sábado, 4 de junho de 2011

Blogs como instrumentos da voz do Reino de Deus


Julio Severo

Dias atrás, recebi mensagem de alguém que visitou meu blog:
Julio, tubo bom?
Na ultima terça feira (26/04/2011) na hora do almoço eu estava cochilando e durante o sonho me veio um nome na cabeça. Eu não costumo anotar meus sonhos, mas o nome estava muito claro. Acordei e anotei o nome que veio no sonho: JULIO SEVERO.
Nunca tinha ouvido falar no seu nome antes e quando cheguei coloquei no Google e vi que vc tb é um cristão e que luta para que o princípios do Evangelho não sejam corrompidos.
Bom, não acredito em coincidência…
Eu também não acredito em coincidência, pelo menos não desse tipo.
No começo de 1995 senti claramente Deus me dirigindo a escrever um livro sobre a ameaça do movimento homossexual. Durante algumas semanas, hesitei, pois o tema homossexual era um tabu enorme. Não havia paradas gays, nem a obsessão homossexual que vemos hoje em tudo: escolas, mídia, etc. Depois de algum tempo, venci meus temores e aceitei o chamado do Espírito, começando a pesquisar sobre o movimento homossexual. Quando, em meados de 1995, ocorreu no Brasil a primeira conferência internacional da ILGA no hemisfério sul, entendi a intenção divina de me chamar para o combate, pois depois da conferência os grupos gays brasileiros ganharam um impulso extraordinário para avançar. Deus antecipou essa agressão espiritual do inferno com uma ação da agenda do Reino de Deus. Foi assim que nasceu meu livro “O Movimento Homossexual”, publicado pela Editora Betânia em 1998.
Quando meu livro “O Movimento Homossexual” foi publicado em 1998, muitos o acharam exagerado e disseram que suas previsões nunca ocorreriam. Infelizmente, acabaram ocorrendo. E quem leu, hoje me chama de profeta. O exagerado de ontem é o profeta de hoje.
Em 1999, ao receber um exemplar autografado do meu livro O Movimento Homossexual, o Bispo Robson Rodovalho disse ter sentido uma revelação onde no futuro eu seria muito perseguido por causa da mensagem do meu livro, tendo de fugir de lugar para lugar. Foi uma palavra profética certeira, porém me entristece ver aquele que a entregou tendo se ligado ao sistema político que originou o PLC 122 e outras barbaridades.
Em 2002, mesmo sem um blog, comecei a alertar contra uma vitória eleitoral de Lula. Em 2003, com apenas uma página de artigos no JesusSite, revelo ao Brasil em primeiro mão que o governo Lula havia apresentado na ONU uma resolução classificando o homossexualismo como direito humano inalienável. Essa foi a primeira vez que esse tipo de iniciativa chega à ONU.
Depois da minha denúncia, um deputado federal pediu, da tribuna do Congresso, explicações ao governo pelo fato de que os representantes brasileiros na ONU estavam tomando atitudes sem o conhecimento do povo brasileiro e do Congresso. Houve também um abaixo-assinado contra a resolução do governo Lula e o site JesusSite sofreu ataques de hackers, chegando a ficar fora do ar. Apesar das muitas ameaças que recebeu para remover meus artigos, o JesusSite permaneceu firme.
A pioneira resolução do governo Lula na ONU nunca avançou, e a ILGA, a maior organização homossexual do mundo, se queixou de que uma resistência de base dentro do Brasil originada de sites “extremistas” estava ajudando a deter a resolução. Quem foi que disse que hoje não há pequenos Davis para deter gigantes Golias?
Com as obsessivas políticas pró-homossexualismo do governo Lula, a mensagem do meu livro, que antes era vista como exagerada, estava agora fazendo muito mais sentido. Até mesmo parlamentares estavam, em seus discursos no Congresso, fazendo referência ao meu livro.
Depois de uma insistência inspirada de um querido irmão da Chamada da Meia-Noite, acabei criando um blog no começo de 2005, e esse irmão me orientou em todos os passos iniciais. No primeiro ano, publiquei muito pouco.
Somente depois é que fui escrevendo alertas para o Brasil com mais regularidade. E Deus me honrou. Na mesma época, o filósofo e teólogo reformado Harold O. J. Brown me convida para escrever a matéria principal do seu periódico acadêmico The Religion & Society Report. A matéria, que foi publicada em versão impressa em inglês em agosto de 2006 e tem uma versão online em inglês, conta também com minha tradução. Essa foi primeira vez que vi meu trabalho de alerta sendo reconhecido por um respeitável meio de comunicação internacional.
