sábado, 12 de março de 2011

Papa Bento XVI pede orações e solidariedade ao Japão


PAPA DEMONSTRA PROXIMIDADE AO JAPÃO APÓS TERREMOTO


Igreja promete ajudar as vítimas

CIDADE DO VATICANO/TOKIO, sábado, 11 de março de 2011 (ZENIT.org
Bento XVI expressou sua “profunda tristeza” pelos “trágicos efeitos” do terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão nessa sexta-feira. O pontífice demonstrou sua proximidade “neste momento difícil”.
O Papa enviou um telegrama ao presidente da Conferência Episcopal do Japão, Dom Leo Ikenaga, através do secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
No texto, o pontífice lamentou a tragédia, disse que reza “pelos mortos e invoca as bênçãos divinas da fortaleza e o consolo sobre suas famílias e amigos”.
Por último, expressa sua “solidariedade na oração a todos os que estão proporcionando resgate, auxílio e apoio às vítimas deste desastre”.
Neste sábado, o governo japonês elevou para mais de 500 o número de mortos pelo terremoto de magnitude 8,9. O evento foi seguido de um tsunami que devastou a região nordeste do país.
O país ainda vive a tensão de novos problemas advindos da catástrofe devido ao risco de novos tsunamis. Há também risco de vazamento de radiação em uma usina nuclear.
O Japão confrontou na manhã deste sábado a devastação provocada pela tragédia.  Na costa nordeste do país, ainda há incêndios e cidades parcialmente submersas. Pelo menos 700 pessoas estão desaparecidas e 1.100 se feriram.
“Estamos ainda em estado de choque com o que aconteceu. As notícias são confusas, mas a diocese mais afetada é a de Sendai”, afirmou à Agência Fides o padre Koichi Otaki, sacerdote japonês e chanceler da diocese de Niigata.
Dom Isao Kikuchi, presidente da Cáritas no Japão, afirmou que a comunidade católica japonesa, embora pequena, não faltará ao compromisso de solidariedade com as vítimas.
ZP11031201 - 12-03-2011
Permalink: http://www.zenit.org/article-27471?l=portuguese


Bento XVI no Facebook e a Campanha da Fraternidade


quinta-feira, 10 de março de 2011

Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida



O  Prof. Hermes Rodrigues Nery noticiou a visita realizada à Câmara Federal, em Brasília, juntamente com a Dra. Lenise Garcia, da ONG Brasil sem Aborto,  para a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida, nos dias 2 e 3 de março.
Dra. Lenise, Dep. Duarte Nogueira e Prof. Hermes R. Nery
Na quarta-feira, dia 2 de março, ocorreu um café da manhã com deputados federais pró-vida, para a formação da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, que deverá ser presidida pelo deputado Salvador Zimbaldi (que esteve presente com o Pe. Eduardo, da TV Século 21). O café da manhã ocorreu no restaurante do 10º andar (Anexo IV) e foi patrocinado pelo Movimento Brasil Sem Aborto 
Dep. Jorge Tadeu
Participaram os seguintes deputados federais: Alberto Filho (PMDB/MA), Salvador Zimbaldi (PDT/SP), Áureo Lídio (PRTB/RJ), João Campos-PSDB/GO, Gonzaga Patriota-PSB/PE, Pe. José Linhares (PR/CE), Roberto de Lucena (PV/SP), Jorge Tadeu Mudallen (DEM/SP), Manato (PDT/ES), Solange Almeida (PMDB/RJ) Ronaldo Fonseca (PR/DF) e Eros Biondini (PTB/MG). Estiveram presentes deputados das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Dep. Salvador Zimbaldi 
O deputado Salvador Zimbaldi, que deverá presidir a Frente Parlamentar Mista  em Defesa da Vida, destacou a importância da mobilização popular, tendo em vista que 82% da população, segundo o DataFolha, é pela vida, contra o aborto.  Para Zimbaldi este evento possibilitou o pré-lançamento desta Frente que existe desde 2005 por iniciativa do ex-deputado Luiz Bassuma que a presidiu por 5 anos. Todos os parlamentares presentes fizeram uso da palavra ressaltando a importância da unidade no trabalho em prol da vida do nascituro no âmbito do Congresso Nacional. Já o deputado Áureo Lírio do Rio de Janeiro que deverá ser o 1º Vice-Presidente da Frente afirmou que está totalmente comprometido com a luta contra o aborto, portanto, contra a sua legalização em nosso país.
Dep. Alberto Filho (PMDB-MA)
O deputado federal Alberto Filho-PMDB/MA, em sua fala, fez questão de acentuar que não basta apenas ser contra o aborto, faz-se necessário ter uma militância por esta causa, trabalhando para que políticas públicas de amparo à maternidade sejam efetivamente concretizadas pelo Estado brasileiro, em todos os âmbitos de governo. Enfatizou ainda que o seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados está inteiramente à disposição da luta contra a legalização do aborto e que, pessoalmente, estará engajado nas atividades em prol da defesa da vida no âmbito do Congresso Nacional. Este deputado maranhense será o Secretário Executivo desta Frente Parlamentar.
Outros deputados também se manifestaram para apoiar a iniciativa de retomada da Frente Parlamentar em defesa da vida como Deputado João Campos, Presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Deputado Pe. José Linhares, organizador da Frente Parlamentar Católica e os deputados Eros Biondini, Ronaldo Fonseca. A deputada Solange Almeida, de maneira emocionada, afirmou ter aprendido muito na legislatura passada com a experiência da luta contra a legalização do aborto e aprovação do  seu Substitutivo ao projeto de lei que trata do Estatuto do Nascituro e conclamou os parlamentares presentes a continuarem firmes na luta em defesa da vida. O deputado Ronaldo Fonseca, do Distrito Federal, foi o único que fez menção pela retomada da CPI do Aborto.
Por Prof. Hermes Rodrigues Nery
Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida
Movimento Legislação e Vida - Diocese de Taubaté
Secretário-Geral do Movimento Nacional pela Cidadania Brasil Sem Aborto

