sábado, 21 de maio de 2011

Prisões de pedófilos aumentam 93% com policiais infiltrados, diz balanço da PF


Da Redação, com Rádio Bandeirantes

cidades@eband.com.br - Terça-feira, 17 de maio de 2011 - 14h03       Última atualização, 17/05/2011 - 15h14


A reportagem da Rádio Bandeirantes teve acesso com exclusividade ao balanço do ano passado elaborado pela Polícia Federal sobre a pedofilia no Brasil. Segundo o levantamento, a infiltração de policiais nos casos de pedofilia eleva em 93% o número de prisões no país.

O sucesso das operações está ligado à estratégia de agentes que se passaram por viciados em pornografia infantil para chegar aos criminosos. A tática era proibida até o final de 2009, quando foi aprovada a modificação na Lei do Crime Organizado.

A reportagem destaca também que as redes sociais da internet são ferramentas cada vez mais usadas para distribuição de imagens e vídeos de crianças e adolescentes.

Um delegado do grupo da Polícia Federal que combate a modalidade, Marcelo Borsio, revela que sem a infiltração é impossível chegar aos pedófilos. "Existem comunidades de pedófilos que exigem que a pessoa prove que é pedófilo. Eles precisam mostrar o abuso, tirar foto e passar por e-mail. Quando a pessoa é aceita, passa a ter acesso a uma gama de materiais, festas e encontros. Esse tipo de situação ocorre com frequência", diz.

O levantamento revela que não há um perfil comum das pessoas que possuem atração sexual por menores de 14 anos, os autores dos crimes são das mais diversas faixas etárias, classes sociais e graus de instrução.

Borsio afirma que muitos aproveitados se passam por pedófilos para faturar. “Muitas vezes essas pessoas podem não ser pedófilos e doentes, são meros aproveitadores, pois sabem que esse material vale muito dinheiro na internet e passam a achar mais uma oportunidade de ganhar dinheiro de uma forma ilícita”, afirma.

Os policias federais querem mais poderes para investigar crimes ligados à pornografia infantil. Por isso, é grande a pressão para a aprovação do projeto de lei que autoriza a investigação de dados de operadoras de internet sem autorização judicial.

A medida já é aplicada em alguns países e torna mais rápida a localização dos registros eletrônicos dos computadores usados pelos criminosos.

O Governo Federal vai lançar na quarta-feira uma campanha nacional de combate a pedofilia.

Facebook usa novos recursos técnicos para combater pornografia infantil


Facebook anunciou hoje, 19, que vai intensificar o combate a pornografia infantil em suas páginas. Para tanto, começou a utilizar a tecnologia PhotoDNA para filtrar as mais de 200 milhões de imagens que transitam pela rede social todos os dias. O software desenvolvido pelo Microsoft Research tem eficiência de 99,7%. Dificilmente uma fotografia suspeita vai passar despercebida.
Até hoje, o Facebook usava apenas seus funcionários para enfrentar um exército do mal aque aproveita-se do anonimato para disparar suas ações contra as crianças. Ontem, foi o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. No Brasil, disque 100 e denuncie o crime.
Fonte: 180 Graus

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dom Bergonzini: “Meu partido é o Evangelho”


maio 20, 2011 por Wagner Moura

Feliz aniversário para Dom Luiz Gonzaga Bergonzini! O bispo de Guarulhos (SP) completa 75 anos nesta sexta-feira, 20 de maio. Fui com meu gravador a seu encontro na última terça-feira quando, na casa dele, conversamos sobre fé, defesa da vida, política e novas tecnologias de comunicação (ele é blogueiro!). Dom Bergonzini ficou conhecido, nacionalmente, durante as eleições do ano passado ao promover a difusão de panfletos religiosos oficiais da CNBB Sul 1 pedindo que os católicos não votassem em políticos pró-aborto como a presidente Dilma Rousseff.

