segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bento XVI concede Bênção Apostólica para Dom Luiz Bergonzini e toda a Comunidade Diocesana de Guarulhos


Por carta, Sua Santidade o Papa Bento XVI  concede  Bênção Apostólica para o Dom Luiz Bergonzini  e para toda a Comunidade Diocesana de Guarulhos



Comunicado e Convite para Missa de Aniversário Episcopal e de Ação de Graças na Catedral N,S. Conceição

Comunicamos que, em razão da realização da 49a. Assembleia dos Bispos do Brasil, em Aparecida, deixaremos de postar temporariamente no blog.

Convidamos todos os diocesanos para a Missa de Aniversário e de Ação de Graças pelos 19 anos de meu episcopado em Guarulhos.


A Missa será realizada no dia 15 de maio, às 15:00 horas,  na Catedral Nossa Senhora da Conceição, na Praça Tereza Cristina, n, 01,  no Centro de Guarulhos.

Será uma tarde de muita alegria para mim, pois nesses anos de convívio com os católicos diocesanos tivemos um enorme crescimento pastoral.

Embora eu seja obrigado, pelo Código de Direito Canônico,  a colocar a Diocese à disposição do PaSalvopa Bento XVI,  enquanto ele não indicar outro Bispo, eu continuarei meu sacerdócio em Guarulhos com muita alegria.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

49a. Assembléia Geral dos Bispos do Brasil


Contagem regressiva para a 49º Assembleia dos Bispos em Aparecida

Data: 27.04.2011 | -  A vocação do Santuário Nacional é acolher e evangelizar. Por isso, Aparecida, coração católico do Brasil, foi a cidade escolhida pelos bispos para presidir a 49º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Casa da Mãe, com o apoio da Família Campanha dos Devotos, está empenhada nos trabalhos para acolher cerca de 400 bispos a partir do dia 04 de maio.
 Nesta manhã, Jéssica Fernandes entrevistou Pe. Luiz Cláudio, direto do Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, para transmissão ao vivo pelo programa Bem-Vindo Romeiro, para apresentar toda a estrutura montada para realização da 49º Assembleia Geral dos bispos.
 Durante o link ao vivo, a equipe da CNBB fazia vistoria no local para os últimos detalhes.
 Os bispos serão bem acolhidos, ficarão hospedados no Seminário Bom Jesus onde o Santo Papa Bento XVI esteve em 2007 e também em outros quatro hotéis de Aparecida.
O encontro dos bispos será realizado no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho e Almeida, que dispõe de infraestrutura completa para os trabalhos dos bispos.
Excepcionalmente durante a Assembleia, que acontece nos dias 4 e 7 de maio e 9 e 13 de maio, a Missa de Aparecida, das 9h, serão realizadas às 7:30 e transmitidas pela Rede Aparecida de Comunicação.
 Além da infraestrutura preparada pelo Santuário como: secretaria de pastoral, assessoria de imprensa, ampla recepção, ambulatório, segurança e entre outros, a CNBB também disponibilizará aos bispos: estandes com livrarias, paramentos,  papelarias (cópias e impressões) e entre outros.
 Pe. Luiz Cláudio afirmou  que é com muito orgulho e alegria que o Santuário Nacional acolhe a CNBB e os bispos. “Espero que todos saiam com o coração renovado e esperançosos para que caminhem com seus trabalhos como pastores e discípulos de Cristo Jesus”.
 Os devotos poderão acompanhar  a cobertura completa da 49º Assembleia Geral dos Bispos em Aparecida pela Rede Aparecida de Comunicação e pelo Portal A12.com.

