sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Papa incomoda muita gente

Pessoas incomodadas fogem dos desafios dos ensinamentos de Jesus com as exigências do Evangelho que o Papa tem a coragem de apresentar ao mundo de hoje sem acomodações à mentalidade do tempo. Muitos procuram desacreditar o mensageiro para enfraquecer a mensagem.
Ficam remexendo na lata de lixo da história para fazer propaganda dos erros cometidos por pessoas da Igreja em vinte séculos. O exemplo negativo mais citado é o Papa Alexandre VI, um homem muito ambicioso que teve três filhos no tempo que era Cardeal. Seus inimigos cuidaram de multiplicar seus pecados. A revista VEJA chega a dizer que ele teve inúmeras amantes e filhos.
Mesmo quem não acredita em tanto exagero se pergunta como foi que a Igreja sobreviveu. Desde o início, ela superou escândalos como a traição de Judas e a negação de Pedro que os evangelhos não escondem.
Um artigo da VEJA desta semana apresenta de maneira tendenciosa casos de pedofilia de padres para atingir a Igreja e o Papa que teria acobertado tais abusos. Fala de dezenas de milhares de pessoas que foram agredidas física ou sexualmente por membros da Igreja na Irlanda no século passado. Botam na mesma panela com crimes de pedofilia os castigos físicos em casas de recuperação, coisa corriqueira na educação naquele tempo, especialmente nas tentativas de reeducação de jovens infratores.
VEJA traz acusações de um advogado de cinco homens que no tempo de meninos sofreram abusos de um padre. Diz que o padre não foi punido pelo Cardeal Ratzinger, apesar das denúncias levadas a Roma trinta anos depois. O caso é apresentado como prova que, para o Vaticano, defender os próprios interesses é mais importante que mitigar os sofrimentos das vítimas. VEJA omite o fato que a justiça civil não achou provas para condenar o malfeitor e que o padre estava tão velho e doente que já não era perigo para ninguém.
Outra prova trazida para dizer que o Papa era condescendente com padres pedófilos: Acolhida de um padre acusado em outra diocese, no seu tempo de arcebispo de Munique. O texto omite que o padre foi acolhido para tratamento psiquiátrico. Munique tinha 1700 padres. Naquele tempo ainda não estava tão claro que pedofilia não tinha cura. Nossa diocese tem apenas 40 padres, e o bispo não tem o poder de prevenir um passo errado de algum.
Qualquer dia destes vai aparecer alguém a denunciar o próprio Jesus como culpado pela traição de Judas. Segundo o condiscípulo João, Judas já tinha precedentes de surrupiar dinheiro da caixa comum, em vez de ajudar os pobres. Por que Jesus não mandou embora o administrador corrupto?
Aliás, já não falta quem diga que o próprio Deus seja culpado pelos pecados dos homens, a começar com a queda do primeiro casal, na tentação de comer do fruto proibido. Segundo Saramago bastava que Deus fizesse uma boa cerca para impedir que chegassem perto daquela árvore atraente. Para que não pudessem pecar nem precisava fazer cerca. Bastava não criar tal árvore para evitar qualquer tentação. Ou não proibir nada. Ou não nos dar o presente perigoso da liberdade e da responsabilidade. Ou interferir com seu poder, toda vez que alguém quisesse fazer uma coisa errada. Se você gosta de filosofia, tente imaginar o que você faria se estivesse no lugar de Deus. Criaria apenas robôs ou bichos programados para não poder fazer nada de mal?
Seria melhor que a Igreja ainda tivesse o poder de polícia como na idade média? A missão da Igreja é tentar educar os fiéis para a responsabilidade. Pode suspender um padre do uso de ordem, mas não pode prender ninguém. Nem pode impedir que qualquer um se apresente como bispo, ou que igrejas fundadas no século passado se apresentem como igreja católica. Notícias de escândalos com falsos padres e bispos respingam sobre a Igreja. Quanto a práticas homossexuais, fica perigoso condenar. Podem surgir acusações de homofobia. Tempos de confusão. Tempos difíceis para o Papa e para bispos.
Perguntas aos que acusam o Papa de ter acobertado padres pedófilos
1. Por que será que tantos ficam incomodados com os recados do Papa?
2. Por que fazem tanta propagando de coisas erradas na Igreja?
3. Por que aproveitam os casos de pedofilia de padres para acusar o Papa de falta de firmeza no trato do problema?
4. Se os juízes brasileiros têm tanta dificuldade em julgar casos atuais de corrupção que acontecem debaixo do seu nariz, como querem os julgadores do Papa que seja fácil para o Vaticano julgar casos antigos e distantes denunciados décadas depois?
5. Por que será que as denúncias sobre casos antigos de difícil verificação aumentaram tanto, quando denunciantes e seus advogados passaram a ganhar indenizações da Igreja?
6. Quantos são os incomodados com as exigências de um Papa intransigente na doutrina e na moral?
7. Querem atingir o mensageiro para enfraquecer a mensagem?