Acusaram Dom Bergonzini de política partidária, crime eleitoral. Os panfletos foram apreendidos pela Polícia Federal a pedido do Partido dos Trabalhadores e recentemente foram devolvidos ao bispo católico que não se deixou abalar com a perseguição que sofreu. Ele mantém suas posições e críticas à presidente, ao partido dela e a políticos católicos como Gabriel Chalita. O partido de Dom Bergonzini? O Evangelho! É o que ele conta na entrevista de 15 minutos, disponível no youtube para livre cópia e difusão. “E meu líder: Jesus Cristo”, completa o aniversariante.
Algumas coisas que você provavelmente não sabe sobre o bispo pró-vida: ele é jornalista (MTB 123!!), membro da Academia de Letras de São João da Boa Vista (SP) – sua cidade natal – e tem um fila brasileiro preto chamado Nero – uma fera obediente e dócil a seu comando. E qual será a próxima ação de Dom Bergonzini? Bem, ele continua à frente da diocese de Guarulhos até que o Papa escolha um novo bispo para substituí-lo (o que ele acredita que pode acontecer dentro de um ano). Independente disso, o bispo destemido mostra-se disposto para testemunhar seu amor pela verdade.
E sobre as uniões homoafetivas? Sim, ele se pronunciou sobre esse e outros assuntos, na entrevista acima. Seria hora de mais um panfleto-terror-dos-petistas? Senhoras e senhores, com vocês Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Clique no play, ouça a voz do pastor considerado um dos 100 brasileiros mais influentes. Depois da bênção, ao final da entrevista, fale com o aniversariante, mande aquele abraço, ele vai gostar, basta visitar o blog de sua autoria:www.domluizbergonzini.com.br
Muito obrigado a Dom Bergonzini e sua equipe pelo cafezinho. Saiba, senhor bispo, que pode contar conosco no amor à verdade.
***

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dom Luiz Bergonzini aniversaria dia 20/05


maio 17, 2011 por Wagner Moura

O bispo que trouxe, pela primeira vez, o debate sobre valores para uma eleição presidencial, fazendo o Brasil romper um silêncio de pelo menos 40 anos, que impedia discussão profunda sobre o aborto – esse é o tempo que os países desenvolvidos já discutem a questão no meio político -, recebeu-me em sua casa, no fim de tarde de terça-feira, 17 de maio. Estou falando de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o bispo de Guarulhos (SP) que, no último domingo, 15, celebrou 19 anos de episcopado.
Dom Bergonzini ficou conhecido em todo Brasil depois de, assumindo sua missão de profeta, enxergar o óbvio (só os profetas o fazem, já diz o ditado!) e denunciar a agenda pró-aborto, anti-família e totalitária do Partido dos Trabalhadores, o PT. Suas declarações foram um alento para um catolicismo acostumado a conter sua identidade ante a desmandos temporais.
Não foi à toa que o bispo foi escolhido um dos 100 brasileiros mais influentes de 2010. Enfim… Tudo isso é pra dizer que eu tomei um cafezinho com ele e, claro, aproveitei para fazer uma entrevista de 20 minutos na qual Dom Bergonzini ficou bem a vontade (huhuhuhu)! A entrevista, em áudio, vou disponibilizar no dia do aniversário do bispo, 20 de maio, próxima sexta-feira. Espero que gostem.
Ah! Sugiro que os blogueiros e leitores de plantão enviem suas mensagens de felicitações pelo aniversário natalício do querido bispo. Ele também é blogueiro e conta com uma equipe especial para ler todas as mensagens e comentários a ele encaminhados. O endereço do blog dele é www.domluizbergonzini.com.br

A FAMÍLIA MERECE RESPEITO


A família merece respeito
Na tarde do dia 11, quarta feira, um grupo de deputados da Frente Parlamentar Evangélica pediu por meio do deputado Antony Garotinho (PR-RJ), dentro do processo de votação do Código Florestal, uma “questão de ordem” para fazer uma manifestação contra a decisão do STF com relação à “união estável” aprovada no último dia 5 de maio pela Suprema Corte do Brasil.

