sábado, 26 de fevereiro de 2011

Notícia do Estadão: Papa Bento XVI pede aos médicos para proteger as mulheres


Bento XVI: médico deve aconselhar mulher sobre aborto

26 de fevereiro de 2011 | 16h 58  - AE - Agência Estado
O Papa Bento XVI pediu aos médicos para proteger as mulheres do pensamento de que o aborto pode ser uma solução para dificuldades sociais, financeiras ou problemas de saúde. O papa reafirmou a firme oposição da Igreja Católica ao aborto em um discurso realizado hoje aos membros da Academia Pontifícia para a Vida, o conselho de aconselhamento sobre bioética do Vaticano.
O Papa argumentou que as mulheres são frequentemente convencidas por seus próprios médicos de que o aborto é uma escolha legítima e em alguns casos até um ato terapêutico para evitar que seus bebês sofram. Ao dizer que "o aborto não resolve nada", o papa pediu para os médicos não desistirem do dever de defender a consciência das mulheres. As informações são da Associated Press. 

Deputado Edmar Arruda adere a Frente Parlamentar contra o Aborto


O deputado federal Edmar Arruda (PSC/PR) aderiu à Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida - Contra o Aborto.

Para o deputado a adesão representa o cumprimento do seu compromisso de trabalhar contra a legalização do aborto e quaisquer outras formas de atentado à vida.

Edmar agora está participando de cinco frentes parlamentares: da Saúde, de Combate ao Crack, de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área da Saúde, em Defesa dos Profissionais da Saúde, e agora da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida - Contra o Aborto.-/www.edmararruda.com.br - 22.02.2011/ 17:30

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Justiça, a falibilidade da medicina e o feticídio

Justiça. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo suspendeu a autorização de aborto de um suposto anencéfalo em Santa Adélia, que havia sido permitido pelo juiz local.  A decisão, no Habeas Corpus n. 001877/2011, ajuizado em favor do Nascituro por Marcos Antonio Favaro e Vanessa Martins Fernandes Fávaro contra ato do Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Santa Adélia-SP; 
"No caso dos autos, o abortamento de nascituro acometido de anencefalia não encontra amparo na legislação pátria, valendo ressaltar que também não é hipótese de gravidez decorrente de estupro.
Ademais, não é dado ao magistrado criar nova hipótese para deferimento de aborto, devendo se ater à lei, porquanto o abortamento de feto anencéfalo não encontra previsão legal.
Ressalte-se o cabimento do writ para defender não só o direito de ir e vir, mas também o direito à preservação da vida do nascituro, como já reconheceu o Colendo STJ no HC 32.159-RJ.
Portando, presentes o fumus boni juris e o periculum in mora (proximidade do aborto, ceifando a vida do nascituro) DEFIRO A LIMINAR PARA SUSPENDER A AUTORIZAÇÃO DE ABORTO, comunicando-se imediatamente ao dd. juízo da comarca de Santa Adélia, com o recolhimento de eventual alvará nesse sentido.
São Paulo, 19 de fevereiro de 2011
CAMILO LÉLLIS
Desembargador de plantão

A questão da anencefalia, como se vê na decisão, é levada somente para o campo jurídico.

Anencefalia. O que é ?  Anencefalia é a falta de cérebro na criança que vai nascer, uma criança sem cérebro.

Liberação do aborto. O objetivo da obtenção do aborto nos casos de anencefalia é para iniciar a liberação de abortos.  Quer-se permitir no caso de anencefalia, depois permitir se a criança não tiver uma perna, depois permitir se a criança não tiver um pé, depois permitir se a criança tiver Síndrome de Down ou qualquer outra enfermidade, até chegar à permissão pela escolha do sexo, pela cor dos olhos e por motivos econômicos.  Ou seja, o objetivo dos favoráveis ao aborto é obter permissão para todo e qualquer aborto.

Erros médicos. A falibilidade da medicina é constatada diariamente.  Vemos casos de injeção de vasilina na veia, cirurgias erradas, objetos deixados dentro do corpo das pessoas e  muitos, mas muitos, diagnósticos errados.  Pessoas que são dadas por mortas pela medicina tempos depois estão em perfeito estado de saúde.  Há o contrário, a medicina, após inúmeros exames, afirma para os pais que a criança vai nascer perfeita, mas ela nasce com deficiências físicas ou Síndrome de Dawn, por exemplo.