Minha voz pequena, através do meu blog, estava agora mostrando aos Estados Unidos e ao mundo a face gayzista de Lula e sua ideologia socialista. O próprio Dr. Brown me disse que ele não sabia que Lula era tão radical, e ele queria ajudar as pessoas fora do Brasil a conhecer a verdade.
Em 2007, dei entrevista para LifeSiteNews, que é o maior site católico de notícias pró-vida do mundo. Era a minha pequena voz ecoando com valores imutáveis que transcendem fronteiras.
Entretanto, no que se refere à atuação do meu simples blog, o que mais marcou em 2007 foi a conscientização do PLC 122. Em fevereiro de 2007, um grupo de influentes católicos conservadores me procurou para participar de uma campanha de esclarecimento. Eles haviam lido os meus textos sobre a homossexualidade, preparado um documento com base nos meus artigos e queriam apenas que eu o assinasse. A parte deles seria divulgar o documento. A minha parte seria dar meu nome.
A campanha avançou muito. Depois de março de 2007, o incêndio de esclarecimento foi aumentando até ficar “fora de controle”, tendo atingido muitas consciências. Houve, porém, um preço. No próprio ano do começo da campanha, os ativistas gays, numa campanha contra mim, conseguiram convencer o Google a fechar meu blog. Com a intervenção do filósofo Olavo de Carvalho, num artigo no Jornal do Brasil denunciando os ataques contra mim, e manifestações de vários advogados, inclusive um procurador que telefonou ao Google, meu blog voltou ao ar.
Antes de fevereiro de 2007, eu já tinha intenção de denunciar o PLC 122. Mas, durante os meses de novembro e dezembro de 2006 e janeiro de 2007, eu estava refugiado com minha família, devido a perseguições, num lugar sem internet.
Antes dessas perseguições, Deus havia usado um ex-homossexual para me alertar. E novembro foi justamente o mês da aprovação do PLC 122 na Câmara dos Deputados. Mesmo sem poder agir, passei várias semanas literalmente incomodando o Dr. Zenóbio Fonseca para escrever um artigo contra o projeto anti-“homofobia”, até porque seu conhecimento jurídico era vital. Seu trabalho de assessoria não lhe dava tempo. Mas finalmente ele conseguiu escrever o texto. Logo em seguida, estava pronta a mensagem de mobilização dos católicos, a qual foi enviada para incontáveis milhares de e-mails e outros meios. O resto é história.
O resto é uma história em que centenas de blogueiros, sem mencionar milhares de encaminhadores de e-mails, reproduziram os alertas contra o PLC 122 numa corrente tão forte que sua aprovação, que se julgava como certa com o apoio influente e imponente do governo e da mídia, acabou adquirindo um prognóstico duvidoso, graças à resistência principalmente dos blogs evangélicos e católicos.
Se dependesse também da indiferença, descaso e omissão de revistas católicas e evangélicas — com um cristianismo raso e ideologias políticas de raízes profundas — o Brasil estaria hoje vivendo a plenitude do Reino do PT, com um PLC 122 aprovado pairando como guilhotina sobre a cabeça dos cristãos com voz profética.
Entretanto, os blogs que espelham a voz do Reino de Deus estão provocando um impacto muito importante diante do enorme poderio das revistas, jornais e redes de televisão que espelham — e são pagos para espelhar — a voz da ideologia e do sistema de idolatria estatal.
E diferente dos programas de televisão evangélicos, que ou se omitem ou não denunciam o governo que promove aberrações como o PLC 122, os blogs pró-família não temem abrir a boca contra as ameaças do governo.
A forte resistência hoje ao PLC 122 é um símbolo do que acontece quando blogs desprezados deixam a voz do Reino de Deus fazer a diferença. Se um blog incomoda muita gente, muitos blogs unidos no mesmo esforço repercutem muito mais a verdade que abala e incomoda.
No deserto de desinformação de revistas, jornais e blogs que espelham a voz da ideologia e do sistema, Deus pode conduzir até por meio de sonhos aqueles que precisam conhecer a verdade.
Esse é o valor que Deus dá aos blogs que espelham a Sua voz.
Quer ser usado por Deus através de um blog? Ouça e espelhe a Sua voz.
Versão em inglês deste artigo: Prophetic blogging
Versão em espanhol deste artigo: Blogging profético

