sábado, 22 de janeiro de 2011

Acebispo de Belo Horizonte Dom Walmor Azevedo pede fim da lama da corrupção


Uma igreja e a lama

No álbum da triste violência das águas que caíram na região serrana do Rio de Janeiro, produzindo cenário devastador, que clama urgências de solidariedade e atuações com responsabilidades cidadãs, políticas e governamentais, há uma foto mostrando uma Igreja e muita lama. Lama que desceu das encostas devastando tudo e levando vidas.

Há também outro tipo de lama que nos preocupa – a da corrupção existente nas instituições da sociedade contemporânea. Lama que se expressa na rapidez da aprovação de benefícios em favor de grupos e de classes, já privilegiados em relação aos que estão na carência e na miséria, causando indignação nos que se pautam pela conduta cidadã. A velocidade com que se aprovam benefícios para os servidores do povo está na contramão das morosidades das posições tomadas para evitar tragédias como essa e tantas outras que vitimam os inocentes, os pobres. Vitimam também, os que querem contribuir, mesmo na simplicidade, na construção de uma sociedade justa, solidária e mais fraterna.

Uma igreja e muita lama - fotografia que merece receber interrogações que não podem deixar de incomodar a consciência cidadã de todos: quando vai mudar a conduta social, política, governamental? Como mudar, cada um, a sua conduta diante dos rumos dados à vida de todos, com nefastas consequências, como o banho de lama que sujou a sociedade brasileira?

A igreja, mostrada naquela fotografia, permaneceu erguida, mesmo depois das agressões da lama devastadora que desceu matando gente, destruindo famílias e sonhos. Levando coisas que tantos adquiriram com sacrifícios e ao longo de muitos anos de trabalho. Ela tornou-se referência de uma comunidade de fé que ali se congregava. Essa congregação pela força da fé é um caminho com dinâmicas muito próprias para sensibilizar e iluminar consciências, para a coragem de se assumir um caminho de mudanças no horizonte do respeito com que a vida de todos deve ser tratada. A magnitude dessa tragédia, na paradisíaca região serrana do Rio de Janeiro, configura o cenário triste de tudo o que vem acontecendo pelo Brasil afora, com repetições a cada ano, apenas mudando de lugar. É preciso um novo aguilhão na consciência cidadã de todos, que faça brotar a coragem audaciosa de não apenas mexer nas estruturas ou dar mais inteligência às estratégias. É urgente mudar a conduta cidadã de cada um para debelar a cultura da malandragem, do tráfico que se associa à cultura da disputa insana pelo poder, com a troca de favores, benesses e cargos. Isso para não deixar cair no esquecimento, o sentido de que os mandatos e o poder que se exercem, é um serviço que se deve prestar à sociedade e à vida.

A lama que vai destroçando vidas, dizimando cidades e apagando sonhos, e o futuro de famílias e pessoas, precisa muito da iluminação da fé. Fé que remete cada um ao mais recôndito da própria consciência, para estabelecer um diálogo insubstituível, fazendo surgir uma força de valores que podem presidir condutas, ou escalonar prioridades. E superar gigantescos desastres ecológicos, políticos e sociais que vão se repetindo.
Não falta quem pergunte a Deus as razões desse desastre lamentável. No reverso desta interrogação é preciso indagar a Deus com disposição de obediência a Ele, com escuta autêntica e eficaz: como se comportar e ter conduta adequada no trato com a coisa pública e no respeito pleno à dignidade de cada pessoa, para evitar sofrimentos e dores tão grandes.

Aquela igreja que suportou o peso da lama é referência fundamental na comunidade devastada. Ali a congregação que se reúne para escutar a Palavra de Deus e celebrar a vida, pela força da fé, como dom precioso que vem d’Ele, forjou, certamente, muitos corações em sintonia com o bem, a exemplo das solidariedades que nesta hora difícil estão se concretizando, revelando o segredo que faz do coração humano lugar do amor e do compromisso com a justiça. A força da fé tem sustentado os que sofrem as maiores consequências. Também tem projetado aqueles que se enfileiram com gestos de solidariedade e partilha. O sentido social e de pertença a um mesmo povo recebe fecundidade própria da força da fé, que gera a cultura da bondade no coração e faz encontrar o sentido maior de tudo na alegria de ser bom - porque é bom ser bom.

Uma igreja não é lugar de promessas milagrosas e mirabolantes - é verdade que Deus pode tudo! Ela é lugar de encontro com Deus no exercício permanente da escuta de sua Palavra, fazendo brotar a permanente novidade da consciência moral fundada nos valores do Evangelho. É a demanda de tecer a cultura da bondade, da solidariedade e da justiça. A Igreja tem com sua razão de ser e seus valores, a missão de estar presente e atuante, sempre ao lado de quem precisa.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Papa Bento XVI: valores morais são necessários para conviver

Papa à polícia italiana: valores morais são necessários para conviver
Sociedade "deve voltar a encontrar sua alma" e sua "consciência"
ROMA, sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) –
Bento XVI recebeu hoje em audiência os dirigentes, funcionários, agentes e corpo civil da Polícia do Estado italiano, de serviço em Roma, pela primeira vez no pontificado.
Bento XVI enviou uma saudação aos agentes e seus entes queridos, "especialmente às crianças". Agradeceu a todos pelo serviço na cidade e especialmente pelo "trabalho extra" que os toca por causa das atividades papais.

Em seu discurso, o Papa sublinhou a necessidade de que a "sociedade e as instituições públicas reencontrem sua alma", “suas raízes morais e espirituais", para dar "nova consistência aos valores éticos e jurídicos de referência".

"A época em que vivemos é marcada por mudanças profundas" – disse o Papa –, o que "às vezes gera um sentimento de insegurança". A causa dessa insegurança – afirmou – é "a precariedade social e econômica", mas "agravada pelo enfraquecimento da percepção dos princípios éticos que sustentam o direito, também das atitudes morais pessoais, que sempre dão força esses princípios".

"O nosso mundo, com todas as suas novas esperanças e possibilidades, ao mesmo tempo se vê afetado pela impressão de que o consenso moral diminuiu e, portanto, as estruturas básicas de convivência não chegam a funcionar completamente," disse. Nestas circunstâncias, "vislumbra-se a tentação de pensar que as forças mobilizadas para a defesa da sociedade civil são, em última análise, destinadas ao fracasso."

"Contra essa tentação, nós, em particular, que somos cristãos, temos a responsabilidade de redescobrir uma nova resolução na profissão de fé e no fazer o bem, para continuar, com coragem, estando ao lado dos homens nas suas alegrias e sofrimentos, tanto nas horas felizes como nas horas obscuras da existência terrena", disse o Papa.

A dimensão subjetiva da existência supõe, por um lado, “um bem, porque permite colocar o homem e sua dignidade no centro da consideração, tanto no pensamento como na ação histórica," quando se põe em evidência "o valor da consciência humana".

Mas – disse – "aqui encontramos um grande risco, porque no pensamento moderno se desenvolveu uma visão redutora da consciência, segundo a qual não há referências objetivas para determinar o que vale e o que é verdade".

"A consequência mais evidente disso é que a religião e a moral tendem a ser confinadas ao âmbito do sujeito, do privado: a fé com seus valores e comportamentos não terá nunca o direito de ter um lugar na vida pública e civil". No entanto – disse o Papa –, para os cristãos, "o verdadeiro significado da "consciência” é a capacidade do homem reconhecer a verdade e, antes disso, a possibilidade de ouvir o chamado, de buscá-la e encontrá-la".

"A fé cristã e a Igreja não cessam de dar sua contribuição para promover o bem comum e um progresso autenticamente humano", acrescentou.

Dirigindo-se aos agentes, sublinhou que eles, por causa de sua "singular vocação" na cidade de Roma, devem oferecer "um bom exemplo de interação positiva e proveitosa entre a laicidade sadia e a fé cristã".

Bispo recusa comenda do Senado Federal

Bispo recusa comenda do Senado em protesto contra reajuste
21 de dezembro de 2010 • 15h21 Terra - CLAUDIA ANDRADE - Direto de Brasília

Em sessão especial realizada na manhã desta terça-feira, o Senado Federal entregou a cinco pessoas a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara. Ou tentou entregar, porque um dos vencedores se recusou a receber a homenagem.

O bispo de Limoeiro do Norte, no Ceará, Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusou a comenda, em protesto contra o aumento de 61,8% aos parlamentares aprovado pelo Congresso Nacional na última semana.

Depois de criticar o não pagamento de precatórios, o baixo valor das aposentadorias, os salários mínimos "que crescem em ritmo de lesmas", o bispo lembrou o aumento dos parlamentares e o efeito cascata que a decisão deverá impor nos Estados e municípios.

