domingo, 20 de março de 2011

Walter Willians diz que os EUA subsidiam a desintegração da família e critica o salário-mínimo

Walter Willians, economista
O economista americano Walter Willians concedeu entrevista ao jornalista André Petry,  que foi publicada na seção "Entrevista" nas páginas amarelas da revista "Veja", de 09 de março de 2011.

Ele afirmou que as ajudas - vale-alimentação, vale-transporte e outras ajudas - fornecidas pelo governo americano para as adolescentes que ficam grávidas provocam a desintegração da família.

Ele falou, também,  que o salário mínimo é prejudicial para os pobres.

Abaixo a parte da entrevista a respeito dos temas desagregação da família e prejuízo causado pelo salário mínimo aos pobres :

Pergunta do jornalista André Petry:  O estado de bem-estar social, com toda a variedade de benefícios sociais criados nas últimas décadas, não ajuda a aliviar a situação de pobreza dos negros de hoje ?
Resposta de Walter Willians:  Todos os economistas, sejam eles libertários, conservadores ou liberais, concordam que sempre cai a oferta do que é taxado e aumenta a oferta do que é subsidiado.
Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar. Quando uma adolescente pobre fica grávida, ela ganha direito a se inscrever em programas habitacionais para morar de graça, recebe vale-alimentação, vale-transporte e uma série de outros benefícios. Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Muitas eram mandadas para o Sul, para viver com parentes. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento.
O resultado é que nos anos da minha adolescência entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%.
O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. A obrigação de pagar um salário mínimo ao frentista no posto de gasolina levou à automação e ao self-service. O lanterninha do cinema deixou  de existir não porque adoramos tropeçar no escuro do cinema. É por causa do salário mínimo.
Na África do Sul do apartheid, os grandes defensores do salário mínimo eram os sindicatos racistas de brancos, que não aceitavam filiação de negros. Eles não escondiam que o salário mínimo era o melhor instrumento para evitar a contratação de negros, que, sendo menos qualificados, estavam dispostos a trabalhar por menos. O salário mínimo criava uma reserva de mercado. 

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