sexta-feira, 30 de setembro de 2011

4,5 mil crianças - vidas salvas

Merece destaque  o Editorial do jornal Folha Metropolitana, do dia 27.09.2011,  sobre a quantidade de vidas que são salvas, em Guarulhos, pela Pastoral da Criança, da Igreja Católica.
A seguir a íntegra do Editorial.

Uma Pastoral que transforma e salva vidas
            "Está cheio de casas com armários vazios." Foi a afirmação da coordenadora da Pastoral da Criança em Guarulhos, Eunice Gomes, à reportagem da Folha Metropolitana na semana passada. O movimento, vinculado à Igreja Católica, reúne cerca de 700 voluntários para atender somente na cidade mais de 3,9 mil famílias e 4,5 mil crianças com idade entre zero e seis anos, além de aproximadamente 400 gestantes. São desenvolvidas ações de saúde, nutrição, educação, cidadania e espiritualidade nas comunidades pobres.             Tem entre os principais desafios reduzir a mortalidade infantil, um problema que a Pastoral enfrenta desde que foi criada. Para isso, fraz visitas assíduas a famílias de 97 bolsões de pobreza de Guarulhos.             Com uma metodologia simples, as voluntárias da Pastoral fazem o acompanhamento nutricional das crianças, por meio de pesagem, orientações sobre alimentação enriquecida e balanceada. Entram neste pacote o soro caseiro, poderoso aliado contra a desidratação, e a multimistura de farelos, que ajuda no combate à anemia e desnutrição. Além disso, a Pastoral da Criança também assiste adolescentes, sobretudo com problemas de gravidez precoce, e trabalha no controle das políticas públicas, ajudando as famílias acompanhadas a lutarem para que tenham ao menos seus direitos básicos, que entendem por saúde, nutrição, educação e cidadania.           Infelizmente, a mortalidade infantil ainda é um inimigo a ser vencido. Os números são menores que há duas décadas, mas ainda assolam a cidade. Segundo a coordenadora, houve redução de 22 mil para 20,5 mil nascimentos. Antes eram 11,7 mil.           Diante desse cenário, as voluntárias da Pastoral vestem-se de sorriso e espírito de amor ao próximo e solidariedade para sair a campo, detectar os problemas e lutar para manter viva a premissa que norteou Zilda Arns ao fundar a Pastoral  (ela morreu em missão humanitária no Haiti, no ano passado): criar condições para que as famílias sejam protagonistas de sua própria transformação social, e que todas as crianças tenham, no mínimo, o suficiente para se alimentar. 
Fonte:  Folhametro

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