sábado, 19 de março de 2011

Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura


Papa Bento XVI na rede
Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” Mat.16:15.

Jesus Cristo nos ordenou para evangelizarmos em todo o mundo, a toda a criatura. Na época de Jesus, essa evangelização somente poderia acontecer pessoalmente, uma pessoa falando para a outra.   Com a evolução tecnológica, depois veio a imprensa, o rádio, a televisão.  Agora, estamos na época de todos esses veículos mais a Internet.

O Papa Bento XVI, no 45º. Dia Mundial das Comunicações,  estimulou a Igreja Católica a utilizar da Internet para a evangelização, desde que bem utilizada.  “Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital.”, disse Bento XVI.  Veja Aqui

Desde o dia 14 de janeiro, tenho um blog, com o endereço do título, onde estou tratando de temas relativos à evangelização, à defesa da vida, à defesa da Moral Cristã, do Evangelho e  da Tradição da Igreja Católica.

Neste sítio, incluí vários links:  a bíblia católica, a liturgia diária, a Santa Sé, a CNBB, a CNBB Regional Sul-1 e outros tantos com conteúdos evangelizadores.

“O que digo a vocês na escuridão, repitam à luz do dia, e o que vocês escutam em segredo, proclamem sobre os telhados” Mat 10:27

O alcance da Internet e a possibilidade de evangelização são imensuráveis. Na época das eleições deixei um email disponível e recebi, por ele, muitos comentários, a favor e contra o Evangelho e a Igreja Católica.  Respondi a todos eles. Pessoas que criticaram no início, depois das respostas agradeceram as explicações.

Atualmente, meu blog é visitado por internautas dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Itália, da França, dos Emirados Árabes e do Brasil inteiro. 

Seria interessante que as paróquias, os padres, as pastorais de comunicação, as pastorais de liturgia, as demais pastorais, enfim, muitos sites fossem criados na Diocese de Guarulhos.

É importante ter um email disponível e visível, para as pessoas se comunicarem diretamente com os evangelizadores do blog.

É importante, também, a unidade de todos os blogs da Diocese.  O site da Diocese tem um link onde podem ser cadastrados todos os blogs, para maior publicidade da ação evangelizadora via Internet.  Os blogs até podem ser feitos através do site da Diocese, mediante um login e uma senha fornecidos pelo administrador.  

É mais importante ainda que todos os blogs tenham um link para o site da diocese – www.diocesedeguarulhos.org.br e um para o blog do Bispo – www.domluizbergonzini.com.br, sejam eles publicados através do site da Diocese ou de outros como blogspot ou wordpress.

Jesus pediu que fôssemos dois a dois e por todos os telhados do mundo.  Nos blogs somos mais que dois e a Internet vem por cima dos telhados. Em cada blog  seremos alguns evangelizando muitos.  Em vários blogs, seremos muitos evangelizando muitos.

Nós teremos mais força de evangelização juntos e poderemos atingir muito mais pessoas e mais rapidamente em todos os telhados do mundo.  

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Alegria imunda vs. a alegria divina


O tema desta pregação foi escolhido pelos internautas, que optaram pelo tema: “A alegria do mundo vs. a alegria em Deus”.

A verdadeira alegria está em Deus. O Senhor faz as coisas boas, porque Ele é belo, perfeito e maravilhoso, por isso a nossa alegria está em nos aproximar d’Ele.
‘Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus Nosso Senhor’ (Romanos 6, 23).

Hoje, 90% dos presos são jovens; os traficantes morrem geralmente com 30 anos, porque o salário do pecado é a morte. Não pode haver alegria no pecado.

Existe uma diferença entre o prazer e alegria, prazer é a satisfação da carne; e alegria é a satisfação da alma. O prazer quando passa deixa gosto de morte; e a alegria deixa o gosto de vida. Existem prazeres que são bons desde que você não desvirtue as coisas; é muito bom sentar à mesa e se alimentar bem, e bater um bom papo com seus amigos é um prazer lícito. Da mesma forma, o desejo da relação sexual dentro do matrimônio é um prazer lícito.

O mal é o abuso daquilo que é bom. Se nós abusamos do bem, se abusamos da comida, da bebida, do sexo fora do casamento, tudo isso se torna mau. O sexo dentro do plano de Deus é lindo, mas se o tiramos dentro do plano divino, ele pode ser causa de adultério, de doenças.

A Igreja nos ensina os 7 pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, vaidade, orgulho. São vícios que nos levam à morte. Por outro lado, há 7 virtudes que podem combater esses pecados. Contra a soberba a humildade; contra a ganância o despreendimento; contra a luxuria a castidade; contra a gula o autocontrole; contra a preguiça a vontade de trabalhar; contra a ira a paciência. Nos pecados nós encontramos o caminho da morte; nas virtudes encontramos o caminho de paz.

‘Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna’ (Gálatas 6,8).

Não cansemos de fazer o bem, porque depois o colhermos, São Paulo nos diz que façamos o bem. Há um ditado popular que diz assim: “Fazer o bem sem olhar a quem”. É fácil fazer o bem para quem eu amo, é fácil e gostoso. Mas será que é fácil fazer o bem para quem não gosto?

A exigência mais difícil da nossa fé é perdoar o nosso inimigo. Há um tempo ouvi uma história de Dona Ana Maria, que foi assaltada na sua casa e o assaltante matou o seu filho de 18 anos. E essa mulher perdoou ao assassino a ponto de toda semana ir até o Carandiru [lugar onde o assassino cumpria pena em São Paulo] para falar de Deus ao assassino de seu filho, e este disse, em lágrimas, a essa senhora: “Se eu conhecesse esse Deus que você me apresentou, eu não mataria seu filho”. Isso é Cristianismo! A verdadeira alegria nasce de fazer o bem; quanto mais bem você faz às pessoas, mais será feliz.

Fazer o bem faz bem, fazer o bem cura, nós precisamos exercitar as virtudes e renunciar aos vícios.

O pior pecado que existe é a soberba, pois ele tem muitos filhos: o orgulho, a prepotência, autosuficiência, entre outros. Mas a Palavra de Deus nos ensina ‘os humilhados serão exaltados e os exultados serão humilhados’. A virtude da humildade nos traz paz e alegria. Santa Terezinha dizia: ‘Eu quero o último lugar, porque ninguém briga por ele.’