"O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares?", indagou. "Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar".
"A Comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho".
Dom Manuel acrescentou que, se aceitasse a homenagem, estaria agindo contra os direitos humanos.

"O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria. Isso não acontece! O que acontece é um atentado contra os direitos humanos de nosso povo".

O discurso foi encerrado com um pedido para "se desfazer o erro". "Deve-se retroceder", concluiu o bispo, indicado para a premiação pelo senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que justificou a escolha apontando a dedicação do bispo à defesa dos oprimidos.

Os outros homenageados foram Dom Pedro Casaldáliga, o deputado estadual no Rio de Janeiro Marcelo Freixo, e os defensores públicos Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso.
Enquanto a cerimônia ocorria no plenário do Senado, um grupo de estudantes protestava do lado de fora do Congresso também contra o aumento dos salários.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Fumar durante a gravidez aumenta risco de aborto em 70%

Fumar durante a gravidez aumenta risco de aborto em 70%

Não é preciso reforçar que fumar faz mal à saúde. Mas muitas pessoas ainda desconhecem as complicações que o tabagismo pode causar durante a gravidez. Neste período o fumo traz vários problemas, dentre eles gravidez tubária, descolamento da placenta, má formação fetal, sangramento, aborto espontâneo, nascimento prematuro, bebês com baixo peso, morte do feto ou mesmo do recém-nascido.

O cigarro libera substâncias tóxicas, como a nicotina, que inaladas durante a gravidez impedem que a placenta se desenvolva adequadamente e estreitam os vasos sanguíneos, diminuindo a quantidade de sangue, oxigênio e nutrientes que vão da mãe para o bebê. “Por isso, o cigarro está associado a um grande número de casos de deslocamento de placenta, nascimentos prematuros e abortos. Estudos confirmam que gestantes fumantes aumentam o risco de aborto espontâneo em 70%, perda do bebê próximo ou após o parto em 30%, dar a luz a um bebê prematuro em 40% e ter um bebê abaixo do peso em 200%”, afirma Nilson Roberto de Melo, ginecologista e obstetra da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar em poucos minutos os batimentos cardíacos do feto devido ao efeito da nicotina sobre o aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao bebê, quando a gestante é fumante regular. Também é preocupante o convívio da mãe não-fumante com o pai tabagista porque essa relação faz com que a gestante acabe absorvendo as substâncias tóxicas da fumaça e, por meio da corrente sanguínea, as transfira ao feto.

De acordo com Nilson de Melo, os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro, pois os não fumantes também são agredidos por ela, passando a ser fumantes passivos. A fumaça que sai da ponta acesa do cigarro contém todos os componentes tóxicos que o fumante inala, porém em concentrações maiores: três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, 50 vezes mais substâncias cancerígenas.

Os males causados pelo tabagismo podem ser evitados no momento em que se abandona o cigarro e se inicia uma terapia orientada pelo médico, acompanhada de mudança geral no estilo de vida, adequação dos hábitos alimentares e exercícios físicos. No caso das mulheres que desejam ser mãe, o recomendado é iniciar o tratamento antes da gravidez, pois muitas terapias não possuem indicação para o período de gestação. Atualmente, o tratamento farmacológico do tabagismo inclui terapias com ou sem a reposição da nicotina, entre elas, a nova geração de medicamentos como a vareniclina, desenvolvida especificamente para o tratamento da doença.

Fonte: CDN Comunicaçã

O PT, Lula e o aborto: os fatos ( Parte II, até 2010)

Pe. Berardo Graz
Publicado na Folha Diocesana de Guarulhos, em maio de 2010

O PT, LULA E O ABORTO: OS FATOS
(IIª Parte, até 2010)

Iniciado o ano de 2006, para poder ganhar as eleições em um país cuja esmagadora maioria era, e ainda é, radicalmemnte contrária ao aborto, o governo Lula costurou um acordo com políticos, imprensa e numerosas organizações que recebem dinheiro do estrangeiro para promoverem no Brasil a legalização do aborto. Por este acordo ficou estabelecido que não se discutiria e não tramitaria o assunto aborto durante todo o ano eleitoral de 2006 (Acordo estipulado – pasmem - em Nova York, no dia 18 de maio de 2006 entre PT e PSDB).

De fato, o presidente Lula não mencionou uma única vez o tema aborto durante aquele ano. Também a Deputada Jandira Feghali, desde 2005, não queria que o assunto fosse mencionado na televisão e em 2006 retirou de seu site todas as citações de seu envolvimento com a descriminalização do aborto. Na verdade o governo, que insistia em querer legalizar o aborto, estava fazendo todo o possível para que o grande público continuasse desinformado sobre a verdadeira intenção do governo.

No 13º Encontro Nacional do PT ocorrido em São Paulo entre os dias 28 e 30 de abril de 2006, a descriminalização do aborto foi incluída como diretriz do programa de governo para o segundo mandato do presidente Lula. O n° 35 das Diretrizes para o Plano de Governo assim rezava: “O segundo Governo deve consolidar e avançar na implementação de políticas afirmativas e de combate aos preconceitos e à discriminação. As políticas de igualdade racial e de gênero e de promoção dos direitos e cidadania de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais receberão mais recursos. O GOVERNO FEDERAL SE EMPENHARÁ NA AGENDA LEGISLATIVA QUE CONTEMPLE A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO".

27 out. 2006 – Atendendo às propostas do 13º Encontro Nacional do PT, o presidente Lula inclui em seu programa de governo 2007-2010 a legalização do aborto: "Criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação" (Programa Setorial de Mulheres, p. 19).

Em setembro de 2007 no seu IIIº Congresso, após acirrada discussão, o PT, assume a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa! A proposta foi apresentada pela Secretaria Nacional de Mulheres do PT.

Em 2009 chamou a atenção da opinião pública o processo, que esta mesma Secretaria Nacional das Mulheres do PT abriu, junto à Comissão de Ética, contra dois deputados federais petistas, Luiz Bassuma (PT da Bahia) e Henrique Afonso (PT do Acre) acusados de transgredirem as diretrizes do programa do partido por liderarem iniciativas e movimentos contra a legalização do aborto. No dia 17/09/09 o Diretório Nacional do PT decidiu punir estes dois deputados por contrariarem a orientação do partido para a defesa da descriminalização do aborto. Por unanimidade, os dois parlamentares tiveram seus direitos partidários suspensos, Bassuma, por 1 ano, e Henrique Afonso, por 90 dias.

Com a decisão do Diretório Nacional, os dois parlamentares ficaram impedidos de votar e fazer discursos em nome do partido. Bassuma ainda correu o risco de não poder tentar a reeleição em 2010. O motivo foi a manifestação antiaborto realizada no dia 30/08/09 em Brasília, financiada com dinheiro público legitima e legalmente garantido por uma emenda parlamentar do deputado. Luiz Bassuma, que presidiu a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Contra o Aborto.
Ou seja dinheiro público pode financiar paradas gays e manifestações a favor do aborto mas não manifestações anti-aborto. Tudo isto em nome da “democracia” segundo os moldes do PT.
A culpa do deputado Henrique Afonso consistiu em ter sido o autor de um projeto de lei que propõe sustar a norma técnica de 1998 que possibilita aos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) praticarem aborto em caso de gestações decorrentes de estupro até o quinto mês.

Um presente de Natal muito especial para todo o povo brasilerio foi o que o Presidente Lula assinou no dia 21 de dezembro de 2.009 (4 dias antes do Natal), baixando o decreto n. 7.037/09, publicado no DOU (Diário Oficial da União) de 22 de dezembro, o qual trata do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, (PNDH-3) determinando aos seus ministros ações para: Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos (ação programática g) do Objetivo Estratégico III da Diretriz 9), além do incentivo ao reconhecimento do casamento gay, ao direito de adoção de crianças por patre de casais homossexuais e à proposta de profissionalização da prostituição.

“Apoio incondicional” ao polémico PNDH-3 Delegados do Partido dos Trabalhadores (PT), reunidos no 4º Congresso Nacional do partido, em Brasília, manifestaram, no sábado 20/02/2010, "apoio incondicional" ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2009.

O programa inclui, entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto e a proibição de se ostentar símbolos religiosos, como o crucifixo, em prédios públicos da União. Cerca de 1.350 petistas estavam reunidos neste congresso para aprovar as diretrizes do programa de governo da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, caso a petista seja eleita presidente da República em outubro deste ano. A ministra foi aclamada como candidata oficial do partido para as eleições presidenciais.