Dom Gil Antonio Moreira convida os mineiros e os brasileiros

Dia 13.06.2011 - Juiz de Fora - MG

Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora-MG, convida para:

15:30 - Bênção da Pedra Fundamental da nova Cúria Metropolitana (no estacionamento do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio)

16:00 - Lançamento do Documento Conclusivo Sinodal (no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio)

18:00 - Grande  Procissão Luminosa com a Imagem de Santo Antônio (saindo do pátio do Seminário e seguindo até a Catedral Metropolitana)



sexta-feira, 3 de junho de 2011

DETER O PLC 122 É BATALHA DECISIVA NA DEFESA DA FAMÍLIA


Prof. Hermes Rodrigues Nery

Em 24 de maio, as bancadas evangélicas e católicas do Congresso Nacional pressionaram o governo federal e ameaçaram abrir a CPI para investigar o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, de enriquecimento ilícito e tráfico de influência. Diante disso, a presidente Dilma Roussef suspendeu a distribuição do polêmico Kit “Escola Sem Homofobia” na rede pública de ensino do País. Em sua fala1, quando questionada pela imprensa, a presidente pareceu reviver os momentos mais tensos da campanha eleitoral de 2010, acuada pela pauta “dos valores” trazida pela sociedade, e que tanto a assombrou especialmente na transição do 1º e 2º turno2.

Ao conversar com os jornalistas, Dilma Roussef disse que não irá permitir nenhum órgão do governo fazer “propaganda de opções sexuais”. E mais: “Não podemos interferir na vida privada das pessoas!” Chegou a afirmar que não assistiu aos vídeos polêmicos de doutrinação homossexual, tendo visto apenas alguma coisa do que foi apresentado na televisão. E concluiu dizendo: “Não concordo com o Kit”, mas “nós lutamos contra a homofobia.” Foi uma fala mais uma vez contraditória, sem convicção, muito imediatista, fala para apagar incêndio, sem coerência com o propósito do governo implantar o PNDH3 no País. 

O ex-presidente Lula teve de emergir para os holofotes midiáticos, repentinamente para vir em socorro de sua apadrinhada e pedir aos senadores da base governista que poupem Palocci de uma CPI. O governo perdeu vários aliados e se desgastou muito com a votação do Código Florestal. A presidente então recuou, como fez na campanha eleitoral, para evitar um desgaste ainda maior.

Os episódios recentes demonstraram que é possível os cristãos brasileiros manterem-se firme na defesa dos princípios e valores que buscam salvaguardar a dignidade da pessoa humana e a estrutura natural da família, seriamente ameaçadas pelo ideário do PNDH3, que o governo está disposto a tornar política de Estado, num processo em que o laicismo se torna “uma ideologia irreligiosa ou anti-religiosa”3, para também reforçar a cultura anti-cristã em curso. Os deputados e senadores das bancadas evangélicas e católicas, pressionaram e obtiveram um efeito considerável, neste momento crucial, e se posicionaram inclusive levando a população às ruas, como na Marcha contra o PLC 122, promovida em 1º de junho, em Brasília.4

Deter o PLC 122 é assegurar a liberdade de expressão e religiosa no Brasil, do contrário, aqueles que hoje são minoria vão se impor ainda mais, com mais insolência, pois querem garantir não apenas a tolerância, mas forçar cada vez mais a adesão ao homossexualismo, criando mecanismos, alguns sutis, outros mais ousados, para que um número crescente especialmente de jovens aceitem o homossexualismo, mas – o que é mais grave – sejam estimulados a isso, daí a estratégia do KIT, para efetivar a doutrinação homossexual nas escolas, com material pago com dinheiro público.

Apologia ao que viola a essência e a natureza da pessoa humana

O fato é que “a batalha contra a família está entre as mais graves batalhas contra o cristianismo, em particular contra os católicos”.5 Nesse sentido, “a homossexualidade tornou-se uma arma política e o envolvimento dos homossexuais na vida política, para alcançar seus intentos, tornou-se uma prioridade”.6 E para isso surtir efeito, a médio prazo, faz-se necessário difundir nas escolas a ideologia de gênero, para quebrar as resistências contra a cultura que quer se impor. A educação sexual então está imbuída fortemente desta ideologia contrária à família, com uma visão reducionista da dimensão da pessoa humana. “Ora, existem apenas duas identidades sexuais: masculina e feminina. Não existe identidade homossexual. A homossexualidade pertence ao grupo das tendências sexuais, que são numerosas e variadas no psiquismo humano”7 e “a sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada”.8 É certo que permanecem interrogações sobre as causas profundas de tais tendências, mas há sinais evidentes de que institucionalizá-las é desconhecer com mais profundidade a essência e a natureza da pessoa humana, e mais ainda: agravar os fatores da violência contra o ser humano, em todos os aspectos.