O pecado é como uma isca que pega o peixe, o peixe é atraído pela isca, mas ali naquela isca exsite o anzol que o [peixe] pega e possibilita a retirada dele da água. É assim que o pecado acontece na nossa vida; é assim o adultério: primeiramente vem o prazer, mas depois você sente que “por trás da isca está o anzol”. O pecado quando passa em nossa vida deixa o gosto de morte. O pecado é perfumado e se apresenta a você na hora da sua fragilidade. Cuidado! Santo Augostinho dizia: ‘A sua tristeza são os seus pecados; deixe que a santidade seja sua alegria’.

Não admita construir a sua casa na areia, mas, construa-a na rocha, que é Jesus Cristo. Digo aos jovens: não construam sua casa em outro alicerce que não seja Jesus Cristo. Se você constrói em outro alicerce a casa vai cair. Aos 18 anos optei por construir a minha casa em Cristo, e como sou feliz! Não me arrependo, porque quanto mais caminho com Deus, tanto mais vontade eu tenho em ser d’Ele.

Hoje não importa se você está na prostituição ou na droga, Deus não fecha as portas para você. Não se desespere se seu pecado for grande, porque a misericórdia de Deus é para o pecador.

Eu posso dizer que construí minha casa na rocha, construí minha juventude, o meu namoro e meu casamento na rocha de Jesus Critos. Tenho muitos anos de casado, tenho 6 filhos, e netos e sou muito feliz. Não sou feliz porque estudei Física e fiz mestrado, sou feliz porque na minha fraqueza segui Jesus.

Não existe melhor vontade do que a vontade de Deus! Não siga sua vontade, pois a nossa vontade é fraca. Ser feliz é estar na vontade de Deus. Não basta dizer: Deixe a tristeza do pecado e venha viver a alegria das virtudes. Eu lhe dou a receita: Vigie e ore.

Os pecados entram pela janelas da alma, que são os sentidos, então feche os olhos, a boca, as mãos, se você sabe que se ver algumas cenas vai levá-lo à masturbação. Feche os olhos se for necessário. Não brinque com as ocasiões de pecado. Porque a ocasião faz o ladrão.

Meus irmãos, nós homens casados somos tentados na nossa sexualidade pela TV, Rádio, etc, por isso, se sabemos que algo vai nos fazer mal, fechemos os olhos, os ouvidos, fujamos, indo à Santa Missa, rezando um rosário.

Se você quer ser um homem, uma mulher, um pai, uma mãe, um jovem de Deus: Vigie e ore!
Prof. Felipe Aquino
Filed under: Formação humana — Prof. Felipe Aquino at 9:40 pm on sexta-feira, março 4, 2011
[Transcrição e adaptação: Elcka Torres]

sexta-feira, 18 de março de 2011

Missa dos parlamentares na Câmara Federal: orações pelo Japão


Os deputados federais, na missa realizada na Câmara Federal, na quinta-feira, fizeram orações pelos japoneses e pelo Japão.

Veja a matéria da Zenit:
Missa dos parlamentares: oração pelos japoneses
SÃO PAULO, quinta-feira, 17 de março de 2011 (ZENIT.org) - A tradicional Missa dos parlamentares, em Brasília, foi celebrada na manhã desta quinta-feira, na capela da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em que se recordou na oração os japoneses que sofrem as consequências da tragédia do terremoto.A Missa dos parlamentares é organizada pela assessoria política da CNBB e pela Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP). Cerca de 50 pessoas dentre senadores, deputados, seus familiares, assessores parlamentares e integrantes da CNBB participaram.
No momento das preces, os parlamentares apresentaram intenção em favor das vítimas do terremoto e tsumani no Japão.
Na homilia, o celebrante, padre José Ernanne Pinheiro, disse que a Quaresma é tempo de reflexão em busca, principalmente, da fraternidade.
A Missa dos Parlamentares é celebrada na terceira quinta-feira de cada mês, às 8h.

Bebida alcoólica causa prejuízo anual de 15 bilhões de dólares


Café, alcoolismo e drogas


O café forma durante a torra adequada produtos que ajudam a inibir o desejo de consumir álcool e drogas ilegais
  Prof. Dr. Darcy Roberto Lima, MD, PhD
Nenhuma família, homem ou mulher está livre de pelo menos um dia se ver envolvido com problemas devido consumo abusivo de álcool, de forma aguda ou crônica, por parte de alguém querido ( familiar, amigo ou a própria pessoa ).

Estima-se que a prevalência de abuso e de dependência ao álcool entre pacientes hospitalizados varia entre 15 a 30 % nos países modernos de todo mundo. Além de problemas diretos decorrentes do consumo de álcool, como a embriaguez, doenças como hepatopatias, pancreatite, gastrite, desnutrição e traumatismos devido acidentes de tráfego possuem o álcool como a principal causa.

Pesquisas revelam que mais de 25 % das pessoas envolvidas em acidentes de tráfego apresentam uma alcoolemia acima de 200 mg/dL (níveis acima de 50 mg/dL já causam importante prejuízo na coordenação motora). Embora o alcoolismo seja a principal causa de morbidade e mortalidade no mundo moderno, muitos médicos não diagnosticam o problema e, caso o façam, o tratam de maneira inadequada. E o paciente alcoólatra é geralmente o último na lista de preferências do médico. O alcoólatra parece lutar com um esforço quase heróico para merecer esta impopularidade entre os médicos.

O comportamento refratário, o relacionamento inseguro , a falta de vontade e mesmo de inteligência do paciente alcoólatra junto com a perda de objetividade após o diagnóstico ter sido feito e o pessimismo com a eficácia do tratamento faz com que médico e paciente não evoluam para uma solução definitiva do problema.

O abuso no consumo de álcool e a dependência ao álcool é um problema que afeta mais de DEZOITO MILHÕES de americanos e mais de DEZ MILHÕES de brasileiros e representa o maior problema de saúde pública tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

No ano de 1990 , nos Estados Unidos, foram gastos mais de CENTO E TRINTA E SEIS BILHÕES DE DÓLARES com problemas decorrentes direta e indiretamente do consumo de álcool, como acidentes, violência e perda da produtividade.

No Brasil este prejuízo eqüivale a mais de 5 % do PIB, com um prejuízo superior a 15 BILHÕES DE DÓLARES ANUAIS devido o alcoolismo.

É importante reconhecer que os transtornos causados pelo consumo de álcool não são inteiramente causados por pessoas alcoólatras. Pessoas não dependentes mas que cometem abusos após o seu consumo exagerado (consumo social em excesso) são responsáveis por cerca da metade dos problemas relacionados ao álcool, como acidentes, violência, comportamento inadequado e embriaguez no serviço.

O consumo abusivo e persistente de álcool é uma importante causa de morbidade e é responsável por cerca de 200.000 mortes por ano nos Estados Unidos.