Internet. Nos registros virtuais, temos inúmeras notícias de erros médicos. Há uma publicação na Internet dos 10 Inacreditáveis erros médicos, cujas fotos e descrições dos casos podem ser vistos aqui .  

Marcela. O caso de Marcela é típico de erro médico. Os médicos que  propuseram o aborto  tinham a certeza absoluta que ela não tinha cérebro e morreria minutos após o nascimento.  A mãe não permitiu o aborto, a Marcela nasceu e viveu durante 18 meses.  Agora, os mesmos que queriam o aborto estão dizendo que a Marcela tinha cérebro. Não tinham certeza do que afirmavam antes e estão tentando justificar o erro agora. Veja o vídeo de Marcela aqui .  

Milagres. Alguns dos erros apresentados acima são grotescos, como amputar perna errada. Como pode a medicina, com tanta falibilidade, tantos erros, tantas incertezas, garantir que um bebê morrerá?
A medicina não consegue explicar muitas curas e também não tem condições para sentenciar a morte de ninguém, seja nascituro ou idoso.

Nós, padres, pastores e religiosos, ouvimos inúmeros casos de erros médicos. Os casos de erros médicos estão em muitos processos dos tribunais.   Muita gente desenganada, com doenças incuráveis, segundo a medicina,  tempos depois apresentam-se saudáveis.

A questão  não é somente jurídica, mas de incapacidade de a medicina garantir a vida ou sentenciar a morte das pessoas.

Os milagres são obras de Jesus Cristo, que não podem ser alcançados pelo Direito ou pela Medicina.

Dom de Deus. A vida é dom de Deus.  Nenhum homem pode tirar a vida de outra pessoa, sob qualquer argumento.

O Catecismo da Igreja Católica e o Evangelho são irredutíveis na proteção da vida humana:

2270. A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida (46).
«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei» (Jr 1, 5).
«Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da terra» (Sl 139, 15).
2271. A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto directo, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral:
«Não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém-nascido» (47).
«Deus [...], Senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis» (48).

Pena de morte. Não há nenhuma possibilidade de o Judiciário sentenciar à  morte um inocente e indefeso feto.  O feto pode morrer no útero de sua mãe, num aborto espontâneo,  ou  morrer minutos depois de nascer, se tiver anencefalia, doença pulmonar, doença cardíaca ou qualquer outra razão. Pode, ainda, por Milagre Divino, nascer forte e sadio e ser uma pessoa que vai mudar o mundo.  A Providência Divina deve ser respeitada.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Carta dos Bispos do Nordeste V ao Povo de Deus: está na hora de se fazer uma inversão de prioridades e de valores


Sábado, 19 de fevereiro de 2011

CARTA DOS BISPOS DO NORDESTE V AO POVO DE DEUS

DOS BISPOS DO REGIONAL NORDESDE 5 DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AOS PRESBÍTEROS, AOS DIÁCONOS, ÀS PESSOAS CONSAGRADAS, AOS FIÉIS LEIGOS E LEIGAS, BEM COMO A TODAS AS PESSOAS QUE ATUAM NA DEFESA E NA PROMOÇÃO DA VIDA NO MARANHÃO.



“Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão” (Mt 9, 36)


Nos dias 12, 13 e 14 de janeiro próximo passado, realizamos nossa reunião anual, desta vez em Carolina, no sul do Maranhão. A partir de relatórios, apresentados por diversos setores da Igreja, e de nossa própria vivência pastoral, pudemos mais uma fez refletir sobre a realidade maranhense. Ao contemplarmos a situação de nosso povo, lembramo-nos de Jesus de Nazaré e fomos tocados por sentimentos de compaixão, pois a dura verdade é que grande parte desse povo continua vivendo em situação de sofrimento e de abandono.

Um momento de otimismo 
À primeira vista, parece predominar no meio do povo um sentimento de otimismo e de euforia. Verificam-se intensas expectativas para com o futuro imediato. Há no ar um sentimento difuso de otimismo. De onde provém esse sentimento?