Dom Cristiano Jacob Krapf
Bispo de Jequié - Bahia
Fonte: Blog do Padre Onildo

A celebridade é fragil

Pode parecer um despropósito a abordagem conjunta sobre celebridade e doença. Particularmente quando se pensa na pessoa célebre como alguém com potência de força, seja física, esportiva, artística ou política - condição contrária à fragilidade do doente. No entanto, a condição humana pode hospedar, num tempo ou noutro, cedo ou tarde, força e fraqueza. O apóstolo Paulo, na primeira carta que escreveu aos Coríntios (capítulo sétimo), adverte: “Os que choram vivam como se não chorassem, e os que estão alegres como se não estivessem alegres; os que fazem compras como se não estivessem adquirindo coisa alguma, e os que tiram proveito do mundo como se não aproveitassem. Pois a figura deste mundo passa”. Essa advertência paulina projeta luzes sobre a realidade da espécie humana, tanto na força quanto na fraqueza. Ninguém é poderoso sempre, possui tudo sempre, tem força física sempre. E mais, ninguém está imune ao sofrimento e à dor, seja na própria vida, na família ou nas instituições que frequenta. Nem os amigos estão imunes. Essa verdade, que constantemente deve ser considerada, devolve cada um à realidade da sua condição de ser humano. Pela força da sabedoria, demove do orgulho e da soberba, além de corrigir o coração e a inteligência de toda indiferença causadora da falta de solidariedade, que impede a igualdade e perpetua as discriminações.

A consideração da fraqueza que se hospeda no ser humano, seja no enfermo, no pobre, no outro que pode menos, tem sido ofuscada, ilusoriamente, pela apelação das disputas e apegos pelo poder. Não menos, e de modo imoral, seduzindo multidões e tirando, como caça-níqueis, o seu dinheiro, por meio de espetáculos questionáveis, como é o caso do Big Brother. Na verdade, sob o apanágio do poder e dos momentos de celebridade, mesmo com a exposição do próprio corpo, da privacidade e dos desejos escondidos de ter e poder mais, o que se oferece em tal espetáculo é digno de lástima. Assiste-se a um show que mostra a fragilidade humana, a falta de valores e do sentido de dignidade e respeito. Voltar o olhar para quem precisa, especialmente o doente contracenando com a condição de celebridade, é um exercício educativo, oportuno na vida de qualquer um. Seja para os jovens de modo a não viverem na ilusão e chegarem despreparados ao lugar e à condição que todos chegam, ou os adultos, no auge da ascensão e conquistas, para que o orgulho e a soberba não os derrubem, com celeridade inusitada, dos postos e funções de um momento glorioso e passageiro.

Não por acaso havia o costume de, no momento glorioso das entronizações reais, entre louros, coroas e ovações, apresentar a lápide da celebridade com a inscrição, “Aqui jaz”. Isso para indicar o lugar de sua sepultura e sua condição final, que não será definitiva - em termos de condenação - para aqueles que praticam o bem, são misericordiosos, humildes e depositam a confiança em Deus.

A propósito, o Papa Bento 16 cita, em bela mensagem para o Dia Mundial do Doente, em 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes, o que disse o apóstolo Pedro (1ª Carta 2,24): “Pelas suas chagas fostes curados”. Isso, para reavivar na memória de todos que o Filho de Deus sofreu, morreu, mas ressuscitou. Suas chagas são o sinal da redenção, do perdão e da reconciliação, uma prova para a fé de todos os discípulos. O Papa dirige-se aos doentes e sofredores relembrando que “é justamente através das chagas de Cristo que podemos ver, com olhos de esperança, todos os males que afligem a humanidade. Ressuscitando, o Senhor não tirou o sofrimento e o mal do mundo, mas os extirpou pela raiz. À prepotência do mal opôs a onipotência do seu amor”.

Nesta semana que antecede o Dia Mundial do Doente vale acolher o convite para olhar os enfermos nos hospitais, em casa, nos asilos, casas de repouso ou nas clínicas e abrigos. Que crianças, jovens, adultos e velhos, com reverência traduzida em gestos de solidariedade, ofertas e presença consoladora, sejam um apelo para que haja mais investimentos em saúde, com boas estruturas médicas para todos, em especial os mais pobres e sofredores. Vale lembrar as palavras de Cristo para o juízo final, ao falar da garantia para a participação no Reino de Deus: “Estive doente e me visitastes”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

PAPA ORIENTA VOTO CONTRA ABORTISTAS - 28.10.2010


 
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VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEGLI ECC. MI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORDESTE V)
Alle ore 11 di questa mattina, il Santo Padre Benedetto XVI incontra i Vescovi della Conferenza Episcopale del Brasile (Regione NORDESTE V), in occasione della Visita "ad Limina Apostolorum".
Pubblichiamo di seguito il discorso che il Papa rivolge loro:

·  DISCORSO DEL SANTO PADRE 

Amados Irmãos no Episcopado,
«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
[01490-06.01] [Texto original: Português]

http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/2002/october/documents/hf_jp-ii_spe_20021019_brazil-nordeste-v_po.html

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pais sem atitude

A missão dos pais é dar formação integral aos filhos. Hoje o papel inverte-se. Pais patrocinam as vontades dos filhos, aliciados pelo consumismo. Crianças, adolescentes, pré-jovens tornam-se escravos dependentes de modas e modos. Shoppings, “fast-food”, eletro-eletrônicos, tatuagens, tênis. Pais são obrigados a patrocinar despesas supérfluas e caríssimas impostas ditatoriamente por filhos cheios de conveniências e melindres. Pais omissos subservientes às reivindicações dos filhos: não esperem compromisso co-responsável, nem gratidão, nem gratuidade.

