sábado, 30 de julho de 2011

4 milhões de assinaturas a favor da vida e contra o aborto na Colômbia

O Secretário Geral da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), Dom Juan Vicente Córdoba, informou à agência ACI Prensa que até o momento a iniciativa para blindar a vida contra o aborto constitucionalmente já conta com o apoio de mais de 4 milhões de assinaturas.

Assim indicou o Prelado em diálogo telefônico com a ACI  Prensa diante da próxima apresentação, no dia 20 de julho, da iniciativa que busca modificar o artigo 11 da Constituição para blindar a vida desde a fecundação até a morte natural.

Com efeito, diversos meios colombianos como RCN e Caracol Radio informaram que esse dia o presidente do Partido Conservador, José Darío Salazar, apresentará o projeto de reforma constitucional.

Dom Córdoba explicou ao grupo ACI que embora a medida seja apresentada por Salazar, "este não é um projeto do Partido Conservador" como afirmam diversos meios, mas é "multipartidário e multirreligioso".

A iniciativa que busca a proteção da vida em todas suas fases conta com o apoio de deputados de diversos setores políticos e conta ademais com o respaldo de evangélicos, diversas denominações cristãs, judeus e muçulmanos na Colômbia.

Dom Córdoba explicou ademais que a modificação constitucional que está sendo exposta fecha "toda possibilidade ao aborto ou à eutanásia".

O Secretário da CEC disse também à ACI Prensa que as 4 milhões de assinaturas reunidas nos últimos meses, mostram "um apoio popular" à iniciativa, que expressam além disso "o sentir do povo que respalda a vida".

REDAÇÃO CENTRAL, 18 Jul. 11 / 01:29 pm (ACI/EWTN Noticias)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Papa Bento XVI deve vir ao Brasil em 2013, diz prefeito do Rio


Segundo Eduardo Paes, a cidade vai sediar a Jornada Mundial da Juventude daqui a dois 

anos

REUTERS
29 de julho de 2011 | 10h 38
O papa Bento XVI deverá vir ao Brasil em 2013 para participar de um evento religioso sediado no Rio de Janeiro, informou o prefeito Eduardo Paes.
AP
AP
Rio de Janeiro deve sediar a Jornada Mundial da Juventude daqui a dois anos
"Está tudo praticamente certo. Falta apenas o anúncio oficial, que vai acontecer agora em meados de agosto", disse o prefeito do Rio.
Segundo ele, a cidade do Rio de Janeiro vai sediar a Jornada Mundial da Juventude daqui a dois anos.
"O papa está participando desta jornada agora em Madri, na Espanha, e em agosto teremos o anúncio oficial do evento que será aqui no Rio de Janeiro. Este evento sempre conta com a presença do papa", disse.
Paes acredita que o calendário de eventos internacionais ajudou o Rio a ser escolhido como possível sede deste evento religioso.
"O Rio de Janeiro está na moda, tem sorteio das eliminatórias, Jogos Militares, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, e tudo isso ajuda", afirmou Paes.
O secretário Antonio Pedro de Mello afirmou que outras cidades brasileiras estavam pleiteando o direito de ser sede da Jornada Mundial da Juventude, entre elas São Paulo e Belo Horizonte.
"Serão pelo menos 600 mil pessoas vindo de fora do Brasil para acompanhar este evento em um país católico com milhões de seguidores. Será importante para divulgar a imagem da cidade em termos de arrecadação de divisas, uma vez que tem um período de duração de aproximadamente dez dias", disse ele à Reuters.
Mello afirmou que o Rio montou um estande em Madri para preparar os participantes para a próxima Jornada Mundial da Juventude.
Fonte: Estadão 

SP dá 1º passo para internação forçada de meninos de rua usuários de droga


Procuradoria alega que menores de idade e viciados são legalmente incapazes de escolher o que querem; decisão está nas mãos de Kassab

29 de julho de 2011 | 0h 00
Marcelo Godoy e William Cardoso - O Estado de S.Paulo


Um parecer da Procuradoria Geral do Município é o primeiro passo para a adoção da internação compulsória de meninos de rua usuários de droga em São Paulo. O modelo recomendado é semelhante ao adotado pelo Rio e tem três fases: recolhimento, triagem e decisão judicial de internação.

