terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A SAGRADA FAMÍLIA

Para muitos, no dia 26 de dezembro o Natal já passou e a vida retorna às atividades normais. A Igreja, no entanto, observa uma Oitava do Natal até 1º de janeiro (seguindo a prática judaica de 8 dias de celebrações) e um período de Natal estendido até dia 6 de janeiro, a Festa da Epifania (atualmente celebrada no domingo entre 2 e 8 de janeiro).

No domingo entre o Natal e 1º de janeiro, a Igreja celebra a Sagrada Família. Esta festa é especialmente
importante hoje, quando muitas famílias enfrentam lutas e desafios para viver sua Fé.

A Família de Belém é o reflexo mais puro da Santíssima Trindade, que – não nos cansaremos de repetir com João Paulo II – “não é uma solidão, mas uma família, já que traz em si mesma a paternidade, a filiação e a essência da família, que é o amor”. Por isso também se chamou a Jesus, Maria e José “a Trindade da terra”. E um dos clássicos castelhanos pôs-lhes o título de “os Três Sóis”.

Temos em nossas missas a canção que diz “que bom seria se as mães fossem Maria e se os pais fossem José... e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré”. A Sagrada Família é nosso modelo, nossa lição de vida familiar: respeito mútuo, diálogo, compreensão e união, oração: nessa Família se está reunido no amor de Deus, e aí Ele reina.

Na Sagrada Família, Jesus é o Sol dos sóis: a Luz do mundo!

A Virgem Maria é um sol que ilumina sem ofuscar; sem fazer milagres na terra, limita-se a ser Mãe. Assim como dá à luz o seu Filho em Belém, no Calvário dá à luz espiritualmente a todos nós, que somos irmãos do seu Filho, tornando-se, na figura de João, a Mãe de cada um de nós.

José, homem escolhido desde a eternidade para ser o patriarca da Família do Filho de Deus, e de todos os filhos de Deus que por dom gratuito somos, é um homem justo, no sentido bíblico da palavra, isto é, santo, cheio de graça santificante e de todas as virtudes necessárias para cumprir perfeitamente a sua missão de pai adotivo de Deus feito carne. Ele é um sol de justiça, que brilha sem magoar os olhos: sempre escolhe – livremente, prontamente e com iniciativa – o que se lhe apresenta como a Vontade de Deus, por mais sacrifícios que lhe custe.

Quando esses três Sóis brilham numa família, essa família resplandece. Reina nela uma comunhão delicada de pessoas que exclui a solidão, essa falta de luz, de carinho e de paz.

Na terra, a luz não se difunde sem tropeçar com obstáculos. Os Três Sóis conheceram essas trevas...  Mal nasceu o Sol dos sóis, começou a perseguição dos poderes das trevas, culminando com a Paixão e
morte de Jesus na Cruz. Mas a luz ia por dentro.

Nunca faltou o sentido de orientação, a plena confiança na Providência divina, a consciência de que, no
meio e por meio de todos os horrores e vilanias, o Deus Uno e Trino é o salvador da humanidade.

Quem acolher na sua vida a luz dos Três Sóis não terá de temer nenhuma escuridão, porque essas trevas
só poderão ser temporárias e externas. Os Três Sóis gostam de habitar no espaço íntimo dos corações, mais do que na superfície do mundo. Chegará o dia em que – como diz a Escritura – a cidade não necessitará nem de sol nem de lua para a iluminar, pois será iluminada pela glória de Deus e a sua luz será o

Cordeiro (...). Não haverá noite (Apoc 21,23-25).

(Fontes: Os Três Sóis, de Antonio Orozco; Eternal Word Television Network – http://www.ewtn.org/)

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