domingo, 1 de maio de 2011

Ver pornografia infantil será classificado como delito na Rússia


Moscou, 28 abr (EFE).- Olhar ou possuir pornografia infantil será classificado em breve como delito na Rússia, informou nesta quinta-feira o chefe do Comitê de Investigação da Promotoria russa, Aleksandr Bastrikin.
"O Convênio do Conselho da Europa pede a Rússia que determine juridicamente o conceito de 'pornografia infantil' e que introduza responsabilidade penal para os que têm ou recebem" esses conteúdos, explicou Bastrikin.
O funcionário fez as afirmações durante uma reunião da Câmara social russa dedicada à luta contra a exploração sexual de menores.
Bastrikin destacou que no Código Penal da Rússia deverão figurar penas e sanções para quem faz downloads ou vê pornografia infantil.
A Rússia integra junto com a Colômbia, México, Paraguai, Filipinas, Tailândia e Ucrânia o lista dos países onde se usa menores para produzir pornografia em imagens, pelos estudos elaborados pelo Departamento de Trabalho dos EUA. EFE
Fonte: EFE    efe.com, Atualizado: 28/4/2011 15:26

O nazismo volta à tona: Abortistas querem decidir quem merece nascer

Luís Felipe Escocard
29.04.2011 - Era costume dos povos pagãos e primitivos, como os celtas e os espartanos, matar as crianças deficientes ou gravemente enfermas e deixar viver as mais capazes.
Também várias tribos indígenas na América do Sul, como os suruarrás, os camaiurás e os ianomâmis, ainda hoje praticam o infanticídio de deficientes, com a complacência de antropólogos e da FUNAI, que os isolam nas enormes extensões de reservas indígenas (1).
Com o advento da civilização influenciada pelo cristianismo, essa prática se extinguiu ou ficou restrita aos povos não inculturados.
No entanto, no séc. XIX, o inglês Francis Galton (influenciado pelo seu controvertido primo, Charles Darwin) cunhou o termo “eugenia”, que definiu como sendo “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”(2). Ou seja, melhoria racial.
A eugenia mostrou a sua faceta mais assustadora em pleno séc. XX, com o advento do nazismo, regime que em matéria de crueldade e sanguinolência perde apenas para o comunismo. No entanto, a civilização parece não ter aprendido com seus próprios erros e traços de eugenia encontram-se disseminados nos vários campos da cultura humana, e no Brasil, inclusive, apresenta-se indiscutivelmente com a defesa do aborto de anencéfalos e outros deficientes.
Thomaz Gollop, médico da USP, defensor do aborto de anencéfalos, em artigo conjunto com 4 outros médicos, intitulado “Higroma Cístico em Feto 45,X” (3), noticia que se deparou com um problema de síndrome de Turner em uma gravidez de 11 semanas. O que fez?
“Discutimos com o casal, em minucioso aconselhamento genético, quais as implicações da síndrome de Turner em todas as fases do desenvolvimento de um ser humano. O casal decidiu interromper a gravidez.”
Obviamente é possível vislumbrar que tipo de “discussão” foi essa, provinda de um médico aderente de tão nefanda ideologia: o casal poderia optar por qualquer coisa, desde que abortasse.
É de se observar esse tipo de gravidez não punha em risco de vida a mulher e a doença não torna a criança incompatível com a vida nem causa nenhum tipo de retardo mental.
Além do mais esta forma de aborto não é tolerada pelo Código Penal (portanto, é crime), assim como é crime incitar a prática de ato criminoso (art.286 do referido código), com pena de detenção e multa.
Antes de louvarem o diagnóstico pré-natal precoce, por contribuir na “facilitação do processo de decisão dos casais”, os próprios médicos admitiram não ser uma doença, como a anencefalia, que fatalmente leva à morte: “A dificuldade prende-se ao fato dessas crianças [portadoras da síndrome de Turner] não terem retardo mental e serem perfeitamente viáveis, estando a maior limitação restrita ao desenvolvimento estatural, aos órgãos genitais internos e externos e à incapacidade reprodutiva.”
A campanha abortista concentra-se sobretudo nos casos de anencefalia, mas, como vimos, seus propugnadores vão mais além. Ou seja, sem nenhum disfarce, promovem uma seleção de quem deve ou não nascer, de acordo com a boa saúde ou não. Atualmente fala-se claramente no termo Interrupção Seletiva da Gravidez (ISG).
A responsável pelo suporte técnico da ADPF 54 – que propugna o aborto de fetos anencéfalos – é a associação civil ANIS, uma das protagonistas do lobby abortista e financiada por organismos internacionais de defesa do aborto, como as fundações Ford e MacArthur (4). Um de seus integrantes, Débora Diniz, antropóloga, em artigo intitulado “Aborto Seletivo no Brasil e os Alvarás Judiciais”, verdadeiramente assusta, ao dizer que “o feto anencéfalo [é] a representação do subumano por excelência.
Os subumanos são aqueles que, de acordo com Débora, “segundo o sentido dicionarizado do termo, se encontram aquém do nível do humano. [...] Os fetos anencéfalos são, assim, alguns dentre os subumanos – os que não atingiram o patamar mínimo de desenvolvimento biológico exigido para a entrada na humanitude – aos quais a discussão da ISG vem ao encontro.”
E vai mais além, indicando nascituros com outros tipos de doenças, além da anencefalia, passíveis de serem abortados: “a idéia de vida [...] não é apenas a que diz respeito à integridade biológica. Por trás desta, existe uma expectativa de vida muito mais ampla e é exatamente isto o que une um feto anencéfalo a um feto portador de trissomia do cromossomo vinte e um e até a fetos com ausências de membros distais [!] como potenciais alvos da ISG.”
Membro distal é “a região, de um órgão ou membro, que está mais afastada da origem deste órgão ou membro” (5). Ou seja, até nascituros sem os dedos dos pés ou das mãos, estariam também sujeitos à aborto.
Diante dessas evidências, impossível não fazer uma co-relação com a ideologia nacional-socialista.
1 – COUTINHO, Leonardo. Crimes na floresta. Veja, São Paulo, nº 2021, p. 106, 15-08-2007.
2- http://www.ufrgs.br/bioetica/eugenia.htm
3- Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, março/1995, vol.17, nº2.
4- O financiamento está abertamente divulgado no site da ANIS
5- http://pt.wikipedia.org/wiki/Distal
Fonte: IPCO - http://www.ipco.org.br