De um lado, este sentimento parece advir das numerosas promessas oficiais de empregos, de investimentos de toda ordem e de crescimento econômico generalizado. De fato, não podemos negar que mais pessoas têm subido à classe média, com maior acesso a bens de consumo. Também no campo e nas periferias das cidades, tem havido algumas melhorias através de políticas compensatórias como a bolsa família, energia rural e aposentadorias, fato que tem mitigado a extrema pobreza e freado, em parte, o êxodo rural. Num primeiro momento, o acesso ao mundo do consumo funciona como um estimulante. O esbanjamento de dinheiro – pessoal e público –, o consumo de bens, nem sempre de primeira necessidade, como por exemplo, celulares, aparelhos sofisticados de informática e de carros de luxo, parece exercer nas pessoas um fascínio irresistível.
De outro lado, essas expectativas – embora genéricas – parecem revelar um desejo humano profundo, legítimo, de caráter pessoal e coletivo, de sair definitivamente de uma situação de dependência, de insegurança e de abandono institucional ao qual foi relegado até hoje o povo maranhense. Parece ser a tentativa de se sentir reconhecido como cidadão emancipado, mesmo que inserido num sistema que o obriga a consumir e a gastar compulsivamente, a se endividar e a parecer aquilo que não é na realidade.

Na vida intra-eclesial, apesar de nossas fraquezas, limitações e pecados, podemos chamar a atenção para dois dados positivos.
Em 2010, com a nomeação de cinco novos bispos para o Maranhão – bispos diocesanos para Coroatá, para Caxias, para Brejo e para Viana e bispo auxiliar para São Luís –, uma terça parte do episcopado maranhense foi renovado, observando-se que, com exceção do último, todos os outros provêm de nossas comunidades locais.
O outro dado positivo em nossa vida eclesial é a constatação que, nas três últimas décadas, como fruto de um trabalho contínuo e perseverante, verifica-se um aumento significativo do clero local, formado aqui mesmo no Maranhão. Embora ainda em número insuficiente, esses presbíteros, jovens em sua maioria, sinalizam para uma Igreja cada vez mais enraizada e presente na vida do povo.
Olhar para o futuro com otimismo e esperança é condição primeira e indispensável para qualquer mudança da realidade presente. Tal atitude, porém, pode ocultar uma tendência quase inconsciente em remover sentimentos de impotência perante a realidade atual. De fato, não podemos negar que a realidade social e econômica do Maranhão é particularmente dura e iníqua. Como bispos, queremos nos associar àquelas ovelhas que, mesmo “no vale das sombras não temem mal algum”, pois, afinal, o Senhor é o único pastor e guarda do rebanho que nos conduz “por caminhos bem traçados e nos faz descansar junto às fontes de águas puras” (cfr. Salmo 23).


