um dos militaristas mais agressivos entre o grupo que dirigia o país, coordenou o esforço de guerra e assumiu poderes ditatoriais durante o conflito. Quando a derrota final aproximava-se, em 1944, Tojo foi afastado do comando das forças armadas. Após a rendição tentou suicídio, mas sobreviveu. Julgado por crimes de guerra, foi condenado e enforcado. 

10. Pol Pot (1925-1998)
VÍTIMAS: 2.000.000 

PAÍS: Camboja 
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Massacres, fome



Saloth Sar era o verdadeiro nome do ditador cambojano conhecido pelo codinome Pol Pot, que entre 1975 e 1979 liderou um governo comunista radical, responsável pela retirada em massa da população das cidades, enviada à força para “campos de reeducação” no interior, com objetivo de criar uma nova sociedade sem classes. A operação envolveu o assassinato de milhões de pessoas e o desarranjo da economia, causador de uma onda de fome e doenças que, aliada à repressão política, provocou eventualmente o extermínio de quase a metade da população do país, segundo algumas estimativas. 

O legado de brutalidade e caos social prossegue até hoje – o Camboja continua sendo um dos países mais pobres do mundo, mergulhado em turbulento impasse político e com umas das maiores taxas de incidência de AIDS do planeta. Afastado por uma invasão vietnamita em 1979, Pol Pot embrenhou-se na selva e continuou chefiando um governo assassino, agora em guerra civil, até ser afinal deposto em 1997. Foi então colocado em prisão domiciliar por seus ex-companheiros e morreu no ano seguinte de causas naturais.


Fonte: Superinteressante-Abril

Sabedoria de Salomão

Dom Cristiano Krapf
Quase 3000 anos depois de tornar-se rei do povo judeu, Salomão ainda é famoso por sua sabedoria. A Bíblia nos conta que o jovem filho de Davi ficou preocupado diante da responsabilidade de tornar-se o rei do povo judeu, e teve uma experiência de revelação divina num sonho, num diálogo com Deus que prometeu conceder-lhe tudo que pedisse: Pede o que desejas, que eu te darei.

Salomão falou que era jovem demais para saber governar, e pediu um coração compassivo, capaz de governar o povo e discernir entre o bem e o mal.

Ao pedido de Salomão por Sabedoria para praticar a justiça, Deus respondeu com a promessa de dar-lhe um coração sábio e inteligente, com parabéns por ter pedido isso, e não vida longa com riquezas e vitórias sobre seus inimigos.

Será que toda sabedoria de Salomão foi resultado de uma intervenção direta de Deus? É claro que sua sabedoria foi um dom de Deus, pelo menos assim como tudo que temos é dom de Deus. O fato de ter pedido sabedoria para fazer um bom governo é sinal que já sabia pedir a coisa mais importante para sua missão de governo, a capacidade de distinguir entre o bem e o mal.

Seria tolice considerar a desigualdade das capacidades físicas e intelectuais como injustiça. Nossa vida é o que nós mesmos fazemos com ela, com os talentos que recebemos. Uns realizam muito com pouco. Outros fazem pouco com muito. Na realidade, todos ficamos aquém das nossas capacidades. Muitos chegam a usar seus talentos para o mal, em vez de colaborar na construção de um mundo melhor.

Se você achar que Deus deveria impedir que alguém fizesse estragos na sua obra, procure entender que somos solidários na convivência e na construção do futuro da nossa morada comum. Estamos todos no mesmo barco, que é bem construído. O sucesso da viagem depende de todos.

Saber discernir entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal é o fundamento de uma vida humana madura. Saber o que é para fazer e o que é para evitar é a primeira condição para fazer o bem e evitar o mal. Tal conhecimento nos é oferecido pela revelação divina registrada na Bíblia.

Acontece que a mentalidade deste século não quer saber de uma religião do certo e do errado, do bem e do mal, da virtude e do vício. Em vez de fugir do pecado, muitos chegam a dizer que não existe pecado. Não sei se antigamente se pecava menos que hoje, mas agora estamos naquela situação de subversão de todos os valores da qual falava o filósofo Nietsche. O mal é tido como coisa boa. O bem é questionado. Tentando justificar tudo que querem fazer, muitos desprezam exigências morais como coisa de moralismo antiquado. Dizem que a juventude de hoje está em outra, e que a Igreja deve apoiar novos valores.

Tudo isso não é novidade. O profeta Isaias já fez um alerta: Ai dos que dizem que é bom aquilo que é mau e dizem que é mau aquilo que é bom. (Is 5,20)

A confusão de valores neste século pode ajudar a entender o significado da primeira tentação que começa semeando desconfiança diante das proibições: Sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal. A tentação cada vez mais presente no mundo de hoje é essa mesma: Não aceitar que Deus nos indique o caminho a seguir, não querer obedecer aos mandamentos de Deus.