A crise da identidade em nosso tempo se explica “numa sociedade sempre mais anônima”.9 Daí o grande mal-estar de muitos diante dos apelos na promoção da homossexualidade, pois sabe-se que se trata de um movimento de apologia e não apenas de não discriminação. Apologia a uma condição contrária ao que vai no âmago da maioria das pessoas, uma condição que torna a pessoa estranha de si mesma, nas circunstâncias em que se sente muito mais vulnerável como objeto e não sujeito de uma relação que tende a ser mais perversa e desumana, pois “o indivíduo não pode se socializar e enriquecer o vínculo social senão a partir de sua identidade (de homem e mulher)”.10 Daí também a crise da identidade (que é também a crise dos vínculos, no melhor sentido da expressão religiosa – que visa re-ligare). “Não é pensável que seja possível socializar-se em função de uma tendência sexual, a não ser sob pena fazer regredir e de perverter o vínculo social”.11 E então, a escola, que deveria complementar, do ponto de vista pedagógico, a integração da pessoa com sua comunidade, passa – com a educação sexual libertária – desagregar a pessoa, a partir das premissas utilitárias, hedonistas e individualistas. O ideário proposto pelo PNDH3 perverte pois a finalidade social das instituições nascidas para defender a pessoa daquilo que a despessoaliza. Com uma educação sexual assim, a escola se torna um lugar perigoso, um barril de pólvora que certamente irá explodir com danos sociais inimagináveis.


Ideologia de gênero”: o pano de fundo cultural do PNDH3

Da mesma forma que a obsessão da supremacia racial motivou a mais dolorosa experiência de dominação política com o nazismo, o afã da sociedade anarco-individualista de transgressão e libertação dos condicionantes biológicos da pessoa, pode nos levar a outras mais terríveis situações de desespero, que muitos ainda ignoram, e cujas conseqüências já estão visíveis em nosso meio, bastante conturbado pela influência do feminismo radical.

Na “perspectiva de gênero”12, “a realidade da natureza incomoda, perturba e, assim, deve desaparecer”.13 Com isso, se espera um tempo novo, em que homem e mulher não sejam mais condicionados por “papéis culturais” e vivam inteiramente livres para usufruir uma vida sem nenhuma espécie de opressão. Tal a promessa da nova ideologia, como as do passado, que fracassaram justamente ao apresentar um topos fora da realidade humana. “'Quando o nacional-socialismo tiver reinado por bastante tempo', declarou Hitler certa vez, após o jantar, 'não será mais concebível uma forma de vida diferente da nossa'”.14 

O anarco-individualismo do feminismo radical é, portanto, a nova manifestação de um idealismo que mais uma vez quer arrastar a humanidade às piores patologias políticas, pois a “crueza sexual” de tal ideologia “vive nos grandes sistemas especulativos do idealismo” (Adorno, p. 77). Uma ideologia que quer desenraizar a pessoa daquilo que a constitui como ser humano, desterritorializá-la da instalação natural da família, imprescindível à sua realização como pessoa, inseri-la em ambientes hostis em que cada vez mais fica difícil se identificar e, portanto, torná-la mais fragilizada e perdida de sua própria realidade como ser humano.

Doutrinação homossexual como estratégia para o desenraizamento cristão

Depois de alguns “anos de preparação, de clarificação ideológica e de experiências táticas”, a exemplo do que disse Joachim Fest sobre Hitler15, percebemos muito nitidamente aspectos da proximidade metodológica do totalitarismo nazista com o que busca os promotores do PNDH3, com uma política de Estado que tem como objetivo o profundo desenraizamento cristão, como realmente nunca houve na história do País. Para isso, a doutrinação homossexual nas escolas faz parte desta tática, que funcionou para consolidar movimentos totalitários políticos do passado e quer agora atualizar a estratégia de alcançar especialmente a juventude para a adesão a um idealismo de evasão da realidade, com conseqüências altamente imprevisíveis para toda a sociedade.

