terça-feira, 23 de agosto de 2011

23% das mortes maternas são por hipertensão

Ao contrário do que apontam os defensores da liberação do aborto, a maior parte das mortes maternas nos partos acontecem por outras causas.



Se estivessem preocupadas com a saúde das mulheres e das crianças, os (as) abortistas deveriam cobrar melhores condições dos  serviços de saúde  - SUS e outros - dos governos.  Dentre as principais causas estão a hipertensão, a septicemia, hemorragias e complicações de aborto, que engloba os abortos espontâneos. 


23% Pressão arterial. É inacreditável que 23% das mortes maternas sejam causadas por hipertensão arterial.   Se houvesse atendimento especialização para a mulher na saúde pública, nenhuma mulher morreria no ato do parto por hipertensão.   A dra. Estela Aquino, especialista em saúde pública, aponta a grande quantidade de cesarianas e a negligência em alguns cuidados durante o pré-natal, como medir a pressão arterial das gestantes, entre os fatores que retardam a queda do indicador de mortalidade materna. 

Antes de matar os bebês, precisamos manter a vida das mulheres dando excelentes condições de acompanhamento e atendimento médico. Há negligencia até no controle de pressão, um procedimento muito simples.




Pesquisa aponta incidência indiscriminada de cesarianas
Publicação: 18 de Agosto de 2011 às 00:00
A taxa de operações cesarianas no Brasil representa a maior do mundo, chegando a 44% dos partos realizados no período de 2005 a 2009, enquanto a Organização Mundial da Saúde estabelece que apenas 15% dos partos podem ser operatórios. Os dados integram o mais recente relatório global do Unicef "Situação Mundial da Infância 2011", que está sendo divulgado em todo o mundo, alertando a população sobre as vantagens do parto normal e os riscos do parto cirúrgico. No Brasil, dados oficiais do Ministério da Saúde - Datasul mostram um percentual ainda maior. Em 2009, nas regiões mais ricas do país, Sul e Sudeste, o percentual chega a 57% em média. Em Rondônia a taxa é a mais alta do Brasil, 61%.marcelo casalEm 111, dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, a percentagem de adolescentes grávidas supera os 20% do total de gestantesEm 111, dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, a percentagem de adolescentes grávidas supera os 20% do total de gestantes
Acre e Amapá têm as menores do país: 31% e 29%, respectivamente. No Rio Grande do Norte a proporção de cesarianas chegou a 47%. Segundo o Ministério da Saúde são realizadas uma média de 558 mil cirurgias desnecessárias por ano, que acarretam um desperdício de 84,3 milhões para o SUS (Sistema Único de Saúde) e a ocupação de mais de 1.600 leitos hospitalares por dia.
O Unicef defende o parto normal e posiciona-se contrario a cesariana desnecessária. Acredita que, para reverter à atual situação no Brasil, é preciso que a sociedade - principalmente as famílias - seja conscientizada sobre os benefícios do parto normal e que os profissionais de saúde só indiquem o parto operatório nos casos necessários.
Entre as vantagens do parto normal destaca-se a rapidez na recuperação; ausência de dor no pós-parto, a rápida recuperação deixa a mãe mais tranqüila, o que favorece a lactação ; a alta é mais rápida, o que possibilita à mãe retomar seus afazeres prontamente; a cada parto normal, o trabalho de parto é mais fácil do que no anterior; se a mulher vir a sofrer de mioma (patologia comum do útero), na eventual necessidade de uma operação, esta será mais fácil e o relaxamento da musculatura pélvica não altera em nada o desempenho sexual.
Transformar gratuitamente (isto é, sem indicações precisas) um ato fisiológico, o parto normal, em ato operatório, parto cirúrgico, traz muitas desvantagens para a mulher. Entre elas, destaca-se a possibilidade da chamada infecção puerperal ou pós-parto, 30 a 40 vezes maior numa cesariana que no parto normal, entre outras complicações à saúde.