O deputado Garotinho foi enfático ao dizer: -“aqui a família brasileira merece respeito e o Congresso é que faz a lei, não podemos permitir que o Congresso nacional seja atropelado pelo judiciário”. Após sua fala, todos os deputados da Frente, dentro do Plenário e em direção ao salão Verde saíram dizendo aos gritos e em coro: - “a família merece respeito e o Congresso é que faz as leis”.

Cada um deles empunhava cartazes com as frases: “A Casa Legisladora é o Congresso Nacional” e “STF atropela Congresso Nacional“. Para o deputado federal Paulo Freire (PR-SP), que tem base eleitoral em Campinas, a decisão do Supremo Tribunal Federal que julgou nos dias 4 e 5 de maio, a “união estável” entre pessoas do mesmo sexo é um absurdo.

O deputado concorda com alguns doutrinadores que mostram os avanços da Constituição Federal de 1988 que já representou uma inovação na forma de se compreender uma constituição familiar, agora não necessariamente proveniente de um casamento formal, mas fruto de uma “união estável”, entre um homem e uma mulher, como entidade familiar protegida pelo Estado, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento (artigo 226, § 3º).

Desta forma, resume o deputado Paulo Freire: - “a união estável abrange única e exclusivamente, pessoas de sexo distinto. A não ser que se reformasse a Constituição, não existe união estável fora da configuração homem e mulher. Com a decisão ocorrida nos dias 4 e 5, o STF feriu regras elementares da coerência lógica e o bom senso”.

O deputado lembrou ainda o comentário do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz quando diz: - “O Estado brasileiro perdeu toda a segurança jurídica. Se a Suprema Corte reserva a si o direito não só de legislar (o que já seria um abuso), mas até de reformar a Constituição, mudando o sentido óbvio do texto em favor de uma ideologia, todo sistema jurídico passa a se fundar sobre a areia movediça”. “Nós da Frente Parlamentar Evangélica e outros deputados dos mais diferentes partidos já estamos nos organizando para apresentarmos legislação específica para coibir o abuso praticado pelo STF”, declarou o deputado Paulo Freire.

Fonte: Deputado Paulo Freire

Inglaterra - Pesquisa comprova que fé em Deus é inerente ao ser humano


Uma pesquisa conduzida por dois acadêmicos da Universidade de Oxford, Inglaterra, intitulada “Projeto de Cognição, Religião e Teologia” teve o custo recorde de 1,9 milhão de libras esterlinas. Sua conclusão final é que o pensamento humano está “enraizado” em conceitos religiosos.

O projeto envolveu ao todo 57 eruditos, oriundos de 20 países, que lecionam disciplinas como Antropologia, Psicologia e Filosofia. A investigação se propunha a descobrir se a crença em divindades e na vida depois da morte são conceitos aprendidos ao longo da vida ou são inerentes ao ser humano.

Segundo o professor Roger Trigg, um dos diretores do projeto, nossa tendência natural é “ver um propósito neste mundo… nós procuramos um sentido. Pensamos que existe algo mais, mesmo que não consigamos vê-lo… Tudo isso tende a gerar em nós uma forma religiosa de pensar”. Para ele, a pesquisa mostrou que religião “não é apenas algo que algumas poucas pessoas fazem no domingo em vez de ir jogar golfe… Reunimos várias evidências que sugerem que a religião é um aspecto comum da natureza humana, presente em diferentes sociedades. Isto sugere que as tentativas de suprimir a religião tendem a ter vida curta, uma vez que o pensamento humano parece estar enraizado em conceitos religiosos, como a existência de deuses ou agentes sobrenaturais, a possibilidade de vida após a morte, e de algo anterior a essa”.