Pais que buscam diversões sadias para os filhos frustram-se, pois raramente conferem uma agenda educativa e um local seguro. O que se encontra são forrós eletrônicos, zoada ritmada com letra pornô. A agenda só traz “balada” que só tem graça se regada à bebida alcoólica e outras drogas. Isso tudo está na ordem do dia, espontaneamente.

Por que nos submeter, nós e nossos filhos, à mesmice, sem qualidade artística, além da profusão de bebedeira e outras drogas? O poder público não patrocine empresários espertalhões que enchem as burras de grana, sem retorno para os serviços públicos. Que fiscalizem os “points”, barracas, bares, carros de som nas calçadas onde, em meio à ditadura da zoada e da droga, menores usam bebida alcoólica sem controle.

O povo paraibano aplaude o governador Ricardo que sustou o apoio financeiro do Estado aos governos municipais que promovem a si próprios, sob pretexto de incentivo ao turismo e à cultura. O lucro desses eventos fica mesmo com donos das “bandas”. Entanto, trata-se dos nossos impostos aplicados. Promover esses eventos que estimulam a mediocridade é ganho de simpatia de eleitores, reproduzindo cacifes eleitoreiros.

Na verdade, os jovens nem conhecem outras dimensões da arte e da cultura, a começar pelo resgate do forró “pé de serra” que aos poucos cede espaço a produções comerciais das “bandas”. Já conseguiram destruir grande parte da nossa genuína cultura, ricamente construída. Empresários reagem com frase manjada: “isso vai gerar desemprego, afastar turista”.

Entanto, pais e mães não dormem até que filhos cheguem. Numa madrugada receberão ligação: “sua filha sofreu acidente e foi levada ao Trauma”. Ou ainda, após algum tempo, descobre-se que a filha pegou um bucho ou que abortou numa clínica clandestina. Triste!

Um fato que causa compaixão: sem orientação na vida, adolescentes identificados como “emos” se juntam nas adjacências do centro histórico. Promiscuidade descomplexada, usando-se mutuamente. Alguém dirá: “Você tá por fora. A cabeça da juventude tá em outra. O papo é isso aí”. Ora, cabe a todos nós, pais, mestres, autoridades, formadores de opinião, apresentar às crianças, adolescentes e jovens diversões formativas, pedagógicas, sadias.

Existem projetos nesse sentido? Há mais de cinco anos, na capital paulista são oferecidos aos adolescentes e jovens projetos artísticos e culturais clássicos, “inculturados” na alma do povo de origem humilde, incluindo moradores das periferias. Projeto de inclusão, projeto inteligente!
Dom Aldo Pagotto
Arcebispo da Paraíba
Artigo de Dom Aldo para o Jornal da Paraíba (25/01/2011)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pior que a guerra

Passadas as eleições, sem querer reduzir a problemática do Brasil à questão do aborto, aproveito esse espaço para algumas considerações que ajudem a compreender a posição da Igreja Católica e da quase totalidade das Igrejas Cristãs sobre o assunto. Digo “a quase totalidade” por ter ouvido, horrorizado, na Internet, os argumentos nada evangélicos com os quais Edir Macedo defende a legalização do aborto. Tendo visto e ouvido a Presidente eleita, também na Internet, afirmar que a descriminalização-legalização do aborto já deveria ter vindo há mais tempo, tendo ainda ouvido a insinuação de que discutir esta questão era misturar religião com política, como se a defesa da vida desde a concepção fosse, em primeiro lugar, um preceito religioso, julgo-me no direito e no dever de expor o ponto de vista daqueles que defendem a vida sempre, em todas as suas etapas, desde o início até seu fim natural. Faço-o através de algumas afirmações cuja força lhes vem de sua racionalidade. Se o aborto provocado é eticamente possível, não há por que limitá-lo apenas a alguns casos ou, por ex., como o fez a legislação portuguesa, até o quarto mês de gravidez. Por que não até o nono? A máxima de Emmanuel Kant “age sempre de tal maneira que a máxima de tua ação possa ser erigida em norma universal” nos faz pensar. Legalizado, o aborto se torna um direito legal para todas as mulheres. Avançando na reflexão kantiana, perguntemo-nos: e se todas as mulheres do mundo resolvessem usar desse direito? Dirá o leitor abortista: “mas isso não vai acontecer”. Prezado leitor, não pode ser considerado um direito aquilo cujo exercício a reta razão afirma não poder ser posto em prática por todos. Façamos outra hipótese: legalizemos o suicídio, já que há pessoas que se suicidam, com grande sofrimento, por ex., tomando soda cáustica. Teríamos formas suaves de suicídio, à semelhança do histórico suicídio de Petrônio. Estaria assim instituído o direito ao suicídio. O suicídio pode ser um direito? E se todos os seres humanos se suicidassem? A humanidade pode, em uma assembléia geral, mediante votação, decidir-se pelo seu próprio extermínio? Dirá algum leitor, mas só seria permitido em circunstanciais especialíssimas. Mas, quem determinaria essas circunstâncias? Não teria que ser o próprio indivíduo? Há certos princípios de lei natural que não admitem exceção. Se é um direito o suicídio, não pode haver limitação para a liberdade daquele que se decide por ele. Basta o “não quero mais viver.” Não me acuse de estar mudando de assunto, pois entre o aborto e o suicídio só existe uma diferença: no aborto alguém se decide pela extinção da vida incipiente de outro. Foi bom ouvir a presidente eleita dizer que é a favor da vida, que vai se empenhar por melhorar a vida das pessoas, combatendo a miséria. Foi bom também ouvi-la proclamar que o aborto é uma violência, inclusive contra a própria mulher. Foi interessante ouvi-la dizer que nenhuma mulher fica feliz de submeter-se ao aborto... Estou de pleno acordo, pois já ouvi muitas, e dolorosas, confissões a respeito. Só não entendo como se pode pensar em legalizar uma coisa que só produz morte e infelicidade. Até hoje não encontrei nenhuma mulher normal que tenha se arrependido de ter levado até o fim sua gravidez. Existirá alguma que se declare feliz por ter aceitado o aborto que lhe fizeram? A lógica da ausência de valores na cultura atual poderá gerar fatos assim: professores proibidos de lecionar por ensinarem que matrimônio de verdade só é possível entre um homem e uma mulher; médicos expulsos do serviço público por se recusarem a fazer o aborto ou processados por não atenderem o direito ao suicídio assistido, também chamado, em certas circunstâncias, de eutanásia. Escutemos a palavra da Bem-aventurada Tereza que dedicou sua vida a acolher miseráveis a morrer nas ruas de Calcutá:"Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de AIDS; mas matar crianças inocentes não nos assusta! O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra!". É por isso que você, político cristão, tem obrigação de lutar para que não entre no programa de seu partido a proposta de legalização do aborto ou, então, que lhe seja respeitado o direito de votar, quando for o caso, a favor da vida nascente. Caso contrário, saia do partido. Aproveito este espaço para comunicar que, no próximo dia 27, início do Advento, o Santo Padre estará realizando em Roma uma grande “Vigília pela Vida Nascente”. Em todas as paróquias de nossa Arquidiocese realizaremos também essa Vigília atendendo a seu apelo: “Nessa Vigília, celebrada por todas as Igrejas Particulares, pediremos a graça e a luz do Senhor para a conversão dos corações e daremos um testemunho eclesial comum para uma cultura da vida e do amor”.(Bento XVI).