A doutrinação homossexual nas escolas quer reforçar a idéia de que “a inversão é uma coisa tão natural”16, e de que os papéis sexuais são apenas construções culturais do qual é preciso se libertar, para vivenciar uma felicidade euforizante e fugaz, daquela intensidade hedonista exigida pela sociedade de consumo. Trata-se também da antiquíssima estratégia de uma lógica de poder anti-natalista, quando “o legislador (...) obtem baixa taxa de natalidade, mantendo homens e mulheres separados e instituindo relações sexuais entre homens”.17

Estamos outra vez perante um novo começo”18

Na contra-mão deste rolo compressor ideológico, mais uma vez, os cristãos (evangélicos e católicos) são chamados a fazer contraponto, mesmo “quando já não há um ambiente cristão na sociedade”19, e muitas vezes os cristãos mais conscientes se sentirem “a Igreja de uma minoria”.20 “É hora de união de todos os cristãos, deixando de lado o que nos divide, e deixando de nos ferirmos mutuamente, para defender a Lei santa de Deus.”21

Na afirmação de princípios e valores cristãos, numa época como a nossa, de tão grandes apreensões e promissões, o discernimento nos leva à luz de Cristo, pois Ele “é sempre nosso contemporâneo”.22 Somos chamados novamente a dar testemunho da resposta cristã aos complexos desafios e aos impasses agudos da atualidade. A obsessão prometéica de uma felicidade que vem da rebeldia, permanece até hoje, como uma terrível tentação. “E a tentativa de ultrapassar a condição humana exclusivamente por meio do homem fica, em última análise, votada seja à ineficácia, seja à ilusão”.23 A história comprova isso. Daí que há esperança, nos tempos convulsivos em que vivemos, de que há hoje “novas esperanças, novas possibilidades de expressão cristã”24, sabendo que “a Paixão de Jesus é um acontecimento sempre contemporâneo e que deve fazer parte da ação no presente” 25, pois “o Senhor não fala do passado, mas do presente, nos fala hoje, nos dá a luz e nos ensina o caminho da vida”.26 

Nesse sentido, especialmente os leigos cristãos no campo legislativo são chamados a produzir “novas e vigorosas formas de vida do que é cristão”. 27 Por isso que empunhar a bandeira da família e da defesa da vida, desde a concepção, é atualizar a resposta cristã às forças adversas que querem minar na base a força unitiva da família.

“Estamos outra vez perante um novo começo”.28 O século 21, já na segunda década, se vê diante da pauta de valores que certamente norteará o debate e as grandes decisões do nosso tempo. O cristianismo continuará o caminho da vida, e certamente vencerá, como venceu tantos males do passado. “É precisamente uma era de um cristianismo quantitativamente reduzido que pode levar a uma nova vivacidade desse cristianismo mais consciente”.29 

De modo concreto, no aqui e agora, na dimensão da realidade penúltima, a defesa da estrutura natural da família não é uma luta em vão, mas decisiva pelo bem integral da pessoa humana, para assegurar a salvação de todos, na realidade última.

Prof. Hermes Rodrigues Nery é coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté. Professor de Bioética do Instituto Teológico da Diocese de Campo Limpo (SP).

Bibliografia:

  1. Valerio Zanone, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Laicismo, p. 670; Editora Universidade de Brasília, Vol. 2, 4ª edição)
  2. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Os Apóstolos e os primeiros discípulos de Cristo, p. 22, Editora Planeta do Brasil Ltda, 2010
  3. Jacques Maritain, A Filosofia Moral – Exame histórico e crítico dos grandes sistemas, trad. de Alceu Amoroso Lima, p. 497, Livraria Agir Editora, 1973
  4. Jacques Le Goff, São Luís, p. 148, Editora Record, 2002
  5. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Os Apóstolos e os primeiros discípulos de Cristo, p. 22, Editora Planeta do Brasil Ltda, 2010

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PERU: BISPOS E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Lima, 02 jun (RV) - Os bispos do Peru indicam aos fiéis os critérios para a escolha dos candidatos, a poucos dias do segundo turno das eleições de 5 de junho, nas quais os eleitores são chamados a escolher o próximo presidente entre dois candidatos (Ollanta Humala de Ganha Peru e Keiko Fujimori de Fuerza 2011), e representantes do Congresso da República.

Na mensagem publicada pela Conferência Episcopal, os bispos afirmam: “Neste momento decisivo, reafirmamos a vontade da Igreja Católica - cuja principal responsabilidade é pregar o evangelho de Cristo morto e ressuscitado; proclamar a defesa da vida da concepção à morte natural, e indicar o valor da família como célula fundamental da sociedade - a colaborar para o desenvolvimento histórico, cultural e moral do país, como reconhecido pela Constituição do Peru. Nesse sentido, não podemos esquecer que a Igreja Católica realizou, realiza e continuará a desempenhar um papel importante de promoção humana em todos os níveis da nossa sociedade, especialmente entre os mais pobres e nos lugares mais remotos do território do Peru”.