Amigo inseparável de JPII fala sobre os 40 anos ao lado do Papa


Leonardo Meira
Da Redação - Canção Nova


Stanislaw Dziwisz e João Paulo II
Foram quase 40 anos de estreita convivência com João Paulo II (Karol Wojtyla) - 12 em Cracóvia, na Polônia, e mais 27 em Roma, na Itália.

Stanislaw Dziwisz queria que os últimos momentos ao lado do Papa durassem até o infinito: "Era a última vez que eu via seu rosto... Sim, é claro, depois eu o reveria tantas outras vezes, a cada hora, cada dia. Eu o reveria com os olhos da fé. E naturalmente o reveria com os olhos do coração, da memória. Assim como continuaria a sentir sua presença, mesmo se de uma maneira diferente daquela à qual estava habituado. Por sorte, me vieram ajudar aquelas palavras: 'Meu Deus, que o rosto dele veja agora Teu rosto paterno, que o rosto dele que nos foi subtraído contemple a Tua beleza'".

Dziwisz foi nada mais, nada menos que o secretário particular do Bispo de Roma durante seus quase 27 anos de pontificado. Mais que assessorar a agenda e compromissos, Dziwisz teve a chance de partilhar a vida com seu conterrâneo polonês, que deu nova envergadura ao papel da Igreja no alvorecer do terceiro milênio. Hoje, Dziwisz é o Cardeal Arcebispo de Cracóvia, ocupando a sede que já foi de responsabilidade do amigo Wojtyla.

A amizade entre os dois é relatada no livro Uma vida com Karol, que recolhe as memórias do secretário e foi lançado no Brasil pela Editora Objetiva. Uma comunhão de almas que começou muitos anos atrás, em terras polonesas, mais precisamente em 8 de outubro de 1966.


