sábado, 16 de abril de 2011

Aniversário de Bento XVI


Joseph Ratzinger festeja hoje 84 anos de idade

Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia.
O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting.
Ordenou-se sacerdote em Junho de 1951; e no ano seguinte iniciou a sua vida de professor na Escola Superior de Freising. Em 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho».
Ensinou em várias universidades europeias e, a partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor.
Entre 1962 e 1965, participou no Concílio Vaticano II como «perito» e consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia.
Em 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. Escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade». Em 1981, já Cardeal, foi nomeado Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé; mas desempenhou ainda vários cargos de relevo na Cúria Romana.
Foi eleito Papa a 19 de Abril de 2005, sucedendo a João Paulo II.

Fonte: Vaticano

Continua o PT com a tentativa de calar a Igreja?



QUINTA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2011 

Durante a eleição presidencial do ano passado, o Partido dos Trabalhadores tentou silenciar os Bispos católicos que mais abertamente denunciaram os aspectos agressivos à vida dos nascituros, ao matrimonio e à família presentes no programa político e nas práticas de governo da sigla.

Agora, voltamos a sentir o sabor amargo daqueles dias. Hoje, quatro sacerdotes da Arquidiocese de Belo Horizonte foram obrigados a se apresentar nas instalações da Polícia Federal para dar esclarecimentos sobre seu suposto envolvimento na divulgação, durante o período eleitoral do ano passado, do"Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", assinado pela Presidência e pela Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB.

Seis messes depois da eleição Presidencial, quatro sacerdotes, sob acusação de crime eleitoral, são  chamados para depor. E não só isso; além dos presbíteros, todos eles da região central da capital, também recebeu intimação da Polícia Federal o Arcebispo Metropolitano Dom Walmor Oliveira de Azevedo, que respondeu por escrito.

Cabe sinalizar que membros da própria Polícia Federal se mostraram constrangidos por terem sido obrigados a dar curso ao interrogatório dos membros do clero. A acusação de crime eleitoral e a consequente demanda partiram — até onde sabemos — do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores.

Crime eleitoral?  Sob qual base?  Fundamentados em quê? 

Nem o Arcebispo, nem os quatro sacerdotes ordenaram a divulgação do "Apelo" em sua jurisdição. Mas, ainda que o tivessem feito isso, trata-se de um documento de um órgão da Conferencia Episcopal, devidamente assinado, que contém apenas a enumeração de fatos concretos. 

Então, se o Prelado e os presbíteros tivessem solicitado sua divulgação, não haveriam incorrido em delito nenhum. De fato, o Santo Padre, no seu  célebre discurso de 28 de outubro, dirigindo-se aos Prelados do Brasil, confirmou o "grave dever dos bispos de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".

Quanto à legalidade ou ilegalidade do "Apelo", em 30 de outubro do ano passado a Vice-Procuradora Geral Eleitoral Sandra Cureau apresentou um parecer que qualifica dentro dos marcos da lei o texto e divulgação do Apelo, pois, embora o material recomende votar "somente em candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto", seu conteúdo "não pode ser conceituado como propaganda eleitoral, pois não foi elaborado por candidato ou partido político".

No mesmo parecer, Cureau considera ilegal a tentativa de barrar a divulgação do "Apelo", já que isso significaria violar vários dispositivos constitucionais e da lei eleitoral que garantem a liberdade de expressão. Na época, uma liminar solicitada pelo Partido dos Trabalhadores, e concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou a apreensão de um milhão de cópias “Apelo”, solicitadas a uma empresa gráfica pela Diocese de Guarulhos. Todavia, os mesmos foram devolvidos depois do parecer da Vice-Procuradora.

Em vista desse antecedente, o que pretende então o Diretório mineiro do PT? Calar a Igreja, amedrontá-la, coagi-la, como tentou fazê-lo o Diretório Nacional durante a eleição Presidencial?  O livro dos Atos dos Apóstolos nos diz que quando Pedro e João foram chamados diante do Sinédrio, que lhes ordenou "que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus", eles corajosamente responderam "não podemos calar".

Pois bem, hoje, como ontem, a Igreja não pode se calar, e disso tivemos belos exemplos na eleição passada. Quando há Pastores corajosos dispostos a defender suas ovelhas, se for necessário com a própria vida, então os frutos são muitos, as ovelhas reconhecem o Pastor e a confiança na Igreja de Cristo se consolida.

Eleições 2010 - Papa Bento XVI aos Bispos do Nordeste 5

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5.

Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29).

O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna.

Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância.

Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74).

Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3).

Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56).

Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo?

Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.fonte: http://www.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=434525

Eleições 2010 - Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr


Pe. Paulo Ricardo com João Paulo II
Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr. | 28 Outubro 2010
Artigos – Eleições 2010
Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.
Faltando três dias para a votação do segundo turno, o acalorado debate eleitoral ganhou um interlocutor de peso: o Papa Bento XVI.
Num discurso pronunciado, nesta manhã de quinta-feira, para bispos do Nordeste – reconhecida base eleitoral do PT de Dilma Rousseff – Bento XVI condenou com clareza “os projetos políticos” que “contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto”.
Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.
É conhecida a absurda apreensão, a pedido do PT, de milhares de folhetos contendo o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto. É conhecida a denúncia do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, de que tem sido vítima de censura e perseguição por parte do PT (cf.Revista Veja). É arquiconhecida a prisão de leigos católicos que realizavam o “ato subversivo” de distribuir nas ruas o documento dos bispos de São Paulo.
O Papa convida os bispos à coragem de romper este patrulhamento e falar. Ao defender a vida das crianças no ventre das mães, os bispos não devem temer “a oposição e a impopularidade, recusando qualquer acordo e ambigüidade”.
O pronunciamento de Bento XVI ainda exorta os bispos a cumprirem “o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. E, numa clara alusão a uma das propostas do PNDH-3 do PT, se opõe à ausência “de símbolos religiosos na vida pública”.
Com seu discurso, o Papa procura evitar que o Brasil continue protagonista de um fenômeno que seria mais típico do feudalismo medieval, do que de uma suposta democracia moderna. De fato, durante a Baixa Idade Média, era comum que os posicionamentos e protestos mais decididos fossem os do Papa, enquanto os do episcopado local, mais exposto às pressões e ao poder imediato dos senhores feudais, eram como os de um cão atado à coleira. Pode até ensaiar uns latidos, mas quem passa por perto sabe que se trata de barulho inofensivo.
Ao apagar das luzes da campanha de segundo turno, o Pontífice parece preparar o terreno para que a Igreja do Brasil compreenda, sejam quais forem os resultados das eleições, que é inútil apelar para um currículo de progressos sociais e de defesas dos oprimidos do Partido dos Trabalhadores, quando seu “projeto político” está tão empenhado em eliminar os seres humanos mais fracos e indefesos no ventre das mães.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lourdes: novo milagre reconhecido pela Igreja

segunda-feira, 28 de março de 2011

Serge François era capenga, depois do milagre caminhou até Compostela (1570 Kms)
Em 12 de abril de 2002, Serge François estava sem dinheiro falando num orelhão de Lourdes para contar a sua mulher o que tinha acontecido. “Aconteceu alguma coisa, você vai ver”, insistia. A linha caiu por falta de moeda. No outro extremo da linha, Marie-Thérèse ficou na dúvida. 

Mas, no dia seguinte, na estação ferroviária de Angers, quando ela viu o marido descer do trem caminhando junto com os romeiros da peregrinação diocesana compreendeu que ele estava curado. 

Serge François, 56, como conseqüência de complicações cirúrgicas (fibrose pós-operatória) derivadas de duas cirurgias tinha uma hérnia de disco que lhe fez perder parcialmente o uso de sua perna esquerda. 

Serge Francois movia-se com grande dificuldade. Só uma injeção subcutânea de uma mistura a base de morfina lhe permitia aliviar um pouco a dor que era constante. 

Serge François, 56, pelo telefone a mulher não acreditou
Mas, diante da gruta de Lourdes, o 12 de abril de 2002, sua vida mudou. 

Em ação de graças, ele percorreu a pé, como se fazia na Idade Média, o Caminho de Santiago até Compostela, Espanha, na sua totalidade. Quer dizer 1.570 km feitos por aquele que mal conseguia se locomover!

No domingo 27 de março deste ano, no Santuário de Notre-Dame-des-Gardes, o bispo de Angers, D. Emmanuel Delmas, aliás também formado em medicina, reconheceu de “modo público” a cura notável de que foi objeto Serge Francois . 

O prelado afirmou: “Esta recuperação pode ser considerada um dom pessoal de Deus ao homem, como um evento de graça, como um sinal de Cristo Salvador. Isso ocorreu durante uma peregrinação a Lourdes, quando Serge François, depois de rezar em frente da gruta de ter ido às fontes para beber e lavar o rosto, estava saindo da área do santuário. Podemos ver nesta cura um favor especial da Virgem Maria para este homem”.

Desta maneira, o caso de Serge Francois é o sexagésimo oitavo milagre de Lourdes reconhecido canonicamente pela Igreja. 