Para quem não crê na revelação divina na Bíblia, desobedecer não é problema. Se Deus não existe, tudo é permitido. Tudo que não for proibido par leis feitas e impostas pela força de autoridades humanas. No entanto, como evitar que governos fortes ou minorias hedonistas e egoístas imponham leis injustas? Nem a declaração universal dos direitos humanos consegue evitar injustiças.

Aos que não reconhecem o valor dos mandamentos apresento essa pergunta para pensar: A vida nesta terra não seria muito melhor se todos procurassem viver de acordo com os ensinamentos do Evangelho?

Dom Cristiano Krapf
Bispo de Jequié
julho 27th, 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dom Murilo Krieger e a defesa da vida


Em entrevista concedida para a Paróquia São Luiz Gonzaga, de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, Bispo Primaz do Brasil, afirmou que defender a vida do nascituro é primordial na vida sacerdotal.

9) Neste mês o STF avisou que deverá julgar a constitucionalidade ou não do aborto de anencéfalos. Os temas pró-vida são um desafio para os vocacionados?
Dom Murilo: Se alguém pensar em ser padre em busca de elogios, já estará começando errado. Um sacerdote deve, como disse Paulo a Timóteo, falar o que deve ser falado, ensinar o que deve ser ensinado, quer agrade quer desagrade. A doutrina de Cristo deve ser ensinada como ela é, não como muitas pessoas gostariam que fosse. Claro que tal ensinamento não precisa ser feito de forma agressiva. Uma Igreja ou um sacerdote que se acomodasse ao mundo em busca de prestígio, que traísse o Evangelho, que deixasse de defender a vida humana, especialmente a mais frágil, como é a criança no ventre materno, seria um sal que perdeu a sua força, uma luz que não ilumina nada. Para que serviria?
São Luiz Gonzaga - Florianópolis

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Igreja e a AIDS


Luís Maria Ansón
Onde quer que haja um hospital dedicado à AIDS, tanto na África como na Ásia ou na América Latina, também na Europa, são monjas e padres católicos os que estão à cabeceira da cama para atender os doentes. Por motivo de trabalho profissional, percorri mais de cem países.

Leprosários em todo o mundo, recantos para idosos terminais, hospitais para doentes infecciosos, só há um e com missionárias e missionários católicos. Essa é a pura verdade.

Nunca encontrei nesses lugares um só comunista militante, um desses manifestantes que vociferam contra a Igreja.

Os missionários e missionárias permanecem à margem dos cartazes e dos discursos políticos. Derramam seu amor sobre os leprosos, os aidéticos, os doentes terminais, os idosos sem teto, os desfavorecidos e desamparados.

Mesmo assim, todos os profissionais do jornalismo, sabemos que quando ocorre uma tragédia do tipo das que ocorrem no terceiro mundo, encontraremos com certeza uma missionária ou um missionário espanhóis, que exercem seu ministério nos lugares mais miseráveis. Nunca falham, essa é a realidade.

José Luis Rodríguez Zapatero, para dar uma lição à Igreja Católica, decidiu presentear a África com um milhão de preservativos pagos através dos impostos com que sangra os cidadãos espanhóis.

Quantos militantes do Partido Socialista Obrero Español - PSOE, encabeçados por Bibiana Aído, vai enviar para que sejam instalados durante dez anos nos hospitais especializados em AIDS, para que convivam com os doentes, os atendam, lhes deem de comer, os higienizem, os acompanhem?

O Papa instalou na África enferma, muitos milhares de monjas e padres, de missionários e missionárias. Obras são amor. Essa é a diferença entre os que vociferam e os que derramam carinho e atenções.

Beata Madre Tereza de Calcutá
Em janeiro de 1967, conheci Teresa de Calcutá, quando ainda não alcançara a celebridade. Passei um dia com ela visitando seus hangares para enfermos terminais. Escutei com atenção o que me dizia. Foi uma lição de quem sabia melhor que ninguém no que consiste as terras duras da fome, o mundo dos desfavorecidos profundos. Soube que estava falando com uma santa. E assim o escrevi.

Pois bem, no inferno africano, nas cidades esterqueiras da África, nos povoados de escombros da Ásia, nas favelas brasileiras ou nos paupérrimos povoados peruanos, trabalham para os mais pobres, para os mais desfavorecidos, milhares e milhares de teresitas de Calcuta.

O Papa crê que a melhor forma de combater a AIDS na África é a monogamia e a fidelidade. Não levou em conta que as negrinhas estão maravilhosas e o difícil que é para os negros - politeístas e polígamos , ante o espetáculo de tanta beleza e atração, praticarem a virtude da monogamia.

Entretanto, ironias à parte, os que combatem a AIDS na África são as missionárias, os missionários católicos.

