sábado, 2 de julho de 2011

Parada gay e o sacrilégio

A parada gay deste ano, ocorrida em São Paulo, quis, mais uma vez, polemizar, provocando os religiosos, mais especificamente a Igreja Católica, usando imagens de santos e inclusive a própria expressão de Jesus sobre o amor para justificar a intensa campanha midiática de apologia ao homossexualismo. Tal campanha que tem apoio do governo federal (que financia com recursos públicos o evento), vem procurando ocupar espaço na imprensa, num processo de massificação do tema, com o intuito de fazer com que as pessoas acabem aceitando a prática homossexual como natural, e não respeitando que pensa o contrário.

Por isso o perigo do Projeto de Lei da Camara (PLC) 122, pois, na realidade, ele não visa apenas defender os gays do preconceito e discriminação, mas cercear a opinião contrária, atacando-a com hostilidade agressiva os que porventura venham a discordar de tal posicionamento.
Para os defensores do homossexualismo, todos terão que engolir goela abaixo tal prática, gostem ou não, e fiquem quietos se por acaso discordarem, pois se manifestarem algum pensamento divergente, vão para a cadeia. É assim que vemos a fomentação de uma intolerância travestida de defesa dos direitos humanos, e que ameaça a liberdade de expressão em nosso País.
 

O fato mais chocante da parada gay deste ano, foi a forma como se apropriaram de uma frase (fora de contexto) do Evangelho, para insinuar que o amor proposto por Jesus seria também gay. E ainda mais usando imagens sagradas de santos católicos para ainda fazer as pessoas concluírem que tais santos eram gays. Tudo isso pode se resumir numa palavra pouco mencionada hoje em dia, mas tratou-se de um sacrilégio.

Chega a ser patológica esta obsessão de uma minoria de ativistas gays quererem impor uma agenda homoafetiva ao Brasil, numa situação sem precedentes em nossa história, pois somos um país plural, que sempre aceitou a diversidade e as diferenças. Ninguém concorda é claro que se discriminem pessoas por suas opções pessoais de vida, mas o que não podemos aceitar é que um grupo minoritário venha impor um estilo de vida que não tem adesão da maioria, num processo de massificação cultural, com objetivos políticos.

Precisamos saber separar o joio do trigo e discernir. Respeitar as pessoas sim, mas não permitir uma imposição dessa natureza, que se utiliza de todos os meios, inclusive os de tomar símbolos e valores religiosos para dar uma conotação ideológica a tais símbolos e valores, distorcendo-os de seus significados históricos. Temos que respeitar os símbolos e valores religiosos, as opções das pessoas, com o respeito à diversidade e à livre expressão de todos. Só assim estaremos afirmando uma sociedade democrática, do contrário, é retrocesso, o que não podemos aceitar.

São Paulo, 29 se junho de 2011.

Valmor Bolan
É Doutor em Sociologia, conselheiro da Organização Universitária Interamericana (OUI-IOHE) no Brasil e membro da Comissão Ministerial do Prouni (CONAP).

Mulher com gravidez ectópica arrisca a vida e desafia as poucas esperanças que tinha, dando a luz um bebê saudável

por Kathleen Gilbert

GLOUCESTER, Inglaterra, 29 de junho de 2011 (Notícias Pró-Família) - Semanas depois que uma mulher do Arizona deu a luz um bebê saudável que passou a gestação fora do útero, foi revelado que outra gravidez ectópica - geralmente considerada um caso sem nenhuma esperança - teve um final feliz depois que uma mulher britânica deu a luz sua filha, que agora celebra seu primeiro ano de vida.

O jornal Daily Mail da Inglaterra publicou o caso de Paula Cawte e Paul Lounds, que residem em Gloucester e que foram informados pelos médicos que o prosseguimento da gestação de sua filha Eva representaria um risco considerável para a saúde de Paula, à medida que a menina estava se desenvolvendo fora do útero de sua mãe.
"Vínhamos tentando durante um ano ter um bebê e de forma alguma eu iria fazer um aborto médico quando eu estava consciente de que minha filha era saudável", Cawte disse para o Mail. "Sabíamos que era perigoso. Os médicos disseram que eu poderia sangrar até a morte se ela rompesse um órgão ou uma artéria. Mas Paul e eu concordamos que enquanto eu não estivesse em perigo imediato, continuaríamos até onde fosse possível dando ao bebê uma chance de lutar".

A vasta maioria das gravidezes ectópicas se implanta nas trompas, forçando os médicos a remover o bebê em gestação num procedimento que indiretamente causa a morte da criança, e isso não é considerado aborto pelos especialistas em ética que são pró-vida. No caso de Cawte, Eva tinha uma chance muito pequena de sobrevivência porque ela havia se implantado fora das trompas, e a membrana do abdome de sua mãe havia criado um bolsa ao redor dela.
Os pais recordaram que apesar de sua determinação de prosseguir com a gravidez, a notícia foi um grande golpe - "ambos rompemos em lágrimas", disse Lounds. A gravidez também causava às vezes "intensas dores" em Cawte.