Resposta às insinuações sobre pedofilia e dízimo


Como todos podem ver, além da possibilidade de enviar comentários, também incluí no blog  o meu endereço eletrônico, para facilitar o envio de comentários ou críticas. Ainda assim, há leitores que não querem receber respostas e enviam emails anônimos  para fazer  suposições e insinuações sem cabimento, geralmente sobre a pedofilia, já respondida aqui  e o dízimo. 


Penso que essas pessoas não conhecem a Igreja Católica e nunca passaram pela rica experiência de ofertar o seu dízimo em agradecimento a Deus.  


A propósito desse tema, já encaminhei resposta à Folha Metropolitana de Guarulhos, em outubro passado, por ocasião de matéria feita com o Sr. Elói Pietá, do PT, contra a Igreja Católica e contra mim. Segue a resposta para a Folha Metropolitana: 
Ao
Jornal Folha Metropolitana
            O jornalista Ricardo Filho fez matéria com o sr. Elói Pietá, com ataques diretos à Igreja e minha pessoa. A respeito da matéria, teço as seguintes considerações:
            O Cristianismo está solidificado no Evangelho, que, no  5º. Mandamento diz   "Não matarás” (Exo., 20, 13) ou (Mt, 5, 21-22). Esse "não matarás" implica na preservação da vida humana desde o momento da concepção.
            O Código de Direito Canônico prevê a excomunhão dos praticantes de aborto, nos Cânones seguintes: “Cân. 1041 – São irregulares para receber ordens: Par. 4º. – quem tiver praticado homicídio voluntário, ou provocado aborto, tendo-se seguido o efeito, e todos os que tiverem cooperado positivamente.” “Cân. 1398 – Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae.”
            No Catecismo da Igreja Católica, o aborto tem sua previsão nos
cânones 2270 a 2275. O Cân. 2270 inicia com esta determinação: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção”.
            A Igreja não pode mudar o Evangelho. Ninguém é obrigado a ser católico.  No entanto, quem escolhe o Cristianismo, deve seguir os Mandamentos e o Evangelho.  Não pode praticar o aborto, não pode auxiliar no aborto, não pode apoiar o aborto.            Os verdadeiros católicos não estão sofrendo nenhum constrangimento, pois seguem o Evangelho.  Nenhum jogador de futebol pode jogar no Palmeiras e no Corinthians ao mesmo tempo.  Assim, ou o Cristão segue o Evangelho ou ele não é Cristão.  Não existe meio cristão, meio católico, meio evangélico. O sim deve ser sim e o não deve ser não.
            A defesa da vida e do Evangelho é feita pela Diocese de Guarulhos há muito tempo.  Em setembro de 2008, foi publicado no jornal da Diocese o artigo “PT – O MAIOR PARTIDO ABORTISTA DO BRASIL”.
            O PT pode mudar o seu ideário e apresentar uma emenda constitucional, acrescentando a garantia do direito à vida desde a concepção até a morte natural.   E pode retirar de seus objetivos a liberação do aborto, o “casamento” de pessoas do mesmo sexo e outros temas. O PT, desde 1991, com o Projeto de Lei n. 1135, proposto pelos deputados Sandra Starlig (PT-MG) e Eduardo Jorge (PT-SP), na Câmara Federal está tentando liberar o aborto. Esse  objetivo foi incluído no PNHD-3, apresentado para a sociedade em 21.12.2009. Em 16.072010, com o “Consenso de Brasília”, o PT estabeleceu a meta de expandir a liberação do aborto para a América Latina.  Em 04.10.2010, um dia após a eleição, o governo prorrogou convênio para estudo da liberação do aborto.  Enquanto estava dizendo para a sociedade uma coisa, no dia seguinte ao do primeiro turno da eleição, fazia outra.  Por esse motivo, entendo que o PT é o partido da morte:  quer aprovar a liberação do aborto até o nono mês,  o que se caracteriza um  assassinato de um indefeso.
             A candidata Dilma Rousseff e a Coligação para o Brasil seguir mudando me atribuiu, pelo jornais e no processo, a falsificação de documento verdadeiro e oficial da CNBB-Regional Sul-1, que orientava a divulgação ampla do “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, acompanhado de NOTA ASSINADA POR TRÊS BISPOS,   para não votarem em partidos e candidatos que apóiam a liberação do aborto.  A falsificação que o PT me atribuiu é uma mentira.      Por isso, é o partido da mentira.   
                        Ao contrário do que afirma o entrevistado,  de que existem grupos dentro da Igreja, a CNBB emitiu NOTA OFICIAL APOIANDO O BISPO DIOCESANO DE GUARULHOS e esclareceu que ele age correta e regularmente.
                        Os Bispos, se quiserem, como qualquer outro cidadão brasileiro, podem indicar candidatos a deputado, a senador e a presidente da república.  É um direito constitucional a sua manifestação.
                        O documento elaborado pela CNBB-Regional Sul-1  – com fatos verdadeiros – foi impresso com financiamento pessoal do Bispo Diocesano. Não há um centavo de dízimo, pois quem administra o dízimo é o padre da paróquia, não o Bispo Diocesano. 
Solicito a publicação desta resposta, na próxima edição, no mesmo espaço e página da entrevista que ataca a Igreja Católica e a minha pessoa.
                               Guarulhos, 27 de outubro de 2010.
                                         Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
                                         Bispo Diocesano de Guarulhos

Eleições 2010 - PNDH-3 - A UTOPIA SOCIALISTA SOBREVIVE - Dom Aloísio Roque Oppermann


