sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dom Bergonzini tem a coragem de defender os valores de sua Igreja - Jornal do Brasil

POLÍTICA

"Dom Bergonzini tem a coragem de defender os valores de sua Igreja. Mas há quem se escandalize com isso"

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Publicado em 17/10/2010 pelo(a) Wiki Repórter mirna_cavalcanti_de_albuquerque, Rio de Janeiro - RJ
Brazão de Armas de Dom Luiz - DESCRIÇÃO HERÁLDICA - ESCUDO de Azul - estilo clássico - com frente partida em chefe, tendo na ponta um cordeiro em prata e em chefe à direita um livro aberto (bíblia) com as letras "Alfa" e "Ômega" e à esquerda um cesto de pães, símbolo eucarístico, em ouro sobre o fundo azul. ORNATO - O todo, encimado pelo chapéu prelatício em verde, com duas séries de borlas, colocadas uma, duas e três pendentes nos flancos. TIMBRE - Cruz pastoral de ouro, sobressaindo de um nó bem no centro da faixa onde está o lema episcopal. LEMA - "Oportet Illum Crescere" ("... é necessário que Ele cresça..." Jo. 3,30) em negro, sobre o fitão de prata. DESCRIÇÃO SIMBÓLICA O Escudo de S. Excia., na sua forma heráldica, lembra o escudo de Dom TomásVaquero, Bispo Emérito de São João da Boa Vista, que durante 28 anos foi o seu bispo. O fundo azul é símbolo de Maria que sempre esteve presente na vida do novo bispo: Lembra os seus seminários: "Maria Imaculada" de Ribeirão Preto (seminário menor) e "Imaculada Conceição do Ipiranga" (seminário maior). Orago da Diocese onde inicia o seu ministério episcopal (Imaculada Conceição).Sob proteção de Maria Imaculada Conceição coloca o novo bispo o seu ministério episcopal. O Cordeiro, retirado do escudo de sua terra natal, São João da Boa Vista, simboliza o local onde nasceu e passou toda sua vida de cidadão, cristão e sacerdote. O livro aberto (Bíblia), Cesto de Pães e Báculo, simbolizam as missões essenciais do Bispo: ensinar,santificar, governar. O livro significa o Cristo palavra que deve ser anunciado a todos sem distinção; O cesto de Pães lembra o Cristo Vida que é comunicado aos homens, de modo especial pelos sacramentos, tendo como ápice a Eucarístia; O Báculo significa o Cristo Pastor que orienta, protege e dirige as ovelhas, usando do cajado para protegê-las. O lema "Oportet Illum Crescere" ("... é necessário que Ele cresça...") (Jo. 3,30) define, usando palavras de São João Batista, a entrega total de sua vida à missão evangelizadora de fazer o Cristo conhecido, amado e servido, como fez oBatista, até mesmo com o sacrifício da própria vida, se preciso for ("...e que eu diminua"), procurando sempre promover o Cristo e nunca a si mesmo. (Mirna Cavalcanti de Albuquerque) - Foto: http://www.diocesedeguarulhos.org.br/miolo.asp?fs=menu&seq=72&gid=1Inserida por: Administrador fonte: Anuário 2003 - 2004
Governo atua para tentar dividir cúpula católica

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, nascido no dia 20 de Maio de 1936 em São João da Boa Vista, filho de Luiz Bergonzini e de Aristea Bruscato, ordenado presbítero aos 29 de Junho de 1959. Nomeado Bispo de Guarulhos por S.S. o Papa João Paulo II aos 4 de Dezembro de 1991. Ordenado Bispo em São João da Boa Vista aos 7 de Fevereiro de 1992. Posse em Guarulhos aos 23 de Fevereiro de 1992.