Ao dar a luz, Paula quase morreu de sangramento; ela recebeu quatro litros de sangue quando os cirurgiões realizaram uma operação cesariana para resgatar Eva, que tinha apenas 30 semanas de gestação. Mas a heroica decisão da mãe compensou, e o milagre aconteceu: de uma gravidez ectópica emergiram duas vidas saudáveis.
"Ela é bela, o bebê de aparência mais fantástica, sem nenhum problema", disse Cawte. "Ela é tão saudável que nem parece que nasceu prematura. Ela sorri muito e é muito contente".

No mês passado, uma reportagem do jornal Arizona Republic disse que Nicollete Soto, de 27 anos, deu a luz seu filho ectópico, Azelan Cruz, também depois de recusar uma intervenção que o teria matado. Como blastócito, Azelan havia se unido à área onde as trompas encontram o útero, uma condição conhecida como gravidez cornual.
"Assumimos o risco", disse o namorado de Nicollete. "Deixamos para os médicos a decisão de quando fazer o parto do bebe e deixamos para Deus decidir tudo o mais".

Fonte: Notícias Pró-Famíia

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ética sim, corrupção não

De maneira geral a humanidade não sabe lidar com o dinheiro. Convivemos com luxo e miséria. Nossas cidades são como o rosto de Cristo “belas no centro, mas, coroadas de espinhos” que são as periferias pobres. O 7º mandamento ordena: “Não roubar” (Dt 5,19). O que é roubado deve ser restituído. “A raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (ITm 6,10) Corrupção e impunidade comprometem o funcionamento do estado. Amar o País, o Estado, a Cidade é exorcizar a corrupção.

Infelizmente somos fracos em ética e forte nas desordens morais. A corrupção tornou-se hábito, cultura, “jeitinho”. O que mesmo interessa é “levar vantagem em tudo”. Em nome da corrupção temos paraísos ficais, tráfico de pessoas, de armas, de drogas.

“Os povos da fome se dirigem de modo dramático aos povos da opulência, escreveu Bento XVI. A grandeza de um povo não se mede não pelo número de ricos, mas, pela ausência da fome.

Temos um desenvolvimento econômico astronômico e um subdesenvolvimento ético lamentável.

Nossa bandeira ética deve ser o bem comum, as políticas públicas, a opção pelos pobres, a prioridade da saúde e da educação. O Catecismo da Igreja Católica define a corrupção como: “roubo, rapina, fraude, especulação, salário injusto, lucro desonesto, elevação de preços, falsificação de cheques, gastos excessivos, desperdícios, tráfico de pessoas, extorsão, falsificação de documentos, prejuízos de inocentes, processos e contratos falsos, dívidas por má administração” (nº 2534).

A corrupção dos grandes é péssima e a corrupção religiosa é pior que outras, porque é uma injustiça, uma deslealdade que acaba causando morte, fome, prejuízos. Portanto é o império do mal, um pecado social onde as vítimas que mais sofrem são os mais pobres, os pequenos, os mais necessitados. Corrupção é dinheiro sujo que comprova um subdesenvolvimento ético de baixa qualidade.

A falta de ética leva ao cinismo egoísta, à deturpação da consciência e à deformação social fundamentada na ilegalidade, na irregularidade e na impunidade. É um pecado que “clama aos céus” (cf Tg 5,4). A corrupção se auto-sustenta com a instrumentalização das pessoas, a cumplicidade, a mentira. Eis o rosto da iniqüidade social.

Nossos pais nos ensinaram que não devemos nos apossar nem sequer de um alfinete que não é nosso. Eis a beleza da honestidade, da transparência, da lealdade. Os pilares de uma sociedade justa e fraterna são: a justiça, o amor, a verdade e a liberdade. Estes critérios são luzes para o voto ético nas eleições e nas urnas. Em nossos dias aumenta a abstenção dos eleitores. Tal atitude é perigosa para o bem comum. Entre nós este mau hábito deve ser superado. O voto tem muito poder.

A consciência e mobilização social está enfraquecida. A sociedade dá graves sinais de desilusão. O povo não pode esquecer seu poder e seu direito de manifestação e de protesto. Escolas, religiões, mídia têm a obrigação de suscitar a consciência política e participativa do povo. Temos nossa Escola da Fé e Política que tem o objetivo de educar para a justiça, o direito, a política.

Louvável é ação do Ministério Público e especialmente do Gaeco na defesa da dignidade humana e da cidadania. Seu objetivo é estar perto do povo e em favor da transformação social. Precisamos nos articular e criar parcerias para promover a existência digna, a ordem da igualdade, da equidade e da dignidade humana pessoal e social.

O Reino de Deus é um projeto de salvação que inclui a vida, a justiça, o amor, a verdade, a alegria e a paz. O capital mais precioso é o próprio ser humano. Daí o lema: “para ter mais é preciso ser mais”.

Diz Bento XVI: “sem homens retos é impossível superar a corrupção”. O bem aventurado João Paulo II escreveu: “ o ser humano não perde sua dignidade apesar de suas fraquezas”.

É possível uma Terra sem males e um mundo novo. O ser humano é originalmente bom e tem as condições básicas para ser sempre melhor. A esperança nos leva a acreditar na recuperação das pessoas e do mundo.