A UTOPIA SOCIALISTA SOBREVIVE


Dom Aloísio Roque Oppermann



O século XIX foi o patrocinador de grandes sonhos sociais que, quase todos, acabaram morrendo na praia. A queda do delírio comunista,  abalou profundamente as profecias deterministas, com data marcada de vitória. A visão  dos principais líderes agora já preconiza melhores tempos. Mas o socialismo, uma heresia de raiz cristã, como um eco,  continua se propagando, mesmo que o som original já esteja extinto. Assim dá  aparências de grande vigor. Está aí o “Programa Nacional de Direitos Humanos–3”,  um verdadeira alucinação socialista, representativa do que de mais retrógrado pode haver.
Estão aí numerosos partidos políticos, que não abandonaram o viés utópico do século das grandes ideologias. Está aí a Teologia da Libertação, em si boa, mas negativa quando não purificada de sua ferramenta marxista. Estão aí certas Campanhas da Fraternidade que,  quando  voltadas para os jovens, não conseguem esconder suas preferências por um chamado “mundo melhor” sem defeitos  A grande pergunta é: por que persistem tais idéias, apesar de tantas evidências maléficas contrárias?
A resposta é simples. Querer acabar com o egoísmo aproveitador, com o lucro excessivo, livrar os pobres da  exploração, garantir a igualdade social entre todos,  é uma proposta sumamente tentadora. Dela não conseguem escapar os representantes da nova geração, cheios de ideais magníficos, que consideram os do outro lado todos defensores de privilégios, elites opressoras, perseguidores dos pobres. O socialismo não consegue fugir de um erro de nascença. Pau que nasce torto, cresce torto.
Trata-se do método. Este precisa ser impositivo e ditatorial. Nenhum povo se deixa convencer de abandonar suas conquistas, e sobretudo a sua liberdade. O socialismo não consegue ser respeitador da liberdade. Nem quando se paramenta de democrático. Misturar as duas coisas, pegar só o que é bom de cada lado, definitivamente não dá. Com isso não estamos canonizando o capitalismo liberal que, como o socialismo, tem raiz atéia. Encontrar a terceira via, alijando o capitalismo egoísta, e o socialismo cruel, é um desafio que perdura quase dois séculos. “A mulher, tendo perdido a moeda, acende a lâmpada, varre a casa, e a procura até encontra-la” (Lc 15, 8).
Dom Aloísio  Roque Oppermann scj  
Arcebispo de Uberaba, MG
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

Eleições 2010 - Cegueira plúmbea - Dom Roque Oppermann


fascismo chauvinista alemão se estabeleceu, entrando pela porta da frente. Hitler manipulou a alma alemã, com recursos de encantamento irresistível. Seu nome estourou nas urnas.
Estava tão certo da vitória que não ocultou nenhum de seus tenebrosos pensamentos. Todos conheciam suas pregações imperialistas, seu gosto pelo uso da força, sua arrogância diante dos judeus, sua presunção de superioridade da raça ariana.
Um observador, colocado a certa distância, poderia prever a colisão inexorável que aconteceria entre o bem do povo alemão, e o programa foguetório do regime político, que deveria arrostar todas as conquistas civilizatórias. É a história do passarinho encantado, que fica à disposição da cobra que o engole sem escrúpulos.
Não sou daqueles que consideram a Revolução de 31 de março, como um mal absoluto. As intenções foram boas, tendo recebido o firme apoio da opinião pública. Os nobres ideais foram obumbrados, progressivamente, pelo uso abusivo do cerceamento das liberdades.
Com o correr do tempo, as lideranças socialistas, em vez de se converterem, entraram na clandestinidade. Mas posteriormente retornaram, entre aplausos, e ocuparam tranquilamente quase todos os escalões da República cripto-socialista.
Certíssimos do sucesso, já se tem como garantida a execução de alguns programas antiqüíssimos: a interrupção violenta da gravidez; o enfraquecimento da vida familiar, pelo apoio a outros tipos de “família”; a redução à obediência de veículos de comunicação através de prêmios e castigos; a insegurança dos direitos constitucionais; a subserviência do poder judiciário; a impossibilidade de manifestação religiosa em público; a descaracterização do país de qualquer sinal cristão, depois de termos passado ao povo, durante séculos, os ensinamentos de Cristo…Será que se avizinha o tempo em que precisamos ocultar que somos católicos?
A vitória desse programa “moderno” parece ser tão evidente como o pôr do sol antes da noite escura. O nosso veículo tem freio e tem direção. Enxergamos o perigo que se avizinha? “Eis agora o dia da salvação” (2 Cor 6, 2 ). Ainda podemos evitar o grande mal.
Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo Metropolitano de Uberaba
(*) http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-aloisio-roque-oppermann/4370-cegueira-plumbea