Escutei em uma transmissão de rádio, um simpático homosexual falar muito mal do Papa e também contra a Igreja. Resolvi lhe esclarecer: “Dizem que a AIDS está especialmente expandida entre os homosexuais mesmo que já afete os heterosexuais. Certamente você nunca ficará doente. Mas tenha a certeza de que se ficar, quem o atenderá com amor e dedicação no hospital será uma monja católica”. Ficou calado e o simpático gay e os participantes da tertúlia se apressaram em mudar de tema.


Luis María Ansón Membro da Real Academia Espanhola


Por ocasião da visita do Papa à África, a imprensa mundial deturpou o sentido de suas palavras. São muitos os que se dedicaram a atacar sistematicamente a Igreja Católica. Tudo lhes é válido, como argumento, na tentativa de desprestigiar os seguidores de Cristo, sem querer reconhecer o trabalho que, durante vinte séculos, estão fazendo no mundo os discípulos daquele pequeno grupo de Apóstolos.

Hoje, no mundo inteiro, monjas e padres católicos estão atendendo os mais miseráveis, sofridos e enfermos. Antes era o tifo ou a lepra. Agora é a AIDS. Sem distinção de país, raça ou religião, são religiosos católicos os que estão na primeira linha, em silêncio, sem câmaras de Tv,  junto àqueles que mais precisam de ajuda.
Publicado em 02/04/2009.
Fonte: Uneserinterativa

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Igreja Católica e a Ciência


Albert Einstein
Poucas pessoas conhecem a atuação da Igreja Católica em favor da humanidade. Uma das mais antigas críticas é que a Igreja Católica foi contra o desenvolvimento da ciência. 

O artigo do professor Fabrício de Paula Leitão, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte,  dá uma mostra da atuação da Igreja em favor da ciência, não discriminando os cientistas nomeados para Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano, a mais antiga do Mundo.  

 E mostra, também, que os grandes cientistas Louis Pasteur  -  “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita aproxima de Deus”-  e Albert Einstein  -“quanto mais acredito na ciência, mai s acredito em Deus, o universo é inexplicável sem Deus”- afirmaram  que a ciência e a fé devem caminhar juntas.

Ciência e FéPor Fabrício de Paula Leitão
A Tribuna do Norte do dia 03 de fevereiro publicou um artigo do professor universitário e economista Alcir Veras com o titulo “Einstein fora do CNPq”. O titulo deste artigo foi inspirado num momento de humor-irônico durante recente entrevista que o cientista brasileiro, de elevado prestígio internacional, Miguel Nicolélis, concedeu ao Jornal O Estado de São Paulo, sobre a situação em que se encontra atualmente a pesquisa científica no Brasil. É uma crítica a atividade cientifica brasileira, que ele considera extremamente elitizada, com instituições de pesquisa dominadas por normas burocratas com exigências e critérios curriculares tão absurdos que o maior gênio da física, Albert Einstein provavelmente hoje não seria admitido como pesquisador no CNPq.

Trata-se de uma crítica severa a atual política educacional do país, com enfoque na área da pesquisa feito por um dos maiores neurocientista do mundo e com repercussão no meio científico.
Por outro lado, extraio deste artigo a informação da recente nomeação do cientista Miguel Nicolélis para membro da Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano.
Lamentavelmente, nenhum meio de comunicação deu ênfase a esse acontecimento de grande importância para a ciência brasileira e internacional, e que enche de orgulho de ver um brasileiro pertencer à primeira academia científica do mundo do qual Galileu Galilei foi um dos seus membros. Anteriormente, apenas dois cientistas brasileiros participaram desta Academia, o geneticista Crodowaldo Pavan e o médico Carlos Chagas que durante quatros mandatos consecutivos, entre os anos de 1972 e 1988 esteve na presidência da Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano.

A Pontifícia Academia das Ciências foi fundada em Roma, em 1603,com o nome de Academia dos Linces, por Frederico Cesi, e tem como objetivo promover a pesquisa e examinar questões cientifica de interesse da Igreja. Atualmente, conta com aproximadamente 80 membros nomeado pelo Papa Bento XVI, sob indicação do corpo acadêmico, sem nenhum tipo de descriminação, muitos dos cientistas-membros não são católicos.
A própria nomeação do cientista Miguel Nicolelis é a prova dessa imparcialidade, pois o mesmo é ateu convicto e defende posições contrárias as defendidas pela a igreja católica no plano doutrinário e social. Por sua vez o atual presidente da Academia o biólogo suíço Werner Arber, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina em 1978, é hoje o primeiro presidente não Católico a presidir esta instituição desde a sua fundaç ão. O que demonstra a imparcialidade das decisões da Academia, sem a mínima interferência religiosa numa total harmonia entre a razão e a fé.