Está na hora de se fazer uma inversão de prioridades e valores

Sentimos que chegou a hora de não mais aceitar que se jogue com os sentimentos e as expectativas de nosso povo, vendendo-lhes promessas mirabolantes de que tudo, a partir de agora, vai melhorar. Estamos às vésperas da comemoração dos quatrocentos anos da chegada dos europeus a essas terras. É um momento oportuno de se fazer um resgate histórico das formas de luta por liberdade, de resistência à escravidão, de testemunho de coerência de grupos sociais e de evangelizadores que têm marcado positivamente a história de nosso Estado. Esse resgate nos ajudará a fortalecer um projeto popular independente e soberano.
A história do Maranhão, do Brasil tem sido marcada pela apropriação por parte de pequenos grupos, mediante influências políticas e corrupção ativa, daquilo que pertence a todos. Esses pequenos grupos fazem do bem público um patrimônio pessoal. Talvez por esse motivo, a maioria da população cuide tão mal de nossas praças e ruas, de nossas escolas e hospitais, de tudo aquilo que deveria estar a serviço de todos. Seria talvez uma maneira de reagir – certamente equivocada! – a esse tipo de apropriação indébita.
Para inaugurar um novo momento histórico, precisamos nos educar para um trato totalmente novo, mais ético, com o bem comum. Sentimos que chegou a hora de se fazer uma radical inversão de prioridades e valores. Não podemos deixar que o Estado continue colocando sua estrutura a serviço quase exclusivo dos grandes exportadores de minério, de soja, de sucos e carnes, construindo-lhes as infra-estruturas necessárias para obter sempre maiores dividendos. Ao contrário, ou paralelamente a isto, os aparatos do Estado devem estar a serviço da integridade humana de todos os seus cidadãos e cidadãs..
Preocupa-nos sobremaneira que, em nome de um ilusório e equicocado desenvolvimento, entendido de forma redutiva como desenvolvimento exclusivamente econômico – e não na sua acepção integral –, empresários, quadrilhas de colarinho branco, setores do Estado e do Judiciário pisoteiem direitos básicos, transgridam impunemente normas ambientais, desconsiderem medidas básicas de prevenção de saúde pública, agridam povos e territórios tradicionais, rios, matas e seres vivos em geral.
É urgente que produzamos sinais de uma nova sociedade na qual se proceda efetivamente a uma “inversão de prioridades”, investindo-se maciçamente em saneamento básico universal, em água potável, na distribuição equânime de terras férteis para quem trabalha nela, em unidades hospitalares para todos, em educação formal de qualidade. Está na hora de se fazer uma inversão de prioridades e valores também em relação ao papel do Estado e de seus representantes. Estes estejam em permanente escuta da sociedade civil, dos movimentos sociais, do povo e das suas legítimas aspirações e propostas para um verdadeiro bem comum.

Juntos a favor de “um novo céu e uma nova terra” (Cfr. Ap 21, 1)
Não podemos sonhar com uma nova sociedade se nos deixarmos arrastar por sentimentos de indiferença e de derrota. É preciso, ao contrário, mobilizarmos corações e instituições que ainda possuem sentimentos de compaixão e de justiça. É tempo de missão e de conversão pastoral.
Como pastores – juntamente com as nossas comunidades, pastorais e movimentos –, queremos apostar no surgimento de uma nova consciência para que o direito e a justiça se unam definitivamente; para que aquelas instituições públicas que são chamadas a defender os direitos coletivos de nosso povo – Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos e outros – não se omitam. E que assim, como fruto deste esforço e compromisso coletivo, ninguém tenha poder de matar os sonhos e os desejos de felicidade de cada criança, de cada mãe e pai, de cada jovem do nosso Estado.
Saudamos a todos em Cristo Jesus. Para a nossa Igreja pedimos a graça da coerência e da coragem para que ela possa continuar a missão de Jesus de Nazaré, levando luz aos cegos, liberdade aos cativos, esperança e a dignidade aos pobres de nossa terra (Cfr. Lc 4, 14ss).
São Luís do Maranhão, 14 de fevereiro de 2011
Armando Martín Gutierrez – bispo de Bacabal
Carlo Ellena – bispo de Zé Doca
Enemésio Ângelo Lazzaris – bispo de Balsas
Franco Cuter – bispo de Grajaú
Gilberto Pastana de Oliveira – bispo de Imperatriz e presidente do Regional NE-5
Henrique Johannpoetter – bispo emérito de Bacabal
José Belisário da Silva – arcebispo de São Luís do Maranhão
José Soares Filho – bispo de Carolina
José Valdeci Santos Mendes – bispo de Brejo
Ricardo Pedro Paglia – bispo de Pinheiro
Sebastião Bandeira Coêlho – bispo de Coroatá
Sebastião Lima Duarte – bispo de Viana
Vilsom Basso – bispo de Caxias
Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges – bispo emérito de Viana

http://dioceseitz.blogspot.com/2011/02/dos-bispos-do-regional-nordesde-5.html

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Conselho Constitucional Francês nega uniões homoafetivas

Passa ou não?
 Dom Aldo Di Cillo Pagotto

O Conselho Constitucional da França ratificou recentemente o que determina a Constituição Federal e o Código Civil daquele país negando a legitimidade das uniões homoafetivas (conhecido como casamento gay).

Tal decisão não contraria a natureza própria do matrimônio cuja finalidade é o bem do homem e da mulher, tendo em vista a formação de uma família. Entretanto, as uniões homoafetivas tendem à instabilidade. São episódicas e, portanto, desprovidas de consistência estável e monogâmica.