Eleições de 2010 - Eleições:NÃO MATAR - Dom Miguel Angelo de Freitas Ribeiro

                             Eleições: NÃO MATAR
São quatro os direitos fundamentais da pessoa humana: direito à vida; direito à propriedade; direito à liberdade e direito à honra. “Quando se denota a ausência de um deles, a pessoa desaparece: sem vida não existe, sem propriedade não subsiste, sem liberdade, principalmente a religiosa, não se desenvolve, e sem honra não se relaciona.” (Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre: Os sem. Comunicador, junho 2010, p 1). Entre os quatro direitos, o primeiro é o mais importante porque é a base de todos os outros.
Os Dez Mandamentos da Lei de Deus expressam em sua totalidade esses direitos fundamentais e seus desdobramentos. O direito à vida ocupa um lugar especial no quinto mandamento: Não matar; que nos obriga à defesa da vida humana desde a sua concepção no ventre materno até sua natural consumação na morte. Aborto e eutanásia, assim como tudo que fere a vida humana, são pois, condenados por Deus.
A Didaché, catecismo cristão do século II, afirma: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém nascido.” Por ser gravíssima desordem moral, a Igreja penaliza com a excomunhão não somente aqueles que provocam o aborto mas quem colabora de algum modo com a sua execução. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sentenciae”, isto é automática, afirma o Canon 1314, do Código de Direito Canônico. A excomunhão significa o estado objetivo de pecado grave e a separação da Igreja, corpo místico de Cristo, com a consequente chamada do pecador à penitência e reconciliação.
Estamos em ano eleitoral no qual vamos eleger o Presidente da República e seu vice, senadores e deputados federais e estaduais. Entre os candidatos não são poucos, de diversos partidos, que defendem o aborto, como já declararam em entrevistas à imprensa ou reduzem sua aprovação a um eventual plebiscito como se a objetividade do bem se definisse pela opinião da maioria ou pela estatística e não pela objetividade da Lei de Deus e da lei natural impressa no coração de todos os homens.
Entre os partidos, o Partido dos Trabalhadores inclui o aborto em seu programa partidário. O PT em seu 3º Congresso ocorrido em setembro de 2007 afirma-se “por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais” que inclui “a defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público (Resoluções do Congresso do PT, p. 80 in site do PT).
A Igreja Católica, afirma a Constituição Pastoral Lumen Gentium do Concílio Vaticano II “não se confunde de modo algum com a comunidade política (GS no 76)” e respeita os cidadãos em suas “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal (GS no 75)”. Mas também afirma que “faz parte da missão da Igreja emitir um juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política,quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas (Catecismo, no 2246 citando GS, 76)”.
