quinta-feira, 24 de março de 2011

Rede Cegonha e a precariedade do serviço de saúde no Brasil


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, iniciou o programa de rádio do governo, no dia 14.03.2011,  falando sobre a criação do programa Rede Cegonha, uma das promessas feitas durante as eleições presidenciais.

“Vamos tratar daquele que é um dos momentos mais marcantes da vida de toda mulher: a maternidade. Vamos anunciar o Rede Cegonha, um programa na área da saúde, voltado para o atendimento integral das mães e das crianças desde a gravidez. Nós queremos atendimento completo, integral”, disse.

Quem vê as reportagens nas televisões, lê as notícias dos jornais e vê a Internet pode constatar a precariedade do atendimento da saúde no Brasil.  Pessoas deitadas no chão, sem macas, sem camas, instrumentos cirúrgicos lavados em baldes com água de rio e completa falta de instalações, equipamentos cirúrgicos e pessoal qualificado.

Alguns políticos, quando ficam doentes e necessitam de atendimento médico, vem para os hospitais de São Paulo. Não ficam nos hospitais de seus Estados, aqueles que eles oferecem para o povo.

Na capital federal, Brasília, onde os economistas dizem ter a renda per cápita maior do Brasil, a precariedade no atendimento médico ao povo é absurda.

Como pode uma mulher permanecer com o feto morto em seu útero por oito dias? Como pode uma mulher receber o feto e a placenta dentro de um vidro, sob o argumento que o hospital não tem condições de fazer os exames necessários?

Leia as matérias jornalísticas a seguir.  Volto no final.


Hilma Oliveira afirma que Hospital Regional de Paraíso está em estado de calamidade
 Tocantins - Assembléia Legislativa
A Vereadora Hilma Oliveira Mascarenhas (PMDB), usou o grande expediente na 123ª sessão ordinária realizada na última terça (1º), para demonstrar a sua preocupação com o estado em que se encontra o nosso Hospital de referências Dr. Alfredo Barros (Regional de Paraíso). Está tudo quebrado e enferrujado, com sanitários em péssimas condições e com o forro ameaçando a desabar, alertou.
A vereadora peemedebista disse que esteve no local, onde foi recebida pelo novo diretor Dr. Pedro Ricardo Inchausti, que recebeu da Câmara Municipal uma moção aplausos pela sua indicação ao cargo, afirmando que ficou estarrecida com o estado deplorável das instalações e com as dificuldades apresentadas pelo diretor. “Só está funcionando porque é melhor do que deixar de atender, o estado é de calamidade. Eu peço á Deus que continue me dando saúde para que não venha precisar daquele hospital”, enfatizou.

Dona Hilma Oliveira aproveitou para convidar os demais pares, os deputados de Paraíso e a sociedade, para fazer uma mobilização para sensibilizar ás nossas autoridades para a necessidade urgente da recuperação do Hospital regional de Paraíso, uma importante unidade de saúde que atende a população de Paraíso, vale do Araguaia, sul do Pará e Mato Grosso.
Hoje pela manhã o Presidente da Câmara Municipal, Lafaete Lobo (PT), informou que será formada uma comissão composta pelos vereadores e os deputados estaduais (Osires Damaso e José Geraldo) para uma visita ao Hospital de Referências de Paraíso. (Informações da ascom/CMP)


 O Girassol - Aqui

Mãe perde o bebê e carrega filho morto em seu ventre durante oito dias
Depois de sentir dores no abdome, mulher é levada ao Hospital Regional de Taguatinga, que não tinha medicamento para expulsar o bebê. Ela acabou submetida a cirurgia para retirada do útero e não poderá mais ter filhos

