quarta-feira, 19 de outubro de 2011

95,5% das mortes maternas são causadas por falhas, em BH


Há tempos estamos afirmando que abortos e mortes maternas não são questões religiosas, mas humanitárias e, também, que elas acontecem por absoluta falta de assistência médica competente.
As abortistas, para enganar as mulheres, dizem que a morte materna acontece porque a gestante é pobre. As gestantes morrem por falta de assistência médica adequada.

A matéria abaixo prova isso: 95,5% dos casos de óbitos poderiam ter sido evitados com assistência adequada à saúde.
Saúde Zero é o principal programa do governo, que provoca tantas mortes. Leia o que acontece em Belo Horizonte.


Taxa de mortalidade materna cresce 42% em BH entre 2009 e 2010
Em 2010, mais da metade das gestantes que morreram em BH eram negras e solteiras. 95,5% dos casos de óbitos poderiam ter sido evitados com assistência adequada à saúde

A taxa de mortalidade materna em Belo Horizonte aumentou em 42% entre 2009 e 2010, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde. A razão de mortalidade materna na cidade, que era de 50 óbitos/100 mil nascidos vivos, em 2009, saltou para 71,1 óbitos/100 mil nascidos vivos em 2010. Essa taxa significa, em números absolutos, que 22 mulheres morreram por causas relacionadas à gravidez ou ao parto no ano passado.
De acordo com a coordenadora da Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Lansky, os dados colocam a instituição em alerta porque a tendência de queda da mortalidade materna, que vinha se verificando em Belo Horizonte nos últimos anos, não prevaleceu. De janeiro a agosto deste ano já foram contabilizadas 13 mortes maternas, taxa semelhante ao mesmo período no ano passado.

 As causas
Síndromes hipertensivas, hemorragias, complicações do aborto e infecções foram as principais causas de morte materna em Belo Horizonte no ano de 2010. No entanto, dos 22 óbitos que aconteceram no município, “21 (95,5%) foram classificados como evitáveis”, de acordo com o relatório.
Segundo dados da Comissão Perinatal, em quase 70% dos casos de óbitos foram detectadas falhas na abordagem da saúde sexual e reprodutiva da mulher e em mais de 70% houve problemas no pré-natal.
Metade das gestantes que faleceram haviam feito menos de sete consultas. O momento do nascimento também é decisivo: em mais de metade das gestantes que tiveram parto e faleceram em 2010 foram registradas falhas da assistência no momento do nascimento.
De acordo com a coordenadora do Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Cristina Albuquerque, planejamento reprodutivo, pré-natal de qualidade, atenção ao momento do parto e acompanhamento da mulher no período de puerpério – os 42 dias depois do parto – são requisitos para a redução da mortalidade materna. “Com certeza uma mulher que tem um pré-natal bem feito, um parto bem conduzido e é acompanhada no puerpério tem reduzido a uma porcentagem ínfima o risco de morrer”, enfatiza Cristina.
A taxa belorizontina de 71,1 óbitos maternos/100.000 nascidos vivos é próxima à razão nacional de mortalidade materna, que está em 75. Para Cristina Albuquerque, o Brasil tem realizado esforços para reduzir a taxa de mortalidade materna, mas, em razão da complexidade desse desafio, será muito difícil para o país alcançar o Objetivo 5 dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da Organização das Nações Unidas, até 2015. A taxa teria que ser reduzida em três quartos entre 1990 e 2015, o que significa chegar a uma razão de 35 óbitos/100 mil nascidos vivos. A integrante da Rede Feminista de Saúde, Eliete de Paula, acredita que para reverter esse quadro é preciso um esforço de formação de redes de proteção à saúde da mulher gestante, com participação de movimentos sociais, conselhos e grupos profissionais.
Quem morre mais?Mais da metade das mulheres que faleceram eram negras e solteiras. “Estamos com uma dívida social enorme com a população mais vulnerável que é onde se concentra esses óbitos, o que é um reflexo da desigualdade social no país, e em Belo Horizonte não é diferente”, pontua Sônia.
E os hospitais públicos e privados não estão tão distantes assim quando o assunto é morte materna. Os dados apontam que o índice é maior no setor público, com 80,5 óbitos maternos/100 mil nascidos vivos, mas o setor privado não fica muito atrás, com taxas de 63 óbitos/100 mil nascidos vivos. Esse paradoxo coloca em questão outro fator: a prática de cesariana desnecessária.
De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, quase 80% dos partos realizados em hospitais particulares de BH são cesarianas. No setor público, a taxa está próxima a 30%. “Toda cesárea impõe riscos para a mulher e para o bebê. Aumenta em 1,2 vez o risco de mortalidade neonatal, que é a do bebê, e em sete vezes o da mulher, como a literatura cientifica mostra”, destaca Sônia. De acordo com o relatório da Secretaria, pelo menos dois dos 22 óbitos maternos do ano passado aconteceram em casos de cesariana sem indicação técnica.

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