Acredito que não existe nenhuma instituição cientifica no mundo, que tenha acumulado durante esses anos mais cientistas com o titulo de Prêmio Nobel do que a Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano. É uma lista extensa, inclusive vários deles foram indicados membros acadêmicos, antes de receberem este prêmio de prestígio internacional.
Devido à extensão da lista, citarei alguns, entre eles incluem: Ernest Rutherford (Química 1908); Guglielmo Marconi (Física, 1909); Alexis Carrel (Fisiologia, 1912); Max Von Laue (Física, 1914); Max Planck (Física, 1918); Niels Bohr (Física, 1922); Werner Heisenberg (Física, 1932); Paul Dirac (Física, 1 933); Erwin Schrödinger (Física, 1933); Peter J.W. Debye (Química 1936); Otto Hahn (Química 1944)........ ...... Ryoji Noyori (Química 2001), totalizando o período de1908 a 2001, mais de quarenta cientistas possuidores do Prêmio Nobel em diversas áreas da ciência.
O Papa Bento XVI ultimamente acabou também de nomear como membros da Academia dois Prêmios Nobel: o físico Klaus Von Klitzing e o químico taiwanês Yuan Tseh-Lee Aqueles que defendem o antagonismo entre a fé e a razão, continuam a difamar a igreja por não conhecer a grande contribuição cultural e científica que a igreja deixou para a civilização ocidental. Com o fim do império romano e a invasão dos povos bárbaros durante seis séculos, a única instituição que contribui para a permanência cultural e social da Europa foi à igreja. Quem fundou as primeiras Universidades foi a igreja, exatamente na Idade Média, entre elas podemos citar a de Salerno e Bolonha na Itália, Oxford e Cambridge na Inglaterra e Sorbonne na França. A ciência foi sempre parceira da caminhada da igreja na historia da humanidade, uma no campo material outra no campo espiritual mas ambas obras do mes mo Deus.
As importantes obras literárias de São Tomás de Aquino que por volta do século XIII já demonstrava que “entre a fé cristã e a razão subsiste harmonia natural”. Jamais há oposição entre fé e a ciência, pois onde termina o limite estreito de alcance da ciência, começa o horizonte infinito da fé e ambas se completam. Que bela frase dita pelo cientista Frances Louis Pasteur “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita aproxima de Deus”. Assim também expressava o prêmio Nobel de Física de 1921, Albert Einstein “quanto mais acredito na ciência, mai s acredito em Deus, o universo é inexplicável sem Deus”.
Parabéns Miguel Nicolelis, esta terra Natal que lembra o nascimento de Cristo que você escolheu para jogar a semente do seu instituto de neurociência assemelhe a parábola do semeador na esperança de que... “Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. Aquele que tem ouvidos, ouça”. (Mc 13,7-9)
Por Fabrício de Paula Leitão - Arquiteto e professor da UFRN
Fonte:  Tribuna do Norte -Natal/RN - 27 de Fevereiro de 2011 às 00:00n

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O caso do atirador norueguês e o ódio da imprensa secular


Por Fábio R, Blanco
O caso do Norueguês que matou mais de oitenta pessoas em uma ilha de seu país é emblemático, porém, menos pelo modus operandi do atirador e pelas motivações que parecem tê-lo conduzido ao feito, do que pela reação midiática ante a tragédia. 

É impressionante como praticamente todos os órgãos de imprensa afirmaram que o assassino era um "fundamentalista cristão", posicionando-o em uma suposta ala do cristianismo onde estariam os mais perigosos seres humanos que podem existir. Como se os tais fundamentalistas cristãos fossem idênticos aos fundamentalistas islâmicos. Mais ainda, como se existissem esses tais fundamentalistas cristãos apontados por eles.

A tática é antiga: todos aqueles que são radicais, violentos, segregacionistas, xenófobos e não socialistas, se não forem islâmicos, logos são encaixados dentro da denominação de cristãos fundamentalistas. Ainda que eles não frequentem uma igreja, ainda que não sigam absolutamente nada do que as Escrituras Sagradas ensinem, ainda que sequer se digam cristãos, os meios de comunicação correm para estigmatizá-los como malvados cristãos conservadores.

Isso, com efeito, é apenas a demonstração de como o cristianismo é odiado. Quando a mídia chama de cristão um terrorista, ela apenas está projetando o seu próprio ódio, deixando claro quem é o seu inimigo, exteriorizando o seu rancor. Agem como uma criança que tem seu lanche furtado da mochila e corre para denunciar aquele garoto estranho que senta na última fileira, apenas por que ele é diferente. 

E fazem isso lançando mão de uma associação estúpida entre cristianismo e nazismo, ou neo-nazismo. Quem estudou um pouquinho de história sabe que o nacional socialismo não tem nada a ver com o cristianismo e se alguma vez usou palavras usurpadas do vocabulário cristão, não fez nada diferente do que o próprio socialismo ateu já não tinha feito. Aliás, o nazismo, como seu próprio nome indica, tem seus fundamentos sociológicos e políticos muito parecidos com os do socialismo, como pode ser bem visto nas páginas dos livros de Jonah Goldberg: Liberal Fascism e Viktor Suvorov: O Grande Culpado.