(*) http://www.diocesedeguarulhos.org.br/miolo.asp?fs=menu&seq=72&gid=1 


O Estadão de hoje traz uma reportagem sobre a divisão de bispos da Igreja Católica provocada pelo processo eleitoral. Leiam um trecho. Volto em seguida:

Por José Maria Mayrink:

A discussão da questão do aborto na campanha eleitoral, que está dividindo os católicos por causa do veto de alguns bispos à candidata petista Dilma Rousseff, provocou um racha no episcopado em nível nacional e deverá deixar sequelas na vida da Igreja, seja qual for o resultado do segundo turno, em 31 de outubro.

A polêmica terá também reflexos na eleição para a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em maio do próximo ano, quando um grupo conservador, contrário à atual linha de diálogo, tentaria tomar o poder para adotar uma posição mais dura de oposição ao governo. Pelo menos, na hipótese de Dilma vir a ser a vencedora.

A confusão foi armada pelo apoio dado pela direção do Regional Sul 1, que reúne as 41 dioceses de São Paulo, em 26 de agosto, a uma nota intitulada Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras, da Comissão em Defesa da Vida, que recomendava aos eleitores que "independentemente de suas convicções ideológicas ou religiosas", dessem seu voto "somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

O autor ou inspirador do texto foi o padre Berardo Graz, da diocese de Guarulhos, cujo bispo, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, encampou o manifesto e citou, entre os vetados, o nome de Dilma. Passado o primeiro turno, d. Luiz Gonzaga reiterou sua posição, alegando que, embora a petista tenha feito uma profissão de fé em defesa da vida, não se podia acreditar nela. "Dilma, que se faz agora de santinha para dizer que é contra o aborto, já mudou de opinião três vezes."

Artigos e entrevistas de d. Luiz Gonzaga irritaram outros membros do episcopado paulista, principalmente porque grupos de católicos contrários ao aborto e à candidatura Dilma distribuíram milhares de cópias da nota do Regional Sul 1 de apoio ao manifesto da comissão coordenada pelo padre Berardo. A distribuição do material em paróquias de outras dioceses, à revelia de seus bispos, pôs mais lenha na fogueira. O texto se multiplicou também em mensagens pela internet, espalhando-se por todo o País.

Na Paraíba, o arcebispo de João Pessoa, d. Aldo Pagotto, gravou um vídeo, postado do YouTube, que encampava a nota do Regional Sul 1 e condenava explicitamente a candidata petista. Procurado na quinta-feira por telefone, d. Aldo mandou dizer por sua assessoria de imprensa que não falaria mais sobre o assunto. O arcebispo de Brasília, d. João Braz de Aviz, também criticou a petista. Aqui

Comento

Padres, bispos e outras pessoas ligadas à hierarquia católica - e o mesmo ocorre na maioria das igrejas - podem ter a posição política pessoal que acharem mais conveniente. Como todos nós, têm suas convicções ideológicas, sua visão de mundo para os assuntos da vida laica; assim, como cidadãos que também são, divergem sobre as qualidades deste ou daquele candidatos e os rumos do país.
Mas há algumas coisas que dizem respeito a princípios da Igreja à qual pertencem. E o repúdio ao aborto é uma delas. A Igreja Católica, infelizmente, está contaminada pela ideologia faz tempo - e isso, à diferença do que dizem os partidários do que chamo Escatologia da Libertação, mais a enfraquece do que a fortalece. Para voltar à imagem de Sobral Pinto - um católico tradicionalíssimo, que enfrentou a ditadura de Getúlio Vargas e a ditadura militar--, muitos setores trocaram a Cruz pela foice e pelo martelo. Em vez de Jesus Cristo, rudimentos de Karl Marx.
O tal manifesto a que dom Luiz Gonzaga Bergonzini deu apoio lembra os princípios da Igreja de que ele é bispo, fazendo um histórico das muitas vezes em que o PT atuou - porque atuou - em favor da descriminação do aborto. Cumpriu a sua obrigação de pastor. Se Dilma Rousseff, candidata do PT, estava - e estava - comprometida com essa luta, esse, sim, é um problema da política, não da religião.
Ocorre que ela tentou resolver a questão por meio da religião, não da política. O que quero dizer com isso? Dilma correu para tentar provar que a) havia mudado de idéia e se tornado uma católica exemplar; b) havia uma grande conspiração político-religiosa contra ela. Que tivesse a coragem de defender o seu ponto de vista, ora essa! Ninguém é obrigado a comungar dos valores cristãos. Nem deve fingir que comunga.
O governo federal, por sua vez, passou a atuar firmemente para rachar os bispos da Igreja Católica. O centro-avante da operação foi Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula,  ex-seminarista que tem seus interlocutores na Teologia da Libertação. Conseguiu levar a cizânia onde deveria haver consenso. E o consenso é pela condenação ao aborto - ou provem o contrário os adversários do manifesto.
Em uma carta aos bispos em que esclarece a sua posição, escreve d. Luiz Gonzaga Bergonzini:
"O meu comportamento é baseado em minha consciência e no Evangelho. E visa à discussão de valores com a sociedade. Seja qual for o resultado das eleições, filósofos, sociólogos, antropólogos, religiosos e a população já começaram a debater o que chamam de "agenda de valores". O relativismo na sociedade e na Igreja Católica, sempre lembrado pelo papa Bento XVI, também tem sido questionado: o meu sim é sim e o meu não é não."
O trecho é impecável! Uma eleição, se querem saber, sempre é decidida pela agenda de valores. E é preciso ter a coragem de distinguir o "sim" do "não".

