terça-feira, 15 de março de 2011

Zinco, cobre, fumo e álcool provocam abortos e outros problemas

Deficiência de zinco e cobre ligados ao aborto espontâneo
Pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha, confirmaram que baixos níveis de cobre e zinco em mulheres gestantes pode ser um fator associado ao aborto espontâneo, uma hipótese que até agora não havia sido confirmada e que nunca havia sido comprovada no ser humano.

Desse estudo, participaram 265 grávidas das quais 132 tiveram um aborto espontâneo. Em todas foram realizadas ecografias, dosagens sanguíneas e preenchimento de um questionário. Mediante a comparação controlada entre o grupo que abortou com aquelas que evoluíram normalmente, se pode determinar a existência de diferenças nas concentrações plasmáticas de cobre e zinco.

Os achados sugerem que a deficiência materna de um ou de ambos desses elementos pode associar-se com aborto espontâneo, o que abre novas e interessantes linhas de pesquisa que até o momento têm sido pouco exploradas. Além da influência do cobre e do zinco no aparecimento de abortos, outros dados de interesse pouco conhecidos foram encontrados como a homocisteina, a suplementação pré-concepcional e pré-natal com iodo e folatos, a disfunção da tireóide ou o consumo de drogas nas primeiras semanas de gestação. 

A maioria das gestações (64%) que acabaram em abortos foi planejada, embora somente 12% das pacientes haviam utilizado os suplementos recomendados de iodo e folatos antes de tentar a gravidez (já se demonstrou que essas substâncias diminuem as taxas de aborto e más-formações).

Em torno de 1/3 das que abortaram se declararam fumantes habituais e 16.6% tomavam café numa quantidade que ultrapassava o limiar para aborto e más-formações (consumo de cigarro e cafeína em doses elevadas têm sido associados ao aparecimento de abortos). 

Cerca de 81% consumiram algum tipo de medicamento, 2.2% utilizaram fármacos formalmente contraindicados e 13.6% ficaram expostas a medicamentos não aconselhados na gestação. Estes novos achados relacionados ao zinco e cobre têm grande interesse científico já que se trata de transtornos corrigíveis através de simples medidas dietético-farmacológicas.

Consequências do consumo de álcool na gestação (1)

Pesquisadores franceses mostraram as consequências do consumo de álcool durante a gravidez fazendo um estudo retrospectivo em crianças que foram, enquanto fetos, expostas no útero a uma ou várias substâncias psicoativas, legais ou ilegais, entre os anos de 1999 e 2008.

Consequências do consumo de álcool na gestação (2)

Os então 170 recém-nascidos foram distribuídos em três grupos, conforme as declarações das mães quanto ao consumo de álcool durante a gravidez: 56 do grupo 1 permaneceram com hábitos de consumo igual ao período pré-gravidez; 30 do grupo 2 reduziram e 84 do grupo 3 que foi composto por abstêmias.

Consequências do consumo de álcool na gestação (3)

Recém-nascidos de mães que não mudaram os hábitos foram mais prematuros (30.4%), apresentavam mais frequentemente retardo de crescimento, permaneciam mais tempo hospitalizados (60.7%) e sofriam da síndrome de alcoolização fetal (18%).

Consequências do consumo de álcool na gestação (4)

As que reduziram o consumo de álcool tiveram crianças mais saudáveis do que as que não reduziram mostrando que a redução já traz resultados benéficos para a mãe e para o recém-nascido e que o tratamento de mães alcoolistas é imperativo para o binômio mãe-filho e para a sociedade em geral.

HISTÓRIA DA MEDICINA
1) Os antigos imperadores chineses se ocuparam da medicina.
2) Ao imperador Shen Nung, que teria governado de 2838-2698 a.C., é atribuída a invenção da medicina.
3) Isso ocorreu sob a inspiração de Pan Ku, conhecido como o deus da criação, segundo a tradição taoísta.

João Modesto Filho
Diretor Financeiro da Unimed João Pessoa
Unimed João Pessoa - [12/03/2011] Veja Aqui

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