E se não bastasse a mídia secular para culpar o cristianismo de todos os males da sociedade, ainda há os próprios senhores ditos cristãos para teminar de jogar a porcaria no ventilador. Por exemplo (e mais uma vez), o senhor Hermes Fernandes trabalha em favor das linhas inimigas, como um agente infiltrado, fingindo ser o verdadeiro defensor de seus pares, quando, na verdade, apenas cria mais embaraços para ele. Em seu artigo Terroristas Cristãos, ele, a despeito de parecer defender os verdadeiros cristãos, na verdade, quando critica o cristianismo do norueguês, o que ele faz é o jogo do inimigo. Quando assume que o atirador é um cristão, ainda que de tendência radical, ele confessa o que a crítica secular afirma: que há uma ala do cristianismo que é perigosa e criminosa. Claro que o senhor Hermes Fernandes não faz parte dessa facção, afinal ele é um representante do cristianismo bonitinho, pacífico e inclusivo. E quem faz? Os fundamentalistas conservadores, é óbvio. Segundo Hermes Fernandes, o atirador norueguês, como de se esperar, é um típico fundamentalista, que não é cristão somente porque não se encaixa no perfil considerado correto pelo próprio crítico. Ora, ora, isso não é exatamente o que a mídia faz? Quando aponta o assassino como fundamentalista cristão ela está, na verdade, segregacionando uma parte do cristianismo, não negando que seja cristã, ainda que nominal, mas como se fosse um lado podre dessa religião. Ao invés de, como seria o correto, negar veementemente qualquer ligação entre o Norueguês e o cristianismo, o que eles fazem é colocá-lo em uma suposta facção cristã, a qual, obviamente, incluirá muitos outros radicais, inclusive os odiosos conservadores.

Acontece que o norueguês não era cristão e nem se dizia cristão. O ótimo texto traduzido pelo Julio Severo, em seu site, mostra isso claramente. Não havia qualquer traço de cristianismo nos escritos dele, mas, sim, algo mais ligado às ideias nazistas que, como já disse, nada têm de cristãos. Por que não o chamam de extremista nazista simplesmente ou outro nome que lhe caiba melhor. Por que cristão? Não parece óbvia a razão?

É notório que há um ódio em relação ao cristianismo disseminado por toda a sociedade secular e bem estampado, principalmente, nos órgãos de imprensa. Quando há a mínima chance de condenar, de expor, de rebaixar, a mídia, os críticos e articulistas seculares não se detém, e atiram, contra seus inimigos, com tamanha virulência com palavras quanto o terrorista norueguês o fez com balas.

Igreja Católica, mãe da civilização moderna

Por Fernando Nascimento
Toda vez que um protestante, um comunista, ateu ou qualquer outro inimigo da Igreja, que gosta de erroneamente chamar a Idade Média de “trevas”, citar redondamente enganado, que a Igreja é “primitiva”, é “medieval” e que eles mesmos são da era do celular, televisão, DNA, Genética, Genoma, Física, fibra ótica, viagens espaciais ou energia nuclear, deveriam receber dos católicos a resposta:

“Nós não tivemos essas coisas na Idade Média porque estávamos ocupados em inventá-las e descobri-las para que as tenhas hoje.” – e indagar-lhes - “os que pensam como ti, o que oferecerão ás futuras gerações?”

Hoje, há professores como Thomas Woods graduado na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia, Edward Grant escrevendo livros editados pela Universidade de Cambridge, Thomas Goldstein, A.C.Crombie, David Lindberg e muitos outros. E todos eles concordam que, você mente, quando alega que a Igreja foi uma oponente das ciências. Pelo contrário, há aspectos do pensamento católico que foram indispensáveis para o desenvolvimento da ciência.

Confira como a Igreja Católica construiu a Civilização Moderna e a livrou da ignorância e do massacre dos Bárbaros:

- A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson);

- A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições. (J.L.Heilbron – Universidade da Califórnia, em Berkeley);

- A Igreja funda a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos XVI e XVII.

- Reginald Grégoire (1985), afirma: “os monges deram a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monarquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”;

- O nosso padrão de contar o tempo foi criado por um monge católico chamado Dionísio, por volta do início do século 4;

- Foram os católicos escolásticos que criaram a Ciência Econômica Moderna. Foram eles que criaram a economia, e não os secularistas do Iluminismo;

- São Mesrob, sacerdote católico, foi o criador do alfabeto armênio.