18.06.2011
 Dom Orlando Brandes
 Arcebispo de Londrina

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cardeal Dom Damasceno apóia a Campanha São Paulo pela Vida


Dom Damasceno recebe representantes do Movimento Brasil sem Aborto

O Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, recebeu na segunda-feira (27) a presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto, Dra. Lenise Garcia.

Também estava presente no encontro o diretor-executivo do Movimento e coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté, Prof. Hermes Rodrigues Nery.

De concreto, ficou o apoio do arcebispo e do Santuário Nacional de Nossa Senhora Conceição Aparecida às campanhas de coletas de assinaturas para a aprovação do Estatuto do Nascituro e à Campanha São Paulo pela Vida, que visa incluir o direito a vida, desde a fecundação, na constituição estadual de São Paulo, via iniciativa popular.

Fonte: Arquidiocese de Aparecida

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bolsonaro não responderá a processo no Conselho de Ética


Conselho de Ética e Decoro Parlamentar decidiu não dar prosseguimento ao processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Os deputados votaram contra o parecer preliminar do relator, deputado Sérgio Brito (PSC-BA), que defendia a admissibilidade do processo. Foram dez votos contrários ao relatório prévio, sete a favor e cinco ausências.

O processo foi provocado por uma representação do Psol, que acusa Bolsonaro de abusar das prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular violência com declarações contra negros e homossexuais. A representação cita declarações do parlamentar e uma discussão entre ele e a senadora Marinor Brito (Psol-PA) no dia 12 de maio, durante debate sobre o projeto que criminaliza a homofobia (PLC 122/06, que tramita no Senado).


Segundo o Psol, o deputado teria ofendido a senadora. Já Bolsonaro afirma que ele é quem foi agredido verbalmente por Marinor.


Livre expressão
O principal argumento dos integrantes do conselho para rejeitar o processo foi o direito de expressão dos parlamentares. O deputado Vilson Covatti (PP-RS) disse que o conselho pode “concordar ou não com as ideias de um parlamentar, mas tem que respeitá-las, porque ele foi trazido aqui [ao Congresso] por essas ideias”.
Já o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou que “acima do Código de Ética vem a Constituição, que diz que os parlamentares são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos.”
Preconceito
O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), disse que “há indícios de que Bolsonaro faz do direito de opinião, sagrado, o direito de agressão e estímulo ao ódio, à discriminação e ao preconceito, o que não tem nada a ver com manifestação de opinião.” Após o resultado, o líder afirmou que agora Bolsonaro irá ofender as minorias "com o aval da Câmara", que, com essa decisão, diz que o deputado pode dizer o que quiser.
Para o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), o princípio soberano da Constituição é o da dignidade humana, sem nenhuma forma de discriminação. “A liberdade de expressão é limitada à dignidade do outro, e o que o deputado vem fazendo sistematicamente é violar esse princípio”, argumentou.
A reunião do conselho foi encerrada.
29/06/2011 16:57
Reportagem - Maria Neves 

Edição - Daniella Cronemberger

Bebê fruto de violência sexual contra a mãe menor é disputado na Justiça


Uma menor sofreu violência sexual presumida, praticada por parte de seu padrasto, com a consequente gravidez. Não houve o abortamento.

Na época do nascimento, a menor, com a concordância do seu responsável, resolveu dar a criança em adoção, sob a alegação de não ter condições socioeconômicas para sustentá-la.

Posteriormente, a menor se arrependeu. Alegando que foi pressionada para dar a criança em adoção, queria anular o processo e recuperá-la.

A Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, entendeu que "...entre os direitos materno-biológicos e os parentais-socioafetivos, deve ser assegurado primeiro o interesse da criança como elemento autorizador da adoção (arts. 6º e 43 do ECA)"

Com essa decisão, a criança permaneceu com a família adotiva.

Veja o resumo dessa da recente decisão judicial, que mostra a disputa pela .