Diante da grave situação em que estamos, cada eleitor católico tem a gravíssima obrigação de ao escolher seus candidatos, observar também seus compromissos com a defesa da vida e com aqueles pontos “que não admitem abdicações, exceções ou compromissos de qualquer espécie” como o caso das leis civis do aborto; da eutanásia; de proteção do embrião humano; da tutela da família como consórcio natural e monogâmico de um homem e uma mulher, portanto contra o reconhecimento da união civil de homossexuais e a adoção de crianças pelos mesmos; da liberdade de educação dos filhos pelos pais; da liberdade religiosa e de uma economia a serviço da vida.
Cada um examine diante de Deus e de sua consciência para bem escolher nossos governantes de modo a escolher o melhor pelo Brasil. Não podemos nos furtar diante da verdade e da justa defesa da vida e da Lei de Deus.
Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro
Bispo Diocesano de Oliveira - MG
Palavra do Pastor - 24/08/2010
Fonte: dioceseoliveira.org.br/index.php?id=13&item=exibePastor


Eleições 2010 - Uma questão de saúde pública ? - Dom Roque Oppermann


Uma questão de saúde pública ? 

Joga-se muito com a desatenção do povo, ou até com sua suposta ignorância. O presidente Lula, em que pese sua promessa nebulosa aos Bispos em 2005, é decididamente a favor do aborto. Acompanham-no nesta sua postura, o ministro da saúde, e é claro, sua presumida sucessora Dilma. Esta, para encantar o eleitorado católico, chegou a visitar oficialmente o Papa (sem ter convicção pessoal). O efeito foi conquistar os votos de clérigos, invadindo até seu primeiro escalão. A vitória se delineia fácil, e por isso não se vê necessidade de ocultar coisa nenhuma. Tudo é dito às claras. A resistência ao secularismo governamental é nula. É uma submissão geral. Os princípios cristãos que ainda vigem em nossa vida pública, deverão se retirar para a diáspora das consciências. Na frente de ouvintes qualificados Lula afirmou que a introdução da lei do aborto, "é uma questão de saúde pública em nosso país". Lembramos o salmo: "Lembra-te do povo que redimiste como tua herança" (Sl 74,2).
É bom saber que existe muita manipulação de estatísticas, ao se falar sobre a taxa anual de abortos. Sobretudo são falsas as notícias sobre o número de mulheres mortas em decorrência de "abortos inseguros". Segundo informações do DATASUS (2006), o número de mortes maternas em decorrência dessa prática, nunca passou de 163 por ano.(Ver "Faça alguma coisa pela vida" N. 96) Por isso diz-se falsamente que a legalização, "evitaria milhões de mortes maternas". Uma vez que o governo faz apologia da interrupção da gravidez, por qualquer motivo, as grandes redes de TV precisam entrar nessa linha. Caso contrário perdem as ricas inserções de propaganda do poder público. Sem as benesses do governo até a Globo fecha. Por isso, mais do que rapidamente, foi introduzida a novela "Passione", que procura fazer a cabeça do povo, a mando do governo. Vamos supor, por um exagero de fantasia, que o governo declarasse que o assalto às residências deve ser assunto de "saúde pública". Para tal efeito se publicariam estatísticas incrementadas de mortes de assaltantes, cujas investidas estariam sendo feitas em condições inseguras. Para completar a hílare situação, o governo proporia legalizar o assalto, para que todo cidadão, rico ou pobre, pudesse realizar um assalto seguro. Essa é a conversa que os líderes da nação fazem ao falar de aborto.