José Patrício/AE
José Patrício/AE
Cracolândia. Proposta prevê recolhimento, triagem e contato com pais, antes de ação judicial
O parecer desata o nó jurídico em torno da internação e coloca nas mãos do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) a decisão política de adotar a medida na capital. "Não estou mais no processo, já superei a minha fase. Fizemos um pequeno estudo. Passamos os conceitos jurídicos, as posições favoráveis e contrárias. O Januário (Montone, secretário da Saúde) e a Alda (Marco Antônio, secretária da Assistência Social) têm de trabalhar o tema", disse Claudio Lembo, secretário de Negócios Jurídicos, pasta por onde passou o projeto, antes de ser encaminhado a Kassab.
Dois pontos são a base da argumentação jurídica a favor da internação compulsória. O primeiro é o da incapacidade civil dos menores, que não teriam plenamente o direito de escolher se querem ou não ser internados. Para a Procuradoria, eles ainda se submetem às escolhas de seus pais. O segundo argumento é de que, de acordo com a lei, os "toxicômanos também são considerados incapazes". O modelo proposto permite que o usuário seja levado à avaliação de um psiquiatra mesmo contra a vontade.
Etapas. O primeiro passo na fórmula de internação será desempenhado por assistentes sociais, que vão constatar que o menor vive na rua. Se houver resistência ao recolhimento, ficaria a cargo do agente a decisão sobre o que fazer. Inicialmente, não há a intenção do uso da força.
A segunda etapa seria a triagem do adolescente. Profissionais da Assistência Social tentarão reconduzi-lo ao ambiente familiar, verificando ainda se os pais são capazes de resgatar o filho. Enquanto localiza parentes, uma outra secretaria entra no processo: a da Saúde. Um médico vai avaliar se o adolescente é ou não dependente químico.
Não sendo possível entrar em contato com a família - ou quando o ambiente familiar é degradado - e constatada a dependência química, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que vai pedir à Justiça a internação compulsória do adolescente. Em todos os casos, a internação dependerá de decisão judicial.
O prefeito, por meio de sua assessoria, confirmou que "recebeu estudos sobre a internação compulsória", mas ainda não tomou uma decisão sobre sua adoção ou se o modelo proposto pela Procuradoria será usado.
Durante reuniões com integrantes do Ministério Público, representantes da Prefeitura pediram mais informações sobre o modelo adotado no Rio de Janeiro. O parecer da Procuradoria indica um caminho semelhante ao colocado em prática pelas autoridades cariocas.
Caso seja implementada em São Paulo, a internação compulsória sistemática de dependentes químicos menores de idade exigirá do Município uma megaestrutura no setor de saúde, algo ainda inexistente. A capital conta hoje com 317 leitos em clínicas - 80 de administração própria e o restante em comunidades terapêuticas conveniadas.
Tornar a medida sistemática também deve custar caro. O Estado apurou que cada leito para dependentes custa R$ 2,5 mil por mês à Prefeitura. Levantamento do Departamento de Investigações sobre Narcóticos da Polícia Civil aponta que só na cracolândia, na região central de São Paulo, há uma população flutuante de 2 mil usuários de droga, embora grande parte seja formada por maiores de idade. / COLABOROU BRUNO PAES MANSO 


TJ decide que Lei da Pornografia em Campo Grande é constitucional

LAíS CAMARGO - Brasil, Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
Esta tarde foi votado o mérito da lei que restringe propagandas com conteúdo pornográfico. Em votação do Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça) ela foi julgada constitucional. Desde fevereiro a lei estava suspensa quando o Sindicato das Agências de Propaganda de Mato Grosso do Sul moveu ação contra o veto.
O argumento do Sindicato seria a inconstitucionalidade da lei, mas foi derrubado hoje pelos desembargadores. Esta lei foi proposta pelo presidente da Câmara, Paulo Siufi (PMDB), e determina a proibição de propagandas com pessoas vestidas em trajes íntimos, por exemplo.
Após discussões, as agências de publicidade entraram com a ação em novembro, considerando a lei como censura. Para impedir o veto, as agências terão que recorrer a instâncias superiores do Judiciário contra a medida, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e STF (Supremo Tribunal Federal).
Fonte: Correiodoestado.com.br - Campo Grande 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A cultura da morte: CRACK aumenta número de ASSASSINATOS


Amy Winwhouse
A cultura da morte não se restringe somente ao aborto.  O aborto é o início da banalização da vida humana. A banalização continua com a defesa, por alguns partidos políticos, da liberação das drogas, para matar de forma diferente: o viciado destrói a vida física dele, chegando à morte, ao suicídio ou é assassinado por algum traficante.  Quando não morre, além de destruir a vida física, se destroi psíquica,  moral e espiritualmente. Afeta, também, todos os que se encontram à sua volta:  família, amigos, colegas de trabalho. 
A morte de Amy Winehouse mais uma vez mostra para o Mundo o desastre que a droga provoca. As drogas aumentam vários tipos crimes, não somente os homicídios que tem resultado comprovado na pesquisa do professor Luiz Flávio Sapori, da PUC de Minas, que segue.


28/07/2011 - às 6:55Contem isto para a turma da marcha: crack ajuda a elevar estatísticas de homicídios no paísPor Thiago Herdy, no Globo:O consumo do crack já provoca uma epidemia de homicídios no país, que vitima principalmente jovens de 15 a 24 anos e é um dos principais fatores do aumento da violência, especialmente no Nordeste. Luiz Flávio Sapori, professor da PUC Minas e um dos principais estudiosos do tema no Brasil, em dois anos de análise conseguiu constatar claramente este fenômeno nos dados de violência em Belo Horizonte, capital mineira.- A fatia mais considerável da violência nas principais cidades brasileiras está relacionada à introdução do crack. Em especial no Nordeste, onde estão as capitais que tiveram o maior aumento de homicídios - afirma o pesquisador, que classifica o crack como a droga mais danosa da sociedade atual e critica a falta de medidas concretas de atenção ao problema por parte do governo federal.Ao lançar no ano passado o Plano de Ações Sociais Integradas de Enfrentamento ao Crack, o governador Eduardo Campos afirmou que 80% dos homicídios no estado tinham vinculação com o tráfico de drogas e que a grande maioria estava ligada ao crack.Em Minas, Sapori conseguiu estabelecer esta relação entre o crack e o aumento da violência a partir de uma amostragem aleatória de inquéritos da Polícia Civil. Nos anos anteriores à inserção da droga na capital mineira, no meio da década de 90, o comércio de drogas era responsável por 8% dos crime contra a vida. A partir de 1997, este percentual cresceu consideravelmente, alcançando 19% dos crimes até 2004, e 33% em 2006. “O Brasil simplesmente não tem uma política de atendimento ao usuário do crack. O SUS não está preparado tecnicamente para atender à especificidade do dependente de uma droga diferente de todas as outras existentes por aqui”, diz o especialista.Especialista defende internação forçadaEntre as medidas urgentes que ele defende estão a produção de conhecimento sobre o assunto e a quebra de tabus, entre eles a resistência à internação forçada - o que começou a ocorrer no Rio -, fundamental em vários casos, na opinião dele:”As pessoas têm de saber que é uma droga muito sedutora e prazerosa, mas capaz de criar uma dependência química sem relação com outras drogas. O usuário não pode cair na visão ingênua de que vai conseguir fazer uso controlado do crack, pois a chance disso acontecer é quase nula.”Neste mês o tema se transformou em pauta principal do Instituto Minas pela Paz, organização da sociedade civil mantida por empresas ligadas à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A ONG buscou o apoio do Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas (Conead-MG) e do Tribunal de Justiça para uma campanha para conscientizar sobre o drama. A mobilização levou um grupo de agências de publicidade a produzir todo o material voluntariamente. AquiPor Reinaldo Azevedo - 