Dom Eduardo Benes de Sales
Arcebispo de Sorocaba

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Matando criancinhas: PT e Marta Suplicy continuam querendo o aborto

Em 2008, o projeto de lei 1135/91 foi enterrado pela Comissão de Saúde e Família, onde os favoráveis ao aborto foram vencidos,e pela Comissão de Constituição e Justiça, onde os parlamentares rejeitaram a proposta.

Mas o PT e seus deputados e senadores não se cansam de querer matar as crianças no útero de suas mães. Marta Suplicy, em seu primeiro dia no senado, já fala em liberar o aborto e em união civil de homossexuais. A matéria do Estadão vai na íntegra, abaixo:
"No Senado, Marta quer discutir aborto e união civil de homossexuais
Enquanto outros países avançam, nós retrocedemos', disse a senadora, que tomou posse nesta terça 01 de fevereiro de 2011 - 14h 04 - Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

BRASÍLIA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) tomou posse de seu mandato nesta terça-feira, 1º, afirmando que vai trabalhar pela aprovação de um projeto que permita a união civil de pessoas do mesmo sexo. Marta também defendeu a legalização do aborto e afirmou que o Parlamento precisa "avançar" em questões comportamentais. Marta foi indicada pelo PT para ocupar a primeira vice-presidência da Casa e deve ser eleita ainda nesta tarde.

Ela afirmou que vai ver os trâmites para a possibilidade de desarquivar um projeto que trata da união civil, de sua autoria, apresentado ainda quando era deputada. Marta disse que o tema pode ser discutido em outro projeto.

"Enquanto outros países avançam, nós retrocedemos, enquanto a Argentina reconhece a união civil e Buenos Aires é uma cidade 'gay friendly', nós temos espancamentos na avenida Paulista", disse a senadora.

Marta diz ver avanços sobre o tema no Judiciário, mas reclamou da atitude do Legislativo sobre o tema. "Tivemos um salto no Judiciário e o Parlamento está se apequenando, e nós precisamos avançar".

A senadora defendeu ainda a legalização do aborto, tema que colocou o PT na defensiva durante o processo eleitoral. "Não podemos daqui a quatro anos ter ainda este assunto sem discussão porque ninguém tem coragem de debater. A campanha eleitoral foi desastrosa em questões comportamentais, mas isso se deve ao acirramento da eleição e os ânimos agora estarão diminuídos e poderemos debater". Ela reconheceu, porém, que uma decisão sobre o aborto levará tempo e defendeu que toda a sociedade participe do debate."

Como se vê, na matéria acima, o PT e alguns deputados e senadores continuam insistindo no massacre à crianças inocentes e indefesas e na destruição da Família, a base fundamental de toda sociedade.
Guarulhos, 02 de fevereiro de 2011.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Bancada do PT na Câmara; a maioria é favorável a tudo o que não presta

Bancada do PT na Câmara: a maioria é favorável a tudo o que não presta

No sábado, publiquei aqui vários posts sobre a pesquisa feita pelo G1 com deputados que comporão a nova Câmara Federal. O portal conseguiu ouvir 414 dos 513 deputados sobre os mais variados temas. A maioria se disse favorável, por exemplo, ao financiamento público de campanha, mas contra o voto em lista fechada; favorável à redução da jornada de trabalho, mas contra a descriminação da maconha e do aborto; contra o fator previdenciário, mas favorável ao piso nacional para policiais. Comentei alguns desses assuntos polêmicos e depois escrevi um texto sobre o conjunto de dados cujo título é “Quem pode ferrar o Brasil? As esquerdas, como sempre! (aqui). Muita gente reclamou: “Como você pode afirmar isso?”