E este abuso por pessoas não viciadas é responsável por 50 % das fatalidades dos acidentes de tráfego. Em quase 70 % dos casos de assassinato e mais de 30 % dos casos de suicídio existe uma relação direta com o consumo abusivo de álcool. A expectativa de vida para os alcoólatras é menor em 10 a 12 anos, em comparação com a população em geral.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define alcoolismo como o consumo de bebidas alcoólicas de forma continuada causando prejuízo emocional, social e físico ao indivíduo. O alcoolismo é um problema crescente nas sociedades modernas pela existência de uma série de fatores desencadeantes. Um indivíduo normal com ansiedade e depressão apenas controladas pelo álcool, ou um divórcio e desemprego que induzem ao abuso do álcool ou mesmo um executivo competitivo e estressado que consome regularmente álcool são candidatos potenciais para o alcoolismo e seus problemas como gastrite, cirrose, miocardiopatia ou síndrome amnéstica de Korsakoff.

Estima-se que 90 % da população adulta dos países civilizados beba álcool com periodicidade, sendo que aproximadamente 50 % possui problemas temporários devidos ao alcoolismo e 10 a 15 % são alcoólatras crônicos. Isto porque a maioria das pessoas bebe quando se sente miserável - grandes quantidades e com periodicidade - em lugar de fazê-lo quando se sentir feliz - pequenas quantidades e de forma esporádica. Isto influi na qualidade e na quantidade da ingestão alcoólica e na relação que se estabelece entre o álcool e o usuário.

O alcoolismo social é uma forma de dependência crônica aceita e praticada pela maioria dos adultos nas sociedades modernas e o alcoolismo agudo e crônico se constituem na principal forma de toxicomania da espécie humana na atualidade. O controle do alcoolismo na atualidade é feito com medicamentos com propriedades antagonistas opióides, como o naltroxone e o nalmefene.

Pois o café possui potentes antagonistas opióides, os quinídeos formados na torra do café a partir dos ácidos clorogênicos . E pouco é conhecido sobre outros efeitos sobre o organismo humano dos quinídeos, que também possuem uma ação inibidora da recaptação da adenosina, atuando também como antagonistas dos efeitos excessivos da cafeína sobre as células, um efeito citoprotetor. Por isto, os ácidos clorogênicos e os quinídeos formados na torra adequada do café podem até ser mais importantes que a cafeína na bebida e de grande ajuda na prevenção e controle da depressão e suas conseqüências como suicídio, alcoolismo/ cirrose e mesmo infarto do miocárdio, pois a depressão é um fator de risco de doença coronariana.


REFERÊNCIAS:
1 -
 Lima, D.R. : Café, Depressão e Alcoolismo. - 1a parte . Jornal da ABIC, VIII, 97, 26, 1999.
2 - Lima, D.R. : Café, Depressão e Alcoolismo. - 2a parte . Jornal da ABIC, VIII, 98, 24 , 1999.
3 - Lima, D. R. Cuidado!!! O popular café e a poderosa mulher... podem fazer bem à saúde. Petrópolis: Medikka Ed. Científica, 2001. 111 p.
4 - Lima, D. R. Manual de Farmacologia Clínica, Terapêutica e Toxicologia. Rio de Janeiro: Medsi Ed. Científica, 2003. 3 Volumes, 3.456 p.
Fonte: www.abic.com.br - aqui

quinta-feira, 17 de março de 2011

Bispo de Cajazeiras, Dom José Gonzalez Alonso, é ameaçado de morte


Brasil: bispo é ameaçado de morte
Tenta-se “criar um clima de terror e de chantagem”, afirma prelado
SÃO PAULO, 16 de março de 2011 (ZENIT.org) - O bispo de Cajazeiras (Estado da Paraíba, nordeste do Brasil), Dom José Gonzáles Alonso, tem recebido telefonemas e mensagens com ameaças de morte.O bispo se emocionou e chorou nessa terça-feira, durante uma coletiva de imprensa de apresentação da Campanha da Fraternidade, em Cajazeiras. Ele disse: “minha vida está nas mãos de Deus e oferecida à diocese”.

Em nota lida e assinada pelo prelado, ele explica o contexto das ameaças: “Há três anos, no cumprimento do dever, o Bispo Diocesano tomou medidas disciplinares no âmbito interno da Igreja, em conformidade com o Direito e as normas jurídicas da própria Igreja”.

A partir de então, Dom José Alonso “e outras pessoas passaram a receber telefonemas, e-mails, e torpedos, de origem desconhecida, denegrindo o clero e seminaristas, com difamações e calúnias, em linguagem desrespeitosa, agressiva e mesmo pornográfica”.

“Por fim as mensagens passaram a conter ameaças de todo tipo, também de morte, pessoais e até coletivas, tentando criar um clima de terror e de chantagem, com caráter extorsivo”, afirma a nota.

Segundo o prelado, todos os fatos foram comunicados às autoridades competentes para a apuração e identificação dos responsáveis, em vista da responsabilização penal de seus autores.

“A Diocese continuará a dar todos os passos necessários para a apuração dos fatos, e solicita das autoridades a máxima diligência para o encaminhamento das medidas legais”, destaca a nota.

O bispo afirma ainda que a Igreja de Cajazeiras “acredita e confia na misericórdia e justiça divinas e reza pela conversão e reconciliação de todos, que se restaure a verdade, se repare o mal feito e se caminhe com fé, esperança e caridade rumo ao centenário da Diocese”.

Zenit.org - 16.03.2011

Sem o papel fundamental da mulher a humanidade perecerá


Família Columbus, de Ohio, EUA

A última criatura que Deus criou foi a mulher; “tirada” do homem; com a mesma dignidade dele para ser-lhe “companheira adequada” (cf. Gen 2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade. Ao casal humano Deus entregou o destino do mundo: “Crescei e multiplicai, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1, 28).

Assim, o casal humano – homem e mulher – foram colocados por Deus como o fundamento da humanidade e da sociedade; destruir este arquétipo divino é destruir a própria humanidade.
A mulher foi moldada por Deus para ser, sobretudo, mãe e esposa: delicada, meiga, compassiva, generosa, paciente. Um perigoso feminismo, “avançado”, tende a igualar entre si homem e mulher, destruindo a beleza da diferença dos dois sexos, especialmente a da mulher.