O último reconhecimento canônico aconteceu em 2005 e envolveu a Anna Santaniello, residente em Salerno, Itália. Ver nosso post "O milagre de Anna Santaniello (67º reconhecido canonicamente)"

Antes de Anna, houve o reconhecimento em 1999 da cura de Jean-Pierre Bely (ver nosso post "O que sente um miraculado na hora do milagre?"). 

Desde as aparições da Nossa Senhora em Lourdes em 1858 a medicina, após longos e pormenorizados estudos de duas comissões independentes de médicos reconheceu mais de 7.000 casos de curas inexplicáveis desde o ponto de vista dos conhecimentos atuais da ciência. 

Jean-Pierre Bel, 66º milagre reconhecido pela Igreja

Menos de 1% desses casos foi objeto de uma declaração canônica reconhecendo-as como “milagrosas”. Só o bispo da diocese onde mora o miraculado, pode fazê-la.

Cada ano são registrados quarenta casos de milagres em Lourdes. Trata-se dos casos em que os beneficiados podem apresentar a massa de documentos exigidos para o julgamento das comissões médicas.

Serge François construiu em seu jardim uma reprodução da Gruta de Lourdes.  Ele conta com paixão como passou no momento de sua cura. Depois de rezar diante da Gruta e beber a água nas torneiras que ficam junto à gruta, ele sentiu uma “dor aguda”. Então, conta ele, “minha perna que me fez sofrer tanto e que estava sempre fria, começou a reaquecer.”

Por escrúpulo, ele acha que “ter sido ele escolhido é injusto, quando os outros sofrem”. Mas, é Nossa Senhora que dispõe, como uma rainha soberana, a quem dispensar gratuitamente suas graças.
Anna Santaniello, 67º milagre reconhecido pela Igreja

Serge François também lembra os severos exames da comissão analisadora do milagre agora reconhecido. “Eles tentaram me pegar de todos os ângulos”, conta Serge. 

Mas, os médicos tiveram que constatar objetivamente uma mudança inexplicável entre a situação de Serge antes e depois de Lourdes.

Depois foi o trabalho de convencer o bispo de Angers, diocese de residência de Serge François. 

“Para mim”, diz o bispo Delmas, “não há dúvida. Se eu falo da natureza extraordinária de cura, apontando claramente que a origem está fora do alcance de todos nós, é porque eu respeito aquilo que aconteceu e que nos supera totalmente”.

Fontes: N.S.Lourdes  -   ACI Digital

"YouCat" - Catecismo para jovens foi apresentado no Vaticano e em Portugal


“YouCat" apresentado hoje na Igreja de São João de Deus
Inserido em 13-04-2011 13:36


Livro, escrito em 11 línguas, está estruturado em quatro partes: 
Em quem cremos; 
A vida na Igreja; 
A vida em Cristo; 
e a Oração.

É simples, de fácil consulta e a pensar nos jovens. O “YouCat”, o catecismo jovem da Igreja Católica, foi apresentado de manhã no Vaticano. 
Já a versão portuguesa será divulgada ao fim da tarde na Igreja de São João de Deus, em Lisboa. Um catecismo muito apelativo, diz o padre José Carlos Nunes, Provincial dos Paulistas.

“Muito simples e de fácil acesso. Aliás houve até quem o denominasse, e muito bem, de tira dúvidas rápido sobre a fé da Igreja Católica”, diz o padre José Carlos Nunes.

O livro, escrito em 11 línguas, está estruturado em quatro partes - Em quem cremos; A vida na Igreja; A vida em Cristo; e a Oração – em forma de pergunta e resposta.

O responsável pela edição portuguesa explica que “são perguntas muito concretas e respostas igualmente pragmáticas e tem citações de mestres da fé, de grandes santos, de alguns teólogos. Tem gravuras, ilustrações muito juvenis, está cheio de fotografias de Portugal e foi adaptado à nossa realidade”.

Segundo o padre José Carlos Nunes, o “YouCat” é “de facto uma prenda que a Igreja quer deixar aos jovens”, porque, sublinha, “o esclarecimento é a primeira etapa para ultrapassar as dificuldades de várias ordens”.

A sessão de apresentação contará com a presença do Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, que escreveu o posfácio, de Marcelo Rebelo de Sousa e do padre Pablo Lima, director do Departamento Nacional de Pastoral Juvenil.