CHILE - A Igreja propõe o diálogo sobre um problema ainda aberto: a instrução pública

Santiago (Fides) - Depois de conversar por cerca de uma hora e meia com um grupo de pessoas que havia ocupado a Catedral Metropolitana, o Arcebispo de Santiago, Dom Ricardo Ezzati, confirmou seu convite a depor a violência e a buscar soluções através do diálogo. 


Após o encontro, o Arcebispo reiterou seus apelos ao diálogo entre manifestantes e autoridades competentes na área do ensino público. "Apóio o pedido de diálogo. Sempre disse que os problemas devem ser resolvidos na mesa; é melhor falar do que enfrentar as questões com métodos violentos. A violência não leva a nada" - disse Dom Ezzati.    
                                                                          

Temas como o reforma do sistema educativo, a qualidade do ensino, a possibilidade de acessar ao ensino completo e de qualidade, indiferentemente da faixa social a que pertencem estão há tempos no centro do debate social no Chile.



O Arcebispo também declarou: "Estou muito preocupado por um grupo de jovens que estão em greve de fome e também pela denúncia feita por seus pais, pois 150 jovens foram agredidos durante as manifestações. Acredito que a sociedade tenha todo o direito de viver em paz, de falar claramente e de buscar o diálogo para resolver nossos problemas".



Este é o conteúdo da nota enviada pela Conferência Episcopal, datada de 22 de julho. No dia 24 de julho, um numeroso grupo de estudantes manifestou com cartazes diante da Catedral, pedindo a participação direta da Igreja católica no debate sobre este tema, enquanto dentro estava sendo celebrada a Missa pelos 450 anos da Arquidiocese.



Desde o início, o Arcebispo Ezzati se manifestou favorável ao diálogo para resolver o problema (veja Fides 04/07/2011). Os Bispos do Chile publicaram uma nota, em 23 de junho, convidando à responsabilidade em relação ao sistema educativo, como um dever de toda a comunidade (veja Fides 25/06/2011.
(CE) (Agência Fides, 26/07/2011)


Simulação e políticas pró-abortistas nos acordos da ONU sobre juventude


O texto abaixo foi publicado pela Aliança Internacional da Juventude (AIJ) que estiveram presentes ontem e hoje na Reunião de Alto Nível da ONU sobre Juventude. No encontro houve simulação, atitudes autoritárias por parte dos funcionários da ONU, acordos prévios com entidades pró-abortistas, a imposição arbitraria da ideologia de gênero e a exclusão da voz dos representantes da Asia, África e Latino América. O Centro Schuman faz parte da AIJ, a tradução ao português do texto é nossa.

Apesar de a recessão econômica ter aumentado de 11,9% para 13% a taxa de desemprego entre os jovens do mundo e de ter disparado a mais de 81 milhões a quantidade de desempregados, na Reunião de Alto Nível da ONU sobre a juventude, realizada em 25 e 26 de julho de 2011, os participantes preocuparam-se mais em impulsionar políticas pró-abortistas e a favor do homossexualismo, deixando de fora quaisquer opiniões de jovens procedentes de países africanos, asiáticos e da América Latina relativas à proteção da vida e da família.

Rafael Becerra González, presidente da Alianza Internacional de la Juventud, reconheceu que depois de dois dias de trabalho “os defensores dos direitos da humanidade, a ONU, traíram mais uma vez seus princípios, excluindo as vozes que se pronunciam a favor da vida desde sua concepção e pelo fortalecimento dos princípios da família. Só incorporaram às conclusões finais as propostas de grupos pró-aborto e pró-homossexuais, replicando a manipulação que levaram a cabo durante a reunião ocorrida em maio de 2010 na cidade de León Guanjuato, México”.

Rafael Becerra González disse que, em uma clara mostra de simulação, no discurso dos funcionários da ONU seguiu-se insistindo que o desemprego e a deficiência de educação são os maiores desafios que enfrentam os jovens no mundo e que urge diminuir a diferença entre demanda e oferta de emprego, embora eles não tenham tocado nesse assunto na reunião nem se preocupado em fazer acordos concretos para ajudar as economias das nações marginalizadas ou em vias de desenvolvimento. “Tudo se reduziu a legitimar um documento que já estava previamente combinado e que se relaciona estreitamente com o enfraquecimento do conceito de família tradicional e do fortalecimento das correntes pró-abortistas e pró-homossexuais”.

Os jovens atualmente enfrentamos uma constante violação de nossos direitos. A redução das matrículas nas instituições de ensino superior nega-nos a possibilidade de cursar uma faculdade e incorporarmo-nos ao mundo profissional. A forte concorrência no mercado de trabalho nos coloca à mercê do desemprego ou do subemprego: baixos salários, expectativas nulas de crescimento profissional e falta de direitos no trabalho.

