quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cardeal Scherer: Igreja não reconhece "casamento" homossexual

Dom Odilo Scherer
SÃO PAULO, 02 Nov. 11 / 10:15 am (ACI)

Em uma recente entrevista o Arcebispo da capital paulista, Cardeal Odilo Pedro Scherer, afirmou que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de autorizar casamento de duas mulheres preocupa aIgreja por equiparar união de pessoas do mesmo sexo à família. Para Dom Odilo o casamento e a família têm um papel antropológico e social insubstituível.

Conforme informou ACI Digital, a Quarta Turma do STJ reconheceu, em julgamento concluído na terça-feira, 25, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Quatro dos cinco ministros decidiram autorizar o casamento de um casal de lésbicas gaúchas que vivem juntas há cinco anos e desejam mudar seu estado civil.

Segundo explicou o advogado Danilo Badaró à ACI Digital, a decisão do STJ não gera jurisprudência e não pode ser aplicada a outros casos, porém abre precedente para que tribunais de instâncias inferiores ou até mesmo cartórios adotem a mesma posição.

Foi a primeira vez que o STJ admitiu o casamento gay. Outros casais já haviam conseguido se casar em âmbito civil em instâncias inferiores da Justiça, esclarece uma nota lançada pelo portal Canção Nova Noticias.

Nesta entrevista, publicada pelo jornal arquidiocesano O São Paulo nesta terça-feira, 1º de novembro, Dom Odilo explica as razões da preocupação da Igreja diante de tal decisão: 


“De fato, a autorização dada pelo Superior Tribunal de Justiça, embora ainda não libere de maneira generalizada o reconhecimento da união homossexual como casamento, abre bem as portas para chegar a isso. Saem perdendo e ficam banalizados a família e o casamento, que têm um papel antropológico e social insubstituível. A união homossexual não cumpre o mesmo papel e não é justo equipará-la à família e ao casamento”.

Ao explicar a razão pela qual a Igreja é contrária ao chamado “casamento gay”, Dom Odilo afirmou que “isso é contrário à natureza e também, objetivamente, contrário à Lei de Deus e, por isso, a Igreja nunca poderia dar a sua aprovação”. 

“A diferenciação sexual tem um sentido e revela um desígnio de Deus, que nós devemos acolher e respeitar. A união de duas pessoas do mesmo sexo quebra esse sentido. Pode-se dar o nome que se queira, mas isso nunca será verdadeiro “casamento”. Usando o mesmo nome e conceito que se emprega para o casamento entre um homem e uma mulher, acaba sendo introduzida uma confusão antropológica, jurídica e ética muito grande”, frisou o cardeal.

Dom Odilo, explicou também que uma união homossexual “não se trata de verdadeira família, pois falta algo de importante para ter essa identidade". 

“Para coisa nova, nome novo. Se fosse usado um outro conceito, em vez de “casamento”, e uma outra convenção social para esses casos, em vez a da “família”, pelo menos a família e o casamento, no seu sentido verdadeiro, estariam preservados. Infelizmente, o Brasil está adotando a mesma confusão já introduzida em outros países. É lamentável e não creio que isso seja um passo adiante na civilização. O tempo dirá”, conclui o Cardeal Scherer.

Um comentário:

stefan disse...

A prática do homossexualismo é grave distorção dos planos iniciais de Deus para a humanidade. Em Gn 1.27, cria o homem e a mulher; em Gn 2.24, abençoa a união sexual dos dois e em Gn 1.28 confia-lhes a missão de se multiplicarem.
Essa mesmas atribuições são confirmadas em Ef 5,32; Mt 19-12 e Mc 10,6-9. Nas Ss. Escrituras o homossexualismo é grave pecado de depravação, com várias contundentes condenações: 1 Cor 6,10 Rm 1,24-27, 1 Tm 1,10, Ap 21,8 e Ap 22,15 etc., ou seja, os que vivenciam essa aberração não entrarão no Reino dos Céus.
Note-se que a Igreja não condena o homossexual em si, mas trata-o com todo respeito e deferência; para merecerem-no, devem adotar a castidade, sem aderirem às práticas sodômicas.
Simultaneamente participam desses pecados doutra forma todos os defensores da causa, das práticas e favoráveis aos direitos unitivos gays, assim como votantes em candidatos e a partidos admitentes de prática legalizada para os adeptos desses desvios comportamentais ético-morais; é bom notar que têem ódio particular aos católicos e a Cristo-Igreja Católica, por condenarem veementemente seus desnaturados e satânicos procedimentos.
As recentes e talvez próximas pichações adversas à Igreja e mais subversõeso de fotos de ícones católicos em paradas gays são externalização do ódio subjacente à Igreja dde Cristo.