- Os Jesuítas – da Companhia de Jesus – foram tão exímios nas ciências que, neste exato momento, 35 crateras lunares têm o nome de cientistas jesuítas;

- São Cirilo e Metódio, no século IX, desenvolveram um alfabeto para o velho idioma eslavo, este se tornou o precursor do alfabeto russo “cirílico”. Em 885, são Metódio traduziu a Bíblia inteira neste idioma;

- O católico franciscano Roger Bacon (séc 13), que lecionava na Universidade de Oxford, é considerado o precursor da revolução científica;

- O monge matemático Jordanus Nemorarius, além dos conhecimentos que contribuiu à matemática introduzindo os sinais de “mais” e de “menos”, iniciou a investigação dos problemas da mecânica, superando a visão dos problemas do equilíbrio. Foi o fundador da escola medieval de mecânica, foi o primeiro em formular corretamente a “lei do plano inclinado” e pesquisou sobre a conservação do trabalho nas máquinas simples.

- Os Jesuítas estão entre os maiores matemáticos da história;

- O abade Nicolau Copérnico foi o astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.

- O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.”

- Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo, e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912.

- Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton;

- Nicole d’Oresme (c.1323-1382) era teólogo dedicado e Bispo de Lisieux, foi um gênio intelectual e talvez o pensador mais original do século XIV. Foi um dos principais propagadores das ciências modernas. Na“Livre du ciel et du monde” (1377), Oresme se opôs à teoria de uma Terra estacionária como proposto por Aristóteles e, neste trabalho, ele propôs a rotação da Terra, cerca de 200 anos antes de Copérnico. No entanto, ele estragou um pouco este belo pedaço de pensamento, rejeitando suas próprias idéias, no final dos trabalhos e assim, como Clagett escreve, não pode ser considerada como a reivindicação de que a Terra girava antes de Copérnico. Ele escreveu “Questiones Super Libros Aristotelis de Anima lidar”, com a natureza da luz, reflexão da luz e da velocidade da luz, discutidos em detalhes.

- O monge Luca Bartolomeo de Pacioli é considerado o pai da contabilidade moderna. Um dos seus alunos foi Leonardo da Vinci;

- O padre paraibano Francisco João de Azevedo, é reconhecido como inventor e construtor da máquina de escrever. O que temos certeza é que a máquina realmente existiu, funcionava, foi exposta ao público, ganhou medalhas, e, o mais importante, em dezembro de 1861, portanto antes que Samuel W. Soule e seus dois parceiros, em 1868, recebessem a formalização da patente nos Estados Unidos;

- De acordo com o Dicionário de Biografia Científica, santo Alberto Magno, que ensinou na Universidade de París, era habilidosos em todos os ramos da ciência, “foi um dos mais famosos precursores da Ciência Moderna na Alta Idade Média”. Desde 1941 ele é declarado o “patrono de todos que cultivam as ciências naturais”;

- O padre Nicolas Steno é considerado o pai da Estratigrafia, que estuda as camadas de rochas sedimentares formadas na superfície terrestre. Um geólogo precisa conhecer os princípios de Steno.

- Jean-Antoine Nollet, foi abade e físico francês, se constitui como um grande divulgador da física e da eletricidade em particular. Construiu alguns dos primeiros eletroscópios, a sua própria máquina eletrostática, e também uma versão “seca” da garrafa de Leiden.

- Os jesuítas no século 18 contribuíram para o desenvolvimento do relógio de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios e microscópios refletores para campos científicos variados como: magnetismo, ótica e eletricidade. Eles observaram, às vezes antes que de qualquer outro, as faixas coloridas dos anéis na superfície de Júpiter, a Nebulosa de Andômeda e anéis de Saturno. Eles teorizaram sobre a circulação do sangue, independentemente de Harvey, a possibilidade teórica de vôo, o modo como a lua afeta as marés e a natureza ondular da luz, mapas estelares de hemisfério sul, lógica simbólica e medidas de controle de enchentes. Tudo isso foi realização típica dos jesuítas.

- O padre Giabattista Riccioli foi a primeira pessoa a calcular a velocidade com que um corpo em queda livre acelera até o chão,

- O padre Francesco Grimaldi descobriu e nomeou o fenômeno de difração da luz. Ele também participou de uma descrição detalhada de um mapa da superfície da lua. Esse mapa chamado de Selenógrafo, adorna até hoje a entrada do Museu Nacional do Ar e Espaço, em Washington D.C.;

- O padre Roger Boscovich, falecido em 1787, é louvado por cientistas modernos por ter apresentado a primeira descrição coerente de teoria atômica, bem mais de um século antes que a teoria atômica moderna emergisse. Ele foi considerado “o maior gênio que a Iugoslávia produziu”;

- Nos séculos 17 e 18 as catedrais de Bolonha, Florença, París e Roma funcionavam como observatórios solares superiores;

- O padre Athanasius Kircher é considerado o pai da Egiptologia. Foi graças ao trabalho deste padre que encontrou-se a Pedra Rosetta, que decifrou os símbolos egípcios. Ele foi chamado de “Mestre das cem artes”. Seu trabalho em química ajudou a desbancar a alquimia, que era um tipo de falsa ciência, que até Isaac Newton e Boyle levavam a sério. Foi esse padre que jogou água fria nisso.