Apesar de mais de 70% dos brasileiros terem se manifestado contra a descriminalização do aborto em pesquisa CNT/Sensus no início deste ano, por exemplo, os delegados do PT chegaram ao entendimento de que o partido deve dar "apoio incondicional ao programa "por considerar que ele é "fruto de intenso processo de participação social". Ou seja o PT está levando o País na contramão da democracia há pouco e com fadiga reconquistada!

Em julho de 2010, a ministra Nilcéia Freire acaba de propor a liberação total do aborto em toda a América Latina, através do documento “Consenso de Brasília”, aprovado no dia 16 de julho em Brasília, por ocasião da conclusão da XIª Conferencia Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, promovida pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU) em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo Lula. O texto final do documento exorta os governos da América Latina a legalizarem o aborto quando pede para "Promover a saúde integral e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, revisando as leis que prevêem medidas punitivas contra as mulheres que tenham cometido abortos, e garantindo a realização do aborto em condições seguras nos casos autorizados por lei". Segundo o comentário de Dom Dimas Lara, atual Secretário da CNBB: "revisar leis que prevêem medidas punitivas para mulheres que cometem abortos" significa descriminalizar o que hoje é um crime.

O documento final da Conferência foi equivocadamente e propositalmente chamado de Consenso de Brasília. O texto não representa nenhum consenso a não ser o das organizações que promovem o aborto e que dominaram completamente o desenrolar do evento, graças a um trabalho cuidadosamente planejado e patrocinado pela Fundação Ford de Nova York.
Poucos dias antes deste evento o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff declaravam solenemente em Garanhuns (PE) de serem contrários ao aborto! Depois disto, eis a útima notícia da prorrogação de convênio com o IPAS (organização internacional que treina médicos para praticarem o aborto), via Fundação Oswaldo Cruz e Fiocruz, para continuar estudo com a finalidade de despenalizar o aborto no Brasil. O jornalista Leandro Colon escreve no “O Estado de São Paulo” de sábado 16/10/10: “A postura da candidata Dilma Rousseff (PT) em prometer aos eleitores não mudar a lei do aborto contradiz a atuação do próprio governo que representa. O Ministério da Saúde publicou em 4 de outubro, um dia depois do primeiro turno, a prorrogação de um convênio que estuda mudanças na sua legislação. O projeto, segundo o contrato publicado no Diário Oficial da União, chama-se Estudo e Pesquisa - Despenalizar o Aborto no Brasil.(grifo nosso).

Dilma divulgou ontem uma carta em que diz ser contra o aborto e promete não tomar "iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação" sobre o assunto. O objetivo dela é diminuir a resistência de grupos religiosos que pregam voto contra a petista, por ter defendido no passado a descriminalização do aborto. Só que a promessa vai na contramão da atuação do Ministério da Saúde nos últimos anos e tem incomodado entidades que atuam em parceria com o governo. Esse recente convênio, prorrogado até fevereiro de 2011, foi fechado no ano passado. O governo desembolsou, só para a Fiocruz, (parceira do convênio) R$ 121 mil para incentivar a discussão. Coordenador desse grupo de estudos em todo o País, o médico Thomaz Gollop lamenta a carta de Dilma e o rumo da discussão sobre o tema no segundo turno. O projeto apoiado pelo governo trata, segundo extrato do Diário Oficial, de estudo para "despenalizar" o aborto, ou seja, não aplicar pena às mulheres que adotam essa prática, condenada por lei. Mas, segundo o coordenador do grupo de estudos, a ideia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime.” (grifo nosso)”

O PT, Lula e o aborto: os fatos ( Parte I, até 2005)

Pe. Berardo Graz
Publicado na Folha Diocesana de Guarulhos em abril de 2010

PT, LULA E O ABORTO: OS FATOS
(Iª Parte, até 2005)
A história do aborto no Brasil confunde-se com a história do PT e de outros partidos de índole comunista, como o PC do B e o PPS.

Em 1989, no município de S. Paulo, por iniciativa de Luiza Erundina, então prefeita da cidade e membro do PT, e do então secretário municipal de saúde, Eduardo Jorge, também do PT, foi instalado o PRIMEIRO SERVIÇO (ou desserviço) DE ABORTO (impropriamente chamado) LEGAL, sendo o termo certo “aborto não punido”. Neste serviço a criança concebida como fruto de estupro, comprovado por Boletim de Ocorrência (BO), era abortada pelos médicos contanto que a gravidez não tivesse superado o terceiro mês.
Em 1991, o mesmo Eduardo Jorge, desta vez como deputado federal do PT por São Paulo, propôs, juntamente com Sandra Starling (deputada federal do PT por Minas Gerais) um projeto (PL 20/91) que pretendia obrigar todos os hospitais do SUS a imitarem o mau exemplo da capital paulista.
Em 1998, o então Ministro da Saúde, José Serra, do PSDB, publicou a Iª Norma Técnica sobre o aborto, intitulada: “Prevenção e Tratamento dos Agravos da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, estendendo até o 5º mês de gestação o aborto “não punido” de criança gerada por estupro.
Em 2002 havia oito projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional com o objetivo de legalizar e/ou favorecer a prática do aborto em todos os casos e não somente em caso de estupro. Seis eram de autoria do PT, um do PTB e um do PPB!
Para as eleições de 2002 o futuro Presidente Lula declarava no programa do seu governo que o aborto seria tratado como “problema de saúde pública”, ou seja segundo o pensamento das Conferências do Cairo (1994) e de Pequim (1995), que só levaram em conta a saúde da mulher, para defender a qual a vida do feto é considerada como inferior à da mulher e portanto descartável.
Em dezembro de 2004, o presidente Lula assinou um documento intitulado PLANO NACIONAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES, publicado com o apoio do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, onde ele declarou que seu governo assumia o compromisso de legalizar o aborto no Brasil (pag 64, prioridade n° 3.6)
Em 2004, o Ministro da Saúde Humberto Costa, membro do governo Lula, lançou a IIª Norma Técnica sobre aborto, intitulada: “ Atenção Humanizada ao Abortamento”, toda ela voltada para fomentar a impunidade do aborto, dispensando a apresentação do Boletim de Ocorrência e exigindo que o médico pratique o aborto, mesmo contra a própria consciência, quando não houver outro médico disposto a praticá-lo... Em 2005, ele fez uma reedição piorada da Iª Norma Técnica editada pelo anterior Ministro José Serra. No mesmo ano foi editada a Portaria 1145/2005, com a novidade de conter um formulário pronto, apto para a falsificação de estupros e o aborto em série.
No dia 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil em documento entregue à ONU. O documento chama-se IIº RELATÓRIO DO BRASIL SOBRE O TRATADO DE DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS, apresentado ao comitê de direitos humanos da ONU (nº 45)
No mesmo mês em de abril de 2005 o governo instalou uma COMISSÃO TRIPARTITE de 18 membros, da qual foram cuidadosamente excluídos quaisquer representantes de organizações contrários ao aborto, entre elas a CNBB. Entre abril e agosto de 2005 esta Comissão Tripartite elaborou um Projeto de Lei que eliminaria todos os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto exceto no caso em que este “fosse provocado sem o consentimento da gestante”, ou seja, o aborto poderia ser realizado por qualquer motivo e até ao nono mês de gestação. Embora tivesse sido propositalmente excluída da Comissão Tripartite a participação das entidades contrárias à da legalização do aborto, o governo sempre insistiu em dizer que a Comissão representava democraticamente todos os segmentos da sociedade.
Em agosto de 2005, o governo Lula entregou à ONU o documento intitulado “Sexto informe periódico do Brasil ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW)” no qual o aborto é reconhecido como Direito Humano da Mulher,
No dia 08 de Agosto de 2005 o Presidente Lula assim escreveu para a CNBB, reunida na 43ª Assembléia Nacional: ”Pela minha identificação com os valores éticos do Evangelho, e pela fé que recebi de minha mãe, quero reafirmar minha posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance. Nosso governo não tomará nenhuma iniciativa que contradiga os princípios cristãos”.
No dia 27 de setembro de 2005, após reunir-se com o Presidente Lula para obter o seu aval, a Ministra Nilcéia Freire entregou o Projeto de Lei do governo para a total descriminalização do aborto ao presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O projeto foi entregue à relatoria da deputada federal Jandira Feghali do PC do B do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Papa repele aborto e diz que é dever de bispos orientar fiéis em matéria política

