terça-feira, 10 de maio de 2011

Gravidez feliz com assistência médica


Em janeiro deste ano, um jornal de grande circulação  nos pediu um texto com a  posição contra o aborto para  ser confrontado com outro texto com posição favorável, a ser escrito por outra pessoa. O texto tinha prazo para ser enviado. No prazo, enviamos o texto  Aborto: defender a vida humana é ser progressista,  mas até hoje ele não foi publicado. Também não recebemos nenhuma explicação.

Recentemente, as televisões começaram u a mostrar a precariedade da saúde no Brasil.  Repórteres visitando hospitais mostram mulheres grávidas de estados do nordeste aguardando atendimento em macas e cadeiras nos corredores, mostram mulheres circulando por vários hospitais sem conseguir atendimento e até a intervenção do Ministério Público para impedir a internação em hospital infectado por bactérias mortíferas que era um risco para a saúde de quem lá fosse internada.

No texto que escrevemos para o jornal,  copiamos trecho de relatório do IBGE - "Nascimentos no Brasil: o que dizem as informações? -  (Relatório IBGE) que indica a causa principal dos abortos: a falta de assistência médica para as mulheres. 
“O acesso à assistência pré-natal é considerado uma condição sine qua non que a gestação transcorra sem problemas tanto para a mãe quanto para o filho, ou, pelo menos, que haja um acompanhamento médico para as situações de risco. Alguns estudos mostram que a maioria das mortes por causas maternas são evitáveis, se ações que objetivam a qualidade da assistência perinatal e o acesso aos serviços de saúde da gestante forem tomadas (BRASIL…,1997; ALMEIDA; BARROS,2005).”
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“A avaliação por Unidades da Federação para o ano de 2006 mostra as desigualdades regionais, no que se refere à assistência pré-natal. Enquanto em São Paulo e no Paraná o total de nascidos vivos cujas mães realizaram sete ou mais consultas foi superior a 70%, no Amapá essa proporção não atingiu 25%.  
Vale destacar que, em todas as Unidades da Federação pertencentes às Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, mais de 50% dos nascidos vivos eram de mães que efetuaram sete ou mais consultas pré-natal (Tabela 4)." 
Mais recentemente,  escrevemos  sobre o projeto Rede Cegonha e a precariedade do serviço de saúde no Brasil  mostrando o caso de uma grávida que ficou com o bebê morto no útero por oito dias e outra que recebeu o feto num vidro, em plena capital federal, Brasília.

A imprensa nacional e a internacional - posts anteriores - estão mostrando que a situação precária da saúde pública,  no Brasil e no mundo, provoca a morte de milhares de mulheres e milhões de bebês. Os abortos tem como razão principal a falta de assistência médica e hospitalar.

O grupo de políticos que dirige o país há mais de 8 anos, em vez de propor a matança de crianças através do aborto,  poderia se preocupar mais em oferecer um atendimento médico e hospitalar de "primeiro mundo" para todas as gestantes do Brasil.  

O essencial é dar assistência médica, psicológica e material para todas as gestantes, desde a fecundação do óvulo, com pelo menos sete consultas, para manter as vidas das crianças e das mulheres.

Esperamos que os propósitos do programa "Rede Cegonha" sejam, exclusivamente, de dar assistência médica e amparo material, com os diversos programas assistenciais existentes, para proporcionar às mulheres gestações dignas, seguras e felizes.

Neste mês de Maria, que disse o SIM que deu a vida a Jesus Cristo,  nosso Salvador,  precisamos reconhecer que a geração da vida é uma dádiva de Deus concedida às mulheres.

Dom |Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos

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