Naquela data, o então Arcebispo de Cracóvia, Dom Wojtyla, convocou o jovem sacerdote Stanislaw para ir até o Arcebispado. Com 27 anos, Dziwisz ouviu da boca do pastor da Arquidiocese o convite para ser seu secretário particular:

"Logo que cheguei à sua presença, o arcebispo me olhou fixamente e me disse: 'Virá ficar comigo. Aqui poderá prosseguir os estudos e me ajudará'. Perguntei: 'Quando?'. Respondeu-me: 'Pode vir hoje'. Virou-se na direção da janela e se deu conta de que já era noite: 'Vá até o conselheiro para que ele lhe mostre as acomodações'. E eu: 'Venho amanhã'. Olhou-me sair um pouco curioso, mas percebi que sorria".


A vida com Karol

Stanislaw recorda que o Bispo Wojtyla nunca perdia tempo quando saía para uma visita pastoral em alguma paróquia ou celebração em alguma igreja. No caminho, sempre rezava e meditava. Durante as celebrações das Santas Missas, também procurava evitar ao máximo celebrar sozinho: "Queria ser fiel ao princípio de que a Eucaristia não é celebrada exclusivamente pelo sacerdote, mas junto com o povo de Deus que dela participa: por Cristo e com Cristo", narra o Cardeal Dziwisz.

Ainda quando padre, em meados dos anos 1950, Wojtyla reunia um grupo de universitários do qual era chefe e guia espiritual, mesmo com todos os riscos implicados pelo rígido controle e espionagem comunista. "Era o famoso 'apostolado da excursão', e para não ser notado pela Segurança, vestia roupas civis, e os jovens o chamavam de 'Wujek', tio", conta Stanislaw.

Também durante o período do Concílio Vaticano II o então padre Dziwisz esteve próximo de Wojtyla, que teve especial participação na estruturação da Constituição Pastoral Gaudium et Spes - sobre a Igreja no mundo atual

À frente da Arquidiocese de Cracóvia, Wojtyla não se poupou a comprar briga com os comunistas. Esses acusaram-no de antipatriótico, devido ao respaldo que deu a uma carta enviada pelo episcopado polonês aos bispos alemães, pedindo o perdão recíproco para se curarem as feridas ainda oriundas da II Guerra Mundial.

Em 1966, durante as cerimônias da grande festa do Milênio, que celebraram o milenar aniversário do "batismo" da Polônia - na pessoa do rei Mieszko I - e da fundação do Estado Nacional, os comunistas também não cederam: buscaram atrapalhar de todas as formas possíveis as celebrações e ofuscar a data através da implantação de outras comemorações.

Também houve a tentativa de implantar intrigas entre Wojtyla e o Primaz da Polônia, o Arcebispo de Varsóvia, Cardeal Stefan Wyszyński, apesar de ambos serem grandes amigos e parceiros na luta por ressaltar as raízes cristãs daquele país europeu. 


Arquivo
"Chorávamos. Como se podia não chorar? Eram, ao mesmo tempo, lágrimas de dor e de alegria", conta
O dia da morte

Para além de todos os acontecimentos históricos, Dziwisz revela um coração agradecido a Deus pela graça de ter podido conviver com uma das maiores personalidades de todos os tempos. É com emoção que relembra a noite de 2 de abril de 2005, quando João Paulo II morreu:

Chorávamos. Como se podia não chorar? Eram, ao mesmo tempo, lágrimas de dor e de alegria. E foi então que se acenderam todas as luzes da casa... Depois não lembro mais. Era como se tivesse descido repentinamente a escuridão. A escuridão acima de mim, dentro de mim.

Sabia bem o que acontecera, mas era como se, depois, não conseguisse aceitar. Ou não conseguisse entender. Colocava-me nas mãos do Senhor, mas quando pensava ter acalmado o coração, voltava a escuridão. Até que chegou o momento da despedida.

Havia toda aquela gente. Todas aquelas pessoas importantes vindas de longe. Mas, principalmente, havia o seu povo. Havia os seus jovens. Havia aquelas escritas, tão significativas e tão impacientes. Na Praça de São Pedro havia uma grande luz. E agora também havia luz dentro de mim.