O doutor Trigg destaca ainda que, curiosamente, as pessoas que vivem nas cidades de países mais desenvolvidos, são menos propensas a serem religiosas do que as que vivem no campo ou em áreas economicamente menos desenvolvidas.

Realizado em Oxford, um dos estudos conduzidos pela equipe concluiu que crianças com menos de cinco anos de idade são mais propensas a crer em situações “sobrenaturais”, do que a entender as limitações dos seres humanos. Nesse experimento, perguntava-se às crianças se as mães delas sabiam que objeto estava guardado em uma caixa fechada. Crianças de três anos de idade acreditavam que suas mães e Deus sempre sabiam qual era o conteúdo, mas a partir dos quatro as crianças começavam a entender que suas mães não eram oniscientes.

Outro estudo feito na China mostrou que pessoas de diferentes culturas creem instintivamente que alguma parte de sua mente, alma ou espírito sobrevive de alguma forma após a morte.

O diretor do projeto, Dr. Justin Barret, do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, afirma que a fé é um fenômeno que subsiste nas diversas culturas do mundo porque as pessoas que compartilham os laços da religião “são mais propensas a cooperar com a sociedade”.

Ele faz questão de enfatizar que “o projeto não se dispôs a provar que Deus ou deuses existem”. O doutor Trigg entende ainda que “tanto ateus quanto as pessoas religiosas podem utilizar o estudo para defender seu ponto de vista”. “Richard Dawkins aceitaria nossas conclusões e diria que temos de evoluir para sair disso. Mas as pessoas de fé podem argumentar que a universalidade do sentimento religioso serve ao propósito de Deus. Se existe um Deus, então ele teria nos dado inclinações para procurá-lo”, conclui.

Os eruditos de Oxford acreditam fortemente que a religião não vai se enfraquecer, como muitos especulam.

Fonte: GuiaMe - 16,05,2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Kit anti-homofobia vai chegar a 6.000 escolas públicas no 2º semestre


Material contra preconceito tem vídeos polêmicos sobre travestis e homossexualidade
O governo federal planeja distribuir, já no segundo semestre, o kit escolar para combater a violência contra gays. Chamado de Escola sem Homofobia, o kit será enviado para 6.000 escolas públicas do país.
Dirigido a professores e alunos do ensino médio, em geral com 14 a 18 anos, o material contém vídeos polêmicos, que tratam de transsexualidade, bissexualidade e de namoro gay e lésbico.
O objetivo do kit é ensinar os estudantes a aceitarem as diferenças e evitar agressões e perseguições a colegas que assumem a homossexualidade.
O assunto virou foco de polêmica no Congresso Nacional, depois que deputados contrários ao material o apelidaram de “kit gay”, argumentando que ele estimularia a prática homossexual entre os adolescentes.
Como é o kit
Além de cinco vídeos em DVD, o kit anti-homofobia inclui um caderno com orientações para professores, uma carta para o diretor da escola, cartazes de divulgação nos murais do colégio e seis boletins para distribuição aos alunos em sala de aula.
A ideia é que o material sirva como guia para discussões sobre as diferenças de sexo, a discriminação contra mulheres e gays e a descoberta da sexualidade na adolescência.
O kit é em boa parte desconhecido. Há pelo menos um ano, ele vem sendo estudado pelo MEC (Ministério da Educação), que pode fazer mudanças no formato. O material é mantido em sigilo pelo receio de um impacto negativo antes da entrega às escolas.
Em contato com o ministério, o R7 não obteve acesso ao conteúdo do material impresso, sob a justificativa de ele ainda estar  “em análise” por um grupo de trabalho. Na internet a reportagem encontrou cinco vídeos.
Três dos vídeos estão em versão completa na internet. Todas as histórias se passam em uma escola.
Veja abaixo:
Torpedo, sobre um casal de meninas.
Probabilidade, sobre um garoto que gosta de meninos e meninas;
Encontrando Bianca, sobre um rapaz que se descobre travesti;

No site da Ecos, ONG responsável pela produção, há trailers para download de outros dois vídeos, mais antigos. Um deles é o desenho animado Medo de Quê?, sobre um menino que percebe estar apaixonado por um colega; e Boneca na Mochila, em que uma mãe descobre que o filho gosta do brinquedo.