Dom Aloísio Roque Oppermann é arcebispo metropolitano de Uberaba


02/07/2010 às 08:39

http://www.jornaldeuberaba.com.br/? MENU=CadernoA&SUBMENU=Opiniao&CODIGO=37723
 

Eleições 2010 - Dom Luiz Bergonzini - Direito à vida

Direito à vida


É inconteste o fato que, quanto maior ou mais desenvolvida for uma comunidade, seja ela internacional, nacional, regional e mesmo familiar, é também maior a exigência de leis e normas que regulam o relacionamento entre os membros dessas comunidades. 

Assim, temos leis e normas humanas civis ou até mesmo religiosas que são legítimas porque visam, em última análise, o Bem Comum.

Entretanto, é também indiscutível a existência de leis que independem da vontade humana, de toda e qualquer autoridade civil ou mesmo religiosa, por mais elevado e importante que seja o poder que possuam. 

Tais leis são de direito positivo ou naturais que decorrem da própria essência dos seres criados, inclusive do homem. Imagine-se que alguma autoridade revogasse (ou quisesse revogar)  lei da gravidade...seria séria candidata a um manicômio.

Este nosso artigo vem a propósito do triste Decreto assinado pelo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dia 21 de dezembro último, em que pretende legitimar a prática do aborto, a união de pessoas do mesmo sexo, a permissão para esses “casais” adotarem crianças, como se fossem filhos, entre outras “beldades”.

Várias entidades, inclusive a CNBB, já protestaram contra essas barbaridades, aliás reprovadas até mesmo por políticos de sustentação do Governo.

O Senhor Presidente chegou a declarar em outra oportunidade pessoalmente sou contra o aborto; como presidente sou a favor, por se tratar de saúde pública” (grifo nosso).

Pois bem, existem leis que de maneira alguma estão sujeitas a qualquer autoridade humana por mais elevada que seja, pois atingem a essência dos seres inclusive o homem.

Que entende o Senhor Presidente “por saúde pública”?  Matar covardemente seres humanos inermes e incapazes de se defenderem?  Isso é promover a saúde pública ?

O verdadeiro cristão o verdadeiro católico não pode apoiar as pessoas ou políticos que, valendo-se indevida e criminosamente de seus cargos defendem tais enormidades.

Nossa consciência de Bispo Diocesano de Guarulhos, responsável pela orientação do rebanho a Nós confiado não nos permite silenciar em relação a esse assunto.

Conclamamos, pois, os cristãos e católicos que se prezam de o serem, que cuidem de, em eleições, darem seu voto somente àqueles que corajosamente defendem a vida a partir de sua concepção e não se escondem vergonhosamente atrás do anonimato.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos
Publicado na Folha Diocesana de Guarulhos
Edição de março de 2010  

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2011


Brazão do Papa Bento XVI
«Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12)


Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma). 

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém é merecedor da vida eterna pelas próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 10-11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã:realmente eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf.Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É um claro chamado a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida cotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.

O pedido de Jesus à samaritana - «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7) - que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do Espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.

O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês nisto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.

O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é um chamado à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.


Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010



Fonte: Boletim da Santa Sé (Revisão equipe CN Notícia)