O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, declarou que quer que a ONU represente e seja o que se plasma na declaração Universal dos Direitos do Homem, e o que vemos agora é uma aliança reprovável com os antivalores, eis o que se vem propondo como imposição desde a Conferência Mundial da Juventude, em 2010, celebrada em León Guanajuato.

Na citada reunião, a manipulação da Conferência esteve voltada para uma agenda contra a integridade da família e a vida das crianças por nascer. A própria configuração dessa conferência, viciada desde a origem, estava planejando deixar os jovens como meros espectadores, sem voz nem vez, enquanto os acordos cupulares eram apresentados como fruto do diálogo e das inquietudes daquela juventude contratada e hospedada nos melhores hotéis pela mesma ONU.

A ONU declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Juventude. A última em vez que isso foi celebrado foi em 1985, há 26 anos. Em agosto de 2010, a Cidade de León, Guanajuato, no México, foi sede da Conferência Mundial da Juventude (CMJ), um espaço de reunião de representantes de governo, legisladores e de organismos da sociedade civil. A promessa era identificar prioridades de ação com relação à juventude para que fossem apresentadas na agenda internacional do desenvolvimento mais além das Metas do Milênio.

Os principais compromissos da Conferência Mundial da Juventude de 2010 foram:

1) Criação de linhas de ação global para a atenção à juventude,
2) Governos e Organizações Civis de todo o mundo trabalhando por alcançar essas ações,
3) Jovens recebendo atenção com base nesta agenda mundial,
4) Consensuar uma declaração de prioridades de ação para as políticas de juventude e desenvolvimento, a ser apresentada na Assembléia Geral da ONU,
5) Favorecer o diálogo entre organizações da sociedade civil e os governos sobre políticas de juventude e desenvolvimento,
6) Publicação de uma declaração final da World Youth Conference 2010,
7) Compartilhar experiências e conhecimentos sobre diagnósticos, políticas, estratégias e programas sobre juventude e desenvolvimento.

Durante a Conferência Mundial da Juventude, os assistentes de maneira geral manifestaram que houve uma enorme desorganização, mas ao ver os resultados somos levados a pensar que, na realidade, todas essas circunstâncias obedecem a uma estratégia muito bem planejada de manipulação e de controle, dirigida a que o documento oficial de conclusões seja o que a ONU já tinha originalmente concebido.

Para a maioria dos que assistiram à Conferência Mundial da Juventude, os resultados não representaram a opinião da juventude do mundo. Foram privilegiados os grupos pró-abortivos, pró-homossexuais, pró-leis liberais, e excluíram-se os que opinam diferente, os que defendem a vida e a família. A Conferência representa um engodo e uma manipulação para os jovens, para o governo do México e para o mundo. 

Os “defensores dos direitos e da humanidade”, a ONU, discriminaram as contribuições de países africanos, asiáticos e latino-americanos.

Somos a maior geração de jovens da história do mundo, estamos aqui para dar testemunho e para que se escreva na história que os jovens queremos e trabalhamos por um mundo melhor, mais humano, mais competitivo, mas sobretudo mais integrado e mais unido. Somos os jovens que organizamos o fórum “Dilo Bien México 2010” com a presença de mais de 2.600 jovens de diferentes partes do mundo, que surge como uma proposta específica de que a voz juvenil seja escutada e que diga bem as coisas.

Um dos resultados do “Dilo Bien” é a Aliança Internacional da Juventude (Alianza Internacional de la Juventud) para falar dos temas que interessam à juventude, sem medo de dizer o que cremos e queremos. Nós apostamos na família, nos valores, na educação de qualidade, no estímulo ao emprego e à segurança, mas principalmente na defesa da vida.

Um de nossos objetivos ao estar aqui em Nova York é apresentar o livro “Dilo bien: a historia de los jóvenes que se enfrentaran a la ONU” - que encontrou grande aceitação entre líderes juvenis de diferentes países - a fim de que as opiniões dos jovens sejam tomadas em conta e incorporadas na criação das leis e políticas públicas.

Expressamo-nos mediante manifestações públicas, para nos fazer escutar, ser respeitados e não perseguidos por nossos valores e ideais. E continuaremos a fazê-lo até conseguirmos que os direitos humanos à vida e à família sejam respeitados.

Nossa postura como Aliança Internacional da Juventude é muito clara: as conclusões da Conferência Mundial da Juventude não podem servir de referência para que parlamentares de nenhum país do mundo gerem leis e normas que rejam os povos! Viemos exigir que a voz dos jovens seja levada em conta, que se respeite a vida e a família, mas sobretudo que se fortaleça a família: só assim poderemos fortalecer os jovens, e isso é o que viemos dizer hoje.

26. 07. 2011.
Colaboração: http://www.centroschuman.org/
   

terça-feira, 26 de julho de 2011

Resposta para um CRISTÃO evangélico EM DÚVIDA


Desde a época das eleições, temos feito o possível para responder todos os emails e encaminhar esclarecimentos à imprensa, blogueiros e leitores.

Diferentemente do que fazemos, publicando endereço eletrônico visível no blog - domluizbergonzini.com.br - muitos se escondem atrás dos blogs ou de emails desconhecidos, que impedem a comunicação. Entendemos que essas pessoas que se escondem não são capazes de debater idéias. Só ficam agredindo pessoas.

Outras pessoas, até mesmo cristãs, não estão suficientemente esclarecidas a respeito do aborto e das iniquidades. Um homem que se disse cristão evangélico nos escreveu e nós respondemos. Julgamos importante publicar estes argumentos porque há muitos cristãos católicos, evangélicos e de outras denominações que continuam em dúvida e precisam ser esclarecidos.

Disse ele sobre o aborto: "Ocorre que há milhares de casos onde - independente de nossa vontade - haverá o aborto. Sem que estas mulheres tenham acesso a hospitais e clínicas especializadas, muitas delas irão morrer..."