Todo o material foi projetado pela ONG, sediada em São Paulo, que também negou o envio da parte impressa e do restante dos vídeos. Em conversa com a reportagem, a diretora da entidade, Lena Franco, uma das autoras, descreveu o teor.
- [O material] diz como a heterossexualidade foi imposta como norma, que é imposta e as pessoas têm que aceitar. Conta a história do movimento LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros] e a história dos direitos humanos.
Para além da questão gay
Cada edição do boletim do kit Escola sem Homofobia, voltado para os alunos, traz um tema diferente e  que vai além do conceito sobre diversidade sexual. Tratam de amor, mas também questões sexuais, como masturbação. Também falam de família, violência sexual e doméstica e prevenção à AIDS, entre outros.
No site, a apresentação do caderno que será distribuído no kit diz que ele “possibilita aos profissionais avaliar e rever sua visão em relação à homossexualidade e à própria sexualidade dos jovens”. O caderno está esgotado.
A reportagem apurou que só a confecção do kit custou R$ 743 mil. O dinheiro é parte de uma emenda parlamentar aprovada em 2008 no valor total de R$ 1,9 milhão, que financiou ainda uma pesquisa nacional sobre homofobia nas escolas e cinco seminários.
Como ainda não começou, a impressão e distribuição do kit anti-homofobia ainda têm custo desconhecido, mas também deve ser bancado com dinheiro público.
Reação
Enquanto o Ministério da Educação se fecha sobre o assunto, um grupo de deputados, liderados pelo polêmico Jair Bolsonaro (PP-RJ), vem buscado apoio da sociedade contra a distribuição do material.
Nesta semana, o deputado carioca deve levar aos gabinetes dos colegas 10 mil panfletos atacando o kit anti-homofobia.
- Ninguém aqui é contra o homossexual, cada um faz o que quer com seu corpo. O que não pode é levar isso para as escolas.
Contra esse tipo de argumento, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), ligado ao movimento gay, diz que o material usa a educação para inibir as agressões a alunos perseguidos nas escolas. Para o kit ganhar apoio da sociedade, é preciso esclarecer as pessoas, ressalta o parlamentar.
- O projeto valoriza a vida humana, o respeito à dignidade do outro. Se a gente pudesse apresentar para a sociedade os danos causados pelo bullying, se pudesse ter acesso a todos os crimes praticados, lesões corporais, violência, ela [a sociedade] não iria ser contra, porque estaria protegendo os seus próprios filhos.
Nas últimas semanas, duas comissões rejeitaram a convocação do ministro da Educação, Fernando Haddad, para falar sobre o kit na Câmara Federal.

terça-feira, 17 de maio de 2011

As Barbies lésbicas e os dois Kens na banheira. Ou: Professor de “homocultura” quer “desnaturalizar a heterossexualidade” e revela real objetivo do “kit gay” nas escolas


