quinta-feira, 28 de julho de 2011

A cultura da morte: CRACK aumenta número de ASSASSINATOS


Amy Winwhouse
A cultura da morte não se restringe somente ao aborto.  O aborto é o início da banalização da vida humana. A banalização continua com a defesa, por alguns partidos políticos, da liberação das drogas, para matar de forma diferente: o viciado destrói a vida física dele, chegando à morte, ao suicídio ou é assassinado por algum traficante.  Quando não morre, além de destruir a vida física, se destroi psíquica,  moral e espiritualmente. Afeta, também, todos os que se encontram à sua volta:  família, amigos, colegas de trabalho. 
A morte de Amy Winehouse mais uma vez mostra para o Mundo o desastre que a droga provoca. As drogas aumentam vários tipos crimes, não somente os homicídios que tem resultado comprovado na pesquisa do professor Luiz Flávio Sapori, da PUC de Minas, que segue.


28/07/2011 - às 6:55Contem isto para a turma da marcha: crack ajuda a elevar estatísticas de homicídios no paísPor Thiago Herdy, no Globo:O consumo do crack já provoca uma epidemia de homicídios no país, que vitima principalmente jovens de 15 a 24 anos e é um dos principais fatores do aumento da violência, especialmente no Nordeste. Luiz Flávio Sapori, professor da PUC Minas e um dos principais estudiosos do tema no Brasil, em dois anos de análise conseguiu constatar claramente este fenômeno nos dados de violência em Belo Horizonte, capital mineira.- A fatia mais considerável da violência nas principais cidades brasileiras está relacionada à introdução do crack. Em especial no Nordeste, onde estão as capitais que tiveram o maior aumento de homicídios - afirma o pesquisador, que classifica o crack como a droga mais danosa da sociedade atual e critica a falta de medidas concretas de atenção ao problema por parte do governo federal.Ao lançar no ano passado o Plano de Ações Sociais Integradas de Enfrentamento ao Crack, o governador Eduardo Campos afirmou que 80% dos homicídios no estado tinham vinculação com o tráfico de drogas e que a grande maioria estava ligada ao crack.Em Minas, Sapori conseguiu estabelecer esta relação entre o crack e o aumento da violência a partir de uma amostragem aleatória de inquéritos da Polícia Civil. Nos anos anteriores à inserção da droga na capital mineira, no meio da década de 90, o comércio de drogas era responsável por 8% dos crime contra a vida. A partir de 1997, este percentual cresceu consideravelmente, alcançando 19% dos crimes até 2004, e 33% em 2006. “O Brasil simplesmente não tem uma política de atendimento ao usuário do crack. O SUS não está preparado tecnicamente para atender à especificidade do dependente de uma droga diferente de todas as outras existentes por aqui”, diz o especialista.Especialista defende internação forçadaEntre as medidas urgentes que ele defende estão a produção de conhecimento sobre o assunto e a quebra de tabus, entre eles a resistência à internação forçada - o que começou a ocorrer no Rio -, fundamental em vários casos, na opinião dele:”As pessoas têm de saber que é uma droga muito sedutora e prazerosa, mas capaz de criar uma dependência química sem relação com outras drogas. O usuário não pode cair na visão ingênua de que vai conseguir fazer uso controlado do crack, pois a chance disso acontecer é quase nula.”Neste mês o tema se transformou em pauta principal do Instituto Minas pela Paz, organização da sociedade civil mantida por empresas ligadas à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A ONG buscou o apoio do Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas (Conead-MG) e do Tribunal de Justiça para uma campanha para conscientizar sobre o drama. A mobilização levou um grupo de agências de publicidade a produzir todo o material voluntariamente. AquiPor Reinaldo Azevedo - 

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