Por Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/este-homem-tem-a-coragem-de-defender-os-valores-de-sua-igreja-mas-ha-quem-se-escandalize-com-isso-governo-atua-para-tentar-dividir-cupula-catolica/
Fonte: Jornal do Brasil

Presidente do Chile, Sebastian Piñera, disse não ao aborto

Viernes 24 de diciembre de 2010
SEBASTIAN PIÑERA, Presidente de la República dice no al aborto
Piñera explica su oposición a proyectos de aborto terapéutico

El Mandatario dice que nunca apoyará una iniciativa "cuyo objetivo sea matar la vida del niño que está por nacer".
por C. Bofill

¿Cuál es su posición sobre el aborto terapéutico?

Nuestro gobierno siempre va a apoyar y proteger la vida, lo cual incluye, de forma muy especial, a una criatura, inocente e indefensa, como el niño o niña que está por nacer. Naturalmente que estamos conscientes de que hay casos en que la protección de la vida de la madre exige procedimientos médicos que pueden poner en riesgo o, incluso, terminar la vida del niño que está por nacer. Esa situación nos parece legítima y aceptable, porque el objetivo es salvar la vida de la madre y la consecuencia no deseada puede ser la pérdida de la vida del niño. Es totalmente distinta a un aborto, porque en ese caso, el objetivo es matar la vida de una criatura inocente. Esta cultura de la vida con la cual estamos comprometidos exige apoyar a las mujeres embarazadas en situación vulnerable para que opten por la vida. En nuestro país, todos los años nacen 240 mil niños y si bien no hay cifras oficiales, se estima que la cifra de abortos es entre 100 mil y 200 mil al año.

Se han anunciado dos proyectos en el Congreso. Uno de Evelyn Matthei (UDI) y Fulvio Rossi (PS) y otro de Guido Girardi (PPD). ¿Cómo los ve?

En primer lugar, me parece legítimo que en una sociedad democrática y pluralista estos temas se discutan. El Congreso es una buena instancia para esa discusión. Sin embargo, la posición de nuestro gobierno va a ser siempre de defensa de la vida. Nunca vamos a estar a favor de ninguna disposición cuyo objetivo sea matar la vida del niño que está por nacer.

¿Específicamente, cuál es su opinión del proyecto de Matthei y Rossi?

El proyecto de la senadora Matthei y del senador Rossi tiene dos componentes. El primero, apunta a permitir que cuando está en riesgo la vida de la madre se puedan aplicar tratamientos que puedan poner en riesgo la vida del niño que está por nacer, y le repito que esto me parece legítimo. Eso existía en la legislación chilena y hoy hay un área gris en esa materia. Por lo tanto, me parece muy conveniente aclarar que cuando el objetivo es salvar la vida de la madre y se atenta en forma no deseada contra la vida del hijo, sea algo permitido y legítimo.

