sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sacrifício de gêmeos: engodo para os incautos brasileiros

O nobre ex- prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, em seu artigo “Para o bispo, a vítima é a culpada” (Diário de Guarulhos, 16/6), faz referência ao Arcebispo de Olinda Dom José Cardoso Sobrinho, que se manifestou contra o sacrifício imposto a dois seres humanos (no caso, os gêmeos) inocentes e indefesos.

A propósito dessa manifestação, transcrevo o que eu publiquei na época: 


1- Por que os médicos de Pernambuco interromperam a gravidez gemelar de uma menina de 9 anos? Por causa da idade? Por causa de sua estrutura física? Ora, a peruana Lina Medina, de estrutura franzina, teve um filho saudável aos 5 anos de idade, por cesariana, em 1939. É a mãe mais jovem já confirmada na História da Medicina. (Jornal o Estado de São Paulo-Opinião).

2- Eu era Médico Residente na Maternidade do Instituto Fernandes Figueira (Hospital do Ministério da Saúde) no Rio de Janeiro, quando lá apareceu uma menina de 10 anos de idade grávida de seu próprio pai, ambos moradores da favela da Rocinha. 

Ela se encontrava no sexto mês de gestação, e em pródromos (início) de trabalho de parto prematuro. Nós a internamos e a medicamos com o fito de segurar mais um pouco a sua gestação. Ficou internada por 4 semanas. Atingido a maturidade fetal, a mesma foi submetida ao parto cesariana. Filho saudável, pesando 2.7 kg.

E agora… será que eles provocariam infanticídio (assassínio de recém-nascido) em nome do estupro? Vamos atinar: fazer cessar a vida dentro do útero ou fora dele, não é a mesma coisa? Não é apenas uma questão cronológica?" (Carta inserida no BLOG de Adalberto Piotto e lida por ele na rádio CBN).

Argumentaram que a evolução desta gravidez gemelar em uma criança de nove anos é incompatível com a vida da gestante e dos fetos, ou seja, se fôssemos ouvir a voz do clero teríamos a mãe e as respectivas crianças mortas. Ora, que vaticínio mais tolo. Isso foi apenas um engodo para os incautos brasileiros. 

O parto da Lina Medina foi em 1939, sem quaisquer condições. Hoje, temos o que se chama de Medicina Fetal que não tínhamos em 1939, justamente para o follow-up de gravidezes de alto risco. Portanto, dizer que a menina não suportaria a gestação é uma deslavada ignorância.

Além do mais, essa menina iria parir aos 10 anos, e cerca de metade dos infantes de gravidez gemelar nasce pretermo, representando cerca de 20-25% de todos os nascimentos prematuros.

Cleomenes Barros Simões 

Médico Obstetra 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

5.000 abortos por ano podem ser causados por cigarro na Inglaterra

Fumo causa infertilidade. Um novo estudo britânico descobriu que o cigarro causa danos à vida reprodutiva de uma pessoa e reduz a chance de ter filhos saudáveis.

O relatório adverte que quem estiver planejando ter filhos deve deixar de fumar de uma vez por todas.

O relatório, abrangente um olhar de mais de duas décadas de estudos sobre tabagismo e reprodução, concluiu que os efeitos nocivos do tabagismo ocorrem ao longo da vida reprodutiva de uma pessoa, desde a puberdade até a idade adulta jovem e de meia idade.

“Fumar afeta nossa saúde em muitas áreas – 50 ou 60 aspectos prejudiciais, dos quais muitos que podem matar”, disse o autor do relatório, o Dr. Sinead Jones, diretor da Resource Control Association Snuff British Medical.

Descobrimos que as mulheres que fumam demoram mais a conceber e também foram encontradas chances reduzidas de concepção em 40 por cento por ciclo.

Além disso, tanto homens quanto mulheres podem ter menos resposta a tratamentos de fertilidade quando fumam, ameaçando assim a possibilidade de ter uma família.

“Os homens têm duas vezes mais probabilidade de serem inférteis e ter danificado DNA do sêmen”, disse Jones. “E para as mulheres, encontramos maior incidência de aborto.”

O relatório diz que há entre 3.000 e 5.000 abortos por ano no Reino Unido que podem ser diretamente ligadas ao tabagismo.

Além disso, todos os anos o tabagismo está implicado em cerca de 1.200 casos de câncer cervical malignos em mulheres.

Segundo o relatório, evidências conclusivas de que os fumantes enfrentam uma série de doenças: um aumento do risco de doença cardíaca quando se toma pílulas anticoncepcionais, menopausa precoce e câncer cervical.

O perigo também é transmitido para as crianças: complicações da placenta, ruptura prematura de membranas e bebês prematuros e baixo peso ao nascer e morte perinatal.

