sábado, 10 de dezembro de 2011

Ao jornalista José Maria Mayrink, do Estadão

Caríssimo jornalista José Maria Mayrink

Jornalista José Maria Mayrink
Embora não o tenhamos conhecido pessoalmente, o temos em elevada estima e consideração, pelo seu comportamento profissional e ético durante as eleições de 2010. O senhor nos entrevistou por telefone, em várias oportunidades, e transcreveu para o publico exatamente o que dissemos, sem distorcer os fatos e as informações.

Sabemos que o senhor é jornalista há muito tempo e também escritor, autor do livro "Mordaça", portanto, bastante criterioso no uso da linguagem. Por essas razões, tomamos a liberdade de escrever ao senhor para reclamar da matéria Bispo algoz de Dilma na eleição se aposenta por considerá-la infeliz no título e, em parte, pelo que alguns poderiam deduzir do conteúdo informativo.

Vamos reclamar do uso do vocábulo algoz, que tem a  conotação de carrasco, executor da pena de morte ou de outras penas corporais (como tormentos, açoites etc.) e, no sentido figurado, de  indivíduo cruel, insensível, de maus instintos; atormentador, assassino, que causa sofrimento alheio.

O uso da palavra algoz, não se aplica ao nosso caso, pois não somos carrascos. Não matamos, não executamos, não infligimos castigo físico,  não somos cruéis e não determinamos a infelicidade de ninguém. Seguindo Jesus Cristo, nós e a Igreja Católica somente buscamos o bem das pessoas e a verdade.

Na época das eleições, travamos a batalha da verdade contra a mentira (AQUI). A verdade não é assassina, não é cruel, não atormenta, nem provoca remorsos. A mentira é cruel, atormenta e causa remorsos.

Nós não alegamos que a atual presidente Dilma Rousseff e seu partido são a favor da liberação do aborto.  Nós provamos perante o TSE que ela e seu grupo político defendem o aborto. Dilma, o PT e seu grupo político fizeram representação criminal contra nós no TSE, mas o Ministério Público Federal não a aceitou, dizendo que não havia crime em dizer a verdade, defender o Evangelho e usar do direito de cidadão para manifestar as nossas convicções, como é permitido a qualquer pessoa ou partido político.

Mesmo depois de arquivado o projeto de lei n. 1135/91, proposto por petistas que pretendiam a liberação do aborto,  as senadoras dos partidos de esquerda, lideradas pelo PT (Senado) continuam investindo no objetivo de liberar o aborto. Tudo isso está documentado em nosso blog www.domluizbergonzini.com.br.

Quanto à aposentadoria, precisamos esclarecer que no caso de bispos, eles se desligam das obrigações administrativas e deixam de responder pelo expediente burocrático da diocese. No mais, o bispo continua bispo até o dia de sua morte, subordinado ao Papa, conforme foi esclarecido na época das eleições por Bento XVI, com todas as obrigações e prerrogativas de seu sacerdócio episcopal.

Aproveitamos para informá-lo que Bento XVI elegeu para Guarulhos um bispo pró-vida e pró-família,  Dom Joaquim Justino Carreira, que era responsável pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, da Arquidiocese de São Paulo (AQUI).  Portanto, agora somos dois bispos em defesa da vida e da família, em Guarulhos.

Como temos reafirmado sempre, nosso partido é o Evangelho e o nosso candidato Jesus Cristo. Continuaremos defendendo o Evangelho e Jesus Cristo. 

Agradeço ao senhor pela notícia veiculada e pela oportunidade de esclarecer, a todos os católicos e não católicos, que continuaremos nosso trabalho em defesa do Evangelho, da Vida e da Família. 

Deus abençoe e ilumine o senhor, toda a sua família e o seu trabalho.
Um fraternal abraço
Dom Luiz Bergonzini

Bispo algoz de Dilma na eleição se aposenta

24 de novembro de 2011 | 3h 07
JOSÉ MARIA MAYRINK - O Estado de S.Paulo
O papa Bento XVI aceitou ontem a renúncia, por limite de idade (75 anos), do bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que se projetou na campanha presidencial do ano passado ao pregar o voto contra a atual presidente Dilma Rousseff e todos os candidatos do PT.
D. Bergonzini alegava que Dilma Rousseff era contra a vida humana porque defendia o aborto, posição que, segundo ele, fazia parte também do programa do PT. O Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), divulgado em 2010 pela Secretaria de Direitos Humanos vinculada à Presidência da República, apoiou a descriminalização do aborto, o que deu origem à polêmica na campanha eleitoral.
A ofensiva católica e evangélica contra Dilma na campanha presidencial obrigou o PT a formular a 'Carta Aberta ao Povo de Deus', em que a então candidata dizia que "cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes, tanto para as minorias como para toda sociedade brasileira".
A pregação do bispo de Guarulhos contra a petista alcançou repercussão nacional e internacional, e levou à criação de um movimento pró-vida em vários Estados brasileiros. O PT chegou a temer pelo resultado eleitoral com a invasão do debate religioso na campanha.
"Meu trabalho começou em Guarulhos, ganhou espaço e chegou a muitos países da Europa, como Itália e Portugal, e também aos Estados Unidos", declarou o bispo, ao agradecer, há 20 dias, o Prêmio Cardeal Von Galen, dado pela Human Life International, durante o 2.º Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, em São Paulo.
"Sou agradecido por essa homenagem e por perceber que o trabalho que a gente fez não foi em vão", afirmou d. Bergonzini.
16.12.2011 - 10:30 - Por equívoco, a foto do texto estava trocada e era de Ricardo Kotscho.

Um comentário:

Paim F.º disse...

Prezado Dom Luiz Bergonzini:
Mais bispos houvera como o senhor, nos últimos 40-50 anos, no Brasil, e a nossa Pátria terrena estaria num outro patamar de valores e vida.
Parabéns pela sua atitude e por esta resposta objetiva e inspiradora.
Adivo Paim Filho
Santa Maria RS