terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bento XVI terá boas notícias: aumentou o número de católicos no Brasil entre 1990 e 2010


Jornalista Lauro Jardim
O economista Marcelo Neri, de vez em quando, faz pesquisa sobre a religião católica no Brasil.  No sábado passado, 20.08.2011,  o jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, publicou o resultado da pesquisa mais recente.  Baseado na pesquisa, ele afirma que o número de católicos diminuiu no Brasil, entre os anos 90 até  2009.  


Segundo a pesquisa anterior de Marcelo Neri, realizada em 2007, o número de católicos teria "parado de cair" de 2000 a 2003. Na pesquisa recente, o número de católicos estaria “diminuindo aceleradamente”. 

Para fazer essa afirmação, a pesquisa se baseia em percentuais, sem considerar a população brasileira.  Afirma que em 1991 o percentual de católicos era 80,24%, que entre 2000 e  2003 o percentual estabilizou 73,89% e que, de 2003 a 2009 o percentual de católicos brasileiros diminuiu para 68,4% .

A população brasileira em 1990 era de 145 milhões de pessoas. Portanto, 80,24% representam o número de 116,348 milhões de católicos. Em 2000 a população brasileira era de 169 milhões de pessoas. Portanto,  73,89% resulta em 124,874 milhões de católicos. Em 2010 a população brasileira era de 190 milhões de pessoas. Portanto, 68,4% correspondem a 130 milhões de católicos. (Ver IBGE) 

O crescimento da população brasileira entre 1990 e  2000 é de 14,5%  e de  2000 até 2010, de 12,3%. O crescimento do número de católicos de 1990 até 2000 é de 6,89% e de 2000 até 2010 é de 4,83%.  

Pode-se dizer que o percentual de crescimento do número de católicos não está acompanhando o percentual de crescimento da população brasileira. Mas não é verdade que o número de católicos está "diminuindo aceleradamente". Também não acontece o "encolhimento do catolicismo”.  

O número de católicos está crescendo e não diminuindo. Na década de 1990 a 2000 cresceu 6,8% e na década de 2000 a 2010 cresceu 4,8%. O número de católicos cresceu menos, mas continuou crescendo.

O Papa terá boas notícias quando vier para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho de 2013.                                                                                                                                                                                                                                                                     
20.08.2011 -
Encolhimento do catolicismo
É iminente o anúncio oficial da próxima visita do papa ao Brasil, que acontecerá em janeiro de 2013. Coincidirá com uma péssima notícia para a Igreja: o número de católicos no Brasil, que diminuiu aceleradamente nos anos 80 e 90 e se estabilizou no início da década passadas, voltou a cair.  É o que revela uma pesquisa inédita feita pelo economista Marcelo Neri, da FGV/RJ, com base em dados do IBGE,
Entre 2003 e 2009, houve uma queda de 7,3% entre os que se declaram católicos. Nesse mesmo período, os evangélicos passaram de 17,9% para 20,2% do total de brasileiros. Hoje, portanto, os católicos somam 68,4% da população — o menor porcentual da história (no início dos anos 80, 90% da população era católica).A pesquisa mostra outra novidade: proporcionalmente, entre os brasileiros católicos há mais homens do que mulheres. É a primeira vez que isso acontece.Por Lauro JardimFonte: Veja.abril.com.br
02/05/2007 - 17h45
Proporção de católicos no Brasil pára de cair, diz estudo da FGV
Reuters
Fiel acena bandeira do Brasil à passagem do papa Bento 16 no Vaticano
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Quando o papa Bento 16 chegar ao Brasil, neste mês, receberá uma boa notícia, segundo um estudo divulgado na quarta-feira: o percentual de católicos entre a população do país, decaindo desde que há registros, se estabilizou com o novo milênio."É uma surpresa para a própria Igreja, porque os dados do Vaticano, os dados que estavam circulando, tinham uma visão mais pessimista sobre a taxa de católicos no Brasil", disse o economista Marcelo Néri, coordenador do trabalho. Segundo dados socioeconômicos dos censos demográficos, o percentual de brasileiros católicos vinha diminuindo desde o primeiro estudo, em 1872, e de forma acelerada na década de 1990, quando o retrocesso foi de um ponto percentual anual.Em 1872, 99,72% dos brasileiros eram considerados católicos, taxa que caiu para 82,24% em 1991, quando a queda se acelerou para chegar a 73,89% em 2000."Era [na década de 1990] uma queda de um ponto percentual por ano, uma queda em aceleração", disse Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).Mas o estudo "Economia das Religiões: mudanças recentes" mostrou que a porcentagem de católicos no Brasil se estabilizou com o novo milênio e em 2003, último ano sobre o qual há dados, a taxa alcançou 73,79% da população."O que o estudo mostra é essa estabilidade [da porcentagem de católicos no país] de 2000 a 2003, que nos surpreendeu", disse Néri em entrevista coletiva.O retrocesso da religião católica na década de 1990 se registrou por causa de um crescimento dos crentes evangélicos, que de 9% em 1991 passaram a constituir 16,2% da população em 2000.O estudo também mostrou que nos três primeiros anos do novo milênio os evangélicos continuaram crescendo, alcançando 17,9% em 2003. No entanto, à diferença do ocorrido nas últimas décadas, as igrejas evangélicas se nutriram de não religiosos, em lugar de católicos arrependidos."O que caiu [entre 2000 e 2003] foram basicamente os sem religião, que eram 7,4% em 2000 e 5,1% em 2003, exatamente o mesmo nível de 1991", disse Néri. "Basicamente, a história é a substituição dos sem religião por evangélicos, pentecostais e tradicionais", acrescentou.Algumas das razões para a redução na queda do catolicismo no Brasil poderiam ser a maior estabilidade econômica do país e melhor distribuição de renda para os mais pobres, entre os quais essa religião tem maior penetração, disse Néri.A globalização também poderia ter incidido, já que a Igreja Católica tem uma difusão mundial.O estudo, baseado em censos oficiais de 2002 e 2003, também indicou que os católicos, sendo 73,8% da população, apenas contribuem com 30,9% das doações feitas às igrejas.Já os pentecostais, que constituem 12,5% da população, contribuem com 44% do total de doações, e os evangélicos tradicionais, 22,7%. Também os evangélicos, em geral, têm 3,7 vezes mais pastores que o conjunto de padres, freiras e outros religiosos católicos.Segundo o estudo, existem 17,9 vezes mais pastores evangélicos por cada fiel que padres católicos.Algumas das razões para essa diferença, afirmou Néri, podem ser o celibato a que estão obrigados os sacerdotes católicos e ao fato de deverem dedicar cerca de nove anos para se formar, enquanto um pastor evangélico o faz ao final de meses.
Fonte: Noticias.uol.com.br

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