José Maria Mayrink - O Estado de S.Paulo - 29 de outubro de 2010 | 0h 00
O papa Bento XVI recomendou, ontem, aos bispos brasileiros, ao condenar a descriminalização do aborto e da eutanásia, que lembrem aos cidadãos "o direito, que é também um dever, de usar livremente o voto para a promoção do bem comum". Os bispos, ressaltou, "têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas", sempre que os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem.
Papa. Alerta se basearia em informações levadas ao Vaticano - Ettore Ferrari/EFE
Ettore Ferrari/EFE
Papa. Alerta se basearia em informações levadas ao Vaticano
"Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático é atraiçoado nas suas bases", afirmou ontem Bento XVI, durante audiência a 14 bispos do Maranhão que participam da visita ad limina do Regional Nordeste 5, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A visita ad limina apostolorum é a viagem que os bispos fazem obrigatoriamente a Roma, a cada cinco anos, para prestar contas da administração de suas dioceses.
Embora falasse três dias antes da eleição de domingo, Bento XVI não ligou explicitamente seu discurso à polêmica levantada por bispos e grupos de católicos que cobraram uma posição dos presidenciáveis e vetaram, já no primeiro turno, candidatos e partidos supostamente favoráveis à descriminalização do aborto. A advertência do papa, porém, teria endereço certo, porque se basearia em informações recentes levadas ao Vaticano.
"O papa ouve e interroga os bispos sobre temas que possam ser tratados por ele", observou ao Estado o cardeal d. Geraldo Majella Agnelo, arcebispo e Salvador e primaz do Brasil, ao ler, ontem de manhã, o discurso de Bento XVI aos membros do Regional Nordeste 5. "Como os bispos apresentam relatórios sobre problemas de suas dioceses, é provável que tenham levantado a questão do aborto", acrescentou. O cardeal achou oportuna a palavra do papa e admite que ela tenha relação direta com o momento eleitoral.
Para o bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que tomou posição contra Dilma Rousseff, recomendando aos católicos que não votassem nela - "porque a candidata e o PT são favoráveis ao aborto" -, é possível que Bento XVI tenha sido alertado para a situação eleitoral no Brasil. "Dei conhecimento ao papa do que está acontecendo aqui, relatando minha atuação nesse caso, mas é preciso lembrar que ele é sempre bem informado e deve ter recebido relatos também de outras fontes", revelou d. Luiz Gonzaga.
Relatórios. Bento XVI deu a entender, no discurso de ontem, que possa ter sido informado sobre a situação, especialmente sobre a questão do aborto, pelos bispos do Maranhão. "Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente", disse o papa. Depois de lembrar que vem abordando, nos sucessivos encontros com regionais da CNBB em visita a Roma, aspectos do serviço evangelizador e pastoral da Igreja no Brasil, o papa entrou direto no tema escolhido para o Regional Nordeste 5.
Em seguida, ressaltou que, se cabe aos fiéis leigos trabalhar por uma ordem social justa, os bispos têm o dever de emitir um juízo moral e de intervir na política em situações excepcionais.
Bento XVI advertiu que seria falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos sem a enérgica defesa do direito à vida. "No quadro do empenho pelos fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal?", argumentou, exortando os bispos a defender a vida sem temer a oposição e a impopularidade.
O serviço de imprensa do Vaticano deu ênfase à questão do aborto, no noticiário sobre a audiência aos bispos brasileiros. Só no último parágrafo, de sete linhas, informou que Bento XVI também se referiu ao ensino religioso, plural e confessional, nas escolas públicas e à presença de símbolos religiosos na vida pública. O papa apoiou a posição da CNBB sobre essas duas questões.
ÍNTEGRA DO DISCURSO

"Amados Irmãos no Episcopado,
Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo'' (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à. união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo'' (ibidem, 82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sociopolítico de um modo unitário e coerente, é ''necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o ''Compêndio da Doutrina Social da Igreja'''' (Discurso inaugurai da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. ''Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana'' (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve ''encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política'' (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Bênção Apostólica." 

"Mata-crianças: 'mulheres pelo direito de assassinar as crianças'

ARQUIDIOCESE DO MÉXICO ACUSA GRUPOS FEMINISTAS PRÓ-ABORTO


Cidade do México, 28 mar (RV) – A Arquidiocese Primaz do México acusou os grupos feministas que apóiam a legalização do aborto de serem protagonistas da morte e defensores do massacre de crianças não-nascidas, e os qualificou de "mata-crianças".

O diretor da Comunicação Social da Arquidiocese, Hugo Valdemar Romero, criticou os grupos de mulheres pró-aborto que farão uma manifestação nesta quinta-feira para apoiar o projeto de lei A ser discutido na Assembléia Legislativa do Distrito Federal no dia 12 de abril.

Segundo o Sistema Informativo da Arquidiocese da Cidade do México, a manifestação pró-vida realizada domingo passado foi coroada de êxito. "Fizemos uma marcha pela vida", disse Romero referindo-se à jornada de domingo, quando milhares de católicos saíram às ruas para rezar e protestar contra a possibilidade de tal lei ser aprovada. O responsável indicou que os cristãos, de maneira espontânea e não "forçados", mostraram um rechaço total à legalização do aborto.

Romero destacou que a pretensão agora dos "grupúsculos feministas" é fazer uma marcha pela morte. "Nós fizemos uma marcha para defender os não-nascidos, elas vão fazer uma marcha para matar os bebês e as crianças".

"Encabeçamos nossa peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que leva em seu ventre a Jesus, elas certamente levarão à frente a Santa Morte porque são protagonistas da morte, do homicídio, do holocausto do massacre dos não-nascidos, elas lutam pela carnificina cruel, espantosa, injusta que é o aborto", defendeu.

Romero assegurou que "longe de defender os direitos da mulher, com suas ações, estes grupos mostram um complexo de inferioridade terrível e o enorme ódio que têm pelo seu gênero". 



E disse ainda: "Uma mulher que ama uma mãe que vai dar à luz não convida para que mate o seu filho, somente uma mulher que odeia a outra pode incitar ao assassinato de seu próprio filho. Elas querem que a mulher não aceite sua maternidade."

Segundo Romero é "muito possível que estas mulheres têm em seu histórico pessoal um aborto e querem justificar sua ação fazendo com que outras mulheres cometam o mesmo ato imoral" e chamou de "perverso" ao grupo de Mulheres Católicas pelo Direito a Decidir.

Para Romero estas "não são católicas e seria melhor que se chamassem 'mulheres pelo direito de assassinar as crianças', ou as 'mata-crianças', já que são intolerantes e não entendem que no México a maioria das mulheres pensa o contrário daquilo que elas estão defendendo". (MZ)

Dom Luiz quer mudar Constituição estadual

FOLHA METROPOLITANA - METRONEWS - 19 de janeiro de 2011 - 08:02
Bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini pretende coletar 300 mil assinaturas
Dom Luiz quer mudar Constituição estadual
Ricardo Filho
Um grupo de católicos de São Paulo apoiado pelo bispo diocesano de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, pretende coletar 300 mil assinaturas e propor modificação na Constituição estadual para eliminar a prática de aborto, inclusive a forma legal (quando há risco para a mãe e em caso de estupro).

A base para requerer a modificação vem de São Bento do Sapucaí (a cerca de 200 quilômetros da Capital), que no ano passado aprovou modificação na Lei Orgânica tornando o que se convencionou chamar de ‘proteção à vida e à família’ uma das diretrizes municipais.

A ideia de propor alteração na legislação estadual partiu do vereador professor Hermes Rodrigues Nery, que coordena a Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté (a qual a paróquia de São Bento está subordinada). O bispo de Guarulhos mais do que aderir à iniciativa está trabalhando com o firme propósito de vê-la se tornar realidade em todo o Estado. O grupo já conseguiu coletar 10 mil assinaturas.

Em artigo enviado à redação, dom Luiz explica que em seu artigo 22, inciso 4, a Constituição do Estado de São Paulo, permite a apresentação de proposta de emenda pelos cidadãos paulistas, desde que se obtenha a assinatura de 1% dos eleitores, ou seja, 300 mil assinaturas. “A ideia é fazer essa legislação para o Estado de São Paulo. Após coleta das assinaturas, o projeto será encaminhado à Assembléia Legislativa, onde passará pelas Comissões encarregadas de analisá-lo. O relator do projeto poderá oferecer um substitutivo mais aperfeiçoado, para ser votado pelo plenário da Casa”, explicou.

O bispo afirmou não ter informações sobre reunião da CNBB Regional Sul-1, que congrega 41 dioceses, para tratar desse assunto. “Por enquanto, sabemos que algumas dioceses estão se mobilizando”.

A discussão em torno do aborto é antiga no Brasil e ganhou força durante as eleições do ano passado. Numa eleição cotada para acabar no primeiro turno, a petista Dilma Rousseff, associada pelos religiosos ao movimento abortista, acabou cedendo espaço ao tucano José Serra, que levou a disputa ao segundo turno.

