quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nossa Senhora da Consolação - Itália

NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO - Itália
Liturgia: 21 de janeiro

Esta devoção mariana vem dos tempos dos Santos Apóstolos. Após a morte e ressurreição de Jesus, eles tinham Maria por verdadeira Mãe e Mestra consumada na ação do Espírito Santo, o consolador prometido. Maria é a própria consoladora do espírito, a fortaleza que reconforta os sofredores, o porto seguro dos aflitos. 



A antiga tradição narra que em suas aflições Santa Mônica sempre recorreu à Nossa Senhora. Primeiro com as desolações provocadas por seu marido. Depois com a vida desregrada do filho Agostinho, de temperamento difícil, que insistia em ficar longe da religião. Santa Mônica desejou seguir Maria inclusive na maneira de se vestir. Por isto, em suas orações pedia à Nossa Senhora que lhe mostrasse como era sua vestimenta, após a morte de São José e, principalmente após a Ressurreição de Jesus. 


Em uma aparição especial à santa Mônica, Maria se apresentou com a roupa solicitada: coberta por uma ampla túnica de tecido rústico, de corte simples e cor muito escura. Uma roupa despojada e penitencial, tendo apenas na cintura uma grosseira correia ou cinta de couro que descia quase até o chão. Em seguida, soltou esta cinta e colocou-a em Mônica, recomendando-lhe o uso diário. Também lhe pediu para transmitir a todos aqueles que fizessem seu uso, teriam sua particular proteção. 


Santa Mônica teve a alegria de ver a conversão do filho, hoje um dos maiores santos da Igreja. Santo Agostinho foi um dos primeiros a colocar a cinta e se entregar à proteção de Nossa Senhora da Consolação, como o fez com a comunidade religiosa que logo fundou. Assim, a cinta se tornou o distintivo das ordens agostinianas, responsável pela difusão do culto de sua padroeira, em todo o mundo. A imagem desta devoção, geralmente, representa a Virgem Maria com uma cinta escura entre as mãos, ou a está entregando para Santa Mônica e Santo Agostinho. Por isto, em algumas localidades é invocada sob o título de Nossa Senhora da Correia ou da Cinta, mas a devoção é a mesma, festejada no dia 28 de agosto, nas ordens agostinianas. 


A celebração deste dia se refere a uma milagrosa imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus que deu origem ao culto e à Igreja de Santa Maria da Consolação, em Roma. Tudo começou em 1385, quando o fidalgo romano Jordanico de Alberino, ficou preso nos cárceres do alto do Monte Campidolio. Pouco antes de ser enforcado, colocou em testamento que dois florins de ouro deveriam ser usados com a pintura de uma imagem da Virgem Maria em um local público. O seu filho Tiago fez cumprir o que estava escrito, ordenando que a obra fosse executada sobre um muro do Clivo Jugario, embaixo do Monte Campidolio.


Diz a tradição que no dia 26 de junho de 1470 um condenado saiu vivo do enforcamento porque pediu a proteção da Santíssima Virgem, invocando aquela imagem. O entusiasmo do povo fez os Confrades de Santa Maria das Graças reunirem recursos para a construção de uma igrejinha para veneração daquela milagrosa imagem, então intitulada "Nossa Senhora da Consolação".

O trasladado ao pequeno santuário ocorreu em 03 de novembro de 1470. Mas junto à ele também foi fundado um hospital, no qual operaram muitos santos, como: Inácio de Loyola, Luiz Gonzaga, Camilo de Lellis, Felipe Néri, o Baronio e o Calasanzio. A igrejinha cedida depois ao hospital, foi ampliada no final do século XVI e a milagrosa imagem foi coroada


Paróquia e Bairro de N. Sra. da Consolação - São Paulo
Por Danilo Janúncio Alves, do Banco de Dados da Folha