ADOÇÃO. RETRATAÇÃO. ANUÊNCIA. GENITORA.Trata-se da ação de adoção ajuizada pelos recorrentes que buscaram, em liminar, a guarda provisória da menor impúbere para sua posterior adoção. A criança é fruto de violência sexual presumida de padrasto (incesto), sendo que a mãe da infante era também menor impúbere quando deu a filha para adoção. Na primeira audiência, em 15/5/2003, a mãe biológica voluntariamente a entregou em adoção, com a anuência de seu genitor e representante legal; na ocasião, declarou que desejava entregá-la por não possuir condições socioeconômicas de criá-la e, a partir dessa audiência, os recorrentes passaram a deter a guarda provisória da menor. Houve relatório técnico favorável ao pedido de adoção, mas, como a adolescente afirmou ter consentido entregar a filha sob coação do seu pai, o MP requereu a anulação do processo de adoção e a designação de nova audiência. Em 28/8/2003, houve a retratação formal da mãe biológica e, em 19/11/2003, numa nova audiência com as partes e representantes legais, eles fizeram acordo para que a mãe biológica visitasse a filha. Então, novo relatório técnico sugeriu o indeferimento do pedido de adoção e um novo parecer do MP opinou pela procedência desse pedido, afirmando não haver prova cabal da coação alegada. Em 2007, o juiz julgou procedente o pedido de adoção da criança, contudo o TJ deu provimento à apelação interposta pela mãe biológica (ora recorrida), reconhecendo o vício de consentimento em relação à declaração inicial de que pretendia entregar sua filha para a adoção e afirmando, ainda, que o lapso temporal até então transcorrido não tinha o condão de elidir o direito da mãe biológica de criar sua filha. Anotou-se que os múltiplos mandados de busca e apreensão da menor, expedidos desde a publicação do acórdão recorrido, foram infrutíferos, pois a adotanda e os recorrentes não foram localizados nos endereços fornecidos nos autos. No REsp, busca-se definir se o constatado vício de consentimento da mãe biológica quanto à sua declaração de que pretendia entregar sua filha é elemento suficiente para determinar a improcedência do pedido de adoção formulado pelos recorrentes, que detêm a guarda da adotanda há quase nove anos. Para a Min. Relatora, embora reconheça as emoções que envolvem as questões de adoção, a constatação de vício no consentimento da mãe biológica, com relação à entrega de sua filha, não nulifica, por si só, a adoção já provisoriamente realizada, na qual é possível constatar a boa-fé dos adotantes. Observa que, entre os direitos materno-biológicos e os parentais-socioafetivos, deve ser assegurado primeiro o interesse da criança como elemento autorizador da adoção (arts. 6º e 43 do ECA), garantindo-se as condições básicas para o seu bem-estar e desenvolvimento sociopsicológico. Afirma não ignorar o sofrimento da mãe biológica da adotanda nem os direitos que lhe são inerentes, porém, a seu ver, nem aquele nem esses são esteio suficiente para fragmentar a única família de fato que a criança conhece, na qual convive desde a tenra idade; se ocorresse a separação, seria afastar a criança de suas únicas referências de amor, solidariedade, conforto e autoridade. Frisa que houve todo um ajuste pessoal da adotanda com os recorrentes, que, não obstante tenham três filhos comuns, dispuseram-se, já com certa idade, a assumir a condição de pais da criança, com a qual não nutrem laços consanguíneos. Por fim, entre outras considerações, registra que recolocar a adotanda na sua família biológica importaria a sofrida necessidade de uma readaptação de todos os valores e costumes construídos ao longo desses anos, além de que essa mudança se daria no conturbado período da pré-adolescência. Assim, entende, por todos esses motivos e peculiaridades do caso, que se deve manter íntegro o núcleo familiar dos recorrentes. Diante do exposto, a Turma deu provimento ao recurso para cassar o acórdão recorrido e restabelecer a sentença, concedendo aos recorrentes a adoção pleiteada. Precedente citado: REsp 100.294-SP, DJ 19/11/2001. REsp 1.199.465-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 14/6/2011.



Colaboração Dr. Roberto Victalino 

Inglaterra - Médico foi condenado a 6 anos de prisão e perdeu a licença por tentativa de aborto


O médico inglês Edwar Erin foi condenado a 6 anos de prisão por tentativa de aborto.  Ele também teve a sua licença para a prática da medicina cassada pelo Conselho Médico do Reino Unido.   
Veja a matéria do UOL:  

Médico que tentou abortar bebê em amante perde licença
Um médico britânico que havia sido condenado por tentar induzir um aborto em sua amante grávida sem que ela soubesse perdeu a licença para exercer a medicina.
Nesta quarta-feira, uma junta do Conselho Médico Geral do Reino Unido afirmou que Edward Erin "não demonstrou remorso" e "não compreendeu a gravidade de suas ações".
Erin foi condenado a seis anos de prisão em 2009 por envenenar bebidas de sua amante, Bella Prowse, depois de ela anunciar a gravidez e dizer que não faria um aborto.
Mas Prowse, que era secretária do médico no hospital de St. Mary's, um dos mais importantes de Londres, não foi afetada pelas substâncias químicas e deu à luz um menino saudável.
A secretária descobriu a gravidez um mês após o início do caso com o médico, que é casado e pai de dois filhos, em 2008.
"Atos premeditados"
Erin foi condenado por tentar envenenar a amante duas vezes, colocando medicamentos que induziam o aborto em uma xícara de café da rede Starbucks e outra em um copo de suco de laranja.
Bella Prowse havia suspeitado e alertado a polícia sobre a possibilidade.
Na época, ela disse não saber como a criança seria afetada pelas substâncias, que chegaram a ser detectadas em seu organismo, mas o bebê nasceu saudável em setembro de 2008.
A junta de médicos do Conselho britânico revogou a licença de Erin, dizendo que seu comportamento era "absolutamente inaceitável" na profissão.
Em comunicado, o Conselho Médico Geral disse que "a junta percebeu que este se trata de um caso de graves violações do bom exercício da medicina".
"Os crimes do Dr. Erin foram atos premeditados, usando seus conhecimentos e habilidades médicas para causar sério dano a outros", disse o conselho.
UOL Notícias - 29/06/2011 - 08h12

terça-feira, 28 de junho de 2011

ARGENTINA - "Escolher a vida e não a droga": a Igreja convida os jovens a refletir

Lujan (Agência Fides) - A Igreja na Argentina denunciou que "o flagelo do uso de droga está se expandindo", e pediu às autoridades para implementar políticas destinadas a ajudar aqueles que sofrem de dependência de droga. 