Apelos da Quaresma (Dom Walmor Oliveira de Azevedo)



Dom Walmor 
Os apelos da Quaresma, tempo precioso que a Igreja Católica, por quarenta dias, consagra como preparação para a Páscoa do Senhor, ecoam na consciência dos cristãos, homens e mulheres. Ecoa porque o núcleo mais importante de cada pessoa é a própria consciência, problema que é um fenômeno central de nosso tempo, como também é central na reflexão moral cristã. O contexto contemporâneo está na fase de reconhecimento e valorização, cada vez mais nítida, da responsabilização da pessoa e do caráter originário de sua consciência.


Já é distante a fase na qual houve a exaltação unilateral da lei objetiva -da polis e do jus do Estado romano -, passando pela consideração estóica da consciência como seu eco e reflexo, até a responsabilização de cada pessoa considerando-se a essencialidade de sua consciência, condição determinante na vivência da dignidade e responsabilidade ao estruturar-se como cidadão. Estas referências são suficientes para concluir que os apelos da Quaresma, por configuração própria de sua significação ética e moral, e garantia da sustentabilidade do que é próprio da consciência, podem e devem ecoar no coração dos cristãos. Bem como, no de toda e qualquer pessoa, como ajuda indispensável para correção, acertos e manutenção do que é a sua mais importante referência de sustento: a consciência, com sua moralidade e princípios que a mantêm com integridade. 
O evangelista Marcos, no capítulo sete do seu Evangelho, narra com maestria inigualável, de maneira direta, simples e muito eficaz, como Jesus - o cordeiro pascal imolado na grande festa da redenção, a Páscoa -, ensina aos seus discípulos esse importante e básico entendimento moral, disciplinar e comportamental. Depois de falar à multidão, já a sós com os discípulos, em casa, enquanto lhe faziam perguntas sobre os ensinamentos de suas parábolas, por ter dito que o que sai da pessoa é que a torna impura, esclareceu: “Também vós não entendeis? Não compreendeis que nada que de fora entra na pessoa a torna impura, porque não entra no seu coração, mas no estômago, e vai para a fossa?” Assim Jesus declarou puro todo alimento. E acrescentou: “O que sai da pessoa é que a torna impura. Pois é de dentro, do coração humano, que saem as más intenções: imoralidade sexual, roubos, homicídios, adultérios, ambições desmedidas, perversidades, fraude, devassidão, inveja, calúnia, orgulho e insensatez. Todas essas coisas saem de dentro e são elas que tornam alguém impuro”. 
O coração é a consciência da pessoa. Aí é que está o sustento ou a derrocada de suas opções, comportamentos e compromissos éticos e cidadãos. Tendo um coração, uma consciência, cada pessoa é precisada e depositária de apelos que lhe devolvam a condição da possibilidade de conquistar a integridade ética e moral que, na verdade, define sua dignidade e vivência. Nisso está, incontestavelmente, a explicação dos desmandos que geram abusos de poder e arbitrariedades, comuns desde a família, passando pelas instituições religiosas até as governamentais, todas elas a serviço da vida em comum. Este entendimento explica a gravidade da corrupção que se configura como abominável cultura, do jeito maroto de passar o outro para trás incluindo também outros absurdos, por exemplo, verbas públicas, destinadas à melhoria da condição social dos mais pobres, que são embolsadas e interceptadas no seu percurso, jamais chegando ao devido destino.  
Há uma lista grande de inconveniências e descompassos na conduta individual, na configuração social e política que precisam ser iluminadas e interpeladas pelos apelos próprios da Quaresma. Apelos que vêm com o anúncio da Palavra de Deus indicando o medicamento que se toma como escuta amorosa e com atenção redobrada. Essa escuta ilumina o mais íntimo da consciência, faz desabrochar, pelo desejo de conversão, a convicção de que é preciso viver o dia a dia de modo diferente, mais qualificado, humanizado, à altura da dignidade humana e cidadã de cada um. Uma convicção que dá gosto, um percurso saudável, qualificado e frutuoso. 
O Papa Bento XVI, na sua rica mensagem quaresmal, referindo-se às tentações narradas pelo evangelista Mateus - Evangelho do primeiro domingo da Quaresma - sublinha que a nossa condição de homens nesta terra é o combate às tentações, a exemplo de Jesus, tomando consciência de nossa própria fragilidade. Bem assim, é preciso ter consciência clara, diz o Papa, de que o diabo é ativo e não se cansa de tentar quem quer se aproximar de Deus. Põe-se o desafio, indica o pontífice, que cada um deve se esforçar para distanciar-se dos boatos da vida cotidiana e imergir na presença de Deus. Acontecimentos, sinais da natureza, a vida, o dia a dia, indicam o quanto é necessário e urgente acolher os apelos da Quaresma.  
18/03/2011
Dom Walmor Oliveira de Azevedo 
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

PAPA RECEBE IGREJA MARONITA E SEU NOVO PATRIARCA

Dom Edgard Madi
Bispo Maronita no Brasil  
Cidade do Vaticano, 14 abr (RV) - Hoje de manhã, o papa recebeu na Sala Clementina um grupo de 150 bispos e fiéis que acompanham Sua Beatitute Béchara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas nesta primeira visita ao Sucessor de Pedro após a eleição.