Temendo que a proposta de aborto retorne à ordem do dia, os religiosos decidiram por elaborar uma ação popular para barrar de uma vez as tentativas de legalização. A ideia inicial era levar a proposta de alteração por meio de ação popular para aplicar na Constituição Federal. Após levantamentos, explicou Nery, os juristas contratados pelos religiosos descobriram que São Paulo é o único Estado que abre a possibilidade de modificação da Constituição por iniciativa pública.

Direito à vida


*Publicado na Folha Diocesana de Guarulhos, março de 2010, página 3

É inconteste o fato que, quanto maior ou mais desenvolvida for uma comunidade, seja ela internacional, nacional, regional e mesmo familiar, é também maior a exigência de leis e normas que regulam relacionamento entre os membros dessas comunidades. Assim, temos leis ou normas humanas civis e até mesmo religiosas que são legítimas porque visam, em última análise, o Bem Comum.

Entretanto, é também indiscutível a existência de leis que independem da vontade humana, de toda e qualquer autoridade civil ou mesmo religiosa, por mais elevado e importante que seja o poder que possuam. Tais leis são de direito positivo ou naturais que decorrem da própria essência dos seres criados, inclusive do homem. Imagine-se que alguma autoridade revogasse (ou quisesse revogar) a lei da gravidade...seria séria candidata ao manicômio.

Este nosso artigo vem a propósito do triste Decreto assinado pelo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva dia 21 de dezembro último em que pretende legitimar a prática do aborto, a união de pessoas do mesmo sexo, a permissão para esses “casais” adotarem crianças, como se fossem filhos, entre outras “beldades”

Várias entidades, inclusive a CNBB já protestaram contra essas barbaridades, aliás reprovadas até mesmo por políticos da sustentação do Governo.

O Senhor Presidente chegou a declarar em outra oportunidade “pessoalmente sou contra o aborto; como presidente sou a favor, por se tratar de saúde pública (o grifo é nosso).
Pois bem, existem leis que de maneira alguma estão sujeitas a qualquer autoridade humana por m ais elevada que seja, pois atingem a essênc ia dos seres inclusive o homem.

Que entende o Senhor Presidente “por saúde pública”? Matar covardemente seres humanos inermes e incapazes de se defenderem? Isso é promover saúde pública?

O verdadeiro cristão não pode apoiar pessoas ou políticos que, valendo-se indevida e criminosamente de seus cargos defendem tais enormidades.

Nossa consciência de Bispo Diocesano de Guarulhos, responsável pela orientação do rebanho a nós confiado não nos permite silenciar em relação a esse assunto.

Conclamamos, pois, os cristão e católicos que se prezam de o serem, que cuidem de, em eleições, darem seu voto somente àqueles que corajosamente defendem a vida a partir de sua concepção e não se escondem vergonhosamente atrás do anonimato.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo diocesano de Guarulhos

PT: o maior partido a favor da legalização do aborto no Brasil

Pe.Berardo Graz
*Publicado na Folha Diocesana de Guarulhos, n. 148, setembro de 2008, página 4

Apesar do Projeto de Lei (PL) 1135/91, que descriminaliza o aborto em todos os casos e em todos os meses de gestação, ter sido rejeitado pelas duas Comissões Parlamentares (CSSF e CCJC) que o analisaram, o zelo abortista de alguns deputados do PT fará com que este Projeto entre em discussão nos próximos meses no plenário do Congresso.
Sessenta e três (63) deputados assinaram em agosto o pedido de recurso contra a decisão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania que votou, em 09/07, para o arquivamento do Projeto.
Dos 63 deputados, 31, ou seja, 49,20% são do PT; 7, ou seja 11,11% são do PCdo B; 4, ou seja 6,33% pertencem ao PSB, como também 4 foram do PDT e PMDB; 3, ou seja 4,76% pertencem ao PSOL, e com o mesmo número contribuiu o PPS; 2 do DEM e enfimPMN, PR, PV, PSC e PP contribuíram com um deputado.
Dos 63 assinantes 13 são do Estado de São Paulo, a saber: José Genoíno, o autor do recurso – Paulo Teixeira – Gilmar Tatto – Vicentinho - Cândido Vacarezza – Devanir Ribeiro – José Mentor – (todos do PT); Cláudio Magrão e Arnaldo Jardim do PPS; - Ivan Valente do PSOL; Regis de Oliveira do PSC; Paulo Pereira da Silva do PDT e Dr. Ubiali do PSB.
O PT está decidido em querer a legalização do aborto e isto corresponde a acordos internacionais que este partido assumiu, com atitude nada democrática, passando por cima das cabeças dos brasileiros.
Em abril de 1993 na cidade de Princeton nos EUA foi estipulado um acordo entre os membros do Diálogo Inter Americano (DIA), organização capitalista coordenada pelo David Rockefeller, e os membros do Foro de S. Paulo, que desde 1990 articula a união de todos os partidos de esquerda da América Latina, criado por Fidel Castro, Lula e outros líderes. A partir do acordo de Princeton, o empresariado e a elite econômica norteamericana passaram a apoiar politicamente os partidos de esquerda, principalmente na América Latina, em troca destes últimos renunciarem à luta armada pelo poder, à moratória da dívida externa e apoiarem o movimento homossexual, a legalização do aborto e a educação sexual liberal. O governo Lula é portanto um fiel executor deste acordo.
Pe. Berardo Graz
Membro da Comissão Diocesana
Em Defesa da Vida

Igreja dá salto no ranking da confiança

Instituição passou de 7º para 2º lugar, diz levantamento da FGV; para pesquisadora, polêmica do aborto na campanha eleitoral impulsionou índice
Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo - 17 de novembro de 2010 | 20h 34
SÃO PAULO - A confiança da população nas instituições sofreu mudança importante no último trimestre. É o que revela pesquisa do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), produzido pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (Direito GV). Enquanto o Judiciário ficou em situação desconfortável, empatada com a polícia e à frente apenas do Congresso e dos partidos políticos, a Igreja saltou do 7.º lugar para a segunda posição.
Para Luciana Gross Cunha, professora da Direito GV e coordenadora do ICJ Brasil, a controvérsia sobre o aborto travada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais pesou decisivamente para o aumento do índice de confiança na Igreja.
A questão foi levantada por d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos. Ele mandou produzir 1 milhão de cópias do "apelo a todos os brasileiros" com recomendação expressa para que não votassem em candidato ou partido que defendesse o aborto - referência direta à Dilma Rousseff e ao PT.
Os folhetos foram confiscados pela Polícia Federal, por ordem do Tribunal Superior Eleitoral que acolheu ação do PT, mas d. Luiz não se intimidou e insistiu em sua cruzada.
"A Igreja estava em um grau baixo de avaliação quando foi feita a apuração no segundo trimestre, muito perto da crise envolvendo a instituição com denúncias de pedofilia", observa Luciana. "A última fase da coleta coincidiu com a discussão sobre o aborto nas eleições presidenciais. Isso fez a diferença."
A professora destaca que o tema aborto não foi citado na consulta. "A gente pede resposta de forma espontânea para dizer se a instituição é confiável ou não. Mas é evidente que é esse (o ataque ao aborto) o motivo principal do aumento significativo da confiança na Igreja."
Nesse trimestre 54% dos entrevistados disseram que a Igreja é uma instituição confiável. No segundo trimestre 34% deram essa resposta. "A Igreja só perde para as Forças Armadas e ganha de longe do governo federal e, inclusive, das emissoras de TV que normalmente são instituições consideradas confiáveis pela população", assinala Luciana.
Já a confiança nos partidos políticos despencou de 21% para 8% no mesmo período de eleições, mantendo-se em última posição na escala. "Ao mesmo tempo em que a Igreja sobe, os partidos políticos têm uma queda enorme no nível de confiança", ressalta a coordenadora.
Apenas 33% disseram que o Judiciário é confiável. O Congresso ficou com 20%. As outras instituições obtiveram os seguintes resultados: Grandes Empresas (44%), governo federal (41%), emissoras de TV (44%) e imprensa escrita (41%).
O ICJ Brasil foi criado pela Direito GV para verificar o grau de confiança no Judiciário e como a população utiliza o poder para a reivindicação de direitos e busca por soluções. No Distrito Federal é maior a confiança no Judiciário, desbancando a liderança do Rio Grande do Sul que, desde o início da sondagem, em julho de 2009, ocupava o posto. Minas Gerais e Pernambuco são os Estados onde a população menos confia no Judiciário.
Prestígio
"A confiança no Judiciário cresce à medida que aumenta a renda e a escolaridade dos entrevistados", explica Luciana Gross. "É maior entre moradores do interior, se comparado entre moradores das capitais, e entre os homens se comparado com as mulheres. O ICJ Brasil também apurou que quem se declara negro, pardo ou indígena confia menos no Judiciário do que quem se declara branco ou amarelo."
Apesar do pouco prestígio com a população, a Justiça, de forma geral, está melhor hoje e tende a melhorar mais no futuro, segundo a investigação da GV Direito: para 47% dos entrevistados, o Judiciário melhorou nos últimos 5 anos e para 67% ele tende a melhorar nos próximos 5 anos. Quase metade dos entrevistados (41%) declarou que já entrou com algum processo na Justiça, por questões trabalhistas, assuntos relativos ao direito do consumidor e de família.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Movimento de legislação e vida - projeto de lei em defesa da vida no Estado de São Paulo

O aborto é o assassinato de um ser humano inocente e indefeso. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, depois das eleições presidenciais de 2010, 82% da população brasileira é contra a liberação do aborto.