Cerca de oito meses atrás, os bispos advertiram que o uso de drogas na Argentina começa agora com a idade de oito anos, e agora a Comissão Nacional de Pastoral para os dependentes de droga, liderada por Dom Jorge Lozano, bispo de Gualeguaychú, advertiu que "há uma maior disponibilidade de substâncias, que podem ser compradas com muita facilidade", e está se verificando um aumento do tráfico de droga. 

Segundo o último Relatório Mundial sobre Drogas 2011, publicado pelas Nações Unidas há poucos dias, 7,2% da população entre 15 e 64 anos usaram maconha pelo menos uma vez no ano passado. E o número sobe para 7,6% entre os jovens 13 a 17 anos. "Existe uma oferta, se difunde a idéia de que a droga seja igual a um cigarro que não faz mal, e as autoridades políticas não transmitem mensagens claras", disse Dom Lozano numa coletiva de imprensa, também reiterou que a Igreja é cada vez mais consultada por famílias e jovens afetados pelo vício em drogas.

Durante um encontro de três dias, que terminou no dia 26 de junho, o que levou a Lujan os responsáveis pastorais de todas as dioceses da Argentina, a Comissão Nacional de Pastoral para os dependentes de droga atribuiu a expansão do uso de drogas ao crescente do tráfico de drogas. Este grave problema social é "o resultado de menos controle, um maior número de subornos, ameaças e ao fato de que a soberania foi deixada gangues mafiosas, que dominam bairros inteiros".

Após o encontro, que terminou com uma missa presidida por Dom Lozano na Basílica de Luján, foi emitido um comunicado que pretende sensibilizar o público sobre o crescente flagelo das drogas. O documento é intitulado

"Escolher a vida é melhor" e liga este "trágico crescimento", a combinação de quatro elementos: crime, corrpução, impunidade e tolerância social.

O relatório da ONU confirma que a Argentina é o primeiro país na América do Sul no o uso de maconha e em segundo lugar no uso de lugar no consumo de cocaína, depois do Brasil. Para a Igreja, o problema vai muito além das estatísticas e reforça a percepção de que a Argentina deixou de ser um país de trânsito de droga, mas agora é país de consumo. (CE) (Agência Fides, 27/06/2011)

Em espanhol: http://www.fides.org/spa/documents/ELEGIR_LA_VIDA_ES_MEJOR_26062011.doc

Rio de Janeiro sediará a Jornada Mundial da Juventude em 2013


O Rio de Janeiro foi escolhida a cidade para hospedar, em 2013, a 38ª Jornada Mundial da Juventude, segundo informou hoje a imprensa do Vaticano. A candidatura brasileira foi preferida com relação a sua concorrente, a capital da Coreia do Sul, Seul.    
O encontro, que desde que Bento XVI assumiu o Pontificado passou a ser de três em três anos, foi adiantado em um ano para evitar que ocorra no mesmo ano da Copa do Mundo de 2014, que o Brasil sediará.    
As últimas Jornadas ocorreram em Colonia, na Alemanha, em 2005, e Sidney, na Austrália, em 2008. A próxima ocorrerá em Madri nos próximos dias 16 a 21 de agosto.    
De acordo com a agência Vatican Insider, uma iniciativa do jornal La Stampa dedicada a informações sobre o Vaticano, o evento, que também ocorrerá antes das Olimpíadas de 2016, deverá "ampliar a relevância assumida pelo colosso brasileiro como novo ator geopolítico global".    
A publicação destacou que a quantidade de "grandes eventos no Brasil nos próximos anos comportou uma mudança de passo no ritmo que a edição internacional da Jornada Mundial da Juventude assumiu na época ratzingeriana".    
A Jornada foi criada em 1984 pelo então papa João Paulo II. 
Agência ANSA - JB

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Caso raro: uma feminista abortista diz verdades

É raro, mas há momentos em que abortistas dizem verdades. O chato, para eles, é que a coisa nunca fica bonita quando isto acontece.

Para começar, é bom que se diga de uma vez que o mantra repetido no Brasil -- "Aborto é problema de Saúde Pública!" --, criado para dourar a pílula venenosa do aborto é tão falso quanto o sorriso plastificado de Dilma Roussef.

Os números divulgados pelo DATASUS fazem os discursos que são divulgados na grande mídia e papagaiados por muitos caírem por terra. Não há milhões de mortes maternas devido a abortos ilegais; não há milhares de mortes maternas; não há sequer centenas de mortes maternas por este motivo. Isto, porém, não impede que o mantra continue sendo usado.

Claro que todo esta empulhação abortista é para parecer que eles se colocam ao lado das mulheres em dificuldades. Mentira! E das grossas... Isto, claro, sem contar que o tal discurso, ao tentar colocar as mulheres como único foco da atenção, mostra um indiferentismo doentio, cruel mesmo, à criança concebida e que tem sua vida friamente interrompida.