Bebês cujas mães fumaram tiveram um maior risco de SIDS, doença da orelha média, doenças respiratórias, desenvolvimento de asma em quem não tinha experimentado, e ataques de asma naqueles que já sofrem da doença.

Quanto mais uma pessoa fuma maior o efeito adverso, diz o relatório, e deixar de fumar reduziu drasticamente os efeitos.

“Este relatório mostra claramente o impacto devastador do fumo sobre as gerações futuras”, disse Deborah Arnott, diretora da ação de caridade britânica sobre tabagismo e saúde. “Parar de fumar deve ser prioridade para todos os que desejam ter filhos. Isso é importante pois não só aumenta as chances de concepção, mas também oferece ao bebê um melhor começo de vida”.

Continuou ele, “A maioria das 17 mil crianças que são hospitalizadas por ano (na Inglaterra), devido a problemas respiratórios são causados pela exposição ao fumo dos pais. Ao parar de fumar, os pais não só irão melhorar a sua própria saúde, mas também irão reduzir as chances de seus filhos desenvolverem doenças como asma e pneumonia.”

No entanto, o relatório é uma boa notícia sobre as tendências de crescimento para eliminar anúncios e promover a legislação anti-fumo em muitas áreas, como nos Estados Unidos e muitas cidades européias.

Autor: saudedicas
Fonte: O NORTÃO


Mais de 300 pessoas na conferência de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini contra o aborto, promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