A idéia de propor uma legislação estadual em defesa da vida surgiu através do Professor Hermes Rodrigues Nery, Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté. O Prof. Hermes é vereador em São Bento do Sapucaí – SP e conseguiu introduzir na Lei Orgânica do Município um artigo em defesa da vida. São Bento do Sapucaí é a primeira “Cidade Pró-Vida” do Brasil.

O Bispo Diocesano de Taubaté, Dom Carmo João Rhoden, aprovou a idéia. O Papa Bento XVI designou o dia 27 de novembro de 2010 para todo o mundo católico rezar pela vida nascente. Nesse dia, na Diocese de Taubaté, Dom Carmo Rhoden rezou missa especial e lançou o Movimento Legislação e Vida.

A Igreja Católica Apostólica Romana, no Estado de São Paulo, está dividida em 41 dioceses, sendo denominada CNBB Regional Sul-1. O Brasil é dividido em várias regionais. Cada diocese é delimitada por linhas geográficas, como acontece com os municípios. A diocese pode compreender um ou vários municípios. A diocese é dirigida por um Bispo, que tem sob sua responsabilidade toda a organização administrativa e pastoral dessa região. Estão subordinadas ao Bispo todas as paróquias, as catedrais, os conventos, as ordens religiosas – freiras, frades e outros-, as comunidades de vida e os seminários de formação de padres. A coleta de assinaturas será feita por todos os católicos que se dispuserem a ajudar.

A Constituição do Estado de São Paulo, no artigo 22 e inciso IV, permite a apresentação de proposta de emenda constitucional pelos cidadãos paulistas, desde que se obtenha a assinatura de 1% dos eleitores, que corresponde a 300 mil assinaturas. A idéia é fazer essa legislação para o Estado de São Paulo. Após a coleta das assinaturas, o projeto será encaminhado à Assembléia Legislativa, onde passará pelas Comissões encarregadas de analisá-lo. O relator do projeto poderá oferecer um substitutivo mais aperfeiçoado, para ser votado pelo plenário da Casa.

Não tenho informação sobre reunião da CNBB Regional Sul-1 para tratar desse assunto. Por enquanto, sabemos que algumas dioceses estão se mobilizando. Outras entidades de defesa da vida podem aderir ao movimento. Possivelmente, no final de fevereiro teremos uma posição mais certeira sobre o Movimento Legislação e Vida.

A CNBB Regional Sul-1 tem uma Comissão Regional em Defesa da Vida, composta por membros de várias dioceses. Essa Comissão é presidida por Dom José Benedito Simão, Bispo Diocesano de Assis. Essa comissão definirá os passos do Movimento Legislação e Vida, que depois serão aprovados pelos bispos de cada diocese ou pela própria CNBB Regional Sul-1, em nome de todas as dioceses do Estado de São Paulo.

Muito antes das eleições, o trabalho em defesa da vida nascente era apoiado pela Diocese de Guarulhos. O padre Berardo Graz tem acompanhado, há muitos anos, as reuniões, sessões da Câmara Federal e participado de muitos debates. Em setembro de 2008, foi publicado um artigo na Folha Diocesana, com o título “PT: o maior partido a favor da legalização do aborto no Brasil” a respeito da posição do PT.

Minha participação nas eleições de 2010 foi de continuidade do trabalho desenvolvido, em defesa da vida. O direito de manifestação do pensamento da Igreja Católica foi violado pela apreensão do documento impresso, denominado “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”. O Ministério Público Federal Eleitoral emitiu parecer afirmando que é direito dos movimentos sociais debater os temas de seu interesse nas eleições.

Os católicos sempre rezam pelas autoridades e governantes. Espero que a presidente eleita cumpra o que prometeu: governar para todos os brasileiros e impedir a aprovação de novas leis que liberem o aborto.
Guarulhos, 18 de janeiro de 2011.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

As mentiras usadas a favor do aborto - pelo médico que realizou 5.000 abortos

O homem que fez cinco mil abortos, mudou de opinião: Dr. Bernard N. Nathanson


Este texto é de uma conferência proferida pelo Dr. Bernard N. Nathanson no "Colegio Médico de Madrid", publicada pela revista FUERZA NUEVA, de onde se transcreveu.


O testemunho é sumamente valioso tendo em conta a personalidade do autor, um dos mais importantes defensores do aborto em seu país - EUA.

É importante que vocês se dêem conta que fui um dos fundadores da organização mais importante que "vendia" aborto ao povo norte-americano. Havia mais outros dois membros: o Sr. Lawrence Lader e uma senhorita que pertencia ao movimento feminista.

Em 1968, quando organizamos o movimento calcula-se que menos de 1% era partidário da liberação do aborto, ou seja, de 100 pessoas, 99 estavam contra e nosso orçamento era de 7.500 dólares anuais enquanto em 1982 já se aproximava de um milhão de dólares.

Vou explicar-lhes como estabelecemos o plano para convencer essas 199 milhões de pessoas em um país de 200 milhões para que o aborto fosse aceito.

As táticas que vou explicar são seguras e além disso são as mesmas que se estabeleceram em outros países e também as que se utilizam na Espanha e nas demais nações.


Serviram-nos de base duas grandes mentiras: a falsificação de estatísticas e pesquisas que dizíamos haver feito e a escolha de uma vítima que afirmasse que o mal do aborto não se aprovaria na América do Norte.


Essa vítima foi a Igreja Católica, ou melhor dizendo, sua hierarquia de bispos e cardeais.

Quando mais tarde os pró-abortistas usavam os mesmos "slogans" e argumentos que eu havia preparado em 1968, ria muito porque eu havia sido um de seus inventores e sabia muito bem que eram mentiras.

Falsificação das estatísticas.

É uma tática importante.

Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção.

Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda.

Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade.

Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas.

Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda.

É importantíssimo que vocês se preocupem com os meios de comunicações sociais porque, segundo explicam os fatos, assim se infiltrarão as idéias entre a população. Se na Espanha esses meios não estão dispostos a dizer a verdade, vocês se encontram na mesma situação que criamos nos EE. UU.em 1968/69, quando contávamos através desses meios todas as mentiras que acabo de mencionar.

Outra prática eram nossas próprias invenções.

Dizíamos, por exemplo, que havíamos feito uma pesquisa e que 25 por cento da população era a favor do aborto e três meses mais tarde dizíamos que eram 50 por cento, e assim sucessivamente.

Os americanos acreditavam e como desejavam estar na moda, formar parte da maioria para que não dissessem que eram "atrasados", se uniam aos "avançados".

Mais tarde fizemos pesquisas de verdade e pudemos comprovar que pouco a pouco iam aparecendo os resultados que havíamos inventado; por isso sejam muito cautelosos sobre as pesquisas que se fazem sobre o aborto.

Porque, apesar de serem inventadas, têm a virtude de convencer inclusive os magistrados e legisladores, pois eles como qualquer outra pessoa lêem jornais, ouvem rádio e sempre fica alguma coisa em sua mente.


A Hierarquia Católica eleita como vítima

Uma das táticas mais eficazes que utilizamos naquela época foi o que chamamos de "etiqueta católica". Isso é importante para vocês, porque seu país é majoritariamente católico.

Em 1966 a guerra do Vietnam não era muito aceita pela população. A Igreja Católica a aprovava nos Estados Unidos. Então escolhemos como vítima a Igreja Católica e tratamos de relacioná-la com outros movimentos reacionários, inclusive no movimento anti-abortista.

Sabíamos que não era bem assim, mas com esses enganos pusemos todos os jovens e as Igrejas Protestantes, que sempre olhava com receio a Igreja Católica, contra ela.

Conseguimos inculcar a idéia nas pessoas de que a Igreja Católica era a culpada da não aprovação da lei do aborto. Como era importante não criar antagonismos entre os próprios americanos de distintas crenças, isolamos a hierarquia, bispos e cardeais como os "maus".

Essa tática foi tão eficaz que, ainda hoje, se emprega em outros países. Aos católicos que se opunham ao aborto se lhes acusava de estar enfeitiçados pela hierarquia e os que o aceitavam se lhes considerava como modernos, progressistas, liberais e mais esclarecidos.