Respondemos: O senhor situou bem o problema - acesso a hospitais e clínicas especializadas. A saúde pública brasileira está na UTI. Em plena Brasília, Capital do Brasil, uma mulher ficou com uma criança morta em seu útero por oito dias, outra recebeu o feto dentro de um vidro! Há partes do país onde as seringas são reutilizadas, depois de lavadas com água do rio, conforme a televisão mostrou.

Segundo a medicina, em até 30% das gravidezes os bebês não nascem vivos, por causas naturais. Esses casos são chamados abortos espontâneos. E muitas mulheres não têm assistência médica.

O estudo do IBGE aponta que a principal causa de mortalidade materna é a falta de assistência médica.

Todas as pessoas querem jogar a responsabilidade da falta de assistência médica sobre a Igreja Católica, quando a responsabilidade é do Governo que não investe em Saúde.
Estamos falando, há bastante tempo, que o problema da mortalidade materna é a falta de atendimento médico, de exames, de dar dignidade para a mulher durante a gravidez. As pessoas distorcem e desviam o foco para a religião, porque isso afeta partidos governantes, que não fazem nada em matéria de saúde. Só pensam em matar crianças, impedi-las de nascer.

Disse ele sobre as iniquidades e a Igreja Católica: "A Igreja Católica poderia oferecer uma importante contribuição à prevenção do aborto caso passasse a estimular a educação sexual nas escolas e alertasse os jovens sobre a importância do uso de preservativos, da pílula e outros contraceptivos. Como sabemos, entretanto, faz exatamente o contrário. A razão é simples: acima das pessoas a Igreja defende seus dogmas. É isto, no fundo, o que nos separa."

Respondemos: A Igreja Católica, ao contrario do que o senhor afirma, tem programas de orientação sexual. Tem a Pastoral da Criança que atende a mulher desde o dia da fecundação e acompanha a criança depois do nascimento. A razão da Igreja para não apoiar o uso de preservativos, de pílulas abortivas e outras drogas é que elas incentivam a promiscuidade, a permissividade, a infidelidade e outras iniquidades e vão contra o Evangelho. Não são os dogmas que repudiam as iniquidades. É o Evangelho:

"Por isso é que lhes digo: vivam segundo o Espírito, e assim não farão mais o que os instintos egoístas desejam. Porque os instintos egoístas têm desejos que estão contra o Espírito, e o Espírito contra os instintos egoístas; os dois estão em conflito, de modo que vocês não fazem o que querem. Mas , se forem conduzidos pelo Espírito, vocês não estarão mais submetidos à Lei. Além disso, as obras dos instintos egoístas são bem conhecidas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúme, ira, rivalidade, divisão, sectarismo, inveja, bebedeira, orgias e outras coisas semelhantes. Repito o que já disse: os que fazem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si. Contra essas coisas não existe lei. Os que pertencem a Cristo crucificaram os instintos egoístas junto com suas paixões e desejos. Se vivemos pelo Espírito, caminhemos também sob o impulso do Espírito. Não sejamos ambiciosos de glória, provocando-nos mutuamente e tendo inveja uns dos outros." (Galatas, 5 - 16,26)


Se o senhor é CRISTÃO como eu, o Papa Bento XVI, os bispos do Brasil , os padres e muitos pastores de várias denominações, também deveria pregar a fidelidade ao Evangelho. São Paulo, em sua Carta aos Gálatas, mostra que estão contra o Espírito e contra o Evangelho: a permissividade, a promiscuidade, a infidelidade, o aborto e outras iniquidades pregadas pelos adeptos do comunismo e do maligno. 


Jesus nos previne contra o demônio, que nos leva a transigirmos: 


"Dizei somente: 'Sim', se é sim; 'não', se é não. Tudo o que passa além disto vem do maligno" (Mt 5,37).


Incluirei o nome do senhor em minhas orações, rogando a Jesus Cristo que remova os obstáculos que separam os CRISTÃOS VERDADEIROS, para que, todos juntos, possamos pregar o Evangelho em uníssono.


Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rehab, Amy Winehouse e a cultura da morte


Rehab

Por Wagner Moura 


Amy Winehouse, premiada cantora britânica (cinco prêmios Grammy, o Oscar da música internacional, conquistados em 2008), morreu aos 27 anos, neste sábado, 23. Até o momento em que escrevo este post não divulgaram a causa da morte, mas não é difícil admitir que seu dom vocal, seu talento artístico, não suportaram o alcoolismo e o vício em heroína, ecstasy, cocaína e até remédios para cavalos.
O que há de errado com a cultura das celebridades? A cultura de morte, é o que há: o nem tão incompreensível desejo de autodestruição que já acompanhou a trajetória de outros ídolos da música que também morreram aos 27 anos, como Kurt Cobain, Janis Joplin e Jimi Hendrix. Confesso que mal conheço a música deles – acredite! Mas as músicas da Amy eu conhecia. Como também conhecia o que as drogas fizeram com sua pessoa:
Sem drogas
Com drogas
Ela compôs Rehab, uma de suas músicas mais conhecidas, numa referência às suas constantes idas às clínicas de reabilitação.
Enquanto rezo pela alma da cantora me pergunto como era possível que alguém se autodestruísse assim sem que ninguém impedisse. Li em vários sites sobre Amy sequer conseguir finalizar seus shows por causa da droga. Ela caía no palco, na frente de todos. Passava mal. A banda muitas vezes tinha que “salvar” o espetáculo. Fico pensando se ninguém com tudo isso! Não se tratava de vícios escondidos, secretos… Era público. E ainda assim ela seguia em turnês.
Enfim. Pra mim, que fui poupado dessas tragédias humanas, é complicado entender! Minha experiência mais próxima com “tóxicos” se limita à leitura das caixas de hidrocor e dos potes de massa da minha infância que traziam o feliz aviso “não tóxico”. Digo isso sem ironias, apenas para ilustrar meu desconhecimento a respeito da vida de uma pessoa que se autodestrói nas drogas.
Rezemos.