Edson Carlos de Oliveira

Conferência de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu, na noite do último dia 20 de junho, a conferência de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos (SP), sobre o tema “A cultura da vida contra a cultura da morte”.
O evento contou com a presença de diversos padres, religiosos, seminaristas, líderes de movimentos pró-vida, cientistas e professores, numa plateia composta por mais de 300 pessoas no auditório do Colégio e Faculdade São Bento, centro da capital paulista. A conferência teve transmissão ao vivo pela internet e o vídeo, já disponível, foi assistido por mais de 700 pessoas.
Fizeram parte da mesa diretora Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, o Príncipe Imperial Dom Bertrand de Orleans e Bragança, diretor do Movimento Paz no Campo, Dom Mathias Tolentino, Abade do Mosteiro de São Bento, e o conferencista Dom Luiz Gonzaga Bergonzini.
Dr. Adolpho Lindenberg iniciou o evento fazendo uma sucinta apresentação do palestrante, já tão bem conhecido do público brasileiro por causa da polêmica sobre o aborto durante o último pleito eleitoral e pela promoção da Campanha São Paulo Pela Vida, uma petição para mudar a Constitutição do Estado de São Paulo, em defesa da vida e contra o aborto!
“A paz de Cristo não é uma ausência de guerra”
Dom Bergonzini começou explicando que a paz que Nosso Senhor Jesus Cristo nos dá, não significa ausência de guerras ou de problemas, mas trata-se da paz de quem está em ordem com Deus. “É impossível estar de bem com o próximo se não estamos de bem com Deus”, disse o prelado, argumentando em seguida que é essa paz que deve nortear as nossas ações.
A Igreja e a política – “Nossa Lei é o Evangelho”
Para Dom Bergonzini, o problema dos partidos políticos é que “ao invés de procurarem proporcionar o bem comum, promovem o bem do partido. Devemos distinguir partido político de política. Todo ser humano é político! (…) Até uma criança é política. Está na natureza humana. A Igreja não tem o direito de fazer política? A Igreja tem o dever de fazer! Como cidadão eu tenho o direito e como bispo, como cristão, eu tenho o dever de fazer política, dever de ser político. Não partidário. Não seguidor de uma sigla. No nosso partido, o chefe é Jesus Cristo e a nossa arma, nossa lei, é o Evangelho!”
“A Igreja Católica, como defensora do Evangelho, tem o direito de orientar seus fiéis segundo seus preceitos: orientando-os, mostrando onde estão os erros, não tendo receio de apontar as falhas… não se acomodar. Infelizmente, muitas vezes, nós nos acomodamos”, lamentou o bispo.
Sobre o mandamento divino “ide e ensinai”, Dom Bergonzini explica que Nosso Senhor não se refere somente às verdades da Fé, mas a “tudo aquilo que se relaciona com a Fé. Ensinar o que é certo, condenar aquilo que está errado, advertir a pessoa que erra, procurar corrigi-las” e cita textualmente um pronunciamento de Bento XVI: “quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores tem um grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas.”
“Seja a vossa linguagem sim, sim; não, não” (São Mateus 5, 37)
“O correto é sim, sim e não, não! Não existem meias verdades. Ou é verdade ou não é”, afirmou o prelado, ressaltando a necessidade de ser caridoso para com os que erram, dando oportunidade para se corrigirem, mas, quando preciso, é “oportuno que nós imitemos Jesus Cristo que expulsou os vendilhões do templo”.
Aborto
Dom Bergonzini foi taxativo sobre a luta contra o aborto: “a defesa da vida, a defesa do nascituro, é um dever do cristão!”
“Nenhuma gravidez – continuou – é passível de aborto, nenhuma. Uma vez que existe vida, ela pertence a Deus e só Ele pode tirá-la”.
Quando pediram a ele um melhor desenvolvimento sobre as penas canônicas que envolvem o aborto, o bispo resumiu em uma única palavra: excomunhão! Acrescentando que excomunhão significa estar fora da comunhão da Igreja, à qual se pode voltar pelo arrependimento e pedido de perdão.
A polêmica sobre o aborto na última eleição
“Dilma defendeu o aborto quando candidata, ela dizia que era um atraso para o Brasil não liberar o aborto. Depois do primeiro turno, onde ela contava com uma vitória que não veio, ela mudou o discurso. Então foi a Aparecida, pegou no terço – e não sabia o que fazer com ele -, nem mesmo o sinal da cruz soube fazer. Ela quis usar a Igreja”.
“Eu me lembro… Quantas e quantas vezes nas eleições a gente ouvia, e eu fazia isso no passado: ‘Escolham bem seus candidatos. Votem em pessoas honestas’. Só que o povo não sabe quem é quem! Então resolvi dar nome aos bois. E se na época da eleição eu não tivesse colocado o nome da então candidata Dilma Rousseff no artigo que escrevi [e que provocou toda essa polêmica], não teria acontecido nada em relação ao aborto. Sou jornalista e sei disso! Apanhei bastante, mas bati mais ainda que apanhei”.
Perguntas da plateia – Omissão do episcopado
No final, muitos dos presentes encaminharam perguntas ao palestrante. Muitas delas eram referentes à omissão de parte do episcopado que não acompanhou a atitude corajosa  de D. Bergonzini, pronunciando-se sobre a questão.
“Infelizmente – disse o bispo – temos que admitir que há eclesiásticos que não comungam com o nosso pensamento. Não sei como é que eles vão responder isso diante de Deus. Precisamos abrir a boca e falar, a omissão é um dos grandes pecados do mundo”.
Criminalização da homofobia e perseguição religiosa
Perguntado se o PLC 122 (“lei da homofobia”) vai acarretar uma perseguição religiosa aos cristãos brasileiros e qual a nossa obrigação de católicos diante disso, Dom Bergonzini respondeu: “estão pensando em penalizar as pessoas que falam contra o homossexualismo, mas onde fica a liberdade de expressão que é um direito que todos nós temos? O projeto [PLC 122/2006] inclusive visa até prender quem falar contra, mas eu não tenho medo de ser preso. Eu não vou deixar de falar o evangelho por causa de cadeia. Nós devemos ter coragem de enfrentar esse problema. (…) Devemos enfrentar com coragem e colocar o caso nas mãos de Deus. Nós podemos perder, mas Ele deve ganhar!”
Quando questionado sobre a possibilidade de uma perseguição forte ao cristianismo, o bispo de Guarulhos disse: “Existe! Mas essa perseguição não vai derrotar a Igreja. Nunca. ‘As portas do inferno não prevalecerão sobre Ela’”.
Sobre o valor que a CNBB tem hoje para a Igreja, Dom Bergonzini afirmou categoricamente: “a CNBB não tem autoridade nenhuma sobre o bispo diocesano, ela é um órgão que seria de consulta, esclarecimento, de ajuda, de subsidio aos bispos, não tem autoridade nenhuma para dizer ao bispo ‘faça isso’ ou ‘não faça aquilo’. O único superior que um bispo tem, o meu superior direto, é o papa! Eu não posso admitir que outro bispo venha mandar em minha diocese”.
Palavras de agradecimento do presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Após o término da palestra, Dr. Adolpho Lindenberg pronunciou algumas palavras de agradecimento e quis salientar que o “silêncio diante dos atentados à Lei de Deus é um pecado, quer na política, quer na nossa vida diária, e todos os responsáveis por movimentos paroquiais, padres e religiosos têm a obrigação moral de combater o aborto. Não podem ficar em silêncio. Não é assistir aos atentados, é tomar a iniciativa do ataque”.
O presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira lembrou ainda de uma conversa recente que teve com Dom Bergonzini na qual este dizia que estamos em uma luta de Davi contra Golias. “As ONGs, a Unesco, a mídia, políticos formam um bloco maciço difícil de se opor. Mas se conseguirmos uma mobilização dos movimentos católicos contra o aborto, aí nós poderemos vencer essa monstruosidade que está nos ameaçando”, afirmou Lindenberg.
Dr. Adolpho também quis ressaltar um ponto importante da palestra do bispo de Guarulhos: “é a relação dos entorpecentes com a cultura da morte. A eutanásia, o aborto e os entorpecentes formam uma só família: a família da morte”. E terminou com um pedido a Dom Bergonzini para que ele promova a mobilização dos bispos nessa campanha.
Encerrado o evento com a recitação de uma Ave-Maria e a bênção de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini e do Abade Dom Mathias, todos os presentes foram convidados para um cocktail onde a conversa continuou animada por bem mais de uma hora.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Leão de Guarulhos em catorze ideias