¿Y el segundo componente?

El segundo componente tiene que ver con permitir el aborto cuando se estima que la vida del niño que está por nacer es inviable y ahí estamos entrando en un campo muy delicado. ¿Quién califica la viabilidad o inviabilidad? Además, si aceptamos ese argumento podríamos hacerlo extensivo también a personas ya nacidas cuya vida sea inviable. Estoy de acuerdo con la primera parte del proyecto de los senadores Matthei y Rossi, pero en desacuerdo con la segunda.

El proyecto del senador Girardi, además de esas causales, contempla permitir el aborto en caso de que la madre haya quedado embarazada producto de una violación.

Me opongo por una razón muy simple. El niño que está por nacer no es responsable de la conducta de sus progenitores. Siempre vamos a optar por proteger la vida del niño, independientemente de la conducta de su progenitor.

Fuente:
Difundan libremente este artículo
CONSULTEN, OPINEN , ESCRIBAN .
Saludos
Rodrigo González Fernández
Diplomado en "Responsabilidad Social Empresarial" de la ONU
Diplomado en "Gestión del Conocimiento" de la ONU
Diplomado en Gerencia en Administracion Publica ONUhttp://sebastian-pinera-

LINK presidente.blogspot.com/2010/12/sebastian-pinera-presidente-de-la.html

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Rei do Aborto", Bernard Nathanson, virou católico

O Aborto
Bernard Nathanson: Quando a "Mão de Deus" alcançou o "Rei do aborto" O quê pode levar um poderoso e reconhecido médico abortista a converter-se em um forte defensor da vida e abraçar os ensinamentos de Jesus Cristo?

Pode que tenha sido o peso de sua consciência pela morte de 60 mil nascituros ou talvez as muitas orações de todos aqueles que rogaram incessantemente por sua conversão?

Segundo Bernard Nathanson, o famoso "rei do aborto", sua conversão ao catolicismo resultaria inconcebível sem as orações que muitas pessoas elevaram a Deus pedindo por ele. "Estou totalmente convencido de que as suas preces foram escutadas por Ele", indicou emocionado Nathanson no dia em que o Arcebispo de Nova York, o falecido Cardeal O'Connor, o batizou.

Filho de um prestigioso médico especializado em ginecologia, o Dr. Joey Nathanson, a quem o ambiente cético e liberal da universidade o fe abdicar da sua fé, Nathanson cresceu em um lar sem fé e sem amor, onde imperava muita malícia, conflitos e ódio.

Profissional e pessoalmente Bernard Nathanson seguiu durante uma boa parte de sua vida os passos do seu pai. Estudou medicina na Universidade de McGill (Montreal), e em 1945 começou a namorar Ruth, uma jovem e bela judia com quem realizou planos de matrimônio. Porém a jovem ficou grávida e quando Bernard escreveu para o seu pai consultando-lhe sobre a possibilidade de contrair matrimônio, este lhe enviou cinco notas de 100 dólares junto com a recomendação de que escolhesse entre abortar ou ir aos Estados Unidos para casar-se, pondo em risco sua brilhante carreira como médico que o aguardava.

Bernard priorizou sua carreira e convenceu a Ruth que abortasse. Ele não a acompanhou à intervenção abortiva e Ruth voltou à sua casa sozinha, em um táxi, com uma forte hemorragia, a ponto de perder a vida. Ao recuperar-se -quase milagrosamente- ambos terminaram sua relação. "Este foi o primeiro dos meus 75.000 encontros com o aborto, me serviu de excursão inicial ao satânico mundo do aborto", confessou o Dr. Nathanson. Após graduar-se, Bernard iniciou sua residência em um hospital judeu.