Bem, afirmei com base no que constatei. Em temas relativos a costumes e afins, fica evidente que a Câmara é saudavelmente conservadora. Ela é muito “progressista” quando se trata de sacar dinheiro do erário para fazer “justiça social”. Os deputados querem, por exemplo, o piso
nacional para policiais — a referência é o que se paga no Distrito Federal —, a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e dividir igualmente os royalities do petróleo. E quem paga a conta? O Tesouro!

Hoje, o G1 detalha os votos segundo a bancada. Adivinhem em qual delas os partidários da descriminação das drogas e do aborto são maioria… Bidu! Você não perderá um mindinho se apostar. Como o texto do G1 deixa claro, ouviram-se, proporcionalmente, mais deputados do DEM (86%) do que do PSDB, por exemplo (66%). Em todo caso, a tendência dos partidos fica clara. Ah, sim: a maioria dos petistas também quer o voto em lista fechada, aquele sistema que elege deputados sem rosto. Leia.
*
A maioria dos deputados do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, tem posição divergente da dos parlamentares dos outros três principais partidos brasileiros - o aliado PMDB e os oposicionistas PSDB e DEM - sobre algumas das principais questões polêmicas de levantamento
realizado pelo G1 - nesta terça, os novos parlamentares tomam posse.

Durante 60 dias (entre 29 de novembro e 27 de janeiro), o G1 procurou todos os 513 futuros deputados e conseguiu falar com 446, dos quais 414 (81%) aceitaram responder ao questionário proposto com 13 perguntas. Da nova bancada do PT, a reportagem ouviu 71 (80,6%) dos 88
deputados. Do PMDB, responderam 61 (78,2%) do total de 78; do PSDB, foram 35 (66%) em 53; e, do DEM, 37 (86%) de 43.

Aborto
A maior parte dos deputados da bancada petista se disse favorável à descriminalização do aborto (34 a favor, 27 contra, 3 em termos e 6 não souberam responder). Entre os deputados do PMDB, 36 se disseram contra a descriminalização, 10 a favor, 10 em termos e 5 não souberam responder, entre os do PSDB, foram 32 contra, 2 a favor e 1 em termos, e entre os do DEM, 33 contra, 2 em termos e 2 não souberam responder.

Maioridade penal
A maioria dos deputados petistas também declarou contra plebiscito sobre a redução da maioridade penal (56 contra, 11 a favor e 3 não souberam responder). Nos outros três partidos, a proposta seria aprovada com folga, de acordo com os deputados ouvidos pelo G1 - no PMDB, 43 se disseram a favor do plebiscito e 15 contra (3 não souberam responder), no PSDB, 21 afirmaram ser a favor e 14 contra, e no DEM, o placar foi de 27 a 9 (1 não soube responder).

Nova CPMF
O posicionamento também é diferente na bancada do partido em relação à criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), imposto semelhante à extinta CPMF (54 a favor, 12 contra e 4 não souberam responder). Os deputados ouvidos das bancadas de PMDB, PSDB E DEM se manifestaram contra - no PMDB foram 45 contra, 10 a favor e 6 não souberam responder; no PSDB, 33 contra, 1 a favor e 1 não soube responder; e no DEM, 33 contra e 4 a favor).

Lei da Palmada
Sobre a Lei da Palmada, que prevê punições a pais ou responsáveis que aplicam castigos físicos aos filhos, a maioria dos petistas se manifestou a favor da proposta (34 a favor, 24 contra e 12 não souberam responder). Nos outros três partidos, a maior parte dos parlamentares afirmou ser contra a proposta (PMDB: 33 contra, 18 a favor e 10 não souberam responder; PSDB: 25 contra, 8 a favor e 2 não souberam responder; e DEM: 23 contra, 12 a favor e 2 não souberam responder).

PSDB contra voto em lista
O PSDB, por sua vez, foi o único partido em que a maioria dos deputados ouvidos se disse contra o voto em lista fechada (em que o eleitor vota em uma lista de candidatos definida pelo partido) e o fim do fator previdenciário (mecanismo que reduz o benefício pago a quem se aposenta mais jovem), com 18 votos contra, 11 a favor e 6 dos que não souberam responder. Nos outros três partidos, o resultado foi o seguinte: PT, 48 a favor, 17 contra e 5 não souberam responder; PMDB, 29 a favor, 23 contra e 9 não souberam responder, e DEM 24 a favor, 11 contra e 2 não souberam responder.

DEM contra redução da jornada
O DEM é o único partido, dentre os quatro maiores, cuja maioria dos deputados ouvidos pelo G1 se manifestou contra a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas sem redução de salários. Dos 37 deputados do partido que responderam ao questionário, 24 se declararam contra a proposta, 11 a favor e 2 não souberam responder. No PT, o tema tem ampla maioria entre os deputados ouvidos: 68 a favor, 2 contra e 1 não soube responder. No PSDB, a questão é mais dividida (15 votos a favor, 13 contra e 7 não souberam responder). No PMDB, 27 deputados se manifestaram a favor da redação da jornada, 17 contra e 17 não souberam responder.
(…)

Por Reinaldo Azevedo -
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/bancada-do-pt-na-camara-a-maioria-e-favoravel-a-tudo-o-que-nao-presta/

PT o partido da mentira e da morte

Nota distribuída à imprensa, em 22.10.2010, mostrando minha indignação com a ação ilegal:

Guarulhos, 22 de outubro de 2.010.