Ontem, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini ministrou uma palestra no Colégio São Bento, em São Paulo, onde abordou o tema da Cultura da Morte e a Cultura da Vida. O evento foi organizado pelo IPCO. Veja catorze ideias tratadas na excelente exposição do Leão de Guarulhos:

- O ser humano é a suprema realização de Deus. A vida humana é um dom. Uma vez concebida, toda vida humana, sem exceção, pertence a Deus.

- Toda violência contra a mulher é sempre condenável. O estupro é sempre um crime hediondo.

- Deve-se fazer uma distinção entre "gravidez indesejada", aquela que é decorrente da relação sexual sem consentimento, no estupro, e "gravidez inesperada", decorrente de uma relação sexual com consentimento, mas na qual não era prevista - por inconsequência - a concepção.

- Em qualquer caso, o aborto é também crime hediondo. Em qualquer circunstância, trata-se da aplicação da pena de morte a um inocente.

- O chamado Estado Laico não deve ser Laicista. Deve fundar-se nas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Dai ao César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

- A Igreja não tem partido e não faz política partidária, mas ela tem a obrigação de anunciar o Evangelho e as implicações Dele derivadas. Neste sentido, sim, ela faz política, porque promove o bem comum.

- Os bispos não devemos de ter medo, não devemos nos acomodar; temos de dar satisfação a Deus em primeiro lugar e, também, à nossa consciência.

- Como Bispo, tenho obrigação de orientar e cuidar dos fieis que Deus, em Sua infinita bondade, colocou sob meus cuidados, para que nenhum se perca.

- A senhora Dilma Rousseff, como candidata do Partido dos Trabalhadores, quis usar a Igreja depois de não ter conseguido ganhar no primeiro turno. Foi a Aparecida, colocou o terço na mão, sem saber o que fazer com ele, e fez o sinal da cruz, que, parece-me, havia muito não fazia.

- O Supremo Tribunal Federal nos surpreende: permite a apologia do crime [com a liberalização da Marcha da Maconha] e proíbe a defesa de um direito fundamental [o direito à vida], com a proibição do panfleto que denunciava o comprometimento do PT com a legalização do aborto.

- Se o PLC 122 chegar eventualmente a ser aprovado, eu não vou ficar calado; não tenho medo de ir para a prisão por obedecer a Lei de Cristo antes das leis humanas. Nós podemos perder, mas Nosso Senhor sempre vai ganhar.

- A CNBB é um órgão subsidiário de apoio e ajuda aos bispos, mas não tem autoridade sobre eles. O único superior dos bispos é o Papa. Uma conferência episcopal não pode dar ordens aos bispos para que façam ou deixem de fazer isso ou aquilo.

- Manifestações da Cultura da Morte são, entre outras, o aborto, a eutanásia, as ofensas à dignidade da mulher, os novos modelos de família, o descaso dos sistemas de saúde, a escravidão branca gerada pelo capitalismo selvagem, a exploração de pessoas e todo atentado contra a vida e dignidade humanas.

- Tudo está perdido no Brasil? Lembremo-nos que, na Hungria, o aborto era legal, e hoje é proibido.

Nós tivemos a honra e prazer de estar lá e publicaremos em breve uma entrevista com o Prelado. Veja o vídeo da palestra aqui.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Comentários à palestra de D. Bergonzini

By Gustavo Souza - Recife


Como eu já havia replicado aqui, o IPCO organizou uma palestra com o bispo de Guarulhos, S. Excª Revmª, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, sobre “a cultura da vida contra a cultura da morte”. A palestra aconteceu no Colégio e Faculdade São Bento, em São Paulo, e foi transmitida ao vivo pela internet. A qualidade do trabalho feito pelo pessoal do IPCO no que tange à transmissão ao vivo pela internet é digna de menção: realmente excelente!