Posso assegurar-lhes que o problema do aborto não é um problema do tipo confessional. Eu não pertenço a nenhuma religião e em compensação estou lhes falando contra o aborto.

Também quero dizer-lhes que hoje nos Estados Unidos a direção e liderança do movimento antiabortista passou da Igreja Católica para as Igrejas Protestantes.

Há também outras igrejas que se opõem, como as Ortodoxas, Orientais, a Igreja de Cristo, os Batistas Americanos, Igrejas Luteranas Metodistas da África, todo o Islã, o judaísmo Ortodoxo, os Mórmons, as Assembléias de Deus e os Presbiterianos.

Outra tática que empregamos contra a Igreja Católica foi acusar seus sacerdotes, quando tomavam parte nos debates públicos contra o aborto, de meter-se em política e de que isso era anticonstitucional. O público acreditou facilmente apesar da falácia do argumento ser clara.

Dirigi a partir de 1971 a maior clínica de aborto do mundo

Foi o Centro de Saúde Sexual (CRANCH), situado ao leste de Nova York. Tinha 10 salas de cirurgia e 35 médicos sob minhas ordens. Realizávamos 120 abortos diários, incluindo domingos e feriados e somente no dia de Natal não trabalhávamos. Quando assumi a clínica estava tudo sujo e nas piores condições sanitárias. Os médicos não lavavam as mãos entre um aborto e outro e alguns eram feitos por enfermeiras ou simples auxiliares. Consegui modificar tudo aquilo e transformá-la em uma clínica modelo em seu gênero, e como Chefe de Departamento, tenho que confessar que 60.000 abortos foram praticados sob minhas ordens e uns 5.000 foram feitos pessoalmente por mim.

Lembro que numa festa que organizamos algumas esposas dos médicos me contaram que seus maridos sofriam pesadelos durante a noite e, gritando, falavam de sangue e de corpos de crianças cortados. Outros bebiam demasiadamente e alguns usavam drogas.

Alguns deles tiveram que ser visitados por psiquiatras.

Muitas enfermeiras se tornaram alcoólatras e outras abandonaram a clínica chorando. Foi para mim uma experiência sem precedentes.

Em setembro de 1972 apresentei minha demissão porque já havia conseguido meu objetivo, que era colocar a clínica em funcionamento. Naquela época, digo sinceramente, não deixei a clínica porque estivesse contra o aborto; deixei-a porque tinha outros compromissos a cumprir. Fui nomeado Diretor do Serviço de Obstetrícia do Hospital de São Lucas de Nova York, onde iniciei a criação do serviço de Fetologia.

Estudando o feto, no interior do útero materno, pude comprovar que é um ser humano com todas suas características a quem deve ser outorgado todos os privilégios e vantagens que desfruta qualquer cidadão na sociedade ocidental.

Do estudo do feto vivo no interior do útero tirei esta conclusão

Talvez alguém pense que antes de meus estudos devia saber, como médico, e além disso como ginecologista, que o ser concebido era um ser humano. Evidentemente sabia disso, mas não o havia comprovado, eu mesmo, cientificamente. As novas tecnologias nos ajudam a conhecer com maior exatidão sua natureza humana e não considerá-lo como um simples pedaço de carne. Hoje, com técnicas modernas, pode-se tratar no interior do útero muitas doenças, inclusive fazer mais de 50 tipos de cirurgias.

Foram esses argumentos científicos que mudaram meu modo de pensar.

O fato é que: se o ser concebido é um paciente que pode ser submetido a um tratamento, então é uma pessoa e, se é uma pessoa, tem o direito à vida e a que nós procuremos conservá-la.

Gostaria de fazer um breve comentário ao Projeto de Lei sobre aborto apresentado na Espanha
(Nota: esse projeto de lei já foi aprovado.)

É a mesma que está em vigor no Canadá, ou seja, em casos de estupro, sub-normalidade e nos casos de risco à saúde da mãe.

O estupro é sem dúvida uma situação muito dolorosa. Afortunadamente poucos estupros são seguidos de gravidez. Mas mesmo nesse caso, o estupro, que é um terrível ato de violência, não pode ser seguido de outro não menos terrível como é a destruição de um ser vivo.

Portanto tratar de apagar uma horrível violência com outra também horrível não parece lógico; é simplesmente um absurdo, e na realidade o que faz é aumentar o trauma da mulher ao destruir uma vida inocente.

Porque essa vida tem um valor em si mesma ainda que tenha sido criada em circunstâncias terríveis, circunstâncias que nunca poderiam justificar sua destruição.

Posso assegurar-lhes que muitos dos que estamos aqui fomos concebidos em circunstâncias que não foram as ideais, talvez sem amor, sem calor humano, porém isso não nos modifica em absoluto nem nos estigmatiza.

Portanto, recorrer ao aborto em caso de estupro é algo ilógico e desumano.

Vou me referir à saúde da mãe. Sempre disse que defenderia o aborto se a saúde física da mulher estivesse em perigo imediato de morte caso continuasse sua gravidez. Mas hoje, com os avanços da medicina, esse caso praticamente não existe. Portanto o argumento é enganoso, porque simplesmente não é certo.

Finalmente vou considerar o caso do feto defeituoso. Esse é um assunto muito delicado porque significa que aspiramos uma sociedade formada por pessoas fisicamente perfeitas, e sem medo de me equivocar posso assegurar que nesta sala não há uma única pessoa que seja fisicamente perfeita. É perigosíssimo aceitar esse princípio porque desembocaria num holocausto.

Posso assegurar-lhes que inclusive as crianças mangólicas são queridas.` Vou contar-lhes uma história. Quando estive na Nova Zelândia com minha esposa, um dia almoçamos com o Sir William Lilley, que é um dos fetologistas mais importante do mundo e nos contou que tivera quatro filhos que já eram maiores, e ao ficar o casal sozinho adotaram uma criança mongólica, disse-me que esse filho adotivo lhes havia proporcionado mais alegria que qualquer um dos outros quatro filhos.

Posso assegurar-lhes que se esse tipo de lei for aprovada na Espanha se abusará dela e será utilizada para justificar o aborto em todos os casos.

Isso foi o que ocorreu no Canadá. Os médicos, simplesmente colocam uma etiqueta nos pedidos de aborto e todo mundo acha graça deles e da lei.

Penso que quando se permite o aborto, permite-se um ato de violência mortal, um ato deliberado de destruição e portanto um crime.

Posso assegurar-lhes que se a Espanha seguir o caminho do aborto, os três Selos do Apocalipse que são a delinqüência violenta, a droga e a eutanásia não tardarão de aparecer em seguida, como está se sucedendo na América.

Quero terminar com estas palavras:

Como cientista, sei que a vida começa no momento da concepção e deve ser inviolável.

Considere que não professo nenhuma religião, penso que existe uma Divindade que nos ordena por fim neste triste, inexplicável e vergonhoso crime contra a humanidade.

Se não saímos vitoriosos e omitimos nossa completa dedicação a esta causa tão importante, a História nunca nos perdoará.

(Traduzido pela Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família - PROVIDAFAMÍLIA do folheto "Yo practiqué cinco mil abortos" publicado por Vida Humana Internacional, 45 S.W. 71st Ave., Miami, Flórida 33144 - USA Tel:(305) 260-0560; FAX : (305) 260-0595; E-mail: latinos@vidahumana.org. Com autorização do editor.)
Postado por Sebastião Inacio Filho às 15:47 - http://www.drsebastiaoinacio.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Notícia da Folha de São Paulo - projeto de lei contra o aborto

"Bispo que pregou boicote a Dilma recolhe assinaturas para projeto contra aborto
Líder da pregação pelo boicote a Dilma Rousseff na campanha presidencial, o bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, encampa nova mobilização que repercutirá na esfera política, informa o "Painel" da Folha, editado interinamente por Ranier Bragon (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL)."

A notícia afirma que a CNBB Regional Sul-1 estaria apoiando a iniciativa.

Cumpre-me esclarecer:

A iniciativa é de Dom Carmo João Rhoden, Bispo Diocesano de Taubaté. Ele iniciou o movimento por legislação estadual contra o aborto, no dia 27 de novembro de 2010, data que o Papa Bento XVI designou para o mundo todo rezar pela vida nascente.

Não tenho conhecimento sobre qualquer posicionamento da CNBB Regional Sul-1. Tenho conhecimento que algumas dioceses já aderiram ao movimento.

Toda a Igreja Católica, como vem se manifestando com frequência o Papa Bento XVI, é contra o aborto, em todo o mundo, não só no Brasil.