Publicação: 08/01/2011 08:05 Atualização: 08/01/2011 08:27
Alenice Monteiro, cunhada de Cida, e o irmão da paciente, Genilton Barboza, estavam angustiados por não poderem vê-la no hospital (Leonardo Arruda/Esp. CB/D.A Press)
Alenice Monteiro, cunhada de Cida, e o irmão da paciente, Genilton Barboza, estavam angustiados por não poderem vê-la no hospital
Com oito meses de gestação, uma mãe viveu o drama de perder o bebê e ainda carregar um filho morto em seu ventre durante oito dias. A dona de casa Maria Aparecida Barboza de Carvalho, 39 anos, chegou ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) em 30 de dezembro último com dores no abdome. Uma ecografia revelou a morte da criança e a alegria da gravidez deu lugar ao choro e a noites mal dormidas. Sem medicamento no hospital, o marido de Maria, o funcionário público Paulo Rayoul, 47 anos, teve de desembolsar R$ 400 para comprar um hormônio que provoca contrações uterinas para expulsão do feto. O fármaco, porém, não fez efeito. Ontem, por volta das 12h, os médicos decidiram fazer cirurgia cesariana para a retirada do bebê, mas eles se depararam com a placenta colada. Em razão disso, Maria Aparecida teve de ser submetida a uma histerectomia, que consiste na retirada do útero. Com isso, ela não poderá mais ter filhos.
O parto estava agendado para 17 de janeiro e a criança se chamaria Ruan. Embora a morte do bebê tenha sido diagnosticada na quinta-feira passada, a desconfiança é de que o neném estivesse morto há mais tempo, uma vez que Maria começou a sentir dores um dia antes, quando passou a perder líquido amniótico. Como a dona de casa já tinha consulta marcada no dia seguinte, ela resolveu esperar. Com a criança morta há vários dias, o risco era de a mãe contrair uma infecção em razão da decomposição do cadáver (veja palavra de especialista).
Desde a internação, a família não pode visitar mais a paciente. As únicas informações são obtidas por telefone, no ramal do hospital. No domingo, o marido de Cida, como é carinhosamente chamada pela família, foi informado pela própria esposa, por telefone, que precisaria comprar o medicamento que estava em falta no hospital. A mulher começou a tomá-lo a partir de segunda-feira última.
Enquanto isso, a família só tem notícias de Cida por telefone. O marido liga para a mulher três vezes por dia, quando a paciente repassa as informações do médico. “Não tenho nenhum posicionamento do médico, tudo o que eu sei são informações que a minha esposa me repassa. Estou tentando mantê-la tranquila, mas compreendo que, tratando-se da saúde dela, temos que esperar para que as coisas sejam feitas da melhor maneira”, afirmou Paulo. O marido tentou a transferência da mulher para um hospital particular, mas foi desaconselhado pelos médicos devido aos possíveis riscos que isso acarretaria à paciente. “Não estou omisso. Passei todos os últimos dias nesse hospital, mas acredito que temos que esperar. Nosso sentimento é de impotência”, desabafou.
O Correio conversou com a enfermeira responsável pela paciente na noite da última quinta-feira. Segundo a mulher, que não se identificou, Cida estaria dormindo, e apresentava boas condições de saúde. Ela informou, ainda, que a dona de casa tomava dois medicamentos para induzir o parto. “Esse procedimento é normal. É muito mais arriscado encaminhá-la para cirurgia devido a um risco de infecção”, informou. Segundo a enfermeira, o processo poderia levar até 30 dias. O novo medicamento, Mizoprostol, teria chegado ao HRT esta semana e foi solicitado no último dia 6 ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Segundo a cunhada de Cida, Alenice Monteiro Pereira, 31 anos, casada com Genildo Barboza de Carvalho, 33, a mulher deu entrada na manhã de ontem na sala de cirurgia para a realização de uma cesariana. “A gente tentou ligar lá, mas o telefone ou estava fora do gancho ou chamava e ninguém atendia. Estamos angustiados”, disse.

Útero retirado
Em nota, a Secretaria de Saúde do DF disse que a paciente deu entrada no HRT em 30 de dezembro de 2010 já com o feto morto e que, durante a internação, foi induzido o parto com medicações apropriadas, mas sem sucesso. No comunicado, uma médica do hospital, identificada como Márcia Tereza, disse que Maria Aparecida foi submetida ao parto cesareano ontem e a posterior histerectomia. A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde não informou sobre o estado de saúde da paciente, mas segundo o marido de Cida, ele teve a informação de que ela tem previsão de alta para segunda-feira.
Cida tem quatro filhos e fez todo o acompanhamento da quinta gestação no HRT. Quando estava com quatro meses de gravidez, chegou a ficar internada por seis dias devido a uma infecção urinária e anemia. Desde então, ela convivia com uma gravidez de risco. Apenas dois dos filhos de Cida moram em Brasília — uma adolescente de 15 anos e uma menina de 2 — e estão sob os cuidados do irmão dela durante a internação.

Fonte: Correio Brasiliense - Veja aqui

Jovem recebe feto dentro de um vidro após aborto no HRT

Após ter um aborto espontâneo na segunda-feira (21), uma jovem recebeu o material biológico dentro de um vidro no Hospital Regional de Taguatinga. O hospital entregou o feto e a placenta para a paciente após alegar que não tinha condições de realizar exames para identificar a causa do aborto.
Depois ter a gravidez interrompida, a jovem Stephanie Vasconcelos recebeu os restos mortais e a placenta dentro de um vidro porque o hospital não tinha condições de realizar exames para identificar a causa da interrupção da gravidez. Stepanhie levou o vidro para casa e teve que guardar dentro da geladeira de sua casa até conseguir
encaminhar o conteúdo do vidro para outro hospital.
Segundo a diretoria do HRT, a prioridade dos exames era para casos de câncer e por isso o material foi entregue à mãe para que ela encaminhasse à outra unidade de saúde para perícia. O material genético foi levado para o Hospital Regional da Asa Sul e ainda não foi liberado para o enterro.
Em nota oficial divulgada a imprensa, o hospital afirma que foi dada opção da mãe receber o material  anatomopatológico, para realização de exame específico no local de livre escolha da mesma, visando agilizar
o resultado. Para fazer valer a opção da paciente, foram feitos registros de concordância materna nos livros específicos do Centro Obstétrico do hospital. A Secretária de Saúde e o HRT acrescentam ainda na nota que vão abrir sindicância para apurar o ocorrido.
A SES e o HRT acrescentam que vai abrir sindicância para apurar o ocorrido.
Fonte: clicabrasilia.com.br
Publicação: Sexta-feira, 04/02/2011 às 16:46:46   
Atualização: 04/02/2011 às 19:50:25 


Em vez de dar atendimento médico digno para as mulheres e seus bebês, partidos e políticos ultrapassados e retrógrados querem matar as crianças ainda no útero e extraí-las para entregar no vidro para as mães?

Precisamos nos mobilizar  contra o aborto e clamar pelo respeito à dignidade da mulher e das crianças, com um atendimento médico de alto padrão em todo o território nacional, para todo o povo brasileiro.

O louvável programa lançado pela Presidente, Rede Cegonha, não pode ser desvirtuado para realizar abortos. Deve ser implementado para manter a vida nascente e melhorar a vida da mulher gestante, para que não ocorram mortes evitáveis pela medicina moderna.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Docesano de Guarulhos

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