Concluindo a homilia, o Cardeal Ratzinger fez aquela referência à janela e disse que com certeza ele estava lá, nos vendo, nos abençoando. Eu também me virei, não pude evitar, mas não consegui olhar para cima

No final, quando chegaram à entrada da basílica, os que carregavam o caixão o giraram lentamente. Como se para lhe permitir um último olhar em direção à sua praça. A despedida definitiva dos homens, do mundo.

Mas também de mim? Não, de mim não. Naquele momento, não pensei em mim. Vivi-o junto com todos os outros. E todos estavam abalados, perturbados. Mas, para mim, foi algo que nunca poderei esquecer.

Nesse ínterim, o cortejo estava entrando na basílica, tinham de levar o caixão até a tumba. E então, justamente então, comecei a pensar...

Agora, na hora da morte, ele foi sozinho. Sempre o acompanhei, mas daqui ele partiu sozinho. E o fato de não poder acompanhá-lo me tocou muito. Sem dúvida, ele não nos abandonou. Sentimos sua presença, e também as tantas graças conseguidas através dele. E, afinal, eu o acompanhei até este ponto da Igreja.

Mas, a partir daqui, foi sozinho.



Quem é Stanislaw?

Stanislaw nasceu no ano de 1939, em Raba Wyzna, um vilarejo aos pés da grande cadeia montanhosa da Polônia, chamada Tatra. Foi o quinto de sete filhos, cinco homens e duas mulheres. O pai, de quem herdou o nome, trabalhava como operário nas ferrovias. A mãe, Zofia, cuidava da casa e da criação dos filhos. O pai morreu quando Stanislaw não tinha ainda nove anos.

A família manteve na própria casa um judeu escondido durante a II Guerra, sob o constante risco de serem descobertos pelos alemães. A encarnação da caridade evangélica, ensinada no dia a dia da família.

Após concluir o ensino médio, entrou no seminário. O ano era 1957. E foi então que encontrou pela primeira vez o padre Karol Wojtyla, que era professor de moral. "Impressionou-me logo, acima de tudo por sua grande piedade, por sua sabedoria, pelas magníficas aulas que nos dava, mas também pela facilidade com que estabelecia contatos pessoais", testemunha Dziwisz.

Em 1958, Wojtyla é nomeado Bispo auxiliar de Cracóvia. Em 1963, o Papa Paulo VI nomeia-o Arcebispo da mesma Arquidiocese. Foi exatamente neste ano, em 23 de junho, que Stanislaw foi ordenado sacerdote pelo seu ex-professor de moral.

Em 1985, o Papa João Paulo II conferiu-lhe o título de Prelado de Sua Santidade e, em 1996, o encargo de Protonotário Apostólico. Em 7 de fevereiro de 1998, o Santo Padre nomeia-o Bispo Titular de San Leone e Prefeito Adjunto da Casa Pontifícia - foi sagrado Bispo pelo Papa em 19 de março do mesmo ano. Escolheu como lema de vida episcopal: Sursum corda! (Corações ao alto!). Em 29 de setembro de 2003 foi elevado à dignidade de Arcebispo.

Em 3 de junho de 2005, o Papa Bento XVI nomeou-o como Arcebispo Metropolitano de Cracóvia, da qual tomou posse no dia 27 de agosto de 2005, com entrada solene na Catedral de Wawel e celebrando Missa na praça central. Aos 4 de novembro de 2005, inicia em Cracóvia o processo rogatório sobre as heroicidades e sobre as virtudes do Servo de Deus João Paulo II (Karol Wojtyła). Uma das importantes decisões do novo arcebispo é a fundação em Cracóvia do Centro João Paulo II - Non abbiate paura (Não tenhais medo), que funciona junto ao Santuário da Divina Misericórdia, em Łagiewniki, na Polônia.

Foi criado cardeal por Bento XVI aos 24 de março de 2006, com o título da Igreja de Sancta Maria del Popolo. No Vaticano, é membro da Congregação para a Educação Católica e do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.