- Foi um Jesuíta quem escreveu exatamente o primeiro livro sobre Sismologia nos Estados Unidos. Era o padre J.B. Macelawane. Todo ano, a União Geofísica Americana, prêmia com uma medalha com o nome deste padre, um jovem geofísico inspirador.
O padre J.B. Macelawane também foi o primeiro presidente da União Geofísica Americana. Por isso o estudo dos terremotos é conhecido como “A Ciência Jesuíta”;

- Foi um astrônomo católico chamado Giovanni Cassini quem usou a Catedral de São Petrônio, em Bolonha, para verificar as teorias de movimentos planetários de Johannes Kepler.

- Foram os monges católicos que desenvolveram a “minúscula carolígia”, ou seja as letras minúsculas, o espaçamento entre palavras e a acentuação, já que o mundo só escrevia em letras maiúsculas, sem espaçamentos e sem acentuação.

- O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja;

- O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” (universidade), utilizada para um centro de estudo, é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”;

- A universidade de Oxford, na Inglaterra, surgiu de uma escola monacal católica organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254;

- O historiador francês Henri Daniel – Ropes no século 20 disse: “graças as repetidas intervenções do papado, a educação superior foi habilitada a expandir suas fronteiras; a Igreja, na verdade, foi a matriz que produziu a universidade, o ninho de onde esta tomou vôo.”;

- Os papas estabeleceram mais universidades do que qualquer outra pessoa na Europa;

- Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja;

- Os monges católicos introduziram safras e indústrias e métodos de produção que não se conheciam antes;

- O monge italiano católico Guido d’Arezzo (992 -1050), criou as 7 notas musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si utilizando ás sílabas iniciais de uma estrofe de um hino a São João para denominá-las. Ele também apresentou pela primeira vez a Pauta Musical de quatro linhas. O sistema ainda é usado até hoje.

- Os monges católicos foram pioneiros em maquinaria e mecanização. Eles usavam a energia da água para todos os tipos e propósitos;

- O primeiro relógio de que tivemos notícia foi construído pelo futuro papa Silvestre II, em 996;

- No século 11, um monge beneditino inglês, chamado Eilmer de Malmesbury, voou aproximadamente 600 metros por meio de um planador sustentado no ar por cerca de quinze segundos. Ele consta no site da Força Aérea Americana – USAF, como pioneiro do vôo do homem, tendo feito isso 1000 anos antes dos irmãos Wright e de Santos Dumont;

- Em 1688, Dom Perignon, do mosteiro de São Pedro, Hautvillieres-on-the-Marne, descobriu a Champanhe através de experimentação misturando vinhos;

- Disse o estudioso francês Reginald Gregoire: “De fato, seja na extração de sal, chumbo, ferro, alume ou gipsita, ou na metalurgia, extração de mármore, condução de cutelarias e vidrarias, ou forja de placas de metal, também conhecidas como rotábulos, não há nenhuma atividade em que os monges não mostrassem criatividade e um fértil espírito de pesquisa. Utilizando sua força de trabalho, eles instruíram e treinaram à perfeição. O conhecimento técnico monástico se espalharia pela Europa.”;

- O Jesuíta espanhol Baltasar Gracián (1601-1658), com seus livros, impressionou e inspirou filósofos, escritores e pensadores ao longo de mais de trezentos e cinqüenta anos, entre estes estavam: Nietzsche, Schopenhauer, Voltaire e Lacan, que foram leitores entusiasmados dos livros deste jesuíta. O filósofo Arthur Schopenhauer considerava seu livro “El Criticón”, “um dos melhores livros do mundo.”
Friedrich Nietzsche declarou sobre a obra de Gracián: “A Europa nunca produziu nada mais refinado em questão de sutileza moral.” “Absolutamente único … um livro para uso constante … um companheiro na vida. Estas máximas são especialmente adequadas àqueles que desejam prosperar no grande mundo”.

- Foram os monges católicos, que na Inglaterra, no século 16, desenvolveram a primeira caldeira para produção de larga escala de ferro fundido;

- O padre Gregor Mendel (1822-1884), é considerado no meio científico como “o pai da genética”. Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos (animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos), hoje são uma realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos.