Em sua mensagem, os bispos também dirigiram um apelo aos meios de comunicação: “Apelamos aos jornalistas e meios de comunicação que informem com a máxima responsabilidade, diferenciando a sua opinião da objetividade nas informações. Convidamos a exercerem a liberdade de expressão na imparcialidade e transparência, buscando a verdade, a justiça e o bem comum”.

No final da mensagem, a Conferência Episcopal pede a todos que vivam um clima eleitoral de respeito, tolerância, e concórdia, para facilitar o direito e o dever de votar livremente. O documento é assinado por: Dom Miguel Cabrejos Vidarte, Arcebispo metropolitano de Trujillo e presidente da Conferência Episcopal Peruana, e por Dom Lino Panizza Rocha, bispo de Carabayllo e secretário-geral dos bispos peruanos. (SP)



Fonte: Radio Vaticano - 02/06/2011 11.59.28

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Heterofobia: Evangélicos, RCC, Patoral da Família, Pró-Vida, o povo e 72 senadores contra

O projeto de lei 122 que, dizem seus autores e Marta Suplicy, seria para proteger os homossexuais, viola a Constituição e visa impedir os não-homossexuais, os heterossexuais, de se manifestar e quer impor a aprovação dos atos homossexuais. É um projeto heterofóbico.


A manifestação convocada para hoje, na frente do Congresso, em Brasília, contra o projeto da heterofobia - PL 122 - teve a participação de 50 mil pessoas.

Evangélicos e católicos estiveram representados. O deputado católico Eros Biondini e o Pastor Silas Malafaia disseram que o povo cristão é maioria absoluta no Brasil. o senador Magno Malta disse que "não há acordo" e o projeto "será enterrado".

Um milhão de assinaturas contra o projeto foram entregues ao presidente do Senado.

72 (dos 81) senadores são contra o projeto.

Veja abaixo a matéria da Agência Senado.


01/06/2011 - 19h06
Magno Malta e Crivella apóiam manifestação contra PL 122 
[O senador Marcelo Crivella em carro de som usado na manifestação contra o PL 122]

Os senadores Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ) participaram de uma manifestação popular na tarde desta quarta-feira (1º), em frente ao Congresso Nacional, contra o projeto (PLC 122/06) que criminaliza a homofobia. A manifestação foi organizada por religiosos ligados a diversas igrejas evangélicas e contou com o apoio de senadores e deputados da Bancada da Família. Lideranças católicas da Pastoral da Família e da Renovação Carismática, ONGs de serviço social e grupos universitários também participaram do evento. Caravanas de outros estados, como Goiás, Bahia e Maranhão, também marcaram presença.
Os manifestantes entregaram ao presidente do Senado, José Sarney, documento com mais de 1 milhão de assinaturas contra o projeto.
- Sem dúvida, o Senado Federal levará em consideração uma manifestação tão expressiva, de mais de um milhão de pessoas - disse Sarney ao receber o abaixo-assinado.
Do alto de um trio elétrico, o senador Marcelo Crivella elogiou o trabalho dos senadores ligados à Bancada da Família e destacou o empenho de lideranças evangélicas na organização do evento. De acordo com o senador, a manifestação reuniu cerca de 80 mil pessoas. No cálculo da Polícia Militar do Distrito Federal, havia entre 15 e 20 mil pessoas. Crivella criticou o PL 122, mas repetiu que respeita os homossexuais.
- Nós amamos os homossexuais - afirmou.
O senador Magno Malta reafirmou o respeito pelos homossexuais, mas criticou o texto do projeto de lei. Segundo o parlamentar, "o anseio grotesco de uma minoria não pode se impor à maioria das famílias brasileiras".
- Não haverá acordo sobre o PL 122 - declarou o senador. Na saída do encontro com Sarney, Magno Malta disse que a Bancada da Família tem 72 dos 81 senadores e que o projeto "já é um cadáver".
Magno Malta ainda elogiou a presidente Dilma Rousseff, pela decisão de suspender a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas. O senador pediu que o governo faça uma campanha promovendo o respeito às minorias, incluindo homossexuais.
Religiosos
O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores da manifestação e ligado à igreja Assembléia de Deus, afirmou que o PL 122 ofende a liberdade de expressão e de crença e rasgou uma cópia do projeto. O pastor disse que o protesto não buscava "impedir as práticas dos homossexuais". Com base no artigo 5º da Constituição federal, Malafaia afirmou que a liberdade de consciência e crença é inviolável.