O encontro de hoje solenizou a “ecclesiastica communio” já comunicada por Bento XVI em carta no último dia 24 de março. Hoje o papa louvou a eleição de Dom Béchara Raí, ocorrida dias após o encerramento do Ano Santo que comemorou os 16 séculos da morte de São Maroun, fundador da Igreja, como uma proeminente bênção.

Discursando, o pontífice saudou inicialmente toda a comitiva por este grande momento de comunhão e unidade entre a Igreja Maronita e a Igreja de Roma e colheu a presença do Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, (patriarca emérito) para expressar seu carinho e gratidão pelos 25 anos dedicados à liderança da Igreja Maronita em meio às turbulências da história.

“Por estar no coração do Oriente Médio – disse o papa ao patriarca – você tem uma tarefa enorme junto aos homens, anunciando-lhes a Boa Nova da Salvação”. No recente Sínodo de outubro de 2010, foi evocada muitas vezes a urgência de voltar a propor o Evangelho às pessoas que sabem pouco ou que estão afastadas da Igreja.

Encorajando os católicos maronitas, Bento XVI disse que com todas as forças vivas presentes no Líbano e no Oriente Médio, a Igreja priorizará o anúncio, o testemunho e a vida na comunhão com a Palavra, para recuperar o ardor dos primeiros cristãos.

Esta região do mundo em que patriarcas, profetas, apóstolos e o próprio Jesus Cristo foram abençoados por sua presença e pregação, aspira a uma paz duradoura que a Palavra da Verdade, acolhida e partilhada, poderá estabelecer.

“Para continuar este trabalho – ressaltou o papa – é preciso formar a juventude, humana e espiritualmente, através de uma rede escolar e catequética de qualidade. Só assim, os jovens de hoje serão homens e mulheres responsáveis em suas famílias e na sociedade; e poderão construir uma maior solidariedade e fraternidade entre todos os componentes da Nação”.
Neste sentido, o papa também convidou a intensificar a formação dos sacerdotes e dos numerosos jovens chamados pelo Senhor às suas eparquias e congregações religiosas.

Finalizando, Bento XVI se disse certo de que o Espírito Santo irá ajudá-los no exercício de sua responsabilidade e consolá-los em suas dificuldades, e concedeu sua benção a todos os fiéis e membros do Patriarcado. (CM) 



Radio Vaticano - 14/04/2011 12.09.16

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os brasileiros não podem esquecer as raízes cristãs do Brasil

Bento XVI  "repreendeu nesta segunda-feira os europeus por esquecerem suas raízes cristãs, chamando-os de "amnésicos", por se recusarem a reconhecer a influência do cristianismo na Europa."(Bento XVI)
Primeira missa no Brasil em Porto Seguro-BA

O Cardeal francês Jean-LouisTauran reiterou que "o humanismo europeu e as grandes instituições européias como escolas, universidades e hospitais têm origem cristã."(reportagem no final)

O povo e os governantes brasileiros também não podem se esquecer que a civilização brasileira tem as raízes no cristianismo. Os primeiros atos marcantes dos navegadores  portugueses quando aqui chegaram foram  fincar a cruz de Cristo em Porto Seguro-BA e rezar a missa, sinais da fé em Jesus Cristo.  O Brasil teve o nome de "Terra de Santa Cruz".

Os brasileiros são religiosos, de várias denominações, predominando o cristianismo.  Os brasileiros não podem ser obrigados a serem ateus, ou a serem "laicos", como o governo francês está tentando fazer com seu povo.  O governo francês quer obrigar o povo a não ter religião, violando a liberdade de crença de cada um.  O governo não pode proibir as pessoas de usarem as vestes significativas de suas religiões.  

Precisamos ficar atentos para não permitir que aconteçam aqui as mesmas interferências do governo nas religiões, como as que estão ocorrendo na França.