- Diz um historiador protestante: “se não fosse pelos monges e monastérios, o dilúvio bárbaro poderia ter varrido completamente os traços da civilização romana. O monge foi o pioneiro da civilização e da cristandade na Inglaterra, Alemanha, Polônia, Boêmia, Suécia, Dinamarca. Com o incessante estrondo das armas a sua volta, foi o monge em seu claustro mesmo nas remotas fortalezas, por exemplo, no Monte Athos, quem, perseverando e transcrevendo manuscritos antigos, tanto cristãos como pagãos, assim como registrando suas observações de eventos contemporâneos, foi repassando a tocha do conhecimento intactas às futuras gerações e amealhando estoques de erudição para as pesquisas de uma área mais esclarecida. Os primeiros músicos, pintores, fazendeiros, estadistas da Europa após a queda da Roma imperial sob o ataque violento dos bárbaros, eram monges”. (A Protestant Historian)

- Albert Einstein declarou: “Só a Igreja se pronunciou claramente contra a campanha hitlerista que suprimia a liberdade. Até então a Igreja nunca tinha chamado minha atenção; hoje, porém, expresso minha admiração e meu profundo apreço por esta Igreja que, sozinha, teve o valor de lutar pelas liberdades morais e espirituais”. (Albert Einstein, The Tablet de Londres);

- Padre Francisco de Vitória, que foi professor na Universidade de Salamanca, foi quem nos deu o exato primeiro Tratado de Direito Internacional da história;

- A Pontífice Academia de Ciências do Vaticano, atualmente, conta com 61 acadêmicos, dos quais 29 são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de uma relação de notáveis cientistas premiados por suas pesquisas no campo da medicina, química, física, etc., entre os quais figuram Marshaw Nerimberg, o descobridor do Código Genético de todos os seres, e nada mais nada menos que, Francis Collins, o mapeador do DNA humano e diretor do Projeto Genoma;

- A invenção dos mais modernos e imprescindíveis meios de comunicação, deve-se a um membro da Igreja, o brasileiro padre Landell, inventor pioneiro do rádio, do telefone sem fio, do telégrafo sem fio, da televisão e do teletipo usado pela imprensa. Nas patentes são agregados vários avanços técnicos como a transmissão por meio de ondas contínuas, através da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para o envio de mensagens. Ainda em 1904 o padre Landell inicia os testes precursores de transmissão da imagem. Em outras palavras, testava aquilo que viria a ser a televisão. Ele também testou a transmissão de textos, sendo precursor do teletipo, tão utilizado nos telejornais para envio de notícias pelas agências internacionais. Ambas as experiências eram feitas à distância, por ondas que, segundo um jornal paulista, eram denominadas de Ondas Landeleanas. Confira em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Landell_de_Moura

- O cosmólogo padre Michael Heller, é o ganhador do mais polpudo prêmio acadêmico já pago pela ciência moderna. Ele provou matematicamente a existência de Deus;

- Um dos princípios mais importantes que a Igreja legou ao desenvolvimento das ciências vem de um verso bíblico! Um verso bíblico que foi um dos mais citados durante toda a Idade Média. Esse verso é: Sabedoria 11, 21, esse verso diz: que “ Deus dispôs tudo com medida, quantidade e peso”. Daí a ciência ter conseguido tanto êxito por crer que vivemos num universo ordenado. É tudo matemático e ordenado de acordo com padrões. Por isso Santo Agostinho (354-430), já afirmava: “Deus é um grande Geômetra.”

Detalhe: o protestantismo, fundado em 1517 retirou o Livro da Sabedoria de suas bíblias. O desprezo protestante a Copérnico e à ciência, ficou documentado nas palavras de Lutero, que dizia: “O abade Copérnico surgiu, pretendendo que a terra girasse em torno do Sol … lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 145).

Lutero não sabia que o que Josué narrava foi o que lhe pereceu a seus olhos, naquele grande milagre de Deus.

Sobre a ciência, chamada de “razão” naquele tempo, dizia Lutero: “A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto, joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 217).

Eis o grande legado da Igreja Católica à Civilização Moderna e a verdadeira aversão grotesca à ciência, externada pelo pai do protestantismo.
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Referências Bibliográficas:
- Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19.
- White Jr., Lynn, “Eilmer de Malmesbury: um aviador século XI,” Tecnologia e Cultura, II, n. 2 (Spring 1961). 2 (Primavera 1961).
Maxwell Woosnam, Eilmer: Eleventh Century Monk of Malmesbury (Malmesbury, UK: Friends of Malmesbury Abbey, 1986). Maxwell Woosnam, Eilmer: monge do século XI de Malmesbury (Malmesbury, Reino Unido: Amigos da Abadia de Malmesbury, 1986).

- http://culturadavida.blogspot.com/2008/04/academia-de-cincias-do-vaticano.html

- http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/dna/marshall-o-homen-do-codigo.php

- http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=43539&cat=Artigos&vinda=S

- http://www.comshalom.org/noticias/exibir.php?not_id=1518

- Baltasar Gracián, “A Arte da Sabedoria” – Edição completa, Editora Best Seller.

- Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97.

- Gregor Mendel: cienciahoje.uol.com.br

Fonte: 18/01/11 -  Católicos do Brasil