JUSTIÇA CONDENA HOSPITAL POR FALTA DE SOCORRO APÓS PARTO QUE GEROU PARALISIA CEREBRAL



Mantida indenização a menina que sofreu paralisia cerebral por falta de socorro
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria, manteve a indenização por danos materiais e morais concedida a um casal de Minas Gerais e sua filha, que sofreu graves sequelas em decorrência da falta de prestação de socorro após o parto. Os ministros entenderam que os valores não são exagerados e que a realização de nova análise dos fatos, para eventualmente se negar a indenização, esbarraria na Súmula 7/STJ, que impede o reexame de provas em recurso especial.
Na ação de indenização ajuizada em causa própria e em nome da filha, os pais alegaram que não havia pediatra na sala de cirurgia, tendo o obstetra atendido à recém-nascida e procedido à avaliação de Apgar. Além disso, segundo eles, a maternidade estava superlotada, o que fez com que a mãe tivesse de aguardar a desocupação de uma unidade e, após o parto, atrasou o atendimento da criança no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).
O teste de Apgar avalia frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, reflexos e cor da pelé do bebê. Ele é realizado um minuto após o nascimento e reaplicado cinco minutos depois. Cada item vale de zero a dois pontos. Na repetição do teste, o bebê que atingir pelo menos sete pontos é considerado em boas condições de saúde.
No caso, o obstetra atribuiu nota de Apgar 7-8, que foi reputada como errada cerca de 20 minutos depois pelo pediatra. A criança havia nascido com o cordão umbilical enrolado duas vezes no pescoço e, segundo laudo pericial, a negligência da maternidade ao não disponibilizar pediatra e demorar a atender à recém-nascida no CTI acarretou progressivo agravamento do quadro neurológico da menina.
A perícia oficial classificou a criança como "inválida", em razão de "retardo do crescimento, atrofia muscular, debilidade e provável alienação mental (não se comunica)". A conclusão da perícia foi de que a menina apresenta "acometimentos típicos de paralisia cerebral em grau severo", o que a torna totalmente dependente de terceiros.
O juiz de primeiro grau considerou que a nota concedida pelo obstetra indica que o bebê nasceu em perfeitas condições de saúde e tal avaliação prevalece, já que o pediatra não a impugnou no momento oportuno. O obstetra afirmou, em depoimento, que não foi detectado nenhum problema neurológico na criança e que a gravidez transcorreu normalmente.
A maternidade foi condenada a pagar à mãe indenização mensal de um salário mínimo, por conta dos cuidados que terá que dedicar à filha, além de pagar à menina pensão mensal no mesmo valor, a partir da data em que ela completar 14 anos de idade. A ré foi sentenciada também ao pagamento das despesas médicas e hospitalares, bem como à indenização no valor de R$ 100 mil a título de danos morais.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deu parcial provimento à apelação da maternidade e reduziu a reparação por danos morais para R$ 76 mil. A ré, então, interpôs recurso especial no STJ, considerando que o valor da indenização ainda assim seria muito alto e alegando que a responsabilidade dos hospitais por erro médico é subjetiva (exige comprovação de culpa).
Argumentou que o TJMG ignorou a confissão da mãe quanto ao fato de haver retomado suas atividades estudantis e estágio remunerado, o que tornaria sua pensão questionável, e ainda violou o artigo 335 do Código de Processo Civil, ao não aplicar as regras de experiência para considerar que o atendimento por médicos de outras qualificações é prática comum nos hospitais, sem que isso traga complicações ao recém-nascido.
Falha no atendimento
O ministro Luis Felipe Salomão, cuja posição foi seguida pela maioria dos membros da Quarta Turma, afirmou que a responsabilidade médica e hospitalar de natureza contratual é fundada, geralmente, em obrigação de meio, ou seja, o médico assume a obrigação de prestar os seus serviços de modo a proporcionar ao paciente todos os cuidados e conselhos tendentes à recuperação de sua saúde.
A cura dos males físicos (obrigação de resultado), no entanto, não pode ser assegurada, devido à limitação da condição humana do profissional. "O insucesso do tratamento - clínico ou cirúrgico - não importa automaticamente o inadimplemento contratual, cabendo ao paciente comprovar a negligência, imprudência ou imperícia do médico", observou o ministro.
Assim, concluiu que a responsabilidade pessoal do médico, embora contratual, não prescinde da comprovação da culpa, sendo, portanto, de natureza subjetiva. Já o estabelecimento hospitalar é fornecedor de serviços e, como tal, responde objetivamente pelos danos causados aos pacientes, desde que o seu fato gerador seja o serviço mal prestado.
O ministro Salomão analisou que a imputação de responsabilidade à maternidade tem dupla origem: a ausência de médico especializado na sala de parto e a falha no atendimento hospitalar -a espera da gestante pelo atendimento e a falta de vaga no CTI. Com base nos fatos reconhecidos como verdadeiros pela sentença e pelo acórdão do tribunal mineiro, o relator verificou que foi demonstrada a culpa do profissional pertencente ao quadro clínico do hospital, evidenciando-se o dever de indenizar da maternidade, por ato de terceiro.
"Ainda que assim não fosse, há fundamento adicional à responsabilidade da maternidade, qual seja, a deficiência na estrutura material utilizada para o procedimento médico-cirúrgico, consubstanciada na falta de vaga no CTI, impelindo a uma espera de mais de uma hora para que a recém-nata pudesse ser socorrida a contento", completou Luis Felipe Salomão.
Quanto ao laudo pericial, o relator original do recurso, ministro João Otávio de Noronha, havia considerado que a médica nomeada perita judicial não estaria apta a realizar a perícia, pois não consta dos autos menção de que ela fosse especialista em neurologia e neonatologia.
Ao divergir, o ministro Salomão entendeu que "não foi demonstrado que a perita não tivesse capacidade para desincumbir-se desse mister" e ressaltou que a ausência de impugnação da nomeação da médica como perita judicial no momento oportuno faz incidir a preclusão, nos termos do artigo 245 do Código de Processo Civil.
Luis Felipe Salomão afastou a solicitação de aplicação das regras de experiência para considerar que o atendimento por médicos de outras qualificações é prática comum nos hospitais, sem que isso traga complicações para o recém-nascido, pois avaliou que isso infringe a Portaria n. 96/1994 do Ministério da Saúde, que prevê a permanência de médico pediatra na sala de parto.
No tocante à confissão da mãe quanto ao retorno às atividades estudantis e estágio remunerado, o ministro destacou que o fato "não implica, automaticamente, por óbvio, que obterá emprego tão logo conclua o curso universitário". Acrescentou que a invalidez da filha é irreversível e os cuidados maternos serão sempre imprescindíveis, o que talvez a impossibilite de trabalhar em jornada de oito horas diárias.
Processo: REsp 1145728
Autor: Superior Tribunal de Justiça