Aquele Conselho esclareceu que não existe nenhuma discriminação na lei que estabelece a legitimidade do matrimônio entre um homem e uma mulher. Segundo a lei natural é assim há séculos. As determinações do Conselho Constitucional francês simplesmente seguem a lei e a ordem natural, por sua vez, seguidas pelo poder público.

A decisão não impede que o Legislativo avalie e valorize as leis constitucionais que, de direito e de fato, reconhecem a legitimidade de duas ou mais pessoas estabelecerem vínculos societários, independentemente da sua vida afetiva e sexual. Caso o Parlamento francês reconsiderasse como natural a união homoafetiva, estaria reconhecendo-a como instituição familiar. No caso haveria uma modificação radical na forma da lei.

O Conselho Constitucional francês já havia proibido a adoção de crianças por casais homoafetivos. O que está em jogo é a contrariedade à ordem natural e o caráter provisório da união homoafetiva, desprovida de estabilidade. A delicada questão foi remetida aos legisladores franceses, evitando a tomada de decisões de forma unilateral. O mérito da questão mereceu um pronunciamento decisório oficial pela ilegitimidade.

No Brasil, Marta Suplicy, senadora do PT/SP, seguida de outros 27 senadores, desarquivou o anteprojeto da lei apresentado com insistência em várias ocasiões por alguns parlamentares abraçando a causa homossexual defendida e promovida pelas organizações congêneres. O movimento organizado visa estabelecer e legitimar as uniões homoafetivas, bem como criminalizar pessoas e instituições que eventualmente incorram em críticas e posições contrárias à causa comportamental homoafetiva.

Militantes da causa homossexual exigem que o Congresso proceda à revisão dos artigos do Código Civil em caráter de urgência entendendo que a discriminação das uniões homoafetivas contraria a Constituição Federal e ainda utilizando o princípio da “dignidade humana” contra a homofobia.

A defesa da causa seria aparentemente legítima. Notemos o equívoco.

Na verdade, a dignidade humana provém da ordem natural, do direito natural. Segundo a ordem da natureza, homem e mulher têm direito de se unir estavelmente em vista da geração de uma vida, portanto, da família. A dignidade humana não procede de uma atitude subjetiva: “eu penso assim, eu sou assim, eu vivo assim e exijo que todos sejam como eu quero”.

Homem e mulher são o que é a sua natureza. A natureza ordena-se ao bem dos indivíduos e ao bem comum. A dignidade humana provém daí. A salvaguarda do bem do indivíduo e do bem comum é missão do direito e da justiça. O bem comum é maior do que o bem do indivíduo. Uma minoria não pode derrogar o valor desse princípio, ou seja, da lei natural.

Artigo para o Jornal Correio da Paraíba (14/02/2011 )
Dom Aldo Di Cillo Pagotto
Arcebispo da Paraíba

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Milagre em Petrópolis não teria acontecido com o PNDH-3 vigorando