Um amigo me indicou o link do Justin.tv – através do qual pude assistir à palestra e ainda participar de um chat direto com a equipe que fez a cobertura do evento. Foi desse chat que surgiram algumas das perguntas feitas a D. Bergonzini ao final do seu pronunciamento.
A palestra estava marcada para iniciar às 19h30min. Entretanto, eu só comecei a assistir às 19h50min. Com um sotaque paulista bem carregado, mas com voz firme e clara, o Leão de Guarulhos fez uma magnífica alocução, da qual penso que valha realmente à pena ressaltar alguns pontos.
Antes de mais nada, registre-se que alguns nomes de relevo no panorama da defesa da vida e da família no Brasil estavam presentes à palestra de D. Bergonzini: a Drª Alice Teixeira, médica, doutora em biologia molecular, e professora do Departamento de Biofísica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); o coronel e deputado federal pelo estado de São Paulo, Paes de Lira; o professor Felipe Néri, um dos diretores do Colégio e Faculdade  São Bento e ativista pró-vida; e muitos outros nomes importantes que têm se empenhado em talhar a cultura da vida no Brasil em oposição à cultura da morte que tenta se instalar no seio da nossa sociedade. Alguns movimentos, comunidades e outros organismos da Igreja também se fizeram presentes no evento. A Comunidade Católica Greco-Melquita Theotokos, por exemplo, estava lá; assim como – é óbvio – representantes do Instituto Plínio Correia de Oliveira e do Movimento Brasil sem Aborto. Diversos seminaristas, padres e religiosos também marcaram presença.
Após uma breve reflexão sobre o “dar a César, o que é de César; e a Deus, o que é de Deus”(cf.) – passagem que foi tema do apelo que o insigne prelado dirigiu aos padres, religiosos e fiéis da diocese de Guarulhos, quando das eleições presidenciais de 2010 – D. Bergonzini fez uma importante reflexão sobre o sentido da política. Ele recordou que o conceito de “política”, em si mesmo, está vinculado à “promoção do bem comum”. Este é o sentido autêntico de “fazer política”. Isto, porém – recordou ele – nada tem a ver com política partidária, a qual almeja simplesmente o bem do partido por meio da divulgação de suas ideias e defesa de seus interesses. Com voz firme, falou: “Como cidadão, tenho o direito de fazer política. Como bispo, tenho o dever de fazer política. O chefe do nosso partido é Jesus Cristo e a nossa lei é o Evangelho!”.
Um pouco de leve, o bispo teceu críticas à presidente Dilma Rousseff a qual, no interregno de tempo entre o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2010, esteve na Basílica de Aparecida mas não soube fazer direito o sinal da cruz, nem muito menos rezar com o terço que lhe fora dado… Justas e merecidas as críticas do bispo a alguém que por pura manobra política tentou pateticamente manifestar uma religiosidade que nunca teve, nem tem.
O bispo tratou ainda de estupro, excomunhão decorrente de realização, participação ou colaboração com a prática do aborto, bem como de uma porção de temas correlatos e transversais a estes assuntos. Muito oportuna foi a distinção por ele feita entre “gravidez indesejada” (aquela que é decorrente de uma relação sexual não consentida por uma das partes) e “gravidez inesperada” (decorrente de uma relação sexual consentida, mas inconseqüente, isto é, uma relação na qual o prazer era a finalidade única e absoluta, de modo que negligenciou-se os efeitos naturais que podem decorrer do ato sexual). O bispo apresentou uma estatística segundo a qual 80% das mulheres estupradas que engravidam não desejam abortar.
Recordando o recolhimento ilegal dos folhetos assinados pelos bispos do regional Sul 1 da CNBB por ocasião das eleições presidenciais do ano passado. D. Bergonzini disse: “Se eu não tivesse colocado o nome da Dilma, [os folhetos] não teriam surtido o efeito que surtiram. É preciso mostrar onde está a verdade e onde está o erro. Por isso resolvi dar nome aos bois”. Reafirmando a declaração que já havia feito na entrevista  concedida àValor Econômico [a qual foi publicada no Fratres in Unum] D. Bergonizini afirma categoricamente: “não tenho partido político”.
Falando em CNBB, para a infelicidade de alguns colegialistas-corporativistas-ceenebebistas, D. Luiz Gonzaga reiterou que o múnus de ensinar [que compete, de maneira especial e mais grave aos bispos em particular] implica lecionar para os fieis não apenas a fé, mas tudo aquilo que se relaciona com ela“A CNBB não tem autoridade sobre um bispo diocesano”, disse ele, ajuntando que ela é apenas um órgão subsidiário de consulta e esclarecimentos. Lamentou que alguns presbíteros, religiosos, e mesmo irmãos no episcopado não concordem com “opinião” dele. E, com franqueza, admitiu não saber o que tais pessoas dirão a Deus a este respeito no dia do Juízo… Para o ódio dos relativistas, S. Excª. disse: “Politicamente correto é ‘sim, sim; não, não’. Não existem meias-verdades, como não existe algo que seja branco e preto ao mesmo tempo”.
Terminada a alocução de D. Bergonzini, abriu-se espaço para as perguntas que os presentes haviam feito e entregue à organização do evento. Também os internautas puderam elaborar questões e enviar via chat para o bispo responder. Não fiz nenhuma pergunta. Mas mandei uma mensagem de apoio representando os fieis da arquidiocese de Olinda e Recife a manifestando a nossa proximidade a este tão grande sucessor dos apóstolos. A breve mensagem foi lida e os aplausos soaram no auditório quando lido o nome de D. José Cardoso Sobrinho, arcebispo emérito da nossa arquidiocese e ardoroso defensor da Vida.
D. Bergonzini respondeu à perguntas sobre o PLC 122/06, sobre o laicismo do Estado e sobre uma série de temas complexos que, doa a quem doer, precisam ser abordados uma vez que estão “no olho do furacão” em termos de defesa da vida e da família no Brasil. O prelado esquivou-se, muito prudentemente, de entrar em detalhes sobre a omissão da CNBB em algumas discussões de relevo no plano nacional.
A palestra encerrou-se com a ave-maria e a benção dada por S. Excª Revmª D. Luiz Gonzaga Bergonzini. Após isso, todos [exceto nós, que estávamos do lado de cá da tela] participaram de um coffee breake oferecido pela organização do evento.
p.s.: Em breve,quando o vídeo estiver no Youtube, farei questão de reproduzi-lo aqui na íntegra.

