sábado, 20 de agosto de 2011

Condição dos Operários - Rerum Novarum

Caríssimo leitor, 


Papa Leão XIII
Pouquíssimas pessoas sabem que a Igreja Católica foi a primeira a defender os trabalhadores da exploração do capitalismo e do socialismo.  


As pessoas que vivem gritando slogans fornecidos por pessoas ou entidades interessadas em denegrir a imagem da Igreja Católica, deveriam, primeiro, se informar mais. 

 O objetivo deste post é mostrar parte da encíclica "Rerum Novarum", publicada pelo Papa Leão XIII, em 15 de maio de 1.891, onde a Igreja examina a situação das classes inferiores e o conflito do trabalho com o socialismo e o com o capitalismo.  Leão XIII pedia uma conciliação entre as partes, para evitar a violência e as mortes.  Porém, a luta de classes e de ideologias aconteceu e matou muita gente (AQUI) .  Alguns pontos da encíclica abaixo.   
Causas do conflito2. Em todo o caso, estamos persuadidos, e todos concordam nisto, de que é necessário, com medidas prontas e eficazes, vir em auxílio dos homens das classes inferiores, atendendo a que eles estão, pela maior parte, numa situação de infortúnio e de miséria imerecida. O século passado destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para eles uma protecção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada. A usura voraz veio agravar ainda mais o mal. Condenada muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens ávidos de ganância, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrescentar-se o monopólio do trabalho e dos papéis de crédito, que se tornaram o quinhão dum pequeno número de ricos e de opulentos, que impõem assim um jugo quase servil à imensa multidão dos proletários.
A solução socialista3. Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.

9. Não luta, mas concórdia entre classes....O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado. Isto é uma aberração tal, que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta, porque, assim como no corpo humano os membros, apesar da sua diversidade, se adaptam maravilhosamente uns aos outros, de modo que formam um todo exactamente proporcionado e que se poderá chamar simétrico, assim também, na sociedade, as duas classes estão destinadas pela natureza a unirem-se harmoniosamente e a conservarem-se mutuamente em perfeito equilíbrio. Elas têm imperiosa necessidade uma da outra: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital.
A concórdia traz consigo a ordem e a beleza; ao contrário, dum conflito perpétuo só podem resultar confusão e lutas selvagens. Ora, para dirimir este conflito e cortar o mal na sua raiz, as Instituições possuem uma virtude admirável e múltipla.
E, primeiramente, toda a economia das verdades religiosas, de que a Igreja é guarda e intérprete, é de natureza a aproximar e reconciliar os ricos e os pobres, lembrando às duas classes os seus deveres mútuos e, primeiro que todos os outros, os que derivam da justiça.
Obrigações dos operários e dos patrões10. Entre estes deveres, eis os que dizem respeito ao pobre e ao operário: deve fornecer integral e fiel-mente todo o trabalho a que se comprometeu por contrato livre e conforme à equidade; não deve lesar o seu patrão, nem nos seus bens, nem na sua pessoa; as suas reivindicações devem ser isentas de violências e nunca revestirem a forma de sedições; deve fugir dos homens perversos que, nos seus discursos artificiosos, lhe sugerem esperanças exageradas e lhe fazem grandes promessas, as quais só conduzem a estéreis pesares e à ruína das fortunas.
Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do Cristão. O trabalho do corpo, pelo testemunho comum da razão e da filosofia cristã, longe de ser um objecto de vergonha, honra o homem, porque lhe fornece um nobre meio de sustentar a sua vida. O que é vergonhoso e desumano é usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e não os estimar senão na proporção do vigor dos seus braços. O cristianismo, além disso, prescreve que se tenham em consideração os interesses espirituais do operário e o bem da sua alma. Aos patrões compete velar para que a isto seja dada plena satisfação, para que o operário não seja entregue à sedução e às solicitações corruptoras, que nada venha enfraquecer o espírito de família nem os hábitos de economia. Proíbe também aos patrões que imponham aos seus subordinados um trabalho superior às suas forças ou em desarmonia com a sua idade ou o seu sexo.
Mas, entre os deveres principais do patrão, é necessário colocar, em primeiro lugar, o de dar a cada um o salário que convém. Certamente, para fixar a justa medida do salário, há numerosos pontos de vis-ta a considerar. Duma maneira geral, recordem-se o rico e o patrão de que explorar a pobreza e a miséria e especular com a indigência, são coisas igualmente reprovadas pelas leis divinas e humanas; que comete-ria um crime de clamar vingança ao céu quem defraudasse a qualquer no preço dos seus labores: «Eis que o salário, que tendes extorquido por fraude aos vossos operários, clama contra vós: e o seu clamor subiu até aos ouvidos do Deus dos Exércitos»(6). Enfim, os ricos devem precaver-se religiosamente de todo o acto violento, toda a fraude, toda a manobra usurária que seja de natureza a atentar contra a economia do pobre, e isto mais ainda, porque este é menos apto para defender-se, e porque os seus haveres, por serem de mínima importância, revestem um carácter mais sagrado. A obediência a estas leis — pergunta-mos Nós — não bastaria, só de per si, para fazer cessar todo o antagonismo e suprimir-lhe as causas?

Gaste um tempo e leia a íntegra da "Rerum Novarum"  aqui : Vatican.va

Um comentário:

stefan disse...

SOCIALISMO/COMUNISMOE NAZISMO são filhos da mesma mãe; diferem-se apenas no “marketing”; ao fundo, igualam-se às ações. Ambos são fortemente estatizantes, opressores, materialistas e ateus, detestam todas a religiões, devotando ódio particular à Igreja Católica.
O SOCIALISMO/COMUNISMO defende a primazia absoluta do Estado, o governo do proletariado, termo hoje considerado obsoleto, substituído por governo de trabalhadores. Indispõem-se contra pequenas, médias e grandes empresas, igualmente capital e empresas estrangeiras, por considerarem de o capital se sebrepor ao trabalho, em detrimento do enfraquecimento do Estado, o qual o socialismo considera como um “deus todo poderoso” dirigido por alguns poucos déspotas que se abocanham ferozmente entre si pela liderança, dispondo repressivamente de como lhe aprouver de disciplinamento de todo o aparato governamental e social.

Os diversos partidos socialistas são facções em que cada um tenta melhor praticar a chamada “Tese do Partido”, uma espécie de manual do socialismo. Os exemplos atuais de sua performance e linha dura são Cuba, Coréia do Norte, etc.

O NAZISMO atribui-se igualmente mesmos itens anteriores, como estatizante, opressor, materialista e ateu; difere no aspecto “raça”; sendo “ariano” é puro, considerado integrado ao sistema automaticamente; todas as mais impuras, exterminadas ou escravizadas, dependerá de conveniência e, na questão propriedade privada, à medida que se enquadrar na aceitação do esquema de governo é permitida. Irmãos gêmeos, mesmos objetivos, apenas itinerários diferentes.
O S. Padre Bento XVI em visita à Alemanha, cidade de Erfurt, antiga Alemanha Oriental comunista, classificou o SOCIALISMO/COMUNISMO e NAZISMO de "CHUVAS ÁCIDAS" e a cada um em particular de "PESTE VERMELHA" e "PESTE NEGRA" , respectivamente. O católico que promover, aliar ou votar em candidatos desses partidos ou aliados são automaticamente excluídos da Igreja como apóstatas, como participantes dos efeitos de todas as leis injustas postas em vigor, sempre que alguém se valer dela por algum motivo, ajuntando mais penalidades para o dia do Juízo Final.


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