 É a perigosa ideologia de “gênero”, que destrói a humanidade na sua raiz. Muitas vezes, a palavra “gênero” aparece hoje no lugar da palavra “sexo”, com o intuito de eliminá-lo. Em vez de se falar de “diferença entre os sexos”, fala-se de “diferença entre os gêneros”. Essa palavra esconde toda uma perigosa ideologia.
A origem deste perigoso feminismo vem do filósofo alemão, amigo inseparável de Karl Marx, Friedrich Engels (1820-1895), juntos fundaram o chamado “socialismo científico” ou marxismo. Engels dizia: “O primeiro antagonismo de classes da história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, unidos em matrimônio monógamo, e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do sexo feminino pelo masculino” [“The Origin of the Family, Property and the State", International Publishers, New York , 1972, pp. 65-66. 2].
De acordo com a doutrina marxista, não há conciliação possível entre as classes, há que se eliminá-las. Seguindo a mesma linha, o feminismo atual, com bases no marxismo, não deseja simplesmente melhorias para as mulheres, mas sim, eliminar as “classes sexuais”. Diz a feminista radical Shulamith Firestone, em seu livro “The Dialectic of Sex” (A dialética do sexo): “(…) assegurar a eliminação das classes sexuais requer que a classe subjugada (as mulheres) faça uma revolução e se apodere do controle da reprodução, que se restaure à mulher a propriedade sobre seus próprios corpos, como também o controle feminino da fertilidade humana, incluindo tanto as novas tecnologias como todas as instituições sociais de nascimento e cuidado de crianças (…) a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”.
A respeito da mulher que opta por ficar em seu lar cuidando dos filhos, diz a feminista Christina Hoff Sommers: “Pensamos que nenhuma mulher deveria ter esta opção. Não se deveria autorizar a nenhuma mulher ficar em casa para cuidar de seus filhos. A sociedade deve ser totalmente diferente. As mulheres não devem ter essa opção, porque se essa opção existe, demasiadas mulheres decidirão por ela” [Sommers, Christina Hoff. Who Stole Feminism?, Simon & Shuster , New York , 1994, p.257].
A civilização atual atravessa uma fase de rápido declínio moral. É a mulher, não-contaminada pela mentalidade dominante, com a sua intuição, sua preferência pelo amor profundo e estável, pela fraternidade e pela fé religiosa, que deve exercer uma tarefa muito elevada, indispensável para ajudar o homem a alcançar os valores superiores.
Hoje, a opinião pública pressiona psicologicamente a mulher para que ela se realize “superando o homem”, de forma a que busque o sexo mais que o amor; o trabalho e a ciência mais que a geração e a educação dos filhos; o racionalismo mais que a fé; o feminismo e o conflito mais que a ternura; a igualdade de pensamento e de obrigações sociais mais que a complementaridade. Isso destrói a beleza original dela.
O Papa Paulo VI ressaltava que “se o homem tem o primado da razão, a mulher tem o primado do coração”; e este não é menos importante. Por isso, a mulher não pode se afirmar na sociedade querendo copiar os erros do homem: corrupção, fraude, violência, aborto, eutanásia, exploração do sexo, cultura da morte, endeusamento da glória, do dinheiro e do prazer… Ao contrário, ela precisa trazer uma nova alma à sociedade, fruto da sua beleza e do seu amor.

Infelizmente, a própria mulher aceita e permite comercializar brutalmente o seu corpo, por dinheiro e glória, como se fosse uma coisa e não uma pessoa. Além disso, defende-se que a gravidez é incompatível com o seu contrato de trabalho, e muitas até aceitam a imposição do aborto para não prejudicar a profissão.
O feminismo divulgou a ideia de que quem está fora do mercado de trabalho não tem valor. Por isso, há hoje uma geração de mulheres que não têm filhos; ou têm apenas um. O que será desse casal quando ambos envelhecerem? A família é quem oferece os cuidados básicos às pessoas idosas. Se muitos casais não tiverem filhos, haverá uma mudança drástica na sociedade, com muitos idosos sem amparo familiar. Hoje, é comum velhos morrerem sozinhos em seus apartamentos na Europa. Por outro lado, velhinhos fogem dos asilos da Holanda para a Alemanha com medo da eutanásia.
O feminismo foi responsável por difundir essa visão de que apenas o trabalho importa e nada mais vale a pena. Com isso, muitas mulheres abandonaram a vida conjugal e familiar. Chegaremos a um ponto em que a sociedade vai entrar em pânico pela nova conjuntura, especialmente pela falta de crianças, como já acontece em toda a Europa.
Há nitidamente no mundo hoje uma ação deliberada para “desconstruir” a família, e os principais pontos dessa estratégia estão em desvalorizar o casamento e a maternidade. Jamais a mulher poderá se realizar mais em outra vocação do que na maternidade. É aí que ela coopera – de maneira mais extraordinária – com Deus na obra da criação e, consequentemente, é aí que ela encontra a sua verdadeira realização. São Paulo afirma a Timóteo que: “A mulher será salva pela maternidade” (1Tm 2,15).
Assim se expressou o Papa João Paulo II: “Não há dúvida de que a igual dignidade e responsabilidade do homem e da mulher justificam plenamente o acesso da mulher às tarefas públicas. Por outro lado, em geral reservadas ao homem” (Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”, 23).
Sem o papel fundamental da mulher – como mãe e esposa, segundo o plano original de Deus –, a humanidade perecerá.
Professor Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”.
 felipeaquino@cancaonova.com
Saiba mais em Blog do Professor Felipe

