quinta-feira, 28 de julho de 2011

Simulação e políticas pró-abortistas nos acordos da ONU sobre juventude


O texto abaixo foi publicado pela Aliança Internacional da Juventude (AIJ) que estiveram presentes ontem e hoje na Reunião de Alto Nível da ONU sobre Juventude. No encontro houve simulação, atitudes autoritárias por parte dos funcionários da ONU, acordos prévios com entidades pró-abortistas, a imposição arbitraria da ideologia de gênero e a exclusão da voz dos representantes da Asia, África e Latino América. O Centro Schuman faz parte da AIJ, a tradução ao português do texto é nossa.

Apesar de a recessão econômica ter aumentado de 11,9% para 13% a taxa de desemprego entre os jovens do mundo e de ter disparado a mais de 81 milhões a quantidade de desempregados, na Reunião de Alto Nível da ONU sobre a juventude, realizada em 25 e 26 de julho de 2011, os participantes preocuparam-se mais em impulsionar políticas pró-abortistas e a favor do homossexualismo, deixando de fora quaisquer opiniões de jovens procedentes de países africanos, asiáticos e da América Latina relativas à proteção da vida e da família.

Rafael Becerra González, presidente da Alianza Internacional de la Juventud, reconheceu que depois de dois dias de trabalho “os defensores dos direitos da humanidade, a ONU, traíram mais uma vez seus princípios, excluindo as vozes que se pronunciam a favor da vida desde sua concepção e pelo fortalecimento dos princípios da família. Só incorporaram às conclusões finais as propostas de grupos pró-aborto e pró-homossexuais, replicando a manipulação que levaram a cabo durante a reunião ocorrida em maio de 2010 na cidade de León Guanjuato, México”.

Rafael Becerra González disse que, em uma clara mostra de simulação, no discurso dos funcionários da ONU seguiu-se insistindo que o desemprego e a deficiência de educação são os maiores desafios que enfrentam os jovens no mundo e que urge diminuir a diferença entre demanda e oferta de emprego, embora eles não tenham tocado nesse assunto na reunião nem se preocupado em fazer acordos concretos para ajudar as economias das nações marginalizadas ou em vias de desenvolvimento. “Tudo se reduziu a legitimar um documento que já estava previamente combinado e que se relaciona estreitamente com o enfraquecimento do conceito de família tradicional e do fortalecimento das correntes pró-abortistas e pró-homossexuais”.

Os jovens atualmente enfrentamos uma constante violação de nossos direitos. A redução das matrículas nas instituições de ensino superior nega-nos a possibilidade de cursar uma faculdade e incorporarmo-nos ao mundo profissional. A forte concorrência no mercado de trabalho nos coloca à mercê do desemprego ou do subemprego: baixos salários, expectativas nulas de crescimento profissional e falta de direitos no trabalho.

O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, declarou que quer que a ONU represente e seja o que se plasma na declaração Universal dos Direitos do Homem, e o que vemos agora é uma aliança reprovável com os antivalores, eis o que se vem propondo como imposição desde a Conferência Mundial da Juventude, em 2010, celebrada em León Guanajuato.

Na citada reunião, a manipulação da Conferência esteve voltada para uma agenda contra a integridade da família e a vida das crianças por nascer. A própria configuração dessa conferência, viciada desde a origem, estava planejando deixar os jovens como meros espectadores, sem voz nem vez, enquanto os acordos cupulares eram apresentados como fruto do diálogo e das inquietudes daquela juventude contratada e hospedada nos melhores hotéis pela mesma ONU.

A ONU declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Juventude. A última em vez que isso foi celebrado foi em 1985, há 26 anos. Em agosto de 2010, a Cidade de León, Guanajuato, no México, foi sede da Conferência Mundial da Juventude (CMJ), um espaço de reunião de representantes de governo, legisladores e de organismos da sociedade civil. A promessa era identificar prioridades de ação com relação à juventude para que fossem apresentadas na agenda internacional do desenvolvimento mais além das Metas do Milênio.

Os principais compromissos da Conferência Mundial da Juventude de 2010 foram:

1) Criação de linhas de ação global para a atenção à juventude,
2) Governos e Organizações Civis de todo o mundo trabalhando por alcançar essas ações,
3) Jovens recebendo atenção com base nesta agenda mundial,
4) Consensuar uma declaração de prioridades de ação para as políticas de juventude e desenvolvimento, a ser apresentada na Assembléia Geral da ONU,
5) Favorecer o diálogo entre organizações da sociedade civil e os governos sobre políticas de juventude e desenvolvimento,
6) Publicação de uma declaração final da World Youth Conference 2010,
7) Compartilhar experiências e conhecimentos sobre diagnósticos, políticas, estratégias e programas sobre juventude e desenvolvimento.

Durante a Conferência Mundial da Juventude, os assistentes de maneira geral manifestaram que houve uma enorme desorganização, mas ao ver os resultados somos levados a pensar que, na realidade, todas essas circunstâncias obedecem a uma estratégia muito bem planejada de manipulação e de controle, dirigida a que o documento oficial de conclusões seja o que a ONU já tinha originalmente concebido.

Para a maioria dos que assistiram à Conferência Mundial da Juventude, os resultados não representaram a opinião da juventude do mundo. Foram privilegiados os grupos pró-abortivos, pró-homossexuais, pró-leis liberais, e excluíram-se os que opinam diferente, os que defendem a vida e a família. A Conferência representa um engodo e uma manipulação para os jovens, para o governo do México e para o mundo. 

Os “defensores dos direitos e da humanidade”, a ONU, discriminaram as contribuições de países africanos, asiáticos e latino-americanos.

Somos a maior geração de jovens da história do mundo, estamos aqui para dar testemunho e para que se escreva na história que os jovens queremos e trabalhamos por um mundo melhor, mais humano, mais competitivo, mas sobretudo mais integrado e mais unido. Somos os jovens que organizamos o fórum “Dilo Bien México 2010” com a presença de mais de 2.600 jovens de diferentes partes do mundo, que surge como uma proposta específica de que a voz juvenil seja escutada e que diga bem as coisas.

Um dos resultados do “Dilo Bien” é a Aliança Internacional da Juventude (Alianza Internacional de la Juventud) para falar dos temas que interessam à juventude, sem medo de dizer o que cremos e queremos. Nós apostamos na família, nos valores, na educação de qualidade, no estímulo ao emprego e à segurança, mas principalmente na defesa da vida.

Um de nossos objetivos ao estar aqui em Nova York é apresentar o livro “Dilo bien: a historia de los jóvenes que se enfrentaran a la ONU” - que encontrou grande aceitação entre líderes juvenis de diferentes países - a fim de que as opiniões dos jovens sejam tomadas em conta e incorporadas na criação das leis e políticas públicas.

Expressamo-nos mediante manifestações públicas, para nos fazer escutar, ser respeitados e não perseguidos por nossos valores e ideais. E continuaremos a fazê-lo até conseguirmos que os direitos humanos à vida e à família sejam respeitados.

Nossa postura como Aliança Internacional da Juventude é muito clara: as conclusões da Conferência Mundial da Juventude não podem servir de referência para que parlamentares de nenhum país do mundo gerem leis e normas que rejam os povos! Viemos exigir que a voz dos jovens seja levada em conta, que se respeite a vida e a família, mas sobretudo que se fortaleça a família: só assim poderemos fortalecer os jovens, e isso é o que viemos dizer hoje.

26. 07. 2011.
Colaboração: http://www.centroschuman.org/
   

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