sábado, 30 de abril de 2011

A Religião Contraceptiva: a Reprodução Humana na Mira do Esoterismo e do Socialismo

A Bíblia não tem razão quando diz que o povo de Deus sofre destruição porque lhe falta o conhecimento?  Quantos, no meio do povo de Deus, sabem que Margaret Sanger (1879-1966), que inventou o termo “controle da natalidade”, tinha ligações fortes com a Nova Era, com o socialismo e com a libertinagem sexual?
Em seu primeiro jornal, The Woman Rebel (A Mulher Rebelde), ela confessou: “O controle da natalidade atrai os radicais mais avançados do socialismo porque sua prática mina a autoridade das igrejas cristãs. Algum dia espero ver a humanidade livre da tirania do Cristianismo…” [1]
Sanger também tinha ligações profundas com o nazismo. Antes da 2 Guerra Mundial, Sanger mantinha estreita relação com autoridades da Alemanha nazista, porque o sistema nazista de total planejamento e controle social era muito mais aberto às idéias dela de controle total sobre a reprodução humana.
Enquanto Sanger lutava para promover o polêmico conceito de controle da natalidade nos EUA, na Alemanha não havia nenhuma oposição. O nazismo acolheu de braços abertos a ideologia do planejamento familiar promovida por Sanger. Com sua visão brutalmente baseada na teoria da evolução, o governo nazista via o controle da natalidade como item normal de sua política de planejamento e controle sobre o “animal” humano.
Na Alemanha nazista, a medicina estava a serviço da ideologia do chamado “bem coletivo”. Qualquer medida era válida para se alcançar um bem maior. Podia-se sacrificar vidas “insignificantes”, desde que o resultado fosse melhorar a qualidade de vida de seres humanos produtivos. O nazismo era semelhante ao comunismo em que ajudou a inspirar a cultura materialista de hoje, onde a chamada ciência e avanço tecnológico ignoram o intrínseco valor da vida humana.
Embora os governos atuais não imponham todas as políticas nazistas de controle social, é inegável o papel e empenho dos governos na doutrinação das massas para que vivam conforme um planejamento contraceptivo. O nazismo morreu, porém não morreram nos governos as intenções de controle na área da reprodução.
Os modernos sistemas tecnocráticos de controle populacional e planejamento familiar têm raízes muito profundas nos movimentos ocultistas do século XIX. Antes de Margaret Sanger, Annie Besant (1847-1933), a famosa teósofa inglesa, já distribuía panfletos ensinando os casais a ter menos filhos. Não, ela não atuava na África pagã ou na Índia pagã, mas na Inglaterra majoritariamente evangélica. Com sua nova ideologia, Besant pregava que bênção era ter uma família menor.
Besant, cujo trabalho influenciou Sanger, havia vindo de um casamento fracassado com um pastor evangélico, se envolvendo em seguida com o socialismo, a teosofia, a Nova Era e o lesbianismo. Mas a Inglaterra dita cristã não se importou com o lesbianismo dela, nem com o ocultismo dela nem com o fato de que na Bíblia Deus diz que filhos são bênçãos e que abençoado é o homem que se enche deles.
A religião contraceptiva de Besant, com todas as suas conseqüências, prevaleceu sobre o Cristianismo superficial do povo inglês. A heresia dela não começou nas igrejas cristãs nem atingiu primeiramente as igrejas cristãs.
O alvo dela era um lugar intocável pelos púlpitos das igrejas: a cama dos casais cristãos. Dessa intimidade, longe dos púlpitos, propagou-se uma nova ideologia, uma nova religião que com o tempo engoliu a verdade proclamada a partir dos púlpitos, jogando para o esquecimento a idéia bíblica de que uma família grande é uma bênção grande.
Não é a toa que Sanger fundou na Índia (a mesma Índia venerada pelos místicos esotéricos como Besant) a Federação Internacional de Planejamento Familiar (conhecida pela sigla inglesa IPPF), a maior e mais antiga organização de aborto no mundo inteiro. Hoje, a ONU e a IPPF trabalham juntas para implantar políticas de planejamento contraceptivo nas nações. 
Essas organizações tratam o aborto e o homossexualismo não como assassinato e perversão, mas como direitos humanos inalienáveis. Tal trabalho está em plena sintonia com os objetivos e vontades de ideologia socialista.
Na visão de Besant, de Sanger, do socialismo, da ONU e da IPPF, a contracepção é a rejeição dos “indesejados” e a aceitação do planejamento teosófico, tecnológico, nazista e socialista sobre a reprodução humana. 
Na visão da Bíblia, a contracepção é a rejeição do planejamento de Deus na vida sexual do casal, numa autonomia moderna onde prega-se orgulhosamente a independência do indivíduo — à custa de Deus, mas nunca à custa do Estado.
Fonte e autor: Júlio Severo

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