A adesão da Diocese de Guarulhos é natural, pois há muito tempo vem trabalhando contra o aborto, em defesa da vida.

Como disse outras vezes, estarei sempre defendendo a vida.
Guarulhos, 17 de janeiro de 2011.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Cáritas Brasileira - Auxílio às vítimas das enchentes

A Cáritas Brasileira colocou à disposição de todos os brasileiros duas contas bancárias, destinadas a depósitos em favor das vítimas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

As contas são as seguintes:
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - AG. 1041 - OP. 003 - C/C 1490-8

BANCO DO BRASIL - AG. 3475-4 - C/C 32.000-5
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Conferência Episcopal Italiana doa um milhão de euros para Diocese de Petrópolis auxiliar as vítimas das enchentes e deslisamentos de terra

A Diocese de Petrópolis recebeu a doação de um milhão de euros da Conferência Episcopal Italiana para ajuda as vitimas e também mais de 10 toneladas de materiais (roupa, alimento, material de higiene pessoal e limpeza, água) vindos de todas as regiões do país. Toda esta
doação é para atender as vítimas das chuvas, localizadas em oito paróquias nos municípios de Petrópolis (2 paróquias), Teresópolis (3), Areal (1), São José do Vale do Rio Preto (2).
O dinheiro arrecado pela Diocese de Petrópolis, inclusive o doado pela Cáritas e pela Conferência Italiana, está sendo usado para compra de material específico para as famílias, como roupa íntima e de higiene pessoal, quando falta nas paróquias para atender as vítimas.
Dom Filippo Santoro, bispo diocesano, disse que as doações estão chegando de várias dioceses brasileiras, de empresas e instituições ligadas a Igreja Católica, como a Cáritas Brasileira e Internacional e a Conferência Episcopal Italiana. “A solidariedade as vítimas é muito grande. A Igreja Católica no Brasil está mobilizada para atender as vítimas na Região Serrana”.
O Bispo de Petrópolis explicou que a doações que chegam as paróquias atingidas pela chuva, são levadas para os desabrigados ou para famílias que estão em locais de difícil acesso. “Estamos contando com voluntários que utilizam carro e motos, e até mesmo a pé, para fazer chegar aos sobreviventes todo material necessário para viverem este momento”.
Fonte: Diocese de Petrópolis
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IGREJA CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO RECOLHE DOAÇÕES PARA VÍTIMAS

Fiéis do Rio de Janeiro ajudam vítimas das chuvas 50 toneladas de mantimentos recolhidos até agora.
RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Os católicos da arquidiocese do Rio de Janeiro responderam ao chamado da Igreja à solidariedade com as vítimas das chuvas na região serrana do Estado, que já deixaram cerca de 650 mortos.
Segundo informa a arquidiocese do Rio, nestes dias em que se celebra a Trezena de oração em honra ao Padroeiro local, São Sebastião, várias comunidades estão recolhendo mantimentos para serem enviados especialmente às cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, adotou para a Trezena o slogan "São Sebastião nos convoca à solidariedade". Um caminhão de recolha de doações acompanha a "Carreata da
Fraternidade", que percorre a cidade do Rio com a imagem missionária do santo padroeiro.
Outra iniciativa do arcebispo foi enviar 15 seminaristas para Nova Friburgo. Eles atuarão como voluntários no atendimento à população atingida.
De acordo com o pároco da catedral de São Sebastião, monsenhor Aroldo Ribeiro, onde funciona a sede da Cáritas do Rio, foram entregues nesse sábado 10 toneladas de mantimentos.
Estima-se que a quantidade de doações recebidas e enviadas já no início desta semana ultrapasse as 50 toneladas.
Monsenhor Aroldo Ribeiro informou ainda que, entre as doações, água, leite e materiais de higiene estão em maior quantidade.

Além dos caminhões que saem da catedral diretamente pela Cáritas, muitas paróquias estão encaminhando suas doações.
O empenho das paróquias é uma resposta ao apelo feito por Dom Orani Tempesta para que toda a comunidade católica viva a solidariedade e a fraternidade com a população da região serrana.
Outras arquidioceses brasileiras, com São Paulo e Recife, iniciaram campanhas específicas de ajuda às vítimas das chuvas. “Este momento pede a nossa solidariedade”, escreveu em uma mensagem o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer.
No âmbito nacional, o organismo que coordena a assistência da Igreja Católica é a Cáritas Brasileira: http://www.caritas.org.br.
Nesse domingo, após rezar o Angelus com os peregrinos na praça de São Pedro, Bento XVI assegurou sua proximidade às populações flageladas pelas inundações particularmente no Brasil, mas também na Austrália, Filipinas e Sri Lanka.
“Que o Senhor acolha as almas dos defuntos, dê forças aos desalojados e apoie o compromisso dos que estão se entregando para aliviar sofrimentos e dificuldades”, disse o Papa.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Papa adotou tom duro contra o aborto no Brasil desde o início do seu pontificado


Jamil Chade - Correspondente/ O Estado de S.Paulo - 
28 de outubro de 2010 | 14h 17
A relação entre o Papa Bento XVI e o governo brasileiro nos últimos anos foi marcado pelas diferenças em torno da questão do aborto. Em diversas reuniões com bispos brasileiros, em encontros com embaixadores do País e mesmo com ministros, o Vaticano deixou claro que não quer ver o maior país católico do mundo aprovando leis que autorizariam o aborto.
Há um ano, o Papa Bento XVI se reuniu com o embaixador do Brasil perante a Santa Sé, Luis Felipe de Seixas Corrêa, e já mandou seu recado ao governo. O pontífice pediu que a proibição ao aborto, à eutanásia e às pesquisas com células-tronco embrionárias fosse mantida. Ele apelou para o governo "fomente os valores humanos fundamentais, a família e a proteção do ser humano desde o momento de sua concepção até a morte natural e exigiu, respeito aos experimentos biológicos".
Mas um dos momentos de maior tensão ocorreu durante a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em 2007. A polêmica foi lançada já no próprio voo entre Roma e São Paulo. Seu recado era de que deputados, senadores e políticos que votassem a favor de uma proposta de lei do aborto estariam se auto-excluindo da comunidade católica. Para o pontífice, apoiar tal lei é sinal de "egoísmo".
Voando a 11 mil metros sobre o Saara, o papa deixou seus aposentos no avião para conversar com os jornalistas. Ao responder a uma questão relativa à decisão de bispos no México de declarar que os deputados que votaram por uma lei a favor do aborto seriam automaticamente excomungados, o papa deu claros sinais de apoio à decisão e ainda apontou para o Brasil.
"Essas excomunhões não são arbitrárias, mas previstas no Código (Canônico). O direito de matar um inocente, uma criança humana, é incompatível com estar em comunhão com o corpo de Cristo. Em suma, não foi feito nada de novo, de surpreendente. Eles (bispos mexicanos) apenas revelaram e declararam publicamente algo que é previsto pelo direito da Igreja, que foi a própria Igreja que estabeleceu assim", disse.
"Nessa situação, há um certo egoísmo e, de outro lado, está o valor e beleza da vida", disse Bento XVI. "A vida é bela e nisso é que está o futuro. Mesmo em condições difíceis, é sempre um dom de recriar o reconhecimento dessa beleza", disse, apontando que o aborto não seria justificado apenas por questões de dificuldades econômicas ou sociais. O papa completou sua intervenção apontando que a fé garante que a humanidade possa "resistir a esse egoísmo e a esse medo, que está em algumas coisas dessas legislações" que estão sendo discutidas em vários países.
Alguns anos mais tarde, a cúpula do Vaticano saiu em defesa da excomunhão dos médicos que realizaram um aborto de gêmeos em uma menina de 9 anos, que havia sido estuprada por seu padrasto em Pernambuco. O presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, cardeal Giovanni Battista Re, alegou que a excomunhão dos médicos foi "justa", mesmo que a interrupção da gravidez tenha sido um ato legal.
O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, declarou que as pessoas envolvidas no aborto da menina cometeram uma penalidade eclesiástica e que seriam punidos com a excomunhão, a penalidade máxima prevista pela Igreja Católica.
Na avaliação do cardeal Battista Re, a interrupção voluntária da gravidez "representa sempre o assassinato de uma vida inocente e, para o código do direito canônico, quem pratica ou colabora diretamente com o aborto cai na excomunhão".
"É um caso doloroso, mas o verdadeiro problema é que os gêmeos concebidos eram pessoas inocentes e tinham direito de viver", afirmou o cardeal. Battista Re é considerado como o principal porta-voz dos interesses do Papa Bento XVI na América Latina.
"A Igreja sempre defendeu a vida e tem que seguir fazendo isso sem se adaptar às correntes da época ou à oportunidade política", disse o cardeal.