Dom Bergonzini: “A Igreja tem o dever de fazer política!”

junho 20, 2011 por Wagner Moura

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini em sua primeira palestra pública sobre cultura da vida
Estado laico, política, denúncia do capitalismo selvagem e defesa da vida. Esses foram alguns temas tratados na palestra do bispo de Guarulhos/SP, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, durante evento promovido pelo Instituto Plínio Correa de Oliveira (IPCO), em São Paulo/SP, na noite de ontem, 20. A palestra, proferida no Colégio e Faculdade São Bento, reuniu lideranças de movimentos sociais pró-vida, cientistas, profissionais liberais, estudantes, religiosos e admiradores do bispo.
Assisti à palestra por meio da transmissão via internet e tomei nota de algumas palavras de Dom Bergonzini. O bispo falou com muita serenidade e com a simpatia de sempre, ouvi-lo é como ouvir um senhor bonachão, com personalidade forte, mas sem qualquer exagero em seus gestos! Particularmente destaco as palavras dele sobre política:
Fala-se em politica, mas o que isso significa? Trata-se da promoção do bem! E isso é diferente de politica partidária, na qual se tem em mente interesses e ideias de uma parte, um partido. Um partido não pode nunca substituir o bem comum pelo promoção do bem do partido, de grupos e particulares.
Devemos distinguir partido político de política. Todo ser humano é político! Está na natureza humana fazer política. A Igreja tem o dever de fazer política. Como cidadão eu tenho o direito de fazer política! Porém, como bispo, tenho o dever de ser político. Não partidário! Não seguidor de uma sigla. O chefe de nosso partido é Jesus Cristo e nossa arma, nossa lei, é o Evangelho.”