17/05/2011
 às 6:03
Barbies ideais para o pré-primário não-heteronarmativo: Barbie com Barbie
Bonecas adequadas à pré-escola não-heteronarmativo: Barbie com Barbie
Então… Aí o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), com aquele seu estilo muito característico, diz que a militância gay  quer ensinar “gayzismo” para as crianças, e os progressistas ficam todos arrepiados, acusando-o de “reducionista”, “reacionário”, sei lá o quê. Nota à margem: militante gay é tão sinônimo dos “homossexual” quanto um sindicalista da CUT é sinônimo de trabalhador, e chefão do MST, de homem do campo. Entenderam?
A Folha de hoje traz um artigo espantoso, escrito por um certo “Leandro Colling”, identificado como “professor da Universidade Federal da Bahia, presidente da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura e membro do Conselho Nacional LGBT”. Será professor de quê?
Leandro deixa claro o seu propósito: ele não quer apenas a afirmação das “identidades” sexuais “LGBTTs”, WXYZ, XPTO… Nada disso! Ele também quer “problematizar” as demais identidades, compreenderam? Em particular, seu texto deixa claro, ele quer “problematizar a heterossexualidade” para discutir a “heteronormatividade”. Ele acha que os heterossexuais vivem na “zona de conforto”. Certo! Leandro é do tipo que acredita que ninguém pode estar em paz com a sua sexualidade, especialmente se for hétero… Santo Deus!
Numa manifestação de rara estupidez, fornecendo munição, inclusive, para a homofobia, escreve, contrariado a hitória, a psicanálise, a psicologia, a biologia, a sociologia, a Lei da Evolução…
“Ela [heterossexualidade] é a única orientação que todos devem ter. E nós não temos possibilidade de escolha, pois a heterossexualidade é compulsória. Desde o momento da identificação do sexo do feto, ainda na barriga da mãe, todas as normas sexuais e de gêneros passam a operar sobre o futuro bebê. Ao menor sinal de que a criança não segue as normas, os responsáveis por vigiar os padrões que construímos historicamente, em especial a partir do final do século 18, agem com violência verbal e/ou física. A violência homofóbica sofrida por LGBTTTs é a prova de que a heterossexualidade não é algo normal e/ou natural. Se assim o fosse, todos seríamos heterossexuais. Mas, como a vida nos mostra, nem todos seguem as normas.”
Se bem entendi, as grávidas também terão de ser vigiadas. Tão logo o ultrassom aponte o sexo do bebê, os pais dos meninos comprarão roupinha cor-de-rosa para contestar a “heteronormatividade”, e os das meninas, azul. Assim que o Júnior nascer (o nome será proibido), ganha uma boneca, que não será “heteronormativa” nem “louronormativa”. Que tal uma cafuza ou mameluca, vestida com as roupas do Ken? Num raciocínio de rara delinqüência intelectual, ele conclui que, se a heterossexualidade fosse normal e/ou natural, não haveria homossexuais… E ele é professor universitário!!! É… Nas outras espécies animais, não se debate outra coisa: como acabar com a heteronormatividade dos cães, dos golfinhos, dos gatos e  dos pica-paus…
Em vez de futebol heternormativo, os infates podem brincar com o Ken, na banheira com o Ken. O ministério de Fernando Haddad deveria distribuir as bonecas no jardim da infância
Em vez de futebol heternormativo, os meninos brincarão de luta de "Kens" na banheira. Bonecos para o Jardim II...
Kit gayÉ o militante quem confessa, com todas as letras, qual é o objetivo do kit gay preparado pelo MEC:
“Precisamos desenvolver, simultaneamente, estratégias que lidam mais diretamente com o campo da cultura, a exemplo de ações nas escolas, na mídia e nas artes.
O projeto Escola sem Homofobia, assim, não correria o risco de apenas interessar a professores/as e alunos/as LGBTTTs.”
Entenderam? O kit gay é mesmo para patrulhar as crianças que correm “o risco” de cair na “heternormatividade”… A “vitória” no STF foi só o primeiro passo. O segundo é aprovar a chamada a lei que criminaliza a homofobia, fazendo da “questão de gênero” um tema de polícia. E a terceira é levar o proselitismo “homoafetivo” para as escolas. Colling deixa claro: não é para provar que todos somos iguais perante a lei: é para tirar os heterossexuais da “zona do conforto”. Como poderia dizer o ministro Ayres Britto, ele acha que os héteros ainda pensaram suficientemente o seu “regalo”, o seu “bônus”, o seu “plus a mais”…