Nas trevas deste mundo pode surgir uma luz - DOM CRISTIANO KRAPF


Depende de você. A terra está cheia de pessoas a queixar-se de Deus e do mundo. Do Governo, dos Políticos, da Escola, da Igreja. No entanto, mais vale acender uma vela que reclamar da escuridão.
Um profeta já disse que tua luz pode brilhar como a aurora. (Is 58,8) Jesus fez um apelo aos seus seguidores: Vossa luz precisa brilhar (Mt 5,16)
Com Jesus começou a realização da profecia de Isaias, escrita sete séculos antes: Para o povo que andava na escuridão vem surgir uma luz. (Is 9,1) Cumprindo a profecia, disse Jesus: Eu sou a luz do mundo.  Quem me segue não anda nas trevas, mas tem a luz da vida. (Jo 8,12)
Vinte séculos depois, ainda estamos vivendo num mundo cheio de trevas. Mais da metade da humanidade ainda não vive na luz do Cristo. Pior: As igrejas dos cristãos estão começando um século de crise de fé e desvios de doutrina e de comportamento. Muitos voltam às trevas. Se acham iluminados com as luzes do racionalismo ou se contentam com a penumbra do relativismo que foge da questão da verdade.  
Na situação atual da Igreja e do mundo podem surgir dúvidas sobre a realização da profecia de Isaías em Jesus. Com dois mil anos de presença dos ensinamentos dele, os homens já deviam viver num mundo de paz e amor.  Acontece que o mundo de hoje não pode ver o Cristo. Só pode ver os cristãos.  A luz de Cristo só pode brilhar na vida dos cristãos. Jesus nos deu a missão de iluminar o mundo com sua luz. Filipe lhe disse: Senhor, mostrai-nos o Pai! Jesus respondeu: Quem me vê, vê o Pai.  
 Quem vê um cristão, deveria ver a presença da luz do Cristo.  Na realidade, muito cristão não tem luz nem para clarear o próprio caminho. Que brilho tem a vida de um corrupto, de um viciado em bebidas e outras drogas, de um adultero e outros egoístas que só fazem o mundo piorar?
 O mesmo Jesus que se apresentou como luz do mundo, disse aos seus discípulos: Vós sois a luz do mundo. As duas expressões não se contradizem, mas se completam, assim como outras afirmações de Jesus que parecem contraditórias, mas na realidade são complementares.
Jesus deixa claro que podemos apresentar pedidos a Deus. Pedir, sim, mas precisamos fazer também o que Deus nos pede. Deus não quer piedosos preguiçosos, pedintes que só sabem pedir. Não faz sentido você pedir a Deus um mundo melhor, se não fizer a sua parte para melhorar o seu pedaço. Sua luz precisa brilhar para clarear o caminho por onde andar. Você pode, com a graça de Deus. O futuro depende também de você.
Dom Cristiano Krapf  - Bispo Diocesano de Jequié - Bahia

quarta-feira, 16 de março de 2011

Justiça decreta prisão de mãe por omissão em estupro de filha de 3 anos


Frequentemente, lendo as notícias de jornais, nos deparamos com crimes mais repugnantes do que os outros. Todos os crimes são repugnantes, mas alguns são mais, como os crimes praticados contra menores e contra as mulheres,

Na cidade de Piracicaba, São Paulo, o promotor de Justiça pediu a prisão de mãe de menina de 3 anos, que foi vítima de estupro.  No entender do promotor, a mão não cuidou como deveria da menor e facilitou a acontecimento do crime.

Veja a matéria do Jornal de Piracicaba:
A juíza Ana Claudia Madeira de Oliveira, da 1ª Vara Criminal de Piracicaba, acatou pedido do Ministério Público e decretou a prisão da mãe de uma menina de três anos estuprada na Vila Sônia em novembro. 
A decisão inusitada foi baseada nos argumentos do promotor de Justiça Richard Gantus Encinas, que apontou a omissão da mãe. "Se ela tivesse exercido minimamente o cuidado que se espera de uma mãe, isso não teria acontecido", disse o promotor.
Foi imputada à mulher a participação no estupro por omissão. Ela foi denunciada à Justiça porque "devia e podia agir para evitar o estupro de sua filha, com três anos, porque tinha por lei a obrigação de cuidado, proteção e vigilância, mas se omitiu, concorrendo para a prática do crime". 
Segundo o promotor, "ao deixar de exercer sua obrigação legal de cuidado, proteção e vigilância e de tê-la em sua companhia, portanto omissão penalmente relevante sem a qual resultado não ocorreria, concorreu por omissão" para o estupro de sua filha. 
Desde que foi denunciada, em dezembro, a mãe não foi localizada para ser citada (comunicada formalmente sobre a existência do processo contra ela). 
O promotor já tinha pedido, anteriormente, a prisão, mas teve o pedido negado pela juíza. "Depois que ela foi procurada e não foi encontrada, pedi sua prisão preventiva e, dessa vez, fui atendido", explicou o promotor. Agora, a mãe passa a ser considerada procurada pela Justiça e caberá à Polícia Civil cumprir o mandado de prisão. 
De Solange Strozzi - 11.03.2011 - Jornal de Piracicaba - Veja Aqui
Grande parte dos crimes de estupro acontecem dentro de casa, por pais, padrastos e outros parentes e muitas vezes as mães têm conhecimento dos fatos.


HOMEM ABUSA SEXUALMENTE DO PRÓPRIO FILHO DE APENAS DOIS ANOS DE IDADE
Fax Aju
Nas ultimas semanas, a policia de Sergipe tem efetuado diversas prisões de homens que cometem pedofilia, porem o que tem chamado a atenção é que em muitos casos, o ato é registrado e praticado pelo próprio pai. Nesta semana, um homem foi flagrado pela ...

Juiz de Goiás autoriza um aborto de anencéfalo

O juiz da 1a. Vara Criminal de Goiás, na sentença, afirmou que não existe previsão legal para a autorização do aborto.

Segundo a reportagem, "O juiz acredita que, diante da atual realidade, onde a prática de abortos clandestinos é intensa, a Justiça não pode deixar de valorizar a medida adotada pela requerente para solucionar a questão."
Juiz autoriza aborto de anencéfalo
O juiz acredita que, diante da atual realidade, onde a prática de abortos clandestinos é intensa, a Justiça não pode deixar de valorizar a medida adotada pela requerente para solucionar a questão.
O juiz da 1ª Vara Criminal de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcantara, autorizou nesta sexta-feira (11) aborto de feto anencéfalo solicitado por casal. Segundo os autos, a grávida, que está com cerca de 18 semanas de gestação, já passou por diversos exames de ultra-sonografia
que constataram a anencefalia (falta de cérebro) do feto.
Na decisão, o magistrado destacou que o Código Penal (CP) permite apenas dois modos legalizados de aborto: o terapêutico e o sentimental. No primeiro, também conhecido como necessário, há perigo concreto para a vida da gestante; e no segundo, também chamado de
humanitário, a gravidez é resultado de estupro ou atentado violento ao pudor.

Apesar de o caso em questão não se encaixar no CP, Jesseir entendeu que o deferimento é “a melhor e mais justa solução ao presente pleito”. O juiz acredita que, diante da atual realidade, onde a prática de abortos clandestinos é intensa, a Justiça não pode deixar de valorizar a medida adotada pela requerente para solucionar a questão. “Uma vez comprovado pela medicina que o feto sem cérebro não possui vida e, consequentemente, será expelido morto, não resta ainda nenhum constrangimento no aspecto religioso”, frisa Jesseir.
O magistrado determinou que seja expedido alvará judicial para que a realização do aborto seja feita no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), local que, segundo ele, dispõe de condições aptas para concretizar o procedimento adequado e tem profissionais especializados.
Fonte | TJGO - Segunda Feira, 14 de Março de 2011
http://jornal.jurid.com.br/materias/noticias/juiz-autoriza-aborto-anencefaloJuiz

Parlamentares vão à Justiça contra a Receita Federal

A Receita Federal autorizou o desconto por dependência para  homossexuais. Segundo a notícia, a decisão da Receita permite aos homossexuais  declarar o companheiro seu dependente e efetuar o desconto na declaração de imposto de renda, para reduzir o valor do imposto a pagar.
Dep. João Campo (GO)

Por esse motivo, os deputados João Campos (PSDB-GO) e Ronaldo Fonseca (PR-DF) foram à Justiça contra a decisão da Receita Federal.  Os deputados pertencem à  Frente Evangélica no Congresso, composta por 72 deputados e 3 senadores.