- A falta de conhecimento da Constituição federal compromete a cidadania - declarou Malafaia.
O pastor Elton Neres da Silva, da Primeira Igreja Batista do Vicente Pires (DF), participou da manifestação e disse que é contra o PL 122 porque "Deus criou homem e mulher para serem uma só carne".
- Nós amamos os homossexuais, mas temos o direito de dizer que somos contra o pecado - afirmou.
Para Paulo Fernando Melo da Costa, membro do Movimento Católico Pró-Vida e assessor da Frente Parlamentar Católica na Câmara dos Deputados, o PL 122 é inconstitucional na medida em que "veda a liberdade de expressão e religiosa".
A manifestação ainda teve apresentações musicais, pregações e distribuição de panfletos com mensagens contrárias ao aborto e ao homossexualismo.
Fonte: Agência Senado

A foice e o martelo gay


A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos

Julio Severo
Um material para crianças, que tem como objetivo tratar de questões sexuais impróprias, é normalmente considerado como abuso sexual. Mas quando esse material é homossexual, por força de um anestesiamento moral a reação mais forte da população é chamar tal material meramente de “kit gay”.
Por que não kit do aliciamento gay?
Se esse kit fosse dirigido aos adultos, até poderia ser chamado de kit gay — e imoral. Mas o fato é que ele está sendo dirigido exclusivamente para nossos filhos na escola para acostumá-los à sodomia, tal qual faz o pedófilo que enche a criança de doces para seduzi-la. Se isso não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?
Se o PLC 122 for aprovado, não poderemos nem falar nem agir contra nenhum kit de pedofilia gay, pois o chamado projeto anti-“homofobia” pune atos e opiniões contra a sodomia. Mesmo assim, por força de um anestesiamento moral a reação mais forte da população é chamar eufemisticamente o PLC 122 de “Lei da Mordaça”. Por que só isso? (Veja este vídeo sobre a ameaça de prisão: http://www.youtube.com/watch?v=jIOOE0n2V5g)



