quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Guarulhos

História de Nossa Senhora da Conceição - Portugal

Em 25 de Março de 1646, sob proposta do rei D. João IV, as Cortes reunidas aprovaram a escolha do Santuário de Vila Viçosa para sede e solar da Padroeira de Portugal - Nossa Senhora da Conceição.

Foi aquele mesmo rei que consagrou a Nação Portuguesa a Nossa Senhora da Conceição e a proclamou nossa Padroeira. São do seguinte teor as palavras da provisão régia datada, precisamente, de 25 de Março do ano acima referido: "Estando ora juntos em cortes com os três estados do Reino lhes fiz propor a obrigação que tínhamos de renovar e continuar esta promessa (de D. Afonso Henriques) e venerar com muito particular afecto e solenidade a festa de Sua Imaculada Conceição. E nelas, com parecer de todos, assentámos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição… e lhe ofereço de novo… à Sua Santa Casa da Conceição sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta escudos de oiro, em cada um ano em sinal de Tributo e Vassalagem…"

Desde a eleição da Padroeira, os reis de Portugal nunca mais colocaram a coroa na cabeça. Em ocasiões solenes, era ela depositada sobre uma almofada, ao seu lado direito da Imagem.

Convém ainda recordar que no dia 28 de Julho de 1646, a Universidade de Coimbra prestou também o solene juramento determinado pelo Rei em carta de 17 de Janeiro do mesmo ano de 1646.

Em Setembro desse mesmo ano foram expedidas cartas para todas as Câmaras do país para que as autoridades e clero rectificassem o acto das Cortes.

Diz o cronista que "em cumprimento da ordem régia, celebraram-se nas cidade e vilas imponentes solenidades a que os povos se associaram com o maior entusiasmo".

Em 1648 D. João IV mandou cunhar medalhas de ouro e prata que correram como moeda, em honra da Padroeira de Portugal, tendo no reverso a imagem de Nossa Senhora da Conceição coroada de sete estrelas sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, o porto e a fonte selada com a legenda: Tutelaris Regni. Foi, até, com duas destas moedas em ouro que o rei pagou, nesse ano, o tributo prometido ao Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.

Mais tarde a 30 de Junho de 1654 o rei mandou expedir à Câmaras uma nova carta em que determinava que em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares do Reino se pusesse, em uma pedra bem lavrada, a inscrição em latim que lembrava a resolução tomada pelo Rei e Cortes Gerais em 1646 de eleger Nossa Senhora como Padroeira de Portugal e de defender com juramento o privilégio de Sua Imaculada Conceição.

É curioso e muito significativo chamarmos aqui a atenção para o facto de que só 200 anos depois é que o Papa Pio IX definiu solenemente em Roma o mesmo privilégio de Nossa Senhora, como dogma de fé universal. Também não podemos deixar de referir que uma prestimosa instituição nacional que foi criada, a 8 de Dezembro de 1720, precisamente, em homenagem à Padroeira, a Academia Real de História.

Enfim, Nossa Senhora da Conceição tem sido através dos séculos, a honra e a glória da Nação e do Povo Português.



Queridos irmãos e irmãs!

Neste dia, a Igreja celebra solenemente a concepção imaculada de Maria. Como declarou o beato Pio IX na Carta Apostólica Ineffabilis Deus, de 1854, ela “foi preservada, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, imune de toda mancha de pecado original”. Tal verdade de fé é contida nas palavras de saudação do Arcanjo Gabriel: “Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28).
A expressão “cheia de graça” indica a obra maravilhosa de amor de Deus, que quis nos devolver a vida e a liberdade, perdidas com o pecado, por meio de seu Filho Unigênito encarnado, morto e ressuscitado. Por isso, desde do século II, no Oriente e no Ocidente, a Igreja invoca e celebra a Virgem que, com o seu “sim”, aproximou o Céu da terra, tornando-se “geradora de Deus e enfermeira de nossa vida”, como expressa São Romano na melodia de uma antiga canção (Canticum XXV in Nativitatem B. Mariae Virginis, in J.B. Pitra, Analecta Sacra t. I, Paris, 1876, 198).
No século VII, São Sofrônio de Jerusalém elogia a grandeza de Maria, porque nela o Espírito Santo fez moradia: “Tu exerce toda a magnificência dos dons que Deus jamais ofereceu a qualquer pessoa humana. Mais que tudo, és rica da presença de Deus que mora em ti”. (Oratio II, 25 in SS. Deiparæ Annuntiationem: PG 87, 3, 3248 AB).
E São Beda, o venerável, explica: “Maria é bendita entre as mulheres, porque com a dignidade da virgindade encontrou graça de ser geradora de um filho que é Deus” (Hom I, 3: CCL 122, 16).
Também a nós é doada a “plenitude da graça” que devemos fazer resplandecer em nossa vida, porque o “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos acolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinoupara sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade (Ef 1,3-5).
Esta filiação recebemos por meio da Igreja, no dia do Batismo. Sobre tal propósito, Santa Hildegard de Bingen escreveu: “A Igreja é, portanto, a virgem mãe de todos os cristãos. Na força secreta do Espírito Santo os concebe e os dá a luz, oferecendo-os a Deus de maneira que sejam também chamados filhos de Deus” (Scivias, visio III, 12: CCL Continuatio Mediævalis XLIII, 1978, 142).
Entre tantos cantores da beleza espiritual da Mãe de Deus, destaca-se São Bernardo de Clairvaux que afirma que a invocação “Ave Maria, cheia de graça” é agradável a Deus, aos anjos e homens. Os homens, devido à maternidade, aos anjos graças a virgindade, a Deus graças a humildade” (Sermo XLVII, De Annuntiatione Dominica: SBO VI,1, Roma 1970, 266).
Queridos amigos, esperando cumprir nesta tarde, como é de costume, a homenagem a Maria Imaculada, na Praça da Espanha [em Roma], dirijamos nossa fervorosa oração àquela que intercede a Deus por nós, para que nos ajude a celebrar com fé o Natal do Senhor que se aproxima.
 Qui, 08 de Dezembro de 2011 14:05
Fonte: Diocese de Algarve - Portugal

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