sábado, 2 de julho de 2011

Parada gay e o sacrilégio

A parada gay deste ano, ocorrida em São Paulo, quis, mais uma vez, polemizar, provocando os religiosos, mais especificamente a Igreja Católica, usando imagens de santos e inclusive a própria expressão de Jesus sobre o amor para justificar a intensa campanha midiática de apologia ao homossexualismo. Tal campanha que tem apoio do governo federal (que financia com recursos públicos o evento), vem procurando ocupar espaço na imprensa, num processo de massificação do tema, com o intuito de fazer com que as pessoas acabem aceitando a prática homossexual como natural, e não respeitando que pensa o contrário.

Por isso o perigo do Projeto de Lei da Camara (PLC) 122, pois, na realidade, ele não visa apenas defender os gays do preconceito e discriminação, mas cercear a opinião contrária, atacando-a com hostilidade agressiva os que porventura venham a discordar de tal posicionamento.
Para os defensores do homossexualismo, todos terão que engolir goela abaixo tal prática, gostem ou não, e fiquem quietos se por acaso discordarem, pois se manifestarem algum pensamento divergente, vão para a cadeia. É assim que vemos a fomentação de uma intolerância travestida de defesa dos direitos humanos, e que ameaça a liberdade de expressão em nosso País.
 

O fato mais chocante da parada gay deste ano, foi a forma como se apropriaram de uma frase (fora de contexto) do Evangelho, para insinuar que o amor proposto por Jesus seria também gay. E ainda mais usando imagens sagradas de santos católicos para ainda fazer as pessoas concluírem que tais santos eram gays. Tudo isso pode se resumir numa palavra pouco mencionada hoje em dia, mas tratou-se de um sacrilégio.

Chega a ser patológica esta obsessão de uma minoria de ativistas gays quererem impor uma agenda homoafetiva ao Brasil, numa situação sem precedentes em nossa história, pois somos um país plural, que sempre aceitou a diversidade e as diferenças. Ninguém concorda é claro que se discriminem pessoas por suas opções pessoais de vida, mas o que não podemos aceitar é que um grupo minoritário venha impor um estilo de vida que não tem adesão da maioria, num processo de massificação cultural, com objetivos políticos.

Precisamos saber separar o joio do trigo e discernir. Respeitar as pessoas sim, mas não permitir uma imposição dessa natureza, que se utiliza de todos os meios, inclusive os de tomar símbolos e valores religiosos para dar uma conotação ideológica a tais símbolos e valores, distorcendo-os de seus significados históricos. Temos que respeitar os símbolos e valores religiosos, as opções das pessoas, com o respeito à diversidade e à livre expressão de todos. Só assim estaremos afirmando uma sociedade democrática, do contrário, é retrocesso, o que não podemos aceitar.

São Paulo, 29 se junho de 2011.

Valmor Bolan
É Doutor em Sociologia, conselheiro da Organização Universitária Interamericana (OUI-IOHE) no Brasil e membro da Comissão Ministerial do Prouni (CONAP).

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