terça-feira, 26 de abril de 2011

A Ciência e a Fé

O Papa João Paulo II começou a Encíclica "Fé e razão" dizendo que:  "A fé e a razão são as duas asas com as quais o espírito humano alça vôo para contemplar a verdade" (1). Isto mostra a importância que ambas têm uma para a outra. 
Louis Pasteur


O grande cientista francês Louis de Pasteur, da Sorbone, cristão convicto, dizia que "a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus". 
Tratando-se do grande Pasteur, essas palavras são suficientes para mostrar que entre a fé e a razão não há oposição ou obstáculos. 


Se há muros entre a fé e a ciência, estes estão apenas nas pessoas. 


Mais do que ninguém, o cientista deveria ser também um homem de fé, pela simples razão de que o pesquisador é aquele que mais perto pode "tocar" a face de Deus, oculta, mas presente, nas maravilhas da natureza, que Ele criou sem precisar de nada. 


Só Deus pode criar (=tirar um ser do nada); nós apenas fabricamos as coisas, usando as já criadas por Deus. É a lei de Lavoisier: em nossas mãos a matéria não é criada ou destruída, mas apenas transformada. A matéria não é eterna, ela começou a existir um dia por vontade e criação de Deus.


Muitos pesquisadores não se abriram para a beleza e a transcendência do mistério de Deus, que sustenta toda a natureza e as leis da ciência. Isto tem razões, que vamos analisar mais para frente neste livro. 


No século XIX, no auge do racionalismo que rejeitava o espiritual, era comum dizer que a ciência e a fé não combinavam entre si; a ciência parecia negar as afirmações da fé e colocar a religião no obscurantismo, como se fosse coisa de ignorantes. Mas isto já não acontece hoje. As conclusões de cientistas de renome, como veremos, mostram que a própria ciência insinua a existência de uma Inteligência Superior, responsável pela ordem do universo; e o estudo da origem e do desenvolvimento da matéria tem levado o homem a reconhecer um Ser Supremo. 


Muitos gigantes da ciência, em todos os tempos, se curvaram humildemente diante do Criador. Entre eles podemos citar homens profundamente religiosos como Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Louis Pasteur, Blaise Pascal, André M. Ampère, Max Planck (1858-1947), prêmio Nobel de Física em 1918, pela descoberta do "quantum" de energia, Andrews Milikan (1858-1953), prêmio Nobel de Física, em 1923, pela descoberta da carga elétrica elementar, Antoine Henri Becquerel (1852-1908), Nobel de Física em 1903, decobridor da radioatividade, Albert Einstein (1879-1955), Nobel de Física em 1921, pela descoberta do efeito foto-elétrico, Erwin Schorondinger (1887-1961), prêmio Nobel de Física em 1933, pelo descobrimento de novas fórmulas de energia atômica.


Até mesmo Voltaire, racionalista e inimigo sagaz da fé católica, que se converteu no final da vida, foi levado a dizer:
François-Marie Arouet -Voltaire
"O mundo me perturba e não posso imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro".  


Eddington dizia que "nenhum inventor do ateísmo foi pesquisador da natureza".


Muitos cientistas, infelizmente, "obrigam-se" a atribuir ao "acaso" toda a criação de Deus, como que para não pronunciar o seu nome. A antiga revista soviética Questões fundamentais de Ateísmo Científico, no Instituto para o Materialismo, que circulava nos tristes tempos do comunismo na União Soviética, chegou a escrever, no passado, que: "os seres vivos formaram-se por si mesmos, desenvolvendo-se por um processo natural de necessidade interna, sem recorrer, para tanto, à intervenção sobrenatural de um algum "deus-criador", como quer a religião" (É bom lembrar que isto foi antes da queda do comunismo, a partir de 1989).


Os materialistas querem substituir Deus pelo acaso, como se este fosse "inteligente" e capaz de programar e executar algo, mas hoje não se crê mais nisso. Vale a pena lembrar aqui a palavra do Dr. Adolf Butenandt, prêmio Nobel em Bioquimica:


"Com os atómos de um bilhão de estrelas, o acaso cego não conseguiria produzir sequer uma proteína útil para o ser vivo". (A Criação não é um mito, Ed. Paulinas, SP, 1972)
O acaso é cego e não pode criar e ordenar nada.  


Albert Einstein
Como dizia Einstein, "Deus não joga dados".  Tudo que existe fora do nada é "obra" de uma inteligência.

As afirmações dos gigantes da ciência se completam com o que dizia São Paulo, escrevendo aos romanos, há 20 séculos:


"Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu poder eterno e a sua divindade tornaram-se visíveis à inteligência por meio das coisas criadas... Muitos, contudo, conhecendo a Deus não o glorificaram com Deus, nem lhe renderam graças". (Rom.1,18)


LIVRO: Ciência e Fé em harmonia, Ed. Cléofas, 2005, pg. 13-14
Autor: Prof. Felipe Aquino - Graduou-se em matemática pela Faculdade de Filosofia de Itajubá, em 1971. Cursou mestrado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Itajubá (1974) e doutorou-se em Engenharia Mecânica em Guaratinguetá pela Universidade Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho no ano de 2001, com tese intitulada Convecção natural em cavidades triangulares. Concluiu o pós-doutorado em 2003 por esta mesma universidade.Atualmente é professor doutor da Faculdade de Engenharia Química de Lorena, onde exerce atividades desde 1976. Foi diretor por mais de 20 anos da FAENQUIL (atual Escola de Engenharia de Lorena — USP). Foi também professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, de 1976 a 2000, da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (1973-1977), da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Lorena (1972-1977).

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