Depois passou ao Hospital de Mulheres de Nova York onde sofreu pessoalmente a violência do anti-semitismo, e entrou em contato com o mundo do aborto clandestino. Nesta época já havia se casado com uma jovem judia, tão superficial quanto ele, como confessaria, com a qual permaneceu unido cerca de quatro anos e meio. Nestas circunstâncias Nathanson conheceu Larry Lader, um médico a quem só lhe obsessionava a idéia de conseguir que a lei permitisse o aborto livre e barato.
Para isso fundou, em 1969, a "Liga de Ação Nacional pelo Direito ao Aborto", uma associação que tentava culpar a Igreja por cada morte ocorrida nos abortos clandestinos.

Mas foi em 1971 quando Nathanson se envolveu diretamente com a prática de abortos. As primeiras clínicas abortistas de Nova York começavam a explorar o negócio da morte programada, e em muitos casos seu pessoal carecia da licença do Estado ou de garantias mínimas de segurança. Como foi o caso da que dirigia o Dr. Harvey. As autoridades estavam a ponto de fechar esta clínica quando alguém sugeriu que Nathanson poderia encarregarse da sua direção e funcionamento. Ocorria o
parodoxo incrível de que, enquanto esteve diante daquela clínica, naquele lugar havia um setor de obstetricia: isto é, se atendiam partos normais ao mesmo tempo que se praticava abortos.

Por outro lado, Nathanson realizava uma intensa atividade, dando conferências, celebrando encontros com políticos e governantes, pressionando-lhes para que fosse ampliada a lei do aborto.

"Estava muito ocupado. Quase não via a minha família. Tinha um filho de poucos anos e uma mulher, mas quase nunca estava em casa. Lamento amargamente estes anos, por mais que seja só por ter fracassado em ver meu filho crescer. Também era um segregado na profissão médica. Era
conhecido como o rei do aborto", afirmou.

Durante este período, Nathandon realizou mais de 60.000 abortos, mas no fim do ano de 1972, esgotado, dimitiu do seu cargo na clínica.

"Abortei os filhos não nascidos dos meus amigos, colegas, conhecidos e inclusive professores. Cheguei ainda a abortar meu próprio filho", chorou amargamente o médico, que explicou que por volta da metade da década de 60 engravidou a uma mulher que gostava muito dele (...) Ela
queria seguir adiante com a gravidez mas ele se negou. Já que eu era um dos especialistas no tema, eu mesmo realizaria o aborto, expliquei. E assim procedi.", precisou.

Entretanto a partir deste acontecimento as coisas começaram a mudar. Deixou a clínica abortista e possou a ser chefe de obstetricia do Hospital St. Luke's. A nova tecnologia, o ultrasom, começava a aparecer no ambiente médico. No dia em que Nathanson pôde observar o coração do feto nos monitores eletrônicos, começou a perguntar-se "quê estamos fazendo verdadeiramente na clínica".

Decidiu reconhecer o seu erro. Na revista médica The New England Journal of Medicine, escreveu um artigo sobre sua experiência com os ultrasonografias, recohecendo que no feto existia vida humana. Incluia declarações como a seguinte: "o aborto deve ser visto como a interrupção de um processo que de outro modo teria produzido um cidadão no mundo. Negar esta realidade é o tipo mais grosseiro de evasão moral".

Aquele artigo provocou uma forte reação. Nathanson e sua família receberam inclusive ameaças de morte, porém a evidência de que não podia continuar praticando abortos se impôs. Tinha chegado à conclusão que não havia nenhuma razão para abortar: o aborto é um crime.

Pouco tempo depois, uma nova experiência com as ultrasonografias serviu de material para um documentario que encheu de admiração e horror ao mundo. Era titulado "O grito silencioso", e sucedeu em 1984 quando Nathanson pediu a um amigo seu - que praticava entre 15 a 20 abortos por dia- que colocasse um aparelho de ultrasom sobre a mãe, gravando a intervenção.