12/04/2011 17.41.03
CARDEAL TAURAN: DEFENDER LIBERDADE RELIGIOSA E DENUNCIAR DISCRIMINAÇÃO
Estrasburgo, 12 abr (RV) - "O nome de Deus não deve ser invocado para justificar discriminações e violências" - este foi o apelo lançado, nesta terça-feira, em Estrasburgo, na França, pelo presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, ao Conselho da Europa no debate sobre a dimensão religiosa do diálogo intercultural, do qual participaram expoentes de várias religiões. 
O Cardeal Tauran fez votos de que o Conselho da Europa "tenha sempre coragem de tomar decisões necessárias para promover e defender a liberdade religiosa". O purpurado convidou o Conselho da Europa a "denunciar todas as formas de perseguições, violências e discriminações por motivos religiosos, tanto na Europa quanto no resto do mundo". 
Em seu discurso, o cardeal francês recordou as intervenções de Bento XVI, João Paulo II e da Constituição Pastoral Gaudium et Spes em favor da liberdade religiosa. "A Europa é um berço de culturas e religiões, e Estrasburgo é um símbolo disso" – frisou o purpurado. 
O Cardeal Tauran reiterou que o humanismo europeu e as grandes instituições européias como, escolas, universidades e hospitais têm origem cristã. (MJ)



Por Dom Luiz Bergonzini

Perseguição religiosa à cristã Asia Bibi: assinemos as petições por sua vida

Asia Bibi, paquistanesa cristã, foi condenada à morte por blasfêmia. O crime dela foi dizer que acredita em Jesus Cristo.
Bento XVI manifestou sua "proximidade espiritual a Asia Bibi e seus familiares" e pediu que "lhe seja restituída a plena liberdade"(Bento XVI) 
Além de muita oração, vamos agir para impedir a morte dela.  Vamos pedir a libertação dessa nossa irmã condenada por intolerância religiosa,  assinando as três petições endereçadas para: 
Secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton - Assine p/ Hillary Clinton -  para Suzan Rice, representante dos EUA na ONU - Assine p/ Susan Rice   e  para o povo e líderes paquistaneses      Assine p/ Paquistão

Asia Bibi, a cristã paquistanesa condenada à morte por blasfêmia e atualmente detida, contraiu, nos últimos dias, uma doença infecciosa que causa erupções em todo o corpo (provavelmente catapora), mas ainda não foi esclarecido como foi contagiada.

Há supesteitas de que a causa é a sujeira de sua cela, das roupas e dos lençóis que usa. O problema é que a doença fragiliza ainda mais seu estado físico, já enfraquecido depois de meses de prisão em cela de isolamento.

Masihi Foundation - fundação de amparo às comunidades marginalizadas do Paquistão - lançou um alarme: “Agora é ainda mais urgente a intervenção dos médicos. Estamos tentando, com as autoridades do cárcere, organizar uma consulta com médicos de confiança”. Segundo seus advogados, Asia deveria interromper o jejum quaresmal que está praticando, pois seu estado físico é muito fraco. “Ela reza muito e jejua, oferecendo seu sofrimento a Deus. Deve fazê-lo por seu bem e por sua saúde”, explica o o diretor da Masihi Foundation, Haroon Masih, que se ocupa de sua assistência legal e material.

E multiplicam-se, pelo mundo, as comunidades que rezam por Asia Bibi e por sua libertação. Um convento de religiosas de clausura de Toledo (Espanha), as Concepcionistas Franciscanas (Ordem fundada por Santa Beatriz de Silva), iniciou uma campanha de oração.

A abadessa do Mosteiro, irmã Maria Immacolata, escreveu uma mensagem em que mostra a solidariedade de toda Congregação por Asia Bibi: “Estamos seguindo o caso de Asia e rezando por ela e por sua família, mas também por todos os que morreram para defendê-la. Estamos felizes também porque o Papa Bento XVI se interessou por sua causa. Rezamos para que o Senhor conceda a Asia a graça de encontrá-lo. Rezamos com todo o nosso coração para que um dia possa reabraçar sua família”
. (Fonte: Canção Nova) 


Por Dom Luiz Bergonzini

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A morte cede lugar à vida!

Jesus Cristo e Lázaro

Nosso coração está de luto! Foi escrita uma página inesquecível na última quinta-feira: a chacina na Escola do Realengo. Não entro em detalhes, mas com certeza uno-me a milhões de pessoas que ficaram extremamente chocadas e questionando o sentido da vida e da morte; da sanidade e loucura…

Mais de uma dezena de crianças precocemente tiveram a vida tirada, sonhos interrompidos, projetos ficaram por realizar… Dor no coração de quem ficou para sempre curar; cicatrizes que para sempre ficarão. Lembranças torturantes de quem passou ou não…

E, é exatamente num contexto de dor, sofrimento, lágrimas, luto como o que estamos vivendo que o profeta Ezequiel enfrentou o exílio, a deportação, a desolação, com o desafio de plantar a esperança no coração de quem em nada mais crê, nada mais espera…
O que são “ossos ressequidos” se não a sinalização de que já não há esperança? Mas não! Como Ezequiel, o Apóstolo Paulo na segunda leitura e o próprio Senhor no Evangelho, ressuscitando Lázaro, reacendem em nós a esperança, pois o Espírito de Deus tudo vivifica.