Dilma e o PT me acusam de falsificar documento oficial da Igreja, assinado por três Bispos. O PT é o partido da mentira.

Desde 1.991, com o PL 1135, na Câmara Federal, o PT tenta liberar o aborto. Dilma sempre declarou que era um absurdo não liberar. Agora, me acusam de mentir sobre esses fatos verdadeiros. O PT é o partido da morte.(AQUI)

Diante de tanta manipulação, espero que o povo enxergue a verdade e vote certo.

Sou um sacerdote do Altíssimo. Na defesa da vida e do Evangelho dediquei minha vida e, se preciso, vou até a morte.

Rogo a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que interceda por todos os brasileiros junto a Nosso Senhor Jesus Cristo e abençôo a todos.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Vice-procuradora-geral eleitoral pede devolução do material sobre o aborto - "panfletos"- apreendido à Mitra Diocesana de Guarulhos

Vice-PGE é contra apreensão de panfletos da CNBB sobre aborto

3/11/2010
Para Sandra Cureau, debates políticos como esse não podem ser reduzidos a mera disputa eleitoral

A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer em que pede a revogação da medida liminar concedida na ação cautelar de busca e apreensão proposta pela coligação “Para o Brasil seguir mudando” e Dilma Rousseff contra a Editora Gráfica Pana Ltda. O parecer também pede a devolução de todo material apreendido à Mitra Diocesana de Guarulhos.

As autoras da ação afirmam que os panfletos, elaborados pela Comissão Regional em Defesa da Vida da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), veiculam propaganda negativa, ilícita e preconceituosa, ao imputar ao Governo Federal, ao seu atual representante e à candidata por ele apoiada, Dilma Rousseff, a defesa da legalização do aborto perante a ONU, congressos partidários e Congresso Nacional.

Em seu parecer, a vice-procuradora-geral eleitoral se manifesta a favor da manifestação apresentada nos autos pela Mitra Diocesana de Guarulhos, que requer a revogação da liminar e a extinção do processo. Para Sandra Cureau, o regime jurídico da propaganda eleitoral, que tem como uma de suas finalidades assegurar a igualdade entre os candidatos no pleito eleitoral, não impede que grupos sociais manifestem suas opiniões sobre as eleições e a respeito do posicionamento dos candidatos a cargos eletivos e seus respectivos partidos.

“Admitir isso seria o mesmo que incompatibilizar a legislação eleitoral com o próprio regime constitucional, que, além de erigir o pluralismo político ao status de fundamento da República, estatui que a liberdade de manifestação e pensamento é direito fundamental”, explica.

A vice-PGE destaca também que, embora os panfletos tenham caráter claramente político e exprimam posicionamento quanto às eleições, já que recomendam votos somente a candidatos e partidos contrários ao aborto, seu conteúdo não pode ser conceituado como propaganda eleitoral, pois não foi elaborado por candidato ou partido político.

Ela acrescenta que debates políticos como o referente ao aborto não podem ser reduzidos a mera disputa eleitoral e submetidos ao poder de polícia da Justiça eleitoral. “Aliás, é natural e saudável que temas como esse sejam debatidos durante o período eleitoral, pois isso permite que os candidatos se posicionem, assumam compromissos, esclareçam suas ideias e pactuem com seus eleitores os termos de sua ação política. Em uma sociedade verdadeiramente democrática e plural, o período eleitoral deveria ser justamente o ápice desse tipo de discussão”.

O parecer lembra ainda que, se o Partido dos Trabalhadores, expressamente citado no corpo do folheto, deseja esclarecer seu posicionamento ou mesmo alegar que as informações ali divulgadas são inverídicas, pode utilizar seus próprios meios ou as vias da Justiça comum.

Leia a íntegra do parecer.

Secretaria de Comunicação
Procuradoria Geral da República
(61) 3105-6404/6408
Link: http//noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_eleitoral/vice-pge-e-contra-apreensao-de-panfletos-da-cnbb-sobre-aborto

Seja bem-vindo bebê - mulheres grávidas recebem berços e colchões da Arquidiocese de Maceió - Oração da mulher grávida

S. do Mundaú: Grávidas recebem berços e colchões da Arquidiocese de Maceió
Cerca de 110 mulheres foram beneficiadas pelo Projeto seja bem-vindo bebê
Gazetaweb- com Dulce Melo - 01.02.2011 | 23h34

Cerca de 110 grávidas de Santana do Mundaú cadastradas no Projeto Bem-Vindo Bebê, da Arquidiocese de Maceió, receberam nesta terça-feira (01) berços, colchões, travesseiros, forros e mosquiteiros. A distribuição aconteceu na Igreja de Santa Ana, apos missa celebrada pelo padre Nilton Marques.

O interessante do projeto é que os berços ofertados são feitos por pessoas que estão em tratamento para se livrar da dependência química.

Elas são assistidas com o apoio da Igreja Católica em uma unidade que fica em Juvenópolis, região de Bebedouro, e também na Casa do servo sofredor.