Capela trouxe os primeiros habitantes à Consolação


Um pequeno povoado começou a nascer na região da Consolação quando, por volta de 1779, devotos de Nossa Senhora da Consolação levantaram uma pequena capela dedicada à santa. Na época afastada da cidade, a região possuía apenas chácaras com plantações de hortaliças, frutas e chá, por onde cruzava o Caminho de Pinheiros ou Caminho de Sorocaba.
Por esses caminhos, onde hoje é a rua da Consolação, passavam as tropas de burros vindas de Sorocaba ou que subiam para o bairro de Pinheiros. No local escolhido pelo devotos também eram realizadas as feiras de bestas de carga, onde vendiam-se animais de outros estados.
Vinte anos depois, em 1799, o pequeno santuário transformava-se na Igreja de Nossa Senhora da Consolação, o que traz os primeiros moradores àquela região desabitada e afastada da cidade. Registro de um fiscal enviado pela Câmara Municipal ao local, em 1834, mostra que o local não tinha nada de aprazível. Ao contrário, existia um enorme pantanal na entrada da igreja, na subida do morro, o que resultava em barro, lama e grandes poças estagnadas. No entanto, a construção da igreja faz com que o governo da cidade melhore a região, abrindo ruas e aterros que passam a fazer parte do cenário.

Irmandade

Logo depois da construção da igreja, é criada a Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e São João Batista. A instituição concede grande importância ao lugar, porque amparava os portadores de doenças graves que vagavam pela província.
Com o reconhecimento da iniciativa da irmandade, da qual participava José Manuel da Silva, o Barão de Tietê, a Santa Casa de Misericórdia doa-lhes um prédio e o privilégio de tratar de doentes acometidos pela mal de Hansen (lepra).
Com o aumento da população e a conseqüente urbanização, o número de fiéis cresce ainda mais. Assim, em 1840, a Igreja da Consolação, subordinada à Igreja de Santa Efigênia, passa por uma ampliação: ganha cinco janelas, duas torres, escadas de acesso e novas portas de entrada.

O cemitério
Em 1855, uma epidemia de cólera-morbo atinge a província e, para tratar os doentes, a irmandade improvisa 30 leitos no pátio da igreja. Com o avanço da epidemia, havia a necessidade de enterrar as vítimas. No entanto, antes de começar a sepultar seus mortos em cemitérios, a população enterrava-os nos cemitérios de três igrejas, na da Misericórdia, na da Boa Morte e na do Rosário.
Muitos anos antes, no fim do século 18, o governo de Portugal já alertara o bispo da cidade sobre a necessidade da construção de cemitérios separados, para evitar os males dos enterramentos dentro das igrejas. Dessa forma, em 1854, a Câmara Municipal mandou edificar um cemitério público.
O primeiro projeto previa a construção de um cemitério em Campo Redondo, hoje Largo dos Guaianazes, atual praça Princesa Isabel. Mas a Câmara levou em conta um lugar mais afastado da cidade e sem moradores, e escolheu o Alto da Consolação. O Cemitério Público da Consolação começou a ser construído em 1854 e foi aberto no dia 3 de julho de 1858, por ocasião de uma epidemia de varíola que afligia a capital.
Alguns anos depois, o cemitério se tornou símbolo de ostentação e acompanhou a falência de famílias tradicionais da região que crescia. Prova disso é a riqueza dos túmulos, com esculturas diversas, inclusive com obras de Victor Brecheret.
Lá estão enterrados a marquesa de Santos, Domitila de Castro, a mais famosa amante do imperador Dom Pedro 1º, os ex-presidentes Prudente de Morais e Campos Sales, a família Matarazzo, e grandes escritores, como Mário de Andrade e Monteiro Lobato.

Paróquia

Em 1870, com uma população que já atingia a marca de 3,5 mil habitantes nas redondezas, a Igreja da Consolação foi elevada a sede da paróquia. À elas se subordinaram as igrejas da Santa Cruz das Perdizes (até 1879) e de Santa Cecília (até 1892).
Em 23 de março do mesmo ano, o bairro é denominado distrito. Nos seus arredores já instalavam-se as famílias da elite paulistana, que moravam em grandes chácaras localizadas nas proximidades. Sua freguesia estendia-se do Anhangabaú a futura Avenida São João e o rio Tietê.

http://www.santiebeati.it/dettaglio/91938

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