JOÃO PAULO II MAGNO


Por Hermes Rodrigues Nery  


Comunhão com o Papa João Paulo II, na Basílica de São Pedro, em Roma, na Missa do Galo,
em 24 de dezembro de 1993


Karol Wojtila, desde os tempos de padre, na Polônia dos anos 40, sempre teve uma especial afinidade com os jovens. As Jornadas Mundiais da Juventude, foram, talvez, os eventos melhor sucedidos de seu glorioso pontificado. Numa Europa extremamente secular e anti-clerical, cética, comodista, que depois do fracasso das utopias temporais (nazismo-1945; e comunismo, 1989-1991), a geração pós muro de Berlim fez a aposta na utopia do cientificismo, ancorada no relativismo moral e no permissivismo sexual. Diante do contexto de indiferentismo religioso, tão divulgado pelos institutos de pesquisa e pela grande mídia, os observadores do fenômeno Wojtila no Vaticano ficavam estupefatos quando viam milhões de jovens nas ruas das capitais européias (foram dois milhões em Roma, no Grande Jubileu, em 2000). De onde vinha o magnetismo pessoal de Wojtila que causava uma tal admiração entre os jovens? Era a pergunta que se fazia.



Fui feliz por ter tido a graça de ser um desses milhões de jovens tocados pela força do papa polonês. Ele foi a principal liderança da minha geração (a geração pós-Concílio Vaticano II; pois nasci em 1965, bem no ano em que se encerrou o histórico Concílio Ecumênico, corajosamente empreendido por vontade do"papa bom", João XXIII. Filho da geração dos 60, nos vimos esmagados pelo vácuo de liderança (em todos os aspectos, nas artes, na cultura, na literatura, filosofia e até mesmo na política). Uma liderança só se afirma como tal quando movida por fortes e autênticas convicções, e quando estas convicções são sustentadas por exemplos concretos da experiência profunda de quem realmente crê, espera e trabalha pelo melhor. Em termos internacionais e espirituais, Gandhi foi a última grande liderança mundial antes de Wojtila. Depois dele, só mesmo João Paulo II emergiu como a figura máxima do seu tempo, uma estrela de grandeza excepcional a fulgurar em nossos dias de valores horizontais e liliputianos. Hoje, em sua beatificação, recordo-me das palavras de Santa Teresinha: "Quero no céu, continuar fazendo o bem na terra!" Daí a explicação da presença de Wojtila na Igreja, "sinto que ele está presente", declarou o cardeal primaz da Polônia.

Em 1993, por intermédio de Dom Geraldo Majella Agnelo, conheci o papa João Paulo II. Ninguém que o conheceu pessoalmente fica a mesma pessoa. O impacto daquele encontro até hoje repercute em minha vida, porque sei que conheci naquele dia de Natal, um grande líder. A minha vida mudou a partir daquele encontro, e até hoje produz bons frutos. Foi um encontro decisivo em minha vida. E não foi apenas por ter recebido a comunhão do Santo Padre, mas especialmente por poder dizer hoje, com convicção que comungo com o pensamento do papa, com sua linha doutrinária, com aquilo que defendeu como valor de vida, e que é o que a Igreja vem anunciando em sua história bimilenar.

A força do papa evidenciou-se justamente na defesa dos pontos mais complexos na vida da Igreja atual, que vai na contra-mão da opinião pública, e que o papa não se intimidou em defender, por maior que fosse a pressão da opinião pública. Isso porque não é o Ibope quem deve determinar as diretrizes da mais antiga e mais sólida de todas as instituições humanas: a Igreja Católica Apostólica Romana, cujos papas, como Leão Magno e Gregório Magno, tornaram-se gigantes da fé, justamente em momentos de crise aguda, quando todos julgaram que a Igreja não teria mais força para ficar de pé.

Os grandes líderes deixam um legado por um tempo duradouro. João Paulo II comprovou que a Igreja, ainda hoje e sempre, tem o que dizer, que o cristianismo é perspectiva histórica perene, e a despeito de tantas dúvidas deste nosso tempo impregnado pelo relativismo cultural, o fenômeno Wojtila deu para nós, jovens desse início do terceiro milênio, a convicção de que Jesus Cristo é "ontem, hoje e sempre".