Auditório do Colégio e Faculdade São Bento repleto de ouvintes atentos
Dom Bergonzini fez um mea culpa ao lembrar da época em que, a exemplo de tantos bispos, não reprovava o nome de um candidato específico nos períodos eleitorais. Nessas ocasiões, como é comum, o bispo limitava-se a orientava os fieis a votarem em políticos honestos, comprometidos com os valores do Evangelho. Nas eleições do ano passado, no entanto, ao saber que o Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou a promoção do aborto em um de seus congressos, Dom Bergonzini compreendeu que esse discurso neutro não resolveria o problema:
Eu me lembro… Quantas e quantas vezes nas eleições a gente ouvia (e eu fazia isso no passado): “Escolham bem seus candidatos… Votem em pessoas honestas…” Só que o povo não sabe quem é quem! Então resolvi dar nome aos bois. E se na época da eleição eu não tivesse colocado o nome da então candidata Dilma Rousseff no artigo que escrevi [e que provocou toda essa polêmica], não teria acontecido nada em relação ao aborto. Sou jornalista e sei disso! Apanhei bastante, mas bati mais ainda que apanhei.”
Sobre a defesa da vida, o bispo lembrou que promover a vida significa ao mesmo tempo estar em conflito com a cultura da morte. Essa cultura está presente, inclusive, nas relações de trabalho que muitas vezes são uma forma de escravidão “branca”, na qual o trabalhador encontra grandes dificuldades para viver conforme seus próprios valores. “As condições de trabalho, às vezes subhumanas, também provocam a morte paulatinamente. Todas as situações de desconforto, desalento, problemas de saúde, tudo isso é cultura da morte! Infelizmente existe uma força nesse sentido principalmente colocando a felicidade nos bens materiais. Essa ideia universal do lucro acima de tudo, consumismo acima de tudo, é uma maneira de isolar a pessoa, afastá-la ou dificultar que ela tenha uma religião”, disse Dom Bergonzini.
Em crítica ao sistema de saúde brasileiro, o bispo foi pontual. “A saúde do Brasil está na UTI!”, afirmou ao lembrar que as pessoas menos favorecidas têm dificuldade em conseguir assistência médica. Dom Bergonzini citou o caso de uma pessoa que ficou 4 meses esperando a liberação de uma consulta. “Quando a consulta foi liberada, a pessoa ainda estava viva… Mas há casos em que a liberação chega e a pessoa já está morta!”, disse o bispo.
A condenação à violência contra a mulher também ganhou destaque na palestra. Dom Bergonzini reafirmou seu repúdio e condenação ao estupro, “um crime hediondo”, e citou uma pesquisa da Universidade Estadual de São Paulo (UNIFESP), de 2004, que averigou que 80% das brasileiras grávidas por estupro se recusaram a abortar o bebê.
A questão do aborto por causa de estupro foi tema de uma entrevista recente que o bispo concedeu ao jornal Valor Econômico. As palavras do bispo foram deturpadas por grupos pró-aborto que, afrontados com a postura pró-vida de Dom Bergonzini, iniciaram uma campanha para difamá-lo. “Na entrevista eu usei uma alegoria para chamar atenção sobre estupro e diferenciar a relação sexual consetida da não consetida. Muito embora o meu pensamento não tenha sido bem reproduzido pela repórter, e não a condeno por isso pois sou jornalista e sei que às vezes deixamos escapar algumas palavras importantes do entrevistado, isso reacendeu o debate sobre o aborto e sobre estupro. O estupro é crime hediondo e tem a mesma condenação de homicidio!”.
Ao final da palestra abriu-se espaço para as perguntas da plateia. Por mais de uma vez o bispo foi indagado a respeito da forma como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove o debate contra a legalização aborto. Dom Bergonzini sorriu, evitou qualquer crítica à entidade e afirmou que não poderia falar pela CNBB, mas lembrou que a Conferência não é superior aos bispos. “Meu supervisor direto é o Papa. Na diocese de Guarulhos a cabeça sou eu!”
Questionado sobre o PLC122, projeto que propõe a prisão daqueles que criticarem o comportamento homossexual, Dom Bergonzini foi taxativo: “Eu não tenho medo de ser preso não. Eu não vou deixar de falar o Evangelho por causa de cadeia. Nós devemos ter coragem de enfrentar esse problema! A força dos inimigos é a nossa fraqueza. Devemos enfrentar com coragem e colocar o caso nas mãos de Deus. Nós podemos perder, mas Ele deve ganhar”.
Antes de ser ovacionado pelo auditório lotado, o bispo lembrou as palavras que abriram o pontificado do Papa João Paulo II, “non abbiate paura”, e disse, especialmente às lideranças dos movimentos sociais pró-vida: “Não tenhais medo! Lutemos pela vida humana, contra o aborto.”
Por Wagner Moura 

Escândalo: Alunos do Acre são trancados em salas de aula e obrigados a assistir aos vídeos do kit gay

Comentário de Julio Severo:  Ministro da educação havia dito que “kit gay” não tinha sido aprovado, mas escolas do Acre, com a permissão do MEC, forçam alunos a assistir vídeos homossexuais do kit. Se os alunos tivessem sido trancados em sala de aula para aprender sobre Cristianismo, a TV Globo, a TV Record, todos os jornais, o Congresso e outras autoridades estariam exigindo a prisão de todos os responsáveis pelo crime de forçar alunos ao Cristianismo. Mas e agora que o caso envolve a glorificação do “amor” entre homens? Quem está pedindo cadeia para os criminosos que forçaram alunos a assistir vídeos do kit gay em salas de aula trancadas? Onde está a justiça? Onde estão os direitos das crianças tão proclamados por esse governo? Onde estão os direitos dos pais? O Pr. José Ildson, que comandou a mobilização contra o crime contra os alunos, está de parabéns. Em fevereiro de 2008, tive uma longa conversa pessoal com ele e considero-o um grande um batalhador.A denúncia a seguir foi feita por Reinaldo Azevedo:



FORA, HADDAD! Alunos do Acre, governado pelo PT, estavam sendo obrigado a assistir filmes do “kit gay” vetado por Dilma