domingo, 24 de julho de 2011

Bispos ameaçados de morte por denunciarem turismo sexual

Turismo e exploração sexual. Um problema social brasileiro – Entrevista com Dom Flávio Giovenale
Dom Flávio Giovenale
A situação da miséria é tão intensa que o fato de alguém da família se prostituir por um determinado período é uma situação considerada normal”, declara Dom Flávio Giovenale, bispo da Diocese de Abaetetuba, que há anos denuncia crimes de turismo e exploração sexual na Amazônia. Segundo ele, a miséria é a principal causa que leva as pessoas a se prostituírem. “Aqueles que moram no interior dos estados da Amazônia não têm perspectiva de vida. As capitais dos estados concentram a força econômica, enquanto os municípios do interior vivem do funcionalismo público, das aposentadorias e do Bolsa Família”, relata em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.
Além da prostituição local, D. Giovenale diz que cresce o índice de vítimas do turismo sexual organizado por agências da região. Segundo ele, os jovens são levados à Guiana Francesa e ao Suriname, onde vivem como escravos em garimpos e bordéis. “Depois de migrarem para esses países, é difícil retornar porque para isso é preciso dinheiro (…). Poucas pessoas conseguem superar a condição de miséria dos garimpos, pois estes locais são extremamente controlados”.

D. Flávio Giovenale, SDB, é bispo de Abaetetuba, Pará. Ele é um dos bispos ameaçados de morte por denunciar o tráfico humano. Ele sempre é acompanhado por agentes de segurança.


Confira a entrevista


Desde quando acontece turismo sexual no Brasil? Quais são as razões que favorecem essa prática?
Dom Flávio Giovenale – Há dezenas de anos. Mas, nos últimos 15 anos, o turismo sexual se intensificou nas regiões Norte e Nordeste. Antes, as vítimas eram mulheres, mas, agora tem se intensificado o turismo sexual infantil.
Na verdade, o turismo é um meio utilizado para praticar a prostituição. Os estrangeiros, especialmente americanos e europeus, que se envolvem nesse tipo de turismo querem satisfazer seus extintos com “pessoas exóticas”. Eles pensam que o Brasil é o país do sexo e do paraíso. Há alguns anos, a propagada federal brasileira contribuía para intensificar esse crime no país, pois apresentava o Brasil com imagens de mulheres e passava a ideia de que no país tinha “mulher fácil”. O nome Amazônia é algo mágico para os estrangeiros e eles gostam de dizer que fizeram sexo com uma pessoa da região. Outra causa que facilita o ingresso de estrangeiros no país é a falta de controle policial. Portanto, passa-se a ideia de que no país é possível praticar um crime e ficar impune. Além disso, cresce, no mundo, uma propaganda em vista “do prazer custe o que custar” e algumas pessoas acabam priorizando o prazer.


Quais são os motivos que levam as pessoas a se prostituírem?
Dom Flávio Giovenale – Na Amazônia, a grande causa que leva as pessoas a se prostituírem é a miséria. Aqueles que moram no interior dos estados da Amazônia não têm perspectiva de vida. As capitais dos estados concentram a força econômica, enquanto os municípios do interior vivem do funcionalismo público, das aposentadorias e do Bolsa Família. Escutamos relatos que são inacreditáveis: pessoas trocam uma relação sexual por um cachorro-quente. É triste dizer isso, mas as pessoas se submetem a essa situação porque sentem fome. Muitas meninas recebem propostas de morar na cidade para poder estudar e trabalhar em casas de família; mas, quando chegam ao local, se transformam em escravas sexuais. Elas são ingênuas e desconhecem a realidade. Por outro lado, alguns jovens pensam que a única perspectiva de vida é a prostituição. E, ao escolher entre ser prostituta do interior, passando fome, ou ser prostituta nos grandes centros, preferem migrar para as cidades com a esperança de não passar fome.