"Assim o fez -explica Nathanson- e, quando viu a gravação comigo, ficou tão afetado que nunca mais voltou a realizar um aborto. As gravações eram assombrosas, por mais que não eram de boa qualidade. Selecionei a melhor e comecei a projetá-la nos meus encontros pró-vida por todo o país".

Retorno do filho pródigo

Nathanson tinha abandonado sua antiga profissão de "carniceiro humano" mas ainda estava pendente o seu caminho de volta a Deus. Uma primeira ajuda veio de seu admirado professor universitário, o psiquiatra Karl Stern.

"Transmitia uma serenidade e uma segurança indefiníveis. Nessa época não sabia que em 1943, após longos anos de meditação, leitura e estudo, tinha se convertido ao catolicismo. Stern possuía um segredo que eu tinha buscado toda a minha vida: o segredo da paz de Cristo".

O movimento prá-vida lhe havia proporcionado o primeiro testemunho vivo da fé e do amor de Deus. Em 1989 esteve em uma ação de Operação Resgate nos arredores de uma clínica. O ambiente dos que lá se manifestavam pacíficamente a favor da vida dos nascituros lhe havia comovido: estavam serenos, contentes, cantavam, rezavam... Os mesmos meios de comunicação que cobriam o evento e os policiais que vigilavam, estavam assombrados pela atitude destas pessoas. Nathanson ficou cativado "e, pela primeira vez em toda minha vida de adulto comecei a considerar seriamente a noção de Deus, um Deus que tinha permitido que eu andasse por todos os proverbiais circuitos do inferno, para ensinar-me o caminho da redenção e da misericódia através da sua graça".

"Durante dez anos passei por um período de transição. Senti que o peso dos meus abortos se fazia mais grave e persistente pois me despertava cada dia às 4 ou 5 da manhã, olhando a escuridão e esperando (mas sem rezar ainda) que se iluminasse um letreiro declarando-me inocente ante um juri invísivel", indica Nathanson.

Logo, o médico acaba lendo "As Confissões", de Santo Agostinho, livro que qualificou como "alimento de primeira necessidade", convertendo-se em seu livro mais lido já que Santo Agostinho "falava do modo mais completo de meu tormento existencial; porém eu não tinha uma Santa Mônica que me ensinasse o caminho e estava acusado por uma negra desesperança que não diminuia".

Nesta situação não faltou a tentação do suicídio, mas, afortunadamente, decidiu buscar uma solução diferente. Os remédios tentados falhavam: álcool, tranquilizantes, livros de auto-estima, conselheiros, até chegar a psicanálise, onde permaneceu por 4 anos.

O espírito que animava aquela manifestação pró-vida endereçou a sua busca. Começou a conversar periódicamente com Padre John McCloskey; não lhe resultava fácil crer, mas pelo contrário, permanecer no agnosticismo, levava ao abismo. Progressivamente se descobria a si mesmo acompanhado de alguém que se importava por cada um dos segundos da sua existência. "Já não estou sozinho. Meu destino foi dar voltas pelo mundo à busca deste Alguém sem o qual estou condenado, porém a que agora me agarro desesperadamente, tentando não soltar-me da orla do seu manto".

Finalmente, no dia 9 de dezembro de 1996, às 7:30 de uma segunda feira, solenidade da Imaculada Conceição, na cripta da Catedral de São Patrício de Nova York, o Dr. Nathanson se convertia em filho de Deus. Entrava a formar parte do Corpo Místico de Cristo, sua Igreja. O Cardeal O'Connor lhe administrou os sacramentos do Batismo, Confiirmação e Eucaristia.

Um testemunho expressa assim este momento: "Esta semana experimentei com uma evidência poderosa e fresca que o Salvador que nasceu há 2.000 anos em um estábulo continua transformando o mundo. Na segunda-feira passado fui convidado a um Batismo. (...) Observei como Nathanson caminhava até o altar. Que momento! Tal qual no primeiro século... um judeu convertido caminhando nas catacumbas para encontrar a Cristo. E sua madrinha era Joan Andrews. As ironias abundam. Joan é uma das mais destacadas e conhecidas defensoras do movimento pró-vida... A cena me queimava por dentro, porque justo em cima do Cardeal O 'Connor havia uma Cruz... Olhei para a Cruz e me percatei de que o que o Evangelho ensina é a verdade: a vitória está em Cristo".