Reinaldo Azevedo
Você já gritou hoje “FORA, HADDAD!”? Ainda não? Então tem agora mais um motivo para fazê-lo. Atenção! O tal “kit gay” já tinha sido distribuído a escolas de Rio Branco, capital do Acre — governado por Tião Viana, do PT — e, consta, de Recife, o que não consegui confirmar.
Isso significa que, para não variar, Fernando Haddad, ministro da Educação — aquele que acha mais evoluído matar pessoas depois de ler livros do que matá-las sem os ter lido —, deixou de dizer a verdade ao afirmar que o material não tinha sido ainda aprovado pelo MEC.
É escandaloso que o governador Tião Viana permita que os estudantes do Acre tenham acesso a um material considerado inadequado por diversos especialistas e que foi vetado pela própria presidente da República. Pior: os alunos estavam sendo obrigatoriamente submetidos às sessões, o que, na prática, até um secretário de estado admite.
FORA, HADDAD! Leiam o que informa agazeta.net, do Acre:

Governo suspende distribuição do Kit Gay em Rio Branco

O secretário [Henrique Corinto, de Justiça e Direitos Humanos] foi convocado pela bancada evangélica na Assembléia Legislativa do estado para explicar denúncias de que  estudantes da rede estadual de ensino estavam sendo obrigados a assistir aos vídeos distribuídos pelo MEC na luta contra a homofobia. Os deputados fizeram questão de assistir os vídeos na presença do secretário.
“Nós recebemos denúncias de estudantes e de pais de alunos que, na escola Armando Nogueira, os professores estavam obrigando os alunos a assistir aos vídeos. Muitos estudantes reclamaram que nem sequer puderam sair da sala, que foi trancada. O próprio diretor da escola confirmou que estava sendo obrigado pelo secretário de educação a exibir os vídeos”, explicou o deputado Astério Moreira (PRP).
Os deputados, que não gostaram do filme que trata da paixão de um adolescente do sexo masculino por outro do mesmo sexo, ficaram ainda mais indignados ao saber que, apesar de proibidos nos outros estados da federação, os vídeos continuaram a ser exibidos para os estudantes acreanos porque a ação faz parte de um plano piloto em execução em Rio Branco e em Recife. “Isso é crime. Quer dizer que estão usando nossas crianças como cobaias”?, reclamou a deputada Antônia Sales (PMDB).
Já o pastor José Ildson, presente à reunião, informou ao secretário que, se o governo insistisse na divulgação do material, a sociedade seria mobilizada contra a prática. “Se é proibido falar de religião nas escolas, por que é obrigado falar de homossexualismo?  Não vejo bom senso nessa medida, e vamos reagir contra. Não podemos ser punidos por defender a família, o que não significa que sejamos contra os homossexuais. Somos contra a indução, a apologia à prática”, esclareceu o pastor.
Após a conversa de aproximadamente duas horas, o secretário de Direitos Humanos declarou suspensa a exibição dos vídeos nas escolas da rede pública da capital. “O assunto é polêmico e deve ser mais bem esclarecido. Não queremos alimentar polêmica; por isso decidi suspender a partir de hoje”, disse Henrique Corinto.
A propósito: Marina Silva, que é “governo” no Acre, vai se calar?
Divulgação: www.juliosevero.com

Deputados do Rio criam projeto para prevenção ao aborto

Programa quer oferecer atendimento a grávidas em situação de risco


Os deputados do Rio de Janeiro se reuniram nesta quinta-feira (16) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) para debater um projeto de lei que cria um programa estadual de prevenção ao aborto.

A proposta é oferecer atendimento multidisciplinar a mulheres grávidas em situação de risco social e financeiro. O programa dará assistência social psicológica e pré-natal, inclusive laboratorial, de graça durante a gestação, o parto e ainda no período posterior ao nascimento da criança. O projeto prevê ainda a orientação e o encaminhamento para que a mãe, que desejar, entregue a criança para adoção.

O Rio de Janeiro realizou nos últimos quatro anos 49.246 procedimentos pós-aborto, segundo fontes do Ministério da Saúde. No Brasil, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 31% dos casos de gravidez terminam no aborto. Esse número mostra que três em cada dez mulheres grávidas praticam aborto.

O deputado Janio Mendes diz acreditar que o Estado precisa oferecer alternativas as gestantes.

- Durante muitos anos tivemos a discussão entre a sociedade, o Estado e entidades religiosas sobre a descriminalizaçao do aborto. Mas, alguns de nós paramos para discutir a ideia de se ter uma política publica para as mulheres grávidas que precisam de amparo e oportunidades. O aborto é uma atitude extrema, quem toma essa decisão na maioria dos casos não tem outra opção.

A proposta prevê também a criação de Casas de Apoio à Vida, onde as gestantes poderão encontrar atendimento de assistentes sociais, psicólogos e médicos, entre outros profissionais capacitados.

O projeto, que foi apresentado em maio deste ano, é de autoria dos deputados Jânio Mendes (PDT), Sabino (PSC), Myriam Rios (PDT), Roberto Henriques (PR), Márcio Pacheco (PSC) e Janira Rocha (PSOL).



Tainá Lara, do R7 | 16/06/2011 às 17h34
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