A verdade crua é que o discurso abortista muda o quanto for para criar o clima necessário à flexibilização da opinião pública em relação ao aborto. Se aqui no Brasil o tal mantra colocado acima ganhou adeptos, mesmo que os próprios dados do governo desmintam o tal "problema de Saúde Pública", isto aconteceu porque os abortistas souberam juntar sua agenda obscura a um problema crônico do Brasil, que é a área da Saúde da população.

Nada de novo sob o sol... Os abutres sempre seguem a carniça mais fétida. E os abortistas olham para o drama de inúmeras mulheres apenas através de um único ângulo, o da oportunidade. O tristemente famoso caso da menina-mãe de Alagoinha é dos exemplos mais nojentos da instrumentalização de um drama pessoal para que servisse à causa abortista.

Mas se aqui no Brasil as ONGs pró-aborto ainda têm que suar a camisa e tentar enganar a população sobre o que realmente acham sobre o aborto, quando estão em países em que o aborto é liberado é que os abortistas sentem-se à vontade para dizer o que realmente pensam.

A alemã Elfriede Harth, que é Secretária do Grupo de Estudos em Religião e Secularismo do Parlamento Europeu e membro do braço espanhol das (nada) Católicas pelo Direito de Decidir disse que uma mulher tem, em última instância, o DIREITO de abortar porque ela tem o "direito a ter uma vida boa" e que tal mulher NÃO TEM o "direito de arruiná-la".

E a feminista/abortista seguiu:

"(...) se uma gravidez for atrapalhar sua vida de alguma forma, ela tem o direito a fazer um aborto. Ela tem o direito. Ela tem a obrigação de proteger sua vida de ser arruinada. Você deve tal respeito a si mesma porque você é uma filha de Deus. Você deveria se sentir culpada se não tomar tal atitude."
Difícil escolher o que é mais vil no trecho acima, se a admissão que o aborto é um "direito" a ser exercido por qualquer motivo torpe, se a tentativa de justificar a hediondez do aborto através de nossa filiação divina, ou se é o desejo de jogar culpa para cima exatamente das mulheres que não abortam seus filhos, mesmo que isto lhes traga dificuldades.

É realmente impossível escolher o que mais nos enoja em tal discurso.

A ongueira profissional, porém, não parou por aí, apesar de já ter revelado um bocado do poço de piche em que chafurda. Perguntada sobre os os direitos da criança não-nascida, Elfriede Harth saiu-se com esta:

"Se você faz um aborto, há um feto que será morto... Isto é verdade. Mas, para nós, a morte não é o fim da história. E este bebê não-nascido ou feto ou seja como você queira chamá-lo é... bem, nós não sabemos o que Deus fará com esta criatura. Deus tem muita misericórdia, talvez... nós não sabemos."
O "para nós" da senhora Harth é porque ela ainda quer enganar aos outros passando-se como católica, apesar de dizer as maiores barbaridades, coisa que provavelmente faria o inferno irromper em aplausos.

Este trecho deixa mais do que explícito a total indiferença abortista com a vida de bebês não-nascidos. Alegar que a morte de um bebê "não é o fim da história" para tornar o aborto aceitável ou tentar minimizar a culpa de tal ato é por demais cruel e desumano, mesmo para os padrões de quem ganha a vida defendendo o abortismo.

Mas se Elfriede Harth tem nada de católica, como qualquer criancinha que tenha aprendido os rudimentos do Catecismo pode atestar, é forçoso dizer que ela tem um bocado em comum com um "pensador" que faz muito sucesso aqui no Brasil.

Compare-se o que escreveu a ongueira alemã, com o que andou escrevendo o famosíssimo e admirado Edir Macedo:
"(...) Qual a chance de uma criança abortada perder a salvação de sua alma? Qual a chance de uma criança chegar à idade adulta perder a salvação de sua alma?"
Quem diria, não é mesmo? Se há uma coisa que une feministas/abortistas a Edir Macedo é uma profunda indiferença, descaso mesmo quanto à vida dos bebês abortados. Ambos querem tomar o lugar de Deus, procamá-los como "salvos" e nem se importar em mandá-los para a lixeira mais próxima.

Deixando de lado um pouco o contato íntimo entre o abortismo e o neo-pentecostalismo de resultados, é muito curioso notar no discurso da sra. Harth a falta de qualquer referência a "problema de Saúde Pública". Para ela, aborto é um "direito" e pronto. Se crianças morrem, isto não é problema dela, assim como tampouco é "o que Deus fará com esta criatura".

Mas o realmente peculiar é que Elfriede Harth não é uma ongueira qualquer. Ela faz parte, como já dito, do braço espanhol das (nada) Católicas pelo Direito de Decidir. Por que então suas parceiras brasileiras têm um discurso completamente diferente, totalmente focado no mantra do "problema de Saúde Pública"?

A resposta já foi dada acima: o discurso abortista molda-se conforme a necessidade visando a aceitação do aborto pela sociedade por todos os meios possíveis. No Brasil, dada a calamidade da Saúde Pública, os gênios abortistas acharam por bem aproveitar a oportunidade e o apelo deste tema para encher a opinião pública com falsas imagens de mulheres morrendo nas ruas, de adolescentes trucidadas em clínicas de abortos, de pontudas agulhas de tricô, e todo o imaginário necessário para subverter o pensamento amplamente contrário ao aborto da população brasileira.