Dep. Ronaldo Fonseca (DF)
Veja a matéria da Folha de São Paulo:
Parecer da Câmara diz que é preciso mudar a ConstituiçãoANDREZA MATAISDE BRASÍLIA - FolhaA possibilidade aberta pela Receita Federal de, a partir deste ano, homossexuais incluírem seus companheiros como dependentes na declaração do Imposto de Renda será questionada na Justiça e no Congresso Nacional.O deputado federal Ronaldo Fonseca (PR-DF) vai ingressar hoje com uma ação popular na Justiça Federal para tentar impedir de imediato a dedução.O argumento do deputado é que essa mudança só poderia ser feita por meio de uma alteração na legislação do Imposto de Renda.A ação popular seria a forma mais rápida de impedir a nova regra, uma vez que as declarações do Imposto de Renda começam a ser entregues amanhã."CANETADA""A Receita, numa canetada, incluiu entre os beneficiários da dedução uma nova categoria [a dos casais homossexuais] e criou uma figura que ainda não existe, que é a união estável entre pessoas do mesmo sexo."Segundo o parlamentar, que é evangélico, a decisão da Receita Federal é discriminatória, uma vez que o mesmo benefício não foi dado a pessoas que moram juntas, mas não vivem relação homoafetiva."Não é nada contra os homossexuais. O problema é que a Receita não pode usurpar o direito do Congresso de legislar", disse."Essa mudança depende de alteração na lei do Imposto de Renda para incluir entre os beneficiários da dedução os homossexuais."A legislação tributária garante o benefício da dedução a companheiros e companheiras que vivem em união estável. Para Fonseca, o artigo 226 da Constituição limita essa possibilidade a uma relação entre homem e mulher.PARECERUm parecer da Consultoria de Orçamento da Câmara sobre o assunto sustenta que "ampliar a aplicação de tal benefício para pessoas adultas do mesmo sexo apenas no direito tributário tem o condão de inovar e não meramente interpretar".E considera que outra forma de tornar possível a mudança seria alterar a Constituição Federal. O Congresso também pode sustar o ato da Receita Federal.A Folha não conseguiu contato ontem com a assessoria da Receita.

Justiça do Trabalho garante direitos de bebê no ventre da mãe


Juiz trabalhista homologa acordo que resguarda direitos de nascituro.

  
O juiz Maurílio Ricardo Neris, da 5ª Vara do Trabalho (VT) de São Luís, homologou acordo trabalhista que resguarda direitos de um nascituro (ser concebido que ainda não nasceu).

O acordo foi firmado na ação de consignação em pagamento proposta por Estofados Topázio Ltda (consignante) contra o espólio (herança) de Wanderley de Jesus Pereira Cardoso (consignado). A empresa ajuizou a ação para pagar as verbas rescisórias, em virtude do falecimento do empregado.

No acordo, ficou decidido que as verbas rescisórias depositadas pela empresa e o FGTS depositado serão pagos aos herdeiros do consignado, que são a viúva, o filho e o nascituro, no percentual de 33,33% para cada um, ficando retida apenas a parte do nascituro. Segundo o magistrado, a parte destinada ao nascituro ficará à disposição da 5ª VT e será liberada à genitora tão logo ela faça prova da paternidade.

O juiz Maurílio Neris explicou que a garantia dos direitos do nascituro está assegurada no Código Civil Brasileiro (artigo 2°), que protege as expectativas de direito do nascituro, que se confirmam se houver nascimento com vida.

“Assim, como o trabalhador morreu deixando esposa grávida teremos duas situações: se a criança nascer morta, o patrimônio do de cujus (falecido) passará aos herdeiros deste, que podem ser seus pais; se a criança nascer viva, morrendo no segundo subsequente, o patrimônio de seu pai pré-morto passará aos herdeiros do infante, no caso, sua mãe”, ressaltou.

O advogado dos representantes do espólio, George Hamilton Costa Martins, ressaltou a atenção do juízo da 5ª VT para a resolução do processo, dispensando todos os meios legais para a garantia dos direitos das partes envolvidas, inclusive, os do nascituro. Para o advogado, essa atitude demonstra o compromisso com a eficiência da prestação jurisdicional da Justiça Trabalhista maranhense.

A celeridade processual e o desempenho do magistrado da 5ª VT também foram ressaltados por Robson Meireles Gomes, representante legal do consignante, e por Geiza Viana de Sousa e Brahon Wanderson de Jesus Cardoso, viúva e filho do de cujus (empregado falecido), que parabenizaram a Justiça do Trabalho pela rapidez na solução do processo.


Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região Maranhão, 03.03.2011

Justiça Civil condena seguradora a indenizar por morte de bebê no ventre da mãe

Seguradora deve indenizar pais de nascituro morto em acidente de trânsito
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, por maioria, o pagamento de indenização pelo Seguro DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) aos pais de um nascituro morto em um acidente de trânsito. A mãe, grávida de uma menina, conduzia uma bicicleta em via pública quando se envolveu em um acidente com um veículo automotor. A filha faleceu quatro dias depois, ainda no ventre materno.

No voto-vista, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino ponderou que o cerne da discussão jurídica situa-se em estabelecer se o caso se enquadra na expressão “indenizações por morte”, do artigo 3º da Lei n. 6.194/1974, que definiu com mais precisão os danos pessoais a serem cobertos pelo seguro. Consta no dispositivo: “Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no artigo 2º desta lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares (...)”.

Segundo o ministro, a interpretação mais razoável da lei, centrada na proteção dos direitos fundamentais, “é no sentido de que o conceito de ‘dano-morte’, como modalidade de ‘danos pessoais’, não se restringe ao óbito da pessoa natural, dotada de personalidade jurídica, mas alcança, igualmente, a pessoa já formada, plenamente apta à vida extrauterina, que, embora ainda não nascida, por uma fatalidade, acabara vendo sua existência abreviada em acidente automobilístico”.