Na verdade, se os católicos e evangélicos conseguirem garantir que as punições do PLC 122 não se apliquem às opiniões, as punições contra atos serão mantidas e serão tão ou mais injustas do que a censura das expressões.
Leis anti-“homofobia” como o PLC 122 ameaçam com punição expressões e atos contra a sodomia: Se você disser algo contra o kit do aliciamento gay, você será preso. Se você tomar alguma medida pessoal, legal, social ou moral contra o kit do aliciamento gay, você será preso.
Com uma alteração no PLC 122 ou qualquer outra lei anti-“homofobia”, como querem muitos pastores e padres, para permitir pelo menos a crítica à sodomia, estaremos protegidos de multas e prisões injustas? Claro que não.
Modificado para permitir apenas a liberdade de expressão, o PLC 122 prosseguirá ameaçando de punição atos contra a sodomia: Se você disser algo contra o kit pedofilia gay, você presumivelmente não será preso. Mas se você tomar alguma medida pessoal, legal, social ou moral contra o kit pedofilia gay, você será preso.
Se conquistarmos o direito de livre de expressão, removendo apenas a ameaça da “mordaça” que o PLC 122 impõe, outras ameaças permanecerão. Com um PLC 122 que só permite o direito de livre expressão (que já está garantido na Constituição), enfrentaremos as seguintes ameaças:
* Uma família evangélica ou católica que descobrir que a escola está distribuindo o kit pedofilia gay para seu filho poderá dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá fazer mais nada, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um pai e mãe que descobrirem que o governo está dando milhões para radicais grupos gays prepararem kits pedofilia gay poderão dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderão fazer mais nada, sob risco de serem enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma família evangélica ou católica que descobrir que a babá que contratou é lésbica poderá dizer que o lesbianismo é pecado, mas não poderá demiti-la, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um pai e mãe católicos ou evangélicos terão o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderão impedir que a escola pública de seu filho doutrine no homossexualismo, sob risco de serem enquadrados em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um seminário católico ou evangélico que descobrir que matriculou um homossexual praticante terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá cancelar a matricula, sob risco de ser enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma escola católica ou evangélica que descobrir que contratou um funcionário homossexual praticante terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá cancelar a contratação, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma pensão católica ou evangélica, diante de uma dupla gay que quiser um quarto, terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá recusar um quarto para os homossexuais praticarem seus atos, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um empresário católico ou evangélico terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá demitir ou evitar a contratação de um homossexual praticante, sob risco de ser enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
Se com ou sem garantia de liberdade de expressão, o PLC 122 punirá todos os quefalarem e agirem contra as imposições da sodomia, por que então chamá-lo bondosamente apenas de “Lei da Mordaça”? Não sabemos mais reconhecer uma ditadura quando a vemos?
O kit gay foi feito pela ABGLT com milhões dados pelo governo. Essa organização gay radical, que tem histórico de perseguição aos cristãos, agora tem dinheiro e autorização do governo para criar materiais para doutrinar crianças na sodomia. Por que então chamamos esse kit bondosamente de kit gay?  Por que não kit do aliciamento gay?
A ideologia que está impondo agressivamente o PLC 122 e o kit do aliciamento gay no Brasil não merece uma resposta muito mais enérgica da população?
Enquanto preferimos chamar por nomes leves as ameaças mais pesadas do movimento ideológico homossexual, os ativistas homossexuais preferem chamar de nomes pesados a nossa discordância mais pacífica:
* Quando dizemos que a sodomia é pecado ou anormal, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais.
* Quando dizemos que é errado eles usarem as escolas para doutrinar nossas crianças no homossexualismo, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais. Eles querem mais direitos sobre nossos filhos do que nós mesmos.
* Quando dizemos que não aceitamos alguma imposição homossexual sobre nós, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais.
Em resumo, quando tratamos as ameaças mais pesadas do movimento gay com palavras delicadas, eles tratam com foice e martelo nossas discordâncias mais gentis. “Vossa Excelência LGBTTXYS me dá permissão para discordar dessas cenas de nudez e sexo que acabei de ver com meus filhos na parada gay na minha rua?” Ou então: “Vossa Excelência LGBTTXYS me dá permissão para discordar da doutrinação que você está fazendo nos meus filhos na escola?” Resposta: “Homofóbico, promotor de ódio e violência, fanático religioso e moralista, cale a boca! Você é cúmplice de todos os assassinatos de gays que fazem ponto de prostituição nas madrugadas. Temos direito de expressar livremente nossa afetividade em público e ensinar seus filhos a aceitar isso. Sua discordância é uma violência contra nossos direitos!” É a luva delicada e o lencinho da população contra a fúria da foice e do martelo gay. O lencinho, pelo menos, serve para enxugarmos nossas lágrimas após inúmeras ofensas, calúnias, desrespeito e xingamentos.
Mas quem foi que disse que luva e lencinho vencem uma ideologia ditatorial? Tal qual a ideologia do nazismo e do comunismo, que sempre andaram atreladas ao Estado e à mídia, a ideologia gay não é diferente. Quer gostemos ou não, o Estado brasileiro e a mídia estão casados com a ideologia gay.
É de admirar então que o ativismo gay esteja avançando confortavelmente na sociedade brasileira?
Ainda bem, devem pensar os ativistas, que a população não nos trata na altura exata da ignorância, ferocidade, mentiras e agressividade que usamos com eles!
A luva e o lencinho mostram também a incompatibilidade, fragilidade e despreparo das posições de alguns grupos e indivíduos cristãos no enfrentamento de um ativismo homossexual que ferozmente exige tudo, inclusive a posse da mente de nossas crianças por meio da doutrinação estatal nas escolas. A essa e outras ameaças muitas vezes eles demonstram uma cruel omissão, se escondendo em nome do Evangelho atrás de uma posição indiferente à guerra cultural que está tomando seus próprios filhos sem que eles tenham força, vontade ou coragem de reagir à altura.
Hoje, os ativistas gays exigem a mente de nossas crianças. O que estamos esperando para agir? Que eles comecem a exigir também os corpos de nossos filhos?
Movidos por uma covardia mascarada como amor do Evangelho pelos pecadores, estamos entregando nossos filhos à cova dos leões gays.
Movidos por uma covardia mascarada como amor do Evangelho pelos pecadores, não denunciamos o governo e suas leis injustas e iniquas, por medo de sofrermos perdas econômicas ou perda de concessões de rádio e TV ou perda da imagem na mídia. (Veja aqui excelente mensagem do Pe. Paulo Ricardo: http://www.youtube.com/watch?v=eHQudN-bETU)



Enquanto vacilamos, a mídia e o Estado gay mascarado de Estado laico exigem nossos filhos.
Tudo o que os ativistas gays precisam fazer é estalar os dedos, e governo e mídia se atropelam para servi-los. Enquanto isso, a maioria cristã tem de protestar muito para que o governo pense em reverter um pouco suas políticas de favorecimento homossexual.Mesmo assim, a reversão tem curta duração, pois mídia e governo estão casados com a ideologia gay. Estado laico hoje é Estado gay.
Enquanto a covardia silenciar o testemunho de justiça e resistência dos cristãos na sociedade, o ativismo gay prosseguirá sua marcha que exige a total posse da mente e corpos de nossos filhos.