quarta-feira, 30 de março de 2011

Anencefalia: Justiça autoriza aborto mas mãe levará gravidez adiante


TJ autoriza aborto de anencéfalo, mas mãe levará gravidez adiante
Graziela Delalibera

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou a gestante R.N.S.R, 29
anos, de Palmares Paulista, a abortar um bebê sem cérebro, agora com 20
semanas. A gestante e o marido, no entanto, disseram que vão manter a
decisão de levar a gravidez até o final, segundo a advogada de R., Joana
Cristina Paulino.

A advogada foi comunicada ontem da decisão do Tribunal pelo juiz Rodrigo
Ricci Fernandes, de Santa Adélia. O juiz havia autorizado o procedimento no
dia 10 de fevereiro, depois que um exame realizado pela mãe, no dia 25 de
janeiro, diagnosticou que o feto era portador de acrania (tipo de anencefalia
em que o feto não tem crânio e nem a pele que o reveste). Chocada com a
informação, a gestante havia acionado a Justiça para fazer o aborto, pois a
criança não tem chances de sobreviver fora da barriga da mãe.

“A pretensão da família não é mais abortar. Ela (a gestante) está tranquila,
com a pressão normal, e por enquanto não mudou de ideia”, disse a advogada,
que conversou com o marido de R. na tarde de ontem. O aborto chegou a ser
agendado, no Hospital Padre Albino, em Catanduva, mas o TJ havia proibido
o procedimento por meio de uma liminar, atendendo pedido do advogado
Marcos Antônio Favaro, de São Paulo, que se intitulou defensor do feto.

Enquanto a autorização do aborto ficou suspensa pela liminar do TJ, a gestante
foi procurada pela Igreja Católica, que se comprometeu em lhe dar toda a
assistência necessária na gestação. Com isso, ela recuou e decidiu levar a
gravidez adiante. R. tem sido acompanhada por um médico especialista de
Catanduva, por indicação da Igreja

Fonte: Diarioweb.com.br - São José do Rio Preto, 29 de Março, 2011 - 11:02

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