Agora estou entendendo melhor aquele livro aprovado pelo MEC! A lingua portuguesa considerada culta é a heteronrmatividade da gramática, entenderam? Agora só falta acabar com a aritmético-normatividade, a geométrico-normatividade e a científico-narmatividade.
Está tudo aí, senhores parlamentares! Decidam!
Segue o artigo
Por favor, comentem com o bom senso e a sabedoria que faltam ao tal Colling. O problema desse rapaz não é ser gay, é óbvio! Seu problema é ser, antes de qualquer outra coisa, muito pouco inteligente e muito pouco informado a respeito das coisas sobre as quais escreve. Em outros tempos, consideraria  espantoso o fato de ele ser professor universitário. Hoje em dia, acho até muito explicável.
*
O Dia de Combate à Homofobia, 17 de maio, é uma boa data para repensarmos as estratégias que utilizamos para desconstruir os argumentos dos homofóbicos.
As políticas de afirmação identitária, utilizadas para atacar as opressões contra LGBTTTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), negros e mulheres, para citar apenas alguns grupos, surtiram efeito e por causa delas podemos comemorar algumas conquistas. Mas, ao mesmo tempo, essas políticas são limitadas em alguns aspectos.
Além de afirmar as identidades dos segmentos que representamos, também precisamos problematizar as demais identidades. Por exemplo: LGBTTTs podem, se assim desejarem, problematizar a identidade dos heterossexuais, demonstrando o quanto ela também é uma construção, ou melhor, uma imposição sobre todos.
Assim, em vez de pensarmos que as nossas identidades são naturais, no sentido de que nascemos com elas, iremos verificar que nenhuma identidade é natural, que todos resultamos de construções culturais.
Dessa maneira, a “comunidade” LGBTTT passaria a falar não apenas de si e para si, mas interpelaria mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto em relação às suas identidades sexuais e de gêneros (aliás, bem diversas entre si).
Para boa parte dos heterossexuais, apenas LGBTTTs têm uma sexualidade construída e problemática, e o que eles/as dizem não tem nada a ver com as suas vidas.
É a inversão dessa lógica que falta fazermos para chamar os heterossexuais para o debate, para que eles percebam que não são tão normais quanto dizem ser.
Ou seja: para combater a homofobia, precisamos denunciar o quanto a heterossexualidade não é uma entre as possíveis orientações sexuais que uma pessoa pode ter.
Ela é a única orientação que todos devem ter. E nós não temos possibilidade de escolha, pois a heterossexualidade é compulsória.
Desde o momento da identificação do sexo do feto, ainda na barriga da mãe, todas as normas sexuais e de gêneros passam a operar sobre o futuro bebê. Ao menor sinal de que a criança não segue as normas, os responsáveis por vigiar os padrões que construímos historicamente, em especial a partir do final do século 18, agem com violência verbal e/ou física.
A violência homofóbica sofrida por LGBTTTs é a prova de que a heterossexualidade não é algo normal e/ou natural. Se assim o fosse, todos seríamos heterossexuais. Mas, como a vida nos mostra, nem todos seguem as normas.
Para executar estratégias políticas que denunciem o quanto a heterossexualidade é compulsória, e de como ela produziu a heteronormatividade (que incide também sobre LGBTTTs que, mesmo não tendo práticas sexuais heterossexuais, se comportam como e aspiram o modelo de vida heterossexual), não podemos apostar apenas em marcos legais e institucionais.
Precisamos desenvolver, simultaneamente, estratégias que lidam mais diretamente com o campo da cultura, a exemplo de ações nas escolas, na mídia e nas artes.
O projeto Escola sem Homofobia, assim, não correria o risco de apenas interessar a professores/as e alunos/as LGBTTTs. Nesse processo, comunicadores e artistas também poderiam servir como excelentes sensibilizadores para que tenhamos uma sociedade que realmente respeita a diversidade. E a festeja como uma das grandes riquezas da humanidade.
Por Reinaldo Azevedo