A cesariana deve ser indicada apenas nos casos em que a posição da criança não é adequada (ao invés de ela estar de cabeça para baixo, está sentada); não houve boa dilatação do colo do útero; a criança é muito grande e a bacia da mãe é muito pequena, não dá passagem para a criança; durante o trabalho de parto, surge o sofrimento fetal (demora que podem causar falta de oxigenação), quando esperar o desenrolar do trabalho de parto pode ser prejudicial à saúde do bebê; descolamento prematuro da placenta (que ocasiona hemorragias e falta de oxigenação); encurtamento do cordão umbilical; mãe de primeiro filho idosa; eclâmpsia ou pré-eclâmpsia (acesso convulsivo  da parturiente); insuficiência placentária e sensibilização do feto pelo fator Rh.
O aumento do número de cesarianas é um fato mundial e se deve sobretudo ao avanço tecnológico, facilitador de um diagnóstico acurado das condições da criança no útero. Aliado a isso, o temor da dor do parto e uma cultura implementada nas últimas décadas, com declarações de mães dizendo que seu filho nasceria numa data que lhe seria conveniente, não haveria correrias, etc. A essa visão algo distorcida dos fatos veio aliar-se a conveniência do médicos: um trabalho de parto normal pode tomar de 4 a 8 horas (e às vezes mais) do tempo deles, enquanto numa cesariana, em condições normais, tudo se resolve em pouco mais de uma hora.
Buscando fortalecer a capacidade de mães, gestantes e famílias de exigir seus direitos, promovendo maior participação cidadã e, assim, garantir que os direitos assegurados em lei sejam cumpridos, o UNICEF e o Ministério da Saúde lançaram, dia 1º de agosto no Rio de Janeiro, o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê. Ilustrado pelo cartunista Ziraldo, o guia apresenta de forma simples e direta informações essenciais sobre o direito ao pré-natal de qualidade, ao parto humanizado e à assistência ao recém-nascido e à mãe, além de informações sobre a legislação vigente. O material pode ser acessado no site.
Brasil não consegue reduzir mortalidade
Pesquisadores da área de saúde avaliam que o Brasil não deve conseguir reduzir a taxa de mortalidade materna, um dos indicadores dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas. Atualmente, o país registra 68 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. A meta das Nações Unidas é de cerca de 35 para cada 100 mil até 2015. Assim, a queda precisa ser de aproximadamente 48% em quatro anos. Em 18 anos, de 1990 a 2007, o país registrou uma redução da taxa em 56%, passando de 140 a cada 100 mil crianças nascidas vivas para 75 por 100 mil, conforme dados do governo federal.
Para especialistas em saúde pública como Estela Aquino, que atua na Universidade Federal da Bahia, a diminuição foi significativa, mas ainda é insuficiente para tirar o Brasil do ranking das nações com alto número de mortes durante a gravidez e o parto - que é cinco a dez vezes maior que o dos países ricos.
Ela aponta a grande quantidade de cesarianas e a negligência em alguns cuidados durante o pré-natal, como medir a pressão arterial das gestantes, entre os fatores que retardam a queda do indicador.
A questão da mortalidade materna é um dos temas da série especial feita pela revista médica inglesa The Lancet sobre a saúde do brasileiro.
De acordo com o artigo, do qual Estela Aquino integra o grupo de autores, as principais causas de mortes maternas em 2007 foram doenças hipertensivas (23%), septicemia - infecção geral grave do organismo - (10%), hemorragia (8%) e complicações de aborto (8%).
Gravidez precoce
Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, 111 apresentam taxas de gravidez na adolescência que superam 20% e 58 ultrapassaram a marca dos 25%. Os dados são do Portal dos Objetivos do Milênio, que acompanha indicadores dos municípios brasileiros. O percentual de mães com idades inferiores a 20 anos é preocupante. Na maioria dos casos, as meninas passam a enfrentar problemas e a assumir responsabilidades para as quais não estão preparadas, com graves consequências para elas mesmas e para a sociedade. Veja, na tabela a seguir, os municípios potiguares com percentuais que superam os 30%.


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