Com 35 semanas de vida intrauterina, nono mês de gestação, o ministro concluiu, com base em conceitos científicos, que a menina era plenamente hábil à vida pós-uterina, autônoma e intrinsecamente dotada de individualidade genética, emocional e sentimental. Sanseverino afirmou ainda que não vê espaço “para se diferenciar o filho nascido daquele plenamente formado, mas ainda no útero da mãe, para fins da pretendida indenização”.

O ministro entendeu que os pais da vítima seriam beneficiários da indenização, não herdeiros. Com isso, determinou que a Liberty Paulista Seguros S/A pagasse a indenização – acrescida de juros e correção monetária – e arcasse com as custas e honorários advocatícios do procurador dos autores, que arbitrou em 15% sobre o valor da condenação.

Acompanharam o voto do ministro Paulo de Tarso Sanseverino a ministra Nancy Andrighi, o ministro Sidnei Beneti e o desembargador convocado Vasco Della Giustina. Ficou vencido o ministro Massami Uyeda, relator original do recurso.

Fonte:Superior Tribunal de Justiça - O Tribunal da Cidadania

terça-feira, 15 de março de 2011

Zinco, cobre, fumo e álcool provocam abortos e outros problemas

Deficiência de zinco e cobre ligados ao aborto espontâneo
Pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha, confirmaram que baixos níveis de cobre e zinco em mulheres gestantes pode ser um fator associado ao aborto espontâneo, uma hipótese que até agora não havia sido confirmada e que nunca havia sido comprovada no ser humano.

Desse estudo, participaram 265 grávidas das quais 132 tiveram um aborto espontâneo. Em todas foram realizadas ecografias, dosagens sanguíneas e preenchimento de um questionário. Mediante a comparação controlada entre o grupo que abortou com aquelas que evoluíram normalmente, se pode determinar a existência de diferenças nas concentrações plasmáticas de cobre e zinco.

Os achados sugerem que a deficiência materna de um ou de ambos desses elementos pode associar-se com aborto espontâneo, o que abre novas e interessantes linhas de pesquisa que até o momento têm sido pouco exploradas. Além da influência do cobre e do zinco no aparecimento de abortos, outros dados de interesse pouco conhecidos foram encontrados como a homocisteina, a suplementação pré-concepcional e pré-natal com iodo e folatos, a disfunção da tireóide ou o consumo de drogas nas primeiras semanas de gestação. 

A maioria das gestações (64%) que acabaram em abortos foi planejada, embora somente 12% das pacientes haviam utilizado os suplementos recomendados de iodo e folatos antes de tentar a gravidez (já se demonstrou que essas substâncias diminuem as taxas de aborto e más-formações).

Em torno de 1/3 das que abortaram se declararam fumantes habituais e 16.6% tomavam café numa quantidade que ultrapassava o limiar para aborto e más-formações (consumo de cigarro e cafeína em doses elevadas têm sido associados ao aparecimento de abortos). 

Cerca de 81% consumiram algum tipo de medicamento, 2.2% utilizaram fármacos formalmente contraindicados e 13.6% ficaram expostas a medicamentos não aconselhados na gestação. Estes novos achados relacionados ao zinco e cobre têm grande interesse científico já que se trata de transtornos corrigíveis através de simples medidas dietético-farmacológicas.

Consequências do consumo de álcool na gestação (1)

Pesquisadores franceses mostraram as consequências do consumo de álcool durante a gravidez fazendo um estudo retrospectivo em crianças que foram, enquanto fetos, expostas no útero a uma ou várias substâncias psicoativas, legais ou ilegais, entre os anos de 1999 e 2008.

Consequências do consumo de álcool na gestação (2)

Os então 170 recém-nascidos foram distribuídos em três grupos, conforme as declarações das mães quanto ao consumo de álcool durante a gravidez: 56 do grupo 1 permaneceram com hábitos de consumo igual ao período pré-gravidez; 30 do grupo 2 reduziram e 84 do grupo 3 que foi composto por abstêmias.

Consequências do consumo de álcool na gestação (3)

Recém-nascidos de mães que não mudaram os hábitos foram mais prematuros (30.4%), apresentavam mais frequentemente retardo de crescimento, permaneciam mais tempo hospitalizados (60.7%) e sofriam da síndrome de alcoolização fetal (18%).

Consequências do consumo de álcool na gestação (4)

As que reduziram o consumo de álcool tiveram crianças mais saudáveis do que as que não reduziram mostrando que a redução já traz resultados benéficos para a mãe e para o recém-nascido e que o tratamento de mães alcoolistas é imperativo para o binômio mãe-filho e para a sociedade em geral.

HISTÓRIA DA MEDICINA
1) Os antigos imperadores chineses se ocuparam da medicina.
2) Ao imperador Shen Nung, que teria governado de 2838-2698 a.C., é atribuída a invenção da medicina.
3) Isso ocorreu sob a inspiração de Pan Ku, conhecido como o deus da criação, segundo a tradição taoísta.

João Modesto Filho
Diretor Financeiro da Unimed João Pessoa
Unimed João Pessoa - [12/03/2011] Veja Aqui

Peru pode revogar lei do aborto e impedir casamento homossexual

A ACI Digital noticia a intenção do Congresso Peruano de revogar a lei que permite o aborto.
 Na entrevista, Fabiola Morales, deputada peruana faz uma comparação da medicina do início do século XX com a medicina do século XXI.
A deputada disse que antigamente "talvez fosse justificável como 'mal menor' ao início do século XX, quando se aprovou a despenalização do aborto terapêutico no Peru"

Atualmente, no século XXI,  "a medicina avançou a tal ponto que uma mãe com alguma doença grave, que inclusive pode ser um câncer, pode muito bem não só conceber, mas também dar à luz e salvar a vida da criança e salvar a vida da mãe".
A deputada peruana disse que a medicina atual pode salvar a vida da criança e da mãe, mesmo no caso de doenças graves  - Veja aqui
A deputada também informou que o povo peruano é contra a união de pessoas do mesmo sexo.
Leia a íntegra da matéria da ACI Digital:
Congresso deve derrogar aborto "terapêutico" no Peru
REDAÇÃO CENTRAL, 07 Mar. 11 / 02:59 pm (ACI)
Fabiola Morales, deputada peruana e candidata à reeleição pelo Partido Solidariedade Nacional (PSN), afirmou que, com os avanços na medicina, "não é necessário o aborto 'terapêutico', e portanto é uma lei que deveria ser derrogada".