No período de recuperação, os assistidos têm o tempo ocupado para não sentir falta dos entorpecentes.A previsão é de que mais berços sejam levados para outras gestantes da cidade.
Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=223280

ORAÇÃO DA MULHER GRÁVIDA

Meu Deus, pela fecundidade me concedeis a graça de colaborar Convosco no mistério sagrado desta vida nova que se forma em meu seio.

Aqui estou para agradecer-Vos e para implorar.

Um dia quisestes que vosso Filho Jesus se fizesse homem de carne e do sangue de Maria, a Virgem de Nazaré.

Por esse acontecimento santo, eu vos rogo: Protegei-me nesta gravidez, a fim de que meu filho nasça perfeito e sadio, seja também Vosso filho pelas águas do Batismo e cresça abençoado e feliz.

Eu o consagro desde agora a Vós e à Virgem Maria!

Eu aceito generosamente os incômodos desta espera e do momento em que meu filho vier à luz.

Peço-Vos apenas que me conforteis e me deis força para tudo suportar e que eu tenha vida e saúde para cuidar desta criança enquanto ela de mim precisar.

Santa Mãe de Deus alcance de Jesus, Vosso Filho, o que peço agora pela vida que trago em meu seio.

Assim Seja.

Amém.
http://www.pequeninosdosenhor.com.br/index.php/2010/12/a-espera-de-um-pequenino-oracao/

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Políticos abortistas não são confiáveis, diz cardeal Cipriani

Políticos abortistas não são confiáveis, diz cardeal Cipriani
Esclarecimento frente às próximas eleições no Peru

LIMA, segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - O cardeal Juan Luis Cipriani, arcebispo de Lima, afirmou que "aqueles que querem matar as crianças não estão preparados para governar", em resposta a posições pró-aborto de um candidato a presidente da República do Peru nas eleições gerais convocadas para 10 de abril.

O purpurado respondeu desta forma às polêmicas propostas de legalização do aborto e das drogas, feitas pelo candidato de Peru Posible, Alejandro Toledo, quem depois tentou matizar ou retificar a sua posição.

"Quando falamos sobre o aborto, falamos de eliminar uma vida, e a Igreja nos indica - no quinto mandamento - não matar. Portanto, a posição da Igreja não é objeto de uma religião somente, porque o aborto é contra a lei natural, que pede que respeitemos a vida desde o primeiro momento da concepção", disse ele em seu programa de rádio "Diálogo da Fé", emitido pela RPD.

O arcebispo de Lima também lembrou que a Constituição política do Peru ampara a vida desde o primeiro momento da concepção, reconhecendo o concebido como sujeito de direito.

"Felizmente, as pessoas simples ainda têm essa sensibilidade, amam seus filhos, os educam e os amam. Portanto, no instante da concepção já há um ser humano, e não podemos, de forma fácil e superficial, dizer que é uma questão sobre a qual temos de discutir. Coloque-se em primeira linha como voluntário para a morte, mas não decidamos, em uma campanha política, quem vai nascer que não vai nascer."

No que diz respeito às posições que sustentam que a mãe "tem a liberdade de abortar", lembrou que nesta delicada questão entram em jogo duas liberdades: a da mãe e a do concebido, sujeito de direito.

"A liberdade da criatura somos nós que devemos defender. A criança não tem voz, e a medicina diz que há uma vida separada da mulher. Nós não podemos, nem de longe, pretender estabelecer qualquer tipo de padrão por meio do qual podemos eliminar uma vida: isso se chama aborto", enfatizou.

Referindo-se às posições do líder do Peru Posible, o cardeal considerou "que foi uma falha grave, sobre a qual é preciso pedir uma resposta clara e determinante de um dos candidatos, o Dr. Toledo, que disse isso. Infelizmente, às vezes dizem uma coisa e outra e, como todos, ele também pode mudar de opinião, mas então deve claramente rejeitar o aborto."

"Deem as crianças para mim"

O arcebispo de Lima propôs também alternativas de acolhimento para crianças que não são desejadas pelas mães.

"Posso garantir-lhes que o drama da marca que um aborto deixa acompanha a pessoa a vida inteira. Minha experiência sacerdotal confirma isso: muitas mulheres vivem suas vidas inteiras em terapias psicológicas para recuperar-se do processo de um aborto."

"Acho que existem muitas alternativas para acolher a criança em um lar, um orfanato, muitas iniciativas para apoiar esta situação, mas afastemos a tragédia do aborto da discussão sobre a eleição do país. A Igreja continua sendo clara e os bispos dizem a todos os fiéis: se você se considera um católico, diga ‘não!' ao aborto, e o candidato que não for claro não é um homem confiável. Existem clínicas de apoio e acolhimento para que, nos primeiros meses de gravidez, não se caia na tentação de achar que a solução é matar a criatura", continuou.

Por outro lado, o cardeal Cipriani lamentou a proposta de legalizar as drogas, lembrando que a droga "é um vício que destrói famílias".