As palavras de Bernard Nathanson no fim da cerimônia, foram curtas e diretas. "Não posso dizer como estou agradecido nem a dívida tão impagável que tenho com todos aqueles que rezaram por mim durante todos os anos nos quais me proclamava públicamente ateu. Rezaram teimosa e amorosamente por mim. Estou totalmente convencido de que suas orações foram escutadas. Conseguiram lágrimas para meus olhos".

Fonte: http://www.acidigital.com/vida/aborto/nathanson.htm

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aborto: defender a vida humana é ser progressista

Contra o aborto. Aborto é o assassinato de um ser humano inocente e indefeso. A pena de morte é proibida no Brasil, mesmo que o criminoso cometa o crime mais horroroso do mundo. Uma criança inocente e indefesa não pode ser julgada e assassinada, por decisão unilateral de uma pessoa. 82% do povo brasileiro é contra a liberação do aborto (Ibope após eleições). As brasileiras querem a vida, a alegria de viver. Matar pessoas não está na alma das mulheres brasileiras, nem na dos homens brasileiros responsáveis.

Ciência. Muitas pessoas desconhecem que existe um ser humano no útero da mulher. Pensam que é um pedaço de carne, que pode ser sugado e jogado no lixo. A especialidade clínica fetal tem realizado cirurgias em fetos dentro do útero da mulher, preservando a vida nascente e a da mulher. Estudos apontam que a comunicação entre uma criança no útero e o mundo exterior se dá cada vez mais precocemente.Precisamos esclarecer a todos que há vida humana no útero da mulher.

Barbarismo. Hitler defendeu o assassinato dos seres humanos para se livrar de doentes, velhos e inválidos. Hodiernamente, são usados argumentos econômicos e de segurança pública. Como alguém, em pleno século 21, pode defender que devemos matar pessoas para reduzir custos governamentais ou para melhorar a vida dos adultos? Como alguém pode afirmar que uma criança que vai nascer será criminosa antes que ela própria chegue à idade do discernimento ? É puro barbarismo!

Falta de assistência médica. O IBGE, no estudo “Nascimentos no Brasil: o que dizem as informações ?”, indica que a falta de assistência médica é a principal causa dos abortos. Diz o documento; “O acesso à assistência pré-natal é considerado uma condição sine qua non que a gestação transcorra sem problemas tanto para a mãe quanto para o filho, ou, pelo menos, que haja um acompanhamento médico para as situações de risco. Alguns estudos mostram que a maioria das mortes por causas maternas são evitáveis, se ações que objetivam a qualidade da assistência perinatal e o acesso aos serviços de saúde da gestante forem tomadas (BRASIL...,1997; ALMEIDA; BARROS,2005).” Acrescenta: “A avaliação por Unidades da Federação para o ano de 2006 mostra as desigualdades regionais, no que se refere à assistência pré-natal. Enquanto em São Paulo e no Paraná o total de nascidos vivos cujas mães realizaram sete ou mais consultas foi superior a 70%, no Amapá essa proporção não atingiu 25%.” O essencial é dar assistência médica, psicológica e material para todas as gestantes, desde a fecundação, com pelo menos sete consultas, para manter as vidas das crianças e das mulheres.

Religião. O aborto não é uma questão religiosa, mas humanitária. Defender a vida humana, desde a fecundação, é defender os direitos humanos. A vida não pode ser banalizada, com a eliminação dos idosos, ou com a retirada do ser inocente e indefeso do útero da mulher. A dignidade do ser humano começa no útero da mulher. Mas, defender a vida também é uma determinação de Jesus Cristo, que disse: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.”(Jo, 10,10)
Guarulhos, 24 de janeiro de 2011.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini – Bispo de Guarulhos