Em declarações à agência ACI Prensa em espanhol no dia 4 de março, Morales assinalou que "talvez fosse justificável como 'mal menor' ao início do século XX, quando se aprovou a despenalização do aborto terapêutico no Peru".
Entretanto, "a medicina avançou a tal ponto que uma mãe com alguma doença grave, que inclusive pode ser um câncer, pode muito bem não só conceber, mas também dar à luz e salvar a vida da criança e salvar a vida da mãe".

A deputada também denunciou que existe "uma forte influencia de organismos internacionais, uma forte influencia que vem de fora e com muito dinheiro, que está apostando contra a família, contra a vida e contra os valores".
"Hoje mais que nunca é preciso que defendamos estes valores no congresso" afirmou Morales.
A deputada disse que "o enfoque de gênero além de ser um enfoque absolutamente equivocado, porque nem sequer sabem definir o que é gênero, teríamos que mudá-lo pelo enfoque de família".
"A família não só está composta de mulheres", indicou Morales, "está composta de varões, está composta de crianças, está composta de pessoas idosas".

"Sempre estarei em desacordo com todas aquelas leis que tendam a dividir a família, que tendam a orientar mal a mulher, sobre tudo em um papel de rivalidade com o homem, ou que tendam a dar uma independência às crianças em uma idade prematura".

Fabiola Morales se referiu logo a alguns projetos do candidato presidencial Alejandro Toledo, quem propôs "legislar para que haja aborto no Peru, quer dizer assassinato das crianças que estão no ventre de sua mãe".
Sobre a proposta do candidato à primeira vice-presidência do mesmo partido, Carlos Bruce, para legalizar as uniões homossexuais, a congressista disse que isto constitui "um enfoque bastante claro, mas ao mesmo tempo equivocado".
Este partido, disse "tem proposto o matrimônio homossexual, que desde o ponto de vista natural é absolutamente equivocado, pois o casal humano é um homem e uma mulher, o conceito do matrimônio é de um homem e uma mulher".
Fabiola Morales manifestou sua terminante oposição a estas propostas, pois sabe que está "com a maioria de peruanos que não pensa assim, mas sobre tudo com a razão e com o que deve ser melhor para o ser humano".

segunda-feira, 14 de março de 2011

Papa mostra que povo judeu não pediu condenação de Jesus


Seu novo livro é elogiado por expoentes do judaísmo
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 11 de março de 2011 (ZENIT.org) - 

O povo judeu, como tal, não condenou Jesus: esta afirmação de Bento XVI, no segundo volume de seu livro sobre o Cristo - "Jesus de Nazaré. Da entrada em Jerusalém até à Ressurreição" (Ed. Principia) - suscitou elogios entre expoentes judeus. Mas o que diz o texto?

Para responder a esta pergunta, é preciso folhear as páginas até chegar ao capítulo sobre o "julgamento de Jesus", quando Ele está diante de Pilatos. "Quem eram exatamente os acusadores? Quem insistiu em que Jesus fosse condenado à morte?", pergunta-se o Papa.

"De acordo com João, são simplesmente ‘os judeus'. Mas esta frase de João não indica de forma alguma o povo de Israel como tal - como talvez o leitor moderno poderia pensar - e muito menos tem um tom ‘racista'. Afinal, o próprio João pertencia ao povo de Israel, como Jesus e toda a sua família. A comunidade cristã primitiva estava formada inteiramente por judeus."

"Esta expressão tem, em João, um significado muito preciso e rigorosamente delimitado: com ela, ele se refere à aristocracia do templo. Assim, no quarto Evangelho, o círculo dos acusadores que buscam a morte de Jesus é descrito de forma precisa e claramente delimitada: Trata-se precisamente da aristocracia do templo, e inclusive esta não sem exceções, como dá a entender pela alusão a Nicodemos", fariseu e membro do Sinédrio.

O Papa, então, analisa a questão no Evangelho de Marcos, no qual, no contexto da anistia da Páscoa (Barrabás ou Jesus), aparece o "ochlos", quem opta por soltar Barrabás. "Ochlos", esclarece o Papa, "significa, antes de tudo, simplesmente um monte de pessoas, a 'massa'".

"Não admira que a palavra tenha uma conotação negativa, no sentido de ‘ralé'. Em todo caso, não indica o ‘povo' dos judeus propriamente dito. Esta ‘massa' é, na verdade, formada pelos partidários de Barrabás, mobilizados pela anistia; naturalmente, como rebelde frente ao poder romano, podia contar com certo número de simpatizantes".

"Portanto, estavam presentes os seguidores de Barrabás, a ‘massa', enquanto os seguidores de Jesus permaneciam escondidos, por medo; por isso, a voz do povo com a qual contava o direito romano se apresentava unilateralmente. Assim, em Marcos, existem os 'judeus', ou seja, os círculos de sacerdotes distinguidos, e também o ochlos, o grupo de partidários de Barrabás, mas não o povo judeu em si."


Os verdadeiros acusadores de Jesus

"O ochlos de Marcos se amplia em Mateus com consequências fatais, pois ele fala do ‘povo inteiro' (27,25), atribuindo a ele a petição de que Jesus fosse crucificado. Com isso, Mateus certamente não expressa um fato histórico: como poderia ter estado presente naquele momento todo o povo, pedindo a morte de Jesus? A realidade histórica aparece de maneira notoriamente correta em João e Marcos. O verdadeiro grupo dos acusadores são os círculos do templo daquela época, aos quais, no contexto da anistia da Páscoa, associa-se a ‘massa' dos partidários de Barrabás."

Alguns atribuíram a "culpa" do povo judeu na morte de Jesus a partir das palavras relatadas por São Mateus no meio da multidão que pede a morte de Jesus: "Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos" (27,25).

No entanto, esclarece o Papa e teólogo Ratzinger, "o cristão recordará que o sangue de Jesus fala um idioma muito diferente que o de Abel (cf. Hb 12.24); não clama por vingança e punição, mas é reconciliação. Não se derrama contra ninguém, mas é derramado por muitos, por todos".

Estas palavras, conclui, "significam que todos nós precisamos do poder purificador do amor, que essa força está em seu sangue. Não é maldição, mas redenção, salvação. Somente sobre a base da teologia da Última Ceia e da cruz, que percorre todo o Novo Testamento, as palavras de Mateus sobre o sangue adquirem seu verdadeiro sentido."


Um passo nas relações judaico-cristãs

Esta passagem tem sido usada para dar um passo adiante nas relações entre judeus e cristãos, segundo declarou nos últimos dias o presidente da União das Comunidades Judaicas Italianas, Renzo Gattegna. Por outro lado, o porta-voz da Federação das Comunidades Judaicas da Rússia, Andrei Glotzer, elogiou as palavras do Papa.