Uma das maiores provas que os pró-aborto brasileiros estão nem aí para a saúde das mulheres é exatamente que eles são os que mais evitam, através de lobby intenso junto aos parlamentares, a implantação da CPI do Aborto. Esta CPI, se bem conduzida, poderia servir para exigir das várias instâncias de Poder Executivo que cumpram seu papel no fechamento de clínicas que fazem abortos e na repreensão ao contrabando e comércio ilegal de medicamentos abortivos, coisas que ajudariam para diminuir ainda mais o número de mortes maternas devido a abortos por demanda.

Ao fazerem todo o possível para evitar a CPI do Aborto, os abortistas demonstram, com suas atitudes, aquilo que qualquer um já sabe: que importam-se de nada com a saúde feminina; que a tal disposição para debater o assunto com a sociedade é simples discurso vazio e enganador; e, por fim, que o tal "problema de Saúde Pública", uma coisa sobre a qual não há dados que lhe dê suporte, é mero oportunismo.

E é aqui que a verdade, aquela dita pela abortista Elfriede Harth, mas que é mascarada no Brasil, fica bem clara: o aborto, o ato de matar bebês ainda no ventre de suas mães, é encarado pelos abortistas simplesmente como um direito a ser exercido. A vida da criança massacrada é apenas um detalhe para este pessoal.

E se Dilma Roussef ou qualquer outro candidato a qualquer cargo eletivo ficar repetindo esta enganação abortista de que temos um "problema de Saúde Pública", isto só mostra sua afinidade ao abortismo internacional. Um abortismo tão nojento e tão enganador que é capaz até de usar o Santo Nome de Deus para culpar as mulheres que não abortam seus bebês e enfrentam as dificuldades corajosamente.


Quinta-feira, Julho 08, 2010 - Contraoaborto



ESTUPIDEZ! Lideranças do sindicalismo gay partem para o confronto com os católicos e levam à avenida “santos” em situações “homoeróticas”. Que a Igreja Católica tenha a coragem de enfrentar a imprensa e reaja à altura!

Tenho feito aqui uma distinção, que considero importante, entre os homossexuais e os militantes homossexuais, que formam uma espécie de sindicato. Tanto é assim que já há até divisões entre grupos envolvidos com a parada gay. As bizarrices que se vêem na avenida, na sua expressão mais carnavalizada, não são representativas dos homossexuais como um todo. Fico cá me perguntado qual seria a caricatura correspondente de um heterossexual. Não deve ser algo que atenda ao bom senso e ao bom gosto. Muito bem.

Os organizadores da parada gay deste ano, sob o pretexto de combater o preconceito, resolveram, de cara, partir para a provocação. O tema do “samba-enredo” era “Amai-vos uns ao outros”, numa evocação da mensagem cristã, que passa a ter, evidentemente, um conteúdo “homoafetivo”, como eles dizem, e, dado o conjunto da obra, homoerótico. É uma gente realmente curiosa: quer a aprovação de um PLC 122 — que, na forma original, impunha simplesmente a censura aos religiosos —, mas reivindica o direito de se apropriar de emblemas da religião para fazer seu proselitismo. E isso, claro!, porque eles só querem a paz, a igualdade e convivência pacífica…
Pois bem: esses sindicalistas do gayzismo — que, reitero, representam os homossexuais tanto quanto a CUT representa todos os trabalhadores — acharam que aquela provocação não tinha sido o bastante. Como nem evangélicos nem católicos reagiram à bobagem, então resolveram dobrar a dose. A organização do evento espalhou 170 cartazes em postes da Paulista em que 12 modelos masculinos aparecem quase pelados, em situações de claro apelo erótico, recomendando o uso de camisinha. Até aí, bem! Ocorre que eles aparecem caracterizados como santos católicos, a exemplo de São Sebastião e São João Batista. Junto com a imagem, a mensagem: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”.
Fingindo-se de tonto, Ideraldo Beltrame, presidente da parada, afirma ao Estadão: “Nossa intenção é mostrar à sociedade que todas as pessoas, seja qual for a religião delas, precisam entrar na luta pela prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Aids não tem religião”
É uma fala hipócrita, de conteúdo obviamente vigarista, própria de um provocador. Ele poderia ter passado essa mesma mensagem sem agredir valores e imagens que sabe caros a milhões de pessoas que não partilham de sua mesma visão de mundo. Mas quem disse que o negócio dele e tolerância?
Os 12 modelos desfilavam num carro.  As imagens dos “santos” vão decorar 100 mil preservativos que serão distribuídos. Será mesmo que Beltrame está preocupado em dialogar com católicos, evangélicos ou qualquer outro que não partilhe de seus valores? Trata-se de uma óbvia agressão aos valores católicos, que viola direitos que também estão protegidos pela Constituição.