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras
NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 - CNBB

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO ATODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “www.cnbbsul1.org.br”.
                                                                                                                                                                              São Paulo, 26 de Agosto de 2010.
                                                                                                             
       Dom Nelson Westrupp, scj        Dom Benedito Beni dos Santos                Dom Airton José dos Santos                                                               
Presidente do CONSER-SUL 1  Secretário Geral do CONSER SUL 1  Vice-presidente do CONSER-SUL 1
 _________________________________________________________________________________
Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,
considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,
considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual
reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,
considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91,
    como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,
considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,
considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,
considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,
considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no
Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do abortoque investigaria o assunto,
RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem
as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da
Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA - CNBB

64,49% dos deputados federais são contra a liberação do aborto, aponta G1

Descriminalização do aborto: 78 deputados a favor, 267 contra
Levantamento do G1 ouviu parlamentares sobre 13 temas polêmicos

29/01/2011 - 11:00 - Globo.com/G1

A descriminalização do aborto é rejeitada pela maioria dos deputados da futura legislatura, segundo levantamento feito pelo G1.

À pergunta "É favorável à descriminalização do aborto?", 267 disseram "não", 78, "sim", 37, "em termos", e 32 não souberam responder, totalizando 414 dos 513 deputados que farão parte da nova legislatura, que se inicia na terça-feira (1º).

O levantamento do G1 ouviu opiniões a respeito de 13 temas polêmicos. Os resultados serão divulgados ao longo deste sábado (29). A reportagem conseguiu contato com 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. Outros 67, mesmo procurados por telefone ou por intermédio das assessorias durante semanas consecutivas, não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações (leia mais sobre a metodologia ao final do texto).

Os 267 deputados que se declaram contra a descriminalização do aborto representam 52% dos 513 que comporão a Câmara e 64,4% dos 414 que responderam ao questionário. Desde a década de 1990, mais de 50 projetos sobre o tema aborto foram apresentados na Câmara dos Deputados. A maior parte propõe mudanças em artigos do Código Penal, para abrandar ou aumentar penas a médicos e
mulheres que praticam o aborto.

Outros projetos propõem a liberação total do aborto, estipulando prazos de até 90 dias de gestação para a prática; outros regulamentam o aborto apenas para casos de fetos sem cérebro ou com má-formação. Alguns dos projetos aguardam apreciação do plenário desde 1991.

Aborto e política

A legalização do aborto é um tema controverso, que ganhou relevância durante a campanha presidencial de 2010, depois de a então candidata Dilma Rousseff ter sido acusada de defender a prática. Durante a campanha, Dilma disse que o assunto era uma questão de saúde pública.

Em dezembro passado, o governador do Rio, Sérgio Cabral, tratou do tema. Segundo ele, a atual legislação sobre aborto no país é uma “vergonha” e há "hipocrisia" na discussão sobre o assunto.

Em 2007, em entrevista exclusiva ao G1, Cabral havia defendido o aborto como forma de combater a violência no Rio de Janeiro. "Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal", declarou na época.

Cabral usou como argumento teses do livro "Freakonomics", dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA.

Levantamento
O levantamento do G1 teve início em 29 de novembro e foi finalizado em 27 de janeiro. Envolveu uma equipe de 25 jornalistas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A reportagem procurou todos os 513 deputados que assumirão mandatos na Câmara. No caso dos deputados que assumiram cargos no governo federal, em estados ou municípios, o G1 procurou o primeiro suplente das coligações para responder ao questionário.

Embora decisão de dezembro do Supremo Tribunal Federal diga que o suplente a ser empossado é o do partido (em razão de entendimento de que o mandato parlamentar pertence ao partido), o G1 procurou os suplentes das coligações. Isso porque essa decisão do Supremo vale para um caso específico e não se aplica automaticamente a situações semelhantes. De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tomarão posse em 1º de fevereiro os suplentes das coligações.

A maioria dos parlamentares respondeu às perguntas por telefone, mas uma parte preferiu receber o questionário por e-mail para devolvê-lo impresso. Em todos os casos, os deputados foram informados de que não teriam suas respostas individualizadas.

Presidente do Uruguai vetou liberação do aborto


Presidente uruguaio veta lei de descriminalização do aborto
Da AFP

O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, interpôs seu veto, nesta quinta-feira, ao artigo que descriminaliza o aborto na lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, aprovada esta semana pelo Congresso, informou o ministro de Turismo, Héctor Lescano.
"Nas próximas horas, chegará a notificação ao Poder Legislativo, mas o concreto é que (o veto) já foi redigido e devidamente interposto", disse Lescano.
O projeto, sancionado na última terça, por 17 votos em 30 no Senado com as adesões dos legisladores governistas, habilita a mulher a "decidir a interrupção de sua gravidez durante as 12 primeiras semanas de gestação", alegando situações de penúria econômica, familiares, ou
de idade.
Também se contempla a interrupção por razões de saúde, más-formações, ou risco de vida da mãe.
O presidente, que é médico oncologista, havia anunciado, diversas vezes, que não aprovaria a norma, porque a mesma contém elementos "com os quais filosófica e biologicamente não estou de acordo".

Fonte: quinta-feira, 13 de novembro de 2008 20:32
http://www.dgabc.com.br/News/1069273/presidente-uruguaio-veta-lei-de-descriminalizacao-do-aborto.aspx

domingo, 30 de janeiro de 2011

Papa Bento XVI aos Bispos da CNBB Regional Nordeste V


EXTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2010

ROMA LOCUTA CAUSA FINITA EST

Discurso do Papa aos Bispos da CNBB – Nordeste V – 28.10.10

Arquivado em: Papa Bento XVI — Prof. Felipe Aquino at 2:25 pm on quinta-feira, outubro 28, 2010
Amados Irmãos no Episcopado,
«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf.Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
 Fonte:http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/