Muitas vezes em nossa existência passamos por situações de desespero em que tudo parece ruir, a vida parece perder todo o seu sentido. Pode ser a morte de alguém muito querido, o enfraquecimento de laços familiares, a indesejável e sofrível traição de um amigo ou alguém que tenhamos em alta estima, a perda de um emprego, a solidão devoradora que se prolonga com as horas, a falta de perspectivas e objetivos, o vazio da alma, o desencanto com o outro… e outras inúmeras situações com “matizes sepulcrais”…

Quando parece não haver mais esperança, Deus lança a mais preciosa semente da vida e tudo então se renova, floresce, frutifica. Em Deus e com Deus há esperança de que as coisas novas virão: a morte cederá lugar à vida; a violência à paz; a dor ao prazer; o luto à Ressurreição; o sacrifício, acompanhado de eternos louvores, à eternidade! É preciso sair do sepulcro e avançar, dando um decidido passo ao encontro da Vida Plena que só Jesus pode nos oferecer.

Tão inspiradoras para nós neste momento são as palavras do Papa Bento XVI para este domingo, conforme sua Mensagem Quaresmal:

“Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a Ressurreição e a Vida… Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim nEle. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança”.

É em Jesus que esta promessa se cumpre, é nEle que somos arrancados das sepulturas da vida e da sepultura da morte; é no Seu Espírito Santo, derramado sobre nós, que o Pai nos vivifica. Jesus devolve-nos o sentido derradeiro de nossa existência. Não podemos sucumbir, curvar-nos diante da morte e muito menos nos fecharmos num sepulcro sem futuro e sem esperança, como o Papa belissimamente nos disse.

Bem sabemos que vivemos num mundo que procura desesperadamente a vida, a felicidade…

Numa época como a nossa, em que se tem sede de um sentido para a existência, Jesus se nos apresenta como a própria Vida, como a Ressurreição; e esta é uma pessoa com coração, rosto, voz e Amor sem fim!
Pe. Otacílio Ferreira de Lacerda - Blog do Pe. Otacílio
Pároco da Paróquia Santo Antonio - Gopoúva - Guarulhos

Lá como cá: verdade, honestidasde e bem comum

D. António Marto exige política assente no bem comum
Inserido em 12-04-2011 14:19


Bispo de Leiria-Fátima quer ainda uma cidadania responsável, porque nem tudo depende das instituições estatais, diz.
O Vice-Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse hoje que o país precisa de uma nova cultura política que assente no bem comum nacional.

À saída da reunião do Conselho Permanente, que decorre em Fátima, D. Antonio Marto defendeu a necessidade de diálogo e concertação para que Portugal ultrapasse este momento que considera um “desastre”.

Para D. Antonio Marto, é preciso uma nova cultura política assente nos valores da verdade e honestidade, que afaste privilégios partidários e vise o bem comum: “Cultura política assente no bem comum, que exige que se superem os particularismos, os interesses, os jogos de poder e privilégios partidários, que não ajudam de modo nenhum o bem-estar da sociedade, nem criam um clima de serenidade e confiança nos nossos representantes.”

O também bispo de Leiria-Fátima apelou ainda ao diálogo e à concertação entre partidos e parceiros sociais: “Deixar este ambiente de crispação exagerada entre as forças políticas, procurar caminhos de diálogo, cooperação e consenso, para sairmos desta crise ou deste desastre em que nos deixaram cair.”

D. Antonio Marto apelou ainda a uma cidadania responsável e activa, porque, disse, “não depende tudo das instituições estatais”.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Diocese de Mogi das Cruzes está na campanha 'SÃO PAULO PELA VIDA"



RENATO DE ALMEIDA - ESPECIAL PARA 0 DIÁRIO DE MOGI – Mogi das Cruzes, 14 de janeiro de 2011. Pág. 4 - CIDADES

Durante a mobilização, será necessária a coleta de no mínimo 300 mil assinaturas em todo o Estado de São Paulo

A Diocese de Mogi das Cruzes aderiu a um projeto de iniciativa popular, encabeçado pela Diocese de Taubaté, para que sejam revisados trechos da Constituição Estadual, no que diz respeito à proibição do aborto. Durante a mobilização, será necessária a coleta de, no mínimo, 300 mil assinaturas em todo o Estado de São Paulo. O número de adesões equivale a 1% do eleitorado paulista, e é necessário para que o projeto seja votado na Assembleia Legislativa. De acordo com o Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Airton José dos Santos, a Região contará com uma comissão especial, composta por religiosos e outros profissionais, para assessorar o movimento.