É bem possível que o ministro Celso de Mello, com aquele seu tratado sobre a liberdade de expressão que emprestou sentido novo à palavra “apologia” no caso das marchas da maconha, veja na manifestação não mais do que a expressão livre do pensamento. 
Resta evidente que, embalados pela disposição do próprio Supremo de cassar o Artigo 226 da Constituição para reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, os sindicalistas do movimento gay perderam a noção de medida e de parâmetro. 
Sexualizar ícones de uma religião que cultiva um conjunto de valores contrários a essa forma de proselitismo é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora com a causa gay e para a eliminação dos preconceitos? É claro que não! Não estão eles dizendo que não querem mais ser discriminados nas escolas, nas ruas, campos construções?  Você deixaria seu filho entregue a um professor que acha São João Batista um, como posso dizer, “gato”? Que vê São Sebastião e  não resiste a um homem agonizante, sofrendo? O que quer essa gente, afinal? Direitos?
Ainda é tempo de recuar e desculpar-se, deixando de distribuir os preservativos com as tais imagens. Mas não farão isso. E por que não?
Vanguarda
Na Folha de hoje, escreve o colunista Fernando Barros:
“A Parada Gay e a Marcha para Jesus têm mais ou menos a mesma idade. Ganharam visibilidade no país em meados dos anos 1990. Embora sejam eventos globais, com inserção em várias cidades, é em São Paulo que elas de fato acontecem. São o sagrado e o profano, a expressão ritualística ou carnavalizada da afirmação de valores e de direitos de grupos sociais. Neste ano, mais do que nunca, evangélicos e gays & simpatizantes disputaram um cabo de guerra, uma peleja entre o atraso e a vanguarda em matéria de costumes. Ambos, porém, são fenômenos contemporâneos. O embate entre eles desenha uma dialética entre regressão e avanço social no Brasil. Conservadores e intolerantes, os adeptos de Jesus investiram contra a decisão recente do STF, que reconheceu a união civil de casais gays.”
Barros submete os dois eventos a uma leitura marxista — ou marxistizada ao menos — e, consoante com o método, destitui uma e outra do conteúdo específico para ver em ambos aquela que seria a pulsão da história: regressão e avanço. Nesse caso, segundo ele, a vanguarda estaria com os gays, o que seria, digamos, kantianamente notável. Seguisse toda a humanidade o exemplo dessa minoria “vanguardista”, Marina não teria de se preocupar com a destruição das florestas e com as mudanças climáticas. Num prazo que nem seria tão longo, o capital não teria mais como se reproduzir porque também ele depende de um coito específico, não é mesmo? Seria uma vanguarda que nos conduziria à extinção. Só os grilinhos continuariam a cantar em louvor à natureza, a que responderiam os sapinhos, coaxando. De vez em quando, uma onça…
Barros não é bobo, e, por isso mesmo, ele enfatiza: trata-se de “vanguarda” e “regressão”, mas “em matéria de costumes”, até porque os milhões de evangélicos que ocuparam as ruas e praças se confundem, em muitos aspectos, com a tal nova “classe C”, que é considerada até bastante “vanguardista” pelos economistas. Curiosamente, concorre para tanto justamente alguns costumes que o articulista considera “regressivos”, de modo que estaríamos, então, diante de uma, sei lá, “tensão dialética” dentro do mesmo lado: um avanço na economia seria determinado, em boa parte, por uma regressão — ele nem mesmo fala em conservação — nos costumes.
Fico cá imaginando se Max Weber — que não era marxista, por suposto — tivesse aplicado essa mesma leitura ao escrever “A Ética Protestante e O Espírito do Capitalismo”… Em vez de identificar alguns valores que fizeram a revolução capitalista, teria visto só um bando de “regressivos”, dispostos, já que regressivos, a fazer o mundo marchar para trás…
A questãoEsse sindicalismo gay só decidiu partir para o confronto e não vai reconhecer a agressão estúpida aos católicos — própria de quem não quer a paz coisa nenhuma!  porque foi adotada justamente como “vanguarda”. E, vocês sabem, é vanguardista atacar a Igreja Católica desde o século… 16!
É o caso de a Igreja reagir com o devido rigor. É claro que estamos diante de um ato de vilipêndio, que nenhuma religião deve aceitar, sobretudo porque também é um bem protegido pela Constituição. Há de reagir em nome dos seus fiéis, sabendo, de antemão, que vai ser atacada pela imprensa porque, hoje em dia, ter uma religião também não é uma coisa de vanguarda — desde o século 18, pelo menos, é assim… Estamos, como vocês podem notar, diante de idéias realmente novas, que antecipam o futuro.
Que a Igreja Católica, pois, tenha a coragem de apanhar dos jornalistas. A questão é saber quem são seus interlocutores. Se preciso, que vá às portas do Supremo. Se os valores de uma religião não são mais um bem protegido, vamos, então, ouvir isso da boca de nossos doutores. Se for o caso, os católicos pedirão, no mínimo, os mesmos direitos de que gozam os índios, cujas crenças são acolhidas no Artigo 231.
Militância em favor dos direitos dos homossexuais é uma coisa; perverter imagens religiosas, emprestando-lhes um sentido erótico que não têm, é coisa de tarados. Se a Justiça nada pode, então é o caso de convocar a medicina.
Peço a vocês que comentem com moderação. Este blog, como é sabido, não é homofóbico. Ele é estupidofóbico!
Por Reinaldo Azevedo - 
27/06/2011
 às 7:05