Na região também cresce o tráfico sexual entre a classe média?
Dom Flávio Giovenale – De vez em quando aparece alguma denúncia em relação à classe média. Porém, o tráfico sexual é muito forte em algumas regiões como a Ilha de Marajó – nesses locais há uma união entre miséria e organizações criminosas. Não sei dizer se aumentou o tráfico sexual ou se aumentaram as notícias e o interesse em investigar esses casos de prostituição.

Qual é o destino das vítimas do tráfico sexual? Existem rotas internacionais que favorecem a intensificação desse crime?
Dom Flávio Giovenale – Na região oriental da Amazônia, onde ficam os estados do Pará e Amapá, tem um destino que liga a Goiás, e de Goiás as pessoas são levadas para a Europa. A outra rota é por meio da Guiana Francesa e Suriname. Nesses dois países existem comunidades brasileiras clandestinas, que trabalham em garimpos. As vítimas do tráfico sexual são levadas a esses locais e trabalham em bordéis, garimpos, nas periferias das cidades e nas capitais.

Essas pessoas costumam retornar para o Brasil?
Dom Flávio Giovenale – Pouquíssimas. Voltam aquelas que são resgatadas pela polícia, mas, geralmente chegam ao país com pouca perspectiva de vida. Depois de migrarem para esses países, é difícil retornar porque para isso é preciso dinheiro. Algumas pessoas deixam de ser exploradas e passam a ser aliciadores, tornando-se subchefes do tráfico. Poucas pessoas conseguem superar a condição de miséria dos garimpos, pois estes locais são extremamente controlados. Nos bordéis, normalmente as mulheres são tratadas como escravas e são vigiadas.

O turismo sexual se configura como um problema social no Brasil? Em sua opinião, a sociedade e o Estado estão dando a devida atenção a esse problema?
Dom Flávio Giovenale – Nos últimos anos, aumentou a consciência de que o turismo sexual é um crime, tanto que a propaganda do Brasil no exterior foi alterada no sentido de mostrar as belezas naturais, sem apelo sexual. Também existe no país um desejo de mudança e um sentimento de revolta, porque os brasileiros não querem ser vistos como um “povo fácil”. Além disso, há um empenho positivo do governo contra o turismo sexual por meio de campanhas. Por isso lhe digo que não sei dizer se há um aumento do tráfico sexual ou se agora as autoridades estão descobrindo o que acontece. Em minha avaliação, a descoberta de casos de turismo e de exploração sexual demonstra que a luta contra os crimes está sendo eficaz.

Como a população reage diante do turismo sexual e da exploração sexual na região da Amazônia e do Pará? As pessoas costumam denunciar esses casos?
Dom Flávio Giovenale – A grande maioria da população reage com indignação. Mas a situação da miséria é tão intensa, que o fato de alguém da família se prostituir por um determinado período é uma situação considerada normal. É triste dizer isso, mas em algumas famílias todas as mulheres já se prostituíram. Geralmente, a história começa com a mãe; depois continua com a irmã mais velha, que ao completar 18 anos deixa de se prostituir porque chegou a vez da irmã mais nova, de 12 anos. Essas são situações localizadas, onde a venda do sexo para pessoas da região ou para turistas se torna uma atividade normal.

A construção de megaobras no Pará e na região tem favorecido a violência sexual?
Dom Flávio Giovenale – Todas as grandes construções implicam um deslocamento muito grande de pessoas. As fazendas da região também estão recebendo um aglomerado de homens, porque um projeto de biodiesel, coordenado pela Petrobras em 38 municípios do Pará, gera uma movimentação de milhares de pessoas na região, que migram para trabalhar nas plantações de dendê.
Nos dias de pagamento, as vilas dos agricultores enchem de prostitutas, que se prostituem de sexta a domingo. Muitos dos trabalhadores dessas grandes obras vêem na prostituição uma diversão para final de semana. Essa á uma realidade que se repete em todos os grandes empreendimentos. Recentemente, li uma notícia de que o governo brasileiro está preocupado com os futuros eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas no sentido de evitar a prostituição.

Como vê a legislação e a fiscalização da exploração sexual e do turismo sexual no país?
Dom Flávio Giovenale – O Brasil está firmando vários acordos internacionais com países como Inglaterra, França, Itália para prevenir o tráfico sexual. Então, por exemplo, se um italiano abusar sexualmente de uma menina brasileira, o crime será julgado na Itália como se tivesse sido feito com uma menina italiana.
Há alguns anos, dois aviões fretados com turistas que tinham conotação sexual chegaram a um aeroporto brasileiro e, imediatamente, a polícia os mandou de volta para o país de origem. Penso que o Brasil não está fechando os olhos para o problema. Essa violência tem que ser tratada como um crime contra a humanidade.

Recentemente, jornais americanos repercutiram o envolvimento de empresas americanas com turismo sexual no Brasil. O senhor sabe dizer que empresas são essas?
Dom Flávio Giovenale – Li que a Polícia Federal está investigando uma agência americana de turismo, que tem base em Manaus. Essa empresa organizava um pacote turístico que incluía turismo sexual. Não vejo essa notícia como algo estranho porque o turismo sexual não se organiza sozinho; tem o apoio de agências. Alegro-me quando esses casos são descobertos e espero que os aliciadores sejam punidos.

O senhor continua sendo ameaçado de morte em função das denúncias que fez sobre o turismo sexual na Amazônia?
Dom Flávio Giovenale – Há dois anos e meio não recebo mais ameaças. Depois da divulgação de que eu estava sendo ameaçado, parei de receber mensagens. Recebo bastante apoio do povo e das autoridades que moram na região. Sinto-me bem trabalhando na comunidade e espero continuar meu trabalho com serenidade.
Local: São Leopoldo – RS
Fonte: IHU – Instituto Humanitas Unisinos
Fonte: Corrêa Neto