Na Constituição Estadual, o artigo 217 prevê que "ao Estado cumpre assegurar o bem-estar social, garantindo o pleno acesso aos bens e serviços essenciais ao desenvolvimento individual e coletivo". Já o artigo 218 diz que "o Estado garantirá, em
seu território, o planejamento e desenvolvimento de ações que viabilizem, no âmbito de sua competência, os princípios de seguridade social previstos nos artigos 194 e 195 da Constituição Federal". A iniciativa popular pretende revisar estes itens, além de acrescentar o artigo 218 A. Desta forma, a lei deverá explicitar que o direito à vida precede o direito à saúde e que o Estado tem o dever de assegurar a inviolabilidade da vida humana.

A Comissão em Defesa da Vida, que deverá ser formada em Mogi, já tem um coordenador: o Padre Cláudio Delfino, da Paróquia Cristo Rei. Os demais membros serão médicos, psicólogos, advogados, entre outros, cujos nomes ainda não foram definidos. "Precisamos de pessoas que trabalhem com esta causa", explica o Bispo. Segundo ele, o grupo deverá fazer um trabalho amplo contra o aborto e a favor da vida, não se limitando à coleta de assinatura para a iniciativa popular. O religioso acredita que a Comissão já estará formada e terá feito uma primeira reunião até março, quando será realizado mais um Movimento em Defesa da Vida, na Praça da Sé.

O Bispo ressalta que, além de pedir a revisão da lei, é fundamental que a Igreja trabalhe no combate ao aborto, por meio da çonscientização das futuras mães e das famílias. "Esta conscientizaçào também está em jogo e já procuramos fazê-la. A Pastoral da Criança realiza um trabalho neste sentido, pois não atende apenas as crianças, mas sim toda a família. Também colaboram a Legião de Maria e os Vicentinos. Estes grupos trabalham muito, mas ainda temos muito mais a fazer", avalia.

Dom Airton lembra que as discussões contra o aborto e em defesa da vida cresceram por meio da Pastoral da Família, que se fortaleceu em 1997, com a visita do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro.

O Bispo avaliou também que foi legítima a discussão sobre o aborto durante a última campanha de sucessão à Presidência da República. "As vozes se levantaram. Alguns acreditavam que esta não era uma questão para se discutir num debate político, mas era a sociedade se manifestando. Pudemos retornar aos nossos princípios éticos e morais. Este é um tema que interfere na vida de toda a população", conclui.

Dioceses váo buscar adesões ao movimento


A iniciativa popular para mu-danças na lei anti aborto na Constituição Estadual partiu da Diocese de Taubaté. O projeto foi lançado em 27 de novembro do ano passado. Além de Mogi das Cruzes, outras dioceses também aderiram ao movimento, como Caraguatatuba, Lorena e Guarulhos, na busca das 300 mil assinaturas necessárias.                    

O Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Airton José dos Santos, explica que Taubaté iniciou o projeto porque cada diocese tem sua autonomia. "Ela é a Igreja Católica em sua região. Entre todas as dioceses no Estado de São Paulo, não há relação de dependência nem supremacia, sendo que cada uma tem sua natureza própria", garante. Segundo o religioso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ainda não se manifestou sobre a iniciativa popular. "Mas se o bispo de Taubaté pedir para CNBB fazer um comunicado a todo o Estado, ele tem liberdade para isso", afirma dom Airton.

O líder diocesano de Mogi argumenta que, como Taubaté iniciou a mobilização, já possui um modelo de trabalho. Por este motivo, aqui na Cidade e na Região será seguido este modelo. "Existe um caminho iniciado e vamos apenas segui-lo. Conforme surgirem iniciativas mais esquematizadas, vamos acompanhando", diz.

A estratégia para esta mobilização contra o aborto ainda não foi formatada, mas o bispo adiantou que a coleta de assinaturas no Alto Tietê não se limitará às igrejas e demais espaços das paróquias. "Como este não é um assunto unicamente religioso, vamos levá-lo à praça pública", finaliza. (RA.)