20, fevereiro, 2011

Luis Dufaur
O Brasil ainda conta os falecidos nos desabamentos da noite de 11 para 12 de fevereiro passado na região serrana do Estado do Rio. No momento que escrevemos o número chega a 902 e há 400 desaparecidos. Tratou-se da mais mortífera catástrofe natural da história do Brasil desde que há cômputos fiáveis.
Entretanto, uma frágil imagenzinha de gesso de Nossa Senhora das Graças resistiu de modo surpreendente à enxurrada mortífera, sem se mover do oratório onde estava sem nada que a prendesse, segundo informou o site Terra.
Ela não deixou de ser atingida pelas águas lamacentas do rio Santo Antônio que derrubaram e sepultaram casas, que arrastaram carros como se rolhas, árvores e, pior ainda, ceifaram numerosas vidas.
Só no Vale do Cuiabá, Petrópolis, onde se encontra a imagem foram recuperados 72 corpos e 26 pessoas estão na lista de desaparecidos.
A prova que a imagem resistiu de modo incrível esta inscrita nela mesma: ela está cheia de barro quase até a cintura, como também o simples oratoriozinho aberto que a protegia das intempéries.
A enxurrada descontrolada e assassina a envolveu, mas não pôde nada contra Ela.
Dias depois, em torno dEla, registrou o siteTerra, postes, móveis, veículos, roupas e a vegetação ainda formavam montanhas de entulho, exalando forte cheiro.
A imagenzinha de Nossa Senhora das Graças miraculosamente preservada sugere uma lição: é só aos pés de Nossa Senhora, agarrados a Ela que encontraremos proteção e segurança, mesmo nas horas em que parece que o perigo vai nos engolir.
A população local está agradecida, rebatizou-a Nossa Senhora do Vale do Cuiabá e a protegeu com uma redoma.
Perigos há muitos e podem nos pegar de surpresa no momento mais inesperado. Com Nossa Senhora não teremos nada a temer.
Mas, sem Ela… ali está o trágico exemplo do Vale do Cuiabá em Petrópolis: quantos dos que água levou rezavam seriamente a Nossa Senhora e procuravam imitar suas virtudes?
Como se apresentaram diante de Deus no dia de seu juízo particular que tudo indica foi esse mesmo momento da catástrofe?
Rezemos pelo repouso eterno de suas almas e nos encomendemos à misericórdia da Mãe de Deus, nosso divino e amado Juiz e Redentor.
Entrementes, uma outra reflexão se impõe: se o PNDH-3 tornar efetivo seu intento de banir os símbolos religiosos dos locais públicos - seria o caso de esta imagenzinha de Nossa Senhora – o que será então do Brasil?
Não podemos desejar nem permitir que o Brasil fique a mercê de enxurradas materiais e morais que até podem ser muito mais devastadoras que as sofridas pela região serrana do Rio de Janeiro, por causa de uma fantasia ideológica de esquerda.
www.ipco.org.br 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Manifesto contra Dom Luiz Bergonzini - Eleições de 2010

Fonte: Carta Maior
Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da vida em Abundância!
Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pelafidelidade à verdade, vimos a público declarar:
1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob opretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro,declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras. Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:
Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, líder ecumênico, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico César. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania Costa
Mercedez Lopes,
André Marmilicz
Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi – Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,
Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista – Hortolândia/SP
Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos – Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
Terezinha Albuquerque
PR. Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel, PR
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, Abelardo Luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva Timotheo da Costa
Ianete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza, agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
Maria Theresia Seewer
107. Ida Vicenzia Dias Maciel
108. Marcelo Tibaes
109. Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia – Goiás
110. Claudio de Oliveira Ribeiro. Pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.
104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
106. Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ – Secretario do CEBI RJ
107. Sílvia Pompéia.
108. Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE
109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.
110. Mosara Barbosa de Melo
111. Maria de Fátima Pimentel Lins
112. Prof. Renato Thiel, UCB-DF
114 . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
115 Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
116. Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
117. Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
118. Irene Maria G.F. da Silva Telles
119. Manfredo Araújo de Oliveira
120. Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
121. Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP
122. Adriano Carvalho.
123. Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.
124. Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
125. Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS
126. Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
127. M. Candida R. Diaz Bordenave
128. Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
129. Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
130. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
131. Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
132. Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
133. Targelia de Souza Albuquerque
134. Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)
135. Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo.
136. Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.
137. Adjair Alves (Professor – UPE)
138. Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL
139. Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP
140. Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
141. Carlos Cardoso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBA.
142. Isabel Tooda
143. Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,
144. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
145. Aristóteles Rodrigues – Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
146. Zwinglio Mota Dias – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
147. Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
148. Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
149. Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
150. Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA, líder ecumênico
151. Nercina Gonçalves
152. Hélio Rios, pastor presbiteriano
153. João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
154. Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
155. Maria Tereza Sartorio, educadora, ES
156. Maria José Sartorio, saúde, ES
157. Nilda Lucia Sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo
158. Ângela Maria Fernandes -Curitiba 159. Lúcia Adélia Fernandes
160. Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP
161. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
162. Otávio Velho, antropólogo
163. Iraci Poleti,educadora
164.Antonio Canuto
165. Maria Luisa de Carvalho Armando
166. Susana Albornoz
167. Maria Helena Arrochellas
168. Francisco Guimarães
169. Eleny Guimarães